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pergunta:

"Até quando vamos ter que aguentar a apropriação da ideia de 'liberdade de imprensa', de 'liberdade de expressão', pelos proprietários da grande mídia mercantil – os Frias, os Marinhos, os Mesquitas, os Civitas -, que as definem como sua liberdade de dizer o que acham e de designar quem ocupa os espaços escritos, falados e vistos, para reproduzir o mesmo discurso, o pensamento único dos monopólios privados?"

Emir Sader

9.1.17

Crônica De América - Trabalho

Crônica De América - Trabalho

Neste programa Crônica De América fala sobre o Trabalho. Compartilhamos um relatório da Argentina, que aponta que as políticas neoliberais induzem ações para reduzir direitos dos trabalhadores.
Apresentamos também um relatório sobre a Revolução Cidadã no Equador e as suas políticas de proteção do emprego e dos trabalhadores.

Publicado em 9 de jan de 2017.

https://www.youtube.com/playlist?list=PLWOdS62CKLoJNGe-pW9GVBEs2UdAz23nD


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TVT

ao vivo: http://www.tvt.org.br/

Crônica De América, segundas, 22h


Dos impasses da solidão em rede


 9/jan/2017, 8h00min

Dos impasses da solidão em rede

Para Bauman, a promessa de que a riqueza acumulada pelos que estão no topo chegaria aos que se encontram mais abaixo é uma grande mentira.

 Tarso Genro

Zygmunt Bauman concedeu recentemente entrevista ao El País (09/01),  publicada sob a designação "As redes sociais são uma armadilha".  O título da matéria não faz justiça ao seu verdadeiro conteúdo, que refere ao 15-M da Espanha dos "indignados", de maio de 2011. À época, estes movimentos, através de mecanismos de democracia direta,  ainda exploravam exclusivamente esta forma de participação, não de forma combinada, mas "contra" as instâncias políticas tradicionais.

A chamada "classe política" espanhola, no período, estava dividida entre os remédios neoliberais do Partido Popular e a moderação liberal-centrista do Partido Socialista Espanhol, que, ao fim ao cabo -quando no poder- governava de maneira mais ou menos idêntica ao seu tradicional adversário de direita. A maioria dos protagonista do 15-M organizou-se, politicamente, num novo Partido, o "Podemos", cuja fundação reordenou a democracia espanhola, dando a ela uma nova vitalidade. Foi uma conquista das redes: o "virtual" fez as pessoas se encontrarem no mundo "real" das ruas e construírem, pelas suas mãos e cérebros, um novo protagonismo político, fundado na transação de afetos e idéias, de forma direta entre as pessoas.

Entre diversas preciosidades e formulações doutrinárias deste grande intelectual do nosso tempo, duas me chamaram atenção pelo poderoso apelo à reflexão que incitam, neste mundo trágico e demente que vivemos: 1. "O 15-M, de certa forma, foi uma explosão de solidariedade, mas as explosões são potentes e breves".   2. "O poder se globalizou, mas as políticas são tão locais quanto antes (…) a política tem as mãos cortadas(…) as instituições democráticas não foram estruturadas para conduzir situações de interdependência". Bauman é o mesmo que, em várias oportunidades, sustentou que a "promessa de que a riqueza acumulada pelos que estão no topo chegaria aos que se encontram mais abaixo é uma grande mentira!".

A perda do sentido da identidade, num mundo cada vez mais individualista, proporcionou que a vida coletiva em "rede" se tornasse uma forma de compensar a ausência da comunhão real entre pessoas. O que as redes sociais geram, todavia – adverte Bauman – é um  "substituto" comunitário, não uma comunidade verdadeiramente humana. Esta, de forma autêntica, só é construída por sucessivos laços identitários de convívio, tanto no cotidiano como na história. É verdadeiro que nas "redes" – ainda segundo Bauman –  os indivíduos se sentem um pouco melhor, "porque a solidão é a grande ameaça nestes tempos individualistas", mas nelas (redes) é possível "deletar", tanto o contato imediato  que pede mais tolerância, como aquela interlocução que não agrada, porque vem do "diferente": a tolerância, porém, é a qualidade humana mais elevada e a identidade humana verdadeira, só pode existir pelo contraste da diferença e das suas lições.

A contradição entre as necessidades locais e regionais e as questões políticas e econômicas globais, estão expostas todos os dias nas guerras pelo poder sobre as fontes de energia fóssil, na luta sem quartel pelos derradeiros territórios agricultáveis e pelo controle das reservas aquíferas do planeta. A crise é ascendente, porém, não por um adquirido sentido de maldade dos seres humanos, mas porque o capital precisa radicalizar as formas de controle destas riquezas naturais, visando a continuidade equilibrada do funcionamento da economia dos grandes países industrializados. Especialmente dos que devem ser reiteradamente financiados, para não sucumbir como nação.

É o caso dos EUA, cujo "buraco negro" do seu Tesouro explodiria se a China – quem diria – subitamente deixasse de comprar os seus papéis. "O insaciável apetite da América" pelo financiamento da sua dívida  – disse um filósofo – é, ao mesmo tempo que um passivo permanente, um ativo gigantesco: a "não explosão" de quem faz a pauta militar do mundo é o que dá  sentido "comunitário" a sua liderança (manipulatória), que proporciona a proteção contra o inimigo comum, o "diferente", que por escassez de meios, ainda mantém as suas reservas estratégicas de petróleo, terra e água para serem exploradas pelos mais fortes.

As "explosões de solidariedade" são importantes e fixam novos parâmetros para fazer política. E "fazer política" significa criar mediações, dentro da ordem, se o regime é democrático, e contra ela – se ele deixa de ser democrático. O objetivo é dirigir o Estado de forma legítima para responder às maiorias, combater a pobreza, a miséria, o crime, a insegurança, a solidão e a insanidade, numa sociedade compartimentada e egoísta. Mas as explosões de solidariedade na luta contra a extorsão do futuro – encomendada pelas reformas "liberais" –  são breves e impotentes, se não se transformam em organização, programa, tática e estratégia.

É fundamental levar em consideração que os confrontos de interesse entre classes  e entre os projetos de nação, hoje, tem duas determinações históricas que exigem a recriação dos movimentos emancipatórios, num contexto universal muito mais complexo do que no século passado: primeiro, a nação só é passível de ser construída, hoje, com interdependência consciente, na qual não se abdica da soberania, mas esta assimila  a interdependência; segundo, as "redes", eternamente reproduzidas como aproximação virtual entre os sujeitos, só reforçarão a solidão e o isolamento -propício para o amortecimento da criatividade humana- caso as relações entre pessoas e grupos não transcendam para espaço democrático de rua e para as instâncias políticas do Estado.

Um dos limites mais graves e autoritários dos projetos socialistas revolucionários do passado, foi o não reconhecimento – na própria construção da nova sociedade – que ela deveria ser um abrigo de formas diversificadas, "belas e livres" de "convivência humana", passado o período da agressão do nazi-fascismo. "E são belas e livres" – como diz Agnes Heller – "todas as formas as quais a comunidade não obstaculiza, mas antes favorece o desenvolvimento multilateral harmonioso das faculdades e dos carecimentos humanos."  Dentro da crise e do caos é que se reconstroem as mais belas utopias e as energias para revidar à brutalidade e à desumanidade. Chacinas e como a de Campinas  ocorrem todos os dias, em todos os lugares do planeta. Mas a carta que a justifica e exalta é um sintoma de doença grave, tanto do indivíduo que foi o seu autor, como da sociedade que o gerou.

.oOo.

Tarso Genro foi Governador do Estado do Rio Grande do Sul, prefeito de Porto Alegre, Ministro da Justiça, Ministro da Educação e Ministro das Relações Institucionais do Brasil.



6.1.17

frases

"Alguns juízes são absolutamente incorruptíveis. Ninguém consegue induzi-los a fazer justiça." Bertolt Brecht

"Neutro é quem já se decidiu pelo mais forte." Max Weber

"A lei básica do capitalismo é tu ou eu, não tu e eu." Karl Liebknecht


3.1.17

Funcionários da TVE e FM Cultura voltam ao trabalho e agradecem no ar apoio contra extinção

Trabalhadores da Fundação Piratini retomam atividades após votação do pacote e recesso remunerado.

Em função de liminar obtida pelos Sindicatos dos Radialistas e dos Jornalistas no Tribunal Regional do Trabalho, a demissão dos trabalhadores só pode ocorrer após negociação coletiva com as entidades representativas.

Desde o dia 19 de dezembro os trabalhadores estavam afastados dos postos de trabalho em função da votação na Assembleia Legislativa do pacote do governo José Ivo Sartori, que entre suas medidas propunha a extinção da Fundação Piratini.

O texto foi aprovado pelos deputados por 30 a 23 votos na madrugada do dia 21 de dezembro. Depois, a partir do dia 26 de dezembro, a direção da Fundação Piratini decretou recesso dos trabalhadores da rádio e da TV.

Após liminar obtida na Justiça, nessa terça-feira, dia 03/01, os funcionários da Fundação Piratini retornaram ao trabalho na FM Cultura e TVE.

Os trabalhadores da comunicação pública do Rio Grande do Sul agradecem o apoio de ouvintes e telespectadores durante todo o processo de discussão e votação do projeto no Parlamento e contam com a continuidade da mobilização para preservação das emissoras que seguem sob risco de extinção iminente.

...

FM Cultura - 107.7 retomou programação hoje, dia 3 de janeiro, as 12h. TVE RS retoma amanhã.

#resistir contra o #governo estadual que tem ódio da cultura e da comunicação pública. 

Graças a uma decisão judicial que suspende o desmonte da #cultura e #comunicaçãopública no estado... A liminar garante os mínimos direitos, agora a briga é judicial para evitar o retrocesso e o fim das emissoras públicas, além de todas as outras fundações extintas.

#resistência #luta #FMCultura #TVERS


...

3/jan/2017, 13h40min

Funcionários da TVE e FM Cultura voltam ao trabalho e agradecem no ar apoio contra extinção

Funcionários da Fundação Piratini / TVE e FM Cultura fazem ato em frente a Fundação após o anúncio do recesso. Foto: Guilherme Santos/Sul21

Funcionários da Fundação Piratini / TVE e FM Cultura fazem ato em frente a Fundação após o anúncio do recesso. Foto: Guilherme Santos/Sul21

Giovana Fleck 

Em comunicado divulgado na noite de segunda-feira (2), a diretoria da Fundação Piratini anunciou que TVE e FM Cultura retornam à programação local a partir desta terça-feira (3). Os funcionários estavam afastados desde o dia 26 de dezembro, após a aprovação da extinção da Fundação Piratini pela Assembleia Legislativa – desde o dia 19, a programação própria estava suspensa em razão da greve chamada em mobilização contra a extinção. 

Na retomada da FM Cultura, a locutora do programa "Cultura na Mesa", Lena Kurtz, leu uma nota explicando os motivos pelos quais a programação própria estava fora do ar e que os funcionários da Fundação voltaram ao trabalho em razão de liminar obtida na Justiça. "Os trabalhadores da comunicação pública do Rio Grande do Sul agradecem o apoio de ouvintes e telespectadores durante todo o processo de discussão e votação do projeto no Parlamento e contam com a continuidade da mobilização para preservação das emissoras", diz a nota lida no ar.

Leia mais: 
Às vésperas do Natal, AL-RS aprova extinção de oito fundações e centenas de demissões
Impedidos de trabalhar, jornalistas da TVE e FM Cultura protestam contra extinção e demissões
TRT mantém liminar que impede demissão em massa na Fundação Piratini

Na FM Cultura, a programação normal foi retomada ao meio-dia desta terça. Já a TVE deve voltar a veicular conteúdo próprio inédito a partir de quarta-feira. Segundo Cristina Charão, repórter da TVE, reuniões estão sendo realizadas com diferentes setores para orientar os trabalhos durante o chamado "momento de transição". Segundo ela, a indicação é não deixar de produzir conteúdo enquanto durarem as operações.

De acordo com a jornalista Marta Kroth, não haverá mais operações de jornalistas no turno da noite ou em plantões de fim de semana. Ela classifica o clima geral como otimista durante esta "volta de resistência" do jornalistas, garantindo que há confiança na justiça em defesa das instituições. "Nossa luta não é pela manutenção do emprego; ele é uma consequência da não extinção dos canais de comunicação", afirma.

A legislação aprovada na Assembleia sobre a extinção das fundações permite que o governo demita todos os servidores da Piratini que não tenham estabilidade, mas ainda não há definição sobre quando isso ocorrerá, uma vez que governador José Ivo Sartori (PMDB) ainda não sancionou a lei. Só depois de efetuada a sanção, inicia o prazo de 180 dias do Estado para demitir os funcionários.

Na sexta-feira (30), o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) manteve a liminar que proíbe demissões em massa sem a realização de negociações coletivas. Nesta terça, o procurador-geral do Estado, Euzébio Ruschel, em entrevista à Rádio Gaúcha, afirmou que o Estado não pretende recorrer da decisão e que grupos de trabalho devem ser criados, a partir da sanção da lei, para tratar do tema das demissões dos servidores das fundações.

Nesse momento, os principais prejudicados serão os programas apresentados por profissionais com contratos encerrados no dia 31 de dezembro de 2016, como o Radar, que não serão mais transmitidos ou passarão por um remanejo de profissionais. Outra grande mudança é a diminuição da duração dos telejornais, que passarão a ter apenas 15 minutos em cada uma de suas edições – o que garante a cota de programação local exigida pelo Ministério das Comunicações.

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TVE da BAHIA entrevista JOÃO PEDRO STÉDILE, nesta terça, dia 3, 20h

TVE ENTREVISTA ESPECIAL COM JOÃO PEDRO STÉDILE

Economista, o gaúcho João Pedro Stédile aborda importantes assuntos do cenário social, político e econômico do Brasil 


O TVE Entrevista Especial da terça-feira 03.12, às 20h, é com o economista João Pedro Stédile, 63 anos. Quem entrevista é o jornalista Emiliano José. Defensor da reforma agrária, Stédile é uma das lideranças do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. Gaúcho de Lagoa Vermelha, também já atuou como membro da Comissão de Produtores de Uva, dos Sindicatos dos Trabalhadores Rurais do Rio Grande do Sul, além de assessorar a Comissão Pastoral da Terra (CPT). Na entrevista, João Pedro Stédile fala sobre a sua trajetória na luta pela reforma agrária há mais de 30 anos, além de questões como a justiça social do Brasil, os impactos do impeachment de Dilma Rousseff, a atual conjuntura da política nacional e a forte resistência da sociedade diante das medidas adotadas pelo governo Temer. 

Acompanhe ao vivo também pela Internet em http://www.tve.ba.gov.br/tveonline 
E a partir do mesmo dia a entrevista estará disponível em www.youtube.com/tvebahia 

Acompanhe a TVE em www.facebook.com/tvebahia e www.twitter.com/tvebahia 


Funcionários da TVE e FM Cultura voltam ao trabalho e agradecem no ar apoio contra extinção

3/jan/2017, 13h40min

Funcionários da TVE e FM Cultura voltam ao trabalho e agradecem no ar apoio contra extinção

Funcionários da Fundação Piratini / TVE e FM Cultura fazem ato em frente a Fundação após o anúncio do recesso. Foto: Guilherme Santos/Sul21

Funcionários da Fundação Piratini / TVE e FM Cultura fazem ato em frente a Fundação após o anúncio do recesso. Foto: Guilherme Santos/Sul21

Giovana Fleck 

Em comunicado divulgado na noite de segunda-feira (2), a diretoria da Fundação Piratini anunciou que TVE e FM Cultura retornam à programação local a partir desta terça-feira (3). Os funcionários estavam afastados desde o dia 26 de dezembro, após a aprovação da extinção da Fundação Piratini pela Assembleia Legislativa – desde o dia 19, a programação própria estava suspensa em razão da greve chamada em mobilização contra a extinção. 

Na retomada da FM Cultura, a locutora do programa "Cultura na Mesa", Lena Kurtz, leu uma nota explicando os motivos pelos quais a programação própria estava fora do ar e que os funcionários da Fundação voltaram ao trabalho em razão de liminar obtida na Justiça. "Os trabalhadores da comunicação pública do Rio Grande do Sul agradecem o apoio de ouvintes e telespectadores durante todo o processo de discussão e votação do projeto no Parlamento e contam com a continuidade da mobilização para preservação das emissoras", diz a nota lida no ar.

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Na FM Cultura, a programação normal foi retomada ao meio-dia desta terça. Já a TVE deve voltar a veicular conteúdo próprio inédito a partir de quarta-feira. Segundo Cristina Charão, repórter da TVE, reuniões estão sendo realizadas com diferentes setores para orientar os trabalhos durante o chamado "momento de transição". Segundo ela, a indicação é não deixar de produzir conteúdo enquanto durarem as operações.

De acordo com a jornalista Marta Kroth, não haverá mais operações de jornalistas no turno da noite ou em plantões de fim de semana. Ela classifica o clima geral como otimista durante esta "volta de resistência" do jornalistas, garantindo que há confiança na justiça em defesa das instituições. "Nossa luta não é pela manutenção do emprego; ele é uma consequência da não extinção dos canais de comunicação", afirma.

A legislação aprovada na Assembleia sobre a extinção das fundações permite que o governo demita todos os servidores da Piratini que não tenham estabilidade, mas ainda não há definição sobre quando isso ocorrerá, uma vez que governador José Ivo Sartori (PMDB) ainda não sancionou a lei. Só depois de efetuada a sanção, inicia o prazo de 180 dias do Estado para demitir os funcionários.

Na sexta-feira (30), o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) manteve a liminar que proíbe demissões em massa sem a realização de negociações coletivas. Nesta terça, o procurador-geral do Estado, Euzébio Ruschel, em entrevista à Rádio Gaúcha, afirmou que o Estado não pretende recorrer da decisão e que grupos de trabalho devem ser criados, a partir da sanção da lei, para tratar do tema das demissões dos servidores das fundações.

Nesse momento, os principais prejudicados serão os programas apresentados por profissionais com contratos encerrados no dia 31 de dezembro de 2016, como o Radar, que não serão mais transmitidos ou passarão por um remanejo de profissionais. Outra grande mudança é a diminuição da duração dos telejornais, que passarão a ter apenas 15 minutos em cada uma de suas edições – o que garante a cota de programação local exigida pelo Ministério das Comunicações.

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Trabalhadores da Fundação Piratini retomam atividades...

Trabalhadores da Fundação Piratini retomam atividades após votação do pacote e recesso remunerado.

Em função de liminar obtida pelos Sindicatos dos Radialistas e dos Jornalistas no Tribunal Regional do Trabalho, a demissão dos trabalhadores só pode ocorrer após negociação coletiva com as entidades representativas.

Desde o dia 19 de dezembro os trabalhadores estavam afastados dos postos de trabalho em função da votação na Assembleia Legislativa do pacote do governo José Ivo Sartori, que entre suas medidas propunha a extinção da Fundação Piratini.

O texto foi aprovado pelos deputados por 30 a 23 votos na madrugada do dia 21 de dezembro. Depois, a partir do dia 26 de dezembro, a direção da Fundação Piratini decretou recesso dos trabalhadores da rádio e da TV.

Após liminar obtida na Justiça, nessa terça-feira, dia 03/01, os funcionários da Fundação Piratini retornaram ao trabalho na FM Cultura e TVE.

Os trabalhadores da comunicação pública do Rio Grande do Sul agradecem o apoio de ouvintes e telespectadores durante todo o processo de discussão e votação do projeto no Parlamento e contam com a continuidade da mobilização para preservação das emissoras que seguem sob risco de extinção iminente.

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FM Cultura - 107.7 retomou programação hoje, dia 3 de janeiro, as 12h. TVE RS retoma amanhã.

#resistir contra o #governo estadual que tem ódio da cultura e da comunicação pública. 

Graças a uma decisão judicial que suspende o desmonte da #cultura e #comunicaçãopública no estado... A liminar garante os mínimos direitos, agora a briga é judicial para evitar o retrocesso e o fim das emissoras públicas, além de todas as outras fundações extintas.

#resistência #luta #FMCultura #TVERS


2.1.17

Eduardo Galeano - Derecho al delirio

Derecho al delirio


Eduardo Galeano

¿Qué tal si deliramos por un ratito?
¿Qué tal si clavamos los ojos más allá de la infamia para adivinar otro mundo posible?
El aire estará limpio de todo veneno que no provenga de los miedos humanos y de las humanas pasiones.
En las calles los automóviles serán aplastados por los perros.
La gente no será manejada por el automóvil, ni será programada por el ordenador, ni será comprada por el supermercado, ni será tampoco mirada por el televisor.
El televisor dejará de ser el miembro más importante de la familia y será tratado como la plancha o el lavarropas.
Se incorporará a los códigos penales el delito de estupidez que cometen quienes viven por tener o por ganar, en vez de vivir por vivir no más, como canta el pájaro sin saber que canta y como juega el niño sin saber que juega.
En ningún país irán presos los muchachos que se nieguen a cumplir el servicio militar sino los que quieran cumplirlo.
Nadie vivirá para trabajar pero todos trabajaremos para vivir.
Los economistas no llamarán nivel de vida al nivel de consumo, ni llamarán calidad de vida a la cantidad de cosas.
Los cocineros no creerán que a las langostas les encanta que las hiervan vivas.
Los historiadores no creerán que a los países les encanta ser invadidos.
Los políticos no creerán que a los pobres les encanta comer promesas.
La solemnidad se dejará de creer que es una virtud, y nadie nadie tomará en serio a nadie que no sea capaz de tomarse el pelo.
La muerte y el dinero perderán sus mágicos poderes y ni por defunción ni por fortuna se convertirá el canalla en virtuoso caballero.
La comida no será una mercancía ni la comunicación un negocio, porque la comida y la comunicación son derechos humanos.
Nadie morirá de hambre porque nadie morirá de indigestión.
Los niños de la calle no serán tratados como si fueran basura porque no habrá niños de la calle.
Los niños ricos no serán tratados como si fueran dinero porque no habrá niños ricos.
La educación no será el privilegio de quienes puedan pagarla y la policía no será la maldición de quienes no puedan comprarla.
La justicia y la libertad, hermanas siamesas, condenadas a vivir separadas, volverán a juntarse, bien pegaditas, espalda contra espalda.
En Argentina las locas de Plaza de Mayo serán un ejemplo de salud mental porque ellas se negaron a olvidar en los tiempos de la amnesia obligatoria.
La Santa Madre Iglesia corregirá algunas erratas de las tablas de Moisés y el sexto mandamiento ordenará festejar el cuerpo.
La Iglesia también dictará otro mandamiento que se le había olvidado a Dios, "amarás a la Naturaleza de la que formas parte".
Serán reforestados los desiertos del mundo y los desiertos del alma.
Los desesperados serán esperados y los perdidos serán encontrados porque ellos se desesperaron de tanto esperar y ellos se perdieron por tanto buscar.
Seremos compatriotas y contemporáneos de todos los que tengan voluntad de belleza y voluntad de justicia, hayan nacido cuando hayan nacido y hayan vivido donde hayan vivido, sin que importe ni un poquito las fronteras del mapa ni del tiempo.
Seremos imperfectos porque la perfección seguirá siendo el aburrido privilegio de los dioses.
Pero en este mundo, en este mundo chambón y jodido seremos capaces de vivir cada día como si fuera el primero y cada noche como si fuera la última.

Cancion con todos

Salgo a caminar
Por la cintura cosmica del sur
Piso en la region
Mas vegetal del viento y de la luz
Siento al caminar
Toda la piel de america en mi piel
Y anda en mi sangre un rio
Que libera en mi voz su caudal.

Sol de alto peru
Rostro bolivia estaño y soledad
Un verde brasil
Besa mi chile cobre y mineral
Subo desde el sur
Hacia la entraña america y total
Pura raiz de un grito
Destinado a crecer y a estallar.

Todas las voces todas
Todas las manos todas
Toda la sangre puede
Ser cancion en el viento
Canta conmigo canta
Hermano americano
Libera tu esperanza
Con un grito en la voz