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"Até quando vamos ter que aguentar a apropriação da ideia de 'liberdade de imprensa', de 'liberdade de expressão', pelos proprietários da grande mídia mercantil – os Frias, os Marinhos, os Mesquitas, os Civitas -, que as definem como sua liberdade de dizer o que acham e de designar quem ocupa os espaços escritos, falados e vistos, para reproduzir o mesmo discurso, o pensamento único dos monopólios privados?"

Emir Sader

6.2.17

Lula: "Marisa morreu triste por conta da canalhice que fizeram com ela"

Memória

Lula: "Marisa morreu triste por conta da canalhice que fizeram com ela"

por Redação — publicado 04/02/2017 15h57
No velório da mulher, o ex-presidente chorou: "O seu Lulinha paz e amor vai continuar lutando muito para defender sua honra e sua imagem", disse
Paulo Pinto / AGPT
Velório Marisa Letícia

Multidão acompanhou o velório de Marisa Letícia

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometeu neste sábado 4 defender a sua imagem e a da ex-primeira-dama Marisa Letícia, em meio a acusações de corrupção levantadas pelas investigações da Operação Lava Jato. Na quadra do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP), onde foi realizado o velório de Marisa, Lula se emocionou ao lembrar da história de sua mulher, com quem esteve por 43 anose afirmou que não tem medo de ser preso. 

"Marisa morreu triste, por conta da canalhice e da maldade do que fizeram com ela", disse Lula. Sem citar a força-tarefa da Lava Jato ou o juiz Sergio Moro, responsável pela maior parte dos casos em que ele e Marisa são investigados, Lula disse que vai lutar para que "os facínoras tenham um dia a humildade de pedir desculpas".

Em dezembro, Marisa Letícia se tornou ré, ao lado de Lula, em uma investigação da Lava Jato. Como tem feito desde o início das acusações, Lula reafirmou sua inocência. "Se alguém neste país tem medo de ser preso, este que está enterrando sua mulher hoje não tem", afirmou o ex-presidente. "Tenho a consciência tranquila e não sou eu que tenho que provar que sou inocente. Eles que precisam provar que as mentiras que estão contando são verdadeiras"

Em sua última declaração, em meio às lágrimas, Lula falou diretamente com Marisa Letícia. "Companheira, descanse em paz. O seu Lulinha paz e amor vai continuar lutando muito para defender sua honra e sua imagem", afirmou. Na sequência, o local do velório foi tomado pela comoção e por gritos de "Olê, olê, olá, Lula, Lula" e "Marisa, Marisa".

Antes, Lula o simbolismo do Sindicato dos Metalúrgicos, local onde conheceu Marisa. "Aqui eu aprendi a falar, perdi o medo do microfone, aqui decidimos combater a ditadura, criamos o novo sindicalismo, pensamos em criar a CUT, criar o PT, e todas as greves que foram feitas", disse.

Lula lembrou o passado humilde de Marisa, que começou a trabalhar aos 11 anos como empregada doméstica, e agradeceu o apoio dela em sua trajetória. "A Marisa sustentou a barra para que eu me transformasse no que me transformei", disse Lula.

"Sou o resultado da consciência política dos trabalhadores brasileiros. Sou resultado das greves, mas também de uma menina que parecia frágil, mas que me deu a segurança que eu podia viajar pra apoiar candidatos, para apoiar greves, criar sindicatos, que ela seguraria a barra".

Lula relembrou as histórias de nascimento de seus três filhos e contou que não acompanhou nenhum dos partos por conta dos compromissos políticos. "Nunca estive presente, por causa do PT, da CUT, das greves", disse. "Às vezes sinto culpa, mas às vezes acho que é assim mesmo". 

O ex-presidente disse que pensou em nomear Marisa como ministra, mas que sempre desistiu da ideia. Ainda assim, afirmou ele, "ela tinha muito mais importância que os ministros". "Ela sempre me dizia: Lula, não esqueça nunca de onde você veio e pra onde você vai voltar'", afirmou.

Marisa (1950-2017)

De humilde família de sitiantes, que migraram da Itália para o Brasil, Marisa Letícia nasceu em 7 de abril de 1950 em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. Aos nove anos, começou a trabalhar como babá na casa de um sobrinho do pintor Cândido Portinari.

Quatro anos mais tarde, tornou-se operária de uma fábrica de chocolates. Casou-se pela primeira vez com o motorista Marcos Cláudio da Silva, com quem teve um filho. O garoto não chegou a conhecer o pai, assassinado enquanto dirigia o táxi da família. A jovem mãe perdeu o marido enquanto estava no quarto mês de gestação.

Marisa conheceu Lula em 1973, ao ir para o Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo carimbar documentos da pensão que recebia. O ex-presidente costuma contar que, quando soube que a esbelta mulher de 23 anos era viúva, fez questão de deixar cair um documento que mostrava que ele também era viúvo. O episódio serviu de justificativa para iniciar a conversa, que não tardou a evoluir para um longevo relacionamento.

Os frutos da união de mais de 40 anos são os três filhos do casal: Fábio, Sandro e Luís Cláudio. O ex-presidente também adotou o primeiro filho de Marisa Letícia, Marcos Lula, que tinha apenas dois anos quando o então líder sindical a conheceu.

Inicialmente avessa à política, Marisa preocupava-se com a segurança de Lula quando eclodiram as greves do ABC Paulista. Em 1980, chegou a liderar uma passeata das mulheres em apoio aos sindicalistas presos no Departamento de Ordem Política e Social (Dops), que integrava o aparato repressivo da ditadura. Nesse mesmo ano, participou de um curso de Introdução à Política Brasileira, promovido pela Pastoral Operária de São Bernardo, e filou-se ao recém-criado Partido dos Trabalhadores

Dedicada à família, Marisa teve uma atuação discreta nas primeiras disputas eleitorais de Lula. Em 2002, com os filhos já adultos, pôde se dedicar com mais afinco à campanha presidencial do marido. Em 1º de janeiro de 2003, tornou-se primeira-dama do Brasil.

Nos últimos meses, Marisa vinha sofrendo ao lado de Lula a pressão das investigações da Operação Lava Jato. Em dezembro, também ao lado do ex-presidente, foi convertida em ré pelo juiz federal Sergio Moro, sob a acusação de lavagem de dinheiro. De acordo com a denúncia, o casal adquiriu um imóvel vizinho ao apartamento do ex-presidente, em São Bernardo, com recursos da empreiteira Odebrecht. A acusação é negada com veemência pela defesa de Lula, que diz que imóvel é alugado.

"A pressão e a tensão fazem as pessoas chegarem ao ponto que a Marisa chegou. Mas isso não vai fazer eu ficar chorando pelos cantos. Vai ficar apenas batendo na minha cabeça, como mais uma razão para que a luta continue", desabafou Lula na segunda-feira 30, durante um encontro com representantes do Movimento dos Atingidos por Barragens. Foi a primeira aparição pública do ex-presidente após a mulher sofrer o AVC.


http://www.cartacapital.com.br/politica/lula-marisa-morreu-triste-por-conta-da-canalhice-que-fizeram-com-ela



“Filha de empregada só serve pra comer”, diz deputado do PMDB


Redação Pragmatismo
POLÍTICA03/FEB/2017 ÀS 16:00

"Filha de empregada só serve pra comer", diz deputado do PMDB

Para demonstrar insatisfação pela pouca atenção que recebe do governo Temer, deputado faz estranha analogia e diz que se sente como filha de empregada pobre, mas gostosa

filha empregada comer deputado pmdb celso jacob
Celso Jacob, deputado federal pelo PMDB/RJ (reprodução)

Revista Fórum

O universo virtual e privado pode revelar muito do caráter de algumas pessoas, que sentem-se protegidas para expressar maneiras não muito éticas de pensar. É o ambiente em que o deputado federal Celso Jacob (PMDBRJ) sentiu-se à vontade para expressar todo o seu preconceito.

De acordo com a coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo, que teria conseguido acesso a um grupo de Whatsapp fechado de parlamentares do PMDB, Jacob teria dito que "filha de empregada só serve para comer". A frase teria sido enviada em meio a uma discussão entre deputados peemedebista sobre as novas nomeações de Michel Temer para a Esplanada dos Ministérios.

Jacob, pela conversa, sentiu que recebe pouca atenção dos ministros de Temer, e que por isso sente-se como a "filha da empregada".

"Às vezes me sinto a filha da empregada pobre, mas gostosa. Só serve pra comer e depois nem fala".

filha empregada comer deputado pmdb celso jacob

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http://www.pragmatismopolitico.com.br/2017/02/filha-empregada-serve-deputado-pmdb.html

"O que nos parece mais grave é o fato de que se instaurou um real estado de sítio judicial."

6/fev/2017, 0h20min

Dona Marisa ao ódio respondeu doando seu órgãos (por Leonardo Boff)



Dona Marisa Letícia, esposa do ex-presidente Lula, morreu num contexto politico conturbado. Nas palavras do próprio Lula, "ela morreu triste" e também traumatizada.

Diz-se que todas as instituições funcionam. Mas não se qualifica o seu funcionamento. Funcionam mal. Em outras palavras não funcionam. Se tomamos como referência a mais alta corte da nação, o STF ai fica claro que as instituições estão corrompidas, incluindo a PF e o MP. Especialmente o STF é atravessado por interesses politicos e um dos seus ministros, de forma escancarada, rompe diretamente a ética de todo magistrado, falando criticando, atacando fora dos autos e tomando claramente posição por um partido; nada acontece, no nosso vale tudo jurídico, quando deveria sentir o rigor da lei e sofrer um impeachment. Esta situação  é um sinal inequívoco que estamos numa derrocada política, ética e institucional. O Brasil vai de mal a pior pois todos os dias os itens sociais e politicos se deterioram. E havia senadores e deputados de poucas luzes que propalavam que com a derrubada do PT o Brasil entraria uma nova primavera de progresso.

O que nos parece mais grave é o fato de que se instaurou um real estado de sítio judicial. A operação Lava-Jato mostrou juizes justiceiros que usam o direito como instrumento de perseguição, no caso do PT e diretamente do ex-presidente Lula. A Polícia Federal, bem no estilo da SS nazista, entrou casa adentro da família Lula, revistaram cada canto, reviraram o colção, remexeram a penteadeira de Dona Marisa, revolveram a geladeira, carregaram o que puderam e levaram sob vara, pois é esta a expressão correta, quer dizer, coercitivamente o ex-presidente Lula para interrogatório numa delegacia do aeroporto.

Tal ato de violência física e simbólica traumatizou a ex-primeira dama. Maior foi o trauma quando foi indiciada como criminosa na operação Lava Jato junto com o marido. Isso a encheu de medo e alterou todo seu estado de saúde.

Como se não bastassem aquilo que escreveu corajosamente  jornalista Hidegard Angel em seu blog na internet "os oito anos de bombardeio intenso, tiroteio de deboches, ofensas de todo jeito, ridicularia, referências mordazes, críticas cruéis, calúnias até. E sem o conforto das contrapartidas". E faço minhas as palavra de Hildegard Angel, pois representam o que posso testemunhar em mais de 30 anos de amizade entranhável com Dona Marisa e Lula: "Foi companheira, foi amiga e leal ao marido o tempo todo. Foi amável e cordial com todos que dela se aproximaram. Não há um único relato de episódio de arrogância ou desfeita feita por ela a alguém, como primeira-dama do país. A dona de casa que cuida do jardim, planta horta, sepreocupa com a dieta do maridão e protege a família formou  com Lula, um verdadeiro casal".

Criticam-na porque como primeira dama  não assumiu funções públicas. Mas poucos sabem que foi ela que restitituíu a forma original do palácio do Planalto, resgatando os móveis e tapetes que haviam sido doados a ministros e a outross departamentos. Ela possuía elevado sentido estético. Foi fundamental na reforma da Catedral que acompanhou passo a passo.

Finalmente, foi ela que introduziu no Torto as festas da cultura popular, a celebração de seus santos de devopção que são da maioria do povo brasileiro, Santo Antônio e São João. Lá organizou o carnaval bem no estilo do povo, com as bandeirinhas e o pau de sebo. Escândalo da burguesiadescolada de nossas raízes e envergonhada de nossas tradições.

Ela sofreu um AVC que foi fatal. Visitei-a na UTI, falei-lhe ao ouvido (dizem que mesmo em coma o ouvido ainda funciona) palavras de confiança e de entrega ao Deus Pai e Mãe que ela acreditava com fé profunda. Deus a estava esperando para que caisse em seu seio materno e paterno para ser feliz eternamente. Abracei o ex-presidente que não escondia as lágriamas. Quando se constatou a morte celebral, o coração ainda pulsava. Ele disse uma palavra verdadeira:"O coração dela  pulsa porque o nosso amor vai para além da morte."

Ao lado de tanta dor se constataram na internet palavras de ódio e de maledicência. Felizes porque morria e merecia morrer daquele jeito. Aí me dei conta de que não temos apenas pedófilos mas também necrófilos, aqueles que amam e  celebram a morte dos outros. Pertinente é a frase atribuída ao Papa Francisco: "Quando você comemora a morte de alguém, o primeiro que morreu foi você mesmo".

Diante da morte, o momento derradeiro para cada ser humano, pois vai encontrar-se com Suprema Realidade que é Deus, devemos nos calar reverentes. Ou proferimos palavras de conforto e de solidariedade ou emudecemos respeitosamente. Comopodemos ser cruéis e sem piedade diante da morte dolorosa de uma pessoa conhecida como extremamente bondosa, arraigada aos mais pobres, lutadora dos direitos dos trabalhadores e das mulheres e com grande amor ao Brasil? Ao ódio ela respondeu doando generosamente os próprios órgãos para que outros pudessem viver.

Lamentavelmente, o golpe perpetrado contra o povo, impôs uma radical agenda que segundo o joranalista Elio Gaspari"é uma grande mascara, atrás da qual se escondem os velhos e bons oligarcas"(O Globo 5/02/17 p.8). Esses odeiam os pobres como odeiam o PT e Lula e odiaram Dona Marisa Letícia.

Mas a verdade e justiça possuem uma força intrínseca. Elas arrancarão as mascaras dos pérfidos. A luz brilhará. Enquanto isso contemplaremos uma estrela no céu da política brasileira: Dona Marisa Letíca Lula da Silva.

.oOo.

Leonardo Boff é teólogo, escritor e amigo da família Lula da Silva. 



Facínoras

Facínoras: acabem com a perseguição ao Lula

O ex-presidente Lula tem a característica de sair sempre maior das circunstâncias a que é submetido ou em que se propõe a ser protagonista. Doído, sofrido, machucado, pela perda da companheira da sua vida, Lula sai ainda maior de tudo isso, chamando aos seus algozes e também da Dona Marisa, por seu nome: Facínoras! E exige que peçam desculpas pelos males causados a ela, que têm a ver diretamente com sua morte.

Pessoas autoritárias, elitistas, preconceituosas – chamam o Lula de "nine" – se arvoraram em "salvadores da democracia". Com salários de marajás, com amplos espaços na mídia oligárquica, se promoveram como aventureiros dispostos a sacrificar a democracia no altar das suas arbitrariedades.

Não lhes importava a democracia, nem os patrimônios públicos e a economia do pais, só lhes importava a propaganda narcísica das suas acusações partidárias contra o PT, poupando seus correligionários tucanos e os que lhes eram úteis para promover o golpe contra a democracia. Agem como corporação a serviço da direita brasileira e dos interesses externos – diretamente dos EUA – contra o Brasil como nação e como democracia.

Agiram contra o Lula como se este não tivesse sido o maior presidente da história do Brasil, o único líder politico com amplo apoio popular, o candidato favorito pelo povo para voltar a ser presidente do País. Como se tivessem conseguido encontrar alguma prova das grotescas acusações contra o Lula e a Dona Marisa, do triplex ao pedalinho, passando pela invasão violenta da casa deles.

Foram tolerados pelo clima gerado por uma mídia que ja havia compactuado com a ditadura militar e agora promoveu o novo golpe contra a vontade popular. Uma mídia que, sem heróis democraticamente eleitos, forja facínoras que atacam a honra dos homens honrados e se divertem em festas contra os corruptos a quem deveriam investigar.

Basta! Chega de perseguições ao Lula. Já basta com o sacrifício da Dona Marisa, com o seu sofrimento diante das injustiças a que ela e seu companheiro de vida foram submetidos.

Que esse sacrifício seja o limite último a que o Brasil seja submetido por aventureiros que se arvoram em seus salvadores, mas são os coveiros da democracia e do Brasil como nação. Muito bem fez o Lula, com toda força moral e política de sua trajetória, de chamá-los por seus nomes: facínoras. Assim serão tratados daqui para frente.

Que retirem todos os processos contra o Lula, que peçam perdão a ele e à Dona Marisa, ainda que tardiamente. Que se recolham à sua insignificância de juízes que exacerbaram totalmente das suas atribuições, com salários nababescos e linguagem odiosa contra o Lula.

Que desse doloroso episodio emerjam as forcas democráticas que podem resgatar o Brasil do pesadelo a que o golpe levou o pais. Que resgatemos o direito do povo de eleger democraticamente, sem qualquer tipo de restrição, quem ele deseja que conduza o Brasil.

Fim da perseguição ao Lula! 


http://www.brasil247.com/pt/blog/emirsader/278653/Fac%C3%ADnoras-acabem-com-a-persegui%C3%A7%C3%A3o-ao-Lula.htm

https://www.pagina12.com.ar/18222-lula-despidio-a-dona-marisa

MULTITUDINARIO VELATORIO POR MARISA LETICIA ROCCO
Lula despidió a Doña Marisa
 
Marisa Rocco falleció el jueves.
Marisa Rocco falleció el jueves. 

Tras el multitudinario velatorio de su esposa, Marisa Letica Rocco, quien falleció el jueves, el ex presidente brasileño Luiz Inácio Lula da Silva dijo su compañera "murió triste", por los "canallas" que acusaron al dirigente de corrupción y por la investigación de la fiscalía y del juez Sergio Moro, de la Operación Lava Jato. Poco después, Lula despidió a Rocco también con una imagen y un texto publicados en la cuenta de Twitter que actualiza su equipo de colaboradores.

El mensaje fue publicado en la cuenta @LulapeloBrasil

"Marisa murió triste porque los canallas, los fascinerosos hicieron maldades con ella. Un día deberán tener la humildad de pedirle disculpas. Este hombre que te despide no tiene miedo de ser preso, porque no debo demostrar mi inocencia, ellos tienen que demostrar las mentiras que dijeron", dijo Lula tras el velatorio de su esposa, muerta a causa de un derrame cerebral.

El velatorio de la compañera de vida del sindicalista y ex presidente se tranformó en una reivindicación de esta mujer que a los 11 años comenzó a trabajar como empleada doméstica y que, con los años, fue en el movimiento del nuevo sindicalismo y la creación Partido de los Trabajadores (PT).

"Descanse en paz Marisa, tu Lulinha paz y amor luchará para salvar tu honra y tu memoria", dijo Lula al lado del féretro de la esposa.

Durante 20 horas cientos de miles de personas desfilaron por la sede del sindicato de metalúrgicos de Sao Bernardo do Campo, Gran San Pablo, para despedir a Rocco.

La compañera de Lula había sido procesada por el juez Sergio Moro, por un departamento que la fiscalía atribuye al matrimonio Da Silva, supuestamente concebido como pago de sobornos, una acusación que no ratificó ninguno de los testigos hasta el momento.


Flavio Scholles


"A miséria é a pior forma de violência, e a ignorância a pior forma de miséria."


Flavio Scholles*




*Artista, atelier em Morro Reuter.


Goethe

"Seja qual for o seu sonho, comece. 
A ousadia tem genialidade, poder e magia."
Goethe

3.2.17

Canalhas! Canalhas! Canalhas!

Canalhas! Canalhas! Canalhas!

Esperei por muito tempo, sem grandes expectativas, pelo dia em que finalmente escreveria a palavra repetida neste título. Digito a palavra pela primeira vez para identificar os jornalistas que contribuíram para que a caçada a Lula se estendesse a dona Marisa Letícia e acabasse por provocar sua morte.

Não são canalhas uma única vez. São várias vezes canalhas. Canalhas! Canalhas! Canalhas! São mil vezes canalhas os que se aliaram ao golpe que derrubou Dilma Rousseff e passaram a cercar covardemente Lula, seus filhos, sua mulher, seus parentes, sempre com o pretexto lacerdista da moralização da política.

São canalhas os cúmplices dos corruptos golpistas no poder. São canalhas os que escreveram livros com ataques à Lula para tentar ganhar fama e dinheiro com acusações infantis e sem provas. São canalhas os que se dedicaram quase que diariamente a atiçar a Polícia Federal, o Ministério Público e a república de Curitiba contra Dilma e Lula.

São canalhas os jornalistas golpistas que devem ter escrito ontem sobre a morte de Marisa Letícia. Muitos de seus textos irão aparecer hoje nos jornais. São canalhas os que se atreverem a expressar sentimentos magnânimos, porque estariam acima de discordâncias e ideologias.

O jornalismo golpista ajudou a matar Marisa Letícia, processada desde setembro pelo juiz Sergio Moro.

Nunca Aécio Neves, o mais delatado dos políticos brasileiros, foi processado. Nunca abriram inquérito contra a irmã de Aécio, denunciada como recebedora de propinas para o tucano. Nunca investigaram José Serra, o homem dos R$ 23 milhões da Odebrecht na Suíça.

Nunca quiseram saber onde foram parar os R$ 10 milhões que o tucano Sergio Guerra recebeu de empreiteiras para melar uma CPI da Petrobras. Nunca condenaram nenhum tucano do metrô superfaturado e da merenda roubada de São Paulo.

Mas pegam os parentes de Lula e os parentes de amigos de Lula. E pegaram Marisa Letícia, porque era mulher de Lula e estaria envolvida na história fajuta do tríplex do Guarujá.

O jornalismo canalha ajudou na caçada a Marisa Letícia. O mesmo jornalismo canalha que poupa tucanos e amigos do homem do Jaburu e que agora irá simular que chora a morte de Marisa.

Jornalistas canalhas não devem evitar hoje a tentação da farsa dos textos de pesar pela morte de quem eles ajudaram a matar. Jornalistas canalhas devem ter a grandeza de serem canalhas autênticos.

E jornalistas canalhas autênticos devem escrever artigos cheios de lirismo e delicadezas sobre dona Marisa Letícia. Escrevam e publiquem. Os leitores sabem identificar o texto de um jornalista canalha.

(Apenas para lembrar, a expressão "canalha" foi consagrada pelo deputado Tancredo Neves, como reação ao golpe de 64, quando ele a repetiu duas vezes contra Auro de Moura Andrade, presidente do Senado, no momento em que este declarou que a presidência da República estaria vaga. O neto de Tancredo é um dos golpistas de hoje.)

Moisés Mendes é jornalista desde os 17 anos. Em 1970, começou como repórter (e depois foi editor) da Gazeta de Alegrete, jornal criado em 1882 por Luís de Freitas Vale, o Barão do Ibirocay, com a missão de combater a escravidão.






Cancion con todos

Salgo a caminar
Por la cintura cosmica del sur
Piso en la region
Mas vegetal del viento y de la luz
Siento al caminar
Toda la piel de america en mi piel
Y anda en mi sangre un rio
Que libera en mi voz su caudal.

Sol de alto peru
Rostro bolivia estaño y soledad
Un verde brasil
Besa mi chile cobre y mineral
Subo desde el sur
Hacia la entraña america y total
Pura raiz de un grito
Destinado a crecer y a estallar.

Todas las voces todas
Todas las manos todas
Toda la sangre puede
Ser cancion en el viento
Canta conmigo canta
Hermano americano
Libera tu esperanza
Con un grito en la voz