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pergunta:

"Até quando vamos ter que aguentar a apropriação da ideia de 'liberdade de imprensa', de 'liberdade de expressão', pelos proprietários da grande mídia mercantil – os Frias, os Marinhos, os Mesquitas, os Civitas -, que as definem como sua liberdade de dizer o que acham e de designar quem ocupa os espaços escritos, falados e vistos, para reproduzir o mesmo discurso, o pensamento único dos monopólios privados?"

Emir Sader

30.3.15

Misa Criolla, o cristianismo latino na sonoridade do Sul da Terra

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Segunda, 30 de março de 2015

Misa Criolla, o cristianismo latino na sonoridade do Sul da Terra

O músico e radialista Demétrio Xavier apresentou a obra de Ariel Ramirez e Félix Luna, descrevendo os processos culturais que atravessam a composição.

No ano em que a composição da Misa Criolla criada por Ariel Ramirez e Félix Luna completou 50 anos, o filho de um dos autores da obra, Facundo Ramirez, e Patricia Sosa, a convite do Papa Francisco, executaram e interpretaram as canções, em dezembro de 2014, na Basílica de São Pedro, no Vaticano. O tema musical foi debatido na quinta-feira, 26-03-2015, no Instituto Humanitas Unisinos – IHU, que recebeu o músico e radialista da FM Cultura Demétrio de Freitas Xavier para a audição comentada desta importante e característica obra musical do Sul do continente Americano e dos povos andinos. O evento integrou a programação da 12ª edição de Páscoa do IHU - Ética, Mística, Transcendência.

Foto: Ricardo Machado
Criação

Antes de debater as canções, Demétrio, com seu peculiar sotaque sulista – habla como un gaucho – trouxe um pouco do contexto em que a composição musical da Misa Criolla foi composta. "A misa foi feita em 1964, mas estreia em 1967, em Dusseldorf, curiosamente na data de morte de Anne Frank. Mas qual a relação entre as duas coisas? Ariel Ramirez teve a primeira inspiração para a composição em 1950, quando residia em Wolfsburg, na Alemanha, e duas freiras muito amigas dele lhe contaram que em frente à casa que residia havia um campo de concentração nazista", conta o conferencista.

Na sequência, Demétrio lê o que Ariel teria dito ao compor a misa. "Ao finalizar o relato de minhas queridas protetoras, senti que tinha que escrever uma obra, algo que fosse para além das classes, das cores, das raças, que fosse algo a respeito do homem. Compreendi que só podia agradecer-lhes, às freiras, escrevendo em sua homenagem uma obra religiosa", parafraseia.

América Latina e ditadura

Ao pensar no clima político que marcou a segunda metade do século XX na América Latina, especialmente em países como Chile, Argentina e Brasil, Demétrio ressaltou que uma obra musical tão caracteristicamente sulista e andina não teria sido possível após a implementação dos regimes totalitários. "Fazer essa obra com esse caráter teria sido possível antes de 1973, na Argentina? Ou antes de 1964 no Brasil?", provoca. "Após esses regimes, a música do Sul do Chile, que parece a dos Buenos Aires, era menos ameaçadora, as coisas de campo podiam ser cantadas. Mas imagine pegar algo que recorde os Andes? Quem fizesse isso passava a ser alguém perigoso", explica.

Lado A, Lado B

Gravado originalmente em formato vinil, a composição de Ariel Ramirez e Félix Luna está divida em dois grandes eixos, onde o Lado A do disco diz respeito à Misa Criolla propriamente dita, de caráter mais litúrgico e que dá nome ao álbum. O Lado B, que se chama Navidad Nuestra (Nosso Natal), com uma dinâmica mais criativa, em que os músicos exploraram perspectivas mais particulares do cristianismo andino. Evidentemente, nas duas partes do disco a sonoridade é tipicamente crioula, onde são explorados ritmos – declamatórios e dançantes – típicos do noroeste argentino e dos Andes, com muita influência boliviana e peruana.

"No disco há a vidala e a baguala, que são ritmos recitativos. Ariel Ramirez vai buscar no mundo andino a gravidade onde orbita a Misa Criolla. Há o javari, ritmo do Alto Perú, cuja origem remonta o final do século XVI e início do século XVII. Mais para o final da missa há o Sanctus em um ritmo de carnaval cochabambino", descreve Demétrio. "Não vivíamos naquela época esta xenofobia argentina contra os bolivianos", pondera o conferencista.

Demétrio lembra que Félix Luna dizia, em tom de humildade, que o que havia feito era apenas "quebrar um galho para um amigo". "Eles queriam era ter mudado a letra da música, torná-la mais crioula e não puderam. Por isso se 'vingaram' em Navidad Nuestra, no Lado B, quando apresentam o anjo Gabriel como um milico de povoado todo faceiro porque, em vez de prender um borracho, havia recebido missão menos espúria, que era dizer à Maria que esperava um filho de Deus", descreve.

El Pampa

Etimologicamente "pampa" diz respeito ao plano, não se refere, especificamente, a uma região de baixa altitude, há os altiplanos. "Carnaval cochabambino e o estilo pampeano falam igualmente do pampa – 'bamba' é pampa, isso porque o quechua é muito mais suave. O pampeano tem a cara do mestiço desta região", destaca.

Ariel Ramirez e Félix Luna

Ariel Ramirez (1921-2010) foi um músico e compositor argentino com uma extensa trajetória, considerado uma das personalidades mais destacadas do nativismo argentino. Foi um divulgador da cultura tradicional do Sul do continente americano por meio de uma numerosa discografia e também com o trabalho frente a sua companhia de folclore entre 1955 e 1980.

Félix Luna (1925-2009) foi um reconhecido historiador, escritor, advogado e intelectual argentino fundador e diretor da revista Todo es Historia. Além de Navidad Nuestra (1964), compôs, junto com Ariel Ramirez, Los caudillos (1966) eMujeres argentinas (1969).

Demétrio Xavier

Demétrio Xavier é um músico porto-alegrense, especializado na música crioula do Uruguai e da Argentina. Atuando no Rio Grande do Sul e nos dois países platinos, enfatiza sua pesquisa na obra do argentino Atahualpa Yupanqui, tendo traduzido e gravado, em versão bilíngue, seu poema maior, "O Pajador Perseguido". Venceu a Califórnia da Canção Nativa, festival de música gaúcha, em 2009, com uma poesia musicada por Marco Aurélio Vasconcellos, "A Sanga do Pedro Lira". Conduz na FM Cultura de Porto Alegre o programa Cantos do Sul da Terra, dedicado à música e à literatura do sul do continente e indicado em 2012 para o Prêmio Press.

 

Por Ricardo Machado



Entrevista Dalmo Dallari

DALMO DALLARI: 15 DE MARÇO NÃO PASSOU DE UMA ONDINHA

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Jurista Dalmo Dallaria afirma que, "confrontada com a votação que, recentemente, deu o segundo mandato à Presidente Dilma, votação superior a 54 milhões de votos, a « maré humana » da passeata de 15 de março não passou de uma « ondinha » muito leve, espetaculosa mas insignificante como expressão da vontade politica do povo brasileiro"; quanto à pregação de golpe militar, em entrevista a Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania, ele sugere ainda o "enquadramento dos autores dessa tolice antidemocrática, para processamento pela prática do crime. Nesse caso a identificação dos autores não deve ser dificil, pois muita gente filmou e fotografou a prática criminosa"

30 DE MARÇO DE 2015 ÀS 07:22

Por Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania 

Dando sequência à série de entrevistas que o Blog da Cidadania está fazendo com pensadores de alta relevância sobre o momento político preocupante por que passa o país, brindo os leitores desta página com a visão do eminente jurista Dalmo de Abreu Dallari, de quem a caudalosa obra é obrigatoriamente estudada em qualquer curso de Direito.

O professor Dallari se encontra em Paris, neste momento, mas não se furtou a analisar para o Blog temas como o protesto anti Dilma de 15 de março, os atentados a bomba ao PT, a proposta de impeachment de Dilma Rousseff, o comportamento do STF, o comportamento da grande imprensa, o comportamento do Ministério Público e muito mais.

Quero agradecer ao professor Dallari pela gentileza de, apesar de estar em Paris, ter respondido com tanta minúcia às questões que esta página formulou. Este blogueiro e seus leitores sentem-se honrados com a deferência de tão importante pensador brasileiro.

Confira, abaixo, a entrevista

Blog da Cidadania – Desde a campanha eleitoral do ano passado a imprensa alternativa e a tradicional citaram vários casos de pessoas que foram agredidas na rua por usarem roupas da cor vermelha, mesmo quando essas roupas (em geral, camisetas) não tinham relação com partidos políticos, sindicatos ou movimentos sociais. Como o senhor enxerga esse fenômeno? Quem protege essas pessoas agredidas? Como garantir o direito de manifestação política, e que punições podem ser aplicadas a quem agride física ou verbalmente quem faz – ou parece fazer – manifestação política silenciosa como é o uso de uma cor que lembre um grupo político ou uma ideologia?

Dalmo Dallari – A agressão praticada contra uma pessoa que participava de manifestação pacífica é crime contra a pessoa, previsto no Código Penal, no artigo 129. O fato de ter sido praticada a agressão durante manifestação politica não é agravante nem atenuante. Assim, também, a alegação de que o agredido usava camisa de uma cor determinada, que o agressor interpretou como expressão de uma opção política, não tem qualquer relevância. O que cabe é identificar o agressor e apresentar queixa na Delegacia de Policia da região, ou, então, apresentar queixa dando elementos que permitam à Polícia identificá-lo. Em circunstâncias como essa o agredido deve, imediatamente, pedir providências ao policial mais próximo, o que facilita a identificação do criminoso.

Blog da Cidadania – No último dia 15 de março, uma maré humana tomou a avenida Paulista e outras capitais brasileiras pedindo impeachment da presidente Dilma Rousseff. Tanto desta vez quanto nas anteriores que essas manifestações ocorreram, parcela expressiva dos manifestantes pregou golpe militar para atingir esse fim. As esperáveis manifestações de repúdio à ruptura institucional não apareceram na grande imprensa e a pregação explícita de violação da vontade das urnas não gerou nenhuma consequência para os pregadores. Existe algum mecanismo para punir esse tipo de pregação? A existência dessa pregação ameaça a democracia?

Dalmo Dallari – Antes de tudo, é importante assinalar que, confrontada com a votação que, recentemente, deu o segundo mandato à Presidente Dilma, votação superior a 54 milhões de votos, a « maré humana » da passeata de 15 de março não passou de uma « ondinha » muito leve, espetaculosa mas insignificante como expressão da vontade politica do povo brasileiro. Alguns cartazes e algumas faixas exibidos na ocasião deixam dúvida, apenas, quanto ao que realmente expressavam : ignorância, burrice ou vocação totalitária muito primária. Sobre os efeitos de um golpe militar a experiência recente do Brasil é muito expressiva. O que se viu e o que se sabe é que o golpe prejudicou seriamente a normalidade constitucional e foi instrumento de violências e de muitas praticas de corrupção. Quanto à pregação de golpe militar, que configura proposta de subversão da ordem constitucional, é crime previsto na Lei de Segurança Nacional, que, embora feita durante a ditadura, não foi revogada e o próprio Supremo Tribunal Federal já a considerou recepcionada pela nova ordem jurídica, naquilo em que não contraria as normas constitucionais. O que deve ser feito é o enquadramento dos autores dessa tolice antidemocrática, para processamento pela prática do crime. Nesse caso a identificação dos autores não deve ser dificil, pois muita gente filmou e fotografou a prática criminosa.

Blog da Cidadania – No dia 15 de março, a sede do PT na cidade de Jundiaí (SP) sofreu um atentado a bomba. Na mesma cidade, dois bonecos de pano, representando a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula, foram "enforcados" em um viaduto. No Dia 26 de março, novo atentado a bomba contra o partido, agora em São Paulo, na sede do diretório paulistano. Nesse cenário, como o senhor vê a saúde da democracia brasileira e que nível de ameaça ela pode estar sofrendo?

Dalmo Dallari – A prática de atentados contra instalações e símbolos políticos é crime, previsto na Lei de Segurança Nacional, que continua em vigor naquilo em que não contraria disposição da Constituição vigente. Essas práticas violentas são reveladoras de um lamentável primarismo político e de falta de preparo para a convivência civilizada, mas estão muito longe de representarem ameaça à ordem constitucional.

Blog da Cidadania – Muito tem-se falado sobre impeachment da presidente Dilma Rousseff. À luz das denúncias contra seu governo e do que se sabe sobre a conduta dela, o senhor considera que há elementos para se falar em derrubá-la? Se esse processo for levado à frente sob a argumentação de que o julgamento via Congresso é "político" e, portanto, "dispensa provas", o senhor considera que esse caminho é constitucional? Se não for, que instrumentos existem para barrar uma iniciativa que, nessa situação, configurar-se-ia como golpista?

Dalmo Dallari – A proposta de impeachment de Dilma não passou de reação primária de derrotados, inconformados com a derrota. Como já tem sido amplamente demonstrado, nos termos expressos e claros da Constituição, em seu artigo 89, o impeachment só pode ser cogitado se o Presidente da República praticar ato que atente contra a Constituição. Deve existir um ato do Presidente enquanto Presidente. Assim, alegar corrupção na Petrobrás para justificar o impeachment é pura tolice e o que se pode afirmar, sem sombra de dúvida, que a conversa do impeachment não passou de fantasia política de inconformados, sem a mínima consistência jurídica.

Blog da Cidadania – O que o senhor considera que ocorreria com a democracia brasileira caso um governo recém-ungido pelas urnas fosse derrubado por fórmulas como a do "julgamento político que dispensa provas"? Poder-se-ia dizer que o Brasil estaria vivendo uma ruptura institucional e estaria sob um regime ilegítimo? O senhor considera que esse "julgamento político" seria um golpe de Estado? O senhor acha possível que esse "julgamento político" ocorra?

Dalmo Dallari – A experiência brasileira é muito eloquente: um golpe de Estado, destituindo um governo legitimamente eleito, por vias democráticas, seria uma agressão a todo o povo brasileiro, prejudicando direitos fundamentais de todo o povo e de cada cidadão. Mas a verdade sobre o que foi a ditadura está cada vez mais clara e por isso é pouquíssimo provável que ocorra uma tentativa de golpe. Entre outras coisas, o golpe de 1964 foi o resultado de uma aliança de militares fascistas com empresários gananciosos e primários, mas a prática demonstrou que também os mais ricos perdem com a ditadura.

Blog da Cidadania – O Supremo Tribunal Federal deu tratamentos opostos aos ditos mensalões tucano e petista. No caso envolvendo o PSDB, houve desmembramento da ação, com o STF enviando para a primeira instância o caso do ex-senador Eduardo Azeredo, apesar de ele ter renunciado com o fim de não ser julgado naquela instância; no caso do PT, José Dirceu, entre outros, foi julgado pelo STF mesmo sem foro privilegiado. Esse fato é compatível com o regime democrático?

Dalmo Dallari – Foi lamentável a decisão equivocada, claramente equivocada, do Supremo Tribunal Federal, de julgar acusados que não gozavam do foro privilegiado. Ele julgou sem ter competência jurídica para tanto. Esse equívoco, afrontando disposições constitucionais expressas, foi contrário ao regime democrático e foi um mau momento do Supremo Tribunal Federal, que tem por função precípua a guarda da Constituição. Continuo confiando no Supremo Tribunal Federal e esperando que ele dê exemplo do respeito à Constituição e acredito que hoje não se repetiria o equívoco.

Blog da Cidadania – Como o senhor avalia o comportamento da imprensa brasileira no âmbito da crise política?

Dalmo Dallari – É lamentável reconhecer isso, mas a grande imprensa brasileira, em relação a vários temas, deixa perceber que tem orientação influenciada por um direcionamento político. Assim, é mais do que evidente que existe verdadeira obsessão contra o Lula, o petismo e qualquer pessoa ou atividade que possa parecer ligada a isso, por simples coincidência de algumas posições. Mas é positivo o fato de que a imprensa, embora tendo dado mais espaço do que o razoável à fantasia do impeachment, não prega nem apoia um golpe de Estado e dá certa contribuição, podendo dar muito mais, ao aperfeiçoamento do regime democrático.

Blog da Cidadania – Como o senhor avalia o comportamento do Ministério Público no âmbito da crise política?

Dalmo Dallari – O Ministério Público foi extraordinariamente valorizado pela Constituição de 1988 e, essencialmente, tem estado à altura de suas responsabilidades, desempenhando com independência e firmeza suas atribuições, que muitas vezes envolvem o enfrentamento com personalidades que ocupam posições de prestigio na vida pública. Algumas vezes tem havido excesso de rigor e desbordamento das limitações constitucionais, havendo algumas situações excepcionais de omissão na proteção de direitos que lhe cumpre tutelar, mas o Ministério Público tem dado contribuição muito relevante para a busca de efetividade dos direitos consagrados na Constituição.

Blog da Cidadania – Como o senhor avalia o comportamento da Polícia Federal no âmbito da crise política?

Dalmo Dallari – A extrema diversidade de situações em que teve que agir ou resguardar direitos torna difícil uma avaliação genérica da Polícia Federal. Mas, numa síntese, ela tem cumprido bem seu papel constitucional e é merecedora do apoio e da confiança do povo brasileiro.

Blog da Cidadania – Como o senhor avalia o comportamento do STF no âmbito da crise política?

Dalmo Dallari – Numa avaliação do conjunto de seu desempenho, o Supremo Tribunal Federal tem atuado com independência, firmeza e competência, sendo hoje um dos verdadeiros pilares de sustentação da ordem jurídica democrática consagrada na Constituição de 1988. Ele pode e deve ser aperfeiçoado, para que, entre outras coisas, possa desempenhar com eficiência e rapidez suas importantes atribuições. Para tanto, venho sustentando a conveniência de que o Supremo Tribunal seja convertido em Tribunal Constitucional e se concentre em seu papel extremamente relevante de guarda da Constituição, deixando aos demais Tribunais superiores as decisões que hoje sobrecarregam a Corte Suprema.

Blog da Cidadania – Professor Dallari, a partir dessas respostas gostaria de aprofundar algumas delas em uma segunda entrevista, se possível presencial. Quando seria possível?

Dalmo Dallari – Eduardo, na próxima semana já estarei de volta a São Paulo e poderemos manter contato.

Blog da Cidadania – Professor Dallari, agradeço imensamente a atenção. Ligo para o senhor na semana assim que estiver no Brasil.


http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/175096/Dalmo-Dallari-15-de-mar%C3%A7o-n%C3%A3o-passou-de-uma-ondinha.htm




29.3.15

Quem financiou a eleição de Alvaro Dias

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Veja quem contribuiu para a campanha do senador reeleito pelo PSDB do Paraná, de acordo com a prestação de contas entregue à Justiça eleitoral

POR CONGRESSO EM FOCO | 15/01/2015 09:06 
CATEGORIA(S): ELEIÇÕES 2014NOTÍCIAS

DoadorDoador OriginárioValor R$Espécie do Recurso
JOEL MALUCELLIR$ 300.000,00Transferência eletrônica
BRADESCO S/A CORRETORA DE TITULOS E VALORES MOBILIARIOSR$ 250.000,00Transferência eletrônica
Direção Estadual/DistritalBRADESCO LEASING S.A. – ARRENDAMENTO MERCANTILR$ 250.000,00Transferência eletrônica
J. MALUCELLI EQUIPAMENTOS S/AR$ 216.925,00Estimado
J. MALUCELLI EQUIPAMENTOS S/AR$ 210.000,00Transferência eletrônica
Direção Estadual/DistritalPORTO SEGURO CIA DE SEGUROS GERAISR$ 200.000,00Transferência eletrônica
JOEL MALUCELLIR$ 165.566,00Transferência eletrônica
Direção Estadual/DistritalLONDRINA BEBIDAS LTDAR$ 150.000,00Transferência eletrônica
JOEL MALUCELLIR$ 141.000,00Transferência eletrônica
JOEL MALUCELLIR$ 139.000,00Transferência eletrônica
ALVARO FERNANDES DIASR$ 100.000,00Cheque
SKY BRASIL SERVIâOS LTDAR$ 100.000,00Transferência eletrônica
J. MALUCELLI EQUIPAMENTOS S/AR$ 84.296,00Estimado
JOSE ANTONIO DEL CIELR$ 80.000,00Cheque
JOAO OLIVIR GABARDOR$ 40.000,00Cheque
PAULO ROBERTO GONGORA FERRAZR$ 40.000,00Estimado
ANTONIO CARLOS BORGES CAMANHOR$ 30.000,00Transferência eletrônica
CONDOR SUPER CENTER LTDAR$ 30.000,00Cheque
MAIORCA ENGENHARIA E PROJETOS LTDAR$ 30.000,00Transferência eletrônica
MAIORCA ENGENHARIA E PROJETOS LTDAR$ 30.000,00Transferência eletrônica
SITA TRANSPORTE DE CARGAS S/AR$ 30.000,00Transferência eletrônica
HELIO MOACYR DE SOUZA DUQUER$ 25.000,00Cheque
HELIO MOACYR DE SOUZA DUQUER$ 25.000,00Cheque
AGUIA SISTEMAS DE ARMAZENAGEM S/AR$ 20.000,00Transferência eletrônica
CATTALINI TERMINAIS MARITIMOS S/AR$ 20.000,00Transferência eletrônica
COTRANS LOCAÇÃO DE VEICULOS LTDAR$ 20.000,00Cheque
ELIZABETH DOROTY FIORI GRADIAR$ 20.000,00Cheque
COTRANS LOCAÇÃO DE VEICULOS LTDAR$ 14.282,19Estimado
COTRANS LOCAÇÃO DE VEICULOS LTDAR$ 10.948,73Estimado
LUIZ ALCEU PEREIRA JORGER$ 10.000,00Cheque
CARLOS HENRIQUE NACLI BASTOSR$ 8.000,00Estimado
CARLOS HENRIQUE NACLI BASTOSR$ 8.000,00Estimado
MARIO ROBERTO JAGHERR$ 8.000,00Cheque
ATHOS PEDROSOR$ 5.000,00Cheque
RODRIGO TIAGO BROIETTIR$ 5.000,00Estimado
DONIZETE APARECIDO DE SOUZAR$ 4.200,00Depósito em espécie
CARLOS HENRIQUE NACLI BASTOSR$ 4.000,00Estimado
ELEIâíO 2014 FERNANDO AUGUSTO VICENTINE DEPUTADO FEDERALR$ 3.500,00Estimado
GIANCARLO DA SILVAR$ 3.500,00Depósito em espécie
ELEICAO 2014 LUIZ AUGUSTO SILVA DEPUTADO ESTADUALR$ 2.916,66Estimado
ELEICAO 2014 LUIZ AUGUSTO SILVA DEPUTADO ESTADUALR$ 2.700,00Estimado
MELISSA FABIANA DA SILVA MARTINS INACIOR$ 2.300,00Depósito em espécie
CAMILO MUSSETTIR$ 2.000,00Estimado
EDSON GRADIAR$ 2.000,00Estimado
GUILHERME HENRIQUE DE ALMEIDA COSTAR$ 2.000,00Estimado
GUSTAVO SILVA CASTROR$ 2.000,00Estimado
GUSTAVO SILVA CASTROR$ 2.000,00Estimado
HAMILTON LUIZ NASSIFR$ 2.000,00Estimado
HUGO RAPHAEL CANESIN MARINR$ 2.000,00Estimado
JAQUELINE DE FATIMA DOS SANTOS LEALR$ 2.000,00Estimado
JAQUELINE DE FATIMA DOS SANTOS LEALR$ 2.000,00Estimado
JOAO NARCISO LUSTOSA DOS SANTOSR$ 2.000,00Estimado
JOSE ANGELO GARCIAR$ 2.000,00Estimado
JOSE ANTONIO DEL CIELR$ 2.000,00Estimado
JOSE PEDRO CAMPOYR$ 2.000,00Estimado
JOSE PEDRO CAMPOYR$ 2.000,00Estimado
LENOCIR LUIZ NOVAKR$ 2.000,00Estimado
LEONARDO HENRIQUE DOS SANTOSR$ 2.000,00Estimado
PAULO DE TARSO DE OLIVEIRA ABBASR$ 2.000,00Estimado
RAFAEL RIBEIROR$ 2.000,00Estimado
ROBERTO DA CONCEIÇÃO COSTAR$ 2.000,00Estimado
VANDRE FERNANDO FAETI ALVARENGAR$ 2.000,00Estimado
VERA LUCIA CANTUR$ 2.000,00Estimado
VERA LUCIA CANTUR$ 2.000,00Estimado
ZAMIR KENNDY HOSHI TEIXEIRAR$ 2.000,00Estimado
ALVARO FERNANDES DIAS FILHOR$ 1.500,00Estimado
ELEICAO 2014 LUIZ AUGUSTO SILVA DEPUTADO ESTADUALR$ 866,66Estimado
ELEICAO 2014 LUIZ AUGUSTO SILVA DEPUTADO ESTADUALR$ 866,66Estimado
ELEICAO 2014 LUIZ AUGUSTO SILVA DEPUTADO ESTADUALR$ 866,66Estimado
ELEICAO 2014 SANDRO ALEX CRUZ DE OLIVEIRA DEPUTADO FEDERALR$ 712,50Estimado
ALVARO FERNANDES DIAS FILHOR$ 500,00Estimado
ELEICAO 2014 EVANDRO BUQUERA DE FREITAS OLIVEIRA JUNIOR DEP ESTADUALR$ 377,14Estimado
GABRIELE CARDOSOR$ 340,00Estimado
ELEICAO 2014 EVANDRO BUQUERA DE FREITAS OLIVEIRA JUNIOR DEP ESTADUALR$ 150,00Estimado
ELEICAO 2014 EVANDRO BUQUERA DE FREITAS OLIVEIRA JUNIOR DEP ESTADUALR$ 135,00Estimado
ELEICAO 2014 EVANDRO BUQUERA DE FREITAS OLIVEIRA JUNIOR DEP ESTADUALR$ 131,00Estimado
ELEICAO 2014 EVANDRO BUQUERA DE FREITAS OLIVEIRA JUNIOR DEP ESTADUALR$ 25,00Estimado
TotalR$ 2.891.605,20




Cancion con todos

Salgo a caminar
Por la cintura cosmica del sur
Piso en la region
Mas vegetal del viento y de la luz
Siento al caminar
Toda la piel de america en mi piel
Y anda en mi sangre un rio
Que libera en mi voz su caudal.

Sol de alto peru
Rostro bolivia estaño y soledad
Un verde brasil
Besa mi chile cobre y mineral
Subo desde el sur
Hacia la entraña america y total
Pura raiz de un grito
Destinado a crecer y a estallar.

Todas las voces todas
Todas las manos todas
Toda la sangre puede
Ser cancion en el viento
Canta conmigo canta
Hermano americano
Libera tu esperanza
Con un grito en la voz