pergunta:
Emir Sader
4.7.16
“Uma religião de missa dominical, mas de semanas injustas não agrada ao Deus da Vida."
2.7.16
Leonardo Boff
"Pra nós hoje ethos é a nossa casa comum."
"Antropoceno é a era geológica em que o ser humano é o grande ameaçador da vida do Planeta."
"O ser humano se transformou no satã da Terra."
"Contra o antropoceno estamos colocando o e evocação no ecoceno."
"Sustentabilidade é garantir que todos os seres continuem vivos."
"O cuidado é aquele orientador antecipado dos nossos atos."
"Tudo aquilo que nos amamos, cuidamos."
Leonardo Boff
"O melhor manual de ecologia é a nova encíclica do Papa Francisco, no qual ele escreve para toda a humanidade."
Leonardo Boff
A ética da cooperação
A lei básica do mercado e da economia e a competição, não a cooperação. Mas, tudo é relação. A cooperação é a lei suprema do universo."
"Sempre que o ser humano se ocupa das coisas que tem sentido, dentro do ser humano existe o 'ponto Deus', mas a tristeza da nossa cultura é que cubrimos esse 'ponto Deus' no cérebro."
"O legado dessa crise da civilização será a inauguração da nova era do capital humano espiritual."
"A ética tem que se fundar na cooperação, no cuidado, na meditação..."
Leonardo Boff
Devemos estar atentos às novas pobrezas do bem-estar, alerta o Papa
NOTÍCIAS » Notícias
Sexta, 01 de julho de 2016
Devemos estar atentos às novas pobrezas do bem-estar, alerta o Papa
Em um mundo globalizado, no qual as novas formas de pobreza materiais e espirituais se multiplicaram, pede-se que os cristãos "estejam alertas como sentinelas, para que não aconteça que, diante das pobrezas produzidas pela cultura do bem-estar", caiam na indiferença. As palavras são do Papa Francisco e foram pronunciadas durante a última Audiência extraordinária jubilar antes do recesso de verão, na qual destacou que "as obras de misericórdia não são temas teóricos, mas testemunhos concretos".
A reportagem é de Iacopo Scaramuzzi e publicada por Vatican Insider, 30-06-2016. A tradução é de André Langer.
Francisco também fez um apelo pelas famílias que sofrem com a falta de trabalho e com a precariedade. O Pontíficerecordou sua recente viagem à Armênia e disse aos fiéis que em setembro viajará, como parte da sua viagem ao Cáucaso, à Geórgia e ao Azerbaijão, para impulsionar, entre outras coisas, "esperanças e caminhos de paz".
"Quantas vezes – disse o Papa – durante estes primeiros meses do Jubileu, ouvimos falar das obras de misericórdia! Hoje, o Senhor nos convida a fazer um sério exame de consciência. Fará bem, de fato, não esquecer nunca que a misericórdia não é uma palavra abstrata, mas um estilo de vida. Uma coisa é falar de misericórdia, outra é viver a misericórdia".
O que dá vida à misericórdia, explicou o Papa, "é seu constante dinamismo para ir ao encontro das necessidades de todos os que vivem mal-estar espiritual e material. A misericórdia tem olhos para ver, ouvidos para escutar, mãos para ajudar. A vida cotidiana nos permite tocar com a mão muitas das exigências que afetam os mais pobres e sofridos. Pede-se a nós essa atenção particular que nos leva a nos dar conta do estado de sofrimento e da necessidade em que se encontram tantos irmãos e irmãs".
"Às vezes, prosseguiu o Papa, passamos diante de situações dramáticas de pobreza e parece que estas não nos tocam; tudo continua como se nada fosse, numa indiferença que, ao final, nos torna hipócritas e, sem perceber, acaba numa forma de letargia espiritual em que o ânimo se torna insensível e a vida, estéril. Mas tem gente que passa toda a vida sem nunca perceber as necessidades dos outros, sem ver todas as necessidades espirituais e materiais. São pessoas que passam sem viver, que não servem os outros. Lembrem-se bem: quem não vive para servir, não serve para viver". Francisco acrescentou: "Quem experimentou na própria vida a misericórdia do Pai não pode permanecer insensível diante das necessidades dos irmãos".
Além disso, o Papa Bergoglio convidou para pensar em quantos são os aspectos da misericórdia de Deus para conosco mesmos, e acrescentou que a causa das mudanças de nosso mundo globalizado, alguns tipos de pobreza, materiais e espirituais, se multiplicaram. Por esta razão, exortou para dar espaço à criatividade da caridade para personalizar as novas modalidades operacionais. Deste modo, indicou o Papa ao concluir a catequese, a via da misericórdia será cada vez mais concreta, motivo pelo qual se pede a nós para que permaneçamos vigilantes como sentinelas para que, diante das pobrezas produzidas pela cultura do bem-estar, o olhar do cristão não se enfraqueça e se torne incapaz de ver o essencial.
Por último, o Pontífice recordou sua viagem apostólica à Armênia, o primeiro país a abraçar o cristianismo e que fez de 24 a 26 de junho: "Dou graças ao Senhor pela minha recente viagem à Armênia. Agradeço ao presidente da República, ao Catholicos Karekin II, ao Patriarca e aos Bispos católicos e a todo o povo armênio por me acolher como peregrino de fraternidade e de paz. Se Deus quiser, dentro de três meses, viajarei à Geórgia e ao Azerbaijão. Decidi visitar estes países da região do Cáucaso para apreciar suas antigas raízes cristãs e encorajar a esperança e os caminhos de paz".
O Papa deu também a bênção à estátua de Nossa Senhora da Flor, trazida pelos fiéis de Acquapendente e saudou as religiosas da União das Superioras Maiores da Itália. Depois, saudou especialmente a Associação dos Conselheiros do Trabalho, que iniciam, no dia de hoje, quinta-feira, seu Festival do Trabalho. Para eles foi o alento doSanto Padre para que promovam "a cultura do trabalho que assegura a dignidade da pessoa humana e bem comum da sociedade, a partir da sua célula, a família".
"É precisamente a família – enfatizou o Papa – que sofre mais as consequências de um mau trabalho: mau por sua escassez e por sua precariedade". "Vocês, conselheiros do trabalho – prosseguiu o Bispo de Roma –, não têm uma tarefa assistencial, mas de promoção, para que no âmbito nacional e europeu as instituições e os agentes econômicos persigam, de modo concertado, o objetivo da plena e digna ocupação".
“Há alguns que não entendem o Papa Francisco. Não se pode entender o Papa Francisco do lado de fora. Aqueles que não o entendem deveriam vir para cá, nas periferias, nos bairros e vilas, antes de falar”
NOTÍCIAS » Notícias
Sexta, 01 de julho de 2016
Argentina: padre Pepe Di Paola, "quem não entende o Papa Francisco, deveria vir aos bairros"
"Existem pessoas que não entendem o Papa Francisco. Não se pode entender o Papa Francisco do lado de fora. Aqueles que não o entendem deveriam vir para cá, às periferias, às vilas, antes de falar". Eis quanto afirmou ontem o padre José Maria "Pepe" Di Paola, que coordenou a pastoral para as "vilas", criada por Bergoglio desde 2009, durante a homilia da Missa de solidariedade ao Santo Padre, organizada após a campanha contra a sua pessoa realizada por alguns meios de comunicação argentinos. Promovida pela organização "Geração Francisco" (um coletivo de leigos criado em 2014), pela Pastoral para as vilas de emergência e pela Caritas Argentina, a Missa foi celebrada em Buenos Aires, na paróquia "Vergine de Lujàn", junto à "Villa 21" de Barracas.
"Há alguns que não entendem o Papa Francisco. Não se pode entender o Papa Francisco do lado de fora. Aqueles que não o entendem deveriam vir para cá, nas periferias, nos bairros e vilas, antes de falar". É quanto afirmou ontem o padre José Maria "Pepe" Di Paola, que conduziu a pastoral para as "vilas", criada por Bergoglio desde 2009, durante a homilia da Missa de solidariedade ao Santo Padre, organizada logo após a campanha contra a sua pessoa atuada por alguns meios de comunicação argentinos.
A informação é publicada por Servizio di Informazione Religiosa – SIR, 30-06-2016. A tradução é de Benno Dischinger.
Promovida pela organização "Geração Francisco" (um coletivo de leigos criado em 2014), pela pastoral para as "vilas de emergência" e pela Caritas Argentina, a Missa foi celebrada em Buenos Aires, na paróquia "Vergine di Lujàn", junto à "Villa" 21 de Barracas. Presidiu-a o padre Lorenzo "Toto" De Vedia; concelebraram o padre "Pepe", o p. Abel Padin, o p. Carlos Olivero, o p. Domingo Rehin e o p. Gustavo Carrara. "Nós – disse o padre Di Paola – não estamos interessados nas interpretações ideológicas de quem não tem fé". Só queremos orar e trabalhar pela verdade que proclama Francisco".
Na conclusão da Missa, Jorge Benedetti, representando a "Geração Francisco", leu uma declaração de adesão à obra do Papa Francisco contra a pobreza e a exclusão, na qual se lamenta a degradação da mídia e da política que – enfastiados com a "opção pelos pobres" e pela condenação de uma "economia que mata" – repetem agudas críticas tendentes a "desqualificar a pessoa do Papa, os seus gestos e as suas ideias".
"São tempos difíceis, tempos de perseguição, mas a perseguição faz parte do cristianismo que – quando é bem vivenciado – sempre gera perseguição", afirmou o padre Carlos "Charly" Olivero: "Nós respondemos às críticas procurando viver o Evangelho, empenhando-nos por aqueles que sofrem".
1.7.16
Relatos de estudantes que foram conduzidxs à delegacia na última quinta-feira, após confusão no Instituto Estadual de Educação Cristóvão de Mendoza, em Caxias do Sul
"Nós decidimos fazer uma reunião após o recreio, para formar uma chapa para o Grêmio Estudantil. Fomos até a sala do Grêmio e os professores nos pediram para pegar autorizações para sair das aulas. Buscamos as autorizações e, quando estávamos voltando, professores e pais nos ameaçaram. Decidimos voltar para as salas de aula para evitar conflitos. Após meia hora, nos chamaram para a sala dos professores. Quando eu cheguei, estavam lá dois policiais, um homem e uma mulher. O homem me pediu para tirar o boné. Eu perguntei o motivo. Ele me agrediu com três tapas e disse que eu tinha que aceitar as ordens dele, que eu não era ninguém. Ele me algemou, tirou o meu boné e me deu pontapés. Então foram chegando os outros alunos e também levaram tapas. Os policiais não deixaram os meus colegas filmarem. Nisso chegaram mais dois policiais com metralhadoras. Um deles bateu com a arma em mim e pediu se eu estava algemado. Mostrei que estava. Disseram que eu ia apanhar, teria que me ver com eles. E que na delegacia não devia dizer que havia apanhado. Eles nos colocaram em forma de 'trenzinho' e nos levaram para a delegacia. O policial disse que eu iria sair algemado para passar vergonha diante dos outros. Fiquei algemado até às 13 horas, quando chegou o advogado. A partir daí eles se acalmaram e mudaram a forma de nos tratar. Eu acho que a Brigada Militar não tem tanta culpa, mas a direção da escola disse para eles coisas sobre nós que não são verdade. A gente só queria fazer uma reunião. Eu nunca imaginei viver isso dentro de uma sala dos professores."
Nas últimas duas semanas, o Sinpro/Caxias estava entrevistando os alunos que protagonizaram as ocupações, para saber qual é o sonho de escola que eles têm.
O Sinpro/Caxias repudia o ocorrido hoje.
Para saber mais:
http://pioneiro.clicrbs.com.br/rs/geral/cidades/noticia/2016/06/alunos-e-professores-do-cristovao-vao-para-a-delegacia-apos-confusao-em-caxias-6279865.html
http://www.leouve.com.br/cidadania/educacao/item/75907-confusao-termina-com-alunos-e-professores-do-cristovao-na-delegacia-em-caxias
http://www.redesul.am.br/noticias/geral/30-06-2016/alunos-e-professores-do-cristovao-se-desentendem-e-vao-parar-na-delegacia
http://www.radiocaxias.com.br/portal/noticias/confusao-entre-estudantes-e-professores-do-cristovao-termina-na-policia-65187
"Quando bateu o sinal do fim do recreio, fomos até a sala do Grêmio para fazer uma reunião com a finalidade de discutir a formação de uma chapa. A vice-diretora pediu que a gente buscasse autorizações para sair da aula. Fomos buscar as autorizações e quando voltamos, pais e professores gritaram conosco. Houve uma discussão. Disseram que iam chamar a patrulha escolar. Voltamos para as nossas salas de aula. Depois, nos chamaram para ir à sala dos professores. Quando o M.M. entrou na sala, um brigadiano pediu que ele tirasse o boné. Ele perguntou o porquê. O policial deu um tapa nele, o relógio do policial quebrou, o boné do M.M. caiu. O policial algemou o M.M., colocou-o no chão e começou a dar chutes nele. Nós tentamos gravar e uma policial veio para o nosso lado. Nisso chegou o C. e pediu o que estava acontecendo. Ele disse que não ia ficar lá e tentou sair. O policial começou a dar tapas no C. A gente teve que sair um atrás do outro até o carro da polícia. Havia quatro carros de polícia. O M.M. foi levado primeiro e o policial falou que ele ia apanhar mais. Foi tudo muito confuso, mas eu acho que tinha seis policiais na sala dos professores, quatro homens e duas mulheres. Nós ficamos apavorados, eles nos assustaram. O que mais me deu medo foi pelos meus amigos. Me disseram que o M.M. ia para a Febem. A minha mãe recebeu a notícia de que eu estava presa. Eu acho que não seria necessário polícia na escola. Achei que, no máximo, íamos assinar uma ata."
Nas últimas duas semanas, o Sinpro/Caxias estava entrevistando os alunos que protagonizaram as ocupações, para saber qual é o sonho de escola que eles têm.
O Sinpro/Caxias repudia o ocorrido nesta triste quinta-feira (30/06).
ARIANO SUASSUNA
"...não acho que o ser humano seja um ser completo, ele está a caminho e ele caminha para o absoluto, para a divindade. O Cristo dizia uma coisa muito interessante. Ele disse que nós temos que ser fermento. Ele sabia que o homem está a caminho. Mas perceba que o progresso moral da humanidade é muito lento. (...)
No momento, acho que isso não é possível. Mas não me desespero. É por isso que, por maiores decepções que você sofra, a política é uma coisa indispensável. Isso porque, ela entendida como deve ser, é a arte do bem comum. Uma decisão política bem tomada melhora muito as coisas.
Agora, repito que essa é uma mudança lenta. Nós gostaríamos de identificar o tempo da história como o tempo da nossa biografia. Mas isso não é possível. Veja bem, antes do Cristo, a crueldade era uma coisa tão comum que não se tinha sequer acanhamento em demonstrá-la. Júlio César foi considerado um sujeito muito generoso porque, em relação aos generais do tempo dele que cortavam as duas mãos dos povos conquistados, ele só cortava uma. Pois bem, hoje a crueldade continua, porém ninguém mais tem coragem de expô-la com essa desfaçatez. Isso, em si, é um ganho. Embora, elas tenham ocorrido através do sangue de muitos inocentes, sobretudo, daquele que chamamos de Cristo."
ARIANO SUASSUNA
DILMA: VOU VOLTAR PARA RECONSTRUIR ESTE PAÍS
DILMA: VOU VOLTAR PARA RECONSTRUIR ESTE PAÍS
A presidente eleita Dilma Rousseff afirmou nesta quinta-feira (30), no ato "Pará pela democracia", que ocorreu em Belém, que retornará ao seu cargo "para reconstruir o país"; "Eu quero dizer que nós vamos reconstruir a unidade entre nós, defender a democracia, vamos devolver os direitos que foram retirados, vamos fazer a economia crescer, vamos acabar com esta tática do 'quanto pior, melhor', que eles implantaram para criar as condições para o golpe", afirmou ela sendo ovacionada por milhares de pessoas; ela disse ainda que ficou triste com o afastamento, mas que a luta da população a deixa feliz: "Uma parte minha está alegre, a parte que tem o apoio de vocês, a parte que vê a luta de vocês. Vamos nos manter mobilizados e atentos", afirmou
30 DE JUNHO DE 2016 ÀS 19:34 // RECEBA O 247 NO TELEGRAM
247 - A presidente eleita Dilma Rousseff afirmou nesta quinta-feira (30), no ato "Pará pela democracia", que ocorreu em Belém, que retornará ao seu cargo "para reconstruir o país". Ela recebeu o título de cidadã paraense.
"Vamos nos preparar e olhar com esperança para o futuro. Se eu voltar agora no mês de agosto, eu quero dizer que nós vamos reconstruir este país, reconstruir a unidade entre nós, defender a democracia, vamos devolver os direitos que foram retirados, vamos fazer a economia crescer, vamos acabar com esta tática do 'quanto pior, melhor', que eles implantaram para criar as condições para o golpe. Eu proponho: vamos juntos lutar por este país", afirmou ela sendo ovacionada por milhares de pessoas.
Num rápido discurso, Dilma convocou a população a lutar em defesa da democracia. "Temos de lutar com força. Em todo os lugares defender a democracia. A democracia é a arma que nós temos. Eu conto com vocês. Me perguntaram numa entrevista se eu fiquei triste com o afastamento. É óbvio que eu fiquei triste. Quem não fica triste com injustiça? Mas uma parte minha está alegre, a parte que tem o apoio de vocês, a parte que vê a luta de vocês. Vamos nos manter mobilizados e atentos", disse.
http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/241452/Dilma-vou-voltar-para-reconstruir-este-pa%C3%ADs.htm
Cancion con todos
Por la cintura cosmica del sur
Piso en la region
Mas vegetal del viento y de la luz
Siento al caminar
Toda la piel de america en mi piel
Y anda en mi sangre un rio
Que libera en mi voz su caudal.
Sol de alto peru
Rostro bolivia estaño y soledad
Un verde brasil
Besa mi chile cobre y mineral
Subo desde el sur
Hacia la entraña america y total
Pura raiz de un grito
Destinado a crecer y a estallar.
Todas las voces todas
Todas las manos todas
Toda la sangre puede
Ser cancion en el viento
Canta conmigo canta
Hermano americano
Libera tu esperanza
Con un grito en la voz



