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"Até quando vamos ter que agüentar a apropriação da idéia de 'liberdade de imprensa', de 'liberdade de expressão', pelos proprietários da grande mídia mercantil – os Frias, os Marinhos, os Mesquitas, os Civitas -, que as definem como sua liberdade de dizer o que acham e de designar quem ocupa os espaços escritos, falados e vistos, para reproduzir o mesmo discurso, o pensamento único dos monopólios privados?"

Emir Sader

15.8.17

A partir das 15h a Rede TVT transmite o Ato de lançamento do Instituto Futuro - Com a presença de Lula!

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A partir das 15h a Rede TVT transmite o Ato de lançamento do Instituto Futuro - Com a presença de Lula!

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https://www.youtube.com/watch?v=pxNxfJSH5oY




#AoVivo - Ato de lançamento do Instituto Futuro com a presença de Lula

A Universidade Metropolitana para a Educação e o Trabalho (UMET), de Buenos Aires, em parceria com o Conselho Latino Americano de Ciências Sociais (CLACSO) lança nesta terça-feira (15), em São Bernardo do Campo, o Instituto Futuro. O Instituto terá como patrono o ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, escolhido pelo que representou e representa para a luta em defesa da democracia, da soberania e da dignidade humana na América Latina. Por esse motivo, o lançamento será feito no palco de lutas históricas do novo sindicalismo brasileiro, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, e contará com a presença de Lula.

A constituição do Instituto Futuro é uma iniciativa da UMET, universidade criada e mantida pelo movimento sindical argentino. O ex-ministro Luiz Dulci será o diretor da organização e o professor e jornalista argentino Martín Granovsky será o coordenador executivo.

O Instituto Futuro terá como foco o desenvolvimento compartilhado e a integração latino-americana e caribenha. Pretende discutir as políticas públicas tanto dos governos populares como das administrações conservadoras, e promover uma profunda reflexão sobre os caminhos possíveis e desejáveis para o avanço da democracia, da integração e da justiça social em nosso continente. Quer fazê-lo junto com os dirigentes sindicais, com os líderes dos partidos políticos e movimentos sociais, com os acadêmicos, os estudantes, os intelectuais e artistas.

Trata-se de avaliar o que fizeram de melhor os governos progressistas da região, com que obstáculos se defrontaram, quais foram as razões de seus êxitos e também de seus reveses, quais são os desafios atuais de nossas sociedades. Em que consiste hoje a questão democrática, o que podem aportar os movimentos feministas, de luta pela igualdade racial e pelo direito à diversidade sexual, entre outras causas libertárias de crescente vigência na América Latina. Trata-se, igualmente, de compreender como estão se dando os novos pactos de poder conservador entre o grande capital, os meios de comunicação e setores do judiciário, que em vários casos não hesitam em recorrer a formas inéditas de golpismo para barrar o avanço eleitoral e político das forças populares no continente. E quais são as reações dos nossos povos a essas tentativas de retrocesso histórico, que buscam cancelar direitos sociais e políticos arduamente conquistados.

O evento contará também com a presença do ex-chaceleres Celso Amorim ( Brasil) e Jorge Taiana (Argentina), além dos líderes das maiores centrais sindicais da Argentina e do Brasil.

A UMET

A Universidade Metropolitana para a Educação e o Trabalho é a primeira universidade sul-americana surgida de uma organização sindical, o Sindicato Único de Trabalhadores de Edifícios. Seu trabalho se articula com iniciativas de outras organizações e centrais sindicais e com o Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas da Argentina. Foi fundada em 2013, em Buenos Aires, com a presença do ex-presidente Lula como convidado especial. A UMET implementa diversas linhas de pesquisa e cooperação, priorizando as políticas públicas, o desenvolvimento das áreas metropolitanas, a responsabilidade social das empresas e temáticas relacionadas à educação e ao trabalho.

O Instituto Futuro

Desenvolvimento, inclusão e integração são as palavras-chave que inspiraram a Umet e o Clacso a criar um instituto para intercâmbio de experiências sobre políticas públicas de justiça social, para a organização de cursos, encontros e seminários, para formar quadros de administração e de governo, para conectar o mundo acadêmico com o sindical, o social e o político e compreender os novos desafios e oportunidades tanto regionais como globais. A partir de uma perspectiva sul-americana e dos trabalhadores, o Instituto pretende dialogar com instituições congêneres e com os mais diversos setores interessados.

O CLACSO

Conselho Latino Americano de Ciências Sociais é uma instituição internacional não-governamental com status associativo na Unesco. Criado há 50 anos, em 1967, atualmente reúne 616 centros de pesquisa e pós-graduação no campo das ciências sociais e humanidades em 47 países, que incluem, além da América Latina, os Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Espanha, França e Portugal. Entre seus objetivos estão a promoção da pesquisa social para o combate à pobreza e à desigualdade, o fortalecimento dos direitos humanos e a participação democrática. Também busca contribuir, a partir das contribuições da pesquisa acadêmica e do pensamento crítico, para promover políticas de desenvolvimento sustentável em termos econômicos, sociais e ambientais.

Fonte: Associação Filosofia Itinerante – AFIN







A meritocracia no país de Michelzinho e Rivânia, a menina que salvou livros da cheia em PE.

A meritocracia no país de Michelzinho e Rivânia, a menina que salvou livros da cheia em PE. Por Carlos Fernandes

 

Rivânia e seu resgate

 

De todas as pautas que orbitam as obscuras e desonestas reivindicações da elite brasileira caninamente seguida e bajulada por uma classe média sabidamente preconceituosa, racista e conservadora, seguramente a mais cretina é a que diz respeito à tal da meritocracia.

Não é preciso ser exatamente um gênio nas ciências sociais para entender o absurdo que é impôr metas iguais para pessoas pertencentes a classes sociais tão diferentes sob um regime social, político e econômico tão excludente como o que se perpetuou no Brasil séculos após séculos numa sociedade que, entre outras coisas, manteve sua construção sobre uma estrutura puramente escravocrata.

Os exemplos das desigualdades são imensos e escancarados, mas vergonhosamente teimamos em não querer enxergá-los, muitas vezes por covardia, medo, despeito ou, quem sabe, maldade mesmo. O tema em si é digno de um verdadeiro tratado acadêmico que inevitavelmente nos levaria à conclusão da enorme discrepância do país que pensamos ser para o país que realmente somos.

Como esse espaço não é exatamente o mais apropriado para algo com tamanha pretensão, tenhamos como base a vida que, por si só, cuida de ser didática pelo exemplo.

Tomemos o nosso querido Michelzinho, filho do mais incompetente, odiado e mal avaliado presidente da República que já tivemos desde a redemocratização brasileira.

Michelzinho estuda na Escola das Nações, um colégio internacional localizado num dos bairros mais nobres da capital do país, onde a singela mensalidade gira em torno dos R$ 4.000,00. Michelzinho, em função das mutretagens do pai que ora assume um cargo que a democracia jamais o daria, pode contar com seguranças pagos pelo malfadado contribuinte para irem deixá-lo e buscá-lo sob um cinematográfico esquema de segurança.

Vislumbrado nosso pequeno personagem, tomemos agora o caso de Rivânia, uma criança de 8 anos criada pelos avós, moradora no distrito de Várzea do Una, município de São José da Coroa Grande, zona da mata de Pernambuco.

Afetados pela enchente, a família de Rivânia teve a sua casa inundada e tiveram que sair às pressas sob as condições mais precárias que se pode imaginar. Ao ouvir de sua avó que levasse consigo apenas os seus bens mais importantes, Rivânia salvou o único bem que poderia, no futuro, lhe salvar, seus livros.

Michelzinho e Rivânia representam na mais fria e cruel realidade os extremos de nossa desigualdade. Enquanto Michelzinho possui dois apartamentos milionários em seu nome, Rivânia não sabe sequer onde irá dormir esta noite.

São duas crianças na mesma faixa etária com estilos de vida diametralmente opostas. Mesmo assim, daqui a 20 anos, talvez por uma trágica ironia do destino, Michelzinho, com toda a sua vida estruturada e bem-sucedida, olhará para Rivânia e lhe perguntará com a peculiar empáfia de quem jamais passou necessidade: por que você não se esforçou mais?

Então, vamos falar de meritocracia?


 No novo crowdfunding do DCM, vamos contar a verdadeira história do filho traficante da desembargadora e a narcopolítica no Brasil 

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14.8.17

17 de agosto, 19h45



VIOLÊNCIA E MOVIMENTOS SOCIAIS NO MÉXICO: UM CENÁRIO REPRODUTÍVEL NO BRASIL?

Prof. Dr. José Othón Quiroz Trejo, Universidad Autónoma Metropolitana - México


17 de agosto, quinta
19h45
auditório do bloco H da UCS


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Objetivo: abordar as reações dos movimentos sociais mexicanos frente às políticas neoliberais adotadas desde os anos 80 do século passado e a possibilidade de reprodução do mesmo cenário no contexto atual brasileiro.

Justificativa: As consequências de políticas neoliberais desde os anos 80 aceleraram as diferenças sociais no México com fragilização do mercado de trabalho, piora sensível na oferta de saúde pública e de garantias na previdência. A isso se soma políticas de guerra às drogas. Como os movimentos sociais tem reagido em tal cenário? O caso mexicano tem sido citado como possível cenário reprodutível no Brasil.



12.8.17

Conversa Pública em Caxias do Sul: Ditadura e Resistência na Serra Gaúcha

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Conversa Pública em Caxias do Sul: Ditadura e Resistência na Serra Gaúcha

19 de agosto de 2017, sábado, 18h

Centro de Formação Pastoral

(Rua Emilio Ataliba Finger, 685, Bairro Colina Sorriso)



No dia 19/08 será realizada a segunda conversa pública em Caxias do Sul para dar voz aos testemunhos que tiveram, e tem, sua vida afetada pela violência de estado. 

Esta conversa pública faz parte das atividades do projeto "Clínicas do Testemunho", que integra uma proposta da Comissão de Anistia, do Ministério da Justiça, executado em 2016-2017 pelo Instituto APPOA, que visa acolher os testemunhos de pessoas afetadas pela ditadura civil-militar no Brasil, discutindo os efeitos psíquicos, sociais e políticos da violência de Estado. As conversas públicas são espaços clínico-políticos de testemunhos sobre as vivências do terror e da resistência no período ditatorial, para a garantia do direito à reparação psíquica às vítimas diretas e indiretas.


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Evento no facebook: 

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11.8.17

“No nos dominaran por la fuerza, sino por la ignorancia.” Simón Bolívar

"No nos dominaran por la fuerza, sino por la ignorancia." Simón Bolívar

11 de agosto : Dia do advogado e da advogada

11 de agosto : Dia do advogado e da advogada

Neste dia, único pedido é por #EQUIDADE e #JUSTIÇA!
Mesmo sabendo que o #judiciário a cada dia tem menos compromisso com a JUSTIÇA, com manifestações e decisões em todos os níveis que promovem e perpetuam a desigualdade social, o ódio de classe, e perpetuam o golpe e os golpes.

E, lembrando que juízes e promotores ganham remunerações iniciais de aproximadamente de R$20 mil por mês, líquidos (incluindo o auxilio-moradia de cerca de 5000 mil, mais auxilio-alimentação, etc...) - o orçamento do judiciário é próximo de R$80 bilhões (GREG NEWS com Gregório Duvivier | Direito ou Privilégio? https://www.youtube.com/watch?v=qkiXcTp7lJk).

Nesse sentido, lembro das palavras de Barão de Itararé "Todo aquele que se vende recebe sempre mais do que vale".
#judiciárionãoéJustiça #judiciáriopodre #judiciáriogolpista

8.8.17

Valdete Souto

"O que fazer ...
Tem sido cada vez mais comum ouvir que não há mais o que fazer. Governo corrupto, parlamento corrupto, violência, redução de direitos, perda de referências, inclusive nas relações pessoais.Os que ainda guardam alguma esperança apostam nas eleições de 2018, como se fosse realmente possível acreditar que garantiremos mudanças através do voto. Diante de um quadro de erosão das instituições sociais, é mesmo complicado construir um discurso de esperança, mas desistir não pode ser o caminho. 
Não é hora de advogados trabalhistas mudarem de profissão, de enviarmos nossos jovens para que façam carreira fora daqui, ou cultivarmos pensamentos negativos. 
Sofremos uma derrota, grave. Isso não significa que estamos derrotados. A derrota é parte constante no jogo de forças desleal entre dominantes e dominados. Sempre foi assim e já sabíamos disso. A hora é de reflexão e luta. Precisamos compreender nosso tempo histórico, para perceber que não chegamos aqui por acaso. Contribuímos, mesmo que sem saber, para que as coisas chegassem a esse ponto. 
Resistir e avançar, no quadro atual, passa necessariamente por uma criteriosa avaliação de nossas próprias condutas, como eleitores, pais, profissionais ou consumidores. O que fizemos para impedir a formação do congresso mais reacionário e liberal de todos os tempos? Como contribuímos para que a ética perdesse espaço para a lógica do vale tudo? Onde nos perdemos no caminho que acreditávamos estar trilhando, em direção a uma sociedade mais justa, menos desigual?
As respostas indicarão nossa participação nesse processo. Nós reproduzimos ou aceitamos o discurso de ódio contra servidores públicos, aceitamos que professores sejam subremunerados e trabalhem em ambientes penosos, que as pessoas sejam atendidas sem qualquer respeito em locais inóspitos. Naturalizamos a violência, escondendo nossas famílias em condomínios fechados ou aceitando o discurso de que "bandido bom é bandido morto", como se bandido fosse a denominação de um ser não humano.
Precisamos superar a retórica de que os corruptos, os que não têm empatia, os que estão destruindo o Brasil, são eles: um grupo que mal conseguimos identificar e do qual nos apartamos facilmente. Devemos compreender que não existem eles, sem que também nós estejamos implicados. Nós somos a soma de tudo o que está ai, de bom e de ruim. Essa percepção não deve levar ao desalento ou reverter para a sociedade a responsabilidade de atos como o que vivemos esta semana, quando assistimos a votação que culminou no arquivamento da denúncia contra Temer. Ao contrário, podemos assumir que a possibilidade de mudança está também em nossas mãos: diálogo, militância constante em favor dos direitos sociais, atos. Precisamos discutir com trabalhadores, familiares, amigos, o que as falsas reformas representam. A da previdência, próxima na mira do desmanche social, aliada àquela trabalhista, impedirá concretamente a obtenção de benefícios como a aposentadoria. O argumento de déficit, alegado como razão para a alteração das regras do sistema de Seguridade Social, precisa ser enfrentado à luz de medidas como a MP 793 que reduz alíquotas para produtores rurais e aumenta prazo de carência para devedores desse mesmo sistema. Além do diálogo, precisamos alterar pequenas condutas. Cada movimento que fazemos indica escolhas prévias, éticas, políticas e ideológicas. 
Não é algo fácil, sobretudo quando o peso de uma derrota como a recentemente amargada pela classe trabalhadora está sob nossos ombros e as saídas, representadas pela revogação do texto inconstitucional da Lei 13.467 ou pela renovação de um congresso que atua de costas para a sociedade, se revelam claramente insuficientes. Há um esgotamento do sistema, que sempre foi segregário, injusto e concentrador de riquezas e que hoje não consegue mais sustentar as falácias nas quais foi fundamentado. A democracia representada pelo voto não existe e nada torna isso mais claro, do que a realidade de um projeto ultraliberal que não foi defendido por algum dos candidatos nas últimas eleições, nem foi, portanto, escolhido pelo voto. Os direitos sociais desafiam a lógica da sociedade de trocas e por isso são tolerados apenas como retórica. Sempre que saírem do papel para ingressar na realidade, serão duramente atacados. O Estado não é neutro, defende a lógica do capital. Nem tem a força que a ele atribuímos; sujeita-se a determinações ditadas por aquele 1% da população mundial que detém mais de 90% das riquezas.
O modelo de sociedade que construímos e que foi justificado nas ideias de liberdade e igualdade, que sempre foram utilizadas para perpetuar a diferença e justificar a miséria, já deu vários sinais de que não serve mais. 
A angústia que sentimos hoje, em razão das duras perdas que estamos amargando, precisa transformar-se na força necessária para repensar nossas instituições e caminhar para a superação da forma capital. Em lugar de seguirmos amargando a derrota, precisamos compreender a importância que nossos atos possuem na configuração dos passos da história. Como disse recentemente o Advogado Mauro Menezes, talvez nossa geração tenha caminhado até aqui para assumir essa importante tarefa. Então, em vez recuar, assumamos nossa função e sigamos na luta."


7.8.17

La hora y la vez de Venezuela

La hora y la vez de Venezuela

07Ago 2017
 
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12 comentarios

Estar a favor del gobierno de Venezuela no es solo una cuestión política, pero también de carácter. Es vergonzoso cómo gente que pretende estar en el campo de la izquierda, instituciones con tradición de izquierda, partidos que en principio pertenecen al campo popular, quedan silenciosos o se valen de críticas al gobierno para justificar la falta de solidaridad con el gobierno de Venezuela.

Uno de los argumentos de mala fe es el de que habría que sortear la polarización entre gobierno y oposición, como forma de evitar la radicalización, lo que supondría no estar de ningún lado. Se trata de un pretexto para no solidarizarse con un gobierno asediado por la derecha local y por el gobierno de los EEUU. Los intelectuales suman críticas al gobierno para pronunciarse por la solidaridad "con el pueblo de Venezuela", como si el pueblo del país no estuviera involucrado en la polarización.

Se puede no estar de acuerdo con aspectos de las políticas del gobierno de Maduro, pero ninguna crítica justifica una posición de equidistancia, porque nadie tiene dudas de que, en caso de que se lograra la caída del  gobierno, este sería sustituido por un gobierno de derecha e incluso de extrema derecha, con durísimas consecuencias para los derechos de la masa de la población venezolana y para los intereses nacionales del país.

Existe todavía el argumento de que la izquierda latinoamericana no debería mostrar solidaridad con el gobierno de Maduro, ya que esto le daría legitimidad en toda la región, comprometiendo la imagen de las fuerzas progresistas latinoamericanas. Los que hablan de esa forma tiene un imagen particular de la izquierda, que no se corresponde con la de la izquierda realmente existente.

Una parte de esas posturas es reflejo de una ideología liberal. Lo único que hay para esa visión son democracia y dictadura. Y como el gobierno de Maduro no cabe en la concepción que tienen de democracia, lo califican inmediatamente de dictadura y centran su fuego en contra del gobierno,  supuestamente aislado por una "sociedad civil" rebelada en contra de la "tiranía".

Para esos, aunque se digan de izquierda, no existen ni capitalismo, ni imperialismo. No hay tampoco derecha, ni neoliberalismo. Las clases sociales desaparecen, disueltas en la tal "sociedad civil", que pelea en contra del Estado. No toman en cuenta que se trata de un proyecto histórico anticapitalista y antimperialista.

Parece que no se dan cuenta de que no se trata de defender un gobierno, sino un régimen y un proyecto histórico. Que si llegara a caer ese gobierno, caería todo el proyecto histórico iniciado por Hugo Chavez y Venezuela se sumaría a la recomposición neoliberal que hoy victima a Argentina y a Brasil.

Se puede ser de izquierda y ser crítico, pero peleando dentro de la izquierda, de las fuerzas antineoliberales, por el avance de esos procesos, nunca por su derrota. Porque la alternativa a esos gobiernos está siempre en la derecha, como Argentina y Brasil lo confirman, nunca en la extrema izquierda. Derrocar a gobiernos antineoliberales es abrir el camino a la restauración neoliberal, que es la única bandera de la derecha.

Lo que está en juego hoy no solo en Venezuela, pero también en Bolivia, en Ecuador, en Uruguay, en Argentina, en Brasil, es el destino de los más importantes gobiernos que América Latina ha tenido en este siglo: si se afirman y avanzan, si recuperan el camino donde la derecha ha retomado el gobierno o si la contraofensiva neoliberal vuelve a imponer la década nefasta en que imperó en nuestra región.

Esa es una razón más para que la izquierda exprese su apoyo y solidaridad con Venezuela. Hay horas en que el silencio es criminal, sea de dirigentes, sea de militantes, sea de intelectuales, sea de partidos, sea de instituciones, sea de gobiernos, sea de quien sea.


http://blogs.publico.es/emir-sader/2017/08/07/la-hora-y-la-vez-de-venezuela/


Cancion con todos

Salgo a caminar
Por la cintura cosmica del sur
Piso en la region
Mas vegetal del viento y de la luz
Siento al caminar
Toda la piel de america en mi piel
Y anda en mi sangre un rio
Que libera en mi voz su caudal.

Sol de alto peru
Rostro bolivia estaño y soledad
Un verde brasil
Besa mi chile cobre y mineral
Subo desde el sur
Hacia la entraña america y total
Pura raiz de un grito
Destinado a crecer y a estallar.

Todas las voces todas
Todas las manos todas
Toda la sangre puede
Ser cancion en el viento
Canta conmigo canta
Hermano americano
Libera tu esperanza
Con un grito en la voz