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pergunta:

"Até quando vamos ter que agüentar a apropriação da idéia de 'liberdade de imprensa', de 'liberdade de expressão', pelos proprietários da grande mídia mercantil – os Frias, os Marinhos, os Mesquitas, os Civitas -, que as definem como sua liberdade de dizer o que acham e de designar quem ocupa os espaços escritos, falados e vistos, para reproduzir o mesmo discurso, o pensamento único dos monopólios privados?"

Emir Sader

25.5.17

"...a que ponto a Justiça brasileira desceu."




Gilson Caroni Filho

Moro absolve Claudia Cruz e assegura o silêncio de Cunha.Tá escancarado demais.

...

A absolvição de Cláudia Cruz é prova da perseguição de Moro a Marisa Letícia. Por Kiko Nogueira

 

Depois de alguns dias no oblívio obrigatório graças à delação da JBS que matou Temer, o juiz Sergio Moro volta às manchetes, seu habitat natural.

Sai Janot, volta o super herói de Curitiba.

Moro absolveu a mulher de Eduardo Cunha, a jornalista Cláudia Cruz, na Lava Jato.

Cláudia era acusada de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Entre 2008 e 2014, ela gastou mais de 1 milhão de dólares de uma conta na Suíça.

Segundo a denúncia do MPF, o gasto era "totalmente incompatível com os salários e o patrimônio lícito" dela e de Cunha.

Para Moro, não há "prova suficiente" de que ela agiu com dolo ao usar a grana.

O juiz considerou em seu despacho que, "embora tal comportamento seja altamente reprovável, ele leva à conclusão de que a acusada Cláudia Cordeiro Cruz foi negligente quanto às fontes de rendimento do marido e quanto aos seus gastos pessoais e da família".

Foi um negligência da madame, enfim. Quem nunca?

Cunha, que desde o início declarava estar preocupado com sua família, está feliz. Cláudia pode fazer parte de seu acordo de delação premiada.

Moro sempre tratou dona Cláudia com um estranho respeito. No ano passado, ficou famosa a história de que tentou por duas vezes, sem sucesso, intimá-la.

Seu advogado Pierpaolo Bottini contou candidamente que informou ao oficial de Justiça que sua cliente podia ser encontrada nos finais de semana no Rio de Janeiro e, de segunda a sexta, no endereço de sempre em Brasília.

Pouco depois, Moro autorizou a devolução do passaporte dela, contrariando os procuradores que alertaram para risco de fuga.

A absolvição fica ainda mais absurda diante da atitude do magistrado para com Marisa Letícia.

Morta, Marisa luta na Justiça para ter sua absolvição reconhecida. O caso está em apreciação no Tribunal Regional Federal da 4ª. Região.

Moro recusou o pedido da defesa para declarar sua inocência.

Desde 2008, uma adaptação da lei a tratados internacionais, manda que, com a morte e a consequente extinção da punibilidade de um réu, este seja declarado absolvido, para preservar o princípio da presunção de inocência.

No país de Sergio Moro, isso é o que menos importa.

Segundo o Joaquim de Carvalho informou no DCM, o processo está sendo debatido em grau de recurso nas instâncias superiores.

É impossível dissociar o AVC de Marisa Letícia da perseguição que ela sofreu, juntamente com Lula e filhos. Pagou com a vida.

Marisa, ao menos, teve a sorte de não ver a que ponto a Justiça brasileira desceu.


Diretor-adjunto do Diário do Centro do Mundo. Jornalista e músico. Foi fundador e diretor de redação da Revista Alfa; editor da Veja São Paulo; diretor de redação da Viagem e Turismo e do Guia Quatro Rodas.





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Cancion con todos

Salgo a caminar
Por la cintura cosmica del sur
Piso en la region
Mas vegetal del viento y de la luz
Siento al caminar
Toda la piel de america en mi piel
Y anda en mi sangre un rio
Que libera en mi voz su caudal.

Sol de alto peru
Rostro bolivia estaño y soledad
Un verde brasil
Besa mi chile cobre y mineral
Subo desde el sur
Hacia la entraña america y total
Pura raiz de un grito
Destinado a crecer y a estallar.

Todas las voces todas
Todas las manos todas
Toda la sangre puede
Ser cancion en el viento
Canta conmigo canta
Hermano americano
Libera tu esperanza
Con un grito en la voz