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"Até quando vamos ter que aguentar a apropriação da ideia de 'liberdade de imprensa', de 'liberdade de expressão', pelos proprietários da grande mídia mercantil – os Frias, os Marinhos, os Mesquitas, os Civitas -, que as definem como sua liberdade de dizer o que acham e de designar quem ocupa os espaços escritos, falados e vistos, para reproduzir o mesmo discurso, o pensamento único dos monopólios privados?"

Emir Sader

3.2.17

Reforma da Previdência, proteção ao mercado e desvalorização da vida

Reforma da Previdência, proteção ao mercado e desvalorização da vida

"O que temos é uma investida contra a responsabilidade social em âmbitos que são assumidos na vida privada prioritariamente pelas mulheres, ao mesmo tempo em que se amplia a idade mínima que é necessária para que elas se aposentem."

previdencia-boitempoPor Flávia Biroli.

O debate sobre a reforma da Previdência vem sendo apresentado pelo governo e pela mídia com ele alinhada como parte de um ajuste econômico das contas do Estado. Não é, no entanto, um problema técnico. Diz respeito ao modelo de sociedade que vamos adotar e ao tipo de proteção social que nela haverá para as pessoas. É, assim, um problema político de primeira ordem.

Quando discutimos o sistema de proteção social adotado, o que está em questão é se e como a sociedade assume responsabilidade coletiva pela vulnerabilidade das pessoas. Essa vulnerabilidade pode ser momentânea, como no caso de doenças temporárias; pode ser definidora da vida de algumas pessoas, como no caso daquelas que têm deficiências e, portanto, necessidades especiais; e pode ser definidora de etapas da vida de todas as pessoas, como é a vulnerabilidade na infância e na velhice. O traçado entre Estado e mercado, entre os direitos de cidadania e a necessidade de cada um se virar como pode, está sendo redefinido pela proposta de reforma da Previdência do governo Temer.

No Brasil, de acordo com a Constituição Federal (artigo 194), a seguridade social abrange saúde, assistência e previdência.

As duas primeiras independem de contribuição. O atendimento à saúde é universal e a assistência é voltada para quem dela precise, isto é, para necessidades específicas e especiais (artigos 196 e 203). Estão, ambas, ameaçadas pela aprovação recente da PEC 241/55, que reduz o mínimo constitucional de investimento público nessas áreas, atingindo diretamente o Sistema Único de Saúde, o SUS, e o acesso à assistência nos marcos da Lei Orgânica de Assistência Social (LOAS) e do Benefício de Prestação Continuada de Assistência Social (BPC). Embora muito já tenha sido dito sobre a PEC, é preciso lembrar ainda uma vez que seu caráter político é evidente não apenas porque incide sobre a Constituição em pontos fundamentais para as garantias à cidadania, mas também porque congela os investimentos por 20 anos. É uma modalidade sofisticada de restrição da democracia, que por meio de mudança na Constituição retira do jogo político por um tempo significativo a disputa sobre os investimentos do Estado na seguridade social.

O terceiro componente da seguridade previsto constitucionalmente é a previdência (artigo 201). Nesse caso, a contribuição é obrigatória para trabalhadores registrados do mercado formal e o benefício varia de acordo com ela. As regras atuais da aposentadoria, benefício que faz parte da Previdência Social, foram definidas na Constituição e por emendas e legislação posteriores. A LOAS, que é de 1993, garante o benefício de um salário mínimo para idosos acima de 65 anos ou pessoas com deficiências de longo prazo quando a renda familiar per capita é inferior a ¼ do salário mínimo.

A proposta de reforma da Previdência do governo Temer (PEC 287/2016) reduz o acesso à aposentadoria de quem contribui e de quem se encaixa na legislação de assistência social. Pouco tem sido noticiado sobre como incide na LOAS: a idade mínima para acesso aos benefícios pelos idosos das camadas mais pobres da população, com renda de até ¼ de salário mínimo por pessoa da família, passará de 65 para 70 anos caso a reforma seja aprovada. A proposta também desvincula os benefícios da LOAS do salário mínimo, reduzindo seu piso em relação ao piso previdenciário (de quem contribui), com a justificativa de que o percentual direcionado à assistência é alto relativamente ao PIB brasileiro. Segundo dados da PNAD/IBGE, em 2014 25,4% das pessoas (21,5% dos homens e 30,6% das mulheres) tiveram rendimento médio mensal proveniente do trabalho inferior a 1 salário mínimo. Pode não parecer, mas é desse país que estão falando os integrantes do governo ilegítimo quando justificam a proposta de mudança no acesso dos benefícios pela população mais pobre dizendo que a lei atual "resulta em desincentivo para que determinada camada da população contribua para o sistema de previdência social". Além da baixa renda, trata-se da camada da população com menor expectativa de vida e menores condições de envelhecer com o acesso adequado a cuidado, medicamentos e alimentação. Peço que quem me lê faça o exercício de migrar dos números para a imagem mental que sua experiência lhe traz de quem são essas pessoas e de suas condições de vida.

Também pela proposta, a idade mínima para aposentadoria passar a ser de 65 anos sem distinção entre homens e mulheres e trabalhadores/as urbanos/as e rurais. Pela lei atual, a idade de aposentadoria pode variar segundo o tempo de contribuição, a idade mínima para as mulheres se aposentarem é de 60 anos – ou 55 no caso das trabalhadoras rurais – e para os trabalhadores rurais é de 60. O regime especial para trabalhadoras e trabalhadores rurais e para a população indígena hoje não exige contribuição individual, o que será modificado pela nova lei caso a proposta atual de reforma passe pela Câmara e pelo Senado. Pela proposta, para que a aposentadoria corresponda a 100% do benefício, a trabalhadora ou trabalhador deve contribuir por 49 anos. É uma das chaves para a redução do acesso à aposentadoria.

Essa proposta de reforma amplia o desgaste, desfaz o sonho da aposentadoria numa idade em que ainda se pode usufruir do tempo livre e reduz a proteção na velhice de quem mais precisa dela. Ao equiparar mulheres e homens, ignora o fato básico da jornada maior de trabalho das mulheres, que hoje ultrapassa a dos homens em cerca de 5 horas semanais, segundo a PNAD. Neste quesito, é importante lembrar que a redução dos investimentos públicos determinada pela PEC 241/55 afeta também o provimento de creches e a qualidade do ensino público, além de outros equipamentos que poderiam reduzir o tempo que cada mulher dedica ao trabalho de cuidado das crianças e da casa. O que temos, portanto, é uma investida contra a responsabilidade social em âmbitos que são assumidos na vida privada prioritariamente pelas mulheres, ao mesmo tempo em que se amplia a idade mínima que é necessária para que elas se aposentem. Muitos estudos mostram que menos creches e equipamentos públicos implicam menor empregabilidade para as mulheres que são mães. Podemos, assim, ter ainda mais mulheres com renda insuficiente para contribuir e inseridas na regra de acesso aos benefícios da LOAS apenas com 70 anos e segundo um cálculo que reduzira o valor real do benefício.

A ideia de que a reforma é necessária nos moldes propostos tem sido propagandeada pelas grandes empresas de mídia sistematicamente. Muitos estudos mostram que há entendimentos enviesados sobre as contas da Previdência amparando a proposta e que há outras reformas possíveis, nas quais o ajuste de contas não seja financiado por trabalhadoras e trabalhadores e a responsabilidade social pelos mais vulneráveis seja mantida (coloco ao final algumas indicações). Mesmo na campanha da imprensa pela reforma, as fissuras se fazem ver. O Globo, que tem um quadro pró-reforma programado para aparecer junto dos textos sobre Previdência no seu site, publicou recentemente uma matéria sobre a expectativa de ganhos dos planos privados de seguro de previdência.

Além da questão de quem financia a reforma, esse é um ponto central: quem ganhará com ela? Trata-se, sem dúvida, de mais um movimento em direção ao aprofundamento da financeirização das relações, o que significa que a proteção na velhice vai sendo moldada como um bem de mercado, distanciando-se do ideal de um direito de cidadania à proteção na velhice de qualquer pessoa. Não é preciso retirar a previsão constitucional de saúde e assistência para fazê-la minguar, atendendo aos interesses do setor privado. É o que tem ocorrido sistematicamente no caso da saúde, em que as empresas que fornecem planos e seguros privados ampliam seus lucros na medida da fragilidade do sistema público. Elas e as empresas do setor de educação têm a comemorar com a PEC 241/55, assim como agora as empresas de previdência privada esperam ansiosas pela aprovação da reforma proposta por Temer.

Meu ponto é que esta é uma decisão política contrária à segurança, ao amparo, ao cuidado com as vidas das pessoas em um momento em que todas e todos são mais vulneráveis, que é a velhice. É, também, uma punhalada na ideia de que a vida pode ser vivida para além das exigências extenuantes de anos e anos de trabalho, uma vez que se projeta aqui uma ponte que leva diretamente do trabalho remunerado para a idade avançada. Adicione-se a isso uma proposta de reforma trabalhista que sobrepõe o acordado sobre o legislado e temos, ainda, que contar com a possibilidade de que o tempo trabalhado seja feito de jornadas maiores e garantias mais escassas.

Às mulheres brasileiras, fica um destaque. O que está em questão é bem mais do que os cinco anos somados pela proposta ao tempo hoje necessário para o acesso à aposentadoria. Trata-se de um modelo que aprofunda a privatização da responsabilidade pela velhice. E quem cuida dos idosos? Quem é a força de trabalho não-remunerada que cuida das pessoas quando a responsabilidade social se encolhe e o mercado seleciona quem terá acesso a esse cuidado? As mulheres, e em especial as trabalhadoras rurais, as mais pobres e as negras, são as perdedoras diferenciadas nesse processo.

Alguns estudos sobre a Previdência Social e posições críticas sobre a reforma:

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Flávia Biroli é professora do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília, onde edita a Revista Brasileira de Ciência Política e coordena o Grupo de Pesquisa sobre Democracia e Desigualdades – Demodê, que mantém o Blog do Demodê, onde escreve regularmente. É autora, entre outros, de Autonomia e desigualdades de gênero: contribuições do feminismo para a crítica democrática (Eduff/Horizonte, 2013), Família: novos conceitos (Editora Perseu Abramo, 2014) e, em co-autoria com Luis Felipe Miguel, Feminismo e política: uma introdução (Boitempo, 2014).


“Não permita que nenhum homem o faça descer tão baixo a ponto de sentir ódio”. Martin Luther King

"Não permita que nenhum homem o faça descer tão baixo a ponto de sentir ódio". Martin Luther King

Cultura inútil: Viva o ódio!(?) Abaixo a tolerância!(?)

Cultura inútil: Viva o ódio!(?) Abaixo a tolerância!(?)

Mouzar Benedito reúne as melhores frases, ditados e causos sobre "ódio" e (in)tolerância em nova coluna da série "Cultura Inútil".

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Por Mouzar Benedito.

"Minha disposição é a mais pacífica. Os meus desejos são: uma humilde cabana com um teto de palha, mas boa cama, boa comida, o leite e a manteiga mais frescos, flores em minha janela e algumas belas árvores em frente à minha porta; e, se Deus quiser tornar completa a minha felicidade, me concederá a alegria de ver seis ou sete de meus inimigos enforcados nessas árvores. Antes da morte deles, eu, tocado em meu coração, lhes perdoarei todo o mal que me fizeram. Deve-se, é verdade, perdoar os inimigos – mas não antes de terem sido enforcados" – Heinrich Heine, poeta alemão (1797-1856)

Um ditado popular brasileiro é menos "brabo" em relação às pessoas que nos pentelham: "Seja feliz: dê uma topada e quebre o nariz".

* * *

Não, não é de hoje que o ódio e a intolerância estão presentes no mundo, na convivência (ou falta dela) entre adversários… ou melhor, inimigos.

Basta lembrar os anos 1930, quando o nazismo e o fascismo se tornaram poderosos na Europa, e por aqui os galinhas verdes, quer dizer, os integralistas, seguiam seus passos.

Parece que estamos voltando a aquele tempo, não?

Dá para lembrar uma frase que se tornou comum há décadas: "Pare o mundo que eu quero descer", que virou mote de uma música de Raul Seixas.

Bom, aí vai uma historinha contada pelo Barão de Itararé. Depois dela, frases sobre ódio e intolerância, e se alguém quiser, pode ver depois das frases uma lembrança minha sobre o que uma gente simples de um lugar perdido nas montanhas mineiras, no final dos anos 1950, pensavam sobre como seriam os dias de hoje.

O texto do Barão de Itararé é o que se segue:

Lógica impecável

Wendel Phillips, famoso líder abolicionista americano, viajou certa vez de trem por Ohio e encontrou-se no carro com um grupo de ministros da Igreja protestante em regresso de uma convenção. Um ministro do Sul, obviamente hostil a Phillips por causa das ideias abolicionistas deste, começou a conversa:

– O senhor é Wendel Phillips, não é?

– Sou, sim, senhor.

– O senhor é o homem que pretende libertar os negros?

– Sim, senhor.

– Então por que prega por aqui, em vez de ir para Kentucky, onde estão os negros?

Phillips silenciou por um momento. Depois disse:

– O senhor é ministro, não é?

– Sim, sim, senhor.

– E o senhor pretende salvar as almas do fogo do inferno, não é?

– Pretendo, sim, senhor.

– Então – prosseguiu Phillips com sua lógica impecável –, por que o senhor não vai para o inferno?

Frases dissonantes

Denis Diderot: "Há homens cujo ódio nos glorifica".

* * *

Dom Xiquote: "Odiar é mais nobre e digno que amar: prova é que ocultamos o mais possível os nossos amores, ao passo que damos a máxima publicidade aos nossos ódios.

* * *

Albino Forjaz de Sampaio: "O ódio dá mais prazeres que o amor".

* * *

Samuel Coleridge: "Vi demonstrarem uma grande intolerância em defesa da tolerância".

* * *

Arthur Schopenhauer: "A intolerância é intrínseca apenas ao monoteísmo: um deus único é, por natureza, um deus ciumento, que não tolera nenhum outro além dele mesmo".

* * *

Charles Bukowski: "Tenho uns poemas que eu sei que aumentarão o ódio.
É bom ter hostilidade, mantém a cabeça relaxada".

* * *

Bukowski, de novo: "Não, eu não odeio as pessoas. Só prefiro quando elas não estão por perto".

* * *

Charles Chaplin: "Creio no riso e nas lágrimas como antídotos contra o ódio e o terror".

* * *

Ditado popular: "Um poder odioso não pode ser duradouro".

* * *

Millôr Fernandes: "Você pode desconfiar de uma admiração, mas não de um ódio. O ódio é sempre sincero".

* * *

Clarice Lispector: "O tédio é de uma felicidade primária demais! E é por isso que me é intolerável o paraíso".

* * *

Clarice Lispector, de novo: "Por dentro eu sempre me persegui. Eu me tornei intolerável para mim mesma. Vivo numa dualidade dilacerante. Eu tenho uma aparente liberdade mas estou presa dentro de mim".

* * *

Umberto Eco: "Para ser tolerante, é preciso fixar os limites do intolerável".

* * *

Umberto Eco, de novo: "Fundamentalistas dão um toque de arrogante intolerância e rígida indiferença para com aqueles que não compartilham suas visões de mundo".

* * *

Giacomo Leopardi: "Nenhuma qualidade humana é mais intolerável do que a intolerância".

* * *

Alexandre Herculano: "Dois ódios acordes são como o amor mútuo. Compreendem-se, adivinham-se".

* * *

Ieda Graci: "O ódio é um amor exaltado: odiar é amar inconscientemente".

* * *

Renato Russo: "Vamos festejar a inveja, a intolerância e a incompreensão. Vamos festejar a violência e esquecer a nossa gente, que trabalhou honestamente a vida inteira e agora não tem mais direito a nada. Vamos celebrar a aberração de toda a nossa falta de bom senso. Nosso descaso por educação".

* * *

Renato Russo, de novo: "A diferença do amor e do ódio é que pelo ódio a gente mata, e pelo amor a gente morre".

* * *

Afrânio Peixoto: "O ódio vê, como o amor: vê de longe".

* * *

Khalil Gibran: "Aprendi o silêncio com os faladores, a tolerância com os intolerantes, a bondade com os maldosos; e, por estranho que pareça, sou grato a esses professores".

* * *

Machado de Assis: "Não há nada mais tenaz que um bom ódio".

* * *

Júlio Diniz: "Os homens faltos de sentimentos de honra não ofendem quando insultam: não se lhes deve pedir razão da infâmia, porque não reconhecem como tal: identificaram-se com ela".

* * *

John Pollard: "Tolerância é saber rir quando alguém vos pisa os calos mentais".

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Honoré de Balzac: "O ódio tem melhor memória do que o amor".

* * *

Balzac, de novo: "O ódio sem desejo de vingança é um grão caído sobre o granito".

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Lord Byron: "O ódio é o prazer mais duradouro. Os homens amam com pressa, mas odeiam com calma".

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Lord Byron, de novo: "Aqueles que se recusam a serem chamados à razão são intolerantes; aqueles que não conseguem, são idiotas; e aqueles que não ousam, são escravos".

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Marquês de Maricá: "A opinião que domina é sempre intolerante, ainda quando se recomenda por muito liberal".

* * *

Maricá, de novo: "As nossas necessidades nos unem, mas as nossas opiniões nos separam".

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Maricá, mais uma vez: "Um povo corrompido não pode tolerar um governo que não seja corrupto".

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Ditado popular: "A um ruim, ruim e meio".

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Rui Barbosa: "As injúrias são as razões de quem não tem razão".

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George Bernard Shaw: "O ódio é a vingança dos covardes".

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Terêncio: "O obséquio produz amigos; a verdade, ódio".

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Ditado popular: "Ódio velho não cansa".

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Provérbio ugandense: "O papagaio pode ofender impunemente, porque voa na hora do castigo".

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Jean Genet: "O que precisamos é de ódio. Dele nascerão as nossas ideias".

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Madonna: "A razão pela qual a intolerância, sexismo, racismo e homofobia existem é o medo. As pessoas têm medo de seus próprios sentimentos, medo do desconhecido".

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Edmund Burke: "Há um limite em que a tolerância deixa de ser virtude".

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Provérbio turco: "Quem planeja viver em paz deve ser cego, surdo e mudo".

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Bertrand Russell: "O coração humano, tal como a civilização moderna o modelou, está mais inclinado para o ódio do que para a fraternidade"

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Martin Luther King: "Não permita que nenhum homem o faça descer tão baixo a ponto de sentir ódio".

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Anton Tchekov: "Nada une tão fortemente como o ódio: nem o amor, nem a amizade, nem a admiração".

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Pablo Neruda: "Os poetas odeiam o ódio e fazem guerra à guerra".

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Victor Hugo: "Morte à morte! Guerra à guerra! Viva a vida! Ódio ao ódio! A liberdade é uma cidade imensa da qual todos somos concidadãos".

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Victor Hugo, de novo: "Quanto menor é o coração, mais ódio carrega".

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Ditado popular: "O ódio, pelo ódio existe".

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Provérbio persa: "O buraco de uma agulha é bastante grande para dois amigos, mas o mundo é pequeno demais para dois inimigos".

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Mia Couto: "Dizemos que somos tolerantes com as diferenças. Mas ser-se tolerante é ainda insuficiente. É preciso aceitar que a maior parte das diferenças foi inventada e que o Outro (o outro sexo, a outra raça, a outra etnia) existe sempre dentro de nós".

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Michel Foucault: "Não há angústia nem fantasia por trás da felicidade, é esta que não toleramos mais".

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Guimarães Rosa: "A gente carece de fingir às vezes que raiva tem, mas a raiva mesma nunca se deve de tolerar ter. Porque, quando se curte raiva de alguém, é a mesma coisa que autorizar que essa própria pessoa passe durante o tempo governando a ideia e o sentir da gente; o que isso era falta de soberania, e farta bobice, e o fato é".

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Jorge Luis Borges: "Não odeies o teu inimigo, porque, se o fazes, és de algum modo o seu escravo. O teu ódio nunca será melhor do que a tua paz".

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Provérbio japonês: "Quem pede aos deuses que matem seu inimigo às vezes está desejando a abertura de duas covas".

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Jules Renard: "Tolerem a minha intolerância".

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Bertolt Brecht: "A grande arte exige amor e ódio".

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Stendhal: "Já vivi o bastante para ver que a diferença provoca o ódio".

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Provérbio chinês: "Saber recalcar um minuto de cólera é economizar cem anos de arrependimento".

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  1. Somerset Maugham: "O sucesso torna as pessoas modestas, migáveis e tolerantes; é o fracasso que as faz ásperas e ruins".

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Ditado popular: "O ódio, como o amor, é cego".

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Jules Renard: "Um pouco de desprezo economiza bastante ódio".

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Rubem Alves: "Ódio produz casamentos duradouros. O ódio não suporta a ideia de ver o outro voando livre, para longe… O ódio segura, para que o outro não seja feliz. O ódio gruda mais que amor. Porque o amor deixa o outro voar".

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Tennessee Williams: "Penso que o ódio é um sentimento que só pode existir na ausência da inteligência. Os bons médicos não odeiam os seus doentes".

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Provérbio malgaxe: "Zebu sem chifres não deve procurar briga".

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Catulo (poeta romano): "Odeio e amo. Talvez pergunteis porque assim procedo. Não sei, mas sinto-o e vivo num tormento".

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François La Rochefoucauld: "O mal que fazemos não atrai contra nós tanta perseguição e tanto ódio como as nossas boas qualidades".

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Ditado popular: "Se um diz 'mata!', outro diz 'esfola!'".

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George Orwell: "Toda propaganda de guerra, toda a gritaria, as mentiras e o ódio, vêm invariavelmente das pessoas que não estão lutando".

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Gostou? Clique aqui, para ver todas as outras colunas da série "Cultura inútil", de Mouzar Benedito, no Blog da Boitempo!

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Mouzar Benedito, jornalista, nasceu em Nova Resende (MG) em 1946, o quinto entre dez filhos de um barbeiro. Trabalhou em vários jornais alternativos (Versus, Pasquim, Em Tempo, Movimento, Jornal dos Bairros – MG, Brasil Mulher). Estudou Geografia na USP e Jornalismo na Cásper Líbero, em São Paulo. É autor de muitos livros, dentre os quais, publicados pela Boitempo, Ousar Lutar(2000), em co-autoria com José Roberto Rezende, Pequena enciclopédia sanitária (1996) e Meneghetti – O gato dos telhados (2010, Coleção Pauliceia). Colabora com o Blog da Boitempo quinzenalmente, às terças. 

CONVITE: sábado, às 9h30 :: debate sobre reformas trabalhista e previdenciária

4 de fevereiro de 2017 - sábado
9h30
sala das comissões da Câmara de Vereadores de Caxias do Sul

Plenária sobre a reforma da previdência e a reforma trabalhista, com a presença do deputado federal Dionilso Marcon.






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Maria Fernanda Milicich Seibel
OAB/RS 52.501
(54) 99443113 | 30277794
skype: mfmseibel

2.2.17

¿CÓMO SERÁ LA PATRIA?

¿CÓMO SERÁ LA PATRIA?


Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=YhxBsDhnxNI


Galo Mora Witt - Miguel Mora Witt


¿Cómo será la patria que construimos? 
Con este sacrificio y esta esperanza. 
¿Cómo será la vida sin el martirio? 
De ver a la pobreza acechando el alma;

¿Cómo será la patria cuando los niños? 
Jueguen con la guitarra de la alegría. 
Debemos consagrarnos toda la vida, 
Para que no anochezca a mitad del día;

¿Cómo será la patria sin las hogueras? 
Donde se calcinaron huella y camino. 
¿Cómo será la patria sin los puñales 
que en el pasado hirieron hasta el destino?;

¿Cómo será la patria sin la violencia? 
¿Cómo será la patria sin los traidores? 
¿Cómo será la vida sin la tristeza? 
Que nos causaron sátrapas y opresores;


"Mi sueño, desde la humildad de mi patria morena, es ver un país sin miseria, sin niños en la calle; una patria sin pulencia, pero digna y feliz; una patria amiga, repartida entre todos y todas. Ahora, con el corazón les repito: Jamás defraudaré a mis compatriotas. Y consagraré todo mi esfuerzo, con la ayuda de Dios y bajo las sombras libertarias de Bolívar y Alfaro, a luchar por mi país. Por esa patria justa, altiva y soberana que todos soñamos y que todos merecemos"


Esa será la patria mi compañero, 
Patria de nuestros hijos, luz de lealtad. 
Patria tierra sagrada en cada sendero, 
Donde nunca faltemos a la verdad;

Esa será la patria, país canela, 
Y en el sur de justicia y de igualdad. 
Nunca nos faltará la fe de Manuela, 
Con flores de esperanza y de dignidad;

Esa será la patria que conquistemos, 
Patria de mi ternura y mis dolores. 
Nunca más la misera, nunca el olvido. 
Nunca más la agonía y en tus tricolores;

Patria de dignidad y luz combatiente, 
patria de juventud con alas al viento, 
Patria por siempre libre e independiente. 
Patria, revolución y renacimiento. 
Patria, revolución y renacimiento.

Patria, tierra sagrada.



Cancion con todos

Salgo a caminar
Por la cintura cosmica del sur
Piso en la region
Mas vegetal del viento y de la luz
Siento al caminar
Toda la piel de america en mi piel
Y anda en mi sangre un rio
Que libera en mi voz su caudal.

Sol de alto peru
Rostro bolivia estaño y soledad
Un verde brasil
Besa mi chile cobre y mineral
Subo desde el sur
Hacia la entraña america y total
Pura raiz de un grito
Destinado a crecer y a estallar.

Todas las voces todas
Todas las manos todas
Toda la sangre puede
Ser cancion en el viento
Canta conmigo canta
Hermano americano
Libera tu esperanza
Con un grito en la voz