Páginas

pergunta:

"Até quando vamos ter que aguentar a apropriação da ideia de 'liberdade de imprensa', de 'liberdade de expressão', pelos proprietários da grande mídia mercantil – os Frias, os Marinhos, os Mesquitas, os Civitas -, que as definem como sua liberdade de dizer o que acham e de designar quem ocupa os espaços escritos, falados e vistos, para reproduzir o mesmo discurso, o pensamento único dos monopólios privados?"

Emir Sader

28.10.11

Plena Editorial - Livros

Crime de Imprensa

Palmério Dória e Mylton Severiano

Crime de Imprensa é o primeiro livro a mostrar, na história das eleições, como se comporta a mídia corporativa antipopular e atrelada a interesses que não coincidem com a vontade do nosso povo. Uma mídia que não hesita em usar os mesmos métodos do inescrupuloso magnata das comunicações Rudolph Murdoch. Em tom de sátira, os autores transmitem a perplexidade das pessoas lúcidas deste País não só com a cobertura jornalística falsamente "isenta" das campanhas eleitorais, mas também com a posição dos grandes veículos de comunicação diante de outros episódios da vida brasileira.

Autores

Os autores de Crime de Imprensa se conheceram no início da década de 1970 ao colaborar num número especial sobre Amazônia para Realidade, da Editora Abril o paraense de Santarém Palmério Dória como repórter; e o paulista de Marília Mylton Severiano, o Myltainho, como editor de texto, função que já havia exercido ali ao participar da equipe fundadora daquela revista mensal que virou "cult". Ficaram amigos nas redações da família Mesquita, Palmério no Estadão, Myltainho no Jornal da Tarde. Juntos, formando "dupla de criação", ou separados, passaram por inúmeras outras redações, dentre elas TV Cultura, O Bondinho (bimensal de contracultura), Rede Globo, Aqui São Paulo (semanário de política e comportamento), TV Record, Canja (semanário dedicado à MPB), Folha de S. Paulo, Interview, Extra-Realidade Brasileira (série de livros-reportagem), e o mensário ex- (único a publicar reportagem sobre a morte do jornalista Vladimir Herzog, hoje nome de prêmio para quem defende os direitos humanos). Por coincidência, um trabalho de que se orgulham deu-se justamente em Londrina (1974-1975). Estavam na equipe que, a convite de Paulo Pimentel, criou Panorama, sob a direção de Narciso Kalili, Délio Cezar e Nacib Jabur. A turma pretendia tocar um diário que rivalizasse com Estadão e Jornal do Brasil, então mais importantes periódicos do país. A intenção foi frustrada por razões alheias à vontade do grupo, formado por profissionais de fora e da cidade os locais em sua maioria jovens que se tornariam grandes nomes do jornalismo e da cultura paranaenses. Crime de Imprensa é o segundo volume de uma trilogia dedicada a expor mazelas do comportamento brasileiro (o terceiro está em preparo). O primeiro, Honoráveis Bandidos, "um retrato do Brasil na Era Sarney", tornou-se inédito sucesso do jornalismo político: vendeu mais de 100 mil exemplares só nos três primeiros meses após o lançamento (setembro de 2009, Geração Editorial); Crime de Imprensa, pela editora Plena, mostra agora como boa parte dos empresários da mídia usa seus veículos mais como pontas-de-lança para fazer negócios do que para defender os interesses de nossa gente. Diziam os latinos que o riso corrige os costumes. Os dois jornalistas não perdem o bom humor e, amparados em fatos, não mais que fatos, da narrativa fazem divertido meio para você se informar melhor sobre bandalheiras midiáticas nacionais. Eis como um crime pode compensar: Crime de Imprensa, o livro.

http://www.plenaeditorial.com.br/br/descLivros.php?param=12

 

Nenhum comentário:


Cancion con todos

Salgo a caminar
Por la cintura cosmica del sur
Piso en la region
Mas vegetal del viento y de la luz
Siento al caminar
Toda la piel de america en mi piel
Y anda en mi sangre un rio
Que libera en mi voz su caudal.

Sol de alto peru
Rostro bolivia estaño y soledad
Un verde brasil
Besa mi chile cobre y mineral
Subo desde el sur
Hacia la entraña america y total
Pura raiz de un grito
Destinado a crecer y a estallar.

Todas las voces todas
Todas las manos todas
Toda la sangre puede
Ser cancion en el viento
Canta conmigo canta
Hermano americano
Libera tu esperanza
Con un grito en la voz