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pergunta:

"Até quando vamos ter que agüentar a apropriação da idéia de 'liberdade de imprensa', de 'liberdade de expressão', pelos proprietários da grande mídia mercantil – os Frias, os Marinhos, os Mesquitas, os Civitas -, que as definem como sua liberdade de dizer o que acham e de designar quem ocupa os espaços escritos, falados e vistos, para reproduzir o mesmo discurso, o pensamento único dos monopólios privados?"

Emir Sader

20.7.10

sobre a música O MEU PAÍS, de Zé Ramalho

Ao contrário do que tentam divulgar alguns usando má-fé, a música O MEU PAÍS foi composta por Zé Ramalho em 2000: http://www.zeramalho.com.br/sec_discografia_view.php?id=15

 

Cabe lembrar o Presidente do Brasil no ano de 2000 era Fernando Henrique Cardoso: http://www.planalto.gov.br:80/infger_07/presidentes/gale.htm

 

Fica como alerta a essas e tantas outras mensagens que "circulam" na internet.

É importante verificar a fonte e a veracidade das mensagens, antes de acreditar e repassar...!

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Nação nordestina

BMG - 2000

1

02:46

Intróito à nação    

 

2

04:58

O meu país    

 

3

04:44

Pra não dizer que não falei das flores    

 

4

04:01

Lamento sertanejo    

 

5

04:07

Temporal    

 

6

04:39

Seres alados     

 

7

04:23

Beijo morte beijo     

 

8

05:10

Meninos do sertão    

 

9

03:12

Ele disse    

 

10

04:10

Mourão voltado em questões    

 

11

03:24

Violando com Hermeto    

 

12

03:34

Hino nordestino     

 

13

04:51

Bandeira desfraldada     

 

14

02:43

Pau-de-arara    

 

15

02:48

Amar quem eu já amei    

 

16

04:13

Garrote ferido    

 

17

03:54

Paraí-ba    

 

18

02:58

Eu vou pra lua    

 

19

06:47

Estes discos voadores me preocupam demais    

 

20

03:56

Digitado em poesia    

 

http://www.zeramalho.com.br/sec_discografia_view.php?id=15

 

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O meu país
letra e música - Livardo Alves
letra e música - Orlando Tejo
letra e música - Gilvan Chaves


vendo tudo, vendo tudo
Mas, bico calado, faz de conta que sou mudo

Um país que crianças elimina
Que não ouve o clamor dos esquecidos
Onde nunca os humildes são ouvidos
E uma elite sem deus é quem domina
Que permite um estupro em cada esquina
E a certeza da dúvida infeliz
Onde quem tem razão baixa a cerviz
E massacram - se o negro e a mulher
Pode ser o país de quem quiser
Mas não é, com certeza, o meu país

Um país onde as leis são descartáveis
Por ausência de códigos corretos
Com quarenta milhões de analfabetos
E maior multidão de miseráveis
Um país onde os homens confiáveis
Não têm voz, não têm vez, nem diretriz
Mas corruptos têm voz e vez e bis
E o respaldo de estímulo incomum
Pode ser o país de qualquer um
Mas não é com certeza o meu país

Um país que perdeu a identidade
Sepultou o idioma português
Aprendeu a falar pornofonês
Aderindo à global vulgaridade
Um país que não tem capacidade
De saber o que pensa e o que diz
Que não pode esconder a cicatriz
De um povo de bem que vive mal
Pode ser o país do carnaval
Mas não é com certeza o meu país

Um país que seus índios discrimina
E as ciências e as artes não respeita
Um país que ainda morre de maleita
Por atraso geral da medicina
Um país onde escola não ensina
E hospital não dispõe de raio - x
Onde a gente dos morros é feliz
Se tem água de chuva e luz do sol
Pode ser o país do futebol
Mas não é com certeza o meu país

vendo tudo, vendo tudo
Mas, bico calado, faz de conta que sou mudo

Um país que é doente e não se cura
Quer ficar sempre no terceiro mundo
Que do poço fatal chegou ao fundo
Sem saber emergir da noite escura
Um país que engoliu a compostura
Atendendo a políticos sutis
Que dividem o brasil em mil brasis
Pra melhor assaltar de ponta a ponta
Pode ser o país do faz-de-conta
Mas não é com certeza o meu país

vendo tudo, vendo tudo
Mas, bico calado, faz de conta que sou mudo

© direto
69758632


Ficha técnica da faixa
arranjo, viola e voz: Zé Ramalho

 

http://www.zeramalho.com.br/sec_discografia_letra.php?id=177

 

 

Um comentário:

Anônimo disse...

ESTA MÚSICA NÃO FOI COMPOSTA POR JOSE RAMALHO. FORAM TRES COMPOSITORES, E FOI GRAVADA PELA PRIMEIRA VEZ EM 1994 PELO PARAIBANO FLAVIO JOSE

Cancion con todos

Salgo a caminar
Por la cintura cosmica del sur
Piso en la region
Mas vegetal del viento y de la luz
Siento al caminar
Toda la piel de america en mi piel
Y anda en mi sangre un rio
Que libera en mi voz su caudal.

Sol de alto peru
Rostro bolivia estaño y soledad
Un verde brasil
Besa mi chile cobre y mineral
Subo desde el sur
Hacia la entraña america y total
Pura raiz de un grito
Destinado a crecer y a estallar.

Todas las voces todas
Todas las manos todas
Toda la sangre puede
Ser cancion en el viento
Canta conmigo canta
Hermano americano
Libera tu esperanza
Con un grito en la voz