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pergunta:

"Até quando vamos ter que agüentar a apropriação da idéia de 'liberdade de imprensa', de 'liberdade de expressão', pelos proprietários da grande mídia mercantil – os Frias, os Marinhos, os Mesquitas, os Civitas -, que as definem como sua liberdade de dizer o que acham e de designar quem ocupa os espaços escritos, falados e vistos, para reproduzir o mesmo discurso, o pensamento único dos monopólios privados?"

Emir Sader

13.6.17

O Brasil que a direita quer

CONCENTRAÇÃO DE RENDA

O Brasil que a direita quer

Um país à deriva, com o retorno de um brutal processo de concentração de renda, de exclusão social, de recessão e de desemprego. Foi para isso que a direita batalhou tanto para voltar ao poder?
por Emir Sader publicado 12/06/2017 11h42
VALTER CAMPANATO/AGÊNCIA BRASIL
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Direita feriu profundamente para instalar governo corrupto, que mal governa o país, após tantas denúncias

Então foi para isso que a direita feriu profundamente a democracia e a vontade popular? Para instalar esse governo corrupto, que apenas tenta sobreviver e já nem governa o Brasil? Para transformar o país numa repúublica bananeira? Para que o país volte a ser o mais desigual do continente mais desigual? Para que o Brasil volte ao Mapa da Fome e ao FMI?

A direita estava acostumada a ganhar, pela força – como no golpe de 1964 –, ou pelo apelo ao poder do dinheiro e do mercado – como foi nas eleições de 1990 a 2002. Foi derrotada quatro vezes seguidas, mas nunca abandonou seu objetivo de tirar o PT do governo. Tentou quatro vezes pela via eleitoral e perdeu. Aí apelou para o atalho do golpe, que deu no pântano atual.

Antigamente a direita pretendia encarnar a democracia (liberal) no Brasil, contra o getulismo, que promovia a justiça social mas às expensas dos direitos democráticos, segundo a oligarquia paulista, que chefiava a direita brasileira. Na democratização de 1945 passou a ser derrotada pelo getulismo.

A partir daquele momento a direita, se assumindo elitista e abandonando a própria democracia liberal, passou a defender o voto qualitativo. Como um engenheiro ou um médico poderia ter um voto com igual valor ao de um "marmiteiro" (expressão pejorativa que usavam contra os trabalhadores)? Chegavam a classificar quanto deveria valer o voto de cada um, de um a dez. 

Era produto do desespero de se dar conta de que a maioria da população – composta de trabalhadores pobres – estava contra ela, a favor das políticas sociais de Getúlio Vargas. Faziam acompanhar esse argumento com o de que, medidas como o salário mínimo – que Getúlio anunciava o novo valor todo Primeiro de Maio, (dia do trabalhador) em ato no Estádio do Pacaembu, em São Paulo – era uma forma de comprar a consciência e o apoio dos pobres.

Depois da eleição e da frustração com Jânio Quadros, além da derrota da tentativa de golpe em 1961, e de tentar limitar o poder do seu sucessor legal, João Goulart, mediante o parlamentarismo, a direita partiu diretamente para o golpe militar. Impôs o regime mais brutal e cruel que o país já conheceu, para promover a festa da acumulação de capital e da superexploração dos trabalhadores por meio do arrocho salarial.

No retorno à democracia, a direita impediu o povo de votar diretamente pelo primeiro presidente civil do país após a ditadura. Pela via indireta, elegeu-se Tancredo Neves, que morreu sem ocupar o cargo e o país foi governado pelo direitista José Sarney. Com os neoliberais que o sucederam, Collor e FHC, a direita impôs o poder do mercado e, através dele, do sistema financeiro, que desde então passou a deter o poder econômico no país.

Como efeito dos resultados nefastos dessa política para a grande maioria da população, Lula triunfou em 2002, pregando que o problema central do Brasil era a pobreza, colocando em prática o mais amplo programa de redução da desigualdade e de inclusão social. Foi esse programa de governo que levou à sucessão de quatro derrotas sucessivas da direita.

Diante da última dela, em 2014, e da perspectiva de que o candidato seguinte da continuidade desse programa fosse Lula, a direita buscou o atalho do golpe. Forjou suas condições com o apoio da grande mídia monopolista privada, do grande empresariado, para impedir que a Dilma cumprisse o segundo mandato que o povo lhe outorgou democraticamente.

Agora se  que o atalho conduziu ao pântano em que o Brasil se  mergulhado. Um Estado de Direito desfeito, uma democracia destruída, um governo que nem consegue governar, apenas sobrevive por algum tempo, um Congresso desmoralizado, um Judiciário que desmoralizou a palavra justiça que deveria encarnar, uma mídia desconcertada, que se divide entre tirar Temer sem conseguir construir alternativa ou ficar com ele baleado de morte.

Em suma, um país à deriva, com o retorno de um brutal processo de concentração de renda, de exclusão social, de recessão e de desemprego, com a liquidação do patrimônio publico da Petrobras, com a imagem mais desmoralizada que o país  teve no mundo. Foi para isso que a direita batalhou tanto, usando todos os metidos ilegais, para voltar ao poder?

http://www.redebrasilatual.com.br/blogs/blog-na-rede/2017/06/o-brasil-que-a-direita-quer



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Cancion con todos

Salgo a caminar
Por la cintura cosmica del sur
Piso en la region
Mas vegetal del viento y de la luz
Siento al caminar
Toda la piel de america en mi piel
Y anda en mi sangre un rio
Que libera en mi voz su caudal.

Sol de alto peru
Rostro bolivia estaño y soledad
Un verde brasil
Besa mi chile cobre y mineral
Subo desde el sur
Hacia la entraña america y total
Pura raiz de un grito
Destinado a crecer y a estallar.

Todas las voces todas
Todas las manos todas
Toda la sangre puede
Ser cancion en el viento
Canta conmigo canta
Hermano americano
Libera tu esperanza
Con un grito en la voz