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Emir Sader
4.12.09
MAS espera 1 milhão em fechamento de campanha
Evo Morales espera reunir cerca de 1 milhão de pessoas em seu ato de fechamento de campanha na cidade de El Alto
03/12/2009
Vinícius Mansur
La Paz, Bolívia
O partido Movimento ao Socialismo – Instrumento Político para Soberania dos Povos (MAS-IPSP), do presidente boliviano e candidato a reeleição, Evo Morales, espera reunir cerca de 1 milhão de pessoas em seu ato de fechamento de campanha, na cidade de El Alto, às 18 horas dessa quinta-feira (3).
"Estão chegando movimentos camponeses e indígenas de todas as partes do departamento de La Paz", informou um dos coordenadores de campanha do MAS, Marcelo Arce.
Nesta quarta-feira (2), Evo Morales comandou o fechamento de sua campanha na cidade de Santa Cruz, embaixo de uma pesada chuva. O presidente pediu para os empresários dessa região "repatriarem" seus capitais para pontecializar o programa de industrialização dos hidrocarbonetos, lítio e ferro na Bolívia. Morales ainda pediu que os novos líderes de Santa Cruz se preparem para eleições municipais e departamentais de 4 de abril de 2010. O vice-presidente, Álvaro Garcia Linera, afirmou que será de responsabilidade dos novos líderes impulsionar o processo de autonomia, uma garantia da Nova Constituição Política de Estado, mas que não será aceito que "por trás da bandeira digna da autonomia se escondam os separatistas".
De acordo com a pesquisa do instituto Equipos Mori, publicada nesta quarta-feira (2) pelo jornal La Prensa, Morales possui 52,6% dos votos, levando uma vantagem de 31,5% sobre o segundo colocado, o representante da extrema-direita, Manfred Reyes Villa (PPB-CN), que tem 21,1%. Em terceiro aparece o empresário Samuel Doria (UN), tido como a direita democrática, com 9,4%.
A eleição que definirá o presidente, o vice-presidente e também a nova composição do Senado e da Câmara de Deputados ocorrerá neste domingo (6). Cerca de 5,1 milhão de pessoas estão aptas a votar, sendo 160 mil no Brasil, Argentina, Estados Unidos e Espanha. A Argentina possui a maior comunidade de bolivianos aptos a votar, chegando a quase 90 mil eleitores, pouco mais de 53% do eleitorado no exterior.
A partir desta sexta-feira (4), a campanha eleitoral e a venda de bebidas alcoólicas estão proibidas em todo o país.
[Frente Amplio] Boletín semanal
Boletín semanal¡¡La victoria es nuestra!!Por segunda vez consecutiva el pueblo uruguayo eligió un gobierno progresista, seguramente signo de que el camino recorrido es el correcto. El protagonista sos vosEl pasado 29 los frenteamplistas se apropiaron de la página web. A través de RED FA con sms, fotos o videos relataron desde todo el país cómo se vivió la jornada electoral. RED FA sigue creciendo, si no has ingresado, te invitamos a conocerla, ya son 2000 los frenteamplistas que participan. Declaración del Secretariado Ejecutivo del Frente AmplioEl Secretariado Ejecutivo del Frente Amplio reunido por primera vez luego del triunfo electoral del pasado 29 de noviembre declara: Su profunda satisfacción y enorme alegría por el resultado electoral del pasado domingo en el que la ciudadanía en forma por demás contundente ha optado por la continuación en la construcción de un proyecto nacional contenido en nuestro programa de gobierno y representado por los compañeros José Mujica y Danilo Astori, flamantes Presidente y Vicepresidente electos. Su saludo a toda la ciudadanía, independiente de la opción electoral elegida, por la demostración cívica realizada una vez más, que ha estado a la altura de las mejores tradiciones democráticas. Su felicitación y agradecimiento a todas y todos los militantes, adherentes y simpatizantes que de las más diversas formas han contribuido con su esfuerzo, dedicación y trabajo a consagrar este histórico triunfo que permitirá continuar y profundizar las transformaciones políticas, sociales y económicas que comenzaron con la asunción del Frente Amplio en el Gobierno Nacional. Su compromiso, en el segundo gobierno frenteamplista a seguir trabajando, junto a nuestros gobernantes, por el principal objetivo de nuestra fuerza política, que es mejorar la calidad de vida de todas y todos los uruguayos. Convoca a todos los frenteamplistas en todo el país, que luego de los merecidos festejos y un descanso reparador, dirijamos nuestros esfuerzos hacia la instancia electoral de los gobiernos departamentales, piezas fundamentales en la estructura del Estado que requieren también de gobiernos honrados para la construcción de un país de primera. Montevideo, 2 de diciembre de 2009 Sabías que…?En la actual Administración, la generación de un modelo de crecimiento incluyente produjo una recuperación del salario real del 25% entre diciembre de 2004 y julio de 2009. Las inversiones registradas, la creación de puestos de trabajo, más capacitación, la reducción del desempleo y de la informalidad, determinaron que el BPS tuviera una cifra récord de 1.270.000 puestos cotizantes, en el primer semestre de este año.
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3.12.09
Campanha
Jovens lançam campanha contra o extermínio durante o encontro de fé e política
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| 01.12.09 - BRASIL |
Tatiana Félix *
Adital -
* Jornalista da Adital
Programa Projeto Popular, sexta - 04/12, as 22h10 | TV Educativa do Paraná
Nesta sexta-feira (04/12), às 22h10, o Programa Projeto Popular exibido pela TV Educativa do Paraná, traz o debate sobre o Estatuto da Igualdade Racial.
Participam do debate Dra. Dora Lúcia Bertúlio (Fundação Palmares) e Jaime Tadeu (Associação Cultural de Negritude e Ação Popular).
Os programas também podem ser vistos pela internet:
http://www.aenoticias.pr.gov.br/tv-aovivo.php ou
http://www.rtve.pr.gov.br/modules/programacao/tv_ao_vivo.php
Informações: projetopopular@quemtv.com.br
Honduras submetida a eleições ilegítimas
Esquivel ganhou o Nobel da Paz
A comunidade internacional, os governos e povos latinoamericanos não podem dar seu aval às eleições imorais e ilegítimas realizadas no dia 29 de novembro, em Honduras.
O governo dos Estados Unidos é cúmplice e gestor do golpe de Estado nesse país; um golpe realizado para submeter ao povo e impor políticas de dominação e saqueio na região. O manifesto de apoio do governo de Obama ao chamado às eleições pela ditadura é tentar justificar o injustificável, ocultar e desconhecer a soberania de todo um povo e do presidente Manuel Zelaya que se encontra praticamente encarcerado na Embaixada do Brasil há dois meses, suportando a permanente agressão dos golpistas. Dana profundamente as democracias em todo o continente e a possibilidade de que os Estados Unidos possam construir relações de respeito com seus vizinhos, voltando a ratificar que outros países que não respondam aos interesses dos EUA possam sofrer situações semelhantes.
Não posso deixar de assinalar a lamentável submissão de parte do presidente da Costa Rica, Óscar Arias, aos desígnios do Departamento de Estado dos EUA. Apoiar aos golpistas no chamado às eleições ilegítimas e silenciar ante as violações dos direitos humanos sofridas pelo povo hondurenho jamais pode ser o caminho para a construção da Paz.
Em Honduras, foram detidos o nosso companheiro Gustavo Cabreira, Coordenador Geral do Serviço Paz e Justiça na América Latina e o Pastor Menonita César Cárcamo, integrantes de uma missão de observação internacional das Igrejas. Apesar de que foram libertados, esse fato demonstra que a ditadura hondurenha busca impedir que o mundo saiba a verdade sobre o que acontece no país, ocultando as graves violações aos direitos humanos e, especialmente, as condições repressivas nas quais foram realizadas as passadas eleições.
Com essa farsa eleitoral, pretendem ocultar os verdadeiros motivos do golpe de Estado em Honduras: manter aos povos na miséria e na opressão para que uns poucos possam continuar enriquecendo; inclusive, às custas da própria natureza. Busca contrapor o aumento do salário mínimo e garantir mais lucros para as fábricas montadoras; reabrir o país às concessões mineiras e florestais; expandir as privatizações e os benefícios do livre comércio para as transnacionais dos Estados Unidos e da Europa; evitar acordos solidários com países latinoamericanos; reverter a entrada de Honduras a Alba; aprofundar e amarrar o país de acordo com seus interesses econômicos, políticos e militares.
Volto a assinalar que o golpe de Estado em Honduras é um golpe contra os povos de toda a região. Impor eleições sem primeiro restituir a ordem constitucional e o legítimo governo do presidente Manuel Zelaya não pode ser feito sem o acordo e a cumplicidade do Departamento de Estado dos EUA, do Pentágono e da CIA. Juntamente com a imposição dos grandes projetos de infraestrutura para o saqueio, como o Plano Puebla-Panamá, em Mesoamérica, e o IIRSA, aqui no Sul; a remilitarização do continente, com as sete novas bases militares estadunidenses na Colômbia e outras mais sendo propostas em países como o Panamá e o Peru, a presença militar dos EUA na Tríplice Fronteira (Paraguai, Brasil e Argentina); e a IV Frota nos mares do Sul, entre outras políticas, coloca em evidência que os mecanismos de dominação estão em funcionamento.
Não acabaram as ditaduras militares impostas no continente através da Doutrina de Segurança Nacional, apesar de terem representado um alto custo em vidas humanas (com milhares de mortos, torturados, presos e desaparecidos e com a destruição da capacidade produtiva dos povos); nem tampouco a sangria neoliberal provocada pelo endividamento ilegítimo, pelos consequentes ajustes estruturais, pelas privatizações e pela desregulamentação.
Os grandes meios de comunicação, verdadeiros monopólios a serviço dos interesses de dominação impostos, desatam campanhas nacionais e internacionais contra governos que têm pensamento próprio e buscam a independência e soberania de seus povos. Se seu bombardeio cultural e os golpes de mercado não alcançam, então vem a agressão e as tentativas de golpe de Estado por parte da CIA e do Departamento de Estado dos Estados Unidos, como aconteceu na Venezuela, na Bolívia e a agressão contra o Equador por parte da Colômbia.
No entanto, está claro que o caminho eleito pelos golpistas não pode prosperar. O povo de Honduras está em pé para defender sua liberdade e seus direitos; depois de 154 dias de resistência não-violenta nas ruas e povoados em todo o país, hoje se mobilizaram às suas casas, dando uma digna e inequívoca resposta à fraudulenta convocatória eleitoral. São muitos os governos do continente e do mundo inteiro que se negaram a reconhecer o governo golpista e ratificaram seu desconhecimento dessas eleições.
Reclamamos aos demais governos da região, aos organismos internacionais como a Organização dos Estados Americanos (OEA), a Organização das Nações Unidas (ONU), ao parlamento Europeu, a União Europeia, desconhecer também essa tentativa de branqueamento do golpe de Estado. Temos que insistir no restabelecimento da ordem constitucional e na restituição do presidente Zelaya e a suspensão de qualquer forma de apoio financeiro, comercial ou militar enquanto isso não aconteça.
Chamamos aos organismos de direitos humanos, sociais, culturais e religiosos a assumir solidariamente a defesa da soberania e do Estado de Direito do povo hondurenho, rechaçando qualquer cumplicidade que pretenda impedir o exercício democrático.
A Paz é o fruto da Justiça; não há outro caminho possível. Por isso, também é necessário escutar a voz do povo hondurenho que continua chamando à realização de uma Assembleia Constituinte Nacional para refundar o país sobre bases de igualdade e inclusão. Somente assim será possível governar.
Adolfo Pérez Esquivel é escritor, Prêmio Nobel da Paz.
Às coxas de Berlim ao muro da Uniban
José Antonio Somensi (Zeca)
Temos visto e lido nos últimos tempos nos meios de comunicações uma onda crescente de insatisfações no que diz respeito aos ‘benefícios’ que os brasileiros estão ganhando, bem como a tentativa de mostrar que em nosso país não existe o racismo e motivos para continuar com os benefícios governamentais. O programa Bolsa Família é ‘esmola’ as cotas são ‘discriminatórias’, ensino público é ‘enganação’, as verbas da Agricultura são para o MST...
Dizem que os ‘desajustes sociais’ são inerentes a um país do porte do nosso e que o Estado adota uma postura paternalista dando dinheiro a ‘essa gente’. Não precisa. Basta que almas caridosas doem o que sobra ou que já está gasto. E aí vamos nos dando conta que estas insatisfações e argumentos errôneos são propalados há séculos por uma elite, dona dos meios de comunicação, donas de latifúndios, seguidores de uma cultura (que nem é dela) que querem que a sigamos como único modelo e que enxergam os benefícios ganhos como direito e aqueles transferidos para os pobres como esmola e ações paternalistas do Estado.
Utilizam os meios de comunicação para criar situações constrangedoras e discriminar os movimentos sociais que possuem alguma força capaz de apresentar o contraditório. Talvez, a partir do ocorrido em meados de 2008, quando o mundo capitalista ameaçou ruir e a bolsa (bolso) apresentou sinais de esgotamento, num gesto de resgate de seus benefícios, utilizam cada vez mais e de forma cada vez mais violenta as televisões, jornais, rádios, internet com notícias distorcidas e freqüentemente mentirosas. Tentam desesperadamente manter a estratificação social imutável e a concentração de renda e de ‘verdades’ apenas com um pequeno grupo de escolhidos. Apropriam-se da mídia como última condição de sobrevivência dos seus privilégios e como bem captou o jornalista Luiz Carlos Azenha em seu blog viomundo.com.br ‘as críticas à ampliação da sociedade de consumo contém, muitas vezes, uma pitada de preconceito de classe. Elas refletem o horror com a invasão de círculos antes exclusivos por essa "gentinha" – “pobres, pretos e p..... ‘ ”
Alguns outros assuntos povoaram a mídia e que exemplificam bem o pensamento hegemônico dos donos deste poder. Os festejos referentes à queda do muro de Berlim – um marco do século XX com amplos desdobramentos – entendo, porém, que era e é preciso a partir deste muro falar dos outros existentes, afinal de contas temos que aprender com a história: entre os Estados Unidos e o México, entre Israel e a Palestina; entre os que pensam saber diante do acúmulo de conhecimentos vagos e acham ter o direito de conceituar os outros e os que sabem e por isso fazem; entre os que tem demais pela riqueza e por causa dela as oportunidades e tentam se proteger com os muros altos e os que não tem porque a justiça é cega opcional, vários outros muros que nos cercam e que precisam ser eliminados.
Outro assunto que ficou ‘ocupando espaço’ foi da universitária da Uniban – SP Geisy Vila Nova Arruda que ao comparecer na sala de aula com um vestido dito curto criou um alvoroço entre os colegas e funcionários. Nem vamos entrar no mérito do certo e do errado do comprimento do vestido, se foi armação como forma de atingir alguns minutos de fama, mas da hipocrisia desta sociedade que diz não aceitar o comportamento protagonizado pela universitária, no entanto assiste e pede pessoas com trajes mais curtos - ou sem- em qualquer horário, em qualquer programa – da receita de nhoque a novela que dita moda. Provavelmente estas mesmas pessoas farão fila para comprar revistas caso a moça pose nua. E o papel da instituição, que a princípio, trata de educação, cultura e que convive ou deveria conviver com a diversidade?
As ações e desastres de nossos governantes tratados de forma tão diferenciada, pesos diferentes para a falta de luz, queda de vigas nas estradas, buracos de metrô, erros em livros didáticos, pessoas morando debaixo de viadutos, esses e outros exemplos vistos por óticas cada vez mais ‘conservadoras’ detentoras de grandes redes de comunicação segundo o jornalista Saul Leblon “soa como uma tentativa derradeira de reverter o processo ainda nos marcos da democracia, desqualificando o adversário mais próximo formado por partidos e governos progressistas. A radicalização é proporcional à ausência de um projeto conservador alternativo a oferecer à sociedade.” Discordando do jornalista apenas no fato de que a democracia, ainda muito jovem no Brasil, não chegou à mídia, uma vez que as informações não foram diversificadas ou com afirma o professor de Comunicação da USP Laurindo Leal Filho “um país que caminha para se transformar na quinta economia do mundo não pode mais conviver com uma comunicação de quinta categoria”.
Cancion con todos
Por la cintura cosmica del sur
Piso en la region
Mas vegetal del viento y de la luz
Siento al caminar
Toda la piel de america en mi piel
Y anda en mi sangre un rio
Que libera en mi voz su caudal.
Sol de alto peru
Rostro bolivia estaño y soledad
Un verde brasil
Besa mi chile cobre y mineral
Subo desde el sur
Hacia la entraña america y total
Pura raiz de un grito
Destinado a crecer y a estallar.
Todas las voces todas
Todas las manos todas
Toda la sangre puede
Ser cancion en el viento
Canta conmigo canta
Hermano americano
Libera tu esperanza
Con un grito en la voz


