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pergunta:

"Até quando vamos ter que aguentar a apropriação da ideia de 'liberdade de imprensa', de 'liberdade de expressão', pelos proprietários da grande mídia mercantil – os Frias, os Marinhos, os Mesquitas, os Civitas -, que as definem como sua liberdade de dizer o que acham e de designar quem ocupa os espaços escritos, falados e vistos, para reproduzir o mesmo discurso, o pensamento único dos monopólios privados?"

Emir Sader

30.11.17

PIMENTA E WADIH DESVENDAM CONEXÃO DA LAVA JATO COM ESTADOS UNIDOS

PIMENTA E WADIH DESVENDAM CONEXÃO DA LAVA JATO COM ESTADOS UNIDOS

CPI da JBS ouviu o depoimento do ex-procurador Marcelo Miller, nesta quarta-feira (29); ao ser questionado pelos deputados Paulo Pimenta (PT-RS) e Wadih Damous (PT-RJ), o ex-procurador revelou o que há muito se suspeitava: as conexões da Lava Jato com o departamento de Justiça dos Estados Unidos; Marcelo Miller confirmou que ao lado de Rodrigo Janot e Deltan Dallagnol mantiveram encontros com agentes americanos. Segundo Miller, esses encontros inciaram no ano de 2015

29 DE NOVEMBRO DE 2017 ÀS 19:03 // TV 247 NO YOUTUBE


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247 - A CPI da JBS ouviu o depoimento do ex-procurador Marcelo Miller, nesta quarta-feira (29). Miller teve pedido de prisão solicitado pela PGR por beneficiar os irmãos Batista no processo de delação premiada.

Durante a CPI, questionado pelos deputados Paulo Pimenta (PT-RS) e Wadih Damous (PT-RJ), o ex-procurador revelou o que há muito se suspeitava: as conexões da Lava Jato com o departamento de Justiça dos Estados Unidos.

Marcelo Miller confirmou que ao lado de Rodrigo Janot e Deltan Dallagnol mantiveram encontros com agentes americanos. Segundo Miller, esses encontros inciaram no ano de 2015.


Assista ao depoimento de Marcelo Miller:
https://www.youtube.com/watch?v=fWOdipJIT9s


Leia outras informações em reportagem da Agência Câmara sobre o assunto:

O ex-procurador da República Marcelo Miller admitiu, em depoimento à CPI Mista da JBS e J&F, nesta quarta-feira (29), que atuou para o grupo J&F, enquanto ainda fazia parte do Ministério Público, no processo de acordo de leniência que a empresa tentava celebrar com os governos do Brasil e dos Estados Unidos, mas disse que não cometeu crime nem traiu a instituição ao fazer isso.

Ele negou ainda ter orientado o empresário Joesley Batista, um dos controladores do grupo, a gravar conversa com o presidente Michel Temer e com o senador Aécio Neves (PSDB-MG).

Miller, que fazia parte da equipe do ex-procurador geral da República Rodrigo Janot, é suspeito de orientar os donos da JBS antes de deixar o Ministério Público para atuar como advogado da própria JBS no processo de acordo de leniência. A prisão dele chegou a ser pedida por Janot, mas não foi aceita pela Justiça.

O ex-procurador disse, porém, que sua atuação para a JBS antes de deixar o Ministério Público não pode ser classificada como consultoria, assessoria ou trabalho. Segundo ele, o que fez foi uma "atividade preparatória", sem remuneração ou contrato, que visava obter acordos de colaboração entre a empresa e autoridades brasileiras e americanas.

Ao responder pergunta do deputado Delegado Francischini (SD-PR), um dos sub-relatores da comissão, ele admitiu, porém, ter cometido "uma lambança" ao decidir deixar o Ministério Público para atuar para a JBS sem considerar como isso seria interpretado.

— Não traí o Ministério Público porque tudo o que eu incentivava a empresa a fazer era o que eu faria se estivesse no exercício de alguma atribuição. Eu incentivava a empresa a dizer a verdade. Não havia alternativa à verdade. É uma empresa essencialmente americana e ela teria que jogar esse jogo nos Estados Unidos — disse.


Dinheiro da JBS

Miller admitiu ainda que recebeu R$ 1,6 milhão do escritório de advocacia Trench, Rossi e Watanabe, que prestava serviços para a JBS, depois de ter deixado o Ministério Público. O escritório tinha sido contratado para tratar do acordo de leniência da JBS, mas acabou deixando a defesa da empresa.

Ele negou, porém, ter sido contratado formalmente pelo escritório ou recebido pagamentos antes de deixar o Ministério Público. Nesse ponto, ele foi confrontado pelo deputado Izalci Lucas (PSDB-DF), que leu trechos de um e-mail em que o próprio Miller relaciona horas de trabalho e propostas de honorários em fevereiro.

— Mas isso nunca chegou a ser formalizado. Eu mandei este e-mail para mim mesmo, apenas para registrar as atividades que tinha desempenhado, para futuro pagamento, o que não aconteceu porque a remuneração era estipulada de maneira mais complexa — explicou.

— Mas em 30 de maio houve um depósito na sua conta de mais de R$ 277 mil. Isso não se refere a honorários de fevereiro, março e abril, sendo que o senhor só deixou o Ministério Público no início de abril? — perguntou o deputado.

Miller negou:

— O escritório antecipou o pagamento de abril, maio e junho, porque segue o ano fiscal americano — explicou.


Sem convencer

Miller respondeu perguntas de deputados e senadores durante mais de quatro horas, apesar de estar amparado por um habeas corpus que dava a ele o direito de permanecer calado. Mas as respostas não convenceram os integrantes da CPMI.

O presidente da comissão, senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO), apresentou uma cronologia que, segundo ele, demonstra que Miller assessorava a JBS desde fevereiro, mais de dois meses antes de deixar o Ministério Público.

— A ganância cegou Miller e, ao longo de fevereiro, ele esqueceu que ainda era procurador da República e passou a orientar os empresários. Temos provas de que nesse período tirou dúvidas jurídicas e viajou a mando do escritório. Tudo antes de comunicar seu afastamento do MP, o que só aconteceu a partir de 24 de fevereiro - disse.

O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) chegou a defender a prisão de Miller.

— Por mais que o senhor tente nos convencer, é impossível— disse.

O deputado Juscelino Filho (DEM-MA) manifestou insatisfação com as explicações.

— O senhor acha que nós vamos acreditar que o senhor não agiu para beneficiar a JBS entre fevereiro e abril, quando deixou o Ministério Público? Ficou claro que nesse período você foi agente duplo — disse.

Miller negou ainda que Janot soubesse da assessoria que prestava aos controladores do grupo J&F antes de se desligar oficialmente do Ministério Público. Ele disse isso ao responder pergunta do relator da comissão, deputado Carlos Marun (PMDB-MS), que queria saber se o ex-chefe de gabinete de Janot, o procurador Eduardo Pellela, tinha conhecimento dessa atividade.

— Pellela, pelo menos por mim, não teve conhecimento da atividade preparatória — disse.

— E Janot? — perguntou Marun.

— Menos ainda — respondeu Miller.

Miller criticou, porém, acusações feitas por Janot a ele, usadas para embasar o pedido de prisão que não foi aceito pela Justiça.

— Ele me imputou tipos penais completamente fora da marca. Organização criminosa? Quais são os crimes? Eu estava incentivando uma empresa a se limpar. Obstrução da justiça? É o contrário. Era desobstrução da justiça, para que a empresa fosse lá dizer a verdade — disse.

O foco no processo de delação premiada dos executivos da JBS desagradou o deputado João Gualberto (PSDB-BA), para quem a CPMI deveria estar mais preocupada em investigar corruptos e não membros do Ministério Público.

— Eu imaginava que a gente ia trazer aqui os políticos. Mas nada disso vai acontecer — disse.


Tacla Duran

Nesta quinta-feira (30), a CPMI ouvirá, por videoconferência, o depoimento do advogado Rodrigo Tacla Duran, que trabalhava para a Odebrecht e mora na Espanha. Duran será ouvido a pedido dos deputados Wadih Damous (PT-RJ) e Paulo Pimenta (PT-RS).

Em entrevistas à imprensa, o advogado disse que a Odebrecht fraudou documentos apresentados em seu acordo de delação premiada. Ele acusou ainda o advogado Carlos Zucolotto Júnior, de Curitiba, de oferecer benefícios a acusados de crimes pela Operação Lava Jato.

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Cancion con todos

Salgo a caminar
Por la cintura cosmica del sur
Piso en la region
Mas vegetal del viento y de la luz
Siento al caminar
Toda la piel de america en mi piel
Y anda en mi sangre un rio
Que libera en mi voz su caudal.

Sol de alto peru
Rostro bolivia estaño y soledad
Un verde brasil
Besa mi chile cobre y mineral
Subo desde el sur
Hacia la entraña america y total
Pura raiz de un grito
Destinado a crecer y a estallar.

Todas las voces todas
Todas las manos todas
Toda la sangre puede
Ser cancion en el viento
Canta conmigo canta
Hermano americano
Libera tu esperanza
Con un grito en la voz