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"Até quando vamos ter que aguentar a apropriação da ideia de 'liberdade de imprensa', de 'liberdade de expressão', pelos proprietários da grande mídia mercantil – os Frias, os Marinhos, os Mesquitas, os Civitas -, que as definem como sua liberdade de dizer o que acham e de designar quem ocupa os espaços escritos, falados e vistos, para reproduzir o mesmo discurso, o pensamento único dos monopólios privados?"

Emir Sader

9.4.13

Na Venezuela, mulheres pegam no pesado e constroem suas próprias casas | Brasil de Fato

Na Venezuela, mulheres pegam no pesado e constroem suas próprias casas

Em centro comercial de Caracas, ao lado de bancos e prédios empresariais, mulheres conseguiram desapropriação de terreno e levantam edifício de seis andares

 

09/04/2013

 

Jônatas Campos

de Caracas (Venezuela)

 

Um grupo de 33 mulheres resolveu se unir para construir seus próprios apartamentos, na região central de Caracas, capital da Venezuela. Para isso, ocuparam um armazém abandonado e pediram apoio governamental para desapropriação do terreno. Mais além, depois de permanecer no local com seus filhos, fazer vigília, pressionar o governo e conseguir a desapropriação, agora, elas mesmas estão pegando no pesado para garantir o sonho da casa própria. A obra está avançada. “Próxima quarta-feira vamos colocar o concreto das vigas”, diz Greimar Freites, mãe de um filho e administradora geral.

 
Todas as atividades são gerenciadas pelas futuras donas dos apartamentos - Fotos: Renata Miele  

 

“Unimos um grupo de mães solteiras e fizemos um acampamento aqui. A luta foi grande. Havia muitas pessoas contra, mas aqui estamos”, diz com orgulho Yuri Colina, 30 anos e mãe de um filho. Ela explica que a ideia veio há cerca de dois anos, quando passavam pelo terreno abandonado no centro da cidade. A maioria delas mora na casa dos pais. “Decidimos ocupar e fazer nossas casas por autogestão. Reivindicamos ao presidente (Chávez) e ele nos deu apoio”, concluiu. A área onde encontra-se o futuro edifício fica a menos de um quilômetro do Palácio de Miraflores, sede do governo da Venezuela. O nome tenta traduzir o sentimento de orgulho das futuras donas, “Nova Comunidade Socialista Mulheres Vencedoras”. Apenas três das famílias listadas são comandadas por homens.

Karen Cortéz, 25 anos e com três filhos, explica que a demolição do antigo armazém abandonado foi feita por elas próprias. Mostram orgulhosas na tela do computador, no pequeno escritório dentro da obra, as primeiras fotos da empreitada. O projeto foi elaborado pelo Movimiento de Pobladores (movimento popular pela moradia, em tradução livre), que também é o encarregado de capacitá-las para o serviço pesado.

O financiamento vem do Fundo de Compensação Interterritorial, destinado a investimentos públicos de compensação regional e políticas complementares. Estão sendo investidos 6,6 milhões de bolívares (cerca de US$ 1 milhão) em todo o projeto.

Com unhas pintadas, maquiagem e capacete, as 33 mulheres envolvidas no projeto administram tudo, desde a tomada de preços dos materiais de construção, à contratação de pedreiros, arquiteto e engenheiro. “Nós fazemos a construção, mas eles são a mão-de-obra especializada”, explica Yordana Campos, 23 anos e mãe de um menino. Os poucos pedreiros presentes capacitam as mulheres, que pegam no pesado no horário da tarde. Os dois edifícios, quando prontos, terão 36 unidades (duas por andar), um parque para as crianças e um pequeno teatro. Os apartamentos serão de 57 metros quadrados, dois quartos, sala, banheiro e cozinha. 

A entrega do primeiro edifício está prevista para outubro desde ano. “Já fizemos o contato com o programa Minha Casa Bem Equipada para o financiamento de móveis, geladeira, fogão”, diz Greimar. Ela refere-se ao programa do governo que financia a compra de móveis, eletrodomésticos e toda linha branca para as casas com baixos juros e largo prazo de pagamento.

“Nosso maior desafio foi unir a comunidade”, sentencia Greimar. “Depois dessa obra vamos estudar para ser engenheiras”, diz Yordana. “Sou chorona quando me lembro das dificuldades, mas vencemos”, conclui Yuri. (com ComunicaSul - Comunicação Colaborativa)


http://www.brasildefato.com.br/node/12599

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Cancion con todos

Salgo a caminar
Por la cintura cosmica del sur
Piso en la region
Mas vegetal del viento y de la luz
Siento al caminar
Toda la piel de america en mi piel
Y anda en mi sangre un rio
Que libera en mi voz su caudal.

Sol de alto peru
Rostro bolivia estaño y soledad
Un verde brasil
Besa mi chile cobre y mineral
Subo desde el sur
Hacia la entraña america y total
Pura raiz de un grito
Destinado a crecer y a estallar.

Todas las voces todas
Todas las manos todas
Toda la sangre puede
Ser cancion en el viento
Canta conmigo canta
Hermano americano
Libera tu esperanza
Con un grito en la voz