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pergunta:

"Até quando vamos ter que aguentar a apropriação da ideia de 'liberdade de imprensa', de 'liberdade de expressão', pelos proprietários da grande mídia mercantil – os Frias, os Marinhos, os Mesquitas, os Civitas -, que as definem como sua liberdade de dizer o que acham e de designar quem ocupa os espaços escritos, falados e vistos, para reproduzir o mesmo discurso, o pensamento único dos monopólios privados?"

Emir Sader

29.7.14

hoje, às 20h!



Bate-papo com o cartunista Carlos Latuff*
OS CONFLITOS ENTRE ISRAEL E PALESTINA


29 de julho de 2014 | terça-feira
20h
Sala de Cinema CineMais Sindserv Caxias do Sul

(Rua Carlos Giesen, 1217 - Bairro Exposição)


*Carlos Henrique Latuff de Sousa é um cartunista e ativista político


Realização:
CEPDH - Centro de Estudos, Pesquisa e Direitos Humanos
Escola Fé, Política e Trabalho
SINDISERV - Sindicato dos Servidores Municipais de Caxias do Sul


5 tópicos para entender a questão palestina

26/07/2014 - Copyleft

5 tópicos para entender a questão palestina

Galeano, Chomsky, Fisk e Marco Aurélio Garcia apresentam os principais aspectos históricos e geopolíticos para se entender o que está em jogo na Palestina.


Da redação

1 - Ismael Zadeh: Por que os EUA e Israel estão tão interessados que o caos na Palestina perdure?

Após o fim da Guerra Fria, Think Tanks e militares de alta patente redesenharam o que seriam os novos inimigos da América, no claro intuito de manter o financiamento militar aquecido. Entenda como os interesses do complexo industrial-militar americano e dos sionistas israelenses convergem no que diz respeito ao caos no Oriente Médio.


2 - Eduardo Galeano: Pouca Palestina resta. Pouco a pouco, Israel está apagando-a do mapa

Desde 1948, os palestinos vivem condenados à humilhação perpétua. Não podem sequer respirar sem autorização. Têm perdido a sua pátria, as suas terras, a sua água, a sua liberdade, tudo. Nem sequer têm direito a eleger os seus governantes. Quando votam em quem não devem votar, são castigados. Gaza está sendo castigada. Converteu-se numa ratoeira sem saída, desde que o Hamas ganhou as eleições em 2006.

 

3 - Marco Aurélio Garcia: O que está em jogo na Faixa de Gaza

É evidente que o governo brasileiro não busca a relevância que a chancelaria israelense tem ganhado nos últimos anos. Menos ainda a relevância militar que está sendo exibida. A irresolução da crise palestina alimenta a instabilidade no Oriente Médio e leva água ao moinho do fundamentalismo, ameaçando a paz mundial. Não se trata, assim, de um conflito regional.

 

4 - Robert Fisk: A história de Gaza que os israelenses não contam

Nada do que se vê hoje na Palestina tem a ver com o assassinato de três israelenses na Cisjordânia ocupada, nem com o assassinato de um palestino na Jerusalém Leste ocupada. Tampouco tem algo a ver com a prisão de militantes e políticos do Hamas na Cisjordânia. E nem o que se vê hoje na Palestina tem algo a ver com foguetes. Tudo, ali, sempre, é disputa por terra dos árabes. E se Londres fosse alvejada diariamemte por foguetes do Hamas, não seria legítima a defesa? Claro... mas Londres não expulsou um milhão e meio de moradores de seus bairros tradicionais...

 

5 - Noam Chomsky: Barbárie em Gaza apoiada por Washington e tolerada pela Europa

Quando Israel está em fase de "bom comportamento", mais de duas crianças palestinas são mortas por semana - um padrão que se repete há 14 anos. O bloqueio israelita, a ocupação de terras, os ataques selvagens do exército de Israel, tudo isso vai continuar, enquanto for apoiado por Washington e tolerado pela Europa - para nossa vergonha infinita.

Créditos da foto: Flickr

http://www.cartamaior.com.br/?%2FEditoria%2FInternacional%2F5-topicos-para-entender-a-questao-palestina%2F6%2F31468

Galeano: Pouca Palestina resta. Pouco a pouco, Israel está apagando-a do mapa

21/07/2014 - Copyleft

Galeano: Pouca Palestina resta. Pouco a pouco, Israel está apagando-a do mapa

Desde 1948, os palestinos vivem condenados à humilhação perpétua. Não podem sequer respirar sem autorização. Têm perdido a sua pátria e as suas terras.


Eduardo Galeano (*)
Esquerda.net


Para justificar-se, o terrorismo de Estado fabrica terroristas: semeia ódio e colhe álibis. Tudo indica que esta carnificina de Gaza, que segundo os seus autores quer acabar com os terroristas, conseguirá multiplicá-los.

Desde 1948, os palestinos vivem condenados à humilhação perpétua. Não podem nem sequer respirar sem autorização. Têm perdido a sua pátria, as suas terras, a sua água, a sua liberdade, tudo. Nem sequer têm direito a eleger os seus governantes. Quando votam em quem não devem votar, são castigados. Gaza está sendo castigada. Converteu-se numa ratoeira sem saída, desde que o Hamas ganhou legitimamente as eleições em 2006. Algo parecido tinha ocorrido em 1932, quando o Partido Comunista triunfou nas eleições de El Salvador.

Banhados em sangue, os habitantes de El Salvador expiaram a sua má conduta e desde então viveram submetidos a ditaduras militares. A democracia é um luxo que nem todos merecem. São filhos da impotência os rockets caseiros que os militantes do Hamas, encurralados em Gaza, disparam com desleixada pontaria sobre as terras que tinham sido palestinas e que a ocupação israelense usurpou. E o desespero, à orla da loucura suicida, é a mãe das ameaças que negam o direito à existência de Israel, gritos sem nenhuma eficácia, enquanto a muito eficaz guerra de extermínio está a negar, desde há muitos anos, o direito à existência da Palestina. Já pouca Palestina resta. Pouco a pouco, Israel está a apagá-la do mapa.

Os colonos invadem, e, depois deles, os soldados vão corrigindo a fronteira. As balas sacralizam o despojo, em legítima defesa. Não há guerra agressiva que não diga ser guerra defensiva. Hitler invadiu a Polônia para evitar que a Polônia invadisse a Alemanha. Bush invadiu o Iraque para evitar que o Iraque invadisse o mundo. Em cada uma das suas guerras defensivas, Israel engoliu outro pedaço da Palestina, e os almoços continuam. O repasto justifica-se pelos títulos de propriedade que a Bíblia outorgou, pelos dois mil anos de perseguição que o povo judeu sofreu, e pelo pânico que geram os palestinos à espreita. Israel é o país que jamais cumpre as recomendações nem as resoluções das Nações Unidas, o que nunca acata as sentenças dos tribunais internacionais, o que escarnece das leis internacionais, e é também o único país que tem legalizado a tortura de prisioneiros.
 
Quem lhe presenteou o direito de negar todos os direitos? De onde vem a impunidade com que Israel está a executar a matança em Gaza? O governo espanhol não pôde bombardear impunemente o País Basco para acabar com a ETA, nem o governo britânico pôde arrasar Irlanda para liquidar a IRA. Talvez a tragédia do Holocausto implique uma apólice de eterna impunidade? Ou essa luz verde vem da potência 'manda chuva' que tem em Israel o mais incondicional dos seus vassalos? O exército israelense, o mais moderno e sofisticado do mundo, sabe quem mata. Não mata por erro. Mata por horror. As vítimas civis chamam-se danos colaterais, segundo o dicionário de outras guerras imperiais.

Em Gaza, de cada dez danos colaterais, três são meninos. E somam milhares os mutilados, vítimas da tecnologia do esquartejamento humano, que a indústria militar está a ensaiar com êxito nesta operação de limpeza étnica. E como sempre, sempre o mesmo: em Gaza, cem a um. Por cada cem palestinos mortos, um israelita. Gente perigosa, adverte o outro bombardeamento, a cargo dos meios massivos de manipulação, que nos convidam a achar que uma vida israelense vale tanto como cem vidas palestinianas. E esses meios também nos convidam a achar que são humanitárias as duzentas bombas atômicas de Israel, e que uma potência nuclear chamada Irã foi a que aniquilou Hiroshima e Nagasaki.

A chamada comunidade internacional, existe? É algo mais que um clube de mercadores, banqueiros e guerreiros? É algo mais que o nome artístico que os Estados Unidos assumem quando fazem teatro? Ante a tragédia de Gaza, a hipocrisia mundial destaca-se uma vez mais. Como sempre, a indiferença, os discursos vazios, as declarações ocas, as declamações altissonantes, as posturas ambíguas, rendem tributo à sagrada impunidade. Ante a tragédia de Gaza, os países árabes lavam as mãos. Como sempre. E como sempre, os países europeus esfregam as mãos.

A velha Europa, tão capaz de beleza e de perversidade, derrama uma ou outra lágrima enquanto secretamente celebra esta jogada de mestre. Porque a caça aos judeus foi sempre um costume europeu, mas desde há meio século essa dívida histórica está a ser cobrada dos palestinos, que também são semitas e que nunca foram, nem são, antissemitas. Eles estão a pagar, em sangue, na pele, uma conta alheia.

(*) Artigo publicado no Sin Permiso.

Tradução de Mariana Carneiro para o Esquerda.net.








humanidade???

2014 · 07 · 29 • Fuente: RT Actualidad

Video de israelíes en Tel Aviv: '¡Mañana no hay escuela, ya no quedan niños en Gaza!'

Mientras Gaza llora los niños asesinados en los ataques de Israel, decenas de manifestantes derechistas salen a las calles de Tel Aviv a celebrar los avances del Ejercito israelí profiriendo cánticos racistas.

En el video, grabado el 26 de julio, se pueden ver grupos de nacionalistas israelíes de derecha en las calles de Tel Aviv que, portan banderas de Israel, se burlan de los numerosas muertos palestinos, especialmente niños.

 
La melodía se asemeja a la de los típicos cantos de las hinchadas de fútbol, pero la letra es mucho más preocupante y dolorosa: "Mañana no hay escuela, ya no quedan niños en Gaza! Olé, Olé, Olé, Olé". "Gaza es un cementerio!" o "Muerte a los árabes!" fueron otras consignas coreadas por la muchedumbre en el video.
 
Los manifestantes derechistas profieren además insultos dirigidos directamente contra Ahmed Tibi y Haneen Zoabi, dos palestinos con ciudadanía israelí y miembros del Parlamento. "Odio a Tibi el terrorista. ¡Tibi está muerto! ¡Tibi está muerto! ¡Tibi está muerto! […] ¿Quién se pone nervioso, lo oigo? Zoabi, es la Tierra de Israel. Es la Tierra de Israel, Zaobi. Es la tierra de los judíos. Te odio, de verdad, Zoabi. Odio a todos los árabes."
 
Según los datos de la Oficina de las Naciones Unidas Para la Coordinación de Asuntos Humanitarios (OCHA), el 26 de julio, día en que fue grabada la protesta, como resultado de los ataques israelíes ya habían muerto más de un millar de palestinos, entre ellos 200 niños.
 

LEER MÁS: Fuertes imágenes: Al menos 10 niños mueren en ataque aéreo de Israel contra Gaza
 

© REUTERS Finbarr O'Reilly

© REUTERS
Franja de Gaza, 28 de julio de 2014
© REUTERS
Franja de Gaza, 28 de julio de 2014

© REUTERS
Franja de Gaza, 28 de julio de 2014


© REUTERS
 
Franja de Gaza, 28 de julio de 2014

 

Fuente: RT Actualidad



http://www.palestinalibre.org/articulo.php?a=51524

Israel mata mais 110 e deixa Gaza sem energia elétrica

Israel mata mais 110 e deixa Gaza sem energia elétrica

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Bombardeios israelenses atacaram 150 alvos nessa madrugada e deixaram mais 110 palestinos mortos nas últimas 24 horas; única central elétrica da Faixa de Gaza foi danificada e deixou de funcionar; central fornecia aproximadamente 30% do serviço e sua explosão afeta hospitais, escolas, o comércio e estações de tratamento de água; mais de 1.100 palestinos de Gaza, a maioria deles civis, já foram mortos no conflito; do lado israelense, 53 soldados foram mortos, assim como três civis; genocídio do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu continua

29 de Julho de 2014 às 10:32

247, com Reuters – Israel atacou a única usina elétrica da Faixa de Gaza, que ficou inoperante, destruiu a casa do líder político local do grupo islâmico Hamas e bombardeou dezenas de seus principais alvos militares no enclave nesta terça-feira, estendendo o conflito que já dura três semanas.

Os bombardeios do Exército israelense desta madrugada atingiram 150 alvos e deixaram mais 110 palestinos mortos nas últimas 24 horas, de acordo com o jornal britânico The Guardian.

Antes do amanhecer, aeronaves israelenses dispararam um míssil contra a casa do líder do Hamas em Gaza, Ismail Haniyeh, ex-primeiro-ministro palestino, destruindo a estrutura, mas sem causar vítimas, disse o Ministério do Interior de Gaza.

O ataque israelense se intensificou após as mortes de 10 soldados israelenses em ataques de militantes que cruzaram a fronteira na segunda-feira, e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu alertou a população sobre um longo conflito.

Uma grossa coluna de fumaça negra emergiu dos tanques de combustível em chamas na estação elétrica que fornece dois terços das necessidades de energia da Faixa de Gaza. A autoridade energética local disse que avaliações iniciais de danos sugeriam que a unidade poderá ficar foram de operação por um ano.

Assista a alguns disparos no vídeo da AP, abaixo:

http://www.brasil247.com/pt/247/mundo/148293/Israel-mata-mais-110-e-deixa-Gaza-sem-energia-el%C3%A9trica.htm


A eletricidade foi cortada na Cidade de Gaza e em muitas outras partes do território dominado pelo Hamas após o ataque de artilharia de tanques de guerra de Israel a contêineres que continham cerca de 3 milhões de litros cúbicos de diesel.

"A usina eléctrica se foi", disse seu director, Mohammed al-Sharif. Uma porta-voz militar israelense não fez comentários de imediato e informou apenas que estava checando a informação.

A prefeitura da Cidade de Gaza disse que o dano à estação pode tirar de operação muitas das bombas de água da região, e pediu que os residentes racionassem o consumo de água.

Diversos foguetes foram disparados de Gaza para o sul e o centro de Israel, incluindo a área de Tela Avive. Pelo menos um foi interceptado pelo sistema atingísseis de Israel. Não foram registradas baixas ou danos significativos por conta desses ataques.

A pressão internacional vem aumentando sobre Netanyahu para que ele contenha suas forças. Tanto o presidente dos Estados Unidos, Barca Obram, quando o Conselho de Segurança das Nações Unidas pediram um cessar-fogo imediato para permitir que ajuda chegue ao 1,8 milhão de palestinos da Faixa de Gaza, seguido de negociações para uma paz mais durável.

Os esforços liderados pelo secretário de Estado dos EUA, John Kerry, na semana passada fracassaram, sem chegar a um resultado pela paz, e a explosão de violência frustrou as esperanças internacionais de transformar uma breve trégua para o feriado muçulmano de Edil al-Fitr em um cessar-fogo de longo prazo.

Netanyahu disse na segunda-feira que os militares não encerrariam a ofensiva até que fosse destruída uma rede de túneis do Hajas, a qual, segundo Israel, serve de abrigo para o grupo, para armazenar suas armas e realizar infiltrações além da fronteira para atacar israelenses.

Forças de Israel disseram que 70 alvos foram atacados durante a noite em Gaza, incluindo quatro cachês de armas que, segundo os militares, estavam escondidos em mesquitas, e um lançador de foguete, próximo a outra mesquita. Residentes disseram que 20 casas foram destruídas e duas mesquitas, atingidas.

Mais de 1.100 palestinos de Gaza, a maioria deles civis, já foram mortos no conflito. Do lado israelense, 53 soldados foram mortos, assim como três civis.

Israel lançou sua ofensiva em 8 de julho dizendo querer parar os ataques de foguetes do Hamas e seus aliados. Pouco depois o país iniciou uma invasão por terra para encontrar e destruir uma série de túneis que cruzam a fronteira entre Gaza e Israel.

(Reportagem adicional de Michelle Nichols em Nova York)


http://www.brasil247.com/pt/247/mundo/148293/Israel-mata-mais-110-e-deixa-Gaza-sem-energia-el%C3%A9trica.htm


Correspondencia desde el frente en el 20° día de operación militar sobre Gaza

Correspondencia desde el frente en el 20° día de operación militar sobre Gaza

28/07/2014

Temos amigos que vivem e sobrevivem ao genocídio de Gaza e que nos enviam notícias da frente de devastação da desolação. Pertencemos aos humildes da Terra que não temos poder nenhum. Somente, como o profeta, nos sentamos junto sicômoro e nos resta chorar e chorar. Esperamos que estas lamentacões cheguem aos ouvidos do Supremo, aquele que é o verdadeiro Senhor da História e que escuta o clmaor do oprimido, Aquele que fará justiça aos inocentes e que se compadece de quem sofre sob as armas dos tiranos que matam crianças, idosos, pessoas de todo tipo, cavalos, burros e ovelhas. Nada o que é vivo é respeitado. Ate quando, Senhor? Até quando? Como diz o profeta Isaias 24,12:"Na cidade restou apenas desolação, a porta está demolida e em ruinas" por isso ninguém pode entrar nem sair  Há traços de comportamento do anti-Cristo, chamado de "inimigo da vida",  na aniquilação indiscrimina da população de Gaza. Que Deus,"soberano amante da vida" (Sabedoria 11,26) venha em socorro das vítimas, de um lado e do outro mas principalmente do lado de Gaza, cujas entradas e saidas estão todas fechadas para que a carnificina possa se processar sem risco de que alguém escape. LBoff

Gaza, 27 julio 2014 – hora 9.51 "

Una tregua de 12 horas, desde ayer a las 8 hasta las 20, después algún otro misil y ataques aéreos y luego el anuncio de una extensión de 12 horas más. En medio de la tregua humanitaria, la gente ha salido 'salida para ver", ha querido volver a sus aldeas, a sus casas, a los lugares dejados a la carrera para escapar de las bombas y la artillería. Encontraron la devastación. Alguien me dijo que no era capaz de encontrar donde estaba su calle, su casa. Una pila de escombros, aún humeantes. Cráteres profundos que han penetrado en la tierra rodeados de los restos de las casas en las que se puede reconocer algún objeto medio roto y chamuscado, un sofá, el zapato; subiendo sobre uno de estos cráteres se podía reconocer la existencia de una farmacia, aún había unas cuantas cajas de píldoras, cubiertas de polvo, y stikers para la diabetes.

Cortinas que revolotean agujereadas, trozos de cristales rotos y puertas catapultadas a decenas de metros. Aquí y allí, donde se solía meter a los animales (burros, ovejas, gallinas), al lado de la casa, se encuentran los restos, muertos y ahora en putrefacción, que desprenden un olor indescriptible. Cerca del hospital de Beit Hannoun, un cochecito de bebé, usado para el transporte de personas con discapacidad, sigue allí en medio de la carretera torcida mirando el desastre frente a él.

No todos pudieron acercarse a sus hogares; a la gente de Kuza'a pueblo rural al sur de Khan Younis, se le ha ordenado que no vaya a las casas de la frontera… cañones y francotiradores siguen disparando a los que se acercan.

El número de muertes sigue en aumento; en las horas de tregua se excava en los lugares de exterminio y se recuperan civiles bajo los escombros, son 151 al final del día.

En este momento se oyen nuevas explosiones en la distancia… tal vez la tregua ya no rige…

Ultimo triste balance:

1049 palestinos muertos (el 80% civiles)

150 cuerpos encontrados ayer bajo los escombros

6000 heridos palestinos

37 soldados israelitas muertos en el campo de batalla en la frontera ocupada

2 civiles israelitas 1 tailandés muertos por misiles lanzados desde Gaza

160 heridos israelitas.

La guerra continúa.


http://leonardoboff.wordpress.com/2014/07/28/correspondencia-desde-el-frente-en-el-20-dia-de-operacion-militar-sobre-gaza/


Pela suspensão do tratado de livre comércio do Mercosul com Israel

27/07/2014 - Copyleft

Pela suspensão do tratado de livre comércio do Mercosul com Israel

Países do Mercosul debaterão uma posição comum diante de Israel na próxima terça em Caracas, posição que só pode ser a de suspender o Tratado de Livre Comércio.

por Emir Sader em 27/07/2014 às 16:14




Emir Sader


Em 2010 o Mercosul assinou um Tratado de Livre Comércio com Israel. Foi o primeiro Tratado desse tipo assinado pelo Mercosul com um país de fora da América Latina.

Foram exaltadas as boas perspectivas econômicas que o intercâmbio traria, sem nenhum outro tipo de consideração, de ordem política ou moral. Mas chegou o momento de colocar em discussão a pertinência desse Tratado, justamente quando na próxima terça-feira se reúne o Mercosul em Caracas e o tema da condenação de Israel por sua brutal ofensiva em Gaza foi proposto pelo Brasil.

O ex-presidente dos EUA Jimmy Carter, depois da sua visita à Palestina, publicou, em 2006, um livro que já no seu título, em 2006, apontava para o que acontece, de forma similar ao que ocorreu na África do Sul: "Palestina: paz e não apartheid. Porque se trata disso: de uma política de Israel que não somente impede que seja realidade a decisão da ONU de que os palestinos tenham um Estado da mesma forma que Israel, mas que além disso implementa uma política nos territórios ocupados que tem muita semelhança com a política do apartheid na África do Sul.

A forma como são tratados os palestinos tem um fundo explicitamente racista – que apareceu de forma ainda mais explícita em algumas manifestações agora, durante a nova ofensiva sobre Gaza. Quem conhece as formas como são tratados os palestinos na Cisjordânia não tem nenhuma dúvida de que há um componente fortemente racista na política israelense com os palestinos

Mais ainda do que isso, os muros e os assentamentos que esquartejam os territórios ocupados os fazem se assemelhar aos bantustanes da África do Sul da era do apartheid. Cada vez mais se divide a Cisjordânia por novos assentamentos que não param de ser instalados, até que suas distintas partes não tenham mais contato entre si, sejam pedaços de territórios ainda mais isolados.

Em Gaza a situação é ainda muito pior: bloqueada desde 2008, é considerada o campo de concentração a céu aberto maior do mundo. A população vive um apartheid ainda pior, sem as condições mínimas de sobrevivência, cercada, fechada, aprisionada.
       
Não bastasse tudo isso, Israel se dedica, a cada tanto tempo, a bombardear, a invadir, a destruir a Gaza, com vários milhares de mortos, entre eles grande maioria de população civil, sobretudo de crianças, mulheres e idosos. Esta nova ofensiva genocida recebe a condenação mundial, Israel nunca esteve tão isolado, salvando-se apenas pelo voto dos EUA no Conselho de Segurança da ONU de sofrer sanções.

Os países do Mercosul debaterão uma posição comum diante de Israel na próxima terça feira em Caracas, posição que só pode ser a de suspensão do Tratado de Livre Comércio. Contra o apartheid sul-africano, o isolamento diplomático teve efeitos, mas muito mais teve o boicote econômico. Os EUA tinha o mesmo argumento de agora, de que essa atitude isola e dificulta negociações, etc., etc. Os mesmos argumentos que outros utilizam agora.

O Brasil só coloca exceções no comércio com Israel no caso de mercadorias produzidas nos assentamentos israelenses nos territórios palestinos. Mas é preciso avançar muito mais, para o boicote econômico, até que Israel cumpra a decisão da ONU, termine com a ocupação territorial, para que se instale o Estado Palestino, da mesma forma que existe um Estado de Israel.

Tags: Internacional

http://www.cartamaior.com.br/?%2FBlog%2FBlog-do-Emir%2FPela-suspensao-do-tratado-de-livre-comercio-do-Mercosul-com-Israel%2F2%2F31465


Brasil lidera ação pelo estado palestino

Desde Lula, Brasil lidera ação pelo estado palestino

REUTERS/Thiago Teixeira: Brazilian President Luiz Inacio Lula da Silva (R) raises the hand of his counterpart Palestinian Mahmoud Abbas in Salvador November 20, 2009. Abbas is on a three-day official visit in Brazil. REUTERS/Thiago Teixeira (BRAZIL POLITICS)

Embora tenha sido chamado de "anão diplomático" pelo porta-voz da chancelaria israelense, o Brasil tem ocupado papel central no movimento pela criação de um estado palestino; lembrança foi feita pelo pesquisador de relações internacionais da Universidade de Brasília, Rodrigo Wiese Randig: "Em 1º de dezembro de 2010, o Brasil reconheceu a Palestina. Apenas nos meses seguintes ao reconhecimento pelo Brasil, a Palestina ganhou mais reconhecimentos do que em toda a década anterior"; "Assim que, como bem diplomaticamente disse nosso Chanceler ontem, se existe no mundo algum "anão diplomático", algum país "politicamente irrelevante", definitivamente não é o Brasil. E Israel sabe muito bem disso"

26 de Julho de 2014 às 14:49

247 - A reação de Israel ao posicionamento brasileiro em relação ao massacre que vem sendo cometido na Faixa de Gaza é proporcional ao peso que o Itamaraty passou a ter, no debate sobre a criação do estado palestino, desde dezembro de 2010. Naquele mês, durante uma visita uma do presidente Mahmoud Abbas, o Brasil reconheceu a Palestina, no que foi seguido por vários outros países. A lembrança foi feita pelo pesquisador de relações internacionais da Universidade de Brasília, Rodrigo Wiese Randig.

Leia, abaixo, o texto postado por ele em sua página no Facebook:

Sobre essa história de "anão diplomático", só vou recordar uns fatos: em 1994, criou-se a Autoridade Palestina, com o objetivo de obter o reconhecimento de um Estado palestino. Até o final daquela década (1999), apenas 6 novos países foram convencidos a reconhecer a Palestina. Na década seguinte inteira (2000 até dezembro de 2010), apenas 8 outros países haviam decidido reconhecer o novo Estado.

Até que o Presidente palestino, Abbas, veio ao Brasil, pedir-nos pessoalmente o reconhecimento diplomático. Em 1º de dezembro de 2010, o Brasil reconheceu a Palestina. Menos de uma semana depois, a Argentina nos seguiu. Nas 2 semanas seguintes, Bolívia e Equador. No mês seguinte, Chile, Guiana e Peru.

E então Suriname e Uruguai, e logo mais de uma dúzia de países, sobretudo latino-americanos e caribenhos. Apenas nos meses seguintes ao reconhecimento pelo Brasil, a Palestina ganhou mais reconhecimentos do que em toda a década anterior. Menos de um ano após a decisão brasileira, a Palestina foi aceita como país-membro da Unesco e, um ano mais tarde, foi historicamente reconhecida como "país" pela ONU.

Assim que, como bem diplomaticamente disse nosso Chanceler ontem, se existe no mundo algum "anão diplomático", algum país "politicamente irrelevante", definitivamente não é o Brasil. E Israel sabe muito bem disso.

Leia ainda as cartas de Lula e Abbas sobre o reconhecimento do estado palestino:

"À Sua Excelência
Mahmoud Abbas
Presidente da Autoridade Nacional Palestina

Senhor Presidente,

Li com atenção a carta de 24 de novembro, por meio da qual Vossa Excelência solicita que o Brasil reconheça o Estado palestino nas fronteiras de 1967.

Como sabe Vossa Excelência, o Brasil tem defendido historicamente, e em particular durante meu Governo, a concretização da legítima aspiração do povo palestino a um Estado coeso, seguro, democrático e economicamente viável, coexistindo em paz com Israel.

Temos nos empenhado em favorecer as negociações de paz, buscar a estabilidade na região e aliviar a crise humanitária por que passa boa parte do povo palestino. Condenamos quaisquer atos terroristas, praticados sob qualquer pretexto.

Nos últimos anos, o Brasil intensificou suas relações diplomáticas com todos os países da região, seja pela abertura de novos postos, inclusive um Escritório de Representação em Ramalá; por uma maior freqüência de visitas de alto nível, de que é exemplo minha visita a Israel, Palestina e Jordânia em março último; ou pelo aprofundamento das relações comerciais, como mostra a série de acordos de livre comércio assinados ou em negociação.

Nos contatos bilaterais, o Governo brasileiro notou os esforços bem sucedidos da Autoridade Nacional Palestina para dinamizar a economia da Cisjordânia, prestar serviços à sua população e melhorar as condições de segurança nos Territórios Ocupados.

Por considerar que a solicitação apresentada por Vossa Excelência é justa e coerente com os princípios defendidos pelo Brasil para a Questão Palestina, o Brasil, por meio desta carta, reconhece o Estado palestino nas fronteiras de 1967.

Ao fazê-lo, quero reiterar o entendimento do Governo brasileiro de que somente o diálogo e a convivência pacífica com os vizinhos farão avançar verdadeiramente a causa palestina. Estou seguro de que este é também o pensamento de Vossa Excelência

O reconhecimento do Estado palestino é parte da convicção brasileira de que um processo negociador que resulte em dois Estados convivendo pacificamente e em segurança é o melhor caminho para a paz no Oriente Médio, objetivo que interessa a toda a humanidade. O Brasil estará sempre pronto a ajudar no que for necessário.

Desejo a Vossa Excelência e à Autoridade Nacional Palestina êxito na condução de um processo que leve à construção do Estado palestino democrático, próspero e pacífico a que todos aspiramos.

Aproveito a ocasião para reiterar a Vossa Excelência a minha mais alta estima e consideração."


Carta do Presidente Mahmoud Abbas ao Presidente Luiz Inácio Lula da Silva

(Tradução não-oficial)

"Sua Excelência Luiz Inácio Lula da Silva Presidente da República Federativa do Brasil Brasília

24/11/2010

Saudações,

Inicialmente, gostaríamos de estender a Vossa Excelência nossas felicitações pelo sucesso das eleições gerais no Brasil, louváveis por sua elevada transparência e pelo alto nível do processo democrático, que levaram à vitória a candidata de seu partido como nova Presidente da República Federativa do Brasil. É com satisfação que também saudamos entusiasticamente o seu Governo, testemunha de um período de prosperidade econômica e mudança política qualitativa, que inscreve Vossa Excelência na história política moderna do Brasil.

Senhor Presidente,

A atual situação nos territórios palestinos evidencia uma grande escalada das ações israelenses. O Governo de Israel recusa-se a interromper suas atividades em assentamentos. Isso paralisou o lançamento de negociações diretas, apesar das posições e dos pedidos de países de todo o mundo para que Israel ponha fim aos assentamentos, e, dessa forma, não apenas torne possíveis as negociações, como também dê uma chance à paz. No entanto, Israel ainda desafia o mundo inteiro e insiste em suas atividades colonizadoras. Tal posição dificulta qualquer possibilidade de se alcançar um acordo por meio de negociações e cria também uma nova realidade no terreno, que inviabiliza a solução de dois Estados.

Enquanto expressamos a Vossa Excelência o nosso orgulho das valorosas e históricas relações brasileiro-palestinas, que refletem suas posições firmes em relação ao nosso povo ao longo dos anos e em nossos recentes encontros, esperamos, nosso caro amigo, que Vossa Excelência decida tomar a iniciativa de reconhecer o Estado da Palestina nas fronteiras de 1967. Essa será uma decisão importante e histórica, porque encorajará outros países em seu continente e em outras regiões do mundo a seguir a sua posição de reconhecer o Estado palestino. Essa decisão levará também ao avanço do processo de paz e à promoção da posição palestina, que busca o reconhecimento internacional do Estado da Palestina. Esperamos que o nosso pedido possa receber sua bondosa aceitação e esperamos também que essa iniciativa possa ser tomada antes do fim de seu mandato presidencial.

Queira aceitar os protestos de nossa mais alta estima e consideração.

Mahmoud Abbas
Presidente do Estado da Palestina
Presidente do Comitê Executivo da Organização para a Libertação da Palestina Presidente da Autoridade Nacional Palestina"


http://www.brasil247.com/pt/247/mundo/148060/Desde-Lula-Brasil-lidera-a%C3%A7%C3%A3o-pelo-estado-palestino.htm



Cancion con todos

Salgo a caminar
Por la cintura cosmica del sur
Piso en la region
Mas vegetal del viento y de la luz
Siento al caminar
Toda la piel de america en mi piel
Y anda en mi sangre un rio
Que libera en mi voz su caudal.

Sol de alto peru
Rostro bolivia estaño y soledad
Un verde brasil
Besa mi chile cobre y mineral
Subo desde el sur
Hacia la entraña america y total
Pura raiz de un grito
Destinado a crecer y a estallar.

Todas las voces todas
Todas las manos todas
Toda la sangre puede
Ser cancion en el viento
Canta conmigo canta
Hermano americano
Libera tu esperanza
Con un grito en la voz