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pergunta:

"Até quando vamos ter que aguentar a apropriação da ideia de 'liberdade de imprensa', de 'liberdade de expressão', pelos proprietários da grande mídia mercantil – os Frias, os Marinhos, os Mesquitas, os Civitas -, que as definem como sua liberdade de dizer o que acham e de designar quem ocupa os espaços escritos, falados e vistos, para reproduzir o mesmo discurso, o pensamento único dos monopólios privados?"

Emir Sader

2.12.09

REPÚDIO A ROBIN WILLIANS

Sinceramente, gostava deste ator até o dia de ontem, qdo assisti trecho de sua entrevista no programa de David Letterman. Ele teve a infelicidade de dizer que o RJ vai sediar as Olimpíadas de 2016 por ter enviado 50 prostitutas e 1/2 kilo de pó (cocaína). Então, na concepção deste senhor, o RJ só tem estes atributos.
 
Neste link, pode-se ver o trecho da entrevista http://www.youtube.com/watch?v=QIpvhpCveHI
 
Não digo, obviamente, que isso não existe no Brasil. Claro que há e em qualquer país, inclusive no dele. A prostituição é uma das profissões mais antigas do mundo, e o tráfico de drogas, infelizmente, existe em todos os países... mas daí afirmar que esta foi a condição para que o Brasil ganhasse a posição de sede das Olimpíadas vai uma enorme distância.
 
Importante colocar que assisti esta afirmação de Robin Willians em um jornal televisivo em Portugal, onde moro. Assim, fica claro também que esta colocação vai sendo difundida em vários países!
 
Tendo em vista a má repercussão causada pela sua afirmação, a seus agentes limitaram-se a dizer que tudo não passou de uma brincadeira. O mesmo sequer se pronunciou, sequer pediu desculpas aos brasileiros. Quando aconteceu o infeliz episódio com Maitê Proença, que fez pouco caso dos portugueses e em terra lusa, a mesma depois, ao menos, pediu desculpas formais. Desculpas esfarrapadas, diga-se de passagem, mas pelo menos deu as caras. Entretanto, apesar de absolutamente inapropriado e absurda as "brincadeiras" de Maitê, ao menos a mesma não cometeu crime algum, diferentemente do renomado ator Robin Willians.
 
Os crimes que ele cometeu? Só assim de passagem, poderíamos dizer: difamação (em relação às brasileiras, mulheres que trabalharam no projeto de candidatura, do início ao fim, culminando com sua vitória... prostituição não é crime, mas dizer que as brasileiras são prostitutas, sem que sejam, aí incide o crime de difamação) e calúnia (pois, tráfico de drogas é crime, e se o ator afirma que o Brasil enviou pó, está afirmando que o próprio país, o representante máximo do Comitê Olimpíco, sem falar no Presidente da República, cometeram crime!)
 
MUITA ATENÇÃO, BRASIL, ISTO É MUITO GRAVE.
 
Essa imagem das mulheres brasileiras reducionistas à bundas e peitos, a imagem de prostituta ofende (com todo respeito às profissionais, mas nem todas somos) e tem que acabar.
 
O Brasil não pode deixar esta situação impune, sob pena de manter também a imagem de país da impunidade.
 
SR. ROBIN WILLIANS, SUA "BRINCADEIRA" FOI LONGE DEMAIS... SUA "BRINCADEIRA" É, NA VERDADE, CRIME!
 
Cristiane Reis
Advogada
Mestre em Ciências Criminais
Doutoranda em "Direito, Justiça e Cidadania"

É o Estado



Todo o extenso debate político e ideológico das últimas décadas tem o Estado como centro. Mesmo quando se tenta excluí-lo, ele volta como convidado de pedra, como sujeito oculto, que se buscou tornar invisível. O período histórico atual foi aberto com o triunfo do diagnóstico neoliberal de que a economia tinha se estagnado pelas excessivas regulamentações impostas pelo Estado.

Segundo esse diagnóstico, o Estado, de indutor do crescimento econômico, teria se tornado um obstáculo; de solução, teria se transformado no centro da crise. Daí a proposta de quanto menos Estado, mais crescimento econômico, da passagem de um Estado regulador a um Estado mínimo, que na prática abria caminho para se ter mais mercado.

Daí que o Estado tenha sido diabolizado, transformado na vítima privilegiada dos ataques do consenso neoliberal, de que o governo FHC foi uma expressão clara. Ajuste fiscal, privatizações, menos recursos para políticas sociais, arrocho salarial do funcionalismo, dispensas de empregados públicos – tudo na direção de rebaixar fortemente o peso do Estado na economia e nas políticas públicas, intensificar as desregulamentações, asssim como a abertura acelerada da economia ao mercado internacional.

O que centralmente foi atacado no Estado é seu poder regulador que, segundo os neoliberais, afugentaria os investimentos privados. Menos regulamentações, maior liberdade de circulação para o capital e, segundo eles, maior crescimento econômico, com consequências positivas para todos, inclusive para os trabalhadores, com maior criação de empregos.

No entanto, esse diagnóstico se revelou equivocado, não foi isso que aconteceu na prática, as economias não cresceram. O que se deu foi uma brutal transferência de recursos dos setores produtivos para o setor especulativo, onde o capital – que não foi feito para produzir, mas para acumular, mesmo que seja na especulação financeira – ganha mais, pagando menos impostos e com liquidez total. As taxas de juros continuam a recompensar o capital especulativo com remunerações que nenhum outro investimento possibilita. Assim, menos Estado e menos regulamentação significou mais especulação e mais concentração de renda.

Mesmo assim, os setores neoliberais não repudiam todas as atividades estatais. Querem menos impostos, menos gastos com políticas sociais e funcionários públicos, mas seguem demandando créditos, subsídios, isenções e todo tipo de facilidades ao Estado. Esse lado do Estado lhes interessa. Financeirizaram o Estado, que passou a transferir renda do setor produtivo e da cidadania ao capital financiero, mediante os chamados superávits fiscais, que reservam o fundamental da tributação para pagar as dividas do Estado.

Um governo antineoliberal – que vai na direção do pós-neoliberalismo -, ao contrário, retoma funções clássicas do Estado, de indutor do crescimento econômico, de financiador da expansao econômica, de agente das políticas sociais, de regulador das relações econômicas, de zelador da soberania nacional, entre outras funções. Cria e alimenta mecanismos que induzem o investimento produtivo, cobrando que dirija parte substancial da sua produção ao mercado interno de consumo popular, com obrigatória geração sistematica de empregos.

O tema do Estado havia sido suprimido do debate político e das políticas neoliberais – todas elas de caráter privatizante. Na hora da crise se apelou de forma unânime ao Estado. Para a direita, apenas para recompor as condições de funcionamento do mercado, como uma ação emergencial apenas.

Para uma política antineoliberal, que defende o interesse público, o Estado tem papel central, estratégico, nos planos econômico, político, social e cultural. Mas, para efetivamente desempenhar esse papel, como instrumento de um novo bloco social que dirija os destinos do Brasil e não apenas reproduza a predominância dos interesses dominantes, o Estado tem que ser radicalmente reformado, refundado em torno da esfera pública, desmencantilizando-se, desfinanceirizando-se, tornando-se um Estado para todos os brasileiros.

Postado por Emir Sader | 17/11/2009 às 06:14

o que você pensa?

 

a prefeitura quer prorrogar o contrato com a visate por mais 10 anos!

 

você concorda em não abrir concorrência para escolher a/s empresa/s do transporte coletivo?

 

 

venha dizer o que pensa!

 

 

AUDIÊNCIA PÚBLICA

sábado 5 / 12

9 horas

na câmara de vereadores

 

 

DCE - UCS

 

LADRÕES GRANDES

LADRÕES GRANDES ENFORCAM OS PEQUENOS

Frei Gilvander Moreira[1]

 

A descoberta do Mensalão do DEM/PFL-Arruda, em Brasília, gerou uma explosão de indignação nas pessoas de boa vontade. Todos comentam. Uns abominam, outros ironizam, há ainda os que zombam ou propõem impeachment... A senvergoinhice e a cara de pau de políticos profissionais, mais podres que ... me fizeram recordar o padre Antônio Vieira, em um dos seus célebres sermões, onde ele diz:  "Não são ladrões os que cortam bolsas ou espreitam os que se vão banhar, para lhes colher a roupa; os ladrões, que mais própria e dignamente merecem este título, são aqueles a quem os reis encomendam os exércitos e legiões, ou o governo das províncias, ou a administração das cidades, os quais já com manha, já com força, roubam e despojam os povos. Os outros ladrões roubam um homem, estes roubam cidades e reinos; os outros furtam debaixo do seu risco, estes sem temor, nem perigo: os outros, se furtam, são enforcados, estes furtam e enforcam. Diógenes, que tudo via com mais aguda vista que os outros homens, viu que uma grande tropa de varas e ministros de justiça levavam a enforcar uns ladrões, e começou a bradar: "LÁ VÃO OS LADRÕES GRANDES ENFORCAR OS PEQUENOS". Ditosa a Grécia, que tinha tal pregador. E mais ditosas as outras nações se nelas não padecera a justiça as mesmas afrontas. Quantas vezes se viu em Roma ir a enforcar um ladrão por ter furtado um carneiro, e no mesmo dia ser levado em triunfo um cônsul, um ditador por ter roubado uma Província. E quantos ladrões teriam enforcado estes mesmos ladrões triunfantes? De um chamado Seronato disse com discreta contraposição  Sidônio Apolinário: Seronato está sempre ocupado em duas coisas: em castigar furtos, e em os fazer. Isso não era zelo de justiça, senão inveja. Queria tirar os ladrões do mundo, para roubar ele só."[2]

Hoje, no Brasil, parodiando Diógenes, podemos dizer que políticos profissionais, como os "mensaleiros", são grandes ladrões que enforcam os "pequenos", que não são ladrões, mas são: a) 30 mil jovens assassinados por ano; b) 150 mil famílias sem-terra debaixo da lona preta; c) milhões de desempregados humilhados; d) 500 mil presos enjaulados em prisões que são verdadeiros campos de concentração...

Indignação é imprescindível, mas não basta. Precisamos organizar a indignação e encontrar soluções para problemas reincidentes como o dos Mensalões do PSDB, do PT e, agora, do DEM/PFL. Qual será o próximo? O grande poeta Thiago de Mello nos mostra um facho de luz: "As colunas da injustiça sei que só vão desabar quando o meu povo, sabendo que existe, souber achar dentro da vida o caminho que leva à libertação! Quando a verdade for chama nos olhos da multidão, o que em nós é palavra no povo será ação!" Urge acordar em nós e no povo a infinita luz e força humano-divina existente em nós. Basta de acreditar que eleições nos salvarão. Devemos investir 5% das nossas energias para elegermos os melhores (ou os menos piores) políticos e 95% das nossas energias na organização do povo empobrecido e excluído. Pobres organizados se transformam em protagonistas de lutas libertárias concretas e constroem saídas verdadeiras de baixo para cima e de dentro para fora. Eis um caminho para evitar novos mensalões.



[1] Mestre em Exegese Bíblica, professor de Teologia Bíblica, assessor da CPT, CEBI, SAB e Via Campesina; e-mail: gilvander@igrejadocarmo.com.br – www.gilvander.org.br

[2] VIEIRA, Sermões, Vol. 5, p. 69. Porto, Lello & Irmão Editores, s/d.

Cinco anos do Massacre de Felisburgo - a impunidade continua

MST em Felisburgo: do massacre à vitória

Cinco anos do Massacre de Felisburgo: a impunidade continua

 

Frei Gilvander Moreira[1]

 

Dia 21 de novembro de 2009, no município de Felisburgo, Vale do Jequitinhonha, MG, celebramos os cinco anos do Massacre de Felisburgo. Houve marcha do MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – e de representantes das Pastorais Sociais e de Movimentos Sociais. Centenas de militantes marcharam por muitas ruas da cidade. Chegamos ao Cemitério da cidade onde estão sepultados os CINCO MÁRTIRES DE FELISBURGO – Francisco, Iraguiar, Manoel, Joaquim e Miguel -, onde fizemos uma celebração recordando-os.

Dom Pedro Casaldáliga gosta de dizer: "Feliz de um povo que não esquece seus mártires. Ai de um povo que esquece seus mártires." No Evangelho de Marcos (Mc 15,39) diz que um soldado romano, diante de Jesus crucificado, contemplando o crucificado, exclamou: "De fato, esse homem é o Filho de Deus." O evangelho quer nos dizer que somente quando a gente tem a coragem de olhar nos olhos dos crucificados, podemos entrever que as pessoas martirizadas são verdadeiramente filhas de Deus, profundamente humanas, e estão ressuscitadas no nosso meio. Foi muito difícil estar lá no cemitério, onde uma grande inscrição diz: "Aqui foram sepultados os Sem Terra Francisco, Iraguiar, Manoel, Joaquim e Miguel, covardemente assassinados a mando do fazendeiro Adriano Chafic, dia 20/11/2004. Eles tombaram, mas a sangue deles circula nas nossas artérias e nós seguiremos lutando por reforma agrária, por justiça social e dignidade. Essa era a luta deles e é nossa luta."

A emoção foi grande. Muitos choraram. As viúvas e os sobreviventes do massacre de Felisburgo sentiram, mais uma vez, uma espada de dor atravessando o coração deles. Graziele, de 11 anos, entre lágrimas desabafou: "Todos os dias sinto uma grande dor no coração, pois perdi meu pai (sr. Joaquim),  perdi meu tio (sr. Miguel) e perdi meu cunhado (Iraguiar). Todos nesse covarde massacre. Eu só peço justiça!" Eis a dor que o latifúndio e o coronelismo causam.

Cinco anos se passaram. O mandante e réu confesso Adriano Chafic continua livre e impune. Os mais de 15 jagunços também não foram presos e nem julgados. Mas Dom Oscar Romero dizia: "Se me matam, vou ressuscitar na luta do meu povo."

Na parte da tarde do dia 21/11/2009, experimentamos que os cinco mártires de Felisburgo estão ressuscitados nos Sem Terra do MST e em tantos que apóiam a luta pela reforma agrária. Na entrada da ex-fazenda havia uma placa "Fazenda Nova Alegria" que foi derrubada e no lugar foi colocada uma Faixa com a inscrição "Assentamento Terra Prometida".

Lula desapropriou a fazenda por agressão ambiental, mas falta o INCRA mover o processo de imissão na posse para as dezenas de famílias Sem Terra que lá resistem há 8 anos. A sede da ex-fazenda deverá se transformar em uma Escola Família Agrícola. O curral abrigou a festa da conquista da fazenda, com churrasco e forró. "Onde boi berrava, agora nós fazemos festa", comemorava Jorge.

O pré-assentamento Terra Prometida já está produzindo 80% das verduras e legumes, e muito feijão, que abastece a Feira de Felisburgo aos sábados.

Custou sangue, mas a fazenda foi conquistada. Hoje, é Terra Prometida que ancora sonho bonito de uma terra sem males para ver a justiça social acontecer no Vale do Jequitinhonha.



[1] Uma síntese desse texto foi publicada nos Jornais POP Notícias (de Belo Horizonte), EM FOCO (de Ribeirão das Neves), FATO (de Matozinhos, Capim Branco, Prudente de Morais), Estação Notícias (de Pedro Leopoldo), no RADAR Novalimense, no VISÃO Notícias (de Santa Luzia), 28/11 a 4/12 de 2009, Ano I, n. 23, p. 15. e-mail: gilvander@igrejadocarmo.com.br – www.gilvander.org.br

 

1.12.09

Rádio Progreso | http://radioprogresohn.com/

 

da coluna de Ciro Fabres

30/11/2009 | N° 10597 |

COTIDIANO | CIRO FABRES | BOM-DIA | PIONEIRO

CÂMARA TEM DE SALVAR A PÁTRIA

Como era esperado, o prefeito Sartori anunciou sexta-feira sua decisão pela prorrogação do contrato de concessão com a Visate por mais 10 anos. Ele está enviando projeto à Câmara de Vereadores. O prefeito considera bom o serviço prestado pela empresa.

Surgiu nos últimos dias a informação de que eventual nova licitação agora afrontaria o contrato anterior, que autorizaria a Visate a permanecer com a concessão por ter cumprido todas as exigências previstas na licitação de 1999.

O debate foi tão "intenso" e "amplo" que só agora se sabe dessas informações. E esse novo dado que surge é tão grave que permite especular sobre o que acontecerá de novo daqui 10 anos dessa prorrogação de agora, tendo a Visate cumprido outra vez, nesse novo período, as exigências previstas em 1999. O contrato, lá na frente, não poderia, em tese, ser mais prorrogado. Mas não haveria margem para a empresa reivindicar novamente o direito à concessão? Afinal, é de prorrogação de um contrato que se está falando, portanto, prorrogação de todos os seus efeitos. Mais um item a ser dissecado por um debate amplo de verdade, e que surge envolto em dúvidas, porque esclarecedor o debate não foi.

O processo foi malconduzido. Algumas das audiências na Câmara e o seminário realizado recentemente sobre o transporte coletivo constituíram-se de palestras. O debate não pulsou, não reverberou, não tomou conta das entidades e da comunidade. Imaginava-se, inclusive, que tudo isso fosse acontecer em 2010 e que, por ora, a fase fosse preparatória. Santa ingenuidade.

O prefeito também está enviando à Câmara projeto que estipula melhorias e diretrizes para o transporte coletivo a serem encaminhadas durante os próximos 10 anos. O Legislativo, agora, terá a chance de examinar com calma ambos os projetos que tratam do transporte coletivo. Senão para alterar a decisão e a consequência final, que a prorrogação do contrato deve mesmo ser o desfecho, pelo menos para restaurar o debate e os esclarecimentos necessários e indispensáveis à população.

Não é o mérito, por ora, o que se discute aqui. É a transparência. O mínimo que se espera é que os projetos não sejam votados apressadamente, sem nova discussão, às vésperas do Natal e do fim de ano, em regime de urgência. Só falta essa.

http://www.clicrbs.com.br/pioneiro/rs/impressa/11,2733076,1223,13627,impressa.html


Cancion con todos

Salgo a caminar
Por la cintura cosmica del sur
Piso en la region
Mas vegetal del viento y de la luz
Siento al caminar
Toda la piel de america en mi piel
Y anda en mi sangre un rio
Que libera en mi voz su caudal.

Sol de alto peru
Rostro bolivia estaño y soledad
Un verde brasil
Besa mi chile cobre y mineral
Subo desde el sur
Hacia la entraña america y total
Pura raiz de un grito
Destinado a crecer y a estallar.

Todas las voces todas
Todas las manos todas
Toda la sangre puede
Ser cancion en el viento
Canta conmigo canta
Hermano americano
Libera tu esperanza
Con un grito en la voz