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pergunta:

"Até quando vamos ter que aguentar a apropriação da ideia de 'liberdade de imprensa', de 'liberdade de expressão', pelos proprietários da grande mídia mercantil – os Frias, os Marinhos, os Mesquitas, os Civitas -, que as definem como sua liberdade de dizer o que acham e de designar quem ocupa os espaços escritos, falados e vistos, para reproduzir o mesmo discurso, o pensamento único dos monopólios privados?"

Emir Sader

26.4.13

Obra completa de Paulo Freire grátis para download | Revista Fórum

26/04/2013 12:51 pm

Obra completa de Paulo Freire grátis para download

Acervo digital disponibiliza toda a obra de Paulo Freire. Estão disponíveis para download gratuito vídeos de aulas, conferências, palestras, entrevistas, artigos e livros do educador

Do Pragmatismo Político

Obra de Paulo Freire está disponível na internet. (Foto: Reprodução)

O Centro de Referência Paulo Freire, dedicado a preservar e divulgar a memória e o legado do educador, disponibiliza vídeos das aulas, conferências, palestras e entrevistas que ele deu em vida. A proposta tem como objetivo aumentar o acesso de pessoas interessadas na vida, obra e legado de Paulo Freire.

Para os interessados em aprofundar os ensinamentos freirianos, o Centro de Referência também disponibiliza artigos e livros que podem ser baixados gratuitamente.

Educação como liberdade

Internacionalmente respeitado, os livros do educador foram traduzidos em mais de 20 línguas. No Brasil, tornou-se um clássico, obrigatório para qualquer estudante de pedagogia ou pesquisador em educação. Detentor de pelo menos 40 títulos honoris causa (concedidos por universidades a pessoas consideradas notáveis), Freire recebeu prêmios como Educação para a Paz (Nações Unidas, 1986) e Educador dos Continentes (Organização dos Estados Americanos, 1992).

“Defendo a educação desocultadora de verdades. Educando e educadores funcionando como sujeitos para desvendar o mundo”, dizia Freire. A educação como prática da liberdade, defendida por ele, enxerga o educando como sujeito da história, tendo o diálogo e a troca como traço essencial no desenvolvimento da consciência crítica.

Clique aqui para acessar o acervo Paulo Freire

Leia matérias da edição especial sobre Paulo Freire na Fórum 50:

Paulo Freire: o andarilho da utopia

O pensador do século XXI

A prática da liberdade


http://revistaforum.com.br/blog/2013/04/obra-completa-de-paulo-freire-gratis-para-download/

EBC | Tecnologia | Fim do MSN: faça um tour pelos chats de bate-papos que marcaram a história da web

Fim do MSN: faça um tour pelos chats de bate-papos que marcaram a história da web

Portal EBC* 01.04.2013 - 15h36 | Atualizado em 04.04.2013 - 10h10

O fim do programa Windows Live Messenger, popularmente conhecido como MSN, foi marcado para acontecer partir do dia 30 de abril. Apesar dos usuários terem a opção de integrar o seu banco de dados com o Skype, a  Microsoft encerra o ciclo de um dos bate-papos mais populares do segmento.

Mas não é apenas o MSN que vai ficar na memória dos usuários. Outros serviços de bate-papo fizeram muito sucesso no Brasil e também deixaram suas marcas na recente história dos chats. Por isso, o Portal EBC montou uma linha do tempo com nomes e características dessa forma de comunicação online. Clique sobre as datas da linha do tempo e saiba um pouco mais sobre cada uma das ferramentas:



http://www.ebc.com.br/tecnologia/talks

23.4.13

Memoria de Lenin perdura en la sociedad rusa

Memoria de Lenin perdura en la sociedad rusa

http://www.youtube.com/watch?v=dI2sLHGSpCc

A 143 años de su natalicio y más de 20 años después del derrumbe de la URSS, el nombre de su fundador, Vladimir Ilich Lenin, perdura en la vida cotinidada de las ex Repúblicas Soviéticas pese a las campañas mediáticas contra su memoria y de los infructuosos intentos por cerrar el mausoleo de este líder en la Plaza Roja de Moscú. teleSURhttp://multimedia.telesurtv.net/22/4/...

NotaTecnica_Web.pdf

http://www.assine.org.br/docs/NotaTecnica_Web.pdf

Projeto de Lei para democratizar mídia chega às ruas em 1º de maio | MST - Movimento dos Trabalhadores Sem Terra

Projeto de Lei para democratizar mídia chega às ruas em 1º de maio

22 de abril de 2013

 

Da Redação FNDC



O Projeto de Lei de Iniciativa Popular para a democratização das comunicações no Brasil deve chegar às ruas no dia 1º de maio, o Dia do Trabalhador. A decisão foi tomada pela plenária da campanha “Para Expressar a Liberdade”, que reuniu representantes de mais de 30 entidades da sociedade civil em São Paulo, na última sexta-feira, 19, para debater e aprovar o documento - considerado pelos presentes como o principal instrumento de luta da sociedade para a democratização das comunicações no país.

O documento trata da regulamentação das Comunicações Eletrônicas no país, rádio e televisão, setor atualmente regido pelo Código Brasileiro das Telecomunicações, e a regulamentação dos artigos de comunicação da Constituição Brasileira, como os que tratam da defesa de conteúdo nacional, diversidade regional e a produção independente. Os apontamentos e análises realizados pelas entidades durante a plenária serão consolidados pelo Grupo de Trabalho de Formulação da campanha em novo documento, que seguirá para ampla divulgação junto à população e a coleta de assinaturas. Para ingressar no Congresso Nacional como vontade da população, deve recolher no mínimo 1,3 milhão de assinaturas.

O radialista João Brant, que participou do GT de Formulação e integra a coordenação executiva do Fórum Nacional pela democratização da Comunicação (FNDC), destacou que o documento garante princípios importantes para promover a dispersão da propriedade dos meios de comunicação: “Ele garante a ampla diversidade e pluralismo e a não concentração, fortalece o sistema público comunitário e traz um conjunto de ações de enfrentamento ao monopólio que não é só pela questão da propriedade, mas também pelo acesso à produção pela produção independente, do acesso pela produção regional”. O projeto reitera a defesa da promoção e a garantia dos direitos de liberdade de expressão e opinião, do direito à comunicação, da diversidade e pluralidade de ideias.

Para as entidades, um dos maiores resultados da mobilização será a conscientização da população sobre a importância da democratização das comunicações no país. “A grande decisão da plenária foi a de colocar o bloco na rua com esse instrumento que possibilitará fazer o diálogo com a sociedade. Vamos às ruas, fazer o debate, fazer os seminários, vamos às esquinas, para os locais de trabalho, para as fábricas e recolher as assinaturas para transformar esse projeto em uma realidade”, disse Rosane Bertotti, Secretária de Comunicação da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e coordenadora geral do FNDC.  

Na mesa de abertura da plenária, Altamiro Borges, presidente do instituto Barão de Itararé, destacou que “o projeto se transformou no principal instrumento de luta para o movimento social que luta pela democratização da comunicação país”. Já o deputado federal Ivan Valente (PSOL) apontou o caráter suprapartidário do projeto e seu valor na luta contra os interesses conservadores privados: “A mídia inviabiliza todas as lutas e disputas políticas. Temos que ser ofensivos na mobilização da sociedade e na pressão no Congresso”, disse.

A deputada Luiza Erundina, que não pôde estar presente à atividade, encaminhou carta à Plenária, em que destacou o compromisso de sua candidatura e da Frente Parlamentar de Liberdade de Expressão e o Direito a Comunicação com Participação Popular – Frentecom no engajamento e na coleta das assinaturas necessárias à apresentação do Projeto que, “por ser uma iniciativa popular, os tornará protagonistas na realização de uma das reformas mais importantes para o fortalecimento da democracia brasileira”.

A mesa contou com a presença de Rosane Bertotti, de Altamiro Borges (Barão de Itararé), do deputado Ivan Valente (PSOL), de Sônia Coelho (Marcha Mundial das Mulheres) e de Celso Schroeder, presidente da Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj). Durante a tarde, o documento foi debatido com os representantes da sociedade civil e do movimento social com a coordenação de Renata Mielli (FNDC/Barão de Itararé), de João Brant, de Orlando Guilhon (FNDC/Arpub) e do professor Marcos Dantas (UFRJ). As contribuições feitas ao texto serão adicionadas durante a semana e a versão consolidada será analisada em reunião de trabalho nesta quinta-feira, dia 25, em São Paulo.

Participação dos movimentos sociais e ampla divulgação

Mais do que aprovar o documento, a reunião mostrou a importância da participação dos movimentos sociais engajados na luta pela democratização da comunicação no país. A campanha “Para Expressar a Liberdade” conta com o apoio de entidades de diversos setores da sociedade e de partidos políticos, desde o movimento negro, das mulheres, trabalhadores, trabalhadores agrícolas, movimento dos sem terra, estudantes, jornalistas, blogueiros e radialistas, dentre vários outros. “A dedicação e o esforço que os grupos de trabalho tiveram para trazer um projeto pronto e o compromisso da plenária em fazer o debate, sistematizar e incorporar as demandas das entidades, garantindo um princípio que para nós é fundamental nesse projeto que é a liberdade de expressão, mostra que estamos no caminho certo. Com muita representatividade, a plenária demonstrou a unidade e o amadurecimento do movimento social”, defendeu Rosane Bertotti.

Igor Felippe Santos, integrante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), disse que o movimento se empenhará na coleta das assinaturas por todo o Brasil: “Tem crescido uma consciência nos movimentos sociais, partidos políticos, nas centrais sindicais e na sociedade sobre a importância de se democratizar os meios de comunicação. A cada dia que passa, a sociedade se sente menos representada nos meios de comunicação tradicionais, especialmente os meios de comunicação de massa, como as televisões e as rádios, e passe a elevar o nível de crítica e consciência a respeito da necessidade de se democratizar”.

Para ele, o mais importante de todo o processo será o diálogo com a população para “elevar o nível de consciência e a partir disso se criar um movimento de massa que possa pressionar pela democratização da comunicação”.

Para a coordenadora da Marcha Mundial das Mulheres, Rita Freire, a forma como os conteúdos veiculados nos meios são obstáculo à liberdade de expressão: “Não há liberdade de expressão quando os conteúdos veiculados nos meios de comunicação, que são concessões públicas, têm cortes de classe, gênero e raça, estimulando e reforçando o preconceito. Dialogando com a população, a mobilização crescerá, se transformará em vontade popular e, dessa forma, chegará com força no Congresso Nacional e no governo”, disse.

Por redação do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) para a campanha Para Expressar a Liberdade.


http://www.mst.org.br/Projeto-de-Lei-para-democratizar-comunicacao-chegara-as-ruas-em-1-de-maio


Ex-delegado volta a Usina Cambahyba, onde incinerava militantes da ditadura | MST - Movimento dos Trabalhadores Sem Terra

Ex-delegado volta a Usina Cambahyba, onde incinerava militantes da ditadura

23 de abril de 2013


Por Marcelo Auler
Da Carta Capital

Na madrugada de 2 de abril, uma terça-feira, o ex-delegado capixaba Cláudio Guerra, atualmente em liberdade condicional, percorreu por quatro horas os cerca de 250 quilômetros entre Vitória, capital do Espírito Santo, e Campos, no norte do Rio de Janeiro. Foi revisitar a Usina Cambahyba, frequentada por ele nos anos 1970, período em que manteve ativa colaboração com o sistema de repressão da ditadura.

É a terceira visita de Guerra ao lugar desde o lançamento de Memórias de Uma Guerra Suja, livro que reúne depoimentos a Rogério Medeiros e Marcelo Netto. A primeira em companhia de um jornalista (à exceção da equipe dos autores do livro). Na obra, publicada no ano passado, o ex-delegado revelou ter queimado nos fornos da Cambahyba 12 cadáveres de militantes de esquerda torturados até a morte nos porões da ditadura. “Naquela época, vinha aqui e não sentia nada. Hoje me sinto mal pra caramba. Estou falando com você por misericórdia de Deus”, justificou-se.
Confissões. Em suas memórias, histórias de crimes diversos

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Nos escombros da usina, em cujas terras instalou-se um assentamento do MST, Guerra indicou as portas dos fornos onde os corpos eram jogados. “O primeiro foi o Cerveira. Não foi nos primeiros fornos não, foi mais no meio”, recorda-se, em referência ao major Joaquim Pires Cerveira, ex-militante da Frente de Libertação Nacional, “cremado” no início de 1974. Cerveira e o militante João Batista Rita foram presos pelo delegado Sérgio Paranhos Fleury na Argentina e reenviados ao Brasil. Os dois morreram nas dependências do DOI-Codi do Rio de Janeiro.

Guerra afirma ter acompanhado o transporte dos cadáveres até a porta do forno, em companhia de dois empregados da usina, o capataz Zé Crente, falecido, e o ex-motorista Erval Gomes da Silva, o Vavá, única testemunha viva da queima dos de corpos. Em outros momentos, o ex-delegado não se deu ao trabalho de conferir se os corpos foram para o fogo. Preferia tomar uísque na casa de João Lysandro, o João Bala, filho de Heli Ribeiro Gomes, dono da usina, enquanto Zé Crente e Vavá faziam o serviço.

Todos os corpos foram recolhidos no DOI-Codi carioca, instalado no quartel do 1º Batalhão da Polícia do Exército, no bairro da Tijuca, e na conhecida Casa da Morte, centro de tortura comandado por militares do Exército em Petrópolis, na região serrana fluminense. Segundo Guerra, um 13º corpo também acabaria lançado aos fornos da usina. O tenente do Exército Odilon Carlos de Souza, agente da repressão política, foi morto pelo ex-delegado diante de Bala e Vavá. Motivo: queima de arquivo.

A rotina era a mesma. Guerra estacionava o carro com os cadáveres na casa de Bala, a menos de 500 metros dos fornos. “Os corpos ficavam parados aqui”, mostrou, diante da residência, hoje com novo proprietário. “Quando dava 10-11 horas da noite, o Zé Crente ia lá, deslocava o pessoal de perto da boca do forno para outros lugares. Nós já tínhamos repassado os corpos para o carro da usina. Íamos e jogávamos no fogo.”

Ao rever o local dos crimes, a preocupação do ex-delegado era mostrar a profundidade dos fornos para derrubar os argumentos de outra herdeira da Cambahyba, Cecília Lysandro Gomes Ribeiro, vereadora em Campos. Segundo ela, não caberiam cadáveres nos queimadores. Guerra está certo: cabem.

O ex-delegado retornou a primeira vez à usina em junho passado na companhia do delegado federal Kandy Takahashi, por determinação do então coordenador da Comissão Nacional de Verdade, o ministro do STJ Gilson Dipp. Antes, havia prestado um detalhado depoimento à comissão, quando reafirmou suas ligações nos anos 1970 com o falecido coronel do Exército Freddie Perdigão, do Serviço Nacional de Informações. Manteve ainda a confissão da execução de militantes de esquerda, do assassinato do tenente Souza e da ocultação de cadáveres.

Desde o lançamento de suas memórias, paira uma desconfiança em relação a Guerra. Policial que se tornou bandido sanguinário no Espírito Santo, o ex-delegado se converteu na prisão à Assembleia de Deus. Justifica suas confissões recentes à fé adquirida na cadeia, mas poderia também estar em busca de holofotes no fim da vida. Ou disposto a confundir a apuração real de crimes da ditadura.

Fato ou ficção? Para o procurador Eduardo Santos de Oliveira, as histórias de Guerra são no mínimo verossímeis. Ao lado de quatro colegas do Ministério Público e na presença dos deputados federais Luiza Erundina (PSB-SP) e Jean Wyllys (PSOL-RJ), da Comissão Parlamentar Memória, Verdade e Justiça da Câmara, Oliveira ouviu o ex-delegado por nove horas. Convenceu-se da necessidade de novas investigações e defende que seja feita uma perícia nos fornos em busca de vestígios (restos de ossadas ou dentes). Erundina também se impressionou com a consistência do depoimento. E estranha a falta de “resultados práticos a partir do que vem sendo identificado”.
Contraprova. Guerra queria derrubar a versão da família dona da usina. Os cadáveres cabiam nos fornos.

O procurador parece remar contra a maré. Em Campos, é nítida a tentativa de desqualificar as denúncias. Um exemplo partiu do promotor estadual Marcelo Lessa Bastos. Em agosto do ano passado, diante de um pedido de investigação do caso feito por Jorge Augusto, irmão de Cecília, Bastos apressou-se em tentar enterrar o caso. Sem ao menos ouvir Guerra, segundo o promotor uma “pessoa vinculada à Ditadura Militar (sic), do antigo Dops, portanto, sem nenhuma credibilidade”, rechaçou qualquer investigação, pois considerou as denúncias mera tentativa de autopromoção por meio da exploração do “mito que ainda gravita em torno dos atos praticados por ocasião da Ditadura Militar (sic) de 64, sendo que, como se sabe, os crimes da época foram todos anistiados”. Também achou desnecessário ouvir Vavá, o motorista da família que ajudaria na queima dos corpos.

Bastos concluiu: “A biografia do dono da usina, o já falecido Heli Ribeiro Gomes, pessoa respeitada na sociedade local, torna absolutamente inverossímil a malsinada narrativa, que pode, inclusive, constituir crime de calúnia”.

E o que Vavá, o motorista, tem a dizer? Em maio do ano passado, o delegado federal Takahashi o localizou. De pronto, Vavá negou inclusive conhecer o ex-delegado capixaba. Traiu-se, porém, ao vê-lo via Skype, um sistema que transmite som e imagem pela internet. “Oi Dr. Guerra”, deixou escapulir. “Aí caiu a casa”, diz o ex-delegado.

Takahashi quis levá-lo a Vitória para uma acareação ao vivo. Quem o impediu de ir foi o advogado Carlos Alberto Tavares Senra, acionado após a mulher de Vavá procurar a vereadora Cecília.

O afastamento de Dipp da Comissão da Verdade por motivos de saúde e a promoção de Takahashi para o comando da PF no Rio Grande do Norte levou a denúncia a cair no esquecimento. Sem terminar as investigações, o delegado federal não conseguiu confirmar ou afastar de vez a versão da cremação dos 12 corpos.

O policial federal não duvida, porém, dos eventuais serviços prestados por Guerra à repressão. Colaboração igualmente admitida pelo coronel do Exército Paulo Malhães, que dava expediente na Casa da Morte. Em junho último, em entrevista a O Globo, Malhães admitiu que Guerra atuou sob o comando de Perdigão, mas ressalvou: “É um mentiroso.

A participação do ex-delegado no assassinato de Ronaldo Mouth Queiroz, militante da ALN, morto em abril de 1973 na Avenida Angélica, em Higienópolis, São Paulo, foi confirmada pelo advogado Belisário dos Santos Jr., amigo de Queiroz. Segundo Santos apurou, o capixaba narra detalhes conhecidos apenas por quem realmente participou da operação.
 
Sobre as dúvidas a respeito de suas denúncias, Guerra pede uma chance para prová-las e insiste: está pronto para participar de uma acareação não só com Vavá, mas também com Malhães e com o mais notório repressor ainda vivo, o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra. O ex-delegado alega ter se reunido algumas vezes com Ustra. Este nega.

CartaCapital localizou Vavá em Campos. O motorista voltou a negar qualquer participação nos crimes. E desmentiu os relatos do uso da usina para queimar corpos de militantes de esquerda. Seria impossível realizar a operação ou mantê-la sob sigilo, afirma, pois os fornos eram vigiados 24 horas por 12 empregados em cada turno.

Vavá igualmente nega ter conhecido o tenente Souza ou ter presenciado seu assassinato. Apesar das negativas, no diálogo com Guerra pelo Skype, comentou-se sobre a queima de um sofá manchado com o sangue do tenente morto. O motorista pareceu saber do que se tratava.

Por causa desses detalhes, o Ministério Público desconfia da versão de Vavá. “É prematuro afirmar que Guerra imaginou tudo isso. Seu depoimento é verossímil, consistente, coerente. Já o depoimento do Vavá é repleto de inconsistência. Posso afirmar, com minha experiência, que existem coisas que ainda podem ser ditas pelo Vavá”, diz Oliveira.

O procurador guarda um trunfo, o depoimento de um ex-empregado da usina que espontaneamente foi à Procuradoria e relacionou Vavá ao uso de armas e à prática de violência, além de noticiar mortes nas quais recaem suspeitas de envolvimento de integrantes da família Ribeiro Gomes. Oliveira continua disposto a promover uma acareação. “Se o depoimento de Vavá se sustentar, as revelações de Guerra no livro se enfraquecem. Até para decidir se continuamos a investigação, precisamos confirmar ou não nossas suspeitas de que o depoimento do Vavá é inconsistente com os fatos da época.”

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22.4.13

Mídia, poder e contrapoder

Mídia, poder e contrapoder









Autor(a): Dênis de Moraes (org.), Ignacio Ramonet e Pascual Serrano

Características

Mídia, poder e contrapoder

Dênis de Moraes, Ignacio Ramonet e Pascual Serrano assinam a seis mãos os ensaios que integram o livro Mídia, poder e contrapoder: da concentração monopólica à democratização da informação, a ser lançado pela Boitempo Editorial.

Organizada por Moraes, a obra reúne sete textos que fazem uma reflexão crítica sobre o poder mundial da mídia, a cultura tecnológica, a comunicação globalizada, o jornalismo contra-hegemônico em rede, as políticas públicas de direito à comunicação e a democratização da informação na América Latina.

A partir da convergência de afinidades dos jornalistas na análise sobre o complexo mundo da mídia e nas preocupações com o fluxo informacional do nosso cotidiano – após um debate do qual participaram juntos no Rio de Janeiro no final de 2011 –, surgiu para Moraes a ideia de um livro a três. “O ponto de partida de Mídia, poder e contrapoder é o compromisso comum de interpelar a contemporaneidade, cada vez mais midiatizada, tecnologizada e mercantilizada”, explica o organizador na introdução.

O momento histórico para Moraes é perturbador, permeado pelos fascínios compulsivos por objetos digitais que se conectam instantaneamente a “nuvens de computação” capazes de armazenar volume imensurável de informações. No entanto, em contraposição a esse quadro, o livro desenvolve reflexões que incorporam a dimensão da esperança, projetando-a como elemento essencial nas disputas de sentido frente aos enfoques tendenciosos das máquinas midiáticas.

Na primeira parte, os jornalistas analisam formas e efeitos da colonização do imaginário social pela mídia corporativa; a configuração atual do sistema midiático, sob forte concentração monopólica em torno de megagrupos e dinastias familiares; as estratégias de comercialização de produtos culturais e manifestações artísticas; a subordinação de informações de interesse coletivo a ambições lucrativas; a retórica em favor da “liberdade de expressão”, que dissimula a intenção de fazer prevalecer a liberdade de empresa sobre as aspirações coletivas e a perda de credibilidade da imprensa. Ramonet não se furta a discorrer sobre o fazer jornalismo, reconhece a proliferação de produtores de informação que a era digital criou e vaticina com propriedade: “O que está desaparecendo é principalmente o jornalismo de investigação”. A primeira parte do livro é encerrada pela necessária discussão de Pascual sobre liberdade de imprensa, uma temática que nunca se esgota e é apontada por ele dentro do cenário do “coronelismo”, dos fluxos financeiros, mas também das possibilidades de produção contra-hegemônicas.

A partir do reconhecimento das mutações comunicacionais na internet, expostas na segunda parte do livro, os autores avaliam premissas e práticas em rede e possibilidades de reversão do sistema a partir da digitalização que, ao mesmo tempo, priorizam conteúdos vinculados à justiça social, aos direitos humanos e à diversidade cultural. Para eles, é imperativo exercitar, por meio do jornalismo crítico e colaborativo, um contrapoder na produção e na difusão alternativas, como os projetos promissores das agências virtuais de notícias latino-americanas, consolidados como o portal Rebelión, de Madri, ou instigantes como o WikiLeaks.

A professora associada de comunicação da UFRJ, Raquel Paiva, avalia o livro como obra necessária por sua qualidade crítica. “Hoje, um sem-número de livros sobre jornalismo é publicado regularmente. A maioria é interessante, mas poucos necessários, porque, para tanto, é preciso ir além da mera análise acadêmica para exercer plenamente a capacidade crítica e, acima de tudo, inscrever-se como um material capaz de, a partir da hermenêutica traçada, perscrutar com cuidado o que se situa como perspectiva”, diz no prefácio.

Trecho do livro

“A cumplicidade do quarto poder com os poderes dominantes faz com que ele deixe de funcionar como tal, o que representa um grave problema para a democracia, pois não é possível concebê-la sem o autêntico contrapoder da opinião pública. (...) Minha proposta é que todos nós participemos da criação de um quinto poder, que se expressaria mediante a crítica ao funcionamento dos meios de comunicação, papel que antes cabia ao quarto poder. O que um cidadão mais ou menos ativo numa sociedade democrática deve fazer? Questionar a forma como a mídia dá conta da realidade. Essa função crítica consiste em informar sobre a informação, que não é neutra, sempre é construída a partir de um ponto de vista. Portanto, revelar a quem pertence essa informação, quem ela está ajudando, em que medida ela é a expressão dos grupos privados que são seus proprietários já é uma maneira de se dizer para quem os meios de comunicação estão trabalhando. Isso é criar um quinto poder, ressignificando o que a opinião pública deve ser.” – Ignacio Ramonet em “A explosão do jornalismo na era digital”.

Sobre os autores

Dênis de Moraes, jornalista, é professor do Departamento de Estudos Culturais e Mídia da Universidade Federal Fluminense e pesquisador do CNPq e da FAPERJ. Autor de Vozes abertas da América Latina: Estado, políticas públicas e democratização da comunicação (Mauad/Faperj, 2011), La cruzada de los medios en América Latina (Paidós, 2011) e Mutaciones de lo visible: comunicación y procesos culturales en la era digital (Paidós, 2010). Pela Boitempo, publicou O velho Graça: uma biografia de Graciliano Ramos (2012).

Ignacio Ramonet, jornalista, foi diretor de redação do Le Monde Diplomatique (1990-2008) e atualmente dirige a edição espanhola do mesmo jornal. Um dos idealizadores do Fórum Social Mundial, é presidente de honra da organização ATTAC. Publicou A explosão do jornalismo: das mídias de massa à massa de mídia (Publisher Brasil, 2012), Fidel Castro, biografia a duas vozes (Boitempo, 2006) e A tirania da comunicação (Vozes, 1999).

Pascual Serrano, jornalista, é diretor de redação do portal Rebelión, de Madri. Foi assessor editorial do canal multiestatal latino-americano Telesur. Autor de Periodismo canalla: los medios contra la información (Icaria, 2012), Contra la neutralidad. Tras los pasos de John Reed, Ryzard Kapuscinski, Edgar Snow, Rodolfo Walsh y Robert Capa (Península, 2011) e Desinformación. Cómo los medios ocultan el mundo (Península, 2009).

Ficha técnica

Título: Mídia, poder e contrapoder
Subtítulo: da concentração monopólica à democratização da comunicação
Autor(a): Dênis de Moraes (org.), Ignacio Ramonet e Pascual Serrano
Prefácio: Raquel Paiva
Posfácio: Orelha: Milton Temer
Páginas: 184
Ano de publicação: 2013
ISBN: 978-85-7559-318-9



http://lojacarosamigos.com.br/Produto-1-Livros-Midia-poder-e-contrapoder-versao-1145-1142.aspx


Página/12 :: El mundo :: Un vecino distinto llegó al barrio


EL MUNDO › OPINION

Un vecino distinto llegó al barrio

Por Martín Granovsky

El amplio triunfo de Horacio Cartes parece indicar una nítida corrección a un período que podría quedar como una anomalía de la historia paraguaya. El primer capítulo de esa fase anómala fue el gobierno del centroizquierdista Fernando Lugo. El segundo, tras el golpe de palacio contra Lugo, el mandato de diez meses del Partido Liberal Radical Auténtico. Jamás había gobernado un presidente de centroizquierda. Nunca un liberal. Paraguay fue siempre para el Partido Colorado. Muchas veces por elecciones. Y muchos años por tiranía. El largo ciclo de Alfredo Stroessner terminó en 1989 con el golpe de Andrés Rodríguez, que inició una transición sostenida por el entonces presidente Raúl Alfonsín.

La investigadora argentina Lorena Soler, una de las pocas expertas sobre Paraguay en el Conicet, definió a Cartes como “un empresario oscuro, dedicado entre otras cosas al comercio ilegal de tabaco con Brasil”.

Lo cierto es que ese personaje es el que encabezará un nuevo gobierno colorado que tendrá amplísimo apoyo en las dos cámaras. Cartes también obtuvo un triunfo resonante en Asunción.

Hicieron un mal cálculo los liberales si pensaron que la presidencia de Federico Franco, el vice de Lugo que lo terminó reemplazando luego del juicio político más corto de la historia, con menos de 48 horas en junio de 2011, remataría en una presidencia validada por el voto popular.

En aquel momento Franco envió a su prima a negociar un gobierno bipartidario con Cartes. El empresario le dijo que los senadores colorados apoyarían el golpe de mano en la Cámara alta pero que Franco debía gobernar solo. Le transmitió que se quedara tranquilo y completase el mandato.

Surgió la candidatura liberal de Efraín Alegre, y con ella la esperanza de conseguir que una anomalía de facto se convirtiese en el primer período legal de un ciclo dominado por el PLRA. Los resultados de ayer sepultaron la esperanza y demostraron que Cartes ya vislumbraba en 2011 lo que quería y lo que podría lograr: que los liberales se quemaran en solitario y, frente a la escasa construcción y la división del centroizquierda, quedase claro para todos que Paraguay es colorado o no es.

Los liberales y los colorados tienen líneas internas que van desde la derecha a la izquierda como el peronismo o el radicalismo en la Argentina. La diferencia es que, mientras peronistas y radicales nunca pilotearon gobiernos inconstitucionales, los colorados tienen en su historia al stronismo y los liberales se apuntaron en el último tiempo el mandato golpista de Franco.

Los resultados de las dos fuerzas de centroizquierda confirmaron que la edificación de partidos sólidos durante la presidencia de Lugo fue una enorme debilidad que facilitó el golpe y ayer no colocó a ninguno de los dos candidatos en segundo lugar.

El periodista y dirigente político Mario Ferreiro y el Frente Guasú de Aníbal Carrillo salieron lejos de colorados y también de liberales. Lugo fue el candidato a senador de Carrillo.

Ferreiristas y luguistas tienen delante una posibilidad abierta. Terminado el período en que cada cual buscaba exhibir su fuerza relativa por presunciones o encuestas de intención de voto, ahora disponen de datos que les permitirían articular acciones, e incluso un frente, sabiendo quién es quién en cada sitio de Paraguay. Si lograsen coordinar, al menos, a sus legisladores, darán lugar a un conglomerado con capacidad de crítica testimonial, visibilidad pública como para formar parte de una eventual herramienta política fuera del Parlamento y, también, a plantarse en posición de resistencia aprovechando alguna fisura de los dos partidos mayoritarios.

Para los dos grandes vecinos, Brasil y la Argentina, el desafío será cómo crear instrumentos para ir midiendo los pasos de Cartes con más agudeza que la demostrada por ambos en los últimos años. Cada país se da su propio gobierno y nadie en su sano juicio puede criticar a Brasilia y Buenos Aires por no haber formado un equipo de intervención para fortalecer a Lugo frente al golpe y luego para impedir la victoria del “comerciante oscuro”. Es verdad que los dos gobiernos se mostraron enérgicos en su condena al golpe y en la sanción a Paraguay dentro del Mercosur: el gobierno de Franco fue suspendido en el disfrute de sus derechos plenos como miembro del bloque. Pero, en el medio de la inacción inicial y la contundente acción posterior, y descartando cualquier intervención desmedida, ¿hicieron lo que estaba a su alcance? Paraguay es, por lo pronto, un vecino, y la suerte de un vecino siempre importa. Por el destino del vecino, si un país es generoso, y por interés propio, ya que nunca es conveniente tener disgustos del otro lado de la medianera. Paraguay es un proveedor clave de energía eléctrica en Brasil. Con la Argentina su papel también es decisivo. El emprendimiento binacional de Yacyretá suministra el 15 por ciento de la energía eléctrica que consumen los argentinos.

Los gobiernos de Brasil y la Argentina y las fuerzas gobernantes, el Partido de los Trabajadores y el kirchnerismo, trataron a Lugo como si fuera un hermano. Mientras, y con discreción, desconfiaban de su capacidad de armado político, sobre todo cuando pasó el primer año de gobierno y con él se eclipsaba la popularidad del ex obispo enrolado en la Teología de la Liberación sin que nada permaneciese como un mojón institucional.

Con Franco la distancia fue ostensible.

¿Qué ocurrirá con Cartes? Los saludos de anoche de Cristina Fernández de Kirchner al presidente electo muestran un escenario con espíritu práctico. Un tema pendiente es la vuelta de Paraguay a un Mercosur que en el medio cambió. Venezuela no era miembro pleno justamente porque faltaba la ratificación del Senado paraguayo. Pudo serlo cuando la Argentina, Brasil y Uruguay suspendieron a Franco y, ya sin veto paraguayo, incorporaron al Estado bolivariano. Mientras los liberales trataban, sin conseguirlo, de presentar internacionalmente a Franco como un demócrata virtuoso frente a un Hugo Chávez que presentaban como un dictadorzuelo, el mismo Cartes se ahorró el trabajo sucio y prodigó elogios a Mercosur y Unasur.

Lugo y Franco son reyes muertos, uno por golpe y otro por la derrota electoral de los liberales. Cartes es rey puesto gracias a las elecciones de ayer. A rey muerto, rey puesto. No parece haber otra alternativa que restaurar la convivencia con Paraguay y, esta vez, cruzar los dedos para que los gobiernos de la Argentina y Brasil recuperen la agudeza perdida. Cartes no es Nicanor Duarte Frutos, el presidente colorado que por ejemplo apoyó el ingreso de Venezuela al Mercosur y, sin ser de centroizquierda, desplegó una buena relación con Luiz Inácio da Silva y Néstor Kirchner. Y encierra misterios que sólo el tiempo y la diplomacia develarán en toda su amplitud. Cartes puede cerrar filas con la Argentina y Brasil aun dentro de la disidencia o puede ser un factor de inestabilidad. Los lectores de este diario conocen las revelaciones de Página/12 sobre los cables de Wikileaks en los que el Departamento de Estado de los Estados Unidos consideró al Mercosur como una construcción regional antinorteamericana. El bloque no lo era ni lo es, pero a veces para Washington no ser pro significa ser anti. La posición estratégica de Paraguay en un momento tan armónico de Sudamérica obliga a prestar atención para detectar a tiempo cualquier signo no ya de fricción entre socios sino de discordia fabricada con sabor artificial.

martin.granovsky@gmail.com


http://www.pagina12.com.ar/diario/elmundo/subnotas/218538-63308-2013-04-22.html



Cancion con todos

Salgo a caminar
Por la cintura cosmica del sur
Piso en la region
Mas vegetal del viento y de la luz
Siento al caminar
Toda la piel de america en mi piel
Y anda en mi sangre un rio
Que libera en mi voz su caudal.

Sol de alto peru
Rostro bolivia estaño y soledad
Un verde brasil
Besa mi chile cobre y mineral
Subo desde el sur
Hacia la entraña america y total
Pura raiz de un grito
Destinado a crecer y a estallar.

Todas las voces todas
Todas las manos todas
Toda la sangre puede
Ser cancion en el viento
Canta conmigo canta
Hermano americano
Libera tu esperanza
Con un grito en la voz