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pergunta:

"Até quando vamos ter que aguentar a apropriação da ideia de 'liberdade de imprensa', de 'liberdade de expressão', pelos proprietários da grande mídia mercantil – os Frias, os Marinhos, os Mesquitas, os Civitas -, que as definem como sua liberdade de dizer o que acham e de designar quem ocupa os espaços escritos, falados e vistos, para reproduzir o mesmo discurso, o pensamento único dos monopólios privados?"

Emir Sader

9.11.07

MST retoma marcha rumo à Fazenda Guerra em Coqueiros do Sul

09/11/2007
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O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) decidiu retomar a caminhada em direção à Fazenda Guerra, em Coqueiros do Sul (RS).
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A caminhada em direção ao latifúndio foi retomada no início da manhã de hoje, dia 9. A decisão foi tomada após a audiência na quarta-feira com a Juíza Marlene Marlei de Souza, em Carazinho.
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Apesar do empenho do movimento social e do Ministério Público Federal e Estadual de Passo Fundo em construir uma solução para a questão social na região, os participantes da audiência foram surpreendidos pela postura intransigente da juíza, que por telefone pedia orientações à Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (FARSUL) sobre cada decisão.
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A Fazenda Guerra possui 9 mil hectares de terra, tamanho equivalente a 7 mil campos de futebol e gera apenas 2 empregos fixos. A arrecadação de impostos da fazenda é equivalente a 2 aviários de pequenas propriedades, apesar de ocupar 30% do território de Coqueiros do Sul. Com a desapropriação da áreas seria possível assentar cerca de 450 famílias Sem Terra.

Denúncias de corrupção sacodem cenário político no RS

OPERAÇÃO RODIN

Juíza federal divulgou documento com detalhes da operação desencadeada contra quadrilha especializada em fraudes no Detran. Políticos do PP, PSDB e PMDB foram presos. Um dos coordenadores da campanha de Yeda Crusius é apontado como lobista e envolvido com empresas laranjas.


Marco Aurélio Weissheimer - Carta Maior

PORTO ALEGRE - A juíza Simone Barbizan Fortes, da 3ª Vara Federal e Juizado Especial Criminal da Subseção Judiciária de Santa Maria, divulgou documento à imprensa apresentando detalhes sobre a Operação Rodin, desencadeada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público para desbaratar uma quadrilha especializada em fraudes no Departamento Estadual de Trânsito do RS (Detran). A ação sacudiu o ambiente político gaúcho, pois o esquema de fraudes envolve figuras importantes do governo estadual, entre elas, um dos coordenadores da campanha de Yeda Crusius (PSDB) na campanha eleitoral de 2006, Lair Ferst.
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Segundo a nota, encontra-se em tramitação inquérito policial para apurar a ocorrência dos seguintes crimes:
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Indevida dispensa de licitação e locupletamento ilícito por conta dessa dispensa; corrupção ativa e passiva; crimes contra a ordem tributária (sonegação fiscal); advocacia administrativa; tráfico de influência, organização criminosa, crime de formação de quadrilha.
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O inquérito, por conter informações bancárias e fiscais, além de registros de interceptações telefônicas, tramita em segredo de justiça. No curso das investigações, verificou-se o envolvimento de diversas pessoas físicas e jurídicas, dentre elas as que foram presas e tiveram bens apreendidos.
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A Operação Rodin
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Na Operação Rodin, desencadeada pela Polícia Federal na madrugada de terça-feira, foram presos, entre outros, o diretor-presidente do Departamento Estadual de Trânsito do RS (Detran), Flavio Vaz Netto, o ex-diretor-presidente do órgão e atual diretor financeiro do Trensurb, Carlos Ubiratan dos Santos (ambos integrantes do Diretório Estadual do PP), o empresário Lair Antonio Ferst (integrante do Diretório Estadual do PSDB e um dos coordenadores da campanha de Yeda Crusius), e o ex-diretor-geral da Assembléia Legislativa, Antonio Dorneu Maciel, integrante da executiva estadual do PP e atual diretor da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE).
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Dos presos terça-feira pela PF, quatro já foram liberados: Patrícia Bado, mulher do ex-presidente do Detran, Carlos Ubiratan, Flavio Vaz Netto, presidente do Detran (agora afastado), Luciana Cordeiro, funcionária da Fundação de Apoio à Tecnologia e Ciência (Fatec) e Rosana Ferst, que teria ligação com empresas terceirizadas investigadas pela polícia.
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A Operação Rodin, explicou a juíza, “foi iniciada em maio de 2007, a partir de procedimento criminal diverso em que se deferiu monitoramento telefônico e posteriormente também telemático, de diversas pessoas físicas e jurídicas supostamente integrantes de grupo criminoso com atuação especialmente no RS, que se utilizaria das Fundações de apoio vinculada à Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) - Fundação de Apoio, Ciência e Tecnologia (FATEC) e Fundação Educacional e Cultural para o Desenvolvimento e Aperfeiçoamento da Educação e da Cultura (FUNDAE) - para a prática de diversos crimes”.
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A investigação teve como foco principal averiguar a supostas irregularidades ocorridas no âmbito das relações contratuais entabuladas entre as fundações e o DetranRS, para fins de prestação de serviços relacionados aos exames práticos e teóricos de direção veicular no RS.
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Segundo a juíza, as condutas ilícitas giram em torno de uma fraude central: a contratação, por órgãos públicos, mediante dispensa de licitação, das Fundações de Apoio vinculadas à UFSM, para a realização de atividades diversas. Essa realização, porém, “é incumbida a terceiros, aos quais se repassa praticamente toda a remuneração percebida, em contrapartida por serviços pífios, (a indicar superfaturamento), repasse este que beneficia financeiramente, de forma direta ou indireta, os próprios responsáveis pela contratação (titulares ou responsáveis pelos órgãos públicos) e subcontratação (integrantes das fundações) e, ainda lobistas que conseguem obter o contrato”.
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Na investigação relevou-se que, possivelmente o esquema foi posto em operação pelas mesmas pessoas físicas e jurídicas em relação a outros contratos públicos, por exemplo no projeto "Pró-Jovem", desenvolvido junto a Municípios.
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Empresas laranjas
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A nota divulgada pela Justiça Federal de Santa Maria também traz informações sobre o envolvimento de Lair Ferst (um dos coordenadores da campanha eleitoral de Yeda Crusius) no caso. Segundo o documento, até 2003, o Detran/RS realizava seus exames por intermédio da Fundação Getúlio Vargas (FGV), contratada para prestar serviços de exames práticos e teóricos de direção veicular. “Todavia”, prossegue a nota, “mesmo na iminência do término do contrato, e tendo sido instado pela própria FGV a indicar quando se daria o novo certame, deixou de efetivar o devido procedimento licitatório”. Às vésperas do término do contrato, o Detran/RS, que na época tinha como Presidente Carlos Ubiratan dos Santos, e como diretor administrativo-ficanceiro Hermínio Gomes Junior, contrata emergencialmente, com dispensa de licitação, a FATEC.
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Naquele ano, Paulo Jorge Sarkis era o Reitor da UFSM, possuindo papel relevante no âmbito da FATEC. Segundo as investigações, ele teria se valido das forças políticas a que tinha acesso, especialmente os lobistas da família Fernandes (chefiada por José Antônio Fernandes) e de Lair Ferst para a obtenção do contrato do Detran. Ferst tinha grande poder junto ao Detran, possuindo um vínculo especial com seu presidente, Carlos Ubiratan dos Santos. A empresa Newmark Tecnologia, Informática, Logística e Marketing, cujos sócios são parentes de Ferst, é sócia da empresa NT Pereira administrada por Patrícia Jonara dos Santos (esposa de Carlos Ubiratan dos Santos). Ao que tudo indica, diz a nota, “o verdadeiro dono da Newmark é o próprio Lair Ferst; figurando seus parentes como laranjas, situação similar a da empresa NT Pereira, que de fato seria de Carlos Ubiratan dos Santos, sendo titularizada por um laranja”.
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Os sócios da empresa New Mark, pertence a parentes de Lair Ferst, tem outra empresa da família, a Newmark Serviços da Informação e Inteligência. Esta, por sua vez, é sócia da empresa NT Pereira, administrada pela esposa de Carlos Ubiratan dos Santos - “ao que tudo indica, como mais adiante se verá, seus verdadeiros donos”, avaliou a investigação. A NT Pereira, em 2006, concedeu um empréstimo, sem garantias, a Carlos Ubiratan dos Santos, no valor de R$ 500.000,00, “ao que tudo indica pagamento de propina com valores obtidos no contrato Detran, que teriam circulado por intermédio de uma das empresas sistemistas, a New Mark Tecnologia da Informação e Marketing, seguindo por empresa-irmã, a New Mark Serviços, ambas da família do lobista Lair Ferst, chegando finalmente às mãos do servidor público”.
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"Conheço a ficha do Lair"
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Membro titular do diretório estadual do PSDB, Lair Ferst foi um dos coordenadores financeiros da campanha de Yeda Crusius ao governo do Estado, nas eleições de 2006. Na manhã desta quinta-feira, o ex-vice-governador Antonio Hohlfeldt, que até o ano passado era filiado ao PSDB e hoje está no PMDB, declarou ao jornalista Diego Casagrande: “Conheço a ficha do Lair. Quando eu estava no Palacinho ele era proibido de entrar. Jamais o recebi”.
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Hohlfeldt não explicou por que Lair era proibido de entrar no Palacinho (escritório do vice-governador). Até agora, nem a governadora nem o PSDB se pronunciaram sobre a prisão de uma das lideranças do partido no Estado. Considerando as informações preliminares disponibilizadas pela Justiça Federal, a governadora já está sendo cobrada a explicar o que é mesmo que Lair Ferst fazia na sua campanha eleitoral, no ano passado.

O Brasil deve apoiar o ingresso da Venezuela no Mercosul?

A Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados já aprovou a Mensagem n° 82/07, do Poder Executivo, que ratifica o protocolo de adesão da Venezuela no Mercosul, assinado em julho de 2006. Agora, a matéria deverá ser analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ir ao plenário da Câmara.
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A adesão já foi aprovada pelo Uruguai, Argentina e pela própria Venezuela, faltando apenas a decisão do Brasil e do Paraguai. Na sua opinião, o Brasil deve ser favorável ou contrário ao ingresso da Venezuela no Mercosul?
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5.11.07

A vitória latino-americana

A Latinoamericana – Enciclopédia Contemporânea da América Latina e do Caribe – foi escolhida a melhor obra de não-ficção publicada no Brasil em 2006, após ter recebido o Prêmio Jabuti de Melhor Livro de Ciências Humanas, outorgado pela Câmara Brasileira do Livro. A obra, um volume de 1.344 páginas, publicada pela Boitempo Editorial e pelo Laboratório de Políticas Públicas da Uerj, foi concebida e produzida em três intensos anos de trabalho, reunindo o que de melhor existe no pensamento latino-americano, expresso em verbetes sobre todos os países da região, em várias dezenas de temas fundamentais – de energia a movimentos sociais, de literatura a cinema, teatro, artes plásticas, de esportes a Estado, de gastronomia a feminismo, entre tantos outros –, além de personagens, fenômenos, instituições e outros temas do continente, sob coordenação de Ivana Jinkings, Carlos Eduardo Martins, Rodrigo Nobile e minha.
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A obra não foi concebida, nem de longe, buscando reconhecimentos públicos, justamente porque procuramos resgatar um continente que costuma ser desconhecido ou maltratado pela mídia e até mesmo por grande parte da academia e das editoras. Sabíamos que trabalhávamos contra a corrente. O pensamento conservador – a direita – não gosta da América Latina e do Caribe. Procura até mesmo descaracterizar que nossos países componham um mesmo continente. Alegam diferenças entre México e Argentina, entre Brasil e Equador, entre Guatemala e Uruguai, entre Cuba e Chile para tentar desfazer a identidade do continente. Como se essas diferenças fossem maiores do que as existentes entre Bélgica e Portugal, Alemanha e Itália, Espanha e França.
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O que dá a identidade da Europa e da América Latina são destinos históricos comuns. Eles foram colonizadores do nosso continente, fazendo de nós colonizados. Seguiram sendo imperialistas e nós, dominados. Hoje pertencem ao universo dos globalizadores e nós, ao dos globalizados. Por isso eles têm uma identidade comum e nós, a nossa, a despeito das diferenças culturais, lingüísticas e outras.

A direita não gosta da América Latina e do Caribe porque não se pode falar dela sem falar de colonialismo e de escravidão, antes de tudo. Porque o nosso continente foi ocupado e explorado pelas potências coloniais com o fim único de acumular riqueza para as metrópoles. O capitalismo chegou à América Latina perpetrando os dois maiores massacres da história da humanidade: a dizimação das populações indígenas e a escravidão – arrancando milhões de seres humanos da África para trabalhar como escravos, discriminados, reprimidos, humilhados, ofendidos, em outro continente, separados dos seus países e das suas famílias, para produzir riquezas para os colonizadores brancos.

O continente foi incorporado à força ao sistema capitalista mundial nascente, sob hegemonia ibérica, depois inglesa e finalmente estadunidense, mediante a espoliação colonial e a exploração dos trabalhadores africanos, tornados escravos. Sem esses antecedentes, é impossível compreender sua história, sua trajetória, sua identidade.

Depois de ter visto se impor – com a ditadura de Pinochet – o neoliberalismo no continente, que se estendeu como em nenhuma outra região do mundo, a América Latina e o Caribe é hoje a região do mundo que mais resiste ao neoliberalismo e à hegemonia imperial estadunidense. É a única que constrói processos de integração regional, aquela onde se desenvolve a primeira grande experiência de alternativas ao livre comércio – a Alba –, com espaços de intercâmbio solidário.

A Enciclopédia abarca os últimos cinqüenta anos do continente, incorporando ainda o período desenvolvimentista, todo o período neoliberal e a situação atual, de criação de alternativas ao neoliberalismo. Apresenta a América Latina e o Caribe com todas as suas fisionomias, suas tonalidades, seus risos e suas lágrimas, suas lutas e suas festas.

A Latinoamericana será proximamente publicada em castelhano, enquanto buscamos a possibilidade de traduzi-la para o inglês. A obra merece. Mas sobretudo a América Latina e o Caribe merecem.

Como disse ao recebermos o prêmio, na Sala São Paulo, este representa um reconhecimento da importância da América Latina e do Caribe, do trabalho coletivo e dessa extraordinária pequena grande editora, a Boitempo, e quem a dirige – Ivana Jinkings, a melhor editora do Brasil.

Postado por Emir Sader - 04/11/2007 às 14:10








LATINOAMERICANA ELEITA LIVRO DO ANO

A Latinoamericana: enciclopédia contemporânea da América Latina e do Caribe foi escolhida Livro de não-ficção do ano pelo 49o. Prêmio Jabuti. Concedido pela Câmara Brasileira do Livro, o Jabuti é o prêmio mais tradicional e importante do setor editorial brasileiro. No discurso de agradecimento, Emir Sader, em nome dos coordenadores e autores da obra, disse que esse era o "reconhecimento da importância da América Latina, do trabalho coletivo e da pequena grande editora que é a Boitempo". Na cerimônia de entrega, na Sala São Paulo, a Latinoamericana também recebeu o Jabuti de primeiro lugar na categoria "Ciências Humanas".A Boitempo e os coordenadores agradecem aos jurados e aos editores e livreiros votantes. Agradecem também a todos os autores, colaboradores, patrocinadores e amigos da editora que participaram da construção desta obra grandiosa e inovadora.

A enciclopédia coordenada por Emir Sader, Ivana Jinkings, Carlos Eduardo Martins e Rodrigo Nobile, consumiu três anos de trabalho. Uma obra de dimensões únicas, com 980 verbetes, 1.040 fotos em cor, 95 mapas e 136 tabelas exclusivos, 21 gráficos e fichas com dados gerais atualizados sobre cada país da região. Um conjunto de quase 1.400 páginas, escritas por autores de cerca de 20 países, tratando da América Latina que emerge como um conjunto por meio de instituições e ações próprias. Um esforço editorial de coordenação, conteúdo e qualidade, na criação de um material inédito e de referência, sobre a nossa região.Um trabalho que reúne entre os 123 autores que assinam os ensaios e verbetes, alguns dos mais expressivos intelectuais latino-americanos: Álvaro García Linera, Ana Esther Ceceña, Anibal Quijano, Atilio Boron, Chico de Oliveira, Emir Sader, Fernando Martínez Heredia, Flávio Aguiar, Gerardo Caetano, Héctor Alimonda, Iná Camargo Costa, Luiz Alberto Moniz Bandeira, Marcio Pochmann, Marco Gandasegui, Mike Davis, Néstor García Canclini, Ricardo Antunes, Theotonio dos Santos, Tomás Moulian, Vivian Martínez Tabares, Wilson Cano e muitos outros.Recuperar a riqueza cultural e propiciar o intercâmbio de conhecimentos produzidos na América Latina são alguns dos méritos da Latinoamericana.

FICHA TÉCNICA
Título: Latinoamericana – Enciclopédia Contemporânea da América Latina e do Caribe
Coordenação: Emir Sader, Ivana Jinkings, Carlos Eduardo Martins e Rodrigo Nobile
Formato: 21 X 28cm (capa dura, com sobrecapa)
Páginas: 1.344
ISBN: 85-7559-084-7
Editoras: Boitempo e Laboratório de Políticas Públicas (LPP-UERJ)

Presidente Chávez: “Nuestra estrategia es aprobar la Reforma Constitucional”

Caracas 4 de noviembre de 2007

Enalteciendo la diversidad étnica entre blancos, indios y negros, reivindicando nuestras raíces y recordándonos lo necesario que es para el futuro el comprender de donde venimos, dio inicio a su discurso el Presidente de la República Bolivariana de Venezuela, Hugo Chávez Frías, a favor de la campaña por el “SI” en apoyo a la Reforma Constitucional que dará paso al nuevo socialismo.

“Aquí estamos otra vez empezando otra gran batalla, la batalla del 2007, hacia la construcción de una sociedad del siglo XXI, una sociedad socialista, Caracas la reina del Guaraira Repano”, destacó con entusiasmo el Jefe de Estado.

El presidente Chávez aprovecho la oportunidad para dictar algunas pautas necesarias durante este mes de campaña a favor de la reforma de la Carta Magna, hizo un llamado a los miembros del alto gobierno, a la sociedad civil, estudiantes, y batallones socialista del Partido Unido Socialista de Venezuela (PSUV), para que trabajen día a día, casa por casa, a favor del “SI”.

“Nuestra tarea y estrategia es, señores del Comando de Campaña Zamora, Comando Nacional, los 24 comandos regionales, las circunscripciones socialistas, a todos: el gran objetivo ya lo tenemos pintado, y es aprobar la Reforma Constitucional, aprobarla contundentemente, y que no quede duda, de allí que el trabajo es duro (…)”.

Sobre las elecciones del 2 de diciembre, el mandatario nacional agregó que la oposición tiene todo el derecho y garantía para que llamen a su gente a votar por el NO, pero de forma pacifica, y indicó “nosotros llamamos a votar por el SI, esa es la única opción que tenemos por delante y es la opción a la que deberían estar jugando, porque estas elecciones son definitorias”.

El presidente alertó a los miembros del alto gobierno y a la sociedad civil para que estén atentos ante los movimientos que de la oposición en querer manifestar a través de la violencia, a lo que agregó, “andan jugando con candela, tratando de incendiar el país, llaman al desconocimiento de las leyes y de las instituciones, convocan a un golpe militar, les sugiero que se olviden de esa posibilidad porque por ningún camino nos van a derrotar”.

Sobre las estrategias a seguir por el Comando Zamora, el presidente Chávez indicó que, cada batallón tendrá que ocupar un área específica, estos tendrán que reunirse e ir cada casa a representar y explicar el porqué del SI para la reforma.

“Empiecen a reunirse los comandos de cada "bataso" de vanguardia con su vocero, y sus comisionados en su área de batalla (…), visiten todos los sectores, vayan a todos los lugares, hay que llamarlos para que se sumen y vayamos a votar todos el 2 de diciembre, aquí no vamos a chantajear a nadie, vamos hacer campaña a través del recurso humano”, expresó el mandatario nacional.

Por último reiteró el llamado a la Unidad, “Unidad Revolucionaria, esa debe ser nuestra conciencia, la amplitud en el debate”.



Quem são os inimigos da TV Brasil?

1/11/2007 15:49:01 Por Altamiro Borges - de São Paulo
Três notícias recentes da mídia impressa, publicadas sem qualquer alarde, revelam quem são os principais inimigos da TV pública, que deve entrar no ar em dezembro. "O presidente do PSDB, Tasso Jereissati, fez ao ministro Guido Mantega uma exigência adicional para que os tucanos concordem em votar a favor da CPMF. Querem que o governo, ‘para mostrar que está mesmo disposto a cortar seus gastos correntes’, arquive a idéia ou, pelo menos, adie a implementação da Empresa Brasil de Comunicação", afirma a primeira. Já a segunda registra que "o DEM, ex-PFL, deve questionar na Justiça a medida provisória que criou a TV Pública. O partido afirma que ingressará no Supremo Tribunal Federal com uma Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade), argumentando que não há ‘urgência e relevância’ que justifique a edição da MP".
Além da oposição de direita, as poderosas redes privadas de televisão também estão preocupadas com a TV Brasil. Segundo notícia publicada na coluna Outro Canal, do jornal Folha de S.Paulo, elas estão agindo nos bastidores para sabotar a iniciativa. "Globo, Record e SBT decidiram pedir aos parlamentares que apresentem emendas definindo o que é publicidade institucional e apoio cultural. A idéia é limitar o financiamento da TV pública com publicidade... ‘A radiodifusão não é contra a TV pública. Nossa preocupação é com a captação de publicidade. Ou as emissoras são comerciais ou sobrevivem apenas de recursos oficiais’, diz Daniel Pimentel, presidente da Abert (Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão)".
Abalo na hegemonia
A pressão da mídia privada para sabotar ou limitar o alcance da TV Brasil será violenta e terá o apoio explícito ou enrustido da influente bancada parlamentar dos radiodifusores - a mesma que sabota a instalação da CPI para averiguar a sinistra venda da TVA, da Abril, para a Telefônica ou que renova, sem critérios ou transparência, as concessões públicas. Acostumada a reinar sozinha, usufruindo dos milionários recursos em publicidade e manipulando as consciências, ela teme a concorrência de uma rede pública de qualidade, mais plural e democrática. A ditadura da mídia, que sofreu forte desgaste na sucessão presidencial e que teme os efeitos da convergência digital, sabe que a TV Brasil, com subsídios e competência, pode comer importantes fatias da audiência.
Neste sentido, a medida provisória 398, que criou da Empresa Brasil de Comunicação, gestora da nova rede pública, representa um abalo no poder hegemônico da mídia privada. Ela ficará ligada à Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, hoje comandada por Franklin Martins. Surgirá da união do patrimônio da Radiobrás e da Associação Educativa Roquete Pinto, que dirige a TVE do Rio de Janeiro. Além da direção executiva, que será presidida pela jornalista Tereza Cruvinel, terá um conselho curador composto por 20 membros, sendo quatro ministros de Estado, um representante dos funcionários e 15 pessoas da "sociedade civil", indicadas segundo a "representação regional, diversidade cultural e pluralidade de experiências profissionais".
Avanços e limites
De acordo com a MP, a Empresa Brasil de Comunicação terá como diretrizes a complementação ao sistema privado; promoção do acesso à informação por meio da pluralidade; produção com finalidades educativas, artísticas, culturais, científicas e informativas; e a promoção da cultura nacional, com estímulo à produção regional e independente. Além disso, a MP determina a sua atuação de forma autônoma em relação ao governo federal e a participação da sociedade civil no controle da aplicação destes princípios. Quanto ao financiamento, a MP prevê diversas fontes: dotações orçamentárias, exploração de serviços de radiodifusão, publicidade, doações, incentivo fiscal, entre outras. Calcula-se que ela terá uma receita inicial de R$ 350 milhões.
Mas o avanço expresso pela TV Brasil, ao enfrentar a ditadura midiática e contemplar princípios mais democráticos, não anula as críticas dos movimentos sociais. Manifesto assinado por várias entidades, como a CUT e o MST, condena o modelo de gestão da emissora com a imposição dos nomes da sua direção executiva e conselho curador. "Com um conselho indicado pelo presidente, a TV pode já nascer sem autonomia e independência, objetivo maior de uma emissora que se pretende pública. Não é a mera existência do órgão gestor que confere à emissora este caráter. É preciso que ele seja plural e representativo, preservando a independência em relação a governos e mercado, funcionando com base na gestão democrática e participativa", afirma o documento.
Altamiro Borges é jornalista, editor da revista Debate Sindical e autor do livro As encruzilhadas do sindicalismo (Editora Anita Garibaldi).

Hans Küng no Brasil

4/11/2007 13:57:09 Por Luis Alberto Gómez de Sousa - do Rio de Janeiro
. Hans Küng é um dos maiores teólogos cristãos da atualidade, valente, ousado, homem de fé e de espiritualidade fortes. Seu giro por várias cidades do Brasil foi um triunfo, com auditórios cheios. Aqui no Rio, foi recebido pela Universidade Candido Mendes, graças ao seu Reitor Candido Mendes, em seu Programa de Estudos Avançados em Ciência e Religião, que dirijo, e pelo Centro Alceu Amoroso Lima para a Liberdade, no auditório da UCAM, rua da Assembléia 10.
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Ali, centenas de pessoas ouviram em absoluto silêncio sua fala em inglês, com tradução simultânea, de quase duas horas. A série de palestras começou na Universidade Unisinos, em São Leopoldo, dos jesuítas, e depois no Instituto Goethe em Porto Alegre, na Universidade Federal do Paraná, na Católica de Brasília (que não é pontifícia), na Câmara de Deputados, aqui no Rio e na Federal de Juiz de Fora, onde recebeu o título de Doutor Honoris Causa. As PUCs do país não puderam convidá-lo.
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João XXIII o nomeou perito do Vaticano II; no pontificado seguinte, o ex-Santo Ofício de Ratzinger, de quem foi colega na Alemanha, o proibiu de ensinar teologia católica, por suas posições críticas diante da infalibilidade do Papa, do celibato obrigatório, em favor da ordenação de mulheres, propondo rever uma doutrina caduca sobre sexualidade e reprodução humana e abrir uma nova etapa no ecumenismo entre cristãos, assim como no diálogo inter-religioso com outras crenças.
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Escreveu grandes obras sobre o Islã, o Judaísmo e o Cristianismo. Passou a ensinar teologia ecumênica em Tubinga. Ao cumprir cinqüenta anos de sacerdote, escreveu um belo texto: “Porque ser cristão hoje”. Aposentado, está à frente de uma Fundação pela Paz. Durante suas palestras foram expostos, na entrada dos auditórios, doze painéis sobre uma ética da Paz. Dois temas em suas falas: Religião e Ciência, desde o big-bang, até a entropia e o big crush, com uma notável cultura e atualização científicas; e sua luta por um Ethos mundial para a paz entre os homens.
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Lembra as sanções do Vaticano a Leonardo Boff. É tempo de reabrir temas congelados nos últimos anos na Igreja Católica, e sua lucidez será de grande ajuda. Talvez um outro concílio aproveitará seu discernimento. Quando o Vaticano I terminou de repente, pela queda de Roma com a unificação italiana, o grande teólogo inglês Newman , convertido e mal visto por Pio IX, mais tarde feito cardeal por Leão XIII, escreveu a um amigo: “Pio não é o último dos papas...Tenhamos paciência, um novo concílio e um novo papa polirão a obra”.
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Podemos aplicar esse texto aos dois últimos pontificados e, então, a reflexão lúcida e criativa de homens como o suíço Hans Küng, hoje chegando aos oitenta anos, abrirão novos caminhos para uma Igreja Católica que vive, como disse um teólogo brasileiro, um tempo de inverno. O bom papa João XXIII disse que o Vaticano II era “uma flor de inesperada primavera”. D. Hélder sonhou com um Jesusalém II (ver Atos dos Apóstolos sobre o primeiro, cap. 15). Entre 1962 e 1966, ele, Yvan Illich, o grande Alceu Amoroso Lima e eu, no ardor da minha juventude, sonhamos com um Vaticano III. Hans Küng abre caminhos, na profecia dos teólogos, sem medo ou auto-censura.
. Luis Alberto Gómez de Sousa, sociólogo e ex-funcionário das Nações Unidas, é diretor do Programa de Estudos Avançados em Ciência e Religião da Universidade Cândido Mendes.

Cancion con todos

Salgo a caminar
Por la cintura cosmica del sur
Piso en la region
Mas vegetal del viento y de la luz
Siento al caminar
Toda la piel de america en mi piel
Y anda en mi sangre un rio
Que libera en mi voz su caudal.

Sol de alto peru
Rostro bolivia estaño y soledad
Un verde brasil
Besa mi chile cobre y mineral
Subo desde el sur
Hacia la entraña america y total
Pura raiz de un grito
Destinado a crecer y a estallar.

Todas las voces todas
Todas las manos todas
Toda la sangre puede
Ser cancion en el viento
Canta conmigo canta
Hermano americano
Libera tu esperanza
Con un grito en la voz