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pergunta:

"Até quando vamos ter que aguentar a apropriação da ideia de 'liberdade de imprensa', de 'liberdade de expressão', pelos proprietários da grande mídia mercantil – os Frias, os Marinhos, os Mesquitas, os Civitas -, que as definem como sua liberdade de dizer o que acham e de designar quem ocupa os espaços escritos, falados e vistos, para reproduzir o mesmo discurso, o pensamento único dos monopólios privados?"

Emir Sader

5.4.10

Adital - A Semana Santa e a herança de Oscar Romero

22.03.05 - BRASIL
 
 
A Semana Santa e a herança de Oscar Romero

Marcelo Barros *

Adital -
Certas celebrações religiosas me recordam o que uma de minhas irmãs contou. Um dia, o seu filho de três anos lhe chama para dar um presente. Comovida, a mãe vê o menino estender a mão que mantinha atrás das costas com o tal presente. Surpresa, a mãe vê que se trata de uma rã, tirada do esgoto e tentando escapar. Como mãe, ela tem o cuidado de não rejeitar o presente de amor que o filho lhe oferece e, ao mesmo tempo, descobrir a forma de se livrar da rã que ele insiste em lhe dar. 

Deus deve sentir-se assim com certas celebrações e presentes que os crentes lhe oferecem. Não quer contrariá-los e, ao mesmo tempo, não sabe o que fazer com "as rãs" de nossos sacrifícios, velas, incensos e louvações. Os profetas da Bíblia disseram isso, às vezes, de forma muito dura. Jesus denunciou: "Este povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim". "Deus é espírito e verdade e seus verdadeiros adoradores o adoram em espírito e verdade". "Quero a misericórdia e não o sacrifício, a relação humana e não o culto (holocausto)"

 

No Ocidente, cada ano, a Semana Santa é comemorada como o centro das celebrações da fé cristã, porém muita gente se liga apenas aos aspectos externos destas comemorações. Preocupam-se justamente com costumes tradicionais como não comer carne e com ritos populares como procissões e encenações da paixão. São costumes que têm forte sentido cultural e alguns se enraízam em crenças mais antigas que o cristianismo. Devem ser respeitados. Entretanto, em uma sociedade leiga como a nossa, o risco é que deles se guarde apenas a casca e não o conteúdo mais profundo que os motivou. Para quem tem fé, a proposta é lembrar o que aconteceu com Jesus para seguir hoje o seu caminho e trabalhar pela paz e solidariedade à qual ele consagrou a vida. A morte de Jesus na cruz não foi um rito religioso e sim um assassinato político. Aceitamos recordá-la cada ano para que esta memória nos ajude a viver de forma mais solidária.

 

Neste 2005 a quinta-feira santa cai na data em que o mundo recorda os 25 anos da morte de Dom Oscar Romero, arcebispo de San Salvador, assassinado por militares do exército, quando celebrava a eucaristia no dia 24 de março de 1980. Romero sabia que estava marcado para morrer. Em apenas três anos como arcebispo, sentiu-se obrigado a mudar sua forma de ser para servir aos mais pobres. Antes era um bispo conservador que não gostava de ver a Igreja envolvida em coisas sociais.

 

Ele confessava ter mudado de pensamento e de forma de ser aos 59 anos. O que não é fácil para ninguém. Muitos se perguntaram sobre o que levou Romero a mudar tão rápido e profundamente. Sobre isso o seu amigo e teólogo Jon Sobriño escreveu: "Ainda que possa parecer extremamente simples ou até estranho dizer isso, Romero foi um homem que acreditou em Deus"(1). Em um mundo no qual o nome de Deus aparece nas notas de dólar, nas entrevistas de Bush e nas paredes de qualquer quartel ou casa militar, para Romero, crer e ser testemunha de Deus significou, antes de tudo, amar e defender a vida onde ela estivesse ameaçada. Ele trabalhou por estruturas justas que tornassem possível a vida para todos os salvadorenhos, lavradores, operários e moradores de favelas. Dizia que a extrema pobreza dos lavradores tocava o coração de Deus. Na negação do ser humano, via a negação de Deus. A miséria e a injustiça que viu em San Salvador, a expectativa que o povo punha em sua pessoa e o fato de ver morrerem diversos auxiliares seus por defenderem a vida dos lavradores, o levou a se envolver cada vez mais na vida do povo, na defesa dos pequenos e na luta pela justiça.

 

Para Romero, celebrar a Páscoa de Jesus era, em primeiro lugar, posicionar-se como Jesus se posicionou. Em seu diário confessou que tinha muito medo de morrer, mas não podia fugir da missão de defender a vida dos pobres ameaçados e agredidos. O único cuidado que tomou foi não aceitar caronas de nenhum amigo e dispensar o seu motorista pessoal. Não queria arriscar a vida de mais ninguém além de si mesmo. Foi baleado quando celebrava a missa e ia oferecer a Deus o pão e o vinho, símbolos de nossa própria doação aos outros. Mais tarde se soube que, enquanto o corpo era velado na catedral e o povo pobre fazia fila para chorar junto do seu pastor, moças de um colégio católico festejavam com cervejas e danças a morte do arcebispo, a quem elas consideravam comunista e subversivo.

 

Na América Latina, desde a década de 80, a pobreza triplicou, as injustiças sociais e a violência aumentaram muito". Quase a cada dia, continuam sendo assassinados lavradores, índios e outras pessoas pobres. As Igrejas continuam celebrando seus cultos e o povo repetindo seus costumes religiosos tradicionais. A Campanha da Fraternidade Ecumênica pela Paz e Solidariedade nos recorda: a herança de Romero para nós é ligar a celebração desta Páscoa com o compromisso de trabalharmos para que o mundo e a sociedade que nos envolve sejam mais justas e fraternas. Celebrar a Páscoa de Jesus Cristo não é apenas repetir ritos já conhecidos. É dar um passo a mais para crescermos em solidariedade e vivermos a fé como serviço à vida, à justiça e à paz. Concretamente, na América Latina, isso significou para Romero e significa para nós, assumir a causa de todas as pessoas oprimidas e participarmos da caminhada de libertação. Como dizia Romero parafraseando Irineu de Lyon: "A glória de Deus é que o pobre possa ser livre".

 

(1) Jon Sobrino, Para Romero, la injusticia es el verdadero pecado, in CISA PROCESO, 18- 04- 1980, p. 2.

 


* Monge beneditino, teólogo
 

ASSASSINADO no SUL do PARÁ.

Pedro Alcântara, da Fetraf Pará, é mais uma vítima da violência no campo brasileiro

 

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É com tristeza e pesar que a Central Única dos Trabalhadores comunica o falecimento do companheiro Pedro Alcântara, coordenador de Políticas Agrárias da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Pará (FETRAF), covardemente assassinado ontem, 31 de março,  alvejado com 5 tiros, no município de Redenção, no sul do estado, quando caminhava com a esposa pela cidade no final da tarde.

 

Segundo testemunhas, Pedro foi executado numa emboscada por dois pistoleiros de moto, que fugiram após os disparos.

 

A vítima chegou a relatar ao fórum de direitos humanos que há um mês vinha sofrendo ameaças de fazendeiros. Atualmente, Pedro Alcântara não estava na coordenação de nenhum grupo de ocupação.

 

A Polícia Civil já iniciou as investigações sobre a morte de Alcântara em conjunto com as equipes a Superintendência Regional do Araguaia Paraense e da DECA (Delegacia de Conflitos Agrários).

 

A CUT, em nome de 22 milhões de trabalhadores, se solidariza aos familiares, amigos e companheiros de luta de Pedro Âlcantara que, lamentavelmente, é mais uma vítima da impunidade à violência que ainda domina o campo brasileiro.

 

Não podemos mais aceitar que nossos trabalhadores e trabalhadoras que lutam pela reforma agrária e pelo fortalecimento da agricultura familiar, continuem a ser criminalizados e covardemente executados por pessoas que querem impedir o desenvolvimento de nosso país. Não é possível que o Judiciário brasileiro ainda permita que esses crimes continuem impunes.

 

Um basta à violência e à impunidade! Direitos Humanos e Democracia deve ser para todos!

   

CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES 

Ante la manipulación, no quedar en silencio

La campaña contra Cuba sigue creciendo....ayer nos hemos reunido las organizaciones cubanas del capitulo cubano de la red En Defensa de la Humanidad...es necesario recopilar firmas, tanto de personalidades, también de nuestra militancia para aumentar la cantidad de firmas actuales...
En el caso de las personalidades cuando se obtiene la firma enviar un mensaje al correo que parece abajo:
 
 
 

Ante la manipulación, no quedar en silencio

Caminos

Una intensa campaña mediática se está desplegando alrededor del lamentable fallecimiento del  preso Orlando Zapata como resultado de una huelga de hambre. El Centro Memorial Dr. Martin Luther King Jr., (CMMLK)  que tiene entre sus valores esenciales la apuesta por la Vida, deplora la muerte de cualquier ser humano. Ante la manipulación politizada e ideologizada que se hace  de este caso, no podemos quedar en silencio. Una vez más los centros de poder hegemónico concertadamente, emplean sus recursos y esfuerzos  en función de imponer al pueblo cubano un modelo que responde a sus intereses y no a los de nuestra nación. Caminos se hace eco y respalda, en nombre del CMLK, diversas declaraciones emitidas por personas honestas  e instituciones en contra de esta manipulación injerencista.


Declaración de la Red En defensa de la Humanidad
Para manifestar su respaldo a esta declaración envíe su nombre a: edhcuba@cubarte.cult.cu. 
En Defensa de Cuba
A propósito de la resolución del 11 de marzo del Parlamento Europeo sobre Cuba, los intelectuales, académicos, luchadores sociales, pensadores críticos y artistas de la Red En Defensa de la Humanidad manifestamos:

1. Que compartimos la sensibilidad mostrada por los parlamentarios europeos acerca de los prisioneros políticos. Como ellos, nos pronunciamos por la inmediata e incondicional liberación de todos los presos políticos, en todos los países del mundo, incluidos los de la Unión Europea.

2. Que lamentamos profundamente, como ellos, el fallecimiento del  preso común Orlando Zapata, pero no admitimos que su muerte, primera "…en casi cuarenta años" según el propio Parlamento, sea tergiversada con fines políticos muy distintos y contrarios a los de la defensa de los derechos humanos.

3. Que instar "…a las instituciones europeas a que den apoyo incondicional y alienten sin reservas el inicio de un proceso pacífico de transición política hacia una democracia pluripartidista en Cuba" no sólo es un acto injerencista, que reprobamos en virtud de nuestro compromiso con los principios de no intervención y de autodeterminación de los pueblos -defendidos también por la ONU-, y en contra de la colonialidad, sino que supone un modelo único de democracia que, por cierto, cada vez se muestra más insuficiente y cuestionable. La búsqueda y profundización de la democracia supone, entre otras cosas, trascender sus niveles formales e inventar nuevas formas auténticamente representativas que no necesariamente están ceñidas al pluripartidismo que, como bien se sabe, encubre frecuentemente el hecho de que las decisiones sobre los grandes problemas mundiales son tomadas unilateralmente por pequeños grupos de interés con inmenso poder, por encima del régimen de partidos.

4. Que pretender justificar una intromisión en los asuntos políticos internos del pueblo cubano manipulando mediáticamente el caso de Orlando Zapata -delincuente común y de ninguna manera preso político-, coincide con las políticas contrainsurgentes que han estado aplicándose en América Latina para detener o distorsionar los procesos de transformación emancipadora que están en curso y se suma al criminal bloqueo al que ha sido sometido el pueblo cubano, por el simple hecho de no aceptar imposiciones y defender su derecho a decidir su destino con dignidad e independencia.

5. Que compartimos la preocupación mostrada por los parlamentarios sobre el respeto a los derechos humanos en Cuba pero la extendemos al mundo en su totalidad. Así como les preocupa el caso del delincuente fallecido (que en 40 años no tiene ningún antecedente similar), los invitamos a exigir el fin de la ocupación de Gaza y del hostigamiento al pueblo Palestino, que ha provocado no una sino miles de muertes; de la intervención en Irak y Afganistán sembrando muerte y terror en pueblos y ciudades; de los bombardeos en esos lugares con el argumento de defender la democracia; el fin de la doble ocupación de Haití; el cierre de la prisión de Guantánamo y la entrega de ese territorio a Cuba, a quien le pertenece; la devolución de las islas Malvinas a Argentina; y, por supuesto, el fin de un bloqueo que viola los derechos humanos del pueblo cubano y que puede poner en duda la calidad moral de quien exige trato humano para un delincuente cuando se lo niega a un pueblo entero.

El acoso económico y mediático al que está siendo sometida Cuba, aun antes del deceso del preso común Orlando Zapata, constituye un atentado contra los derechos humanos y políticos de un pueblo que decidió hacer un camino diferente.

Exigimos respeto a los procesos internos del pueblo cubano para definir y ejercer su democracia, y consecuencia con los principios universales de no intervención acordados por las Naciones Unidas.

Red En defensa de la Humanidad

Pablo González Casanova, Víctor Flores Olea, Ana Esther Ceceña

Para manifestar su respaldo a esta declaración envíe su nombre a: edhcuba@cubarte.cult.cu.    Para más información: http://www.defensahumanidad.cult.cu  

Pronunciamiento de la UNEAC y de la AHS: a los intelectuales y artistas del mundo
Juventud Rebelde

Mientras la Feria del Libro recorría nuestro país de un extremo a otro y cientos de médicos cubanos salvaban vidas en Haití, se venía gestando una nueva campaña contra Cuba. .

Un delincuente común, con un historial probado de violencia, devenido "prisionero político", se declaró en huelga de hambre para que le fueran instalados teléfono, cocina y televisión en su celda. Alentado por personas sin escrúpulos y a pesar de cuanto se hizo para prolongarle la vida, Orlando Zapata Tamayo falleció y ha sido convertido en un lamentable símbolo de la maquinaria anticubana. El 11 de marzo, el Parlamento Europeo aprobó una resolución que "condena enérgicamente la muerte evitable y cruel del disidente preso político Orlando Zapata Tamayo" y en una intromisión ofensiva en nuestros asuntos internos "insta a las instituciones europeas a que den apoyo incondicional y alienten sin reservas el inicio de un proceso pacífico de transición política hacia una democracia pluripartidista en Cuba".

Con el título "Orlando Zapata Tamayo: Yo acuso al gobierno cubano", está circulando un llamamiento para recoger firmas contra Cuba. La declaración asegura que este recluso fue "injustamente encarcelado y brutalmente torturado" y que murió "denunciando estos crímenes y la falta de derechos y democracia de su país". Al propio tiempo, miente sin pudor alguno sobre una supuesta práctica de nuestro gobierno de "eliminar físicamente a sus críticos y opositores pacíficos". El 15 de marzo, un periódico español mostraba en primera plana el rostro de Zapata Tamayo, ya difunto, en el ataúd, al tiempo que anunciaba la adhesión al llamamiento de algunos intelectuales que mezclaban sus firmas a las de viejos y nuevos profesionales de la contrarrevolución interna y externa.

Los escritores y artistas cubanos estamos conscientes del modo en que se articulan con cualquier pretexto las corporaciones mediáticas y los intereses hegemónicos y de la reacción internacional para dañar nuestra imagen. Sabemos con cuánto ensañamiento y morbo se tergiversa nuestra realidad y cómo se miente a diario sobre Cuba. Sabemos también qué precio pagan quienes han intentado expresarse desde la cultura con matices propios.

En la historia de la Revolución jamás se ha torturado a un prisionero. No ha habido un solo desaparecido. No ha habido una sola ejecución extrajudicial. Hemos fundado una democracia propia, imperfecta, sí, pero mucho más participativa y legítima que la que nos pretenden imponer. No tienen moral los que han orquestado esta campaña para darnos lecciones de derechos humanos.

Es imprescindible detener esta nueva agresión contra un país bloqueado y acosado sin piedad. Apelamos para ello a la conciencia de todos los intelectuales y artistas que no alberguen intereses espurios en torno al futuro de una Revolución que ha sido, es y será un modelo de humanismo y solidaridad.

Secretariado de la UNEAC
Dirección Nacional de la Asociación Hermanos Saíz

La Habana, 16 de marzo de 2010

Objetivo: Cuba
Stela Caloni | Cubadebate

La ofensiva desatada por Estados Unidos en la región, cuyos trágicos símbolos más cercanos son el golpe en Honduras del 28 de junio de 2009 -país donde más de 200 personas han sido asesinadas y varias de ellas por mercenarios llevados por Estados Unidos e Israel al lugar- y la ocupación militar de Haití, montada en la supuesta ayuda humanitaria después del terremoto que sacudió a ese país, dejando más de 200 mil muertos, tiene muchos correlatos.

En este avance para destruir toda organización unitaria en América Latina, las instituciones de inteligencia de Estados Unidos se han dado a la tarea de disputar los organismos de derechos humanos a las víctimas de crímenes de lesa humanidad que en América Latina y el Caribe suman a lo largo del siglo XX y lo que va del XXI mucho más de un millón y medio de personas.

Las fundaciones creadas por la CIA estadounidense y apoyadas y financiadas por las ultraderechas mundiales, dueñas a la vez de más del 90 por ciento de los medios masivos de comunicación en el mundo infiltran organismos humanitarios o pagan a otros a través de "generosas" Organizaciones No Gubernamentales(ONGs) bajo su control, para tratar de mediatizar sus alcances. Por otra parte desacreditan a los más firmes luchadores o a todos aquellos que no pueden manipular.

La serie de fundaciones dependientes de las centrales de inteligencia llevan nombres engañosos, supuestamente a favor de la lucha por los derechos humanos. Solo que como se dice religiosamente "por sus acciones los conoceréis".

La falsificación, la mentira, la distorsión y manipulación son los elementos básicos que utilizan esas organizaciones supuestamente humanitarias.

En estos días estamos viviendo una grosera campaña orquestada a nivel de los medios masivos de comunicación, repetidores empobrecidos de la información creada en los centros del poder mundial, sobre la muerte el pasado 23 de febrero de Orlando Zapata en Cuba un detenido por diversos delitos comunes que lo llevaron a la cárcel varias veces desde hace años.

Esa campaña es el más acabado modelo de la perversión de un sistema que cada día asesina a miles de personas en el mundo.

En momentos de conocerse nuevos informes en Londres que determinan que la invasión y ocupación de Estados Unidos en Iraq ha dejado como consecuencia más de un millón de muertos, la "legalización" de la tortura, las cárceles secretas y el ominoso traslado de prisioneros políticos sin ningún control, se instala una campaña contra Cuba que está sometida a un sitio medioeval desde hace casi medio siglo.

Cuando el horror continúa en Iraq, Afganistán y en Guantánamo, base militar estadounidense en territorio ocupado ilegalmente en la isla de Cuba, entre otros temibles acontecimientos, los grandes medios se disputan el primer lugar en la información sobre Zapata destinada a "agradar al imperio".

Nada han dicho sobre las tumbas colectivas, la última de dos mil cadáveres encontradas en Colombia, donde en un mes el ejército y los paramilitares de ese país asesinan a más personas que la dictadura de Augusto Pinochet en Chile durante su "reinado", como se denunció en Ginebra, con pruebas concretas. Y menos aún sobre los llamados casos de "falsos positivos" un eufemismo perverso para esconder lo actuado por el ejército colombiano que contrata a jóvenes desocupados para trabajar y los lleva a la selva donde los asesinan y le colocan uniformes para aparentar que pertenecen a las guerrillas y para cobrar lo que paga el sistema por cada guerrillero o político antigubernamental asesinado.

El silencio sobre el crimen es tan criminal como el propio hecho.

LA VERDAD NO TIENE DOS CARAS

Zapata ha sido convertido en horas, de un hombre condenado por delitos comunes y cuya muerte todos lamentamos desde el punto de vista humano, en un héroe de la "disidencia" cubana, a pesar de que nunca estuvo activo políticamente y en ningún momento fue detenido por esa causa. Su historia real por supuesto no se difunde ni su historial delictivo.

Operado de un tumor cerebral en 2009 por cirujanos cubanos, que nunca diferenciaron si era o no un delincuente, había comenzado una huelga de hambre desde diciembre pasado exigiendo "cocina y teléfonos propios en su celda" como una insólita demanda y no aceptaba ser alimentado.

Hay testimonios sobre los intentos de persuadirlo para que abandonara su medida, pero fue manipulado por grupos "disidentes" -que como se ha demostrado en Cuba hace largo tiempo- reciben dinero desde Estados Unidos y otros lugares para conspirar contra su país- y no aceptaba la intervención médica.

Alentado por estos, Zapata se negaba a ser alimentado. Si se le alimentaba a la fuerza el escándalo hubiera sido mayúsculo, solo porque era un delincuente preso en Cuba. En tanto en Estados Unidos y en diversos países del mundo donde están enclavadas las "cárceles secretas" se asesina prisioneros bajo torturas y en silencio.

No hemos visto una campaña destinada a terminar con esos horrores y ninguno de los organismos supuestamente humanitarios se han movilizado ante los miles de detenidos comunes, como Zapata, que mueren bajo tormentos en prisiones temibles o perecen en alzamientos contra el tratamiento inhumano al que están sometidos. Apenas los medios registran esos acontecimientos en la crónica roja con que aterrorizan a las sociedades cada día.

Cuba es un país sometido a una guerra infinita, constante, depredadora, por la mayor potencia del mundo situada a 90 millas de distancia de la Isla. Esa potencia mantiene organizaciones terroristas en su territorio que han actuado y actúan contra la isla en acciones de guerra sucia y dejaron miles de muertos y discapacitados en la isla. ¿Quién clama, que campanas tañen por esos miles de muertos? ¿Qué justicia existe en Estados Unidos para castigar a criminales como Luis Posadas Carriles, responsable de la explosión de un avión de cubana de aviación en 1976 que dejó 73 muertos?

POSADAS CARRILES SIGUIÓ ASESINANDO IMPUNEMENTE
Entre 1997 y 1998 se produjeron una serie de atentados en Cuba algunos de cuyos autores fueron descubiertos como los guatemaltecos Jorge Venancio Ruiz y Marlon Antonio González Estrada, miembros de la estructura terrorista de Posada Carriles quien los organizó en Centroamérica, financiado por la cúpula de la Fundación Nacional Cubano-Americana (FNCA) para ejecutar acciones contra el pueblo cubano.

Uno de esos ataques terrorista provocó la muerte del joven italiano Fabio di Celmo, varios heridos y cuantiosos daños materiales en un hotel en Cuba. Oficinas cubanas fueron atacadas en esa ronda terrorista criminal, también en otros países.

Solo basta imaginar lo que hubiera sucedido si Posada Carriles y otros hubieran llevado adelante los frustrados atentado contra el comandante Fidel Castro durante la VII Cumbre Iberoamericana en la Isla de Margarita en Venezuela, o lo que le habían preparado en Panamá, donde se les detuvo con 40 kilos del poderoso explosivo C-4 con que pensaban asesinarlo y posiblemente al presidente Hugo Chávez, en un encuentro programado con estudiantes en la Universidad de Panamá, durante la Cumbre del año 2000.

Ninguno de los terroristas que han atentado contra el pueblo de Cuba, y también a través de acciones como la contrainsurgente Operación Cóndor de la que fueron piezas claves para asesinar a miles de políticos del continente, ha sido castigado.

Están en Miami protegidos por la "justicia" de Estados Unidos y financian a los llamados "disidentes" que reciben dinero para conspirar con su país sitiado, como ha sido probado por el Gobierno cubano ante Washington.

Cuba es un país reconocido por su cultura, educación y salud para todos y por su solidaridad que llega a diversos lugares del mundo beneficiando a millones de personas. Las cifras de sus logros en esos aspectos lo colocan a la cabeza de todos los países del continente, e incluso de los del primer mundo, y no existe una sola constancia de que en los últimos 50 años haya habido asesinatos extrajudiciales, torturas o desapariciones en ese país.

En realidad Zapata murió atendido por médicos que intentaron salvarle la vida, cosa que no hicieron sus amigos "disidentes", que lo alentaron a morir sabiendo que estaba su salud comprometida.

Cuando se supo la noticia y el presidente cubano Raúl Castro lamentó esa muerte también habló de cómo la vida de un ser humano puede ser puesta en juego para manejo de otros intereses.

Lo asombroso es que los "cerebros" de esta campaña contra Cuba son los mismos que apoyan y aclaman los sucesos en Iraq y han visto televisados los asesinatos en torturas en ese país, Guantánamo y otros lugares del mundo sin que se haya conmovido su "humanitario" corazón.

Los mismos que colaboraron para realizar el golpe militar y cívico en Honduras donde el presidente Manuel Zelaya fue secuestrado, llevado a una base de Estados Unidos en territorio hondureño (Palmerola) y luego a Costa Rica, con total impunidad. Y que aportaron dinero y escuadrones de la muerte para la persecución, secuestros, tormentos y asesinato de intelectuales, campesinos, obreros, estudiantes, periodistas y otros en Honduras por el pecado de reclamar los derechos constitucionales del pueblo hondureño.

Este es el caso de los legisladores anticubanos Ileana Ros-Lehtinen, Lincoln Díaz Balart, Mario Díaz Balart, que encabezaron una "vigilia en honor" por Zapata frente a la Sección de Intereses de Cuba en Washington.

Ellos que han instigado todas las dictaduras del continente así como actos de terrorismo contra Cuba y otros países, y en especial en Honduras en los últimos tiempos, son la mejor muestra de la hipocresía y la esencia de la doble moral de un sistema de muerte.

"Los abusos cometidos contra Orlando Zapata Tamayo comprueban que la tortura y el terror contra el pueblo son políticas de Estado bajo el régimen castrista. Esta muerte es una prueba de la práctica del terrorismo de Estado".


Esto no lo dijo un demócrata convencido, sino Orlando Gutiérrez Boronat, quien apoyó todas las instancias del golpe en Honduras como jefe del Directorio Democrático Cubano, y ayudó a realizar las elecciones para bendecir a un gobierno que hoy viola impunemente los derechos humanos en ese país.

La ronda de los predadores sobre el cadáver de Zapata es la más acabada expresión del terrorismo imperial. La confirmación de una amoralidad que es en realidad el fundamento de su existencia.

 

A antiga imprensa, enfim, assume partido | Casa de Cinema de Porto Alegre

A antiga imprensa, enfim, assume partido

Quem estava prestando atenção já percebeu faz tempo: a antiga imprensa brasileira virou um partido político, incorporando as sessões paulistas do PSDB (Serra) e do PMDB (Quércia), e o DEM (ex-PFL, ex-Arena). 
 
A boa novidade é que finalmente eles admitiram ser o que são, através das palavras sinceras de Maria Judith Brito, presidente da Associação Nacional dos Jornais e executiva do jornal Folha de S. Paulo, em declaração ao jornal O Globo:
 
"Obviamente, esses meios de comunicação estão fazendo de fato a posição oposicionista deste país, já que a oposição está profundamente fragilizada."
 
A presidente da Associação Nacional dos Jornais constata, como ela mesma assinala, o óbvio: seus associados "estão fazendo de fato a posição oposicionista (sic) deste país". Por que agem assim? Porque "a oposição está profundamente fragilizada". 
 
A presidente da associação/partido não esclarece porque a oposição "deste país" estaria "profundamente fragilizada", apesar de ter, como ela mesma reconhece, o irrestrito apoio dos seus associados (os jornais). 
 
A presidente da associação/partido não questiona a moralidade de seus filiados assumirem a "posição oposicionista deste país" enquanto, aos seus leitores, alegam praticar jornalismo. Também não questiona o fato de serem a oposição ao governo "deste país" mas não aos governos do seu estado (São Paulo). 
 
Propriedades privadas, gozando de muitas isenções de impostos para que possam melhor prestar um serviço público fundamental, o de informar a sociedade com a liberdade e o equilíbrio que o bom jornalismo exige, os jornais proclamam-se um partido, isto é, uma "organização social que se fundamenta numa concepção política ou em interesses políticos e sociais comuns e que se propõe alcançar o poder".
 
O partido da imprensa se propõe a alcançar o poder com o seu candidato, José Serra. Trata-se, na verdade, de uma retomada: Serra, FHC e seu partido, a imprensa, estiveram no poder por oito anos. Deixaram o governo com desemprego, juros, dívida pública, inflação e carga tributária em alta, crescimento econômico pífio e índices muito baixos de aprovação popular. No governo do partido da imprensa, a criminosa desigualdade social brasileira permaneceu inalterada e os índices de criminalidade (homicídios) tiveram forte crescimento, como mostra o gráfico abaixo:
 
 

 
O partido da imprensa assumiu a "posição oposicionista" a um governo que hoje conta com enorme aprovação popular. A comparação de desempenho entre os governos do Partido dos Trabalhadores (Lula, Dilma)  e do partido da imprensa (FHC, Serra), é extraordinariamente favorável ao primeiro: não há um único índice social ou econômico em que o governo Lula (Dilma) não seja muito superior ao governo FHC (Serra), a lista desta comparação chega a ser enfadonha. Abaixo, o gráfico com número de empregos formais criados:
 
 

 
Serra é, portanto, o candidato do partido da imprensa, que reúne os interesses da direita brasileira e faz oposição ao governo Lula. Dilma é a candidata da situação, da esquerda, representando vários partidos, defendendo a continuidade do governo Lula.
 
Agora que tudo ficou bem claro, você pode continuar (ou não) lendo seu jornal, sabendo que ele trabalha explicitamente a favor de uma candidatura e de um partido que, como todo partido, almeja o poder. 
 
X
 
Annita Dunn, diretora de Comunicações da Casa Branca, à rede de televisão CNN e aos repórteres do The New York Times:
 
"A rede Fox News opera, praticamente, ou como o setor de pesquisas ou como o setor de comunicações do Partido Republicano" (...) "não precisamos fingir que [a Fox] seria empresa comercial de comunicações do mesmo tipo que a CNN. A rede Fox está em guerra contra Barack Obama e a Casa Branca, [e] não precisamos fingir que o modo como essa organização trabalha seria o modo que dá legitimidade ao trabalho jornalístico. Quando o presidente [Barack Obama] fala à Fox, já sabe que não falará à imprensa, propriamente dita. O presidente já sabe que estará como num debate com o partido da oposição."

2º CONAES - etapa municipal - Caxias do Sul: 7 de abril, 18h

 

A 2º CONAES, Conferência Nacional de Economia Solidária terá sua etapa de Caxias do Sul no dia 7 de Abril no Plenário da Câmara de Vereadores.

 

Em Caxias do Sul a Conferência será realizada através da parceria estabelecida entre a Associação EMREDE e a Comissão de Legislação Participativa e Comunitária da Câmara de Vereadores.

 

Programa da 2º Conferência Municipal de Economia Solidária:

18:00 - Abertura
18:10 - Balanços Avanços, Limites e Desafios da Ecosol em Caxias do Sul
18:30 - Apresentação do Mapeamento da ECOSOL
19:15 - Políticas Públicas para ECOSOL em Caxias do Sul

- Rodrigo Beltrão - Vereador do PT

- Guilherme Seben - Secretário de Desenvolvimento Econômico de Caxias do Sul
20:30 - Encaminhamentos
21:00 - Final da Conferência

Mais informações pelo telefone (54) 99952697 ou gestaocoletiva@gmail.com

Participa!

 

 

 

Fonte: http://ecosolserragaucha.blogspot.com/2010/04/2-conferencia-nacional-de-ecosol-etapa.html

 

Etapa Regional - CONAES: dia 10 de abril

Etapa regional da 2º CONAES

10 de abril de 2010

Na Fundação Casa das Artes, em Bento Gonçalves

 

Em reunião realizada na Fundação Casa das Artes em Bento Gonçalves, dia 16 de Março de 2010, algumas entidades ligadas ao setor da Economia Solidária como a Associação Emrede, de Caxias do Sul, a Colacot, a Fecovinho, a ONG Cidadão Atitude de Bento Gonçalves, além da ONG Guayí, em parceria com a Prefeitura de Bento Gonçalves e diversos empreendimentos de ECOSOL, foi organizada a etapa regional da 2º Conferência Nacional de Economia Solidária que acontecerá em Bento Gonçalves dia 10 de Abril de 2010.


A 2º Conferência Nacional de Economia Solidária foi convocada pelo Ministério do Trabalho e Emprego e terá como pontos centrais do debate o Balanço da Economia Solidária no Brasil; As formas de Organização do Trabalho na Ecosol; As estratégias das Políticas da Ecosol.


Pauta da Etapa Regional da 2º Conferência Nacional de Economia Solidária:

9:00 - Abertura e composição da mesa
9:30 - Apresentação dos dados do mapeamento e balanço da Ecosol na Região Serra
10:00 - Trabalho em Grupo
- Balanço da Ecosol na Serra Gaúcha
- Direitos e formas de organização
- Estratégias da Economia Solidária
13:00 – Plenária de Sistematização
15:00 - Eleições de delegados estaduais e nacionais
16:00 - Constituição da coordenação para o Fórum Regional da Ecosol Serra Gaúcha.

A etapa estadual da 2º CONAES será dia 24 de Abril de 2010 em Porto Alegre

Clique e baixe o Documento Base da 2º CONAES

Clique e Baixe o Regulamento da 2º CONAES


Mais informações no Site do Ministério do Trabalho: http://www.mte.gov.br/conaes/

ou pelo email gestaocoletiva@gmail.com

 

 

Fonte: http://ecosolserragaucha.blogspot.com/2010/03/2-conferencia-nacional-de-ecosol-etapa.html

4.4.10

Yeda aumenta altos salários e não valoriza educadores

Após passar três anos tentando destruir o plano de carreira dos educadores, o governo Yeda encaminhou e aprovou, na Assembleia Legislativa, um projeto de reajuste de 6%, divididos em duas parcelas. A primeira, de 4%, a ser paga em setembro. A segunda, de 2%, com pagamento em dezembro. O CPERS/Sindicato reivindicava a correção da inflação dos últimos três anos, que totaliza 23,14%.

A direção do sindicato considerou insuficiente a proposta do governo. Essa posição foi apresentada em reunião com os secretários Otomar Vivian (Casa Civil) e Ervino Deon (Educação). Também foi levada ao presidente do Legislativo, Giovani Cherini, e ao líder do governo na Assembleia.

Numa clara perseguição aos educadores, que no ano passado impediram a realização de alterações acordadas com o Banco Mundial nos planos de carreira da categoria, o governo sequer elevou o índice para 8,8% mesmo percentual dado aos procuradores e magistrados, que terão seus vencimentos majorados em até R$ 3.000,00. A política salarial de Yeda é assim: para os altos salários, tudo; para quem ganha pouco, nada.

VENDA CASADA

Rejeitado no ano passado, inclusive com uma greve no final do ano letivo, a governo requentou o projeto que estabelecia a remuneração mínima de R$ 1.500,00. O valor seria pago como completivo. Parcela sobre a qual não seriam inseridos os benefícios sociais. Além disso, atacava os planos de carreira da categoria e descaracterizava a lei do piso nacional, que estabelece, para este ano, o valor de R$ 1.312,85 como básico da carreira e deixa fora os funcionários de escola.
 
Desde o começo das negociações, o governo tentou casar a elevação do índice de reajuste com a aprovação da remuneração mínima. Insistiu numa proposta que jamais teve o acordo dos trabalhadores. Se tivesse vontade de elevar o percentual de reajuste, a governadora poderia aplicar sobre ele o montante que seria gasto com o novo completivo.
Yeda vai terminar o seu mandato em débito com a educação e com os educadores. Na política educacional, a governadora foi à responsável pela enturmação, pelo retorno da multisserição, pela não realização de concurso público para suprir a eterna falta de professores e de funcionários, pelas "famosas" escolas de lata e pela perseguição aos trabalhadores. Na política salarial, ela ficará marcada pela não aplicação do piso nacional e pela não reposição da inflação nos salários dos educadores. Deixará para o futuro governo uma dívida grande com a educação e os educadores.

1.4.10

a confissao da executiva da Folha de Sáo Paulo


Maria Judith Brito é também presidente da Associação Nacional dos Jornais - ANJ

- A liberdade de imprensa é um bem maior que não deve ser limitado. A esse direito geral, o contraponto é sempre a questão da responsabilidade dos meios de comunicação. E, obviamente, esses meios de comunicação estão fazendo de fato a posição oposicionista deste país, já que a oposição está profundamente fragilizada. E esse papel de oposição, de investigação, sem dúvida nenhuma incomoda sobremaneira o governo [Lula].

A declaração franca e sincera partiu da executiva do grupo Folhas e presidente da ANJ (Associação Nacional dos Jornais), Maria Judith Brito (foto). A inconfidência se deu no dia 18 de março último em reunião na sede da Fecomércio, no Rio, e contou com o testemunho de jornalistas e dirigentes das entidades de imprensa, Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV) e Aner (Associação Nacional dos Editores de Revistas).

O que a presidente da ANJ admitiu é precisamente o que este blog DG repete desde que veio ao mundo, cinco anos atrás: a mídia brasileira é o grande partido político de oposição no Brasil, face à opacidade dos partidos tradicionais e seus líderes. Esse fato não seria tão grave, se a própria mídia admitisse a condição de partido político de oposição. Mas na prática não é o que se vê, a grande imprensa insiste em representar o (falso) papel de protagonista da isenção política e da neutralidade ideológica. Com a confissão de Judith Brito (a rigor, uma trapalhada política imperdoável, se vista sob o prisma de interesses da direita) a conversa sai do território do cinismo e começa a adentrar uma área de menos fricção e mais sinceridade, por parte dos donos e executivos da mídia brasuca.

Agora, só resta aos afiliados e associados da ANJ reproduzirem em editoriais altissonantes a admissão tardia de sua liderança maior. Acho difícil que isso aconteça, mas de qualquer forma fica o registro (indelével) para a posteridade.

As palavras de Judith Brito estão gravadas no bronze incorruptível da nossa memória. (Retórica à moda de Gaspar da Silveira Martins, líder maragato guasca.)


Foto Eliária Andrade/O Globo


Cancion con todos

Salgo a caminar
Por la cintura cosmica del sur
Piso en la region
Mas vegetal del viento y de la luz
Siento al caminar
Toda la piel de america en mi piel
Y anda en mi sangre un rio
Que libera en mi voz su caudal.

Sol de alto peru
Rostro bolivia estaño y soledad
Un verde brasil
Besa mi chile cobre y mineral
Subo desde el sur
Hacia la entraña america y total
Pura raiz de un grito
Destinado a crecer y a estallar.

Todas las voces todas
Todas las manos todas
Toda la sangre puede
Ser cancion en el viento
Canta conmigo canta
Hermano americano
Libera tu esperanza
Con un grito en la voz