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pergunta:

"Até quando vamos ter que aguentar a apropriação da ideia de 'liberdade de imprensa', de 'liberdade de expressão', pelos proprietários da grande mídia mercantil – os Frias, os Marinhos, os Mesquitas, os Civitas -, que as definem como sua liberdade de dizer o que acham e de designar quem ocupa os espaços escritos, falados e vistos, para reproduzir o mesmo discurso, o pensamento único dos monopólios privados?"

Emir Sader

22.2.17

Livro 'A Outra Face de Sérgio Moro' é lançado no Rio de Janeiro

Livro com crônicas escritas por Emanuel Cancella é lançado na Livraria Folha Seca, no Rio de Janeiro, às 18h.

Para o autor, Moro foi erguido à condição de "herói nacional" e cumpre papel central num esquema que envolve os interesses das gigantes petrolíferas americanas Shell, Chevron e Exxon, que colocaram os olhos no pré-sal do Brasil. https://goo.gl/WSJoid



DIREITA INCOMODADA

Livro 'A Outra Face de Sérgio Moro' é lançado no Rio de Janeiro

Obra reúne crônicas de Emanuel Cancella, autor que está sendo processado pelo juiz. No livro, ele defende que a Lava Jato está a serviço dos interesses das gigantes petrolíferas norte-americanas
por Redação RBA publicado 21/02/2017 17h36, última modificação 21/02/2017 18h18
LULA MARQUES
Sérgio Moro

Incomodado com as afirmações, Sérgio Moro move processo contra o autor do livro

São Paulo – Escrito por Emanuel Cancella, o livro A Outra Face de Sérgio Moro será lançado nesta terça-feira (21), a partir das 18 horas, na tradicional Livraria Folha Seca, no centro do Rio de Janeiro.

"É uma alegria poder anunciar essa parceria com a livraria Folha Seca, tão identificada com a cultura do Rio de Janeiro. Todos sabem que é um espaço que reúne formadores de opinião, pesquisadores e produtores culturais. Acredito que isso vai proporcionar uma maior divulgação do meu livro, e fazer com que as pessoas saibam de fato o que está por trás dessas investigações que no fundo têm o objetivo de destruir a Petrobras e o patrimônio brasileiro", afirma Emanuel Cancella, coordenador da Secretaria Geral do Sindicato dos Petroleiros do Estado do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ) e da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP).

RBAA outra face de Sérgio Moro
Livro de Emanuel Cancella denuncia os interesses do juiz Moro

O autor está sendo processado pelo juiz Sérgio Moro, por meio do Ministério Público Federal (MPF), acusado de crime contra a honra do servidor público federal.

As crônicas de Emanuel Cancella, produzidas entre 2014 e 2016, revelam o que o autor define como a "outra face de Sérgio Moro", juiz que ele acredita ser peça-chave no golpe judiciário e midiático que depôs a ex-presidenta Dilma Rousseff.

Segundo Cancella, a Petrobras começou a ter sua imagem destruída em março de 2014, ainda no começo da Operação Lava Jato. Para o autor, Sérgio Moro foi erguido à condição de "herói nacional" e cumpre papel central num esquema que envolve os interesses das gigantes petrolíferas americanas Shell, Chevron e Exxon, "que construíram sua história e riqueza corrompendo, poluindo e matando, na África e Oriente Médio" e colocaram os olhos no pré-sal do Brasil.



La victoria de Lenín en Ecuador es contundente, asegura Serrano

"Una victoria con más de once puntos de diferencia es una victoria contundente", afirmó el economista y académico español, Alfredo Serrano, durante una entrevista para el programa #EnClavePolítica, transmitido por teleSUR.






    La derecha utiliza "sumas sencillas para mandar un mensaje falaz a la ciudadanía".

    La derecha utiliza "sumas sencillas para mandar un mensaje falaz a la ciudadanía". | Foto: teleSUR

    Publicado 21 febrero 2017 (Hace 11 horas 33 minutos)

    El economista español, Alfredo Serrano, denunció que la derecha ecuatoriana busca crear un escenario de ingobernabilidad en el país suramericano. 

    "Una victoria con más de once puntos de diferencia es una victoria contundente", afirmó el economista y académico español, Alfredo Serrano, durante una entrevista para el programa Enclave Política, transmitido por teleSUR. 

    "Es curioso que el candidato opositor Guillermo Lasso diga que hay un 60 por ciento en contra de Lenín (Alianza PAÍS) porque Lasso tiene un 70 por ciento en su contra", explicó Serrano y añadió que la derecha utiliza "sumas sencillas para mandar un mensaje falaz a la ciudadanía. La matemática electoral es como siempre muy agradable para todos los perdedores". 

    Con respecto al supuesto fraude denunciado por la derecha ecuatoriana, el economista aseguró que la derecha busca anticipar un escenario de fraude por si no logran llegar al poder a través de las elecciones.

    "El vicepresidente del binomio de derecha ya estaba cantando fraude al comienzo de la jornada electoral sin ningún tipo de prueba, obviando que ese mismo Consejo Electoral validó su victoria como alcalde de Quito", señaló Serrano y añadió: "No están respetando a la población que falta por escrutar y quieren instaurar un estado de ingobernabilidad en Ecuador". 

    Por su parte, las declaraciones del presidente Rafael Correa y el candidato Lenín Moreno "son de absoluto respeto hacia el CNE (Consejo Nacional Electoral), sin ningún tipo de cerco y manifestación violenta", observó Serrano. 

    >> Alianza PAIS denuncia irregularidades en actas de elecciones en Ecuador

    "La derecha ecuatoriana ya intentó dar un golpe de Estado al presidente Rafael Correa y algunas declaraciones llamaron a los policías a sumarse a la protesta violenta y a irrespetar al CNE", señaló Serrano.

    El economista explicó que en perspectiva de 25 elecciones ocurridas en América Latina en los últimos 15 años, solo una vez ha ganado un candidato de derecha y ese es Mauricio Macri en Argentina, excluyendo a Michel Temer en Brasil, quien llegó al poder por un golpe parlamentario. 

    El partido progresista Alianza PAIS "está más vivo que nunca", afirmó Serrano y aseguró que los procesos progresistas en América Latina siguen "cabalgando" y en Ecuador la Revolución Ciudadana continúa. 

    http://www.telesurtv.net/news/La-victoria-de-Lenin-en-Ecuador-es-contundente-asegura-Serrano-20170221-0047.html




    21.2.17

    Líder do governo defende foro privilegiado: 'É todo mundo na suruba'

    PORNOPOLÍTICA

    Líder do governo defende foro privilegiado: 'É todo mundo na suruba'

    Senador Romero Jucá indica que haverá retaliação caso Supremo Tribunal Federal avance em proposta que restringe prerrogativa de foro
    por Redação RBA publicado 21/02/2017 14h07, última modificação 21/02/2017 14h32
    JEFFERSON RUDY/AGÊNCIA SENADO
    Jucá

    Da suruba à história, Romero Jucá disse estar sofrendo perseguição e se comparou aos judeus

    São Paulo – Em enfrentamento com o Supremo Tribunal Federal (STF), que considera a possibilidade de restringir a prerrogativa de foro privilegiado para políticos somente para crimes cometidos no exercício do mandato, o líder do governo no Congresso, senador Romero Jucá (PMDB-RR), prometeu retaliar: "Se acabar o foro, é para todo mundo. Suruba é suruba. Aí é todo mundo na suruba, não uma suruba selecionada". 

    Como retaliação, líderes do governo ameaçam votar projeto que retira o foro privilegiado de magistrados e integrantes do Ministério Público. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo publicada hoje (21), o senador, que em diálogo com o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado defendeu "estancar a sangria da Lava Jato" com o impeachment que colocou Michel Temer na Presidência, ponderou: "Uma regra para todo mundo (a restrição do foro privilegiado) para mim não tem problema."

    Em discurso na tribuna do Senado ontem (20), o senador também defendeu Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que blinda os presidentes da Câmara e do Senado, de investigações sobre fatos anteriores ao exercício do cargo, assim como já ocorre com o presidente da República. Horas depois, ele retirou a proposta com a justificativa de "não expor" os colegas senadores.

    Alvo de oito inquéritos no STF, o líder do governo atacou a imprensa e afirmou sofrer perseguição: "Está parecendo que estamos vivendo o período da inquisição. Estamos vivendo o período da Revolução Francesa", comparou o senador, para quem acusados por corrupção são levados "sumariamente" à fogueira ou à guilhotina.

    Jucá chegou a comparar a sua situação a dos judeus na Alemanha nazista. "Chega-se para um político e diz: 'Ele é judeu'. Aí a Gestapo (polícia secreta) toma conta dele."

    http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2017/02/lider-do-governo-no-congresso-romero-juca-defende-foro-privilegiado-e-todo-mundo-na-suruba?utm_source=redes&utm_campaign=RBA2&utm_medium=banner&utm_content=suruba






    Moraes tenta se explicar sobre críticas de que despreza direitos humanos

    SABATINA

    Moraes tenta se explicar sobre críticas de que despreza direitos humanos

    Oposicionistas fizeram pedidos para adiar reunião e lembraram que "nunca um indicado para o STF foi tão contestado pela sociedade". Ambiente é tenso, e 27 parlamentares estão inscritos para arguição
    por Hylda Cavalcanti, da RBA publicado 21/02/2017 13h36, última modificação 21/02/2017 13h51
    MARCOS OLIVEIRA/AGÊNCIA SENADO
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    Moraes omitiu que sua mulher tem processos no STF; informação não está em relatório de Eduardo Braga (dir)

    Brasília – O advogado Alexandre de Moraes, que está sendo sabatinado hoje (21) pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), foi convidado para entrar na sala com uma hora de atraso, depois de questões de ordem e pedidos feitos pela oposição pelo adiamento da arguição. Moraes, demonstrando certo nervosismo, deu a entender que fez um bom dever de casa sobre temas que levaram a críticas sobre a sua conduta. Defendeu a consagração de direitos fundamentais e afirmou que em sua vida profissional trabalhou para solucionar conflitos entre povos quilombolas, direitos dos LGBTs e reforma agrária.

    O início da fala do advogado deve ser amplamente contestado pelos senadores, diante de várias acusações feitas a ele, nos últimos dias, de ter dado, em sua trajetória no poder público, pouca atenção a temas relacionados aos direitos humanos. As denúncias mais recentes foram de omissão de Moraes, à frente do Ministério da Justiça, à crise do sistema prisional observada no país no início do ano, só tendo começado a atuar dias depois dos massacres observados nos presídios de Amazonas e de Roraima.

    Mesmo assim, acompanhado de sua mulher, o advogado destacou o tema no seu discurso e disse, já prevendo as perguntas que ouvirá, que sempre atuou com respeito ao ideal republicano. Citou referências elogiosas feitas pelo decano do STF, ministro Celso de Mello, ao seu trabalho, em texto que consta de um dos livros de sua autoria, e lembrou que esteve "em vários lados do balcão", pelo fato de ter sido advogado, promotor e exercido cargos no Executivo. Também defendeu o ativismo judicial e disse que buscará uma complementaridade entre a democracia e os direitos das maiorias e das minorias.

    A reunião começou com a apresentação de três questões de ordem pedindo a suspensão da sabatina de Alexandre de Moraes e foi marcada por críticas dos oposicionistas sobre a conduta do advogado.

    A primeira, apresentada pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), destacou que Moraes não tem condições de assumir o cargo porque sua esposa é sócia de um escritório de advocacia que possui casos em tramitação no STF. O senador pediu para que este item seja anexado ao relatório sobre o sabatinado e que o documento volte a ser analisado pelo relator para que a sabatina aconteça numa próxima data.

    Investigação sob sigilo

    O segundo pedido foi feito pela senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM). Ela lembrou denúncias feitas anos atrás em processo de investigação que se encontra sob sigilo, envolvendo o advogado no recebimento de R$ 4 milhões repassados por uma empresa de imóveis para a prefeitura de São Paulo na gestão do então prefeito Gilberto Kassab – época em que o advogado foi secretário municipal de Administração.

    "Não estou acusando ninguém aqui, mas já que há uma investigação que corre sob segredo de Justiça e esta é uma indicação tão séria, acho justo que suspendamos esta reunião para pedir formalmente à Procuradoria-Geral da República informações sobre o caso. A partir daí, teremos condições de avaliar melhor a conduta do sabatinado e dizer se ele tem condições de assumir o cargo", afirmou a senadora.

    O outro pedido, feito por Gleisi Hoffmann, que também pediu o adiamento da sabatina, apresentou como argumento o fato de que nunca um indicado a uma vaga para o STF foi alvo de tantas reações negativas e protestos contra o seu nome. A líder do PT ponderou que, diante de iniciativas como o lançamento de uma anticandidatura ao tribunal por acadêmicos da Universidade de Brasília (UnB), da jurista Beatriz Vargas, e um abaixo-assinado quase 300 mil assinaturas de estudantes da Universidade de São Paulo (USP) e ativistas do meio jurídico pedindo que ele não seja conduzido à Suprema Corte, o Senado deveria sobrestar o processo de indicação.

    Gleisi propôs para os próximos dias a realização de uma audiência pública com o objetivo de ouvir representantes da sociedade civil sobre a indicação para, só posteriormente, ser realizada a sabatina.

    As três questões de ordem foram rejeitadas pelos integrantes da CCJ, mas ajudaram a aumentar o clima de tensão da sessão. Já estavam inscritos par fazer perguntas ao sabatinado até perto das 11h, 25 senadores, fora mais perto de 10 mil perguntas feitas por internautas ao site do Senado a Moraes – que serão selecionadas pela mesa diretora e pelo relator, o senador Eduardo Braga (PMDB-AM), para também serem apresentadas.

    A sala da comissão está lotada desde as 9h10, por um público formado por assessores parlamentares, analistas legislativos, políticos, deputados federais, magistrados, representantes dos Executivos Federal e estaduais, bem como muitos advogados e estudantes. A expectativa é de que os trabalhos se estendam até a noite.

    http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2017/02/moraes-tenta-se-explicar-em-sua-primeira-fala-sobre-criticas-de-que-despreza-direitos-humanos-1?utm_source=redes&utm_campaign=RBA2&utm_medium=banner&utm_content=tentaexplicar



    As perguntas que a população gostaria de fazer a Alexandre de Moraes

    SABATINA

    As perguntas que a população gostaria de fazer a Alexandre de Moraes

    Em portal do Senado, cidadãos sugerem centenas de questões ao indicado de Temer para o cargo de ministro do STF. Preocupação central é imparcialidade no julgamento da Operação Lava Jato
    por Malu Delgado, da DW Brasil publicado 21/02/2017 10h16, última modificação 21/02/2017 12h33
    MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASÍLIA
    Alexandre de Moraes

    Com muita contradições a serem esclarecidas, Alexandre de Moraes passa hoje por sabatina no Senado para avalizar sua indicação ao cargo vitalício de ministro do STF

    DW Brasil – "O senhor terá imparcialidade para julgar os que estarão o sabatinando se por ventura eles forem indiciados na Lava Jato?", diz uma das centenas de perguntas direcionadas ao ex-ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, e encaminhadas ao portal e-Cidadania, do Senado. "De qual lado ficará? Do povo, que não aguenta mais essa roubalheira dos cofres públicos, ou os protegerá com a impunidade que assola este país?"

    A plataforma abriu espaço para os cidadãos sugerirem assuntos a serem abordados por senadores na sabatina de Moraes, indicado pelo presidente da República, Michel Temer, para ocupar a cadeira de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). 

    Até o início da tarde de ontem (20), a maior parte dos que se manifestaram no portal mostrava preocupação com a isenção e a imparcialidade do ex-ministro da Justiça para conduzir julgamentos da Lava Jato no plenário do STF. 

    "Vai defender os interesses de toda nação ou dos membros do governo que estão envolvidos em esquema de corrupção na Lava Jato e de outros ainda não descobertos?", questionou um cidadão. 

    Alguns optaram por comentários irônicos ou até mesmo pouco respeitosos. "Jura por tudo o que é mais sagrado que não será capacho do Executivo?", escreveu um usuário do portal.

    Confira as questões mais abordadas pelos usuários: 

    1)  Lava Jato: vai proteger os políticos?

    A grande preocupação da sociedade é com o conflito de interesses, já que Moraes teve, até o momento, forte atuação político-partidária. Foi filiado ao DEM, ao PMDB e ao PSDB. É amigo de Temer e ocupava o cargo de ministro da Justiça.

    - "Como ser totalmente isento para julgar políticos que são seus amigos envolvidos em crimes de corrupção e que estão lhe indicando justamente para o lugar de relator da Lava Jato? Não concorda que isto já o deixa inapto para esta função?"

    - "O senhor votará de acordo com a Constituição ou de acordo com a vontade de Temer?"

    2)  Indicado com cargo de confiança pode ir para o STF?

    Há muitas críticas ao fato de Moraes, como jurista e professor de Direito, ter defendido na tese de doutorado, em 2000, que ocupantes de cargo de confiança não pudessem ser indicados para o Supremo.

    "É vedado (para o cargo de ministro do STF) o acesso daqueles que estiverem no exercício ou tiveram exercido cargo de confiança no Poder Executivo, (...) de maneira a evitar-se demonstração de gratidão política ou compromissos que comprometam a independência de nossa Corte Constitucional", diz a tese.

    - "Por que não se declara inabilitado ao cargo, uma vez que em seu doutorado posicionou-se contrariamente a nomeação de ministros de governo ao Supremo?"

    - "Como o senhor vê a contradição entre sua tese defendida na USP e aceitar o convite para ser ministro do STF? Não há, claramente, uma arranjo político?"

    - "Em sua tese de doutorado defendia que não poderia ser nomeado para o Supremo quem tivesse cargo de confiança no governo. Queremos saber se mudou de opinião, ou considera, também, a exemplo da nomeação do ministro Moreira Franco, seu caso uma exceção às regras?"

    3)  Fez plágio?

    Há inúmeras perguntas sobre o trecho de um livro de Moraes que é cópia da obra do jurista espanhol Francisco Rubio Llorente (1930-2016), segundo revelou a Folha de S.Paulo.

    - "Você poderia explicar por que fez plágio do livro espanhol? Isso não depõe contra a exigência de notável saber para assumir o posto que pretende?"

    4)  Foi indicado por que ajudou Marcela Temer?

    Quando era secretário de Segurança Pública de São Paulo, Moraes assumiu a condução da investigação para descobrir e prender o hacker que teve acesso aos dados do celular da primeira-dama.

    - "A indicação feita pelo presidente Temer foi a forma encontrada para retribuir o pedido de ajuda no caso das fotos vazadas da Marcela Temer? Em quais circunstâncias ocorreram o acordo?"

    - "O vazamento de dados do celular da primeira-dama, além de possíveis fotos, teria também áudio e vídeo que comprometiam o presidente. O secretário de segurança Moraes liderou o desmonte da extorsão e logo foi nomeado ministro, e depois para o STF. Não existe troca de favores?"

    5) Por que se encontrou com senadores num barco?

    Depois de indicado, Moraes participou de um encontro com oito senadores, segundo revelações da mídia brasileira, em um barco do senador Wilder Moraes (PP-GO). Teria sido uma "sabatina informal".

    - "Gostaria de saber se quando for julgar algum senador, ele aceitará o convite para um passeio de barco feito por investigados?"

    6) O sr. já defendeu empresa ligada ao PCC?

    - "O que o sr. ministro tem a esclarecer sobre esse fato? Para mim da maior importância tem um Juiz do Supremo longe de quaisquer suspeitas. O Brasil precisa ser passado a limpo e saber que honestidade é a base de um país."

    - "Nas redes sociais circulam 'notícias' dando conta de que o senhor Alexandre de Moraes foi advogado da facção criminosa PCC. Gostaria de saber se tais notícias são verdadeiras ou falsas."

    7) Foro privilegiado

    - " Qual o seu posicionamento sobre foro privilegiado?"

    8) Caixa dois é crime?

    - "Como o senhor entende a anistia ao caixa dois? O senhor entende como crime o caixa dois ou como chamam de caixa não contabilizado?"

    9)  O que pensa sobre uso de drogas, aborto e homofobia?

    - "Qual o posicionamento do senhor com relação à liberação da maconha, principalmente no que tange ao cultivo caseiro da planta?"

    - "Qual a opinião do indicado sobre a atual política de Portugal relacionada a drogas lícitas e ilícitas?"

    - "Gostaria que o senhor falasse acerca de sua posição sobre a descriminalização do aborto em caso de fetos acometidos pelo vírus zika. O tema estará em breve em discussão no STF, e qual a sua posição?

    - "Como ele se posiciona sobre os direitos LGBT? Há uma lei que criminaliza a homofobia parada no Senado e uma Adin por omissão no STF. Eu queria saber a posição dele com relação a esse tema."

    - "Dr. Alexandre de Moraes, o art. 226, § 3º da Constituição Federal reconhece a união estável entre o HOMEM e a MULHER como entidade familiar. Se à época do julgamento de ação que autorizou o CASAMENTO entre pessoas do mesmo sexo, V. Ex.a fosse Ministro do STF, como votaria?"

    10) Independência entre os Poderes / Judicialização da política

    - "Que análise o senhor faz acerca das recentes decisões do Judiciário que, de certa maneira, usurpam do Legislativo a função típica de legislar? Qual sua opinião para frear a ingerência do Judiciário perante a casa legislativa democraticamente eleita pela sociedade brasileira?"

    Aval da CCJ

    Moraes será sabatinado nesta terça-feira (21) pelos senadores que fazem parte da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Se sua indicação for aprovada na comissão e, em seguida, no plenário do Senado, o indicado vai assumir a função de relator da Lava Jato no Supremo.

    O alvo central dos questionamentos da população a Moraes é a Lava Jato. Para avaliar o grau de independência política do indicado, usuários também perguntaram sobre as opiniões de Moraes em relação ao foro privilegiado para ministros e parlamentares, à prisão de réu após julgamento em segunda instância, ao segredo de sigilo para delações premiadas da Lava Jato e à criminalização de caixa dois.

    Há também uma avalanche de perguntas sobre o que Moraes pensa de pautas comportamentais, como aborto, descriminalização de drogas, legalização da maconha, casamento homossexual, porte de armas e pesquisas com células-tronco.

    Triagem das questões

    O senador Eduardo Braga (PMDB-PA), que é o relator da indicação de Moraes na CCJ, fará uma triagem e levará em consideração as sugestões da população na sabatina, afirmou a assessoria do parlamentar à DW Brasil. Todos os senadores podem acolher as sugestões de perguntas enviadas ao Senado pelo portal e-Cidadania.

    Os "sabatinadores" da sociedade foram implacáveis também com os parlamentares. "Consta que dos 13 sabatinadores, dez estão enrolados na Lava Jato", pontuou um cidadão.

    O presidente da CCJ, Edison Lobão (PMDB-MA), é citado em três inquéritos no Supremo que apuram fatos relacionados à Lava Jato, como pagamento de propina e irregularidades na construção da Usina Belo Monte e fraudes na Eletrobras. Há dúvida se o político – que foi ministro de Minas e Energia nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Dilma Rousseff (PT) – conduzirá a sabatina de Moraes.

    No e-Cidadania, houve também espaço para conselhos a Moraes. "Alexandre, é tempo de sair fora antes que o caldo derrame", disse um cidadão, afirmando que tudo no Brasil não passa de um "jogo de cartas marcadas". 



    Cancion con todos

    Salgo a caminar
    Por la cintura cosmica del sur
    Piso en la region
    Mas vegetal del viento y de la luz
    Siento al caminar
    Toda la piel de america en mi piel
    Y anda en mi sangre un rio
    Que libera en mi voz su caudal.

    Sol de alto peru
    Rostro bolivia estaño y soledad
    Un verde brasil
    Besa mi chile cobre y mineral
    Subo desde el sur
    Hacia la entraña america y total
    Pura raiz de un grito
    Destinado a crecer y a estallar.

    Todas las voces todas
    Todas las manos todas
    Toda la sangre puede
    Ser cancion en el viento
    Canta conmigo canta
    Hermano americano
    Libera tu esperanza
    Con un grito en la voz