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pergunta:

"Até quando vamos ter que aguentar a apropriação da ideia de 'liberdade de imprensa', de 'liberdade de expressão', pelos proprietários da grande mídia mercantil – os Frias, os Marinhos, os Mesquitas, os Civitas -, que as definem como sua liberdade de dizer o que acham e de designar quem ocupa os espaços escritos, falados e vistos, para reproduzir o mesmo discurso, o pensamento único dos monopólios privados?"

Emir Sader

24.11.09

O manual do colunista

Blog do Sakamoto

24/11/2009 - 07:37

Curso de Jornalismo Prático: O manual do colunista

Agora que a obrigatoriedade do diploma para exercício da profissão caiu, o Blog do Sakamoto reforça o seu Curso de Jornalismo Prático. Já em sua terceira aula (a primeira e a segunda, sobre o Disk-Fonte: O Jornalismo Papagaio de Repetição, foram um sucesso), o Curso é elaborado em conjunto com amigos que são grandes repórteres e conhecem como ninguém o universo das redações. Para esta aula, um deles foi certeiro na análise do problema, criando um manual que será de grande utilidade aos recém-formados, mas também àqueles com mais quilometragem que querem "chegar lá".

Quer virar colunista ou editorialista de jornalão impresso, de um telejornal noturno ou de uma revista semanal de grande circulação? Fácil. Basta seguir esse manual. Para cada tema polêmico da atualidade, há um repertório de cinco argumentos que devem ser repetidos ad nauseum, sem margem para hesitação. Pintou o tema, escolha um dos cinco argumentos abaixo e tasque na sua coluna. Se quiser, use mais de um. Você é a estrela.

Uma dica: para sua coluna parecer diversificada, democrática, procure colocar alguns dos argumentos abaixo na boca de "especialistas". Veja a lista de nossos especialistas no Disk -Fonte e escolha livremente. Se já estiver na hora do fechamento e ninguém atender, ligue para o Demétrio Magnolli, pois esse está sempre à disposição e discorre sobre qualquer assunto. Ele é fera.

E atenção: não se preocupe se o seu concorrente direto anda usando exatamente esses mesmos argumentos há anos. Não importa também se quase todos esses argumentos já foram aniquilados pelos fatos. O importante, em todos os casos, não é citar fatos. O que conta é dar ênfase no argumento. Se você estiver apresentando um telejornal, faça cara de compenetrado. Se for uma coluna, um editorial, carregue no título.

Além da segurança, da facilidade e da comodidade, há várias outras razões para você usar esse manual: 1) você vai parecer erudito; 2) você vai gastar pouco tempo para fechar a coluna; e 3) seu texto irá repercutir muito bem junto ao dono do(a) jornal/revista/TV que você trabalha.

Ao manual:

Se o assunto é: Cotas nas universidades, ação afirmativa, Estatuto da Igualdade Racial

Seus argumentos devem ser:
"Para a biologia, a raça humana é uma só. Logo, não faz sentido dividir as pessoas por raças"
"A política de cotas é perigosa. Irá criar conflitos que não existem hoje no Brasil"
"É uma ameaça à qualidade do ensino, pois os beneficiários não conseguirão acompanhar as aulas"
"Essas iniciativas representam uma ameaça ao princípio de que todos são iguais perante a lei"
"Cotas são ruins para os próprios negros, pois eles sempre se sentirão discriminados na faculdade"

Se o assunto é: Reforma agrária, MST, agricultura familiar

Seus argumentos devem ser:
"Não faz mais sentido fazer reforma agrária no século 21"
"O agronegócio é muito mais produtivo, eficiente, rentável, moderno e lucrativo"
"O Fernando Henrique já fez a reforma agrária no Brasil"
"Se você distribui lotes, o agricultor pega a terra e a vende para terceiros depois"
"O MST é bandido"

Se o assunto é: Bolsa Família

Seus argumentos devem ser:
"O pobre vai usar o dinheiro para comprar TV, geladeira, sofá e outros artigos de luxo"
"O pobre não terá incentivo para trabalhar. Vai se acostumar na pobreza"
"Não adianta dar o peixe, tem de ensinar a pescar"
"O programa não tem porta de saída" (não tente explicar o que é isso)
"O governo só sabe criar gastos"

Se o assunto é: Mortos e desaparecidos políticos, abertura de arquivos da ditadura, revisão da Lei de Anistia

Seus argumentos devem ser:
"Não é hora de mexer nesse assunto"
"A Anistia foi para todos. Valeu para os militares; valeu para os terroristas"
"Não é hora de mexer nesse assunto"
"A Anistia foi para todos. Valeu para os militares; valeu para os terroristas"
"Não é hora de mexer nesse assunto"

Se o assunto é: Confecom, democratização da comunicação, classificação indicativa

Seus argumentos devem ser:
"Qualquer regulamentação é ruim, o mercado regula"
"É um atentado à liberdade de imprensa"
"Querem acabar com o seu direito de escolha"
"Já tentaram expulsar até o repórter do New York Times, sabia?"
"A classificação indicativa é censura. Os pais é que têm que regular o que seus filhos assistem"

Se o assunto é:
A política econômica

Seus argumentos devem ser:
"O governo deveria aproveitar esse período de vacas gordas para fazer as reformas que o Brasil precisa, cortando custos"
"Os gastos e a contratação de pessoal estão completamente fora de controle"
"O país precisa fazer a lição de casa e cortar postos de trabalho"
"Quem produz sofre muito com o Custo Brasil, é necessário cortar custos e investir em infra-estrutura"
"Só dá certo porque é continuidade do governo FHC"

Se o assunto é:
Trabalho e capital

Seus argumentos devem ser:
"O que os sindicatos não entendem é que, nesta hora, todos têm que dar sua cota de sacrifício"
"Os grevistas não pensam na população, apenas neles mesmos"
"Sem uma reforma trabalhista que desonere o capital, o Brasil está fadado ao fracasso"
"A CLT é uma amarra que impede a economia de crescer"
"É um absurdo os sindicatos terem tanta liberdade"

Autor: sakamoto - Categoria(s): Sem categoria

28 de novembro, 8h as 17h

4ª Conferência municipal das Cidades
Etapa Preparatória da 4ª Conferência nacional das Cidades

A 4ª Conferência da cidade de Caxias do Sul, tem como objetivos avaliar e discutir a participação social no desenvolvimento da cidade - visão integradora - com os diferentes setores sociais, visando projetar o Município de Caxias do Sul nos cenários da Gestão Democrática, da Integração Regional e do Desenvolvimento Urbano, bem como eleger delegados para a 4ª Conferência Estadual das Cidades.

Programa
28 de novembro de 2009 - sábado
as 8 horas
Plenário da Câmara de Vereadores de Caxias do Sul

8h - Credenciamento

9h - Abertura - Presença do Sr. Prefeito Municipal e convidados.

9h15min - Painel - Política de Desenvolvimento Territorial de Caxias do Sul: Planejamento e Gestão Participativa - Avanços e Desafios
Palestrantes: Engª Margarete Tomazini Bender
Arqº Josão Alberto Marchioro

10h - Intervalo

10h15min - Tecnologia da informação como ferramenta para o desenvolvimento. Palestrante Dr. Rogério Santanna dos Santos - Secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.

11h - Debates

12h30min - Intervalo para Almoço

14h - Oficinas - Temas:
1) Planejamento e Gestão Participativa
2) Controle Social

14h45min - Debates

15h30min - Intervalo

15h45min - Plenária - Elaboração do Documento Final da 4ª ª Conferência Municipal das Cidades - Apresentação de Propostas - Destaques/Conclusão.

17h - Eleição Delegados

17h - Encerramento

MPF/RS questiona título de entidade beneficente dado à Universidade de Caxias do Sul

23/11/2009 16h30

Fundação universitária que recebeu certificado de entidade beneficente não cumpre requisitos legais

O Ministério Público Federal em Caxias do Sul (RS) questiona o Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social (Cebas) concedido pelo Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS) à Fundação Universidade de Caxias do Sul (FUCS) para o período entre janeiro de 2004 e dezembro de 2006.

Em ação civil pública ajuizada na Justiça Federal contra a União e a própria Fundação, o procurador da República Fabiano de Moraes informa que o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) enviou ao MPF e ao CNAS representação administrativa que indicava, após detalhada auditoria fiscal na contabilidade da FUCS no triênio 2000/2002, anos que serviram de base à concessão do certificado impugnado na ação, que o CNAS deveria indeferir o pedido de Cebas formulado pela FUCS, por não ter a Fundação atendido aos requisitos dos incisos VI, VII, VIII e X do art. 3º do Decreto nº 2536/98.

O Cebas constitui-se no principal e mais difícil requisito para o gozo da isenção/imunidade das contribuições sociais. As entidades certificadas estão isentas do pagamento da cota patronal ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Contribuição sobre o Lucro Líquido (CSL), Programa de Integração Social (PIS) e também da Contribuição Financeira Social (Cofins). O certificado tem validade de três anos.

Entre outras coisas, foi levantado que a fundação desrespeitava normas do Decreto nº 2536/98, que dispõe exatamente sobre a concessão do Cebas, tais como a aplicação de 20% da receita bruta em gratuidade, uma vez que as declaradas pela entidade foram totalmente glosadas pela fiscalização realizada. Foi apurado inclusive que o diretor da Fundação, reitor da UCS, não apenas tem seu cargo remunerado como ainda participa da divisão dos lucros anuais da universidade, o que também seria contraditório à situação de entidade beneficente da FUCS.

MP das Filantrópicas - A representação administrativa do INSS não foi julgada pelo CNAS, sem movimentação no CNAS durante cinco anos até o advento da Medida Provisória nº 446, de 7 de novembro de 2008, a qual possibilitou a renovação automática, sem qualquer análise do cumprimento dos requisitos legais exigidos, dos pedidos de renovação de Cebas cujos processos estavam pendentes de julgamento no CNAS. As representações administrativas encaminhadas pelo Fisco ainda não julgadas (parágrafo único do art. 37 da MP nº 446/08) foram arquivadas, o que beneficiou a FUCS, que obteve a renovação do Cebas hostilizado por meio da Resolução CNAS nº 3, de 23 de janeiro de 2009, não obstante as irregularidades constatadas.

A ação civil pública pode ser acompanhada na Justiça Federal pelo protocolo 2009.71.07.005443-1.

Assessoria de Comunicação Social
Procuradoria da República no Rio Grande do Sul
(51) 32847369 / 32847370

Médicos do povo para o povo



15/11/2009

Há 10 anos que se estão formando as primeiras gerações de médicos de origem pobre na América Latina. Não estão sendo formados pelas excelentes universidades publicas latinoamericanas, que têm os melhores cursos tradicionais de medicina do continente. Nem falar das universidades privadas.

Eles estão sendo formados pelas Escolas Latinoamericanas de Medicina, projeto iniciado há 10 anos em Cuba e que agora já conta com uma Escola similar na Venezuela e tem projeto de ampliar-se para países como Bolívia e Equador. São selecionados estudantes por cotas de movimentos sociais –originários do movimento camponês, do movimento negro, do movimento sindical, do movimento indígena e de outros movimentos sociais -, se tornam alunos do melhor curso de medicina social do mundo e retornam a seus países para praticar os conhecimentos adquiridos não na medicina privada, mas na medicina social, pública, nos lugares que os nossos países mais precisam, sem contar normalmente com os médicos formados nas universidades tradicionais.

Cuba transformou uma antiga instalação militar – a Academia Naval Granma – em uma universidade médica latinoamericana, para que milhares de jovens privados de estudar medicina nos seus países, possam ter acesso a esse curso em Cuba e retornem a seus países para atender necessidades que não são contempladas pela medicina tradicional.

Além da melhor medicina social que se pode dispor hoje no mundo, os alunos recebem formação histórica sobre o nosso continente, respeitando-se as convicções – políticas, religiosas – de cada aluno. "Médicos dispostos a trabalharem onde for preciso, nos mais remotos cantos do mundo, onde outros não estão dispostos a ir. Esse é o médico que vai ser formar nesta Escola" – dizia Fidel na inauguração da Escola.

A primeira turma se formou em 2005. Formar um médico nos EUA custa não menos de 300 mil dólares. Cuba está formando atualmente mais de 12 mil médicos para países do Terceiro Mundo, em uma contribuição inestimável para os povos desses países. Mesmo passando dificuldades econômicas nas duas ultimas décadas, Cuba não diminuiu nenhuma vaga na Escola Latinoamericana de Medicina – como, aliás, nenhuma vaga nas escolas cubanas, nem nenhum leito em hospital.

Desde a formação da primeira turma, em 2005, graduaram-se médicos de 45 países e de cerca de 84 povos originários. Formaram-se 1496 médicos em 2005, 1419 em 2006, 1545 em 2007, 1500 em 2008, 1296 em 2009. Os três países que tiveram mais médicos formados na Escola são Honduras, com 569, Guatemala, com 556 e Haiti, com 543. Atualmente mais de 2 mil alunos estudam na Escola. A procedência social deles é em sua maioria operários e camponeses. As religiões predominantes são a católica e a evangélica.

A Escola em Cuba – em uma cidade contigua a Havana – é integrada por 28 edificações numa área de mais de um milhão de metros quadrados, onde os estudantes recebem o curso pré-medico e os dois primeiros anos do curso de medicina, de ciências básicas. Depois os alunos recebem o "ciclo clínico" nas 13 universidades médicas existentes em Cuba. O corpo geral de professores é de mais de 12 mil.

O Brasil também já conta com cinco gerações de médicos, formados na melhor medicina social, sem que possam exercer a profissão, propiciada pela generosidade de Cuba. Os Colégios Médicos tem conseguido bloquear esse beneficio extraordinário para o povo brasileiro, alegando que o currículo em que se formara, não corresponde exatamente ao das universidades brasileiras – uma forma corporativa de defender seus privilégios.

As nossas universidades públicas costumam ter as vagas ocupadas por alunos que se preparam muito melhor que a grande maioria, por dispor de recursos econômicos que lhes possibilitam ter formação muito superior às dos outros. Assim, em geral tem origem na classe média alta e na burguesia, que desfrutam da melhor formação que as universidades públicas possuem, gratuitamente, sem que a isso corresponda a contrapartida de exercer medicina social, nas regiões em que o país mais necessita.

Essas instituições corporativas não devem se preocupar, as centenas de médicos formados na Escola Latinoamericana de Medicina não abrirão consultórios nos Jardins de São Paulo, na zona sul do Rio ou em outras regiões ricas das capitais brasileiras. Eles irão fazer a medicina social que o Brasil precisa, atendendo a demandas que não são atendidas pelos médicos formados nas melhores universidades públicas brasileiras, mas que derivam seus conhecimentos para atender a clientelas privadas, em condições de pagar consultas e tratamentos caros.

As negociações para o reconhecimento dos diplomas dos jovens médicos solidários formados em Cuba estão em desenvolvimento, com apoio do governo brasileiro, mas ainda não chegaram a uma solução que permita o aporte dessas primeiras gerações de médicos brasileiros de origem popular.

Postado por Emir Sader às 05:54

http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=1&post_id=374

Comparação governos FHC/Serra vs Lula/Dilma

Pequeno Balanço comparativo
8 anos do governo FHC  / PSDB com 6 e meio anos do governo LULA / PT
_____________________________________________________________________________________________________

 

DADOS  DO GOVERNO

PSDB - F  H  C - SERRA

PT - L U L A - DILMA

RISCO BRASIL

2.700 PONTOS

200 PONTOS

SALÁRIO MÍNIMO ATUALIZADO

E CONVERTIDO EM DÓLARES

78 DÓLARES

243 DÓLARES

DÓLAR

R$ 3,26

R$ 1,78

DIVIDA FMI

TRIPLICOU

PAGOU

INDUSTRIA NAVAL

DESATIVOU

RECONSTRUIU

UNIVERSIDADES NOVAS

NENHUMA

12 - UTFPR NO PR POR EXEMPLO

EXTENSÕES UNIVERSITÁRIAS

NENHUMA

131 NOVOS CAMPI PELO BRASIL AFORA

ESCOLAS TÉCNICAS

NENHUMA

214

VALORES E RESERVAS DO TESOURO NACIONAL

31 BILHÕES DE DÓLARES AO FIM DO GOVERNO

225 BILHÕES DE DÓLARES

CRÉDITOS POPULAR - PIB

14%

34%

ESTRADAS DE FERRO

NENHUMA

03 (MEGA FERROVIAS EM ANDAMENTO)

ESTRADAS RODOVIÁRIAS

90% DANIFICADAS

70% RECUPERADAS - 88% EM BOAS CONDIÇÕES

INDUSTRIA AUTOMOBILÍSTICA

EM BAIXA E DESEMPREGANDO

BATENDO RECORDE ATRÁS DE RECORDE DE PRODUÇÃO

CRISES INTERNACIONAIS

3 QUE ARRASARAM O PAÍS

A MAIOR DA HISTÓRIA - AQUI FOI SÓ UMA "MAROLINHA"

CÂMBIO

FIXO: ESTOURANDO O TESOURO NACIONAL

FLUTUTANTE: COM LIGEIRAS

INTERVENÇÕES DO BACEN

TAXA DE JUROS SELIC

26,5 % AO ANO

8,5 % AO ANO - A MENOR DA HISTÓRIA

MOBILIDADE SOCIAL

2 MILHÕES DE PESSOAS SAÍRAM DA LINHA DE POBREZA

31 MILHÕES DE PESSOAS SAÍRAM DA LINHA DE POBREZA

EMPREGOS

780 MIL EMPREGOS EM 8 ANOS

11 MILHÕES DE EMPREGOS COM CARTEIRA ASSINADA - ATÉ AGORA...

INVESTIMENTOS EM INFRAESTRURA

NENHUM

504 BILHÕES DE REAIS PREVISTOS ATÉ 2010

POLICIA FEDERAL

80 PRISÕES

2.750 PRISÕES

ROMBO NO ESTADO BRASILEIRO

30 BILHÕES NAS PRIVATIZAÇÕES - SEM CONTAR O QUE A "VALE" PODERIA RENDER HOJE AO PAÍS...

200 MILHÕES DE REAIS PELOS MENSALEIROS – caixa 2 admitido e nenhum tostão de dinheiro público utilizado foi provado até agora...

MERCADO INTERNACIONAL

O BRASIL SEM CRÉDITO PARA COMPRAR UMA CAIXA DE FÓSFORO

INVESTIMENT GRADE

ECONOMIA INTERNA

ESTAGNAÇÃO TOTAL COM DESINFLAÇÃO INERCIAL E DESEMPREGO

INCLUSÃO DE CONSUMIDORES E SURGIMENTO DE INVESTIDORES

ProUni

_________________

NÃO EXISTIA

________________

670.000 JOVENS SÃO

NOVOS UNIVERSITÁRIOS

__________________

DESEMPREGO NO PAÍS

_________________

12,2%

________________

7,4%

__________________

DÍVIDA INTERNA / PIB

_________________

55,5%

________________

36,6%

__________________

ELETRIFICAÇÃO RURAL

_________________

2.700 PESSOAS

________________

7.200.000 PESSOAS

__________________

GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA

_________________

APAGÃO

________________

1.567 empreendimentos em operação...

65 empreendimentos atualmente em construção e mais 516 outorgadas

______________

PETROBRÁS

TERCEIRIZAÇÕES E QUASE PRIVATIZAÇÃO "PETROBRAX"

NOVAS DESCOBERTAS ENTREGUES POR CONCESSÃO

FORTALECIMENTO – CONTRATAÇÕES VIA CONCURSO

PRÉ-SAL NO SISTEMA DE PARTILHA

PETRÓLEO NA MÃO DOS BRASILEIROS

 

De Copenhague a Yasuní

Jornal Correio do Brasil
Por Boaventura de Sousa Santos, Carta Maior - de Coimbra, Portugal


Como já se previra, a próxima Conferência da ONU sobre a Mudança Climática, que ocorrerá em Copenhague, de 7 a 18 de dezembro, será um fracasso que os políticos irão tentar disfarçar com recurso a vários códigos semânticos como "acordo político", "passo importante na direção certa". O fracasso reside em que, ao contrário dos compromissos assumidos nas reuniões anteriores, não serão adotadas em Copenhague metas legalmente obrigatórias para a redução das emissões dos gases responsáveis pelo aquecimento global cujos perigos para a sobrevivência do planeta estão hoje suficientemente demonstrados para que o princípio da precaução deva ser acionado.

A decisão foi tomada durante a recente Cúpula da Cooperação Ásia-Pacífico e, mais uma vez, quem a ditou foi a política interna dos EUA: a braços com a reforma do sistema de saúde, o presidente Obama não quer assumir compromissos à margem do Congresso norte-americano e não pode ou não quer mobilizar este último para uma decisão que envolva medidas hostis ao forte lobby do setor das energias não renováveis. Os cidadãos do mundo continuarão pois a assistir ao espectáculo confrangedor de políticos irresponsáveis e de interesses económicos demasiado poderosos para se submeterem ao controle democrático e assim ficarão até se convencerem de que está nas suas mãos construir formas democráticas mais fortes capazes de impedir a irresponsabilidade dos políticos e o despotismo econômico.

Mas a reunião de Copenhague não será totalmente em vão porque a sua preparação permitiu que se conhecessem melhor movimentos e iniciativas, por parte de organizações sociais e por parte de estados, reveladores de uma nova consciência ambiental global e de outras possibilidades de inovação política. Uma das propostas mais audaciosas e inovadoras é a Iniciativa ITT do Equador apresentada, pela primeira vez, em 2007 pelo então Ministro da Energia e Minas, o grande intelectual-ativista Alberto Acosta, mais tarde Presidente da Assembleia Constituinte.

Trata-se de um exercício de co-responsabilização internacional que aponta para uma nova relação entre países mais desenvolvidos e países menos desenvolvidos e para um novo modelo de desenvolvimento, o modelo pós-petrolífero. O Equador é um país pobre apesar de (ou por causa de) ser rico em petróleo e a sua economia depender fortemente da exportação de petróleo: o rendimento petrolífero constitui 22% do PIB e 63% das exportações. A destruição humana e ambiental causada por este modelo econômico na Amazônia é verdadeiramente chocante. Em consequência direta da exploração do petróleo por parte da Texaco (mais tarde, Chevron), entre 1960 e 1990, desapareceram por inteiro dois povos amazônicos, os Tetetes e os Sansahauris.

A iniciativa equatoriana visa romper com este passado e consiste no seguinte. O estado equatoriano compromete-se a deixar no subsolo reservas de petróleo calculadas em 850 milhões de barris existentes em três blocos — Ishpingo, Tambococha e Tipuyini (daí, o acrônimo da inciativa) — do Parque Nacional Amazónico Yasuní, se os países mais desenvolvidos compensarem o Equador em metade dos rendimentos que deixará de ter em resultado dessa decisão. O cálculo é que a exploração gerará, ao longo de 13 anos, um rendimento de 4 a 5 bilhões de euros e emitirá para a atmosfera 410 milhões de toneladas de CO2. Tal não ocorrerá se o Equador for compensado em cerca de 2 biliões de euros mediante um duplo compromisso. Esse dinheiro é destinado a investimentos ambientalmente corretos: em energias renováveis, reflorestação, etc.; o dinheiro é recebido sob a forma de certificados de garantia, um crédito que os países "doadores" receberão de volta e com juros caso o Equador venha a explorar o petróleo, uma hipótese pouco provável dada a dupla perda para o país (perda do dinheiro recebido e a ausência de rendimentos do petróleo durante vários anos, entre a decisão de explorar e a primeira exportação).

Ao contrário do Protocolo de Kyoto, esta proposta não visa criar um mercado de carbono; visa evitar que ele seja emitido. Não se limita, pois, a apelar à diversificação das fontes energéticas; sugere a necessidade de reduzir a procura de energia, quaisquer que sejam as suas fontes, o que implica uma mudança de estilo de vida que será sobretudo exigente nos países mais desenvolvidos. Para ser eficaz, a proposta deverá ser parte de um outro modelo de desenvolvimento e ser adotada por outros países produtores de petróleo. Aliás, a sustentar esta proposta equatoriana está a nova Constituição do Equador, uma das mais progressistas do mundo, que, a partir das cosmovisões e práticas indígenas do que designam como "viver bem" (Sumak Kawsay) — assentes numa relação harmoniosa entre seres humanos e não-humanos, incluindo o que na cultura ocidental se designa por natureza — propõe uma concepção nova e revolucionária de desenvolvimento centrada nos direitos da natureza.

Esta concepção deve ser interpretada como uma contribuição indígena para o mundo inteiro, pois ganha adeptos em setores cada vez mais vastos de cidadãos e movimentos à medida que se vai tornando evidente que a degradação ambiental e a depredação dos recursos naturais, além de insustentáveis e socialmente injustas, conduzem ao suicídio coletivo.
Uma utopia? A verdade é que a Alemanha já se comprometeu a entregar ao Equador 50 milhões de euros por ano durante os 13 anos em que petróleo seria explorado. Um bom começo.

Boaventura de Sousa Santos é sociólogo e professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (Portugal).

http://www.correiodobrasil.com.br/noticia.asp?c=160268

23.11.09

Chile: Incógnita marca las próximas elecciones

Chile: Incógnita marca las próximas elecciones

Fernando de la Cuadra

ALAI AMLATINA, 23/11/2009.- Las elecciones del próximo 13 de diciembre
ya se encuentran en la recta final y el horizonte no se vislumbra
totalmente claro. La indecisión ha sido colocada principalmente por el
candidato independiente Marco Enríquez-Ominami, que aparece en los
últimos sondeos en empate técnico con relación a Eduardo Frei, el
candidato oficialista. En efecto, según la encuesta CERC (del Centro de
Estudios de la Realidad Contemporánea) Enríquez-Ominami y Frei se
encuentran empatados con el 20 por ciento de las intenciones de voto.
Pero esta igualdad refleja dos movimientos opuestos. Mientras Frei
retrocede del 25 al 20% respecto a los últimos sondeos de agosto,
Enríquez-Ominami continúa en alza pasando del 14 al 20%, colocando una
nota de indecisión sobre cual de ellos pasará finalmente a segunda
vuelta, en enero del 2010.

En otra encuesta del Centro de Estudios Públicos (CEP), el candidato de
la derecha continúa al frente con un 36% de las preferencias, superando
en 10 puntos porcentuales al abanderado de la Concertación que tiene un
26% de los potenciales sufragios. A pesar de esta significativa ventaja,
Piñera depende mucho del candidato que pasará a la segunda vuelta a ser
realizada el 17 de enero. En el más probable escenario electoral de
disputa con Frei, la derecha va a depender totalmente de las alianzas
que sea capaz de construir con las fuerzas que apoyan a
Enríquez-Ominami, que aparece con un 19% de intención de voto.

Por su parte, el candidato de la izquierda Jorge Arrate -representante
del Pacto Juntos Podemos y Frente Amplio- viene realizando una campaña
que cada vez entusiasma más a sus electores. Sin embargo, a pesar de su
crecimiento espectacular (pasó del 1 al 5 por ciento) y a su buen
desempeño en los debates entre los cuatro contendores, es muy difícil
que supere el 8% de los sufragios.

Riesgo de crecimiento del voto de la derecha

Los publicistas de la derecha vienen trabajando la imagen de que este
sector ha crecido en las preferencias de los votantes. Sin embargo, en
términos electorales la derecha en Chile se mantiene con un techo que
alcanza al 47%, razón por la cual ha perdido por estrecho margen en las
últimas dos contiendas presidenciales. En todo caso, nada impide pensar
que este panorama pueda revertirse el presente año.

Piñera es un personaje que ya lleva varios años de protagonismo en la
arena empresarial y política. Se transformó en un acaudalado empresario
como administrador de las tarjetas de crédito y posteriormente ha
realizado importantes adquisiciones de empresas, equipos de fútbol y un
canal de televisión. Por su estilo truculento y pocos escrúpulos, muchos
ya lo comparan con Berlusconi. Y efectivamente, la propiedad de un medio
de comunicación tan influyente como la televisión le puede dar el
impulso final para vencer en la próxima contienda electoral.

Por su parte, Eduardo Frei no consigue capitalizar el apoyo popular que
tiene el gobierno de Bachelet y la alta aprobación de que goza la
mandataria: 78% según la misma encuesta CEP. En sus recientes
declaraciones Frei ha reiterado que el es "más Bachelet" pero con
distinto envase. El problema es que el nuevo envase no consigue encantar
a los electores. A pesar de todos los esfuerzos de sus asesores de
campaña, Frei sigue siendo una figura poco atractiva para la mayoría de
la población, inclusive para los miembros de su propio partido, la
Democracia Cristiana. A ello se suma el hecho de que los partidos de la
Concertación están muy desgastados, con una dramática perdida de su
capacidad movilizadora como mito social y político, que la re-legitime
como representante del mundo popular con un proyecto modernizador y de
progresismo social.

Si Piñera y Frei se consolidan como los ganadores en la primera vuelta
de diciembre, es muy probable que el primero pueda capitalizar un voto
de descontento o castigo del electorado hacia el conglomerado
oficialista, aunque todavía se puede dar la tendencia más previsible: el
apoyo en las urnas de los simpatizantes de Enríquez-Ominami y de Arrate
fluirá mayoritariamente hacia la candidatura de Frei. El propio Arrate
ha planteado recientemente un "pacto mínimo" para derrotar a Piñera y su
plataforma de derecha.

Dicha transferencia de sufragios puede significar un giro definitivo en
la carrera presidencial. Sin embargo, la incógnita sigue siendo la marca
registrada de estas elecciones, con un final que se mantiene abierto
como en las mejores películas de suspenso.


- Fernando de la Cuadra es sociólogo. Miembro de la Red Universitaria de
Investigadores sobre América Latina (RUPAL).
http://fmdelacuadra.blogspot.com

COMUNICADO

A los poderes del Estado

A las Organizaciones Campesinas y Populares

A la Opinión Pública en General

 

Nosotros, sobrevivientes de las Ligas Agrarias Cristianas (LAC) y de la Juventud Agraria Católica (JAC), nos hemos auto convocado y reunido – en el espíritu de nuestros mártires - los días 13 al 15 de noviembre del 2009 en la Casa Emaus de Luque para analizar nuestras pasadas experiencias en dichas organizaciones, en sus aspectos económico, educativo, doctrinal y político, a la luz de la  situación que vive actualmente el país.

 

Al término de esas deliberaciones hemos considerado oportuno compartir  con los compatriotas, pueblo y Poderes del Estado, algunas conclusiones contenidas en los siguientes puntos:

 

 

EN LO ECONÓMICO:

 

*      1 - Pensamos que para defender nuestra soberanía y seguridad alimentaria es necesaria la Reforma Agraria Integral que, además de tierra, incluya la asistencia técnica y crediticia, así como los servicios básicos de salud, educación, organización, infraestructura vial y mercado seguro para la comercialización de los productos. Es urgente la protección de la producción, la naturaleza y el medio ambiente nacional evitando la destrucción de los mismos ante el avance de la producción extensiva, destructiva y el ingreso de los productos foráneos generalmente de procedencia ilegal.

 

*      2 - La tierra es para el agricultor campesino e indígena su medio de vida (su tekoha, karuha, vy`aha) y no una simple mercadería de especulación, como ocurre con los grandes empresarios que presionan, ya sea económicamente o por medio de los agro tóxicos para desalojar a los campesinos e indígenas de sus tierras. Constituye un atentado al medio ambiente y a la vida humana y expulsa a los hermanos indígenas de sus tierras ancestrales. Nos duele el desarraigo, la destrucción cultural y la emigración de la juventud y familias enteras que pasan a vivir en peores condiciones en las periferias de las ciudades. Esta situación ya se ha hecho insoportable.

 

*      3 - Hacemos un llamado a todas las organizaciones campesinas y populares, a la unidad de acción para evitar que el campesinado paraguayo se encamine hacia su extinción; de ocurrir esto, seria como una especie de "genocidio" con la desaparición de una cultura considerada fundamental en la vida e historia de la Nación. Se agudiza el problema social y la destrucción del medio ambiente.

 

*      4 - Sabemos que el Paraguay es fundamentalmente un país agrícola y ganadero. Pero estamos viendo que los grandes agro negocios en nada contribuyen al bienestar del país, al igual que la gran empresa ganadera que alimenta de carne a otros países y hace que este alimento básico alcance cada vez menos al consumidor de los sectores populares. Es necesario que el Estado dedique mayor atención a la agricultura familiar y comunitaria, que provee el alimento necesario para el pueblo. Además debe defender la soberanía territorial y cultural en las fronteras del país.

*      5 - Consideramos importante la democratización no solamente de la política sino también de la Economía. El pueblo organizado debe participar en la planificación de la política económica del país y los Poderes del Estado, deben crear los canales para una efectiva participación de las organizaciones sociales y populares.

 

 

EN LO EDUCATIVO:

 

*      6 - Consideramos que en nuestras experiencias organizativas se ha desarrollado un proyecto educativo que apoyó el aprendizaje de la lecto-escritura y además la comprensión de las causas históricas de la pobreza y la posibilidad de revertir sus consecuencias. 

         

*      Consideramos también que la educación así entendida es factor fundamental para el desarrollo del país y debe ser accesible a todos en su nivel primario, secundario y terciario, al igual que la formación profesional que en el campo debe consistir principalmente en la formación de técnicos agropecuarios. La Educación debe ser realmente gratuita y se debe priorizar la capacitación de los docentes, la alfabetización de adultos, el uso de los medios de comunicación con fines educativos y la creación de medios alternativos de comunicación: radios comunitarias.

 

*      Es necesario el conocimiento por parte de la nueva generación de nuestra historia reciente, en particular el periodo de la dictadura stronista.

 

*      Creemos que es importante la integración consciente y efectiva de la comunidad      en la educación.

 

*      Es necesario que los medios de comunicación se ajusten a una ética periodística consensuada al servicio de la verdad y el afianzamiento de la democracia.

 

 

EN LO POLÍTICO:

 

*      7 - Consideramos que la política debe estar en función del desarrollo económico y un estado de bienestar para todos. El Pueblo organizado debe ser no solamente protagonista sino también beneficiario de la riqueza nacional que se genera entre todos. Pedimos a los parlamentarios que no nos sustituyan en el poder que les hemos delegado sino que sean representantes de los intereses del electorado que ha confiado en ellos.

 

*      8 - Quienes hemos sobrevivido a las prisiones y a las torturas de una dictadura inhumana y cruel, valoramos el proceso democrático y las libertades publicas que vive actualmente el país. Por eso estamos dispuestos a defender "por todos los medios a nuestro alcance" como dice la Constitución Art.138, si algún grupo intentara interrumpir este proceso y violentar la voluntad popular expresada en las urnas.  Sabemos que los privilegiados de gobiernos anteriores no quieren el cambio porque no conviene a sus intereses y por eso procuran trabarlo por todos los medios.

 

 

 

MENSAJES ESPECIALES:

 

 

Al Presidente de la República:

 

*      Que se decida implementar la Reforma Agraria, contenido fundamental de su Programa de gobierno, a pesar de las trabas creadas por grupos retardatarios.

 

*      Si no puede llevar a cabo su Plan de gobierno, informe al pueblo de dónde provienen las trabas.

 

*      No dude en convocar al pueblo, que hasta ahora lo respalda mayoritariamente, para superar juntos los obstáculos. Es urgente restablecer el vínculo entre o Presidente  y su pueblo.

 

*      Expresamos nuestro apoyo al Presidente Constitucional de la Nación y le pedimos que se mantenga en comunicación con nosotros.

 

 

A nuestros compañeros/as campesinos/as:

 

*      Expresar un emocionado saludo y reconocimiento a la resistencia y lucha campesina; mujeres y hombres sobrevivientes a pesar de los rigores del maltrato y la pobreza que siguen siendo protagonistas en la construcción de una sociedad justa y solidaria.

 

*      Convocar a todas las actuales organizaciones campesinas, a iniciar la marcha hacia la construcción de la unidad respetando la diversidad.

 

 

Al Congreso Nacional:

 

*      Recordar a todos los legisladores que ellos fueron electos por el pueblo mayoritario, y deben usar su poder al servicio del bien común y no de intereses particulares. Rechazar el recorte al presupuesto de los programas sociales.

 

*      Urgir la producción de leyes que defiendan la soberanía nacional ante el avance de usurpación de grandes extensiones del territorio nacional por parte de empresas, por lo general, extranjeras, que traen consigo la invasión cultural.

 

 

Al Poder Judicial:

 

*      Rechazar la criminalización de las luchas sociales, responsabilidad del Poder Judicial que, por lo general, en sus fallos tiende a favorecer a los poderosos y condenar a los campesinos y campesinas que luchan por la reivindicación de sus derechos.

 

 

A los representantes de los países amigos:

 

*      Pedimos que sean fieles custodios del proceso democrático del país.

9- Finalmente reafirmamos nuestro compromiso en la construcción de una nueva sociedad regida por los valores de la justicia e igualdad desde los lugares y las  organizaciones donde estamos participando, animados por la mística y espíritu de lucha de las Ligas Agrarias y la JAC que hemos venido a renovar en este fraterno y fructífero encuentro.

 

 

¡¡..VIVA EL PARAGUAY SOBERANO, JUSTO Y FRATERNO..!!

                      

 

                                                                                    Emaus, 15 de noviembre de 2009


Cancion con todos

Salgo a caminar
Por la cintura cosmica del sur
Piso en la region
Mas vegetal del viento y de la luz
Siento al caminar
Toda la piel de america en mi piel
Y anda en mi sangre un rio
Que libera en mi voz su caudal.

Sol de alto peru
Rostro bolivia estaño y soledad
Un verde brasil
Besa mi chile cobre y mineral
Subo desde el sur
Hacia la entraña america y total
Pura raiz de un grito
Destinado a crecer y a estallar.

Todas las voces todas
Todas las manos todas
Toda la sangre puede
Ser cancion en el viento
Canta conmigo canta
Hermano americano
Libera tu esperanza
Con un grito en la voz