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pergunta:

"Até quando vamos ter que aguentar a apropriação da ideia de 'liberdade de imprensa', de 'liberdade de expressão', pelos proprietários da grande mídia mercantil – os Frias, os Marinhos, os Mesquitas, os Civitas -, que as definem como sua liberdade de dizer o que acham e de designar quem ocupa os espaços escritos, falados e vistos, para reproduzir o mesmo discurso, o pensamento único dos monopólios privados?"

Emir Sader

14.1.14

Fwd: Militantes já arrecadaram mais de R$ 200 mil em contribuição a Genoino


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Companheir@s,
 
Como diz a filha de Genoino, Miruna Genoino, "que fique bem claro que não estamos reconhecendo nenhum fundamento de justiça na multa. Mas não ficaremos parados quando se busca humilhar um homem da estatura moral e política de Genoino."
 
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Após dois meses, petistas mantêm mobilização no STF contra prisões e julgamento — Rede Brasil Atual

resistência

Após dois meses, petistas mantêm mobilização no STF contra prisões e julgamento

Acampados na frente do tribunal, em Brasília, militantes iniciam série de debates no local para denunciar erros da Ação Penal 470
por Hylda Cavalcanti, da RBA publicado 14/01/2014 13:02


Alan Marques/Folhapress

Em dezembro, apoiadores de condenados no caso lavaram a estátua que simboliza a Justiça como protesto

Brasília – Diante de um sol forte, o tempo é de aumentar o número de bandeiras e ampliar as mobilizações. Com esse pensamento, os militantes petistas que mantêm acampamento há 44 dias em área próxima ao prédio do Supremo Tribunal Federal (STF), fazem reuniões para decidir se promovem ato público ou manifestação ainda esta semana. O objetivo é lembrar que, nesta quarta-feira (15), a decretação da prisão dos primeiros condenados na Ação Penal 470 completa dois meses e o sistema prisional determinado para eles durante a condenação, o semiaberto, ainda não foi cumprido.

O protesto, conforme explicaram, é contra a própria ação penal e a forma como foi realizado o julgamento por parte do STF, o fato do ex-ministro José Dirceu e do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares ainda não terem sido autorizados a trabalhar – e, assim, iniciar o semiaberto – e para que o ex-deputado José Genoino tenha sua pena revertida para regime domiciliar em caráter definitivo.

A articulação iniciou uma programação de debates com parlamentares, advogados e professores que se prontificaram a ir até o local para conversar com os acampados e visitantes uma vez por semana.

O participante de abertura, na última quinta-feira, foi o ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalg, que foi advogado de todos os condenados. O debate desta semana ainda está sendo montado, conforme contou um dos organizadores, o microempresário Pedro Henrichz, que integra a direção do PT no DF.

As preocupações do momento, porém, estão em torno de acompanhar a campanha de arrecadação de recursos para ajudar a pagar o valor da dívida estipulada pela Justiça a Genoino, cujo prazo se encerra dia 20. E, também, dar um reforço e mostrar companheirismo nos próximos acontecimentos resultantes da AP, com expectativa da prisão do ex-presidente da Câmara dos Deputados, deputado João Paulo Cunha (PT-SP), que pode vir a ser decretada nos próximos dias.

"Estamos fazendo um esforço de concentração em revezamentos, inclusive com colegas de outros estados, para acompanhar os companheiros. Fizemos isso quando foram presos Dirceu, Genoino e Delúbio e precisamos estar ao lado de João Paulo. Não será diferente com ele", afirmou um dos participantes do acampamento, Jáder Fernandes, integrante da Juventude do PT no Distrito Federal.

DF e outros estados

O acampamento conta com 20 pessoas que ficam no local todos os dias, mediante revezamentos para que possam ir em suas casas e trabalhar, e recebe uma média de 40 militantes diariamente. O local já recebeu petistas de São Paulo, Goiás, Paraná, Pará, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

Nesta semana juntaram-se aos acampados dois catarinenses, dois paulistas, um paraense e duas cariocas. "Todos são militantes petistas que viajaram a Brasília apenas com essa finalidade de juntar-se a nós", contou Pedro Henrichz.

Henrichz esteve no Rio de Janeiro na última semana representando o acampamento, para participar de um comitê do partido em solidariedade aos condenados. Ele estará em São Paulo quinta-feira (16), quando comitê semelhante será criado em Osasco.

Inicialmente, o grupo ficou em pequeno número, acampado em frente à sede da Polícia Federal, em 15 de novembro. Poucos dias depois, se deslocou para a frente do presídio da Papuda, onde estão os petistas condenados.

No dia 26 do mesmo mês, se transferiram para a área ao lado do STF, onde estão até hoje. Integram esse movimento, médicos, profissionais liberais, servidores públicos, estudantes universitários e estudantes secundaristas, com idades entre 24 e 30 anos.

Até o início do recesso, em dezembro, eles constantemente vinham recebendo o apoio de parlamentares e membros de outras entidades como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) e a Central de Movimentos Populares (CMP), entre outros.

"Não houve um movimento com os militantes do PT, realizado em Brasília nos últimos dois meses, em que os participantes não tivessem pedido para visitar o acampamento e se solidarizar com o pessoal. Isso aconteceu por ocasião do Congresso Nacional do partido, num encontro que reuniu vereadores de todo o país em novembro, durante o Fórum Mundial de Direitos Humanos e até mesmo em seminário do Ministério do Trabalho que trouxe técnicos para cá", afirmou o professor universitário Paulo Andrade, mestrando da Universidade de Brasília (UnB) e servidor do Legislativo.

"Somos uma mobilização multipartidária. Recebemos por aqui pessoas de várias instituições e legendas", acrescentou Jáder Fernandes.

Véspera de Natal

O grupo tem realizado reuniões desde a última semana e se articulado para a continuidade da mobilização a partir de agora.  Os acampados têm se articulado e recebido doações para a compra de lanches e outros produtos básicos.

O acampamento também conta com a presença dos filhos de Genoino, Miruna, Ronan e Mariana, que têm ido até lá algumas vezes para agradecer pelos apoios recebidos e reforçar a mobilização.

"Não exigiremos nada mais que o cumprimento da lei, que defenderá o direito inviolável de que nossos companheiros sejam incorporados de maneira plena ao regime semiaberto, condição que lhes permitira prosseguir trabalhando, estudando e produzindo para a sociedade", enfatiza trecho da nota divulgada pelos militantes em dezembro passado, quando realizaram passeata pela Esplanada dos Ministérios. Segundo deixaram claro nesta manhã, o tom será mantido e a mobilização não tem prazo para acabar.




http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2014/01/militantes-petistas-intensificam-mobilizacao-em-acampamento-ao-lado-do-stf-7584.html


A Educação Proibida

A Educação Proibida


| Legendado HD Brasil | Completo


Este documentário produzido no ano de 2012, questiona a escolarização moderna e propõem um novo modelo educativo.
O atual sistema "PRUSSIANO" originado do padrão militar de educação da Prússia, no século 18, tem como objetivo gerar uma massa de pessoas obedientes e competitivas, com disposição para guerrear.
As escolas são colocadas no mesmo patamar das fábricas e dos presídios, com seus portões, grades e muros; com horários estipulados de entrada e de saída, fardamento obrigatório, intervalos e sirenes indicando o início e o fim das aulas.
Ou seja, o sistema educacional vigente acaba refletindo verdadeiras estruturas políticas ditatoriais que produzem cidadãos "adestrados" para servir ao sistema; nesses termos, qualquer metodologia educacional que busque algo diferente será "proibida".
Infelizmente, esse foi o modelo que se espalhou pela Europa e depois pelas Américas. Sua principal falha está em um projeto que não leva em consideração a natureza da aprendizagem, a liberdade de escolha ou a importância do amor e relações humanas no desenvolvimento individual e coletivo.
E aqui estamos agora, com este problema enorme nas mãos...
Assim, fracassados somos todos os que compactuamos direta ou indiretamente com esta verdadeira máquina de subjugar crianças e adolescentes inocentes.
Este documentário é o resultado de mais de 90 entrevistas realizadas em 8 países através de 45 experiências educativas não convencionais e um total de 704 co-produtores.
Um projeto completamente independente de uma magnitude sem precedentes, o que explica a necessidade latente para o crescimento e o surgimento de novas formas de educação.
Colabore você também, divulgando e compartilhando o vídeo em redes sociais, promovendo um debate no seu meio social.

"Todo mundo fala de paz, mas ninguém educa para a paz. As pessoas educam apenas para a competição e a competição leva à guerra."
( Pablo Lipnizky )

"Nunca duvide que um pequeno grupo de cidadãos, prestativos e responsáveis possa mudar o mundo. Na verdade, é assim que tem acontecido sempre."
( Margaret Mead )

"A liberdade real virá quando nós nos libertarmos da dominação da educação ocidental, da cultura ocidental, e do modo de vida ocidental."
( Mahatma Gandhi )

Algumas das propostas e princípios pedagógicos que sustentam "A Educação Proibida":
Método Montessori; pedagogia Waldorf (Rudolf Steiner); pedagogia Crítica; pedagogia Liberadora (Paulo Freire); método Pestalozzi; método Freinet; A Escola Livre; A Escola Ativa; pedagogia Sistêmica; educação Personalizada; pedagogia Logosófica.

CRÉDITOS
A Educação Proibida -- La Educación Prohibida
DIREÇÃO
Germán Doin
PRODUÇÃO
Verónica Guzzo
MÚSICAS
Introdução - Kokenovem - Fons Vitae - Jamendo
In the Dewdrop - de Expedizion - Guillrmo Agnese
Zoreya (Hang y Sarangi)- Mauro Ortega Zenteno
Juntos - Andrés Garcia
Huested - Matías Córdoba
Solfeggio - Matías Córdoba
Aula Vida - Matías Córdoba
New Andromeda Theory - Wasaru
Brahma - El Perez
LEGENDA
Daniel Slon - Lucia Moretzsohn
REVISÃO e SINCRONIZAÇÃO da LEGENDA
Photo Amaral
EDIÇÃO FINAL
Photo Amaral

LINKS =
Aqui você vai encontrar a lista de créditos de todas as pessoas que trabalharam na equipe de "Educação Proibida."




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Refugiados africanos tentam vida nova no Brasil - Revista Fórum | Revista Fórum

13/01/2014 6:43 pm

Refugiados africanos tentam vida nova no Brasil

Congoleses, senegaleses e guineenses fogem de guerras e conflitos nos seus países. Até encontrarem o apoio de organizações filantrópicas, passam fome, frio e ficam expostos a abusos

Por Correio do Brasil e DW

Maria (*) fecha os olhos e canta para lembrar de seu país. Ela está na recepção de uma instituição católica em São Paulo, aguardando cobertor e cesta básica, mas sente-se ao lado do marido e dos filhos em Bukavu, sua cidade-natal.

A guerra a fez fugir da República Democrática do Congo para o Brasil. Sozinha e sem notícias da família, ela aguarda ser reconhecida como refugiada no país, assim como outros 5 mil solicitantes de 70 nacionalidades.

Fonte: Correio do Brasil/DW

Ela não sabe onde está o marido nem os dois filhos, um de 2 e outro de 8 anos. “Eu fui para o trabalho e o meu marido ficou em nossa casa, no Congo. Começou a guerra e eu fugi por uma estrada. Meu marido e meus filhos fugiram em outra direção. Eu não sei se estão vivos. Não tenho qualquer informação.”

Amigos de Maria a ajudaram a tirar o visto brasileiro e pagaram a passagem de avião. Ao chegar ao país, no início de 2013, a congolesa perambulou pelas ruas de São Paulo durante oito dias. “Fazia muito frio e eu não tinha mais nada. Eu pedia aqui e ali para me arranjarem qualquer coisa para comer”, relembra.

Um africano que a viu tremendo de frio na rua lhe ofereceu ajuda e a levou até o Centro de Acolhida para Refugiados, na Praça da Sé, no centro da capital paulista. O local é gerenciado pela Cáritas Arquidiocesana de São Paulo. O escritório parceiro do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) encaminha os pedidos de refúgio ao Comitê Nacional de Refugiados, providencia documentação na Polícia Federal do Brasil e direciona os estrangeiros a abrigos.

- A maioria dos africanos vêm sem norte, por isso nós damos um primeiro apoio. São poucos os abrigos disponibilizados por organizações não governamentais. Temos a possibilidade apenas de encaminhá-los para a rede pública de albergues, que não é adequada para estrangeiros. Eles ficam numa condição muito vulnerável – afirma Maria do Céu, que há seis anos atende estrangeiros na Cáritas.

Madeleine, de Kinshasa, a capital da República Democrática do Congo, também aguarda ser reconhecida como refugiada no Brasil. O pai da jovem de 18 anos era secretário de um deputado da oposição. Em 2012, quando o presidente da República Democrática do Congo, Joseph Kabila, recebeu informações de que o parlamentar conspirava contra o governo, todas as pessoas ligadas a ele foram perseguidas.

- Eu estava na escola. Meu pai, minha mãe e meus irmãos tiveram de fugir. Uma amiga da minha mãe me buscou e me levou para a casa dela. Ela me acolheu por dois meses e, depois, para minha segurança, mandou-me para o Brasil – conta.

Ao chegar ao aeroporto de Guarulhos, ainda sem saber português, Madeleine pediu ajuda a um nigeriano, que a levou para a casa onde ele morava. Após seis dias trancada no local, a jovem foi estuprada. “Lá na casa dele aconteceu uma coisa ruim, e ele me expulsou da casa. Fiquei andando na rua e daí encontrei outro africano. Foi ele que me levou até a Cáritas.”

Segundo Carmen Victor, do Instituto do Desenvolvimento da Diáspora Africana no Brasil, a falta de amparo institucional faz com que as africanas caiam numa falsa rede de proteção. “São mulheres cuja vida é atrelada à figura masculina do pai, do irmão ou do marido. No Brasil, elas terminam sendo usadas por imigrantes africanos para vários fins. Muitas são obrigadas a transportar drogas e a prestar favores sexuais. Encontra-se de tudo, desde o apoio verdadeiro ao total abandono”, relata.

“Não há como voltar”

Francisca também foi vítima de perseguição política em Kinshasa, no Congo. O pai trabalhava para um coronel que se opôs à reeleição do presidente Kabila. Os dois tiveram que fugir. Ela parou de estudar e foi morar na casa de um amigo do pai.

A mãe e os dois irmãos permaneceram na casa da família. Policiais foram lá e perguntaram pelo pai de Francisca. Os pequenos começaram a chorar. “Eles sequestraram minha mãe e meus dois irmãos. Foram embora com eles e queimaram a casa. Não sobrou nada”, relata.

Meses depois, o amigo do pai de Francisca enviou a jovem ao Brasil por temer represálias. Ela chegou ao país em janeiro de 2013. Sem falar português, passou dois dias dormindo no aeroporto de Guarulhos. Lá encontrou um grupo de moças que falava francês. Todas eram prostitutas.

- Quando eu cheguei à casa delas, falaram que eu poderia ficar, mas deveria trabalhar para me manter. Uma noite, elas me levaram até o ponto onde trabalhavam. Eu não queria fazer aquilo. Naquela noite, eu falei que não estava me sentindo bem, e elas entenderam – conta.

No dia seguinte, ao não aceitar novamente, Francisca foi ameaçada. “Aquelas que falavam francês disseram: ‘Tem que chamar uns cinco homens para violar essa menina’. Eu me assustei. E, quando elas estavam distraídas, eu saí da casa e fugi.”

Francisca andou sem rumo pelas ruas de São Paulo. Ainda naquele dia, escutou um rapaz falando lingala, o idioma de Kinshasa. Ela pediu ajuda e foi levada até a Cáritas.

Falsa rede de proteção

Hoje a congolesa vive num abrigo para menores de idade. Ela faz um curso de português e conseguiu emprego numa empresa de telemarketing. “Não tem como voltar porque há muito tempo as coisas não mudam. Quando eu nasci, já era assim. Eu cresci, e é a mesma coisa. Tenho estresse, dor no coração porque não sei onde está minha família, não sei o que aconteceu com eles.”

A jovem também relembra casos de violência em seu país. “Quando o governo manda, o rebelde – não sei como posso chamar aquelas pessoas – quando eles encontram um menino e uma menina da minha idade, o pai e a mãe em uma casa, eles mandam o rapaz se deitar com a mãe e o pai, com a garota. Obrigam! Se você não faz, eles te matam”, conta Francisca.

Ela se recorda de um vizinho que foi obrigado a fazer sexo com a própria mãe, uma senhora de idade. “Com aquela vergonha, ele não conseguiu mais viver em paz e se matou.”

Apesar dos traumas, Francisca pretende estudar para poder ajudar os congoleses. Ela quer ser médica, mas sem a documentação necessária não consegue se matricular na universidade. “Já faz tempo que estou pedindo os documentos para o governo aqui no Brasil, mas não consigo. Quando eu era criança, eu falava que, quando eu tivesse 25 anos, seria uma grande médica. Essa incerteza me incomoda muito”, diz.

À procura de uma nova vida

Na Zona Leste de São Paulo, muitos homens africanos e moradores de rua brasileiros aguardam uma vaga no abrigo Arsenal da Esperança. No ano passado, a presença de estrangeiros aumentou.

Pedro Baptista, da Guiné-Bissau, chegou em março. Havia seis meses que estava sem receber o salário como professor dos ensinos fundamental e médio na capital guineense. O golpe de Estado em abril de 2012 motivou o sindicalista a sair do país. “Deixei a minha esposa grávida, ela já deu à luz e nem tenho dinheiro para mandar para ela. O país está em constante instabilidade. Então isso obrigou-me a procurar refúgio no Brasil. Vim cá procurar melhor condição de vida”, conta.

Formado em química e biologia, Pedro Baptista se tornou orientador comunitário do Arsenal da Esperança. Ele aguarda ser reconhecido como refugiado no Brasil, apesar de não ter sofrido uma ameaça direta. Em 2013, o governo brasileiro concedeu refúgio para apenas um africano da Guiné-Bissau.

- Os governantes do Brasil bem sabem que a Guiné-Bissau tem problemas. A CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) não reconheceu o governo que está no poder neste momento. Imagine um país com 40 anos de independência não ter nenhum governo que tenha terminado seu mandato e ser palco de sucessíveis golpes. É lamentável, mesmo.

Segundo o italiano Simone Bernardi, coordenador do Arsenal da Esperança, a maioria dos estrangeiros da casa que querem ser reconhecidos como refugiados no Brasil não foi vítima de perseguição. “São jovens que, muitas vezes, aparentam ser um pouco a elite do país de onde vieram. Têm o perfil de quem completou os estudos e quer procurar um futuro melhor”, explica.

Pedro Baptista pretende fazer uma especialização no Brasil e mandar ajuda para seu país. “A minha vida está em causa, porque eu sou o filho mais velho. Meus irmãos estão esperando alguma coisa de mim. E não só eles, também o povo da Guiné-Bissau.”

“Aqui não é minha terra”

Os mais de 4.500 refugiados reconhecidos pelo governo brasileiro enfrentaram uma longa jornada para escapar das mais variadas perseguições políticas, religiosas e étnicas. Omar está no Brasil há sete anos e já tem residência permanente. Ele é agente de saúde pública em São Paulo. Por motivos de segurança, não relata por que teve de deixar a República Democrática do Congo.

- Eu sempre falo isso. Aqui não é a minha terra. A minha terra é a minha terra. A minha terra é incomparável e vai permanecer comigo. Mas estou aqui. Estou batalhando para ter a minha vida. Se hoje não, amanhã, se não amanhã, depois de amanhã, eu voltarei – diz Omar.

Para isso, ele defende que os governantes africanos precisam se preocupar mais com as necessidades da população do que com o poder. “Os políticos devem purificar a consciência e aprender o que é o amor. Sabe amor? Eles não têm.”

Mãe dos africanos

A jornalista Diop desembarcou no Porto de Santos, no litoral de São Paulo, há 11 anos. Alvo de ameaças por seu trabalho numa rádio popular na região conflituosa de Casamança, no sul do Senegal, foi obrigada a fugir.

- Há muitos problemas no Senegal. É a guerra fria que as pessoas não reconhecem. Estou contente com o povo brasileiro, que é muito gentil. Sinto-me como se estivesse em casa. Eu sei que tive mais oportunidades do que muitos africanos que foram para a Europa – diz.

Diop vende roupas, tecidos de capulana, colares e estatuetas do Senegal na Praça da República, no centro de São Paulo. Duas brasileiras a ajudam no pequeno comércio. Para ela, todo africano ou brasileiro que precisa de ajuda é como um novo filho.

- Hoje eu trato dos africanos que chegam. Sou como uma mãe. Eu sou uma escrava de Deus e de todos que precisam de ajuda. Tenho dois quartos, uma sala, cozinha e banheiro. Tenho colchões para as pessoas dormirem. Se há alguém com problemas, eu dou-lhe comida e mantimentos. A pessoa não paga eletricidade, água nem o quarto. Não paga nada. É tudo feito por mim e pelo meu marido – conta.

Diop diz que, apesar da perseguição que sofreu, ama o Senegal. E é grata à acolhida que recebeu no Brasil. “Cada país representa uma mãe. Nunca uma pessoa pode falar que não gosta da própria mãe. Eu gosto muito do meu país, mas aqui no Brasil tenho coisas que não tenho lá. Eu tenho liberdade. Eu amo muito o Brasil.”

Nomes foram alterados para preservar a identidade dos entrevistados.


http://revistaforum.com.br/blog/2014/01/refugiados-africanos-tentam-vida-nova-no-brasil/

Pesquisadores alertam para expansão de transgênicos e agrotóxicos no Brasil | MST - Movimento dos Trabalhadores Sem Terra

Pesquisadores alertam para expansão de transgênicos e agrotóxicos no Brasil

13 de janeiro de 2014

 

Da BBC Brasil

Pesquisadores e o Ministério Público Federal (MPF) solicitaram em dezembro à Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), encarregada de analisar pedidos de vendas de transgênicos, que suspendesse os trâmites para a autorização das sementes tolerantes ao 2,4-D, um herbicida usado contra ervas daninhas que consideram nocivo à saúde.

Eles dizem que a liberação desses transgênicos poderá multiplicar de forma preocupante o uso do 2,4-D no Brasil. Paralelamente, cobram maior rigor dos órgãos reguladores na liberação tanto de agrotóxicos quanto de transgênicos e alertam para a associação entre esses dois produtos no país.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, o Brasil é hoje o maior consumidor global de agrotóxicos. O mercado brasileiro de transgênicos também é um dos maiores do mundo. De acordo com a consultoria Céleres, quase todo o milho e a soja plantados no país hoje são geneticamente modificados.

Especialistas ouvidos pela BBC Brasil dizem que a expansão dos transgênicos estimulou o mercado de agrotóxicos no país, já que grande parte das sementes geneticamente alteradas tem como principal diferencial a resistência a venenos agrícolas. Se por um lado essa característica permite maior controle de pragas, por outro, impõe riscos aos consumidores, segundo os pesquisadores.

Agente laranja

No centro do debate, o herbicida 2,4-D é hoje vendido livremente no Brasil e utilizado para limpar terrenos antes do cultivo.

Pesquisadores dizem que estudos associaram o produto a mutações genéticas, distúrbios hormonais e câncer, entre outros problemas ambientais e de saúde. O 2,4-D é um dos componentes do agente laranja, usado como desfolhante pelos Estados Unidos na Guerra do Vietnã.

O MPF pediu à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) que acelere seus estudos de reavaliação da licença comercial do 2,4-D. O órgão quer que o resultado da reavaliação da Anvisa, iniciada em 2006, embase a decisão da CTNBio sobre os transgênicos resistentes ao produto.

Já a Dow AgroSciences, que fabrica o agrotóxico e é uma das empresas que buscam a liberação dos transgênicos associados a ele, diz que os produtos são seguros. Em nota à BBC Brasil, a empresa afirma que "o 2,4-D é um herbicida que está no mercado há mais de 60 anos, aprovado em mais de 70 países".

O herbicida teve o uso aprovado em reavaliações recentes no Canadá e nos Estados Unidos. Segundo a Dow, trata-se de uma das moléculas mais estudadas de todos os tempos, gerada após mais de uma década de pesquisa e com base nas normas internacionais de segurança alimentar e ambiental.

Agrotóxicos combinados

O pedido para a liberação das sementes resistentes ao 2,4-D reflete uma prática comum no mercado de transgênicos: a produção de variedades tolerantes a agrotóxicos. Geralmente, assim como a Dow, as empresas que vendem esses transgênicos também comercializam os produtos aos quais são resistentes.

"É uma falácia dizer que os transgênicos reduzem o uso de agrotóxicos", afirma Karen Friedrich, pesquisadora e toxicologista da Fiocruz.

Friedrich cita como exemplo a liberação de soja transgênica resistente ao agrotóxico glifosato, que teria sido acompanhada pelo aumento exponencial do uso do produto nas lavouras.

Caso também sejam liberadas as sementes resistentes ao 2,4-D, ela estima que haverá um aumento de 30 vezes no consumo do produto.

Segundo a pesquisadora, o 2,4-D pode provocar dois tipos de efeitos nocivos: agudos, que geralmente acometem trabalhadores ou pessoas expostas diretamente à substância, causando enjôo, dor de cabeça ou até a morte; e crônicos, que podem se manifestar entre consumidores muitos anos após a exposição a doses pequenas do produto, por meio de alterações hormonais ou cânceres.

O médico e professor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) Wanderlei Pignati, que pesquisa os efeitos de agrotóxicos há dez anos, cita outra preocupação em relação aos produtos: o uso associado de diferentes substâncias numa mesma plantação.

Ele diz que, embora o registro de um agrotóxico se baseie nos efeitos de seu uso isolado, muitos agricultores aplicam vários agrotóxicos numa mesma plantação, potencializando os riscos.

Pignati participou de um estudo que monitorou a exposição a agrotóxicos pela população de Lucas do Rio Verde, município mato-grossense que tem uma das maiores produções agrícolas do Brasil.

A pesquisa, diz o professor, detectou uma série de problemas, entre os quais: desrespeito dos limites mínimos de distância da aplicação de agrotóxicos a fontes de água, animais e residências; contaminação com resíduos de agrotóxico em todas as 62 das amostras de leite materno colhidas na cidade; e incidência 50% maior de acidentes de trabalho, intoxicações, cânceres, malformação e agravos respiratórios no município em relação à média estadual nos últimos dez anos.

O pesquisador defende que o governo federal invista mais no desenvolvimento de tecnologias que possam substituir os agrotóxicos - como o combate de pragas por aves e roedores em sistemas agroflorestais, que combinam a agricultura com a preservação de matas.

Já a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA) diz que os agrotóxicos (que chama de produtos fitossanitários) são imprescindíveis para proteger a agricultura tropical de pragas e ervas daninhas, assim como para aumentar a produtividade das lavouras.

Cabo de guerra

Pesquisadores e o MPF também querem maior rigor dos órgãos que analisam pedidos de liberação de agrotóxicos e transgênicos.

A liberação de agrotóxicos exige aprovação da Anvisa (que analisa efeitos do produto na saúde), do Ibama (mede danos ao ambiente) e do Ministério da Agricultura (avalia a eficiência das substâncias).

Cobrada de um lado por pesquisadores e médicos, a Anvisa é pressionada do outro por políticos ruralistas e fabricantes de agrotóxicos, que querem maior agilidade nas análises.

Ana Maria Vekic, gerente-geral de toxicologia da Anvisa, diz que há várias empresas, entre as quais chinesas e indianas, à espera de entrar no mercado brasileiro de agrotóxicos.

Ela diz que a falta de profissionais na Anvisa dificulta as tarefas da agência. A irritação dos ruralistas tem ainda outro motivo: a decisão da agência de reavaliar as licenças de alguns produtos.

As reavaliações, explica Vekic, ocorrem quando novos estudos indicam riscos ligados aos agrotóxicos - alguns dos quais são vendidos no Brasil há décadas, antes da criação da Anvisa, em 1999.

"Quando começamos a rediscutir produtos, passamos a ser um calo para os ruralistas", ela diz à BBC Brasil.

Instatisfeitos, os representantes do agronegócio têm tentado aprovar leis que reduzem os poderes da Anvisa na regulamentação de agrotóxicos.

"Fazemos o possível para nos blindar, mas a pressão é violenta", diz Vekic. Questionada sobre a polêmica em torno do 2,4-D, a CTNBio disse em nota que voltaria a discutir o assunto em fevereiro.

Segundo a comissão, o plantio de transgênicos não impede a produção de orgânicos ou de outras variedades de plantas. A CTNBio disse ainda que não lhe compete avaliar os riscos de agrotóxicos associados a transgênicos, e sim a segurança dos Organismos Geneticamente Modificados.


http://www.mst.org.br/node/15610

Rolezinhos: justiça deu aval a apartheid no Brasil | Brasil 24/7

247 - A Justiça brasileira oficializou uma política de apartheid no País e permitiu um retrocesso de mais de duas décadas. A opinião é do advogado Pedro Abramovay, ex-secretário Nacional de Justiça, que escreveu um artigo sobre o fenômeno dos "rolezinhos" (leia aqui "Liminar que proíbe rolezinho assegura direito à segregação").

Abramovay bate na mesma tecla da reportagem do 247 "Veto a rolezinho consagra apartheid brasileiro", que se tornou viral nas redes sociais (leia aqui). "Shoppings são espaços de livre circulação. Impedir a entrada de alguém em estabelecimento comercial por motivo de discriminação ou preconceito é crime", diz ele. "Admitir que só algumas pessoas podem circular por lá, com policiais e oficiais de Justiça analisando quem pode ou não entrar, oficializa a discriminação."

Na prática, o Brasil recuou 25 anos com as liminares judiciais que permitiram a estabelecimentos, como o JK Iguatemi, do empresário Carlos Jereissati, fazer uma triagem que selecionava quem poderia ou não entrar no estabelecimento – jovens pretos ou pardos, suspeitos de participar de um rolezinho no último sábado, foram barrados com amparo legal e ainda estavam sujeitos a multas de R$ 10 mil.

Isso contraria frontalmente uma lei sancionada em 1989, pelo ex-presidente José Sarney contra o preconceito. O artigo quinto da lei 7.716 é claro e define como crime "recusar ou impedir acesso a estabelecimento comercial, negando-se a servir, atender ou receber cliente ou comprador". As penas de reclusão variam de um a três anos.

Abramovay, que hoje coordena o site de petições online Avaaz, afirma que apenas um do dos lados foi ouvido nesta disputa: o dos donos de shoppings, como Jereissati. "Na verdade, não se trata apenas do conflito entre direito de propriedade e de manifestação. Trata-se de uma nova agenda de desigualdade que não se encerra em programas de transferência de renda, mas com questão de como se cria um país de convivência e não de segregação", diz ele.

Em solidariedade à segregação oficializada pela Justiça em São Paulo, novos rolezinhos foram convocados no Rio de Janeiro e em Brasília. Na capital federal, o alvo é o Iguatemi, também de Jereissati, definido pelos jovens como "templo da segregação social" nos convites espalhados pelo Facebook.


http://www.brasil247.com/+qzsq7

Brasileiros saem em massa do Brasil. Crise? Não, é turismo mesmo | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

Brasileiros saem em massa do Brasil. Crise? Não, é turismo mesmo

13 de janeiro de 2014 | 20:15 Autor: Fernando Brito

Não tem jeito.

Querendo ou não, a gente acaba tendo de escrever sobre os "sinais exteriores de pobreza" que o Brasil "em crise econômica" da mídia vai mostrando.

Hoje de tarde foi a vez de a Agência Brasil divulgar os números da emissão de passaportes.

Foi recorde: 2,13 milhões,  9,5% a mais em relação a 2012 e 34,2% superior ao número expedido em 2010.

Uma vez e meia a população de Porto Alegre.

Diria o nosso preclaro Professor Hariovaldo de Almeida Prado, aniversariante desta semana e incansável lutador antilulochavista, que são homens e mulheres de Benz fugindo, tal cubanos, da ditadura dilmocastrista.

Mas lamentavelmente é apenas, segundo a matéria da Agência Brasil que publicou o número recorde, é fruto do "aumento da renda dos brasileiros (que) tem estimulado viagens ao exterior".

Fora os 45 mil jovens que foram selecionados no programa Ciência Sem Fronteiras, para estudar no exterior.

Um absurdo.

Chique mesmo era quando só a turma do Fernando Henrique Cardoso ia a Paris.




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Latuff e a privatização dos presídios « Sul 21 Sul 21

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Cancion con todos

Salgo a caminar
Por la cintura cosmica del sur
Piso en la region
Mas vegetal del viento y de la luz
Siento al caminar
Toda la piel de america en mi piel
Y anda en mi sangre un rio
Que libera en mi voz su caudal.

Sol de alto peru
Rostro bolivia estaño y soledad
Un verde brasil
Besa mi chile cobre y mineral
Subo desde el sur
Hacia la entraña america y total
Pura raiz de un grito
Destinado a crecer y a estallar.

Todas las voces todas
Todas las manos todas
Toda la sangre puede
Ser cancion en el viento
Canta conmigo canta
Hermano americano
Libera tu esperanza
Con un grito en la voz