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"Até quando vamos ter que aguentar a apropriação da ideia de 'liberdade de imprensa', de 'liberdade de expressão', pelos proprietários da grande mídia mercantil – os Frias, os Marinhos, os Mesquitas, os Civitas -, que as definem como sua liberdade de dizer o que acham e de designar quem ocupa os espaços escritos, falados e vistos, para reproduzir o mesmo discurso, o pensamento único dos monopólios privados?"

Emir Sader

1.11.15

Daniel Scioli: “Macri propone un gobierno para los intereses concentrados y el poder económico”

Daniel Scioli: "Macri propone un gobierno para los intereses concentrados y el poder económico"

El candidato presidencial del Frente para la Victoria Daniel Scioli, cuestionó a su contrincante Mauricio Macri, con quien se medirá en el ballotage del 22 de noviembre próximo, por proponer "un gobierno para los intereses concentrados y el poder económico", al tiempo que diferenció la plataforma del FpV que busca "mantener lo logrado".

scioli-sonrie-348x260"Ellos plantean un gobierno con otra prioridad, para pocos, para intereses concentrados y un poder económico nacional e internacional" aseguró el gobernador bonaerense y candidato presidencial del Frente para la Victoria Daniel Scioli, en referencia al proyecto de la coalición Cambiemos.

En este sentido, en diferentes entrevista publicadas hoy en los diarios Tiempo Argentina y Página/12, Scioli consideró que la denuncia presentada por dirigentes alineados con Mauricio Macri contra el titular del Banco Central Alejandro Vanoli, a quien acusaron de "defraudación contra la administración pública", "los ha desenmascarado, están anunciando una gran devaluación como variable de ajuste".

"Cada vez que (Mauricio Macri) tira una definición, va en el mismo sentido: que los trabajadores sean la variable de ajuste. El dijo: vamos a ajustar los salarios por inflación" precisó el mandatario provincial y contrapuso los logros de los gobiernos kirchneristas los que según su opinión "si algo que se ha hecho todos estos años fue mejorar el poder adquisitivo de los trabajadores, habiendo generado cada vez más ingresos".

Si bien reconoció que "faltan otras cosas" por hacer, aseguró que está dispuesto a escuchar, "me adapto, los interpreto y les voy a dar respuestas", al tiempo que insistió que en el ballotage del 22 de noviembre se enfrentarán "los dos caminos del país: uno que va hacia la agenda del desarrollo futuro, y otro que vuelva a las políticas que han hecho estragos en lo social, lo económico y lo productivo".

Durante una recorrida de campaña por la localidad bonaerense de Williams Morris, partido de Hurlingham, el candidato oficialista consideró que luego de las elecciones generales, en las que se impuso por algo más de dos puntos y medio sobre Mauricio Macri, se generó "una gran mística".

"Esta elección le tocó el amor propio a la gente. Tomaron conciencia de que ahora esta nueva elección es una gran final en la que se disputa qué queremos para la Argentina. Hay un camino que va hacia una agenda de desarrollo y otro que vuelve hacia lo viejo, a los fantasmas del pasado, al ajuste, la devaluación y a dejar librado todo al mercado", concluyó.


http://www.radionacional.com.ar/?p=82896#.VjZOaTaTpis.facebook



"En el balotaje se pone en juego el lugar de Argentina en el mundo"

01/11/2015 11:25elecciones

"En el balotaje se pone en juego el lugar de Argentina en el mundo"











EL SOCIÓLOGO Y CATEDRÁTICO BRASILEÑO EMIR SADER CONSIDERÓ HOY QUE EN LA SEGUNDA VUELTA DE LAS ELECCIONES PRESIDENCIALES DE ARGENTINA "SE PONE EN JUEGO EL LUGAR DE ESE PAÍS EN LA REGIÓN Y EN EL MUNDO", Y CONJETURÓ QUE UN EVENTUAL GOBIERNO DE MAURICIO MACRI "LE BAJARÁ EL PERFIL" A LAS RELACIONES CON EL MERCOSUR.



"Sabemos que Argentina ocupó un lugar muy distinto en décadas anteriores y que ese lugar cambió desde la asunción de Néstor Kirchner. Esto también está en juego en el balotaje", observó Sader en diálogo con FM Nacional Rock.

Para el académico, una victoria de Macri le daría "nuevas esperanzas" a la derecha en el orden regional, al tiempo que consideró que los procesos populares de América latina "tienen debilidades que han sido aprovechadas por los sectores de poder".

"Un gobierno de Macri le bajaría el perfil a las relaciones con el Mercosur. Creo que las relaciones con Brasil no tendrían el carácter consensual que poseen en la actualidad. La derecha tiene nuevas esperanzas en la región y eso se debe, en parte, a las debilidades de los procesos populares", fundamentó.

Sader afirmó que desde "hace tiempo" que los sectores sociales dominantes esperan un triunfo electoral en algunos nade los países de América latina, y parece que esto es "algo que puede darse en Argentina".

"Argentina es una referencia en Brasil para la derecha y para la izquierda. Una victoria de Macri le daría aire a los sectores dominantes, que esperan un triunfo electoral desde hace tiempo", señaló.

Y en ese sentido, puntualizó: "Querían que Tabaré (Vázquez) no ganara en Uruguay; que Dilma (Rousseff) no lo hiciera en Brasil, y ahora con Macri vuelven a tener alguna esperanza".



O Sal da Terra

O Sal da Terra 

Sebastião Salgado


O filme conta um pouco da longa trajetória do renomado fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado e apresenta seu ambicioso projeto "Gênesis", expedição que tem como objetivo registrar, a partir de imagens, civilizações e regiões do planeta até então inexploradas.

FILME: https://vimeo.com/128242266

https://www.facebook.com/oSaldaTerrafilme


Direção: Wim Wenders e Juliano Ribeiro Salgado
Com Sebastião Salgado, Wim Wenders, Juliano Ribeiro Salgado
Documentário - Biografia
País: Brasil, França

TARJA BRANCA

TARJA BRANCA

Destacando a importância de continuar sustentando um espírito lúdico, que surge em nossa infância e que o sistema impele a abandonar em nossa vida adulta, Tarja Branca é um documentário que discorre com pluralidade sobre a ideia de que brincar é uma coisa séria. Brincar é urgente!

Documentário. | Direção: Cacau Rhoden
Classificação Indicativa:[ L ] Livre para todos os públicos

39ª Romaria Da Terra Do Rio Grande Do Sul


"Cego de Jericó: tudo começou com um grito..." e "Bartimeu, o cego de Jericó, discípulo modelo para todos nós"

Cego de Jericó: tudo começou com um grito...

Eustache Le Sueur
Eustache Le Sueur

 "Mas ele gritava mais ainda: 'Filho de Davi, tem piedade de mim!'" (Mc 10,48) 

Jesus está a caminho de Jerusalém, onde vai acontecer o desenlace de sua "missão". Ele tem pressa; não está sozinho: os discípulos e as multidões o acompanham. O barulho dos passos, a balbúrdia e o vozerio das pessoas despertam a curiosidade de um cego, que estava sentado, mendigando às margens da estrada. Tendo sido informado de quem passava por perto, da sua boca brota uma invocação incontrolável, cada vez mais persistente; uma oração, um ato de fé:

                                      "Jesus, Filho de Davi, tem piedade de mim!".

O cego ouve a multidão passar com Jesus e aproveita da única e última oportunidade, pois não desfruta da vida em plenitude. Depende dos outros. Sem ver o trajeto, está impossibilitado para seguir a marcha com Ele. Encontra-se deslocado, fora do percurso. À margem do caminho cresce a passividade e o conformismo. Seu lugar revela carência de futuro. Junto à margem não vingam seus projetos e o sentido da existência desaparece. 

Encontrando-se incapacitado para progredir por uma rota desconhecida, o cego reage da única maneira que pode, gritando; não lhe basta pedir, grita para ser escutado. Frente àqueles que querem fazê-lo calar, grita mais forte ainda e atrai a atenção de Jesus. Se seus olhos não podem ajudar-lhe, a potência de sua voz expressará sua vontade firme de curar-se e sua tenacidade na busca da recuperação da visão. Porque seus gritos por ajuda foram escutados e seu clamor teve resposta, abriu-se para este homem a possibilidade de uma história com futuro. 

A multidão procurava interrompê-lo, porque seu grito incomodava. Aquele grito parecia desviar Jesus do seu objetivo e interromper o "clima sereno" que se criara em torno do Mestre. Merece atenção a atitude das pessoas que caminham com Jesus. É curioso como no início mandam Bartimeu ficar calado e logo mais adiante, quando Jesus lhe chama, o animam. Em tão poucas linhas revela-se o melhor retrato da reação de uma multidão. Dispersos numa massa é difícil manter uma atitude pessoal e diferenciada. No meio de um grupo muito grande as pessoas são mais propensas à mudança rápida e à contradição. A conclusão se impõe: em nossa relação com Jesus não podemos depender do ambiente. 

Bartimeu nos ensina a ter personalidade e a buscar Jesus para além do apoio ou da oposição do ambiente. 

O gesto e a resposta de Bartimeu ao chamado de Jesus que as pessoas lhe transmitem é muito significativo. Reage com rapidez. Deixa de lado seu manto, sem hesitar: sua riqueza, sua segurança, seu teto... e dá um salto. Sai de seu fechamento (o manto era considerado um prolongamento da pessoa). Desfaz-se daquilo que lhe traz segurança e recupera sua dignidade: "pôs-se de pé".

Jogar seu manto supõe desfazer-se não só de algo importante que serve para se proteger e que confere dignidade à pessoa, mas é, sobretudo, algo sobre o qual estava sentado e na qual se encontravam as esmolas recebidas. Bartimeu, ao lançá-lo fora, se desfaz de seu sustento na vida, de tudo o que tem nesse momento. Seu salto adquire então toda sua força. 

Esquece o que deixa para trás e se fixa no que está à frente. É um autêntico salto na fé, é o salto para o seguimento de Jesus. Seu duplo gesto é toda uma oração que contrasta com a atitude do homem rico preso por suas riquezas, apresentado um pouco antes neste mesmo evangelho (10,17-22). 

O cego, que ainda não podia ver, mas consegue entender que está diante de Alguém que o olha, que lê no fundo do seu coração e que vai mudar o rumo, o horizonte e o sentido de sua vida, que vai acabar com seu sofrimento. Ambos se põem um diante do outro. A multidão, ao invés, quase desaparece atrás deste cenário. Bartimeu não está mais excluído, às margens da estrada. Agora, ele se encontra no centro da cena: face a face com o "Filho de Davi". 

- "o que queres que eu te faça? – pergunta-lhe Jesus. É um diálogo de tu a tu, sem intermediários, que lhe oferece a possibilidade de se revelar diante de alguém, de expressar os desejos mais profundos de seu coração. O espaço de diálogo experimentado lhe devolve a confiança, lhe confere autonomia e o ganha para o Reino. A palavra acolhida e oferecida é geradora e criadora. 

A resposta do cego foi rápidajá estava pronta, preparada dentro de si, cultivada no seu íntimo, há muito tempo, no segredo e na noite do desejo, no silêncio da espera, na obscuridade do sofrimento. Seu pedido foi claro e direto, cheio de confiança; as migalhas não lhe bastam mais; não se satisfaz mais apenas com esmolas: quer mais, muito mais ("Mestre, quero ver de novo"). 

Bartimeu sabe que havia manifestado um desejo que, até então, lhe parecia impossível; ao encontrar-se com Jesus, percebe ter no coração um pedido bem mais profundo: finalmente ele pode ver, não apenas o rosto das pessoas, a côr de uma flôr, o sorriso de uma criança, o encanto da aurora ou o pôr-do-sol, mas, sobretudo, ver a própria existência, o sentido das coisas, da história, dos acontecimentos humanos e da vida, sob o ponto de vista justo e na direção certa. 

Jesus não fez nada, não tocou os olhos turvos do cego; com grande delicadeza e profundo respeito, simplesmente pôs a fé daquele homem em evidência ("A tua fé te curou"). Assim, ilumina a fé de Bartimeu e o torna livre: "Vai!" 

Finalmente, Bartimeu poderá decidir onde ir, o que fazer da própria vida e como dirigir-se ao próprio Deus. Jesus não o segura; não o convida a segui-lo, mas ativa nele a capacidade de ver na direção certa; desperta-lhe a liberdade; ajuda-o a descobrir que, o desejo de viver, de caminhar, de gritar, nasce da fé. Jesus o ajuda a tomar consciência da própria fé.

E tudo isso começou de um grito... 

Pela sua fé, pela sua perseverança na oração e pelo seu seguimento de Jesus, Bartimeu é apresentado como modelo do verdadeiro discípulo. 

O relato acentua o contraste entre sua situação no começo e no fim. No início é apresentado como cego, mendigo, parado/sentado, imobilizado, marginalizado, na beira do caminho, na periferia da cidade, distante de Jesus... sem comunhão, sem horizonte e sem futuro. No fim, depois do encontro com Jesus, é apresentado como curado, libertado, iluminado, em movimento, seguindo Jesus como discípulo.

Bartimeu vive a experiência de uma profunda "travessia": cego e sentado à beira da estrada pedindo esmola à recuperação da vista para seguir Jesus pelo caminho. 

Texto bíblico:  Mc 10,46-52 

Na oração: Dar nome aos seus "mantos" que o mantém preso ao passado, travando sua vida e impedindo uma resposta pronta ao chamado de Jesus. 

A existência humana pode ser marasmo, estagnação, medo, repetição, inércia, fixismo... Mas há um momento em que é preciso "dar o salto": isso requer coragem, ousadia, agilidade e mobilidade para ir adiante na longa jornada que a vida apresenta. 

A oração é o ambiente natural para mobilizar-se e preparar-se para o grande salto da vida: um novo projeto, um novo compromisso, uma nova missão... 

- O que paralisando você à beira do caminho, travando sua vida e impedindo o salto libertador?

 

Pe. Adroaldo Palaoro sj

Diretor do Centro de Espiritualidade Inaciana -CEI

http://www.catequesehoje.org.br/index.php/raizes/espiritualidade/958-cego-de-jerico-tudo-comecou-com-um-grito



Bartimeu, o cego de Jericó, discípulo modelo para todos nós (Mc 10,46-52)

[Mesters e Lopes]

Sexta-feira, 23 de outubro de 2015 - 15h34min


COMENTANDO

Finalmente, após longa travessia, chegam a Jericó, última parada antes da subida para Jerusalém. O cego Bartimeu está sentado à beira da estrada. Não pode participar da procissão que acompanha Jesus. Mas ele grita, invocando a ajuda de Jesus: "Filho de Davi! Tem dó de mim!" O grito do pobre incomoda. Os que vão à procissão tentam abafá-lo. Mas "ele gritava mais ainda!" E Jesus, o que faz? Ele escuta o grito, para e manda chamá-lo! Os que queriam abafar o grito incômodo do pobre, agora, a pedido de Jesus, são obrigados a ajudar o pobre a chegar até Jesus.

Bartimeu larga tudo e vai até Jesus. Não tem muito. Apenas um manto. Mas era o que tinha para cobrir o seu corpo (cf. Ex 22,25-26). Era a sua segurança, o seu chão! Jesus pergunta: "O que você quer que eu faça?" Não basta gritar. Tem que saber por que grita! "Mestre, que eu possa ver novamente!" Bartimeu tinha invocado Jesus com ideias não inteiramente corretas, pois o título "Filho de Davi" não era muito bom.

O próprio Jesus o tinha criticado (Mc 12,35-37). Mas Bartimeu teve mais fé em Jesus do que nas suas ideias sobre Jesus. Assinou em branco. Não fez exigências como Pedro. Soube entregar sua vida aceitando Jesus sem impor condições. Jesus lhe disse: "'Tua fé te curou!' No mesmo instante, o cego recuperou a vista". Largou tudo e seguiu Jesus no caminho para o Calvário (10,52).

Sua cura é fruto da sua fé em Jesus (Mc 10,46-52). Curado, Bartimeu segue Jesus e sobe com ele para Jerusalém. Tornou-se discípulo modelo para Pedro e para todos nós que queremos "seguir Jesus no caminho" em direção a Jerusalém: acreditar mais em Jesus do que nas nossas ideias sobre Jesus! Nesta decisão de caminhar com Jesus estão a fonte da coragem e a semente da vitória sobre a cruz. Pois a cruz não é uma fatalidade, nem uma exigência de Deus. Ela é a consequência do compromisso assumido com Deus de servir aos irmãos e de recusar o privilégio.

 

ALARGANDO

A fé é uma força que transforma as pessoas

A Boa Nova do Reino anunciada por Jesus era como um fertilizante. Fazia crescer a semente da vida que estava escondida no povo, escondida como fogo em brasa debaixo das cinzas das observâncias sem vida. Jesus soprou nas cinzas e o fogo acendeu, o Reino desabrochou e o povo se alegrou. A condição era sempre a mesma: crer em Jesus.

A cura de Bartimeu (Mc 10,46-52) esclarece um aspecto muito importante da longa instrução de Jesus aos discípulos. Bartimeu tinha invocado Jesus com o título messiânico "Filho de Davi" (Mc 10,47). Jesus não gostava deste título (Mc 12,35-37). Porém, mesmo invocando Jesus com ideias não inteiramente corretas, Bartimeu teve fé e foi curado.

Diferentemente de Pedro (Mc 8,32-33), acreditou mais em Jesus do que nas ideias que tinha sobre Jesus. Converteu-se, largou tudo e seguiu Jesus no caminho para o Calvário (Mc 10,52). A compreensão plena do seguimento de Jesus não se obtém pela instrução teórica, mas sim pelo compromisso prático, caminhando com ele no caminho do serviço, desde a Galiléia até Jerusalém.

Quem insiste em manter a ideia de Pedro, isto é, do Messias glorioso sem a cruz, nada vai entender de Jesus e nunca chegará a tomar a atitude do verdadeiro discípulo. Quem souber crer em Jesus e fazer a "entrega de si" (Mc 8,35), aceitar "ser o último" (Mc 9,35), "beber o cálice e carregar sua cruz" (Mc 10,38), este, como Bartimeu, mesmo tendo ideias não inteiramente corretas, conseguirá enxergar e "seguirá Jesus no caminho" (Mc 10,52). Nesta certeza de caminhar com Jesus estão a fonte da coragem e a semente da vitória sobre a cruz.

 

Texto extraído do livro ''CAMINHANDO COM JESUS'' - Círculos Bíblicos sobre o Evangelho de Marcos. CEBI Publicações. Mais informações em vendas@cebi.org.br 


Fonte: CEBI Publicações


http://www.cebi.org.br/noticias.php?secaoId=1&noticiaId=3452

“Transgênicos não são alimentos, e sim mercadorias”

"Transgênicos não são alimentos, e sim mercadorias", aponta médico argentino

Em entrevista ao Saúde Popular, médico argentino analisa os danos causados por alimentos geneticamente modificados e agrotóxicos para as pessoas e a sociedade.

30 de outubro de 2015 11h57
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Do Saúde Popular


O médico argentino e membro da Rede Popular de Médicos da Argentina, Javier Balbea, esteve no Brasil para participar do seminário "A realidade dos agrotóxicos e transgênicos no Brasil e seus impactos sobre a saúde humana e ambiente", que ocorreu durante Feira Nacional da Reforma Agrária, em São Paulo, organizada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).


Em entrevista ao Saúde Popular, Balbea critica o uso dos transgênicos e agrotóxicos, pois acredita que eles são uma tecnologia que serve ao propósito de dominar os territórios dos países produtores.


Para o médico, o ato de comer e produzir alimentos está ligado diretamente à cultura dos povos, e isso está sendo ameaçado. "A produção transgênica é de mercadoria, não de alimentos. Isso vai na contramão da cultura dos povos".


Confira abaixo a entrevista de Javier Balbea ao Saúde Popular:


Qual o propósito de uma tecnologia como os transgênicos?


As tecnologias não são neutras. Elas são instrumentos políticos e algumas servem a determinados poderes para implementar determinadas ações.


Se uma tecnologia tem apoio de toda a indústria, vai ser criado um processo de legitimação social para que as pessoas a aceitem.


No caso dos transgênicos, eles servem para a dominação de alguns territórios pela produção de commodities [produtos primários] a favor do capital.


Você disse que comer é um ato cultural. Como os transgênicos mudam nossa forma de comer e produzir?


O alimento é muito mais que nutrientes. Às vezes, comemos sem ter fome, por uma relação social que se estabelece ao redor de produzir e preparar os alimentos.


Quando deixamos de produzir alimentos e passamos aos produtos transgênicos, que são mercadorias, não existe essa relação, porque é uma produção que vai na contramão da cultura dos povos.


Na Argentina, por exemplo, não temos a cultura de comer soja, mas temos uma expansão da fronteira agrícola baseada no cultivo de soja. No Brasil é o mesmo. É uma produção feita, especialmente, para a exportação, que atende ao interesse de outras nações.


Além disso, vários estudos mostraram que ingerir produtos transgênicos gera doenças, como mudanças no tubo digestivo, além da química associada ao produto geneticamente modificado: não há transgênico que não tenha em sua composição agrotóxicos.

21792084273_403f26e7a8_z.jpgBalbea participou de seminário durante a Feira Nacional da Reforma Agrária, que ocorreu entre os dias 22 e 25 de outubro, na capital paulista. Foto: Alexandre Gonçalves


Por que países como Brasil e Argentina continuam a usar agrotóxicos comprovadamente perigosos, que foram banidos em outros países?


Esses países, principalmente na Europa, decidiram por pressões populares e outros motivos que esses venenos causam danos à saúde. Mas em países como Brasil e Argentina, onde é mais fácil manipular a política, o uso continua.


São países que não são verdadeiramente soberanos, não podem articular suas próprias políticas; eles respondem às políticas que se desenvolvem nos países capitalistas centrais. Dependem dessa economia que se decide em outro lugar e é aplicada nos seus territórios. Há uma liberdade e impunidade que permite atravessar o direito dos povos.


Por que há um silêncio da comunidade científica sobre muitas denúncias e questionamentos em relação aos transgênicos?


Acredito que por é falta de conhecimento, pelo tipo de formação que existe, que naturaliza essas tecnologias como algo indispensável para a economia e a sociedade.


É o paradigma de que a economia pesa mais que a vida. Toda nossa vida passa pelo consumo. O econômico tem um valor que está acima de qualquer outro direito, é a forma de funcionar da sociedade.


E quando se pensa que não há alternativa, é uma vitória para essa forma de pensar dominante, que não nos deixa acreditar que há formas de produzir sustentáveis e que a saúde é algo utópico.


Mas, cada vez mais, o debate se vai dando de forma maior, em lugares mais importantes. O acúmulo de informação e o mal estar social que vai se gerando através desse tema já não permite que alguns olhem para o outro lado [e ignorem o assunto].


E como a rede de médicos da Argentina contribui para esse debate?


Quando os cientistas vão contra os interesses da indústria, eles são perseguidos, deixados de lado de cargos e carreiras, apenas por publicar o que acreditam ser correto.


É preciso ter um espaço onde os médicos, os profissionais da saúde e outras disciplinas se sintam seguros de poder investigar e compartilhar a informação.


Já realizamos três congressos de saúde ambiental, com pessoas que participaram de discussões sobre transgênicos, agrotóxicos, de modelos produtivos diferentes.


Esse processo criou uma união de cientistas comprometidos com a saúde e a natureza da América Latina. A rede tem sido um espaço que permite criar e contestar, sem que essas pessoas se sintam perseguidas pela indústria, tenham apoio e espaço para pensar outra ciência que esteja a favor dos interesses do povo.


http://www.mst.org.br/2015/10/30/transgenicos-nao-sao-alimentos-e-sim-mercadorias-aponta-medico-argentino.html


Annoni: 30 anos

Annoni: 30 anos

Na quinta-feira (29), os Sem Terra comemoram 30 anos de ocupação do latifúndio da Annoni , realizado no dia 29 de outubro de 1985. 

O vídeo apresenta um resgate histórico dos 30 anos da primeira ocupação do MST no Rio Grande do Sul e celebra os frutos da Reforma Agrária conquistados pelas famílias assentadas. 

VÍDEO:
https://www.facebook.com/MovimentoSemTerra/videos/986264888112892/?fref=nf

"A medicina cubana, que me ensinou que o bem mais importante é a vida humana acabou juntando as duas coisas. Aquilo que as famílias começaram a lutar por terra (...) se transformou em algo muito maior e mais bonito, que é o sonho de transformar a sociedade brasileira, para que todos tenham acesso a viver bem, como aquelas famílias da fazenda Annoni, que hoje vivem bem", comemora Marcos Tiaraju, médico, filho da militante Roseli Nunes. A primeira criança a nascer na ocupação da Annoni.'

Cancion con todos

Salgo a caminar
Por la cintura cosmica del sur
Piso en la region
Mas vegetal del viento y de la luz
Siento al caminar
Toda la piel de america en mi piel
Y anda en mi sangre un rio
Que libera en mi voz su caudal.

Sol de alto peru
Rostro bolivia estaño y soledad
Un verde brasil
Besa mi chile cobre y mineral
Subo desde el sur
Hacia la entraña america y total
Pura raiz de un grito
Destinado a crecer y a estallar.

Todas las voces todas
Todas las manos todas
Toda la sangre puede
Ser cancion en el viento
Canta conmigo canta
Hermano americano
Libera tu esperanza
Con un grito en la voz