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pergunta:

"Até quando vamos ter que aguentar a apropriação da ideia de 'liberdade de imprensa', de 'liberdade de expressão', pelos proprietários da grande mídia mercantil – os Frias, os Marinhos, os Mesquitas, os Civitas -, que as definem como sua liberdade de dizer o que acham e de designar quem ocupa os espaços escritos, falados e vistos, para reproduzir o mesmo discurso, o pensamento único dos monopólios privados?"

Emir Sader

12.11.10

5 anos do Direitos de Resposta

5 anos do Direitos de Resposta


Há 5 anos, pela primeira vez na história, a televisão privada brasileira era ocupada por produções independentes a partir de uma ação civil pública movida por organizações da sociedade civil contra uma emissora por violação de direitos humanos. Entrava no ar o programa Direitos de Resposta.

De lá pra cá, a luta pelo direito à comunicação avançou, mas ainda há muito pra lutar!

Dia 12 de novembro, vamos celebrar os cinco anos deste programa e bater um papo sobre liberdade de expressão e participação social nas comunicações, tema tão candente nas eleições deste ano.

Será o lançamento do livro "A sociedade ocupa a TV", memória do processo que culminuou com a ocupação da Rede TV! pelo programa que tratava de Direitos Humanos.

Nos vemos lá!

Serviço:
Data: 12 de novembro de 2010, sexta-feira, das 18:30 às 21:30
Local: Casa das Rosas - Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura, Av Paulista 37 (Próximo ao metrô Paraíso)
Mais informações: www.intervozes.org.br - (11) 3877-0824
 

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11.11.10

cursos técnicos - IFRS

INSTITUTO FEDERAL DO

RIO GRANDE DO SUL

 

Campus Bento Gonçalves

Processo Seletivo 2011 para Cursos Técnicos

 

As inscrições podem ser realizadas até 11 de novembro.

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Processo Seletivo 2011 para Cursos Técnicos

Processo Seletivo 2011

Estão abertas as inscrições no Processo Seletivo 2011 para os cursos técnicos de nível médio ofertados nos campi Bento Gonçalves e Caxias do Sul, nos núcleos avançados de Farroupilha e de Feliz e no Polo de Vacaria.

São mais de 500 vagas em cursos técnicos das modalidades Integrado, Concomitante, Concomitante Externo e Subsequente ao Ensino Médio, nas seguintes áreas:

  • Agropecuária (Bento Gonçalves e Vacaria)
  • Eletrônica (Farroupilha)
  • Eletrotécnica (Farroupilha)
  • Fabricação Mecânica (Caxias do Sul)
  • Informática (Farroupilha, Feliz e Vacaria)
  • Informática para Internet (Bento Gonçalves)
  • Meio Ambiente (Feliz)
  • Metalurgia (Farroupilha)
  • Plásticos (Caxias do Sul e Farroupilha)
  • Redes (Farroupilha)
  • Viticultura e Enologia (Bento Gonçalves)

 

As inscrições seguem até 11 de novembro, somente pela Internet. A taxa de inscrição é de R$ 30,00.

A prova será aplicada em 5 de dezembro.

Os candidatos que realizarão o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2010 e se inscreverem aos cursos subsequentes ao Ensino Médio poderão concorrer a 50% das vagas reservadas ao uso da nota do Exame, dispensando assim a necessidade de realizar a prova do IFRS e de pagar a taxa de inscrição.

Os editais do processo seletivo, com informações completas, podem ser acessados no endereço eletrônico <www.bento.ifrs.edu.br/processoseletivo>.

 

 

Campus oferece novas vagas para os cursos de Licenciatura

O Campus Bento Gonçalves vai oferecer 120 novas vagas para os cursos de Licenciatura pela Plataforma Freire em 2011.
As pré-inscrições estão abertas até 30 de novembro.

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4.11.10

Mesa de Diálogo sobre Direitos Humanos chega a Caxias do Sul

04/11/2010 - Direitos Humanos
Mesa de Diálogo sobre Direitos Humanos chega a Caxias do Sul
Por: Jorn. Natália Pianegonda

 

http://www.mp.rs.gov.br/thumbs/imprensa/1/220/220/logomesadedialogoscaxias.jpg

Última edição do ciclo em 2010 reunirá MP e entidades de Caxias para debater direitos humanos


Evento será realizado nesta sexta-feira, 5, a partir das 10h, na sede da Promotoria do Município

Para aproximar o Ministério Público da sociedade e fortalecer a defesa dos direitos humanos na Região da Serra, chega a Caxias do Sul a 6ª e última edição do ciclo “Mesa de Diálogos sobre Direitos Humanos”, promovido pelo Ministério Público em parceria com o Movimento Nacional de Defesa dos Direitos Humanos. O evento será realizado nesta sexta-feira, 5, a partir das 10h, na sede da Promotoria do Município (Av. Independência n.º 2372, Bairro Exposição).

O objetivo da atividade é ampliar o acesso à Justiça por meio dos mecanismos do Ministério Público, contribuindo para que a sociedade gaúcha compreenda amplamente a temática e as diversas formas de promoção e proteção dos direitos humanos.

Conforme o coordenador do Centro de Apoio Operacional de Defesa dos Direitos Humanos, Francesco Conti, “é dada a oportunidade de que as entidades da sociedade civil exponham suas necessidades e conheçam a quem podem recorrer para garantia do acesso aos direitos humanos, que é o Promotor de Justiça. Este, por sua vez, pode relatar as ações desenvolvidas pelo Ministério Público neste âmbito e obter subsídios para sua atuação”. O diálogo resultará em sugestões para atuação dos Promotores e para aprimorar a relação entre o Ministério Público e a sociedade civil organizada.

Durante todo ano a Mesa de Diálogos passou por diferentes regiões do Estado, promovendo discussões e debates sobre a atuação do Ministério Público e de entidades da sociedade civil, os desafios e formas de aperfeiçoar a defesa dos direitos humanos em todo o Rio Grande do Sul. O ciclo é um projeto que integra o Portas Abertas do Ministério Público, programa que engloba diversas ações, cujo propósito é aproximar ainda mais a Instituição da sociedade.

Programação:

10h – Abertura: representante MPE Promotor de Justiça Dr. Alécio Silveira Nogueira, representante do Movimento Nacional de Direitos Humanos- MNDH/RS e representante do Centro de Estudos, Pesquisa e Direitos Humanos - CEPDH

10h 10min – Painel: “Concepção e Promoção dos Direitos Humanos”
Concepção e Promoção dos Direitos Humanos: Papel do Ministério Público
Dr. Luiz Claudio Varela Coelho – Ouvidor do Ministério Público
Dr. Adrio Rafael Paula Gelatti – Promotor de Justiça

Concepção e Promoção dos Direitos Humanos: Papel da Sociedade Civil
Prof. Paulo Carbonari – Conselheiro Nacional do Movimento Nacional de Direitos Humanos- MNDH/RS - Mestre em Filosofia pela UFG – Doutorando em Filosofia pela UNISINOS

11h 30min– Diálogo com participantes

12h – Intervalo para Almoço

13h 30min – Dr. Delson Arnildo Manzke – Coordenador do MPE local
Dr. Francesco Conti - Centro de Apoio Operacional de Direitos Humanos do MPE
Me. Paulo César Carbonari - MNDH

14h 15min– Trabalho em Grupos

1. Qual o papel do Ministério Público Estadual na promoção dos direitos humanos?
2. Qual o papel da sociedade civil (movimentos sociais) na promoção dos direitos humanos?
3. Como deveria ser a relação/interação entre Ministério Público Estadual e Sociedade Civil para a promoção dos direitos humanos?

15h 30min– Intervalo

15h 45min – Dialogo via Plenária: relato dos grupos e intervenções dos participantes

17h – Encerramento

 

http://www.mp.rs.gov.br/noticias/id22969.htm

2.11.10

O pós-Lula é Dilma



02/11/2010

O pós-Lula é Dilma

Os brasileiros decidiram que depois do Lula querem a continuação e o aprofundamento do seu governo. Preferiram a Dilma – a coordenadora e responsável central pelo desempenho ascendente dos últimos 5 anos do governo, que desemboca no recorde de 83% de apoio e 3% de rejeição – para sucedê-lo.

O dilema colocado pelas eleições brasileiras era a definição sobre se o governo Lula seria um parênteses na longa história de dominação das elites no país ou se se constitui numa ponte para sair definitivamente do modelo herdado e construir um Brasil solidário, justo e soberano.

Triunfou esta via, pelo voto majoritário dos brasileiros, prioritariamente os dos beneficiários das politicas sociais que caracterizam o governo de Lula: os mais pobres, os que vivem nas regiões tradicionalmente mais pobres – o norte e o nordeste do Brasil.

Foi um voto claramente direcionado pela prioridade do social que caracterizou centralmente o governo Lula. No país mais desigual do continente mais desigual, a maior transformação que o Brasil viveu nestes oito anos foi a diminuição da desigualdade, da injustiça, como resultado das políticas sociais do governo. Nunca havia acontecido, seja em democracia ou em ditadura, em ciclos expansivos ou recessivos da economia. Aconteceu agora, de forma contundente, transferindo para o centro da pirâmide de grupos na distribuição de renda, a maioria dos brasileiros.

Esse foi o fator decisivo para que, mesmo tendo praticamente toda a imprensa, em bloco, militantemente, contra seu governo e sua candidata, Lula e Dilma saíram vencedores.

A oposição, derrotada na comparação dos dois governos, buscou um atalho para chegar por outra via aos setores da população: a questão do aborto, valendo-se dos preconceitos reinantes e da ação de religiosos.

Conseguiram um sucesso efêmero, que levou a eleição para o segundo turno, mas uma vez que a politica voltou ao centro da campanha, a comparação entre os dois governos e a condenação das privatizações levaram à vitória da Dilma.

Que representa não apenas a eleição da primeira mulher presidente da república, mas também de uma militante da resistência contra a ditadura, presa e torturada pelo regime militar. Que representa o primeiro presidente que consegue eleger seu sucessor.

Depois da reeleição de Evo Morales e de Pepe Mujica sucedendo a Tabaré Vazquez, o Brasil se soma ao grupo de países que reafirmam o caminho da integração regional e não do TLC com os EUA, da prioridade das politicas sociais em relação ao ajuste fiscal, com Dilma sucedendo a Lula.

O povo brasileiro decidiu, em meio a fortes pressões do monopólio privado da mídia e de forças obscurantistas, que o pós-Lula terá na presidência do Brasil aquela que Lula escolheu para sucedê-lo, para continuar e aprofundar as transformações que tem feito o Brasil ser um país mais justo, solidário e soberano.

Postado por Emir Sader às 03:33

http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=1&post_id=597

1.11.10

Dilma continua caminho de líderes da esquerda na América Latina

 

A vitória de Dilma Rousseff para a Presidência da República neste 31 de outubro de 2010 abre mais um capítulo na trajetória que tem sido trilhada pelo Brasil e por outros países da América Latina. Representa, interna e externamente, a manutenção de uma alternativa popular, progressista e de esquerda na condução de países que por anos, em sua história moderna, sofreram pela ingerência de grandes potências e pela interrupção democrática trazida por ditaduras sanguinárias.

Mais do que serem lideranças com um perfil diferenciado de gestão – voltado para a distribuição de renda, a busca da igualdade social, o respeito aos direitos humanos, para uma economia de base nacionalista e para um Estado forte e desenvolvimentista, entre outros aspectos – alguns desses governantes se caracterizam também por terem sentido na pele o peso da perseguição política nas ditaduras. O exemplo de Dilma é um deles.

Da resistência à presidência

Entre os presidentes ligados a movimentos de esquerda latino-americanos que chegam à presidência de seu país está Daniel Ortega, na Nicarágua. Membro da Frente Sandinista de Libertação Nacional, ele se tornou presidente pela primeira vez em 1985 e mais tarde, em 2006. Ainda no final dos anos 1970, depois de ter sido derrubado o ditador Anastasio Somoza, Ortega integrou a Junta do Governo de Reconstrução Nacional.

Michelle Bachelet, militante de esquerda, membro da Juventude Socialista do Chile nos anos 1970, teve seu pai, integrante do governo de Salvador Allende, preso durante a ditadura de Augusto Pinochet. Engajada no Partido Socialista, a jovem Michelle foi presa em 1975. Juntamente com sua mãe, foi torturada nos porões da Direção Nacional de Inteligência (Dina). Michelle tornou-se presidente de seu país em 2006, a primeira mulher a ocupar tal posição no Chile e então a sexta na América Latina.

José Alberto Mujica Cordano, no Uruguai, também tem trajetória ligada à esquerda e à resistência à ditadura. Pertenceu ao Movimento de Libertação Nacional-Tupamaros e devido à sua militância, chegou a ficar preso por mais de dez anos. Mais tarde, foi senador e ministro das Finanças e se elegeu presidente do seu país em 2009.

"A América Latina vem dando bons exemplos para os demais continentes", diz o ex-ministro Nilmário Miranda, membro da Executiva Nacional do PT. "Isso ficou mais flagrante com esta última crise. Pelas políticas aplicadas anteriormente, de caráter distributivo a partir da emergência de novos protagonistas – os índios na Bolívia e no Equador, os pobres no Brasil e na Venezuela, dos trabalhadores organizados no Uruguai etc. – colhemos frutos de novas posturas e modelos econômicos e distributivos, o que fez com que o continente enfrentasse a crise de maneira diferenciada", completou.

No Brasil, Lula inaugurou uma nova fase na história do país. Em 2003, tomava posse o primeiro presidente de origem operária e popular, responsável por um governo caracterizado por maior distribuição de renda e justiça social, uma economia mais forte voltada para o desenvolvimentismo, um Estado mais forte e atuante e uma posição soberana no cenário internacional, entre outros pontos.

Agora, o país assiste à eleição de sua primeira presidenta. Dado o preconceito sofrido por Lula nesses oito anos de governo – ainda que tenha ficado patente o êxito de seu mandato explicitado, entre outros aspectos, pela aprovação recorde de 80% da população – e a campanha suja e desqualificada enfrentada por Dilma, sobram motivos para se supor que seu governo também terá de transpor muitos obstáculos. "Certamente (ela) terá de enfrentar resistências encarniçadas por parte das elites dominantes na sociedade brasileira. Os recursos empregados na atual campanha indicam uma predisposição que tenderá a se acentuar, caso o governo eleito pretenda continuar na trilha aberta pelos governos Lula", diz o historiador e professor da Universidade Federal Fluminense, Daniel Aarão Reis.

Liderança natural

Nilmário Miranda conheceu Dilma Rousseff ainda nos tempos de resistência à ditadura, quando tinham 17 anos de idade, militando em organizações diferentes de esquerda. Mais tarde, em 1972, ambos estiveram presos no Presídio Tiradentes. Ele guarda claramente na memória o que mais chamou sua atenção quando conheceu a presidente eleita. "Ela era muito culta, uma pessoa de muita leitura" e também "uma militante muito preparada, destacando-se sempre por sua liderança natural. Isso tudo permaneceu ao longo da vida".

Conhecendo a esquerda por dentro desde os anos de militância, Nilmário condena o uso que foi feito, nestas eleições, da resistência de Dilma à ditadura como algo negativo. "O Serra procurava capitalizar para si o fato de ter sido dirigente da UNE, exilado no Chile, mas ao mesmo tempo, recriminalizava a Dilma. Na ditadura, a resistência era considerada subversiva, a Lei de Segurança Nacional foi criada para criminalizar a oposição política. Então, o que Serra fez hoje foi recriminalizá-la no mesmo esquema usado antes pela ditadura".

Na avaliação do petista, a tática não colou, entre outras razões, porque "Serra foi para o exílio, o FHC, de alguma maneira, também foi, o Aloysio Nunes Ferreira era o comandante da ALN, grupo armado sob a liderança de Marighela. Tentaram fazer parecer que Serra era da resistência 'do bem' e Dilma da resistência 'do mal'". Segundo Nilmário, "eles optaram pela tentativa de desconstruir a figura de Dilma, o que significa despolitizar completamente o debate eleitoral e fazer qualquer calhordice".

Nilmário também destacou o papel das políticas de distribuição de renda e das novas mídias na autonomia política da população e na derrota da tática dos tucanos. "Essas políticas universais libertaram o povo dos intermediários. Hoje, jornais, televisão, rádio, os aparelhos ideológicos de maneira geral, perderam muito da capacidade de moldar e conduzir a consciência popular. Além disso, houve maior democratização do direito à expressão com a internet e com a mídia alternativa, ou sejam foram criados mecanismos de comunicação que neutralizaram o poder de controle da mídia".

Site Vermelho (
www.vermelho.org.br) 

http://www.pt.org.br/portalpt/noticias/eleicoes-2010-11/dilma-continua-caminho-de-lideres-da-esquerda-na-america-latina-27861.html

Brasilianas especial | Brasilianas.Org

Brasilianas especial

Hoje às 22 horas haverá um Brasilianas Especial pela TV Brasil, entrevistando Marco Aurélio Garcia e José Eduardo Cardoso sobre as perspectivas da economia e da política para 2011.

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/brasilianas-especial?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter

ORGULHE-SE DO BRASIL :


DILMA ESTÁ ELEITA PRESIDENTE DA REPÚBLICA.

As lições desta campanha, sobretudo a necessidade de se romper o monopólio midiático, não podem ficar de fora da agenda do novo governo.
(Carta Maior; 01-11)
 
http://www.cartamaior.com.br/templates/index.cfm

agradecimento


Cancion con todos

Salgo a caminar
Por la cintura cosmica del sur
Piso en la region
Mas vegetal del viento y de la luz
Siento al caminar
Toda la piel de america en mi piel
Y anda en mi sangre un rio
Que libera en mi voz su caudal.

Sol de alto peru
Rostro bolivia estaño y soledad
Un verde brasil
Besa mi chile cobre y mineral
Subo desde el sur
Hacia la entraña america y total
Pura raiz de un grito
Destinado a crecer y a estallar.

Todas las voces todas
Todas las manos todas
Toda la sangre puede
Ser cancion en el viento
Canta conmigo canta
Hermano americano
Libera tu esperanza
Con un grito en la voz