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"Até quando vamos ter que agüentar a apropriação da idéia de 'liberdade de imprensa', de 'liberdade de expressão', pelos proprietários da grande mídia mercantil – os Frias, os Marinhos, os Mesquitas, os Civitas -, que as definem como sua liberdade de dizer o que acham e de designar quem ocupa os espaços escritos, falados e vistos, para reproduzir o mesmo discurso, o pensamento único dos monopólios privados?"

Emir Sader

21.7.17

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Laerte Coutinho - 19/07/2017

Advogado de Mato Grosso é preso suspeito de trabalho

ACONTECEU EM COLNIZA

Advogado de Mato Grosso é preso suspeito de trabalho escravo em fazenda

DA REDAÇÃO

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A Polícia Judiciária Civil (PJC-MT) cumpriu, nesta quinta-feira (20.07), sete mandados de prisão, busca e condução coercitiva, decretados pela Justiça Federal.

As ordens são relativas às investigações iniciadas a partir de uma denúncia de cárcere privado e trabalho análogo à escravidão, na fazenda São Lucas, de propriedade de um advogado do município de Colniza (1.065 km a Nordeste de Cuiabá).

Um advogado, de 42 anos, teve a prisão preventiva cumprida ao comparecer à Delegacia da Polícia.

Sem saber da ordem judicial, o advogado foi até a unidade para questionar ao delegado Edison Ricardo Pick quando seria ouvido na investigação em trâmite.

O delegado, que ainda estava montando as equipes para a operação, de imediato, solicitou um representante da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT) e comunicou ao advogado sobre a prisão decretada contra ele.

O mandado data de 18 de julho e foi assinado pelo juiz federal Antônio Lúcio Túlio de Oliveira Barbosa, da Subseção Judiciária de Juína do Tribunal Regional Federal (TRF).

A Justiça Federal também expediu a prisão temporária de cinco dias contra um L.A.P.B., de 72 anos, ex-sogro do advogado, e condução coercitiva para a atual mulher do advogado.

Tanto o advogado quanto o ex-sogro são investigados por indícios de crimes de sequestro e cárcere privado, redução a condição análoga de escravo, maus tratos e constranger alguém com intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se da condição de superior hierárquico.

Quatro buscas e apreensão ainda estão sendo cumpridas por equipes policiais civis de Colniza, apoiadas por policias do Grupo Armado de Resposta Rápida (Garra) da Regional de Juína.

As buscas na casa e no escritório do advogado, que ficam no mesmo endereço, na residência do ex-sogro, na cidade de Colniza, já foram realizadas.

Os mandados para buscas e apreensão na Fazenda Santo Anjo, localizada na linha 4, lado direito, sentido Distrito de Guariba, Km 50, em Colniza, e na Fazenda São Lucas, na linha 36, lado esquerdo sentido Guariba, Km 9, também em Colniza, ainda estão em execução, diante da distância das propriedades a mais de 100 km da sede do município.

A investigação que resultou nas prisões iniciou com a averiguação de denúncia encaminhada pela Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos.

Em diligências, no dia 06 de julho, na Fazenda São Lucas, a Polícia Civil resgatou o senhor J.P.R., de 57 anos, que é deficiente físico e visual e vivia em condições desumanas.

O trabalhador morava em um quarto com muitos ratos e próximo ao chiqueiro. O local ainda funciona como depósito para armazenamento de produtos agropecuários, rações e ferramentas.

Vítimas

A vítima tem deficiências física e visual ocasionadas por acidentes de trabalho nas fazendas do acusado.

O funcionário, que nunca teve carteira assinada e recebia apenas moradia e comida pelos trabalhos prestados, ficou cego do olho esquerdo devido a um acidente de trânsito no ano de 2015 e amputou uma perna em razão de ferimento ocasionado quando apagava um incêndio na propriedade.

A vítima é portadora de hanseníase e não sente dores no corpo. Há cerca de quatro meses, os ratos que convivem no quarto roeram a perna da vítima enquanto ela dormia e, ao levantar, percebeu as poças de sangue no colchão.

Devido às deficiências, o lavrador não consegue fazer a própria comida e espera que outros funcionários da fazenda levem refeição para ele.

Os policiais constataram que na fazenda há um banheiro adequado com sanitário e chuveiro, porém, os proprietários deixam trancado com cadeado e corrente, obrigando a vítima a tomar banho de mangueira atrás da casa, ou em uma lagoa, na qual divide com porcos, bois e cavalos.

De acordo com a vítima, os documentos pessoais estão há cerca de um ano em poder do ex-sogro do patrão, supostamente para dar entrada na aposentadoria.

Na mesma propriedade, os investigadores conversaram com outra família que também trabalha sem carteira assinada.

A filha do casal, de 13 anos, contou que por várias vezes já foi assediada pelo patrão para ter relação sexual com ele e a sua esposa.

Segundo a adolescente, o advogado diz que por enquanto não vai forçá-la por ela ser menor de idade. Ele teria dito ainda que "depois que ela completar 14 anos, não passa".

Dando continuidade às investigações, os policiais ouviram testemunhas que afirmaram que em outras fazendas do advogado, existem mais pessoas vivendo na condição análoga a de escravo.

Diante das informações, o delegado Edson Ricardo Pick representou pela prisão preventiva de R. M. e pela prisão temporária do ex-sogro, L.A.P.B., assim como pelo mandado de busca e apreensão em demais propriedades do suspeito.

O Ministério Público Estadual (MPE) encaminhou o procedimento para Justiça Federal, que decretou as prisões e buscas nas propriedades.

Júlio Lancellotti: ‘A população tem que reagir, porque num dia é o pobre e no outro são todos’

DIREITOS HUMANOS

Júlio Lancellotti: 'A população tem que reagir, porque num dia é o pobre e no outro são todos'

Padre da Pastoral do Povo de Rua destacou como fator positivo a reação indignada dos moradores de Pinheiros que testemunharam o assassinato de Ricardo Silva Nascimento
por Redação RBA publicado 20/07/2017 13h41, última modificação 20/07/2017 13h58
ROBERTO PARIZOTTI / CUT
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"Essa cidade será linda e humana se os pobres forem defendidos", diz Júlio Lancellotti

São Paulo – "O que o prefeito precisa fazer é dar ordem para não tirar os cobertores. Porque tem muitas pessoas que estão dando cobertores e tem um grupo só que tira: a prefeitura de São Paulo." É assim que o padre Júlio Lancellotti, da Pastoral do Povo da Rua, avalia a ação do prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), que na quarta-feira (19) distribuiu cobertores a moradores de rua. A iniciativa aconteceu após a repercussão negativa do episódio em que a equipe de limpeza urbana da prefeitura acordou pessoas em situação de rua na Praça da Sé com jatos de água.

"Tristemente, a limpeza urbana jogou água fria nos moradores de rua que estavam lá e o prefeito disse que foi por acaso, que erraram o alvo. É inaceitável. Há um decreto nesse sentido de tirar as coisas do povo da rua durante o inverno e só tem uma palavra para explicar isso: covardia", aponta o religioso, em entrevista concedida à jornalista Marilu Cabañas, da Rádio Brasil Atual.

O padre também comentou a respeito da retirada dos pertences de moradores de rua feita pela prefeitura. Em 21 de janeiro, Doria alterou decreto do ex-prefeito Fernando Haddad (PT) que proibia a Guarda Civil Metropolitana de recolher colchões e cobertores. "Pedi, supliquei, exigi que não se tirem as coisas dos moradores de rua, especialmente no inverno. Não é para ser feito nunca, mas no inverno significa iniquidade. Mais do que o prefeito sair pela rua dando cobertores, ele tem que sair exigindo que os funcionários da prefeitura não tirem remédios, cobertores, calçados, agasalhos. Isso é crime de lesa-humanidade."

Lancellotti, que participou ontem da missa de sétimo dia em homenagem a Ricardo Silva Nascimento, o Negão, morto pela polícia na semana passada, analisou como um fato positivo moradores do bairro de Pinheiros, de classe média, terem reagido contra o assassinato do catador.

"Foi uma coisa muito boa esse grupo ter reagido, e por isso eles tiraram rapidamente o corpo de lá. A reação estava muito forte e ontem também o povo da rua reagiu quando foram distribuir cobertores na Marechal Deodoro. Aqueles mesmos que tiram, o povo disse para ir embora. E aconteceu isso em Pinheiros, a população se revoltou e a população tem que reagir, porque num dia é o pobre e no outro são todos", pondera. "Essa cidade será linda e humana se os pobres forem defendidos".


Entrevista do padre Júlio Lancellotti, da Pastoral do Povo da Rua, na Rádio Brasil Atual:

'Jogar água fria em moradores de rua nesse frio é crime de lesa-humanidade': 

https://soundcloud.com/redebrasilatual/jogar-agua-fria-em-moradores-de-rua-nesse-frio-e-crime-de-lesa-humanidade 



http://www.redebrasilatual.com.br/cidadania/2017/07/julio-lancellotti-populacao-tem-que-reagir-porque-num-dia-e-o-pobre-e-no-outro-sao-todos







18.7.17

“O problema central é este: sua vida, não o seu projeto filantrópico, está do lado correto na justiça?". Discurso do padre David Fernández


"O problema central é este: sua vida, não o seu projeto filantrópico, está do lado correto na justiça?". Discurso do padre David Fernández


17 Julho 2017

O padre jesuíta David Fernández, reitor da Universidade Iberoamericana da Cidade do México, conclama: "Não ficarmos na filantropia, mas, ao contrário, responder ao clamor da Justiça. Questionar e mudar, ao invés de reforçar ou de simplesmente nos acomodar ao sistema tão injusto".

O discurso é publicado pela CPAL Social, 12-07-2017. A tradução é do Cepat.

Eis o discurso.

Agradeço aos organizadores desta cerimônia comemorativa do 60º aniversário da fundação do curso de Administração de Empresas, e mais amplamente à Sociedade de Egressos deste curso da Universidade Iberoamericana, que me convidaram para dizer algumas palavras por ocasião, também, da entrega da premiação "Xavier SheiflerS. J.", para aqueles que agora homenageamos. Dada a importância deste ato, vou abusar de sua generosidade para falar sobre a magnanimidade e a filantropia. O tema deu muitas voltas em minha cabeça e pensei muito tempo no que, verdadeiramente, eu gostaria de lhes dizer nesta ocasião. Nesse sentido, deparei-me com uma peça oratória de um autor indiano, Anand Giridharadas, que me disse o que realmente desejava lhes comunicar neste ambiente de festa e agradecimento.

Gostaria de refletir sobre a participação de nossa comunidade universitária e de seus egressos nas injustiças mais importantes e dolorosas de nosso tempo. E sugerirei, a propósito, que talvez nem sempre somos os líderes positivos ou simplesmente as pessoas que acreditamos ser.

No México e no mundo inteiro temos um gravíssimo problema de desigualdade. Neste momento de mudanças radicais e de novas definições sociais, ocorre que existem territórios onde as coisas florescem e outras mais onde murcham e morrem. Em uma outra ocasião, chamei esta desigualdade radical de "apartheid social".

Em geral, os debates e deliberações acerca do que devemos fazer para diminuir a pobreza são auspiciadas e realizadas pelos grupos de pessoas exitosas, com alto bem-estar econômico. Nossa comunidade Universitária vive dos lucros obtidos pelo funcionamento deste sistema injusto. Nossas atividades são patrocinadas por PepsiCitibankLiverpoolSamsung. Estamos profundamente comprometidos com o estabelecido e com o sistema que dizemos questionar. Mesmo assim, somos uma comunidade de crentes inacianos, com liderança social e empresarial que luta pela justiça. Estas duas identidades são verdadeiramente difíceis de reconciliar. Hoje, quero questionar a maneira como as reconciliamos. Quero questionar a ética que prevalece entre os triunfadores de hoje no mundo todo, nos negócios, no governo e, inclusive, em muitas organizações da sociedade civil.

O núcleo dessa ética e do propósito de nossa Universidade é desafiar os favorecidos do mundo para que façam o bem, cada vez um bem maior, mas nunca temos lhes dito, nem dizemos ainda, que façam um mal menor aos demais.

O pensamento comum entre nós sustenta que o capitalismo possui excessos e danos colaterais graves que precisam ser atenuados, ângulos que é preciso polir, e que os frutos imoderados devem ser compartilhados; mas sempre sem questionar o sistema subjacente.

A ética de nossas associações filantrópicas e de nossos egressos sustenta que é preciso devolver o que nos foi dado, o que, é claro, é algo nobre e compassivo. Mas, em meio a enorme pobreza que vivemos, da violência que nos corrói, é óbvio que "devolver o que nos foi dado" é colocar apenas um simples e pequeno curativo no sistema que privilegiou as elites as quais pertencemos, com a esperança consciente ou inconsciente de que isso evite a necessidade de uma cirurgia maior nesse sistema – cirurgia que talvez possa ameaçar nossos privilégios.

Nossa ética, acredito, quer propor a generosidade como substituta da justiça. O que na realidade dizemos é: faça dinheiro da forma como todo mundo faz, e depois retribua algo por meio de uma doação, ou mediante a criação de uma fundação, ou com alguma ação que tenha impacto social, ou acrescente alguns comentários compassivos ao pé de sua análise.

Nossa ética diz: "faça mais o bem", mas nunca diz "provoque menos dano"

Quero iniciar com este breve discurso, já que hoje não há tempo para me estender, com uma conversa difícil entre nós sobre estas regras do jogo. Faço isto porque amo a nossa comunidade universitária, porque nós, jesuítas, somos corresponsáveis da formação de nossos egressos, porque temo que talvez não sejamos tão virtuosos e cristãos como pensamos; e porque acredito que a história não será tão generosa conosco como esperamos, e que em uma análise final nosso papel nas desigualdades de nossa época não será bem recordado. Por isso, faço isto.

Gostaria que falássemos honestamente sobre alguns dos danos que os "triunfadores" de hoje infligem aos demais, enquanto procuram o bem-estar para si mesmos, antes de buscarem compensá-lo fazendo o bem.

Muitos de nós não trabalhamos em negócios ou finanças. E, no entanto, vivemos em uma época na qual as suposições e os valores empresariais têm uma influência muito maior do que deveriam ter. Vemos isto em muitos outros setores da realidade. Nossa cultura converteu os empresários e homens de negócios em filósofos ("coloque uma startup em sua vida para que tenha sentido"), revolucionários ("a mudança começa em você mesmo"), ativistas sociais ("o melhor negócio hoje é investir nos pobres"), salvadores dos pobres ("é preciso ensinar a pescar"). Estamos com o risco sério de esquecer muitas outras linguagens para expressar o que significa o progresso humano: moralidade, democracia, solidariedade, decência, justiça.

Com frequência, sucumbimos ao dogma sedutor de Davos de que a aproximação empresarial é a única que pode mudar, frente à enorme evidência histórica do contrário.

E, então, quando os triunfadores de nossa época querem responder aos problemas da pobreza, da desigualdade e da injustiça, agem dentro da mesma lógica e no marco dos negócios e dos mercados. Desta maneira, falamos muito em retribuir, compartilhar lucros, de ganhar-ganhar, do investimento com impacto social, da responsabilidade social empresarial, etc.

Às vezes, pergunto-me se estas diversas formas de retribuir o recebido se converteram para nossa era no que foram as indulgências papais para a Idade Média: uma forma relativamente barata de estar aparentemente do lado correto da justiça, mas sem ter que, no fundamental, alterar a própria vida.

Estas estruturas e sistemas produzem vítimas, e corremos o risco de confundir a generosidade para com essas vítimas com a justiça para essas vítimas. A generosidade é ganhar-ganhar, mas a justiça com frequência não o é. Os ganhadores de nosso tempo não gostam da ideia de que, talvez, alguns deles tenham que perder, que fazer sacrifícios, para que a justiça prevaleça. Não escutamos muitos discursos que destaquem que os poderosos e privilegiados estão equivocados e que precisam descer de seus status e posições em favor da justiça.

Falamos muito de dar mais. Contudo, não falamos de tirar menos

Falamos muito a respeito do muito que precisamos fazer. No entanto, não falamos do muito que precisamos deixar de fazer.

Sou consciente de que esta intervenção que agora faço não me fará popular com ninguém. Mas, para mim, considero que isto que agora faço é um dever de consciência, em coerência com o Evangelho do Senhor Jesus.

Também não ignoro que muitos de vocês concordam comigo porque há vínculos surgidos do trabalho de anos da Companhia de Jesus em nossa Universidade e porque compartilhamos o sentimento de que existe algo que não funciona bem em nossa sociedade.

O problema central é este: sua vida – não o seu projeto filantrópico – está do lado correto na justiça? Como diria nossa última Congregação Geral: sua empresa, seu trabalho, ajuda a nos reconciliar com os demais e com a criação ou, ao contrário, aprofunda nossas distâncias e a crise social e ecológica que o Papa Francisco denunciou? O mundo precisa de mais magnatas chineses comprometidos com a filantropia ou, ao contrário, de menos magnatas chineses corruptos?

O mundo necessita de sócios do Goldman Sachs assessorando mulheres ou dando dinheiro às escolas de crianças pobres ou, ao contrário, de sócios do Goldman que arriscam tudo para dizer: a forma como minha companhia faz negócios não é correta, e brigarei para fazer do Goldman uma instituição social positiva, ao invés de um vampiro extrator de recursos, mesmo que isso me custe o trabalho?

Às vezes, pergunto-me se estamos aqui para mudar o sistema ou para que o sistema nos mude. Usamos nossa força coletiva para desafiar os poderosos ou estamos ajudando a fazer de um injusto e inaceitável sistema algo muito mais digerível por todos?

E, contudo, aqui estamos, comemorando ser egressos de uma instituição jesuíta. Por quê? Porque há algo maravilhoso nesta comunidade. E porque acreditamos que podemos ser muito mais do que fomos até agora: genuínos servidores do Reino de Deus, dos mais pobres e dos excluídos, neste caótico momento crucial para o mundo.

Mas, se queremos desempenhar realmente este papel, acredito que precisamos considerar fazer uma mudança fundamental na orientação de nossos esforços como egressos de uma universidade de inspiração cristã: de trabalhar com o sistema, a trabalhar para questionar honestamente o sistema naquilo em que é deficiente para com as pessoas; da tranquilizadora ideia de fazer o bem sem olhar a quem, à noção mais corajosa de fazer o bem colocando em risco essa condição que nos dá a oportunidade de fazer o bem.

Desculpem-me, pois. E obrigado".



14.7.17

é indispensável a "vontade de combate, vontade de resistência"

"a conciliação no Brasil somente se dá entre os moradores da Casa Grande (...) a conciliação não existe para quem está do lado de fora da Casa Grande (...) só um forte abalo social pode mudar a situação (...) na nossa ignorância, na nossa inércia, no nosso medo, é que os senhores da Casa Grande confiam e fazem o que estão fazendo (...) hora de repensar tudo" MINO CARTA da CartaCapital


CartaCapital

Mino Carta fala sobre a condenação do ex-presidente Lula pelo juiz Sérgio Moro.

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LATINOAMÉRICA | Maná

13.7.17

:: cine debate :: hoje > Frida

FRIDA

Frida Kahlo nasceu há 110 anos e, apesar de uma vida marcada por acontecimentos trágicos, como a poliomelite que a acometeu quando criança e um acidente de ônibus que a deixou com diversas fraturas pelo corpo,se tornou uma das maiores artistas do século 20.

O FILME
O filme se propõe a ser uma cinebiografia da artista, foi produzido em 2002, ganhou 14 prêmios (dentre os quais dois Oscars) e teve 42 nomeações. Foi dirigido por Julie Taymor e tem como protagonista a atriz mexicana Salma Hayek.

LOCAL

O auditório do Sindiserv fica na Rua Carlos Giesen, 1217, 6º andar. É perto da Prefeitura.

DEBATE
Após a exibição, tem debate com Paula Cervelin Grassi - Mestra em Educação, professora de História, artesã do empreendimento solidário e feminista Maria Lavrandeiras e militante da Marcha Mundial de Mulheres.

#CineDebate #Frida



MORO DIZ QUE EXCESSO DE TRABALHO O IMPEDIU DE LER DOCUMENTOS DE PROCESSO DE LULA

Por Marcos de Vasconcellos, do Conjur

O juiz Sergio Moro conseguiu que sua vara ficasse dedicada apenas às ações da operação "lava jato", mas afirma que "as centenas de processos complexos" o impediram de ler os documentos da ação na qual condenou o ex-presidente Lula. Na sentença, publicada nesta quarta-feira (12/7), Moro assume que sua vara foi informada de que mandou interceptar o ramal central do escritório dos advogados de Lula, mas que os documentos "não foram de fato percebidos pelo juízo", por causa do excesso de trabalho.

O caso veio à tona depois que a ConJur noticiou, em março de 2016, que o telefone central do escritório Teixeira, Martins e Advogados, que conta com 25 profissionais do Direito, havia sido grampeado por ordem de Moro.

No pedido de quebra de sigilo de telefones ligados a Lula, os procuradores da República incluíram o número da banca como se fosse da Lils Palestras, Eventos e Publicações, empresa de palestras do ex-presidente. O Ministério Público Federal usou como base um cadastro de empresas por CNPJ encontrado na internet.

À época das notícias, o juiz teve de se explicar ao Supremo Tribunal Federal. Em um primeiro ofício enviado ao Supremo, afirmou desconhecer o grampo determinado por ele na operação "lava jato".

Em seguida, outra reportagem da ConJur mostrou que a operadora de telefonia que executou a ordem para interceptar o ramal central do escritório de advocacia Teixeira, Martins e Advogados já havia informado duas vezes a Sergio Moro que o número grampeado pertencia à banca.

Por causa da nova notícia, Moro teve de se explicar de novo ao Supremo. Dois dias depois de dizer não saber dos grampos, enviou outro ofício par dizer que a ordem de interceptação "não foi percebida pelo Juízo ou pela Secretaria do Juízo até as referidas notícias extravagantes" — sem citar nominalmente a ConJur, primeiro veículo a noticiar o problema.

Agora, na sentença do caso tenta se explicar novamente: "É fato que, antes, a operadora de telefonia havia encaminhado ao juízo ofícios informando que as interceptações haviam sido implantadas e nos quais havia referência, entre outros terminais, ao aludido terminal como titularizado pelo escritório de advocacia, mas esses ofícios, no quais o fato não é objeto de qualquer destaque e que não veiculam qualquer requerimento, não foram de fato percebidos pelo juízo, com atenção tomada por centenas de processos complexos perante ele tramitando".

O juiz tenta jogar a questão para a Polícia Federal, afirmando que nos relatórios da autoridade policial quanto à interceptação, sempre foi apontado tal terminal como pertinente à LILS Palestras. E diz que até poderia interceptar ligações de Roberto Teixeira, pois ele também seria investigado.

Ainda segundo a sentença, não foram apontadas ou utilizadas quaisquer conversas interceptadas de advogados do escritório. "Então não corresponde à realidade dos fatos a afirmação de que se buscou ou foram interceptados todos os advogados do escritório de advocacia Teixeira Martins", afirma o juiz de Curitiba.

Vale lembrar que o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil pediu ao ministro Teori Zavascki (morto em janeiro), então relator da "lava jato" no STF, que decretasse o sigilo e posterior destruição das conversas interceptadas nos telefones dos advogados de Lula.

Clique aqui para ler a sentença.


https://www.brasil247.com/pt/247/parana247/306092


Cancion con todos

Salgo a caminar
Por la cintura cosmica del sur
Piso en la region
Mas vegetal del viento y de la luz
Siento al caminar
Toda la piel de america en mi piel
Y anda en mi sangre un rio
Que libera en mi voz su caudal.

Sol de alto peru
Rostro bolivia estaño y soledad
Un verde brasil
Besa mi chile cobre y mineral
Subo desde el sur
Hacia la entraña america y total
Pura raiz de un grito
Destinado a crecer y a estallar.

Todas las voces todas
Todas las manos todas
Toda la sangre puede
Ser cancion en el viento
Canta conmigo canta
Hermano americano
Libera tu esperanza
Con un grito en la voz