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"Até quando vamos ter que agüentar a apropriação da idéia de 'liberdade de imprensa', de 'liberdade de expressão', pelos proprietários da grande mídia mercantil – os Frias, os Marinhos, os Mesquitas, os Civitas -, que as definem como sua liberdade de dizer o que acham e de designar quem ocupa os espaços escritos, falados e vistos, para reproduzir o mesmo discurso, o pensamento único dos monopólios privados?"

Emir Sader

10.4.17

Quem realmente exerce o poder em uma economia capitalista?

Economistas com sólida experiência acadêmica, Gabriel Galípolo e Luiz Gonzaga Belluzzo lançam o livro 'Manda quem pode, obedece quem tem prejuízo' nesta segunda-feira 10, em São Paulo | #CartaCapital



Economia

Resenha

Quem realmente exerce o poder em uma economia capitalista?

por Carlos Drummond — publicado 10/04/2017 00h30, última modificação 08/04/2017 00h24
Em livro, Luiz Gonzaga Belluzzo e Gabriel Galípolo expõem o dissimulado domínio exercido por poucos sobre a humanidade
Wanezza Soares
Galípolo e Belluzzo

Economistas com sólida experiência acadêmica, Gabriel Galípolo e Luiz Gonzaga Belluzzo lançam o livro 'Manda quem pode, obedece quem tem prejuízo' nesta segunda-feira 10, em São Paulo

O leitor interessado em conhecer a assombrosa travessia do capitalismo, da sociedade e das ideias, desde o começo do século XX até os dias atuais, conta, a partir de hoje, com um mapa qualificado. Trata-se do livro Manda quem pode, obedece quem tem prejuízo, de Luiz Gonzaga Belluzzo, colunista de CartaCapital, e Gabriel Galípolo, colaborador desta publicação.

Economistas com sólida experiência acadêmica, empresarial e no setor público, eles lançarão a publicação da Editora Contracorrente e da Facamp às 19 horas desta segunda-feira, dia 10, na Livraria da Vila da Alameda Lorena, número 1731, em São Paulo.  

Em texto ágil, de parágrafos curtos e bem humorado, os autores decifram a retórica dos assim chamados especialistas e revelam tratar-se de recurso dissimulador do domínio exercido por uns poucos sobre quase toda a humanidade. Na introdução, e depois no quinto capítulo, Belluzzo e Galípolo demolem com precisão e sem piedade as colunas de sustentação da corrente dominante na economia e as formulações dos seus economistas.

Assim desanuviado o horizonte, percorrem, no primeiro capítulo, a principal experiência de controle político dos excessos inerentes ao capitalismo, o New Deal do presidente americano Franklin Delano Roosevelt. A epopeia é examinada de modo a destacar os ganhos para a sociedade em vez da polêmica na interpretação dos seus efeitos econômicos.

globalização, tema do segundo capítulo, aparece despida da apologia e da mistificação costumeiras. Os autores mostram a sua essência de acirradora da concorrência, nos movimentos de deslocamentos territoriais da produção e de formação de megaempresas integradoras de cadeias de valor.

O incesto entre o sistema financeiro e a política, de consequências desastrosas para a humanidade, é abordado no terceiro capítulo, e no seguinte os autores desnudam a relação promíscua entre a academia e o mundo dos negócios.

Dedicado ao País, o sexto capítulo vai ao ponto: "Na etapa atual da Grande Estagnação, o Brasil, com suas taxas de juros, desempenha a honrosa função de tesouraria das empresas transnacionais sediadas no país, travestindo o investimento em renda fixa com a fantasia do investimento direto."

LivroOs autores não se escondem sob o véu esburacado de uma neutralidade científica inexistente. Ao contrário, declaram de que lado estão, nesta passagem do epílogo:

"A resposta esperançosa à Pergunta ao Futuro depende crucialmente da capacidade de mobilização democrática e radical dos Deserdados, os perdedores na liça da concorrência global. Esta perspectiva projeta a democracia em exercício pleno, pela construção permanente de instâncias de participação da cidadania nas decisões cruciais para a vida e o destino de mulheres e homens."


https://www.cartacapital.com.br/economia/quem-realmente-exerce-o-poder-em-uma-economia-capitalista

 



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Cancion con todos

Salgo a caminar
Por la cintura cosmica del sur
Piso en la region
Mas vegetal del viento y de la luz
Siento al caminar
Toda la piel de america en mi piel
Y anda en mi sangre un rio
Que libera en mi voz su caudal.

Sol de alto peru
Rostro bolivia estaño y soledad
Un verde brasil
Besa mi chile cobre y mineral
Subo desde el sur
Hacia la entraña america y total
Pura raiz de un grito
Destinado a crecer y a estallar.

Todas las voces todas
Todas las manos todas
Toda la sangre puede
Ser cancion en el viento
Canta conmigo canta
Hermano americano
Libera tu esperanza
Con un grito en la voz