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pergunta:

"Até quando vamos ter que aguentar a apropriação da ideia de 'liberdade de imprensa', de 'liberdade de expressão', pelos proprietários da grande mídia mercantil – os Frias, os Marinhos, os Mesquitas, os Civitas -, que as definem como sua liberdade de dizer o que acham e de designar quem ocupa os espaços escritos, falados e vistos, para reproduzir o mesmo discurso, o pensamento único dos monopólios privados?"

Emir Sader

5.12.18

"extrema pobreza atinge 15,2 milhões de brasileiros", diz IBGE

Taxa de desocupação do mercado de trabalho brasileiro, que era de 6,9%, subiu para 12,5% entre 2014 e 2017, o que significa 6,2 milhões de pessoas desocupadas a mais no período, com crescimento em todas as regiões e em todos os grupos etários. 

 
05 DE DEZEMBRO DE 2018, 10H47

Com Temer, extrema pobreza atinge 15,2 milhões de brasileiros, diz IBGE

Taxa de desocupação do mercado de trabalho brasileiro, que era de 6,9%, subiu para 12,5% entre 2014 e 2017, o que significa 6,2 milhões de pessoas desocupadas a mais no período, com crescimento em todas as regiões e em todos os grupos etários.

Montagem

O governo do presidente golpista Michel Temer (MDB) jogou 1,7 milhão de brasileiros na pobreza extrema entre os anos de 2016 e 2017 – aumento que coloca 7,4%, ou 15,2 milhões, de pessoas nessa faixa. Os dados fazem parte da Síntese dos Indicadores Sociais 2018, divulgada hoje (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com definição do Banco Mundial, esta faixa abrange pessoas com renda inferior a US$ 1,90 por dia ou R$ 140 por mês. Segundo o IBGE, o crescimento do percentual nessa faixa subiu em todo o país, com exceção da Região Norte onde ficou estável.


Mercado de trabalho

Segundo o estudo, a taxa de desocupação do mercado de trabalho brasileiro, que era de 6,9%, subiu para 12,5% entre 2014 e 2017, o que significa 6,2 milhões de pessoas desocupadas a mais no período, com crescimento em todas as regiões e em todos os grupos etários.

O trabalho informal chegou a 37,3 milhões de pessoas, o mesmo que 40,8% da população ocupada, ou dois em cada cinco trabalhadores. O contingente cresceu 1,2 milhão desde 2014, quando representava 39,1% da população ocupada.


Pretos e pardos
A maior participação em trabalhos informais, em 2017, era de pretos ou pardos (46,9%), ante a de brancos (33,7%), que ganhavam, em média, R$ 2.615, ou seja, 72,5% a mais que os pretos ou pardos, que tinham vencimentos de R$ 1.516. A diferença ocorre também no gênero. Os homens recebiam R$ 2.261, equivalentes a 29,7% a mais que as mulheres, que tinham salários de R$ 1.743.

A proporcionalidade de brancos (45,8%) e a de pretos e pardos (53,2%), na visão do IBGE, "constitui também uma característica importante na segmentação das ocupações e a persistência, ainda hoje, da segregação racial no mercado de trabalho"

A presença de pretos ou pardos era maior em atividades com menores rendimentos médios, como agropecuárias (60,8%), construção civil (63,0%) e serviços domésticos (65,9%), justamente as que no ano passado tinham os menores rendimentos médios. A situação foi diferente nas atividades de educação, saúde e serviços sociais, que tiveram mais participação de pessoas brancas (51,7%).

Com informações da Agência Brasil e do IBGE


https://www.revistaforum.com.br/com-temer-extrema-pobreza-atinge-152-milhoes-de-brasileiros-diz-ibge/?fbclid=IwAR1iHpRy55WQ0f2tiJjX7erg-fboC_Uoxmve2GnCW2tuoPJIFf4GtWYIGR0




29.11.18

Por que a OAB/RS precisa seguir em frente?

Artigo de Paulo Petri, candidato a presidente da OAB/RS, publicado hoje no Correio do Povo:

Paulo Petri participa do programa Cruzando as Conversas:

https://www.facebook.com/rdctvdigital/videos/270050626955538/

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Não se omita! No dia 30, VOTE: encurtador.com.br/bnwFH
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Defender o Estado Democrático não é apenas um exercício retórico

26 de novembro de 2018, 15h07
Luciane Toss, advogada trabalhista, professora e candidata a vice-presidente na chapa 2 do RS - OAB em Frente

Os fundamentos que concretizam a ideia de um Estado em que há pleno exercício dos direitos da cidadania e um patrimônio social de seu povo consolidado devem ser objeto de permanente vigilância, sobretudo das instituições e organizações que podem e devem, inclusive por competência legal, fazê-lo.
Porém, a apatia e omissão da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em relação a uma série de eventos que colocam em risco direitos civis, políticos e trabalhistas da população, e promovem a segregação de vários grupos culturais da atuação no espaço público, revela que seu discurso de defesa da Constituição Federal é mero exercício parlatório.
O que se vê é uma OAB que aceita passivamente que o Estado negligencie e subtraia os direitos que fundamentam o Estado Democrático. Que silencia quando o Estado promove, a toque de caixa, uma reforma trabalhista que não só desconstruiu direitos dos trabalhadores mas retirou o protagonismo da advocacia trabalhista na pacificação de conflitos entre capital e trabalho. Que igualmente se esconde diante da iminente extinção da Justiça do Trabalho e sua anexação, como jurisdição de segundo escalão à Justiça Federal.
Uma OAB que cala diante da autorização de gravação de conversas entre advogados e clientes, que apenas observa, sem nada fazer, as cotidianas humilhações que sofrem advogadas e advogados no exercício da profissão.
Defender efetivamente o Estado Democrático de Direito é garantir o exercício pleno da advocacia. Mas é também posicionar-se diante de ações e políticas de Estado que afrontam a Constituição Federal. É também questionar iniciativas que resultem em cerceamento do exercício democrático de cada cidadão.
A OAB não pode despolitizar sua atuação. Não somos uma entidade figurativa. E nem deve ser vazia nossa luta pela defesa da Constituição Federal.

https://www.conjur.com.br/2018-nov-26/luciane-toss-oab-defesa-estado-democratico?fbclid=IwAR3zBTX_47vzbn7nHXf2wJ7rnVCejNdfP6Nn9XPvbTsug2ScMuDPNq9COks
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OAB em Frente, no facebook: encurtador.com.br/abwx8
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É amanhã, colegas advogados e advogadas! Uma chance real de mudar a Ordem dos Advogados e das Advogadas do Brasil - Seccional do RS! Um grupo que há mais de uma década está na direção da OAB! É hora de oxigenar! Que se pregue o "Voto Consciente" também dentro da entidade da nossa classe!
Amanhã é #CHAPA2! #OABemFrente!
https://www.facebook.com/OABemFrente/photos/a.546233025821133/587211955056573/?type=3&theater


 

23.11.18

Quase 300 cidades ficaram sem médicos com saída de cubanos. 92 são do RS

Quase 300 cidades ficaram sem médicos com saída de cubanos. 92 são do RS

O estado com mais municípios nessa situação é o Rio Grande do Sul, com 92 cidades. (Foto: Danilo Ramos/RBA)

Jonas Valente
Agência Brasil

Pelo menos 285 cidades e 36 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dseis) ficaram sem médicos em equipes de prevenção com a saída de profissionais cubanos. O levantamento foi realizado pelo Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). A entidade acredita, entretanto, que com o novo edital lançado pelo Ministério da Saúde a reposição será rápida e não haverá grandes prejuízos à população.

No dia 14 deste mês, o governo cubano decidiu encerrar o acordo com o Brasil que viabilizava a atuação dos profissionais no Mais Médicos, celebrado por meio da Organização Panamericana de Saúde (Opas) junto ao Ministério da Saúde, depois de declarações do presidente eleito Jair Bolsonaro de que alteraria as regras do programa.

Levantamento

O levantamento do Conasems abarcou a situação de 22 estados e do Distrito Federal. Não repassaram informações municípios do Amazonas, Amapá, Ceará e Espírito Santo. O estudo mapeou as cidades onde as equipes de saúde da família tinham como único médico um profissional cubano. As equipes são compostas ainda por profissionais de outras áreas da saúde como enfermeiros e dentistas.

O estado com mais municípios nessa situação é o Rio Grande do Sul, com 92 cidades. Em seguida vêm São Paulo, com 43, Paraná, com 26, Minas Gerais, com 23, e Santa Catarina, com 21. Já no caso dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas, o estado com maior prejuízo foi o Amazonas, com 9 localidades cuja equipe de saúde da família ficou sem médico. Estão no topo do ranking também Pará e Mato Grosso, estados onde cinco equipes também ficarão desfalcadas.

O governo cubano determinou que os profissionais cessassem as atividades na terça-feira com vistas a se deslocar para quatro polos de retorno: Brasília, Manaus, Salvador e São Paulo. A primeira leva partiu da capital federal rumo a Havana ontem. Contudo, parte dos médicos ainda deve atuar por mais alguns dias, até a saída definitiva. A expectativa da Opas é que o processo de regresso termine no dia 12 de dezembro.

https://www.sul21.com.br/ultimas-noticias/geral/2018/11/quase-300-cidades-ficaram-sem-medicos-com-saida-de-cubanos-92-sao-do-rs/





27.10.18

“Não adianta pedir desculpas daqui a 50 anos”

"Não adianta pedir desculpas daqui a 50 anos"

Ombudsman da Folha de São Paulo - 27/10/2018

"Ninguém poderá dizer que não sabia. É ditadura, é tortura, é eliminação física de qualquer oposição, é entrega do país, é domínio estrangeiro, é reino do grande capital, é esmagamento do povo. É censura, é fim de direitos, é licença para sair matando.

As palavras são ditas de forma crua, sem tergiversação --com brutalidade, com boçalidade, com uma agressividade do tempo das cavernas. Não há um mísero traço de civilidade. É tacape, é esgoto, é fuzil.

Para o candidato-nojo, é preciso extinguir qualquer legado do iluminismo, da Revolução Francesa, da abolição da escravatura, da Constituição de 1988.

Envolta em ódios e mentiras, a eleição encontra o país à beira do abismo. Estratégico para o poder dos Estados Unidos, o Brasil está sendo golpeado. As primeiras evidências apareceram com a descoberta do pré-sal e a espionagem escancarada dos EUA. Veio a Quarta Frota, 2013. O impeachment, o processo contra Lula e sua prisão são fases do mesmo processo demolidor das instituições nacionais.

Agora que removeram das urnas a maior liderança popular da história do país, emporcalham o processo democrático com ameaças, violências, assassinatos, lixo internético. Estratégias já usadas à larga em outros países. O objetivo é fraturar a sociedade, criar fantasmas, espalhar medo, criar caos, abrir espaço para uma ditadura subserviente aos mercados pirados, às forças antipovo, antinação, anticivilização.

O momento dramático não permite omissão, neutralidade. O muro é do candidato da ditadura, da opressão, da violência, da destruição, do nojo.

É urgente que todos os democratas estejam na trincheira contra Jair Bolsonaro. Todos. No passado, o país conseguiu fazer o comício das Diretas. Precisamos de um novo comício das Diretas.

O antipetismo não pode servir de biombo para mergulhar o país nas trevas.

Por isso, vejo com assombro intelectuais e empresários se aliarem à extrema direita, ao que há de mais abjeto. Perderam a razão? Pensam que a vida seguirá da mesma forma no dia 29 de outubro caso o pior aconteça? Esperam estar livres da onda destrutiva que tomará conta do país? Imaginam que essa vaga será contida pelas ditas instituições --que estão esfarrapadas?

Os arrivistas do mercado financeiro festejam uma futura orgia com os fundos públicos. Para eles, pouco importam o país e seu povo. Têm a ilusão de que seus lucros estarão assegurados com Bolsonaro. Eles e ele são a verdadeira escória de nossos dias.

A eles se submete a mídia brasileira, infelizmente. Aturdida pelo terremoto que os grandes cartéis norte-americanos promovem no seu mercado, embarcou numa cruzada antibrasileira e antipopular. Perdeu mercado, credibilidade, relevância. Neste momento, acovardada, alega isenção para esconder seu apoio envergonhado ao terror que se avizinha.

Este jornal escreveu história na campanha das Diretas. Depois, colocou-se claramente contra os descalabros de Collor. Agora, titubeia --para dizer o mínimo. A defesa da democracia, dos direitos humanos, da liberdade está no cerne do jornalismo.

Não adianta pedir desculpas 50 anos depois.

Eleonora de Lucena
Jornalista, ex-editora-executiva da Folha (2000-2010) e copresidente do serviço jornalístico TUTAMÉIA

alerta

O que seria um governo bolsonaro
Prof. João Marcio, UFRRJ - Rio de janeiro

O deputado Bolsonaro já se comprometeu com o "mercado" a entregar toda as decisões da área econômica ao grandes agentes privados, sob a hegemonia do capital financeiro (personificado no tal Paulo Guedes). Pelas declarações do candidato, seria um governo comandado diretamente por homens de negócio comprometidos com a redução do "custo Brasil", ou seja, com o aumento do lucro privado. Um governo com esse perfil não apenas continuaria, mas radicalizaria a agenda Temer, a fim de implantar:

1) A redução brutal dos custos de remuneração da força de trabalho (isto é, a redução do salário mínimo e o fim de diversos direitos trabalhistas combinadas com a deterioração das condições de trabalho, por meio da generalização do trabalho intermitente, da terceirização e do sucateamento da justiça do trabalho);
2) O fim das restrições legais à máxima exploração econômica dos recursos naturais, passando por cima de populações tradicionais e preocupações ambientais;
3) O sucateamento e a privatização da educação pública (mediante o desfinanciamento crônico de escolas e universidades, a implantação em massa do ensino à distância via empresas privadas, a substituição de concursos públicos para técnicos e professores pela contratação via terceirização, a redução drástica das bolsas de estudo, pesquisa e apoio à permanência nas universidades, a imposição de reitores pelo MEC contra a escolha democrática de comunidade acadêmica e a perseguição ideológica à liberdade de ensino e pesquisa);
4) O sucateamento e a privatização da saúde pública (mediante o desfinanciamento do SUS, a regulação fraca das empresas privadas de saúde, a generalização das parcerias público-privadas como modelo de gestão e a substituição de concursos públicos pela contratação temporária via terceirização);
5) O favorecimento à indústria armamentista (nacional e estrangeira), mediante a liberação do porte de armas e a prioridade orçamentária às demandas das polícias e das forças armadas;
6) Um modelo de segurança pública ainda mais belicoso, menos responsável perante a sociedade e menos responsabilizável juridicamente;
7) O alinhamento externo do Brasil aos EUA e a Israel, colocando o país numa agenda militarista que contraria a sua tradição diplomática e põe em risco a paz na região.
Além disso tudo, ainda teríamos uma reforma da previdência (que cortaria direitos para os de baixo, mas manteria privilégios para a elite estatal e os militares), uma reforma tributária que reforçaria a concentração de renda e riqueza, a privatização de empresas e bancos públicos e a fragilização das instituições de controle e investigação contra a corrupção.
Para implantar uma agenda desse tipo (os capitalistas de cima vão apliar a "lei do cão" para os debaixo), só com intimidação, perseguição e violência.  Aquilo que a historia registrou como  métodos fascistas.


Empresário Ricardo Semler alerta "companheiros da elite" contra apoio a Bolsonaro
Semler, em artigo na Folha, exorta: "Colegas de elite, acordem. Não se vota com bílis. Precisamos de tempo, como nação, para espantar a ignorância e aprendermos a ser estáveis" -  02/10/2018

Ricardo Semler*

O empresário Ricardo Semler, sócio da Semco Style Institute e fundador das escolas Lumiar, assina artigo na Folha desta terça-feira (2), com o título "Alô, companheiros de elite", onde condena veementemente o apoio recorrente de empresários e colegas a qualquer candidatura que seja capaz de vencer o PT, inclusive agora ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL).

O ex-professor visitante da Harvard Law School e de liderança no MIT (EUA) se recorda que alertou colegas contra Collor e também contra "a ida das elites à Paulista para derrubar a Dilma equivalia a 'eleger' o Temer e seus 40 amigos".

Semler alerta que não compartilha "com os pressupostos ideológicos do PT e —até pouco— fui filiado a um partido só, o PSDB", mas reconhece "que as elites deste país sempre foram atrasadas, desde antes da ditadura, e nada fizeram de estrutural para evitar o sistema de castas que se instalou".

Diante do apoio a Bolsonaro, o empresário pergunta: "Quem terá coragem, num almoço da City de Londres, de defender a eleição de um capitão simplório, um vice general, um economista fraco e sedento de poder, e novos diretores de colégio militares, com perseguição de gays, submissão de mulheres e distribuição de fuzis à la Duterte?", alerta.

Ao final, exorta seus pares: "Colegas de elite, acordem. Não se vota com bílis.  Precisamos de tempo, como nação, para espantar a ignorância e aprendermos a ser estáveis" e encerra: "Não vamos deixar o pavor instruir nossas escolhas. O Brasil é maior do que isto, e as elites podem ficar, também. Confiem".

https://www.revistaforum.com.br/o-empresario-ricardo-semler-alerta-companheiros-da-elite-contra-apoio-a-bolsonaro/

* Ricardo Frank Semler (São Paulo, 1959) é um empresário brasileiro, presidente do Conselho e sócio majoritário da Semco Partners, sucessora do grupo Semco. Foi vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), é articulista do jornal Folha de S.Paulo e Sócio da Tarpon Investimentos em São Paulo, Brasil. A revista TIME o apontou entre os "100 Jovens Líderes Globais", em uma série de reportagens sobre perfis de executivos publicada em 1994. O Fórum Econômico Mundial também o apontou em trabalhos semelhantes. Também foi citado em publicações do Wall Street Journal America Economia e revista "Wall Street Journal Latin America" como "Empresário do Ano na América Latina", em 1990 e "Empresário do Ano no Brasil", em 1992. Semler escreveu livros que se tornaram sucesso em vendas no Brasil e exterior, destacando-se o primeiro, Virando a Própria Mesa (1988) e Seven-days Weekend (2003).  

defesa da democracia

Influenciadores digitais, youtubers, blogueiras e blogueiros declaram apoio a Fernando Haddad. #DemocraciaSim
VÍDEO: encurtador.com.br/fkA37


BOLSONARO DESABOU PORQUE ELEITOR DESCOBRIU NELE UM PROJETO DE DITADOR
https://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/373227/Bolsonaro-desabou-porque-eleitor-descobriu-nele-um-projeto-de-ditador.htm?fbclid=IwAR1EcoFOFbLSx3_6H2It27zHMQ_i1FqGGhLEENxAnyljkZhqC7L3O35MPLo


VÍDEO: "Está havendo uma mudança de votos de Bolsonaro para Haddad", diz o cientista político Alberto Carlos Almeida
https://www.diariodocentrodomundo.com.br/video-esta-havendo-uma-mudanca-de-votos-de-bolsonaro-para-haddad-diz-o-cientista-politico-alberto-carlos-almeida/?fbclid=IwAR212XR_WiwXhY4OAZDRByG8QNuUGzS93eKZsizQwa13pyR4zIPc1aElM3I


Movimento #BrasilViraHaddad tem mobilização nas ruas e redes
População está criando espaços de diálogo para conversar com eleitores indecisos enquanto campanha na rede também é forte
encurtador.com.br/ejBK5


Monica Iozzi chora ao relatar agressão de amigo por eleitores de Bolsonaro
Assista ao vídeo: encurtador.com.br/swK35


Padres lançam carta em defesa da democracia e de uma cultura da paz
https://www.sul21.com.br/ultimas-noticias/politica/eleicoes-2018/2018/10/padres-lancam-carta-em-defesa-da-democracia-e-de-uma-cultura-da-paz/


Ponta da Praia
Marcos Rolim
https://www.sul21.com.br/colunas/marcos-rolim/2018/10/ponta-da-praia/


OAB condena censura a manifestações em universidades públicas
https://www.sul21.com.br/ultimas-noticias/politica/2018/10/oab-condena-censura-a-manifestacoes-em-universidades-publicas/


"Bolsonaro não tem pensamento liberal, não sei se até tem pensamento", diz FHC
https://www.infomoney.com.br/mercados/politica/noticia/7291807/bolsonaro-nao-tem-pensamento-liberal-nao-sei-ate-tem-pensamento?fbclid=IwAR0SjXIpTURIesRlRx1TRAEFLDEJZI9qOZ4oVupJMdJWMUxc3KwrDp9UiXo


Mesmo crítico ao PT, Marcelo Tas declara voto em Haddad
"Declaro o meu apreço pela democracia, pela educação, pela questão ambiental e liberdades individuais. Estes são os valores principais que me levam a reprovar as propostas do candidato Bolsonaro", escreveu o jornalista
https://www.revistaforum.com.br/mesmo-critico-ao-pt-marcelo-tas-declara-voto-em-haddad/?fbclid=IwAR1mxwZVXsP8RQoqRML-_CuVNby5BF4hGNqwo_pdO3B6RMebNwhFBoNv9pY


Joaquim Barbosa declara voto em Haddad: 'Pela primeira vez em 32 anos, um candidato me inspira medo'
https://br.noticias.yahoo.com/joaquim-barbosa-declara-voto-em-haddad-pela-primeira-vez-em-32-anos-um-candidato-inspira-medo-135141472.html?fbclid=IwAR1Y9HWUCovK6j2VKxnKUnwj5chTqEjcCdrx9zWKiLuPNiRZ1j_LgynrWFk


Jornalista Eliane Brum anuncia apoio a Haddad: "Um voto contra a opressão"
"Não é um voto para um candidato ou para um partido. Mas sim um voto em defesa de tudo aquilo pelo qual lutei a minha vida inteira", diz ela
https://www.revistaforum.com.br/jornalista-eliane-brum-anuncia-apoio-a-haddad-um-voto-contra-a-opressao/?fbclid=IwAR2Qd0RVnn3fI8XZyHEgxiEcb_jON7b82CIaO6OenbDk7N7O0QQkIrWWZXE


Texto de David Coimbra, ZH / RBS: Não vote em Bolsonaro
Já estou sentindo medo de que os brasileiros cometam o terrível erro de eleger Bolsonaro presidente da República. Seria uma desgraça, talvez a maior dentre tantas que afligem e afligiram o país.
Sei como os eleitores de Bolsonaro estão reagindo neste momento, um segundo após lerem as duas frases acima. Estão argumentando:
– E Lula e Dilma foram bons? E Temer tem sido?
Também não gostei dos governos de Lula e Dilma, e tampouco gosto do de Temer, mas Bolsonaro seria muito pior.
Seria o pesadelo.
Sei bem que minha opinião não mudará a de ninguém. Essa história de formador de opinião é balela – só formo as opiniões que concordam previamente com as minhas. Ou seja: as opiniões já estão formadas. Você escreve e o leitor elogia:
"É bem assim que eu penso".
Na verdade, ele está se autoelogiando. Jamais acontece de alguém dizer:
"Eu pensava o contrário, mas você me convenceu".
Ninguém convence ninguém de nada.
Se os formadores de opinião realmente formassem opinião e se a mídia tivesse realmente o poder que as pessoas acham que tem, Trump não seria presidente.
E Bolsonaro não teria esse cardume de admiradores.
Mas, mesmo assim, mesmo sabendo que não mudarei a opinião de ninguém ao expor a minha, preciso fazê-lo.
Por dois motivos.
Um: devido à curiosa legislação brasileira, que proíbe certas manifestações políticas exatamente em ano eleitoral, quando as manifestações seriam mais relevantes.
Dois: por uma obrigação de consciência. Se vejo que as pessoas estão prestes a fazer algo horrível, tenho de pelo menos emitir um grito de alerta.
E, sim, a eleição de Bolsonaro seria algo horrível.
Não é porque ele é de direita. É o tipo de direita que ele é. Uma direita truculenta e, pior, sem nenhum conteúdo.
A esquerda contra a qual essa direita está reagindo, representada pelo PT, fez coisas que na aparência eram boas, mas deram resultado ruim. Essa direita pretende coisas que na aparência são ruins, mas darão resultado péssimo.
Há quem alegue que Bolsonaro é honesto. Não é verdade. O roubo não é a única desonestidade de que é capaz um homem. Bolsonaro não rouba, mas defende a ditadura, o fechamento do Congresso, a tortura e até o assassinato. Não sou eu quem diz; é ele. Vá ao YouTube e escandalize-se por si mesmo.
Assisti, incrédulo, ao crescimento de Trump nos Estados Unidos. Parecia impossível que o país de Lincoln, Benjamin Franklin e Jefferson, terra dos livres e lar dos bravos, elegeria um homem de tal maneira grosseiro. Elegeu, e é bem provável que o mundo inteiro sofra por causa disso.
O Brasil já tem sua quota de sofrimento. Não precisa de mais.
Sei que será inútil, sei que ninguém dará importância ao que digo, mas tenho de dizer: votar em Bolsonaro não é um repúdio ao PT; é um repúdio ao Brasil. Não vote em Bolsonaro, portanto. Não vote em Bolsonaro. Não vote em Bolsonaro.
https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/david-coimbra/noticia/2017/02/nao-vote-em-bolsonaro-9708348.html?fbclid=IwAR1TmDU-SZ32I8rSU8tBfcdK6tJCt5AywCqaH2h9uOSx_TQbt2ZHHksMVCU


O voto em Haddad é o voto contra a barbárie e em defesa da democracia.
Não existe neutralidade frente a barbárie.
Nestas eleições a escolha é entre a ditadura ou a democracia, entre a barbárie e a civilização.

  

22.10.18

SOBRE O PERSONAGEM QUE OS CAPITALISTAS PRECISAM

O QUE SERIA UM GOVERNO  BOLSONARO

 

Prof. João Marcio, UFRRJ

Rio de Janeiro, 12 de outubro de 2018

 

O deputado Bolsonaro já se comprometeu com o "mercado" a entregar toda as decisões da área econômica ao grandes agentes privados, sob a hegemonia do capital financeiro (personificado no tal Paulo Guedes). Pelas declarações do candidato, seria um governo comandado diretamente por homens de negócio comprometidos com a redução do "custo Brasil", ou seja, com o aumento do lucro privado. Um governo com esse perfil não apenas continuaria, mas radicalizaria a agenda Temer, a fim de implantar:

 

1) A redução brutal dos custos de remuneração da força de trabalho (isto é, a redução do salário mínimo e o fim de diversos direitos trabalhistas combinadas com a deterioração das condições de trabalho, por meio da generalização do trabalho intermitente, da terceirização e do sucateamento da justiça do trabalho);

 

2) O fim das restrições legais à máxima exploração econômica dos recursos naturais, passando por cima de populações tradicionais e preocupações ambientais;

 

3) O sucateamento e a privatização da educação pública (mediante o desfinanciamento crônico de escolas e universidades, a implantação em massa do ensino à distância via empresas privadas, a substituição de concursos públicos para técnicos e professores pela contratação via terceirização, a redução drástica das bolsas de estudo, pesquisa e apoio à permanência nas universidades, a imposição de reitores pelo MEC contra a escolha democrática de comunidade acadêmica e a perseguição ideológica à liberdade de ensino e pesquisa);

 

4) O sucateamento e a privatização da saúde pública (mediante o desfinanciamento do SUS, a regulação fraca das empresas privadas de saúde, a generalização das parcerias público-privadas como modelo de gestão e a substituição de concursos públicos pela contratação temporária via terceirização);

 

5) O favorecimento à indústria armamentista (nacional e estrangeira), mediante a liberação do porte de armas e a prioridade orçamentária às demandas das polícias e das forças armadas;

 

6) Um modelo de segurança pública ainda mais belicoso, menos responsável perante a sociedade e menos responsabilizável juridicamente;

 

7) O alinhamento externo do Brasil aos EUA e a Israel, colocando o país numa agenda militarista que contraria a sua tradição diplomática e põe em risco a paz na região.

 

Além disso tudo, ainda teríamos uma reforma da previdência (que cortaria direitos para os de baixo, mas manteria privilégios para a elite estatal e os militares), uma reforma tributária que reforçaria a concentração de renda e riqueza, a privatização de empresas e bancos públicos e a fragilização das instituições de controle e investigação contra a corrupção.

 

Para implantar uma agenda desse tipo (os capitalistas de cima vão apliar a "lei do cão" para os debaixo), só com intimidação, perseguição e violência.   Aquilo que a historia registrou como  métodos fascistas.

 

João Márcio Mendes Pereira

 

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SOBRE O PERSONAGEM QUE OS CAPITALISTAS PRECISAM

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Antes de tudo o Bolsonaro é um imbecil, que nunca foi levado a sério, nem nas forças armadas. Ele só é confiável para o "mercado" (a burguesia, como se dizia não tão antigamente assim) se terceirizar todas as decisões estratégicas do seu eventual governo, ficando apenas com pautas secundárias para despejar as suas bravatas e lançar factóides à opinião pública. Essa é a leitura dos agentes econômicos relevantes que estão pagando a conta da campanha dele. O problema (para eles) é que o Bolsonaro é despreparado até pra entender isso, o que coloca um horizonte de imprevisibilidade e incerteza para os "investidores" (os capitalistas). Ademais, o sujeito não tem base política sólida (o tal do PSL é um fenômeno de ocasião, sem consistência programática).

Por outro lado, o Bolsonaro carrega um ranço autoritário que é constitutivo da sua figura pública, do qual ele não pode abrir mão sem negar a si próprio. E é esse ranço que gera uma reação contrária a ele que é socialmente plural e internacionalmente consensual até agora.    

Em suma, o sujeito só convence de fato os fanáticos que o seguem. Os capitalistas o estão utilizando agora, mas já o precificaram, estabelecendo como prazo de validade a execução das reformas neoliberais (o pacote de maldades contra o povo e contra o patrimônio nacional, ao estilo terapia de choque - um ou dois anos, no máximo). Depois disso, o sujeito será dispensável. 

A incerteza (para todos) consiste em que, depois de aberta a caixa de Pandora, os demônios não voltam a ela facilmente e, como diz a lei de Murphy, nada é tão ruim que não possa piorar mais. 

 

João Márcio Mendes Pereira


Cancion con todos

Salgo a caminar
Por la cintura cosmica del sur
Piso en la region
Mas vegetal del viento y de la luz
Siento al caminar
Toda la piel de america en mi piel
Y anda en mi sangre un rio
Que libera en mi voz su caudal.

Sol de alto peru
Rostro bolivia estaño y soledad
Un verde brasil
Besa mi chile cobre y mineral
Subo desde el sur
Hacia la entraña america y total
Pura raiz de un grito
Destinado a crecer y a estallar.

Todas las voces todas
Todas las manos todas
Toda la sangre puede
Ser cancion en el viento
Canta conmigo canta
Hermano americano
Libera tu esperanza
Con un grito en la voz