Páginas

pergunta:

"Até quando vamos ter que aguentar a apropriação da ideia de 'liberdade de imprensa', de 'liberdade de expressão', pelos proprietários da grande mídia mercantil – os Frias, os Marinhos, os Mesquitas, os Civitas -, que as definem como sua liberdade de dizer o que acham e de designar quem ocupa os espaços escritos, falados e vistos, para reproduzir o mesmo discurso, o pensamento único dos monopólios privados?"

Emir Sader

3.7.11

Opus Dei é processada na França

2/7/2011

  

Opus Dei estará no centro de um processo inédito na França, no próximo mês de setembro. A poderosa organização católica, fundada na Espanha em 1928, e que conta com 80.000 membros em todo o mundo (dos quais 1.600 na França), será levada ao tribunal em Paris por um jovem francesa que acusa a obra de "manipulação mental".

 

A nota é de Giacomo Galeazzi, publicada em seu blog Oltretevere, 28-06-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

 

Aos 29 anos, ela pesa apenas 39 quilos. Um calvário que durou 16 anos, quando, em 1985, sem o seu conhecimento, entrou no Opus Dei, unindo-se a uma escola de hotelaria na região francesa de Aisne. Em 2001, o seu advogado denunciou a organização reconhecida pela Igreja Católica, acusando-a de "manipulação mental" e "condições de trabalho mortificantes".

 

E, em setembro, vai começar a primeira audiência em Paris: depois de nove anos de investigação, dois membros de uma associação estreitamente ligada ao Opus Dei, a Association de Culture Universitaire et Technique (ACUT), serão julgados sob a acusação de "trabalho clandestino". Fontes judiciais fazem referência a isso.

 

É a história de Catherine T., que, primeiro, caiu nas mãos de um "preceptor, um diretor de consciência", explica a mulher, que, em 1987, a obrigou a contrair os votos de obediência, pobreza e castidade. Catherine tornou-se assim uma "numerária auxiliar", ou seja, uma responsável pelos trabalhos domésticos, obtendo contratos de trabalho por 13 anos com organizações ou associações que, de acordo com o seu advogado, Rudolf Bosselut, "dependem exclusivamente do Opus Dei".

 

A ACUT só reconhece um "laço espiritual" com o Opus Dei, mas nada além disso. Os advogados da associação negam as acusações feitas pela mulher. "Não há nada de verdade. Ela foi paga com base nos trabalhos desenvolvidos", afirmou Thierry Laugier.

 

http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=44920

 

2.7.11

Cinemais Cultura é um programa do Ministério da Cultura

O Cinemais Cultura é um programa do Ministério da Cultura destinado a criar núcleos de cineclubes em todos os estados brasileiros, até agora o projeto inaugurou 1043 cineclubes. O programa fornece todo equipamento, treinamento e uma coleção de filmes brasileiros para a criação de uma pequena sala de projeção de filmes. Ana Arruda, da diretoria de cineclubes do Centro-Oeste, fala sobre o projeto. "O grande diferencial do programa Cinemais Cultura é que não cede apenas os equipamentos. Tem o projeto de formação para que cada Cinemais seja um ponto de multiplicação para a comunidade".

 

Em sintonia com as políticas culturais iniciadas pelo governo Lula e continuadas pela presidenta Dilma, o Cinemais Cultura tem como fator central o protagonismo da sociedade. As pessoas envolvidas no projeto tem controle, responsabilidade e autonomia sobre as escolhas e diretrizes de cada cineclube.

 

Andrea Gozzo é uma produtora cultural contemplada pelo edital do Cinemais Cultura. Ela fundou o cineclube Saracura em Brasília e exibe filmes aos sábados. Andrea conta sobre o processo de preparação para pôr em prática o cineclube: "Fomos contemplados e ganhamos o kit de cineclube. Quando participei das oficinas de capacitação, o que achei mais bacana é a possibilidade de pulverizar a cultura pelos lugares mais longínquos do Brasil", diz Andrea.

 

Jesus Pingo, ator e diretor de cinema, é dono do Mercado Cultural Piloto, um espaço aberto a expressões culturais como teatro, capoeira, música e agora ao cinema, com o cineclube Saracura. Para Pingo, o governo do PT transformou a forma de pensar a cultura no Brasil, mas ainda é preciso modificar a mentalidade cultural do empresário brasileiro: "O país precisa ter um governo cultural. Os empresários também precisam compreender que investir na cultura é investir na saúde intelectual da população".

 

Ana Arruda enfatiza, "O Cinemais Cultura só existe quando as pessoas se envolvem e tem noção de que aquilo faz parte da comunidade. Se nos conscientizarmos de que qualquer política pública só é construída na base do diálogo, tudo vai avançar muito bem".

 

(Gustavo Serrate -- Portal do PT)

 

http://www.pt.org.br/portalpt/noticias/midia-7/cultura:-governo-ja-investiu-em-1043-cineclubes-em-todo-pais-71631.html

 

Cultura RS

http://www.cultura.rs.gov.br/v2/

EUA: Um império de bases militares

sábado, 25 de junho de 2011

 

Por Hugh Gusterson, no sítio da Adital:

Antes de ler este artigo, responda a esta pergunta:

Quantas bases militares os Estados Unidos têm em outros países:

a) 100
b) 300
c) 700
d) 1000.



De acordo com a lista do próprio Pentágono, a resposta é ao redor de 865; porém, se forem incluídas as novas bases no Iraque e no Afeganistão, a cifra ascende a mais de 1.000. Essas mil bases constituem 95% de todas as bases militares que os demais países mantêm em território alheio. Em outras palavras, os Estados Unidos são para as bases militares o que Heinz é para o ketchup.

A velha maneira de fazer colonialismo, praticada pelos europeus consistia em encarregar-se de todo um país e administrá-lo. Porém, o procedimento era meticuloso. Os Estados Unidos foram pioneiros de um enfoque mais ágil de império mundial. O historiador Chalmers Johnson afirma: "A versão norte-americana da colônia é a base militar”; os Estados Unidos, agrega, têm um "império de bases militares”.

Essas bases não são baratas. Excluindo suas bases no Afeganistão e no Iraque, os Estados Unidos gastam ao redor de 102 bilhões de dólares ao ano na gestão de suas bases no exterior, segundo Miriam Pemberton, do Institute for Policy Studies. E em muitos casos, temos que perguntar-nos para que servem. Por exemplo, os Estados Unidos têm 227 bases na Alemanha. Talvez tiveram sentido durante a Guerra Fria, quando a Alemanha estava dividida em duas pelo Muro de Berlim e os responsáveis pela política estadunidense tentavam convencer aos soviéticos de que o povo estadunidense consideraria um ataque a Europa como um ataque aos Estados Unidos. No entanto, em uma nova era em que a Alemanha está reunificada e os Estados Unidos estão preocupados com outros focos de conflito na Ásia, na África e no Oriente Próximo, tem tanto sentido para o Pentágono manter suas 227 bases militares na Alemanha quanto teria para o serviço de correios manter uma frota de cavalos e carruagens.

Afogada na burocracia, a Casa Branca está desesperada por recortar gastos desnecessários do orçamento federal. O congressista por Massachusetts Barney Frank, democrata, sugeriu que o orçamento do Pentágono poderia reduzir-se em 25%. Se consideramos ou não politicamente realista o cálculo de Frank, as bases no exterior são, sem dúvida, um objetivo apetitoso para as tesouras do ‘recortador' de orçamentos. Em 2004, Donald Rumsfeld estimou que os Estados Unidos poderiam economizar 12 bilhões de dólares com o fechamento de umas 200 bases no exterior. O custo político seria quase nulo dado que as pessoas economicamente dependentes das bases são cidadãos estrangeiros e não podem votar nas eleições estadunidenses.

No entanto, as bases estrangeiras parecem invisíveis aos que pretendem recortar o orçamento do Pentágono, que alcança os 664 bilhões de dólares anuais.
Tomemos o artigo do New York Times, The Pentagon Meets the real World. O editorialista do Times pedia à Casa Branca que tivesse a "coragem política” de recortar o orçamento de defesa. Sugestões? Suprimir os programas de aquisição do caça F-22 e do destrutor DDG-1000; e reduzir o Sistema de combate Futuro, do exército de terra, a fim de economizar 10 bilhões a cada ano. Todas são sugestões aceitáveis; porém, o que acontece com as bases no exterior?

Apesar de que os políticos e os especialistas midiáticos parecem ignorar essas bases e entendem o estacionamento de tropas dos Estados Unidos em todo o mundo como um fato natural, o império de bases militares estadunidenses atrai a atenção de acadêmicos e ativistas, como o demonstra uma conferência sobre as bases estrangeiras realizada na American University, no final de fevereiro. NYU Press acaba de publicar o livro de Catherine Lutz ‘Bases of empire', que reúne a acadêmicos que estudam as bases militares dos Estados Unidos e ativistas opostos a essas bases; Rutgers University Press publicou o livro de Kate MacCaffrey, ‘Military Power and Popular Protest', um estudo da base militar de Vieques (Porto Rico), que teve que fechar suas portas ante os protestos massivos da população local. E Princeton University Press está a ponto de publicar ‘Island of Shame', de David Vine, que conta a história de como os Estados Unidos e a Grã-Bretanha acordaram em segredo deportar aos habitantes de Diego García para a Ilha Mauricio e Seychelles, para que sua ilha pudesse converter-se em uma base militar. Os estadunidenses fizeram um trabalho tão refinado que, inclusive, pulverizaram com gás os cachorros. Esses habitantes indígenas, Chagos, não puderam ter acesso aos tribunais dos Estados Unidos; porém, ganharam sua causa contra o governo critânico em três julgamentos, apesar de que no final a sentença foi anulada pelo mais alto tribunal do país, a Câmara de Lores. Agora estão interpondo recursos ante o Tribunal Europeu de Direitos Humanos.

Os líderes americanos falam de suas bases estrangeiras como um elemento que permite consolidar as alianças com outros países, principalmente através dos acordos comerciais e com a ajuda que costumam acompanhar os arrendamentos das bases. No entanto, os soldados dos Estados Unidos vivem em uma espécie de ‘cocoon', simulacro dos Estados Unidos nas bases, vendo canais de TV estadunidenses; escutando rap e heavy metal estadunidense e comendo fast food de seu país, para que os jovens da comunidade local e as crianças de rua tenham pouco contato com outra forma de vida. Enquanto isso, do outro lado da cerca de arame farpado, os residentes e as empresas locais costumam ser economicamente dependentes dos soldados e ter interesse em sua permanência.

Essas bases podem converter-se em focos de conflito. As bases descarregam incessantemente lixo tóxico nos ecossistemas locais, como em Guam, onde as bases militares têm levado à criação de pelo menos 19 vertedouros tóxicos. Essa contaminação gera ressentimento e, às vezes, como em Vieques na década de 90, mobilizações sociais contra as bases. Os Estados Unidos utilizavam Vieques para suas práticas de bombardeio durante 180 dis ao ano, e quando os Estados Unidos se retiraram, em 2003, a paisagem estava coberta de munições, das quais algumas haviam detonado e outras, não; cartuchos de urânio empobrecido; metais pesados; petróleo; lubrificantes; solventes e ácidos. Segundo os ativistas locais, o índice de câncer em Vieques era 30% superior ao do restante do país, Porto Rico.

Também é inevitável que, de vez em quando, os soldados dos Estados Unidos –em geral, bêbados- cometam delitos. O ressentimento que esses crimes causam se exacerba pela frequente insistência do governo dos Estados Unidos de impedir que esses crimes sejam julgados por tribunais locais. Na Coreia, em 2002, dois soldados estadunidenses mataram a duas jovens adolescentes quando se dirigiam a uma festa de aniversário. Os ativistas coreanos asseguram que este foi um dos 52.000 delitos cometidos por soldados estadunidenses na Coreia entre 1967 e 2002. Os dois soldados foram repatriados imediatamente para os Estados Unidos para que pudessem escapar do tribunal coreano. Em 1998, um aviador dos Marines seccionou o cabo de uma telecabine de esqui na Itália, matando a 20 pessoas. Funcionários dos Estados Unidos deram ao piloto um ‘puxão de orelhas' enquanto se negavam a permitir que as autoridades italianas o julgassem. Esses e outros incidentes similares têm prejudicado as relações dos Estados Unidos com alguns aliados importantes.

Os ataques de 11 de setembro foram, sem dúvida, o exemplo mais espetacular do tipo de retrocesso que pode gerar o ressentimento local contra as bases dos Estados Unidos. Na década de 1990, a presença de bases militares estadunidenses nas proximidades dos lugares mais sagrados do Islã sunita, na Arábia Saudita, enfureceu a Osama Bin Laden e proporcionou a Al Qaeda uma potente ferramenta de recrutamento. Os Estados Unidos fecharam prudentemente suas principais bases na Arábia Saudita; porém, abriram novas bases no Iraque e no Afeganistão, que se estão convertendo em novas fontes de fricção nas relações entre os Estados Unidos e os povos do Oriente Próximo.

Esse império proporciona aos Estados Unidos uma capacidade de intervenção global; porém, a forma do mesmo, na medida em que seu peso principal está na Europa, é um vestígio inflado e anacrônico da Guerra Fria.

Muitas dessas bases são um luxo que os Estados Unidos já não podem ter, nessa época de déficit orçamentário recorde. Por outro lado, as bases estadunidenses em países estrangeiros têm dois gumes: projetam o poder estadunidense em todo o mundo; porém, também inflamam as relações exteriores dos Estados Unidos e geram ressentimento devido aos fenômenos de prostituição, dano ambiental, pequena delinquência e etnocentrismo cotidiano, que são seus corolários inevitáveis. Recentemente, esses ressentimentos obrigaram o fechamento de bases estadunidenses no Equador, em Porto Rico, no Quirquistão e, se o passado é o início do futuro, são de se esperar outros movimentos contra as bases estadunidenses no futuro.

Durante os próximos 50 anos, estou convencido de que seremos testemunhas do aparecimento de uma nova norma internacional segundo a qual a instalação de bases militares no estrangeiro será tão indefensável quanto tem sido a ocupação colonial durante os últimos 50 anos.

Nossa Declaração de Independência critica aos britânicos pelo aquartelamento de grandes tropas armadas entre nós e por suas tropas estarem protegidas, mediante julgamentos simbólicos, do castigo aos crimes que pudessem cometer contra habitantes desses Estados Unidos. Belas palavras! Os Estados Unidos deveriam começar a levá-las a sério.

Miro

 

http://altamiroborges.blogspot.com/2011/06/eua-um-imperio-de-bases-militares.html?spref=tw

 

Histórias de Fronteira na Sala Norberto Lubisco « Cultura RS

01.07.2011

A Secretaria de Estado da Cultura, por meio do Instituto Estadual de Cinema (Iecine-RS), promove mais um intercâmbio cinematográfico com os países do Mercosul. Depois do sucesso da pré-estreia do longa uruguaio Mal Día para Pescar, a novidade na tela da Sala Norberto Lubisco (térreo da CCMQ – Andradas, 736) é o lançamento dos curtas-metragens do projeto HISTORIAS DE INTEGRACION DE NUESTROS PUEBLOS. A apresentação dos títulos será na sexta-feira (01/07), às 19h, e vai contar com a presença dos realizadores para um debate com o público. A entrada é franca.

HISTORIAS DE INTEGRACION DE NUESTROS PUEBLOS é uma das atividades resultante do Fórum Entre Fronteiras, uma organização que reúne realizadores do Paraguai, sul do Brasil, Argentina e Uruguai e que tem como objetivo aproximar os realizadores, desenvolver co-produções e promover um circuito de exibição na região de fronteira entre os três países. Como o nome já antecipa, os curtas tratam da realidade e dos personagens que vivem na região da fronteira do Rio Grande do Sul com o Paraguai e a Argentina. Daí, surgem relatos e casos peculiares que misturam português com espanhol e revelam um cotidiano praticamente desconhecido para quem vive nas grandes cidades. Outra peculiaridade dos documentários é que foram produzidos por equipes transnacionais dos países participantes. Os filmes que compõem o projeto são:

* CAUSOS E CUENTOS DE FRONTERAS de Francieli Rebelatto e Luciana Hartmann (Rio Grande do Sul) – moradores das zonas rurais e pequenos vilarejos das regiões de fronteira mostram a riqueza do seu dia-a-dia e de suas narrativas.
* JESAREKO, de Gerardo Jara (Paraguai) – um argentino e um paraguaio atravessam diariamente o rio Paraguai para chegar ao seu local de trabalho.
* RIBEIRAS, de Arturo Fabiani (Argentina) – as peculiaridades do comércio entre Bermejo, na província argentina do Chaco, e Ñeembucú, no Paraguai, dois vilarejos separados pelo rio Paraguay.
* LA FRONTEIRA, de Lucho Bernal (Argentina) – os moradores da aldeia argentina de Bernardo de Irigoyen vivem na fronteira seca com dois municípios do Brasil, numa curiosa diluição das identidades nacionais e culturais.

O Iecine-RS ingressou no Fórum Entre Fronteiras em abril de 2011, somando-se a outras entidades gaúchas que já participam da organização, caso da FundacineRS, do Festival Santa Maria Vídeo e Cinema, da Cooperativa de Estudantes de Santa Maria (Sesma), da Estação Cinema e da APTC/ABD-RS. A partir do dia 16 de julho, numa parceria do Iecine e TVE-RS, o quatro curtas do Entre Fronteiras serão exibidos na emissora do Governo do Estado. As exibições serão sempre aos sábados (dias 16, 23 e 30 de julho e 6 de agosto), a partir das 20h.

Mais informações sobre os filmes no site http://foroentrefronteras.org/

Texto: Mônica Kanitz

 

http://www.cultura.rs.gov.br/v2/2011/07/historias-de-fronteira-na-sala-norberto-lubisco/

 

Filho de Bolsonaro é pior do que o pai?

quinta-feira, 30 de junho de 2011

 

Por Altamiro Borges

Em reunião nesta quarta-feira (29), os “nobres” deputados que integram o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Federal votaram pela não abertura de um processo disciplinar contra Jair Bolsonaro (PP-RJ). Por 10 votos a sete, a representação foi arquivada e o processo, encerrado. O deputado poderá continuar destilando seu ódio e preconceito com total impunidade!


Movido pelo PSOL, o processo se baseava em três denúncias contra Bolsonaro. Ofensa à senadora Marinor Brito, em 12 de maio, durante debate sobre o projeto de lei 122, que criminaliza a homofobia; distribuição de panfleto com informações “difamatórias e injuriantes” sobre o kit anti-homofobia; e ataques racistas à cantora Preta Gil, feitas no programa CQC, da TV Bandeirantes.

Filho da fascista, fascistinha é

Para Sérgio Brito (PSC-BA), relator do caso, Bolsonaro violou o código de ética da casa. “O abuso da prerrogativa da imunidade parlamentar constitui ato incompatível com o decoro parlamentar”. Já Jean Wyllys (PSOL-RJ) fustigou. “Sou homossexual com h maiúsculo de homem, mais homem que o senhor que fugiu da acusação de racismo porque racismo é crime e se refugiou na homofobia”.

Apesar dos argumentos favoráveis à condenação, a maioria do Conselho de Ética e Decoro preferiu inocentar Bolsonaro sob a desculpa do direito “à liberdade de expressão”. Logo na sequência, o seu filho, Carlos Bolsonaro, que é vereador no Rio Janeiro, comemorou a absolvição do pai destilando os piores preconceitos. “Chuuuuupa Viadada”, disparou em seu twitter.

Quando das agressões racistas à cantora Preta Gil, o deputado afirmou que o seu filho não se apaixonaria por uma negra “porque meus filhos foram muito bem educados e não viveram num ambiente como lamentavelmente é o teu”. De educação familiar, Jair Bolsonaro parece que entende. Filho de fascista, fascistinha é.

Miro

 

http://altamiroborges.blogspot.com/2011/06/filho-de-bolsonaro-e-pior-do-que-o-pai.html?spref=tw

 

Direita e ultra-esquerda se unem

sábado, 2 de julho de 2011

 

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania:

O título deste post bem que poderia ser “quando os extremos se encontram”, ou seja, quando os grupos políticos mais atrasados do país se unem, em discurso praticamente idêntico, para atacar um movimento inovador e que os fatos mostram que está longe de encerrar uma visão unificada, como querem fazer parecer seus detratores.

Após o II Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas, que teve lugar neste mês de junho em Brasília e que contou com a participação de celebridades como o ex-presidente Lula e o ex-ministro José Dirceu, além de ministros de Estado, prefeitos e até o governador do Distrito Federal, eclodiram críticas oriundas de facções políticas supostamente incompatíveis.

Direita e ultra-esquerda andam publicando textos detratando o movimento dos blogueiros. Um deles, não surpreende. Quem escreveu foi um dos pistoleiros que a revista Veja mantém em sua folha de pagamentos sob um guarda-chuva jurídico e um fundo específico para financiar defesa contra ações na Justiça e, em caso de condenação, para pagar as indenizações.

Augusto Nunes, colunista e blogueiro da Veja, a exemplo de gente como Reinaldo Azevedo ou Diogo Mainardi é pago para atacar petistas. Esses ex-jornalistas, hoje, constituem o “braço armado” da aliança entre a Editora Abril, a Folha de São Paulo, o Estadão e a Globo. A quase totalidade do que escrevem sobre política, é contra petistas.

Nunes, que também cumpre esse papel como entrevistador fixo da bancada do programa Roda Viva, veiculado pela TV estatal do PSDB paulista, a TV Cultura, onde também se dedica a adular tucanos e atacar petistas, publicou um texto em seu blog, nesta semana, em que acusa as quatro centenas de blogueiros que se reuniram em Brasília há dez dias de serem pagas pelo governo federal para defendê-lo.

Como sempre fazem os pistoleiros da aliança tucano-midiática ao atacarem blogueiros progressistas, Nunes generaliza, não apresenta fatos, não cita nomes. Apenas faz acusações a esmo que se encerram em si mesmas, constituindo tão somente difamação e calúnia que fariam a festa de qualquer advogado dos blogueiros, se estes se dessem ao trabalho de processá-lo.

Vira e mexe, o Partido da Imprensa trata de martelar a tecla de que os blogueiros seriam “chapas-brancas” por terem ajudado a impedir a vitória de José Serra no ano passado e por terem se contraposto à tentativa da coalizão tucano-midiática de derrubar o ex-presidente Lula.

Até aí, nada demais. A grande imprensa brasileira, capitaneada pelos veículos supracitados, sempre cumpriu esse papel de linha auxiliar da direita xenófoba, racista e classista que oprimiu o Brasil por vinte anos com uma ditadura militar. O que espanta é que a ultra-esquerda, esta capitaneada pelo PSOL, mais uma vez se une à direita contra o mesmo alvo.

Militantes de ultra-esquerda foram ao último Encontro de Blogueiros Progressistas para escreverem postagens em seus blogs que disseram sobre o movimento da blogosfera exatamente o que diz a imprensa reacionária, corporativa e golpista, que seria “chapa-branca” etc., etc., etc.

O que choca é que essa “esquerda” fez de conta que não viu quando este blogueiro inquiriu duramente o ministro Paulo Bernado, ou quando Paulo Henrique Amorim ou Altamiro Borges pregaram independência da blogosfera em relação ao governo. Ignorou até mesmo o documento final do último encontro de blogueiros, que fez duras críticas ao governo Dilma Rousseff.

Consultei os companheiros da Comissão Organizadora sobre a possibilidade de exigir na Justiça que o blogueiro da Veja comprovasse as acusações que fez de que eu e centenas de companheiros receberíamos qualquer tipo de benefício pelo que escrevemos, mas, ao menos por enquanto, eles acham que seria gastar vela com mau defunto.

De fato, Nunes, como seus pares da imprensa golpista, tem credibilidade zero quando o assunto é política. Ninguém dará bola a um jornalista cujo único assunto é o PT, que só aborda política para atacar o partido e que não diz um A sobre a oposição, apesar de se dizer “isento”. Então, ele já se ataca sozinho, dispensando seus alvos do trabalho.

O que fica de tudo isso, é o seguinte: quando a direita midiática e golpista e a ultra-esquerda moralista se unem para chamar de “chapa-branca” o movimento dos blogueiros progressistas, sempre escrevendo entre aspas o adjetivo que lhes completa a denominação, esse movimento pode se orgulhar, pois certamente está no caminho correto.

Miro

 

http://altamiroborges.blogspot.com/2011/07/direita-e-ultra-esquerda-se-unem.html?spref=tw

 

Gran Misión Vivienda Venezuela: Hablan los beneficiados (+videos) | Patria Grande

http://www.patriagrande.com.ve/temas/venezuela/gran-mision-vivienda-venezuel
a-hablan-los-beneficiados/

Cancion con todos

Salgo a caminar
Por la cintura cosmica del sur
Piso en la region
Mas vegetal del viento y de la luz
Siento al caminar
Toda la piel de america en mi piel
Y anda en mi sangre un rio
Que libera en mi voz su caudal.

Sol de alto peru
Rostro bolivia estaño y soledad
Un verde brasil
Besa mi chile cobre y mineral
Subo desde el sur
Hacia la entraña america y total
Pura raiz de un grito
Destinado a crecer y a estallar.

Todas las voces todas
Todas las manos todas
Toda la sangre puede
Ser cancion en el viento
Canta conmigo canta
Hermano americano
Libera tu esperanza
Con un grito en la voz