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pergunta:

"Até quando vamos ter que aguentar a apropriação da ideia de 'liberdade de imprensa', de 'liberdade de expressão', pelos proprietários da grande mídia mercantil – os Frias, os Marinhos, os Mesquitas, os Civitas -, que as definem como sua liberdade de dizer o que acham e de designar quem ocupa os espaços escritos, falados e vistos, para reproduzir o mesmo discurso, o pensamento único dos monopólios privados?"

Emir Sader

4.8.14

O antissemita, o racista, o machista e a inveja

O antissemita, o racista, o machista e a inveja

Publicado em 4 de agosto de 2014
O antissemitismo é antigo, multi causal e multi facetado.
Para alguns pesquisadores seria, basicamente, uma discriminação religiosa.
O racismo seria uma visão equivocada da biologia a serviço de uma determinada supremacia grupal.
Aqui no Brasil é traduzida por uma pretensa superioridade dos brancos sobre índios e negros.
E o machismo seria a idéia preconcebida da superioridade do homem sobre a mulher.


Mesmo organizados, estes grupos discriminados, não conseguem prevenir a ocorrência de atos hostis contra eles.
Inclusive com o recente auxílio do Direito que criminaliza estas condutas.
A inconformidade com os ataques tende a aumentar por não se sentirem inferiores a seus algozes.
E da maior conscientização de que o problema das discriminações está na mente do discriminador. 
E cada vez mais trazem argumentos em que demonstram os valores de seus grupos.
Na expectativa que estes valores previnam essas Condutas Discriminatórias.
Vejamos alguns exemplos desta argumentação, inevitavelmente, ineficaz.


Os judeus argumentam com a grande quantidade de seus membros que já receberam o Premio Nobel.
E que Israel é um dos mais avançados centros tecnológicos da atualidade do qual o mundo todo se beneficia.
Atos racistas são freqüentemente perpetuados contra jogadores de futebol.
Famosos, ricos e muito valorizados pela importância que nós brasileiros damos a este esporte.
E as mulheres também tem uma argumentação de peso.
Todo homem teve uma mulher importante em sua vida que foi sua mãe.
E nem isto inibe a conduta machista.


Todas estas argumentações nos leva a pensar que estas condutas discriminatórias podem ser potencializadas por inveja.
Para muitos o Premio Nobel desperta admiração e inveja.
Ser negro, famoso e rico no Brasil também.
Ter sido gerado, alimentado, criado, educado por uma mulher.
E depender de outra para ter filhos, também pode despertar admiração e inveja.
Conclusão: a criminalização e a argumentação, que é uma forma de educação dirigida, não inibem a Conduta Discriminatória.
 
 
 
Telmo Kiguel
Médico psiquiatra
Psicoterapeuta


http://saudepublicada.sul21.com.br/2014/08/04/1-o-antissemita-o-racista-o-machista-e-a-inveja/

Um Genocídio em Gaza

4/ago/2014, 8h42min

Um Genocídio em Gaza

O absurdo do que está ocorrendo em Gaza não tem fim. Sim, aquele povo que faz questão de lembrar à toda a humanidade o seu sofrimento no holocausto nazista, pratica à dezoito dias, um genocídio cruel contra um povo indefeso. O governo de Israel não enfrenta o governo do Hamas ou da OLP. Ataca o povo, cidadãos desarmados, indefesos, encurralados. E tudo em nome da legítima defesa, que ironia. O mesmo argumento que os EUA utilizaram para invadir o Afeganistão, o Iraque e quase conseguiram invadir a Síria. É uma ferida que sangra no peito da humanidade. Tudo assistido pelos telejornais como se fosse mais uma notícia fútil. Os governos ditos democráticos, dentre eles o próprio governo brasileiro, se limitam a pedir explicações aos embaixadores israelenses. Uma diplomacia ineficaz frente as mortes diárias de crianças, mulheres, idosos e jovens.

O que fez o povo palestino para ser tratado desta forma? O ódio contra o ocidente será perpetuado por quantas gerações depois destes sessenta anos de escravidão, isolamento e dor?

Me pergunto porque não estão sendo organizadas missões diplomáticas de líderes mundiais se dirigindo à Gaza a fim de servir como escudo humano contra estes assassinatos. Aliás, Cuba vive há cinquenta e cinco anos um bloqueio internacional praticado por dezena de países simplesmente porque seu povo quer decidir seu próprio destino. Cuba não praticou nenhum crime contra qualquer país vizinho. Limita-se a querer decidir sobre si mesmo. E, por isso, por ousar querer ser um estado independente e autônomo, sofre embargos e bloqueios que limitam sua qualidade de vida e seu desenvolvimento. Mas, apesar disso, exporta médicos e professores. Já Israel, desrespeita as resoluções da ONU, pratica genocídio em massa contra crianças indefesas e não recebe nenhum sanção ou reprimenda da chamada comunidade internacional. É muito difícil ficar impassível frente a tanta injustiça e crueldade. Sabe-se que a culpa não é do povo judeu mas de seus líderes. Aliás, muitos judeus e judias vieram à público criticar a ofensiva militar deste governo autoritário e desumano. Mas não é suficiente. É preciso mais. Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília realizaram vigílias em apoio ao povo palestino. Mas é preciso mais. Os governos do Equador e Bolívia chamaram os embaixadores de Israel para pedir explicações. Mas é preciso mais. É preciso uma mobilização mundial pelo direito ao estado palestino, soberano e autônomo.

As guerras somente tem o poder de gerar mais violência. Veja-se o que está ocorrendo com o chamado grupo ISIS que foi alimentado militar e estrategicamente pelos EUA contra o governo de Bashar al-Assad. Agora, estes grupos de mercenários, voltam-se contra tudo e todos gerando maior insegurança, violência e mortes por onde passam. Por isso, a estratégia norte-americana e israelense de impor a paz pela força das armas nunca deu e nem dará certo. Por isso, infelizmente, Israel está plantando sua própria destruição. A violência provocada contra um povo indefeso tem o poder de liberar a energia de milhares de bombas atômicas que cairão sobre seu povo, lentamente, por décadas. Continuando esta política, num futuro próximo, não haverá lugar no mundo em que um judeu, mesmo que honesto e pacífico, possa viver em paz sem medo de represálias ou vingança. O governo de Israel não construirá um futuro de paz com tantas violações à dignidade humana.

A paz é uma conquista diplomática resultado de um longo processo de convencimento de que não haverá agressões, mesmo nos momentos mais agudos de divergência e conflitos. A paz precisa nascer, primeiro, no coração e nas mentes dos mais fortes. É resultado de um sentimento de solidariedade e respeito ao direito do outro. Não é uma imposição política ou militar. A paz é uma opção consciente de quem quer um outro mundo possível. Mas enquanto os seres humanos não recuperam a razão, rogo à Allah e a Yahvéh, primeiramente, e à todas as demais divindades como Vishnu o deus protetor do hinduísmo, Buda, Ogum, Oxum, Iemanjá, Isis, Kumari e até mesmo ao Deus dos cristãos para que operem suas energias contra a violência que está operando na faixa de Gaza e protejam as crianças palestinas de todo o mal.

Mauri Cruz é advogado socioambiental com especialização em direitos humanos, professor de pós graduação em direito à cidade e Mobilidade urbana, diretor regional da Abong.


http://www.sul21.com.br/jornal/um-genocidio-em-gaza/


40 anos do martírio de Frei Tito

40 anos do martírio de Frei Tito

Publicado em 24/07/2014

por Frei Betto, do Coletivo Frei Tito Vive

Em agosto faz 40 anos que frei Tito de Alencar Lima foi induzido ao suicídio, na França, devido às torturas sofridas sob a ditadura militar no Brasil. Tinha 28 anos. Fomos companheiros na Ação Católica, na Ordem Dominicana e no Presídio Tiradentes.

Na sexta, 8 de agosto, haverá celebração eucarística, às 19h, na Igreja de São Domingos, em São Paulo (rua Caiubi, 164), de onde Tito, em companhia de outros frades, foi retirado pelo delegado Fleury, em novembro de 1969, para ser seviciado no DEOPS.

Preso até janeiro de 1971, Tito foi libertado graças ao sequestro do embaixador suíço. Banido do Brasil e enviado para o Chile, refugiou-se na França.

No sábado, 9 de agosto, a partir de 9h30, haverá o seminário "Frei Tito e a revolução brasileira", no auditório do Colégio Rainha da Paz (R. D. Elisa de Moraes Mendes 39, Alto de Pinheiros, São Paulo).

Alfredo Bosi abordará "Recordar frei Tito hoje". João Pedro Stédile e padre José Oscar Beozzo falarão sobre "Sentido histórico da ditadura civil-militar no Brasil e o papel da Igreja na resistência armada".

Após o almoço comunitário (a preço de R$ 8), Mariana Pasqual Marques e Ivo Lesbaupin abordarão "Educação popular como caminho para a libertação".

O tema "Socialismo e lutas contemporâneas" será tratado pelo Levante Popular da Juventude e por mim. O evento se encerra às 17h.

Inscrições (gratuitas) e informações pelo blog e pelo facebook.

#FreiTitoVive

Recordar o testemunho militante de frei Tito neste ano de 2014, que marca o cinquentenário do golpe militar, é resgatar o exemplo de todos, homens e mulheres, que lutaram na resistência à ditadura.

O Brasil ainda guarda fortes sequelas dos 21 anos de regime militar (1964-1985) e nossa democracia permanece dominada pelos mesmos grupos econômicos que, patrocinados pela Casa Branca, subverteram nossa ordem constitucional e implantaram o terror como forma de governo.

Comemorar (no sentido de fazer memória) frei Tito é combater o memoricídio, esse empenho das forças conservadoras para impedir que os jovens conheçam a história recente do Brasil.

É estarrecedor constatar que, ainda hoje, nossas Forças Armadas, em resposta cínica e mentirosa à Comissão Nacional da Verdade, declarem que nenhuma instalação militar foi utilizada no período da ditadura para violar direitos humanos…

Tito, Rubens Paiva, Stuart Angel e tantos outros que perderam a vida em mãos de militares torturadores e assassinos são homens insepultos. O exemplo e o sacrifício deles clamam por justiça e fortalecem a esperança de tantos que, hoje, nas ruas, lutam por direitos sociais, pelo aprimoramento de nossa democracia (votemos no plebiscito pela reforma política na Semana da Pátria!) e por alternativas ao capitalismo, que aprofunda a desigualdade e a exclusão sociais.


http://freititovive.wordpress.com/

BOICOTE - ISRAEL

Boicotta Israele

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Per chi volesse boicottare i prodotti israeliani come arma di pressione per ottenere la cessazione del blocco di Gaza e la fine dell'occupazione dei territori palestinesi segnaliamo i principali prodotti israeliani in commercio, nonché i prodotti delle imprese che sostengono lo Stato di Israele



I prodotti israeliani  (Il codice barra sulla maggior parte prodotti israeliani comincia con 729):

- Carmel (frutta e verdura) - Jaffa (frutta e verdura) - Kedem (avocadi) - Coral (ciliege) - Top (frutta e verdura) - Beigel (biscotti aperitivi) - Hasat (agrumi) - Sabra (pasti completi) - Osem (minestre, snacks, biscotti, pasti completi preparati) - Dagir (conserve di pesci) - Holyland (miele, erbe) - Amba (conserve) - Green Valley (vino) - Tivall (prodotti vegetariani) - Agrofresh (cetrioli) - Jordan Valley (datteri) - Dana (pomodori ciliege) - Epilady (apparecchi di depilazione) - Ahava (cosmetici del mare morto)



I prodotti delle imprese che sostengono lo Stato di Israele (USA o europee):


COCA-COLA - Marche del gruppo: Aquarius, Cherry Coke, Fanta, Nestea, Sprite, Minute Maid, Tropical. Quest'impresa sostiene lo Stato di Israele dal 1966.

DANONE - Marche del gruppo: Arvie, Badoit, Belin, Blédina, Phosphatine, Chipster, Evian, Galbani, Gervais, Heudebert, Lu, Taillefine, Volvic. Danone ha appena investito nel Golan, territorio siriano occupato dal 1967 da Israele.

NESTLÉ - Marche del gruppo: Aquarel, Cheerios, Crunch, Frigor, Friskies, Galak, Golden Grahams, Kit Kat, Maggi, Mousline, Nescafé, Ricoré, Quality Street, Vittel, Perrier, Buitoni. La società svizzera possiede il 50,1% dei capitali della catena alimentare Osem israeliana. La ditta è accusata dagli anni 50 di distruggere l'economia e la salute dei popoli del terzo mondo, in particolare con l'imposizione dei suoi latti in polvere per bambini in Africa, in Asia ed in America latina.

INTEL - questa grande impresa produce la maggior parte dei chip PENTIUM 4 utilizzati dagli elaboratori PC nella sua fabbrica di Kyriat Gat, installato nel sito di Iraq Al-Manshiya, un villaggio palestinese raso al suolo dopo il suo sgombro nel 1949 da parte dei soldati egiziani. 2.000 abitanti furono cacciati della loro terra, nonostante un impegno scritto dei sionisti, sorvegliato dalle Nazioni Unite, di non toccare la popolazione. Una campagna dei loro eredi agli USA nel 2003 ha indotto INTEL a sospendere un progetto d'investimento di 2 miliardi di dollari per un'ampliamento della fabbrica Fab 18 di Kyriat Gat.

L'Oréal - Marche del gruppo: Biotherm Cacharel Giorgio Armani Parfums, Lancôme, Vichy, Roche-Posay, Garnier, Helena Rubinstein, Gemey-Maybelline, Jean-Louis David Shampooings, Le Club des créateurs de beauté (vendita di prodotti cosmetici per corrispondenza), Redken 5th Avenue, Ralph Lauren profumi, Ushuaïa.
L'Oréal ha anche investito milioni creando un'unità di produzione a Migdal Haemeck, a tal punto che il congresso ebreo americano ha espresso la sua soddisfazione nel vedere L'Oréal "diventare un amico caloroso dello Stato di Israele".

ESTÉE LAUDER - Marche del gruppo: Aramis, Clinique, La Mer, DKNY, Tommy Hilfiger
Oltre ai suoi investimenti, il direttore è il presidente di una delle organizzazioni sioniste più potenti negli US, il Fondo Nazionale Ebreo.

DELTA GALIL - quest'impresa israeliana è specializzata nel subappalto di prodotti tessili in particolare in quello degli indumenti intimi. Numerosi indumenti intimi di marchi stranieri provengono così direttamente dalle fabbriche di delta Galil. È il caso di Marks & Spencers, Carrefour (Tex), Auchan, Gap, Hugo Boss, Playtex, Calvin Klein, Victoria's Secret, DKNY, Ralph Lauren.

LEVI STRAUSS JEANS E CELIO (depositi specializzati negli abiti per uomini)
Quest'imprese finanziano le nuove colonie in Palestina ma anche le scuole degli estremisti religiosi nel mondo.

TIMBERLAND (abiti, scarpe, calzini) - come il suo omologo Ronald Lauder, il Presidente di Timberland Jeffrey Swartz è un membro attivo della lobby sioniste US. Ha incoraggiato la Comunità ebrea US a trasferirsi in Israele ma anche inviato soldati israeliani per dirigere la propaganda pro-israeliana negli USA.

DISNEYLAND - l'impresa Disney non ha nulla di idilliaco e contribuisce, con il suo sostegno ad Israele, a seminare la morte in Palestina. Approva così tacitamente l'occupazione illegale di Gerusalemme-Est facendo di Gerusalemme in occasione di un'esposizione al centro Epcot in Florida la capitale di Israele, ciò in violazione delle risoluzioni internazionali dell'ONU.

NOKIA - il gigante finlandese della telefonia commercia attivamente con lo Stato di Israele. In un'intervista al Gerusalemme Post, il direttore del gruppo dichiarava: che Israele faceva parte delle priorità dell'impresa. Un centro di ricerca Nokia è così nato in Israele.

MC DONALD'S - impresa emblematica dell'imperialismo culturale US, la celebra catena di ristoranti fast food porta un sostegno non trascurabile allo Stato israeliano. McDonald's dispone di 80 ristoranti in Israele e vi impiega quasi 3000 dipendenti. Proibisce al suo personale di parlare arabo. Agli USA, l'impresa appare fra i partner dell'organizzazione sionista "Jewish Community„ con sede a Chicago. Quest'organizzazione lavora infatti per il mantenimento dell'aiuto militare, economico e diplomatico fornito dagli USA ad Israele.

CATERPILLAR (attrezzature per costruzioni ma anche, abiti, scarpe) - un'ampia campagna deve essere condotta per denunciare la partecipazione criminale di Caterpillar alle distruzioni delle case in Palestina con i suoi bulldozer giganti. È con un Caterpillar che la pacifista americana ebrea Rachel Corrie è stata uccisa da un soldato israeliano nel 2003.

La catena alberghiera ACCORHOTEL (Etap, Ibis, Mercure, Novotel, Sofitel) - questa catena ha molti hotel in Israele, e recentemente, essa ha aperto una succursale nei territori siriani occupati, il Golan.

Le catene alimentari presenti nelle colonie israeliane: Domino Pizza, Pizza Hut, Häagen Daaz, Burger King

Altri prodotti: Sigarette Morris (tra cui Marlboro), prodotti Kimberly-Clarck (Kleenex, Kotex, Huggies), SanDisk (informatica), Toys RUS (giocattoli).



http://www.ossin.org/israele/boicotta-israele.html

Pelo fim do massacre em Gaza

Pelo fim do massacre em Gaza

Publicado em 01/08/2014 | 

gzblogfin

"Nós, editores, escritores, professores e artistas, exigimos o imediato fim do massacre em Gaza. O mundo não pode assistir em silêncio ao extermínio do povo palestino; defendemos que nossos governantes rompam relações diplomáticas e comerciais com Israel, tal como foi feito com a África do Sul do apartheid."

Saiba como aderir à petição "Governo de Israel: queremos o fim do massacre em Gaza", assinada, entre outros, por David Harvey, Mike Davis, Frei Betto, Chico de Oliveira, Antonino Infranca, Domenico Losurdo, Emir Sader, Erminia Maricato, Istvan Mészáros, Leandro Konder, Maria Rita Kehl, Michael Löwy, Vladimir Safatle, Miguel Urbano Rodrigues, Ricardo Antunes e Ruy Braga. [assine aqui]

ARTIGOS NO BLOG DA BOITEMPO
[clique nos links ao final de cada trecho para ler o texto completo]

"O que os judeus e os palestinos têm em comum é o fato de uma existência diaspórica fazer parte de suas vidas, parte de sua própria identidade. E se ambos se unissem na base deste aspecto – não na base de ocuparem, possuírem ou dividirem o mesmo território, mas na de manterem-no partilhado, aberto como refúgio aos condenados à errância? E se Jerusalém se transformasse não no lugar de um ou do outro, mas no lugar dos sem-lugar?"

— Slavoj Žižek, "O circulo de giz de Jerusalém".

"O plano de Israel não é apenas manter a terra e povoá-la com colonos armados assassinos que, protegidos pelo exército, levam a destruição aos pomares, às crianças em idade escolar e aos lares palestinos; o projeto israelense é fazer regredir a sociedade palestina, tornar a vida impossível para a população local, com o objetivo de obrigar os palestinos a sair, a desistir de sua terra de alguma forma ou a fazer algo insano, como explodir a si mesmos."

Edward Said, "A ocupação é a atrocidade".

"Caminhamos neste momento em Gaza para o maior genocídio do século 21. E há os que insistem no cínico argumento do direito à autodefesa de Israel. A hipocrisia chega ao máximo quando acusa os críticos do terrorismo israelense de antissemitas. É uma inversão de valores. Ou melhor, é a história contada pelos vencedores. É possível que Benjamin Netanyahu, comandante do massacre em Gaza, ainda receba o Prêmio Nobel da Paz. E que os palestinos, após desaparecerem do mapa, passem para a história como um povo bárbaro e terrorista."

— Guilherme Boulos, "A Palestina apagada do mapa".


ATO CONTRA O MASSACRE EM GAZA
Liberdade aos presos políticos no Brasil
[página do evento]

chega

Com coordenação de Osvaldo Coggiola, ocorre na segunda-feira, dia 11 de agosto, às 19h, o "ato contra o massacre em Gaza" no departamento de História da USP. Em regime de greve, falam, no ato, representantes estudantis, funcionários e docentes de várias faculdades da USP, além de representantes de diversos partidos de esquerda, movimentos sociais e institutos culturais: Arlene Clemesha (Docente USP), Guilherme Boulos (MTST),  Magno de Carvalho (Sintusp), Dirceu Travesso (CSP-Conlutas), Fabiana Marchetti (DCE-USP), Lincoln Secco (Docente USP), Mauro Iasi (PCB), Sean Purdy (Docente USP), Chico Miraglia (Docente USP), Gilberto Maringoni (PSOL), Valter Pomar (PT), Valério Arcary (PSTU), Jamil Haddad (PCdoB), Soraya Misleh (Instituto de Cultura Árabe), Jorge Luiz Souto Maior (Docente USP e Juiz do Trabalho), Osvaldo Coggiola (Docente, USP).

SUGESTÕES DE LEITURA
[lista completa]

Cultura e política
Edward W. Said

Nesta coletânea organizada por Emir Sader, Said imprime uma visão universalista em suas análises sobre a questão palestina, inserindo-a no conjunto das grandes lutas pelo reconhecimento de todos os povos a afirmar sua identidade e ter sua expressão política.

Freud e os não-europeus
Edward W. Said

Último livro de Said, intelectual palestino e um dos maiores militantes pela paz na região, trata-se de um livro polêmico, que com grande humanismo e erudição questiona as versões e ficções que estão nas raízes dos fundamentalismos.

Marxismo e judaísmo: história de uma relação difícil
Arlene Clemesha

As delicadas relações desde o surgimento do marxismo até o período entreguerras no século XX, época em que o regime nazista preparava o holocausto; o antissemitismo não é uma ideologia exclusivamente de direita.

O universalismo europeu: a retórica do poder
Immanuel Wallerstein

A retórica das potências dominantes para justificar seu império é o tema deste livro: Como os poderosos criam narrativas e conceitos que justificam ataques com interesses econômicos e geopolíticos contra outros países?

Sobre a questão judaica
Karl Marx

Reflexões sobre as condições dos judeus alemães em meados do século XIX e estabelece propostas para a solução de suas questões concretas. Mais do que a análise de uma conjuntura específica, esta obra traduz a passagem definitiva ao materialismo histórico.

Violência, seis reflexões laterais
Slavoj Žižek

Em breves e provocativos ensaios, Žižek lança novas bases para a reflexão acerca do fenômeno moderno da violência e da sua irrupção aparentemente irracional, afirmando-se como um dos mais eruditos, incendiários (e baderneiros) pensadores radicais de nosso tempo.

"Todos desejamos a paz, é óbvio. Porém, um fato que não podemos esquecer é que são os vencedores, os detentores do poder, por definição os maiores interessados na "paz". Para eles, essa palavra significa: "Mantemos nosso poder". Nesse sentido, é claro que Israel está sinceramente interessado em paz na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. Mas um tipo de paz em que, em 30 ou 40 anos, não haja mais palestinos na região, totalmente assimilados por uma maioria israelense. Este é o problema para mim: "anseios de paz" onde o que existe, de fato, é violência. Claro que sou contra o terrorismo palestino que mata mulheres e crianças israelenses. Mas é preciso ter em mente que, ainda que nenhum protesto ou atentado terrorista ocorra na Faixa de Gaza, uma violência diária prossegue ali. Por que só vemos a violência quando algo muda? E ela é invisível no que permanece?"

— Slavoj Žižek, em entrevista sobre o livro Violência, seis reflexões laterais a Ivan Marsiglia, no jornal O Estado de São Paulo, "Ela está no meio de nós".


http://blogdaboitempo.com.br/2014/08/01/pelo-fim-do-massacre-em-gaza/

1.8.14

Jornal mostra balneário que aeroporto reformado por Aécio, em região onde ele herdou terras, pretendia “beneficiar”


publicado em 1 de agosto de 2014 às 12:38

Captura de Tela 2014-08-01 às 12.12.01

A pista, abandonada

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O balneário, abandonado

Foto publicada pela Folha Regional, que traz notícias de Taiobeiras, Salinas, São João do Paraíso, Rio Pardo de Minas e outras cidades da região Alto Rio Pardo

Governo de MG reformou pista de aeroporto em cidade com agropecuária do pai de Aécio

Obra em Montezuma foi realizada na gestão de tucano

POR CHICO DE GOIS

25/07/2014 6:00 / ATUALIZADO 31/07/2014 11:01

Em O Globo

BRASÍLIA — Quando o candidato à Presidência pelo PSDB, Aécio Neves, era governador de Minas Gerais, o Executivo estadual autorizou a contratação de uma empresa para fazer obra de pavimentação, sinalização e conservação do aeroporto de Montezuma, norte do estado, onde o pai dele, o ex-deputado federal Aécio Cunha, fundou uma agropecuária. Cunha morreu em outubro de 2010; Aécio e as irmãs herdaram a empresa. A tomada de preços teve como vencedora a Construtora Pavisan Ltda., por R$ 268.460,65. O extrato do contrato foi publicado no Diário Oficial de Minas em 5 de abril de 2008, quando Aécio era governador.

No local, havia uma pista de cascalho, construída na gestão de Newton Cardoso (PMDB). Ele também tem negócios no município. As obras no aeroporto fazem parte do mesmo programa que permitiu a construção de uma pista num imóvel que foi desapropriado do tio-avô de Aécio, em Cláudio.

A assessoria de imprensa de Aécio remeteu ao governo de Minas a explicação sobre a reforma da pista e disse que o tucano não foi responsável pela construção do aeroporto. O governo de Minas informou que o aeroporto foi construído há 30 anos e, nos últimos 12, passou por melhorias. A última custou R$ 309 mil para "melhorias na pista de pouso existente". O governo sustenta ainda que Montezuma "está situada em uma das regiões mais pobres do estado e tem como principal eixo estratégico para o seu desenvolvimento a atividade turística a ser desenvolvida a partir do balneário de água quente" (grifo do Viomundo).

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Da Folha Regional

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Ilustração acima da Rede Brasil Atual

PS do Viomundo: Com quem as construtoras Pavisan e JRN contribuiram nas campanhas eleitorais mais recentes? Uma vez que o dinheiro foi oriundo, nos dois casos — aeroporto e balneário — do governo de Minas Gerais, não houve coordenação do investimento para o aeroporto eventualmente beneficiar o balnerário? Quantos aviões pousaram em Montezuma trazendo turistas? Que tipo de avião poderia pousar em Montezuma trazendo turistas? Jatinhos? Qual é a linha aérea regional que faria a ligação até Montezuma na expectativa de levar apenas turistas para uma cidade de 8 mil habitantes? Isso lá é "choque de gestão"?


http://www.viomundo.com.br/denuncias/jornal-mostra-balneario-abandonado-que-aeroporto-reformado-por-aecio-pretendia-beneficiar.html


Día de la Pachamama o el día de la Gran Madre Tierra

#CULTURA | Los pueblos indígenas que habitan el noroeste de Argentina, Bolivia y Perú, celebran este viernes como todos los 1 de agosto, el Día de la Pachamama o el día de la Gran Madre Tierra, la diosa suprema. http://bit.ly/UFIfHB


Pueblos suramericanos celebran día de la Pachamama

Pueblos aborígenes celebran el día de la Pachamama.

Pueblos aborígenes celebran el día de la Pachamama.

Fecha de publicación 1 agosto 2014

El Día de la Pachamama es un día de agradecimiento en el que se realizan diferentes actos, donde se le da a la Madre Tierra distintos tipos de ofrendas –comidas, bebidas y hojas de coca-.

Los pueblos aborígenes que habitan el noroeste de Argentina, Bolivia y Perú, celebran este viernes como todos los 1 de agosto, el Día de la Pachamama o el día de la Gran Madre Tierra, la diosa suprema.

Aunque se celebra el 1 de agosto, sus fiestas se extienden durante todo el mes, que está consagrado enteramente a la Pachamama.

El Día de la Pachamama es un día de agradecimiento en el que se realizan diferentes actos donde se le da a la Madre Tierra distintos tipos de ofrendas –comidas, bebidas y hojas de coca-.

La veneración varía de acuerdo a los distintos lugares y costumbres. El 1 de agosto se impone tomar una copita de caña con ruda para que las malas ondas se vayan.


http://www.telesurtv.net/news/1-de-Agosto-dia-de-la-Pachamama-20140801-0037.html


Carta de Tariq Salsa, artista palestino, de Belém - Palestina

El vocalista de Calle 13 compartió una carta recibida a través de Twitter (EFE)

El vocalista de Calle 13 compartió una carta recibida a través de Twitter (EFE)

El vocalista de la agrupación puertorriqueña, René Pérez Joglar, compartió una carta enviada por un artista palestino sobre los ataques israelíes contra Gaza. 

El líder de la banda puertorriqueña Calle 13, René Pérez Joglar, compartió a través de la red social Twitter una carta que le hizo llegar un artista palestino, víctima de los ataques israelíes que hasta la fecha han dejado mas de mil 400 muertos en la Franja de Gaza.

En la misiva, el palestino llamado Tariq Salsa relata la situación actual de la Franja, y enfatiza en el peligro que corren los niños de Palestina, por quienes el artista pide el cese de la guerra y la ofensiva del régimen israelí. 

Pérez escribió en su cuenta @Calle13Oficial: "Quiero compartir con ustedes una carta que me mandó al email Tariq, un artista y amigo palestino", entre cuyas líneas puede leerse "Ellos soñaban, imaginaban un futuro. Ellos reclamaban, reclamaban sus derechos humanos. Por eso murieron"

"Nuestros niños anhelan nadar en el mar. Sueñan con jugar en las casas robadas a sus abuelos, con subir las montañas de una Palestina ocupada, con moverse alrededor de su tierra sin bloqueos, sin ser perseguidos. Sueñan con ir a lugares sin necesitar permisos especiales (...) Hay una nación entera siendo extinguida sin que a nadie le importe. Hay gente muriendo y convirtiéndose en tal solo números", relata parte de la carta de Salsa.

Carta de Tariq Salsa, artista palestino, de Belém - Palestina:Ver imagen en Twitter

http://www.telesurtv.net/news/Calle-13-se-une-a-duelo-palestino-20140731-0114.html



Cancion con todos

Salgo a caminar
Por la cintura cosmica del sur
Piso en la region
Mas vegetal del viento y de la luz
Siento al caminar
Toda la piel de america en mi piel
Y anda en mi sangre un rio
Que libera en mi voz su caudal.

Sol de alto peru
Rostro bolivia estaño y soledad
Un verde brasil
Besa mi chile cobre y mineral
Subo desde el sur
Hacia la entraña america y total
Pura raiz de un grito
Destinado a crecer y a estallar.

Todas las voces todas
Todas las manos todas
Toda la sangre puede
Ser cancion en el viento
Canta conmigo canta
Hermano americano
Libera tu esperanza
Con un grito en la voz