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"Até quando vamos ter que agüentar a apropriação da idéia de 'liberdade de imprensa', de 'liberdade de expressão', pelos proprietários da grande mídia mercantil – os Frias, os Marinhos, os Mesquitas, os Civitas -, que as definem como sua liberdade de dizer o que acham e de designar quem ocupa os espaços escritos, falados e vistos, para reproduzir o mesmo discurso, o pensamento único dos monopólios privados?"

Emir Sader

30.11.15

Abuelas de Plaza de Mayo encontró al nieto 119

SOCIEDAD // SU MADRE ESTÁ VIVA

Abuelas de Plaza de Mayo encontró al nieto 119

12:50 | El organismo que preside Estela de Carlotto anunciará el hallazgo de un hombre de 38 años, el nieto 119, llamado Mario Bravo y que vive en Las Rosas, Santa Fe. Su madre está viva y reside en Tucumán. Es el primer caso en que sucede. La historia.

De la Redacción de Diario Registrado // Lunes 30 de noviembre de 2015 | 12:50



Nieto 119:



Mario Bravo relató en una emotiva nota que mantuvo con el programa Renacer Regional, de Las Rosas, en Santa Fe. Lo notorio del caso es que su madre está viva y reside en Tucumán, donde el hombre nació en cautiverio en esa provincia, tal le contó su propia madre con quien ya habló.

 

"He conversado en estos días con mi madre, que está rememorando momentos muy duros y me cuenta que recuperó la libertad después de dos años de cautivero pero siempre amenazada para que mantenga silencio sobre lo ocurrido", dice Mario.

 

"Mi madre biológica ya está en Buenos Aires y tiene una gran necesidad de verse conmigo. Los integrantes de Abuelas hacen una excelente contención", reconoció.

 

Y contó: "En 2007 comienza su búsqueda por medio de Abuelas de Plaza de Mayo, allí da su muestra de sangre en el banco de datos genéticos. Desde alli comienzan las averiguaciones, y yo ya venía hablando con Abuelas y en febrero me hacen una entrevista, y van surgiendo los datos, se hacen muchas pruebas y contrapruebas y me llamaron hace una semana de la oficina de Derechos Humanos para citarme a mantener una charla. Allí me piden autorización para comunicarlo", continúa.

 

 

El hombre reconoció que vive "emociones muy fuertes. Yo soy padre y no sé si aún tomo dimensión de todo esto que me esta pasando".

 

"No se hallan registros de que se hayan encontrados hijos con su madre en estos casos de desapariciones forzadas durante la dictadura".

 

Y concluyó: "Mañana sería un día muy especial. Desde el lunes en que hablamos por primera vez ella cuenta los segundos que faltan para vernos."


http://www.diarioregistrado.com/sociedad/135585-abuelas-de-plaza-de-mayo-encontro-al-nieto-119.html


26.11.15

LLEGAREMOS A TIEMPO

LLEGAREMOS A TIEMPO
Rosana

Si te arrancan al niño, que llevamos por dentro, 
Si te quitan la teta y te cambian de cuento 
No te tragues la pena, porque no estamos muertos 
Llegaremos a tiempo, llegaremos a tiempo.

Si te anclaran las alas, en el muelle del viento 
Yo te espero un segundo en la orilla del tiempo 
Llegarás cuando vayas más allá del intento 
Llegaremos a tiempo, llegaremos a tiempo

Si te abrazan las paredes desabrocha el corazón 
No permitas que te anuden la respiración 
No te quedes aguardando a que pinte la ocasión 
Que la vida son dos trazos y un borrón.

Tengo miedo que se rompa la esperanza 
Que la libertad se quede sin alas 
Tengo miedo que haya un día sin mañana 
Tengo miedo de que el miedo, te eche un pulso y pueda más 
No te rindas no te sientes a esperar.

Si robaran el mapa del país de los sueños 
Siempre queda el camino que te late por dentro 
Si te caes te levantas, si te arrimas te espero 
Llegaremos a tiempo, llegaremos a tiempo.

Mejor lento que parado, desabrocha el corazón 
No permitas que te anuden la imaginación 
No te quedes aguardando a que pinte la ocasión 
Que la vida son dos trazos y un borrón.

Tengo miedo que se rompa la esperanza 
Que la libertad se quede sin alas 
Tengo miedo que haya un día sin mañana 
Tengo miedo de que el miedo te eche un pulso y pueda más 
No te rindas no te sientes a esperar.

Sólo pueden contigo, si te acabas rindiendo 
Si disparan por fuera y te matan por dentro 
Llegarás cuando vayas, más allá del intento 
Llegaremos a tiempo, llegaremos a tiempo.

Sólo pueden contigo, si te acabas rindiendo 
Si disparan por fuera y te matan por dentro 
Llegarás cuando vayas, más allá del intento 
Llegaremos a tiempo, llegaremos a tiempo

Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=8fD7XpcqNsM

Letra: http://www.cmtv.com.ar/discos_letras/letra.php?bnid=261&tmid=66721&tema=LLEGAREMOS_A_TIEMPO 


25.11.15

Advento, deixa-te surpreender


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  "...levantai-vos e erguei a cabeça, porque a vossa libertação está próxima" (Lc 21,28) 

Mais uma vez o Advento vem ao nosso encontro, e com ele o convite para continuar ampliando espaços para Deus em nossas vidas. Uma oportunidade para escutar de novo sua promessa: promessa de nova vida, de um novo ânimo, uma nova esperança. 

Podemos acolher este tempo com a marca da rotina (mais um ano, repetir as mesmas palavras, a espera, o "vem, Senhor"...); ou mobilizando-nos e abrindo-nos à surpresa de Deus, que virá a nós como chamado, como possibilidade, como grito para despertar-nos... Que nos abramos ao novo! 

O melhor do Deus que vem é que Ele se manifesta de maneiras inesperadas: desfaz certezas, rompe convenções, renova sonhos, não busca brilhos ou ornamentos, aplausos ou adesões forçadas. Sua chegada não exige cobranças nem condiciona com exigências desmedidas. A esperança abre passagem por onde menos esperamos. E Deus continua aparecendo onde e quando ninguém espera. 

Para "conhecer" a realidade e a verdade do Advento precisamos de olhos novos e de um coração novo. É necessário despertar aquela "sensibilidade" escondida e abafada pelo ativismo e pelo ritmo estressante de nossa vida. No Advento, toda a humanidade é atingida como que por um raio, é tomada de surpresa. A sua noite, o seu silêncio, o seu sono, a sua rotina diária... é quebrada por uma novidade absoluta. 

O Advento é, por sua própria natureza, uma surpresa que quebra a solidão das pessoas abandonadas a si mesmas, que irrompe no meio de uma vida sem sentido e sem direção, que traz luz para os ambientes fechados e frios. 

A "sensibilidade" despertada pelo Advento recupera em nós o sentido da surpresa,  recobra a atitude da expectativa, da novidade, do assombro... diante da vida. Porque é no traçado das horas e dos dias que Deus prepara sempre a sua novidade, a sua surpresa, o seu dom natalício. Tal surpresa faz brotar o entusiasmo para enfrentarmos os desafios da vida, despertando projetos arquivados, suscitando dinamismo novo no cotidiano pesado, fazendo-nos levantar de novo e retomar o caminho... 

Precisamos conservar límpidos os olhos do espírito, prontos para perceber a maravilha que está germinando na nossa vida. O Advento quer reafirmar a possibilidade de uma alternativa, da chegada de um hóspede inesperado, porque é "boa nova", é evangelho. Por isso, o cristão não deve jamais cair na resignação, mas permanecer em vigília, na expectativa; ele deve ser também uma surpresa para os outros, com seu gesto de amor imprevisto, com sua palavra que reanima, com sua visita que consola, com sua atenção para com todos os que levam uma vida obscura e monótona. Ele olha o mundo com inteligência, sim, mas também com a simplicidade das pombas; sabe intuir o bem secreto, também sabe apreciar a poesia da vida e da natureza. 

No evangelho de hoje(1º dom advento), Jesus dá por suposto a existência de situações desastrosas que nos sacodem, enchendo-nos de ansiedade e preocupação; mas, onde nós só vemos catástrofes, Jesus vê "sinais". E a condição para descobri-los é erguer a cabeça, levantar os olhos, ir mais além do imediato que nos cega e nos prende em redes de desejos insatisfeitos, em obsessões por conservar modos de vida que considerávamos definitivos, em temores que embotam nosso coração impedindo o fluir da vida. 

Curvados sobre nós mesmos, sem horizonte, sem poder olhar de frente, nem entrar em relação de reciprocidade, carregando durante longo tempo um peso excessivamente grande (culpa, ressentimento, vergonha), bloqueados, privados de nosso próprio potencial: este é o drama que nos desumaniza. Nossos corpos encurvados se fazem texto, linguagem, grito, petição... para serem endireitados. Nesse contexto ressoa com força o apelo de Jesus: "levantai-vos e erguei a cabeça, porque a vossa libertação está próxima". 

Nosso corpo fala mais e com mais veracidade que nossas palavras, o que irradiamos revela algo sobre nós. E há corpos que em silêncio clamam por cura e cuidado. É preciso interrogar nossos corpos para que eles nos contem suas histórias guardadas: seus segredos, suas dores, suas vivências. Devemos ser capazes de lê-los e respeitá-los, para poder devolver-lhes sua harmonia e sua beleza originais.

É nosso próprio corpo posto de pé, é nossa própria vida circulando sem  ataduras, é a libertação de nossas forças afetivas, a possibilidade de olhar outros olhos sem temor e de entrar em comunicação... que nos faz experimentar uma relação nova com a vida. Aspiração, sede, ansiedade, expectativa, estar de pé: isso é o que nos invade quando sentimos que se aproxima algo que desejamos de verdade. Pois isso é o Advento: tempo para os grandes sonhos. 

Só os medíocres ou os desesperados renunciam a sonhar. Pois bem, se o desânimo nos assalta, é tempo novo para levantar a cabeça, olhar ao longe, bem para fora, bem para dentro. Deixar que ressoe como uma promessa a Voz de um Deus que atravessa o tempo para dizer-nos: "aproxima-se vossa libertação".

Mergulhados naquilo que é margem, passageiro, na superfície das coisas, perdemos de vista o essencial e caímos na resignação. Perdida a capacidade de maravilhar-nos, o Advento esvazia-se e torna-se mais um tempo litúrgico rotineiro. 

Poderíamos dizer que o Advento nos apresenta uma "espiritualidade do despertar". Se estamos adormecidos ou anestesiados, sem nos encantar com a maravilha e o desafio de estarmos vivos, precisamos despertar. Despertar para a gratuidade da vida, para o chamado à convivência e comunhão, despertar para uma presença misericordiosa. Jesus vem despertar-nos e ativar nossa esperança. 

É preciso saber olhar, abrir os olhos, ler a vida e despertar-nos para aquilo que acontece à nossa volta. Se há uma palavra que perpassa todas as tradições religiosas, essa palavra é "despertar", não no sentido individualista e moralizante, ou seja, manter um adequado comportamento moral para, desse modo, alcançar a salvação. 

O chamado original a "despertar" reveste-se de uma profundidade muito maior, que conecta com aquela palavra com a qual Jesus inicia sua atividade pública: "convertei-vos". Na realidade, trata-se de um novo modo de olhar ou de conhecer, de um "conhecer mais além da aparência".

Quê significa "despertar"? Em quê sonhos estamos mergulhados? Como dar-nos conta de que estamos "adormecidos"? Há algo que possamos fazer?... Todas estas questões são evocadas pelo convite que aparece na boca da Jesus: "Estai sempre despertos". 

A pessoa desperta é aquela que experimentou intensamente a vida e, graças a isso, vive ancorada, enraizada e conectada com a sua verdadeira identidade, ao seu eu original e universal. 

Texto bíblico:  Lc 21,25-28.34-36 

Na oração: Quando foi Deus, para você, o Deus inesperado?"

Em quê se concretiza para você a promessa de Deus? Quê espera ou deseja de verdade? Qual é a boa notícia na qual você acredita? Como vive você este Advento? Quê há, em sua vida, de busca, sonho, aspiração, desejo... em sintonia com Deus? 

Pe. Adroaldo Palaoro sj

Diretor do Centro de Espiritualidade Inaciana -CEI


Caminhos da Reportagem conversou com dois imigrantes que moram no sul do país...

TV Brasil

O Caminhos da Reportagem conversou com dois imigrantes que moram no sul do país. Um é africano e negro. A outra é francesa e branca. Eles contaram como foi a recepção e como é ser estrangeiro no Brasil. O relato dos dois é bem divergente e você já deve até imaginar o porquê. 

O programa na íntegra está aqui: http://bit.ly/1OosQT7





Adivinhe quem veio para morar

Berço da imigração europeia, o sul do país é destino de africanos e haitianos

O imigrigante senegalês Cheikh Mbacke Gueye, assim como a maioria que chega em Caxias do Sul, é muçulmano"Quando eu saio na rua, guardo distância para não assustar as pessoas com a minha cor", diz Abdoulahat "Billy" Njdai, imigrante senegalês. Billy e outros imigrantes que vieram da África e também do Haiti adquiriram a consciência do tom da pele negra quando chegaram no Rio Grande do Sul.

Caminhos da Reportagem entrevistou imigrantes em Porto Alegre e na serra gaúcha (Caxias do Sul e Bento Gonçalves) que ficaram constrangidos, e alguns, deprimidos, por ver que o banco ao seu lado no ônibus está sempre vazio. Que o segurança da loja não sai de perto deles, que as pessoas não param para dar informação.

"Eles são a mesma coisa que a gente, só que são morenos né? ", Carmelita Toldo, dona de cantina em Caxias do Sul."Eles são a mesma coisa que a gente, só que são morenos né? ", Carmelita Toldo, dona de cantina em Caxias do Sul.

"Ser francesa e ter a pele branca, facilitou a minha adaptação aqui Caxias do Sul como imigrante", Solveig Dufrène, educadora social."Ser francesa e ter a pele branca, facilitou a minha adaptação aqui Caxias do Sul como imigrante", Solveig Dufrène, educadora social.

O estranhamento na região que recebeu os imigrantes italianos no final do século 19, começa na pele mais escura que a dos "morenos"  brasileiros – como dizem os gaúchos, passa pelos hábitos culturais de falar alto, de vestir roupas muito coloridas, de rezar para Maomé até voltar para a cor da pele negra, muito negra.


Do lado dos descendentes de imigrantes italianos, a convivência com novos imigrantes tem sido um desafio diário. Desde pensar na possibilidade de ter uma filha se casando com um deles, como a jornalista Kamila Zatti e o imigrante senegalês Cheikh Mbacke Gueye até empregá-lo em sua cantina tradicional no centro de Caxias do Sul.

 

Ficha técnica
Reportagem, roteiro e edição: Bianca Vasconcellos
Produção: Aline BecksteinBianca VasconcellosLuana Ibelli e Thaís Rosa
Estagiário: Allan Correia
Imagens: João Barboza e Caio Araújo (auxiliar)
Edição de imagens e finalização: Maikon Nikken Matuyama, Rodger Kenzo
Apoio à edição de imagens: Álvaro Siqueira Fernandes e Karina Scarpa
Fotos: Bianca Vasconcellos

Caminhos da Reportagem conversou com dois imigrantes que moram no sul do país...

TV Brasil

O Caminhos da Reportagem conversou com dois imigrantes que moram no sul do país. Um é africano e negro. A outra é francesa e branca. Eles contaram como foi a recepção e como é ser estrangeiro no Brasil. O relato dos dois é bem divergente e você já deve até imaginar o porquê. 

O programa na íntegra está aqui: http://bit.ly/1OosQT7

https://www.facebook.com/tvbrasil/videos/10153956566197985/

http://tvbrasil.ebc.com.br/caminhosdareportagem/episodio/adivinhe-quem-veio-para-morar 

Entidades provocam MPF contra coronéis da mídia

Treze organizações da sociedade civil protocolaram, nesta segunda (23/11), representação no Ministério Público Federal (MPF) contra 32 deputados e oito senadores sócios de emissoras de rádio e TV. A representação se baseia no Art. 54, I e II da Constituição Federal, que proíbe a políticos titulares de mandato eletivo possuírem ou controlarem empresas de radiodifusão e empresas que gozem de favor decorrente de contrato com a União. Além de pedir o cancelamento das concessões, permissões e autorizações de funcionamento dessas emissoras, as signatárias também pedem a responsabilização do Ministério das Comunicações pela falta de fiscalização do serviço público de radiodifusão. ‪#‎ForaCoronéisdaMídia‬

http://www.fndc.org.br/noticias/entidades-provocam-mpf-contra-coroneis-da-midia-924665/

La apropiadora del nieto recuperado número 95

SOCIEDAD // DELITO DE LESA HUMANIDAD

La apropiadora del nieto recuperado número 95 y su humor negro

19:34 | Hilario Bacca o Federico Cagnola Pereyra, nació en la Esma y uno de los militares que torturó en el centro clandestino El Vesubio, lo llevó a su casa para que su esposa lo regalara, tal y como un paquete. Más allá del reclamo de la familia Bacca, la decisión de la Justicia se enmarca en la búsqueda de la verdad.

De la Redacción de Diario Registrado // Martes 24 de noviembre de 2015 | 19:34

El planteo de la familia Bacca, incluso del propio hombre que conoce su verdadera identidad aunque desee conservar la que le dieron sus padres adoptivos -apropiadores, según la Justicia- deberá continuar su camino según los pasos del sistema judicial, pero la reacción de ataque a Abuelas no tiene sentido.

 

Cristina Mariñelarena reconoció en comunicación con 'La mesa está servida' por Canal 13, que recibió al bebé de manos de "una amiga" -Inés Graciela Lugones, viuda de Guillermo Minicucci, el jefe del centro clandestino El Vesubio- y que no preguntó nada sobre la identidad del niño.

 

Si bien es indudable que eligieron criarlo de buena fe, en su momento deberían haber denunciado ante las autoridades pertinentes esa práctica a la que accedió. Por eso, es indudable que se trata de un delito de Lesa Humanidad, y la queja sobre la consideración de Abuelas es apenas una falta de respeto.


http://www.diarioregistrado.com/sociedad/135165-la-apropiadora-del-nieto-recuperado-numero-95-y-su-humor-negro.html


23.11.15

ARGENTINA

POLITICA // TRAS LA DERROTA

'El pueblo nunca se equivoca', la clarificadora carta de Hernán Brienza

14:39 | Víctor Hugo Morales leyó en su programa de radio una carta abierta del colega Hernán Brienza en la que anima a "no regalarle a los adversarios nuestras tristezas". Acá, el texto completo.

De la Redacción de Diario Registrado // Lunes 23 de noviembre de 2015 | 14:39


El pueblo nunca se equivoca, ni siquiera cuando se equivoca... 

Nosotros no despreciamos 

Nosotros no odiamos 

Nosotros no tiramos bombas 

Nosotros no hacemos golpes de Estado 

Nosotros respetamos lo que las mayorías eligen, aún cuando creamos que las mayorías eligieron mal... 

No va a pasar nada que no conozcamos... 

El país del saqueo y la alegría boba 

El país de la pobreza y el sálvese quien pueda 

El País del odio y las mezquindades 

El País que se arrodilla antes las potencias 

El País que gobernó este país hasta el 2003 

Hicimos lo mejor que pudimos hacer, si no lo hicimos mejor es porque no estuvimos a la altura de las circunstancias... 

Hacer autocríticas públicas ahora es dar de comer a los que hoy festejan. 

No hacer autocríticas en privado es de necios. 

Echarle la culpa al pueblo es de falsos ilustrados. 

Hoy hay que aguantar los trapos... 

No le regalemos a los adversarios nuestras tristezas... 

Firmes y Dignos!!!!!! 

Volveremos, como hicimos siempre.


http://www.diarioregistrado.com/politica/135049-el-pueblo-nunca-se-equivoca--la-clarificadora-carta-de-hernan-brienza.html



Victor Hugo Morales

video

Víctor Hugo Morales sobre las elecciones

VH POLITICA // TRAS LA DERROTA

Víctor Hugo sobre las elecciones: ''El Gobierno puede sentirse ganador''

De la Redacción de Diario Registrado // Lunes 23 de noviembre de 2015 | 11:16

VH escenario político:  https://www.youtube.com/watch?v=igijWXETMI4

Lo dijo anoche en Telesur y lo repitió esta mañana de lunes en la radio: "Ejercer el poder durante 12 años implica un desgaste, además sin la candidata natural. Es para que el gobierno se sienta moralmente ganador", dijo Víctor Hugo. 



“Essa coisa de dizer que o Estado é ineficiente só serve aos mais ricos”

NOTÍCIAS » Notícias

Segunda, 23 de novembro de 2015

"Essa coisa de dizer que o Estado é ineficiente só serve aos mais ricos"

O sociólogo Jessé Souza lidera desde o início do ano, quando assumiu a presidência do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) – na esteira da polêmica eleitoral do atraso da divulgação de uma pesquisa sobre miséria –, um levantamento que se propõe a fazer uma "radiografia do Brasil contemporâneo". A pesquisa, que deve começar a apresentar resultados em setembro do próximo ano, faz parte de um esforço geral do Ipea para compreender melhor quem é o brasileiro e colaborar para a avaliação de políticas públicas que pretendem melhorar a vida da população.

A reportagem é de Rodolfo Borges, publicada por El País, 22-11-2015.

Na radiografia, os pesquisadores pretendem analisar a composição social do país para além dos índices econômicos, como costuma fazer o instituto, e levar em conta questões como "socialização e o capital cultural", conceitos que Souza explora no livro A Tolice da Inteligência Brasileira, a ser lançado neste mês. Na obra, o sociólogo questiona conceitos basilares do pensamento brasileiro, como o patrimonialismo e o "homem cordial", e diz que nossa ciência social está baseada em mitos infundados criados e promovidos por pensadores como Gilberto Freyre e Sérgio Buarque de Holanda.

Eis a entrevista.

Em que pé está a radiografia que pretende "estabelecer uma nova divisão de classes no Brasil"?

Pretendemos ter um apanhado geral em seis meses, fechado em março. Até setembro do próximo ano, já vamos entrar em questões concretas, ao avaliar programas específicos. Além do MEC [Ministério da Educação] e do MDS [Ministério do Desenvolvimento Social], também trabalhamos com a Secretaria da Juventude em São Paulo, com um estudo sobre o jovem da periferia. Mas a radiografia é apenas uma das nossas pesquisas. Temos uma agenda estratégica, que é uma tentativa do Ipea de fornecer elementos ao Governo para guiar e orientar a estratégia pós-ajuste fiscal. Queremos montar uma inteligência que possa dizer em tempo real o que está acontecendo em cada grande projeto e como ele pode ser corrigido ainda na feitura. Estamos montando convênios e cooperações para analisar os programas profissionalizantes, como o Pronatec, estudar a política de apoio à entrada nas universidades públicas e contribuir com o PNE [Plano Nacional de Educação].

Vocês estão atrás de que tipo de informação?

As classes normalmente são percebidas como construídas a partir da sua renda. Isso não é verdade, porque não é o bastante para antecipar o comportamento das pessoas, como estudam, agem, como montam suas vidas. É isso o que importa saber, tanto para o mercado quanto para o Estado. E você não consegue antecipar o comportamento das pessoas pela renda. Um exemplo óbvio é o do professor universitário em início de carreira, que ganha 8.000 reais, e o trabalhador qualificado da Fiat, em Betim [MG], que ganha mais ou menos isso. É mínima a probabilidade de que essas pessoas tenham comportamento semelhante, de que lidem na família do mesmo modo, tenham estilos de vida semelhantes, com padrões de consumo e lazer semelhantes, uma concepção de mundo semelhante. O tipo de educação, de socialização familiar e escolar vão montar tipos de pessoas muito distintas, com escolhas muito distintas, embora recebam uma renda semelhante.

Como a socialização familiar influencia o rumo da vida desses brasileiros?

Os estímulos ao pensamento abstrato só existem na classe média. O estímulo à concentração na leitura só existe na classe média; a valorização das coisas do espírito. Na classe baixa, o filho do pedreiro está brincando com o carro de mão. Está sendo estimulado para ser trabalhador manual, e não para refletir. Dois tipos de pessoas muito distintas, e numa sociedade onde o grande elemento é o espírito, é o conhecimento. Além do capital econômico, o que vai definir a luta por recursos escassos é o conhecimento.

Na classe baixa, o filho do pedreiro está brincando com o carro de mão. Está sendo estimulado para ser trabalhador manual, e não para refletir

Nosso Estado ainda não tem noção de quem é o brasileiro?

Não só o Estado, mas a sociedade brasileira não tem esse conhecimento ainda. É sempre algo aproximado, e a gente quer contribuir para isso criando um novo elo para além desses dados. Estamos unindo, em um estudo inédito, o dado quantitativo a dados qualitativos, mas qualitativo crítico, que não interpreta a fantasia das pessoas sobre elas mesmas como a verdade. A gente quer descobrir quais são as necessidade e carências desse brasileiro, e também os seus sonhos, e não as fantasias que ele monta sobre si mesmo para continuar vivo. A gente quer saber o que falta para construir uma inteligência institucional mais sofisticada, que se adapte melhor a esse público.

É por conta desses conceitos que você questiona os dados que indicam redução nas desigualdades do país nos últimos anos?

Houve uma histórica e importante inflexão no Governo Lula, algo que não acontecia há 60 anos, porque o Brasil foi, desde o Golpe 1964, um país feito para a minoria, para 20%. É algo que havia acontecido apenas com Getúlio Vargas Jango [João Goulart]. Jango quis, no fundo, aprofundar as mudanças que Getúlio tinha procurado estabelecer, que tem a ver com o fato de que o Estado deveria ser também dos pobres, da maioria da população brasileira historicamente esquecida. Não vejo um fato mais importante nos últimos 60 anos do que porções significativas dos nossos excluídos tiveram uma ascensão social significativa, não só no consumo, mas em acesso à escola, a serviços estatais importantes. Essa é a grande herança que vale a pena se lutar para ser mantida e aprofundada. Longe de negar que houve esse combate à desigualdade, a gente quer ajudar a combater ainda melhor essa desigualdade.  

Você diz no livro que o povo é manipulado por uma pequena elite no Brasil. De que forma?

No Brasil se construiu uma ideologia, que não tem nada a ver com a ciência. As ideias dos grandes pensadores são tão importantes quanto as ideias dos antigos profetas e religiosos. Não há nada que se publique que não precise ser atestado por um especialista. Isso mostra como a ciência é importante. O que os jornalistas produzem, o que os professores de universidade dizem, o que os juízes decidem nos tribunais, tudo isso são consensos que foram construídos e criados por grandes intelectuais. As pessoas não percebem isso, acham que cada pessoa está tirando tudo da própria cabeça. O que eu procurei identificar no livro é quais são essas ideias, o que elas defendem, e quem são esses caras.

Que ideias são essas?

Essas pessoas defendem um tipo de liberalismo amesquinhado que tem a ver com a imagem negativa do brasileiro. Isso começa com o Gilberto Freyre, em 1933, quando se substitui o racismo científico, fenotípico, por um racismo cultural. A base desse raciocínio é o "complexo do vira-lata", como chamava Nelson Rodrigues. Supõe-se que existam sociedades superiores, compostas por indivíduos superiores moral e cognitivamente, que estariam nos Estados Unidos e na Europa. Lá, haveria um Estado só público, que não é privatizado por ninguém. Isso é um completo absurdo, fácil de ser destruído. Mas quando essas interpretações se tornam naturalizadas, os fatos não importam mais. O que os grandes pensadores dizem é que a privatização do Estado é uma singularidade brasileira, e nós acreditamos nisso. Há um sequestro da inteligência do povo brasileiro montado por grandes intelectuais. A grande interpretação do Brasil é só uma, que une personalismo e patrimonialismo.

Qual é o resultado dessa união?

O personalismo diz que o brasileiro é um sujeito inferior, pré-moderno, que se liga a relações pessoais, como se não houvesse relações pessoais e não fossem decisivas em qualquer lugar. [O brasileiro] É sentimental, cordial, emotivo e tendencialmente corrupto. Esse personalismo foi criado a partir da leitura de Gilberto Freyre por Sérgio Buarque de HolandaFreyre queria fazer um mito nacional, e Buarque queria fazer ciência. Mas a ciência se faz contra todos os mitos. Nossa ciência veio de um mito, mas o mito não tem validade científica, é um conto de fadas para adultos, para explicar a leigos como a sociedade funciona.

Como esse pensamento afeta a vida dos brasileiros?

Todos os conflitos brasileiros tendem a ser silenciados. A classe média, que se põe como campeã da moralidade, no fundo explora o trabalho de uma ralé, de uma classe de excluídos, que presta todo tipo de serviço a ela — serviços que nem as classes médias europeia ou norte-americana têm. É um exército de escravos, no fundo, para prestar, a baixo custo, serviço na sua casa, cortar a sua grama, fazer comida, cuidar do seu filho.

Isso é uma luta de classes. A luta de classes é silenciosa, por recursos escassos. Todos recursos, materiais e ideais, são escassos. Não é só a casa, o carro, a mercadoria, mas o reconhecimento, o prestígio, a beleza, o charme. Isso tudo é escasso. Há uma luta de todos contra todos em relação a isso, mas algumas classes monopolizam o acesso a esses recursos: o 1% e seu sócio menor, que é uma classe média de 20%, que monopoliza o capital cultural e tem um estilo de vida europeu em um país como o Brasil. O restante tem de lutar por isso.

É por isso que, na sua avaliação, o Estado virou alvo preferencial no Brasil?

Toda essa exploração de classe é escondida e transformada em um conflito construído, irreal, que não existe, entre Estado e mercado. Porque o Estado precisa do mercado para sua sobrevivência, e vice-versa. Mercado e Estado são uma coisa só, mas, no Brasil, você demoniza o Estado e monta o mercado como reino de todas as virtudes. Não existe crime no mercado. Essa coisa de o brasileiro ser inferior tem um lugar específico entre nós desde Sérgio Buarque: o Estado. É a tal tese do patrimonialismo. Há uma elite que, só no Estado, rouba a sociedade como um todo, como dizRaymundo Faoro. Então se cria um conflito artificial.

A prisão de grandes empreiteiros na Operação Lava Jato não confronta essa ideia de que o mercado tem tratamento diferente no Brasil?

As relações entre economia e política são sempre complicadas. Abrangem todos os partidos e todos os ramos da indústria e da vida econômica. Não consigo entender por que a seletividade, só alguns ramos e alguns partidos. O que existe é uma modernização do golpe de Estado brasileiro. O 1% quer continuar mandando, especialmente num contexto em que não dá para atender a todos. Para isso, silêncio sobre alguns partidos e atividades industriais, e toda a luz para alguns partidos, quase sempre ligados a interesses populares. Se há crime, tem de ser sempre investigado, mas sempre houve seletividade. Com isso, se acirra os ânimos do suporte social e emocional para esse tipo de mensagem.

Como o golpe de Estado brasileiro se "modernizou"?

Para a democracia moderna, só existe um princípio: soberania popular. A fonte de todo poder é o voto. Não existe nenhum outro princípio, e, como não há, é preciso fabricar um, construir elementos que estariam acima da sociedade e de interesses econômicos e políticos. Antes, esse elemento estava constitucionalmente determinado, eram as forças militares. Os chefes militares constitucionalmente poderiam dizer quando estaria havendo desordem no país, e intervir. Hoje, como não podem ser mais os militares, que perderam a legitimidade para assumir esse papel, o novo elemento é um misto de agências de controle e judiciário, junto com Polícia Federal, etc. Há uma luta por quem vai ocupar esse espaço.

Formalmente, o Judiciário tem todos os elementos que as Forças Armadas tinham. Não é eleito pelo povo, faz de conta que interpreta coisas que não têm a ver com a política e o jogo econômico e se põe acima do bem e do mal — e eu não estou falando em nome de nenhum juiz, até porque são vários candidatos a isso. O juiz justiceiro hoje em dia é o substituto do general entre nós. Não é mais o militar, a metralhadora, é o aparato jurídico.

Se a sociedade brasileira tem uma ideia equivocada e prejudicial sobre si mesma, como se abandona essa lógica?

A escola não é o único lugar onde as pessoas se educam numa sociedade moderna. A esfera pública é extremamente importante. Toda a democracia tem dois pilares. O voto é um deles, mas ele precisa ser refletido. O cidadão brasileiro tem de ter acesso a informações contraditórias, a opiniões divergentes. Porque, sem isso, o voto é desqualificado, manipulado. Os partidos de esquerda no Brasil falharam em grande medida em compreender essa imensa maioria de excluídos e trabalhadores pouco qualificados que não são sindicalizados, por exemplo. Quem compreendeu essas pessoas abandonadas e humilhadas, que compõem a massa do povo brasileiro, foram as religiões pentecostais, que supriram o vazio ao dizer: "você não é um lixo, é um cara importante, Jesus olha para você".

No livro, faço a crítica a esse culturalismo conservador, que é cientificamente frágil, mas também ao economicismo de todas as vertentes, da marxista à liberal. A cegueira de todo economicismo é achar que o comportamento das pessoas é unicamente motivado por estímulos econômicos. Não é, e às vezes os estímulos não-econômicos, como a autoconfiança, são ainda mais importantes. Quer dizer, você é pobre, não enxerga chances e cai no álcool ou no crack. Se receber dinheiro, vai comprar crack, não vai se recuperar como ser humano. Se tem alguém dizendo que você importa, que não nasceu para isso, que lhe dá respeito e estima, isso pode ser mais importante que dinheiro, e faz dinheiro, que é o que acontece com a classe média autoconfiante.

No livro também há criticas às jornadas de junho de 2013. Você escreve, inclusive, que o Brasil "é o país em que a classe média 'tira onda' de revolucionária, de agente da mudança e de lutadora por um 'Brasil melhor'".

As manifestações de 2013 são diferentes das que acontecem agora. Em 2013, houve uma parte inicial do movimento em que havia muitos elementos da classe trabalhadora precária, que passa três horas para sair da periferia para o centro de São Paulo. E esse pessoal estava justamente pedindo uma ampliação e aprofundamento de seus direitos: melhor escola, melhor saúde, mobilidade urbana. A partir de certo momento, toca-se o bumbo e a classe média vai às ruas. Então ocorre uma mudança dos grandes temas, das demandas, para a demanda típica da classe média: só corrupção. É uma forma de você, que explora os outros, posar de campeão da moralidade. Para isso, você usa todo o estofo montado por essa inteligência para exportar o mal que pratica, e a classe média se transforma numa santa. As ideologias políticas não falam só ao cérebro. Elas falam, antes de tudo, às emoções. A classe média é feita de tola na sua reflexão por suas emoções. É manipulada e sai como tropa de choque para atacar o Estado, apesar de não ter um interesse real nesse ataque, porque os serviços poderiam ser ampliados para a classe média, que usa o SUS [Sistema Único de Saúde]. Atacar o Estado, para a classe média, é morrer em momentos importantes da vida. Essa coisa de dizer que o Estado é ineficiente só serve aos 1% mais ricos.

Diante do que você considera uma ameaça de golpe, como enxerga as perspectivas para o país?

Estamos em um instante histórico extremamente delicado. Temos uma tradição dominante, do golpe de 1964, que montou uma sociedade para 20%, esses endinheirados, e uma classe que serve a ela. Os outros foram mais ou menos abandonados, deixados ao Deus dará. Os últimos 10 ou 15 anos foram uma inflexão forte nisso, porque dezenas de milhões saíram de uma situação não só de pobreza, mas de ausência de alternativa de vida, de futuro. Esse processo está em xeque, pode ser desfeito. A gente pode voltar ao esquema que o Brasil era, o que aliás é a maior parte dessa elite quer.

Por outro lado, podemos tentar manter esse processo ou até aprofundá-lo. A gente está em uma encruzilhada histórica: ou somos um Brasil que minimamente olha para a maioria da sua população ou um país para 20% que vai ter sempre a ameaça do golpe. Por que não se governa sociedade nenhuma para 20%, a não ser pela força, pela manipulação. Daí a recorrência do golpe na história brasileira. Para a elite brasileira, não importa se você manda com o voto, você tem que poder mandar até sem o voto.


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EL PODER REAL SE ADUEÑA DE LO POLÍTICO

Así lo dice Víctor Hugo Morales: "Luchar a brazo partido contra el círculo rojo de un poder impiadoso, cínico, cruel, mentiroso, abusivo, corrupto, que tiene el poder de propagar su malicia a través de los medios más poderosos del mundo, en términos relativos, no es algo que pueda sobrellevar cualquier partido político donde se quiera poner la mirada. Haber molestado a los extraordinarios poderes neoliberales históricos y aún así permanecer con un piso de votantes desde el que cualquier crecimiento vuelve a posibilitarle futuros éxitos, es una conquista valedera que el kirchnerismo quizás no pueda evaluar en estas horas de inevitable tristeza, de la que esa sede del hotel donde se esperaba el resultado final fue una fotografía cabal".



OPINIÓN

EL PODER REAL SE ADUEÑA DE LO POLÍTICO

No hay replay todavía. Los goles con la mano serán parte del futuro análisis. Ahora mismo lo que se tiene son esos números que permiten mil lecturas. Algunas de desolación y otras de esperanza, según como se sea capaz de apreciarlas. 

Después de todo, lo que la película de estos años evidencia como aportes a la igualdad y la justicia social, a los Derechos Humanos y a la elevación de los sectores sumergidos e históricamente agraviados, parece apuntar a que el número que acompañó al gobierno, es muy pobre. Pero también puede sostenerse, con el mismo énfasis que, al cabo de 12 años de tocar intereses muy poderosos, de cambiar la forma de discutir de política, de arriesgar en cada jugada, en cada ley, en cada pelota dividida, jugando siempre al ataque, despreciando el recomendable equilibrio de los técnicos de diversas áreas, el número que finalmente acompañó al gobierno es un saldo extraordinario.

Pensémoslo de la siguiente manera: luchar a brazo partido contra el círculo rojo de un poder impiadoso, cínico, cruel, mentiroso, abusivo, corrupto, que tiene el poder de propagar su malicia a través de los medios más poderosos del mundo, en términos relativos, no es algo que pueda sobrellevar cualquier partido político donde se quiera poner la mirada. Haber molestado a los extraordinarios poderes neoliberales históricos y aún así permanecer con un piso de votantes desde el que cualquier crecimiento vuelve a posibilitarle futuros éxitos, es una conquista valedera que el kirchnerismo quizás no pueda evaluar en estas horas de inevitable tristeza, de la que esa sede del hotel donde se esperaba el resultado final fue una fotografía cabal. 

Daniel Scioli habló justamente de eso a las nueve y media de la noche. Abatido pero firme en la defensa del modelo que abrazó durante toda la campaña. Ahí  fue cuando resaltó los logros del gobierno nacional y, como un deportista cuando sabe  sin el resto, sintió la evidente satisfacción de haber hecho todo lo posible. Ese esfuerzo titánico, desarrollado en circunstancias claramente adversas, le permitieron ser el mejor Scioli, aun ante los ojos de quienes, recelosos, no lo tenían como el candidato ideal del kirchnerismo y solamente le concedieron la gracia de ser el único posible.

La estética capitalista del partido vencedor, daba en paralelo rienda suelta a una alegría que como militantes también firmes y convencidos, tenían derecho. La euforia anticipada de estos días no le quitó brillo, ese tipo de brillo al que ellos convocan, a una celebración que en el espíritu de cada uno era también una manifestación del poder que ahora ostentan con mucha más fuerza de lo habitual. El poder real, ahora se adueña de lo político. Los pasos dados en las últimas semanas a través del enfermo Poder Judicial, contagiaron una semblanza angustiante de aquello de lo que serán capaces.

Los medios dominantes, el poder político, el Poder Judicial, la Sociedad Rural, la cúpula eclesiástica, Techint están de un lado de la vida. Tienen un líder en las sombras y un gerente que le ha llegado a más de la mitad del electorado.

El poder económico internacional, los buitres en primer lugar, los kelpers, Wall Street, los Bush, los Reagan, los republicanos, Rajoy, Cameron, todos ellos sonrieron  anoche. 

La victoria fue trabajada en todos los frentes mencionados y tienen derecho a disfrutarlo. Después de los paraguas del 18 F qué otra cosa se podía esperar... «

http://tiempo.infonews.com/nota/196196/el-poder-real-se-aduena-de-lo-politico

Cancion con todos

Salgo a caminar
Por la cintura cosmica del sur
Piso en la region
Mas vegetal del viento y de la luz
Siento al caminar
Toda la piel de america en mi piel
Y anda en mi sangre un rio
Que libera en mi voz su caudal.

Sol de alto peru
Rostro bolivia estaño y soledad
Un verde brasil
Besa mi chile cobre y mineral
Subo desde el sur
Hacia la entraña america y total
Pura raiz de un grito
Destinado a crecer y a estallar.

Todas las voces todas
Todas las manos todas
Toda la sangre puede
Ser cancion en el viento
Canta conmigo canta
Hermano americano
Libera tu esperanza
Con un grito en la voz