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pergunta:

"Até quando vamos ter que aguentar a apropriação da ideia de 'liberdade de imprensa', de 'liberdade de expressão', pelos proprietários da grande mídia mercantil – os Frias, os Marinhos, os Mesquitas, os Civitas -, que as definem como sua liberdade de dizer o que acham e de designar quem ocupa os espaços escritos, falados e vistos, para reproduzir o mesmo discurso, o pensamento único dos monopólios privados?"

Emir Sader

27.10.17

A religião matou Jesus e ameaça Francisco

A religião matou Jesus e ameaça Francisco

CEBI ⁄ Ecumenismo ⁄ A religião matou Jesus e ameaça Francisco
O teólogo espanhol José Maria Castillo escreve artigo no qual desnuda a oposição entre a religião e o ensinamento de Jesus:

"(…) se lemos e analisamos os evangelhos com atenção e detidamente, o que neles encontramos é algo que não apenas nos surpreende, mas nos desconcerta. Trata-se do desconcerto que nos produz o fato de que o conjunto de relatos sobre a vida e ensinamentos de Jesus deixa patente que a religião, como conjunto de leis e rituais, templos, altares e sacerdotes, não aguenta o Evangelho (Boa Nova) e, por isso mesmo, é incompatível com o Evangelho."

Ele denuncia: os que mataram Jesus são os mesmos que odeiam o Papa Francisco. "A estes, a religião é ótima."

Leia a íntegra a seguir (a tradução é de minha autoria – Mauro Lopes):

É curioso (e chama a atenção) o fato de que a palavra religião (thrêskeia), em seu significado óbvio de "serviço sagrado a Deus", não é mencionada no Novo Testamento. A palavra "religião" aparece na carta de São Tiago (Ti 1,26-27), mas para dizer que "a religião pura e sem mácula diante de Deus, nosso Pai, consiste nisso: socorrer os órfãos e as viúvas em suas tribulações".

Como já se disse muito bem, o cristianismo, fundamentalmente, não exige um comportamento cultural especial  (W. Radl: Dic. Exeg. NT, vol. I, 1898). Para o NT, a "religião" como culto sagrado, liturgia, ritual ou conjunto de observâncias ou dogmas, não existe nem tem presença ou razão de ser. É um assunto do qual não se fala. Não se menciona uma só vez em todo o NT.

Porém não é isto o mais forte. O mais decisivo, neste assunto tão fundamental, é que, se lemos e analisamos os evangelhos com atenção e detidamente, o que neles encontramos é algo que não apenas nos surpreende, mas nos desconcerta. Trata-se do desconcerto que nos produz o fato de que o conjunto de relatos sobre a vida e ensinamentos de Jesus deixa patente que a religião, como conjunto de leis e rituais, templos, altares e sacerdotes, não aguenta o Evangelho (Boa Nova) e, por isso mesmo, é incompatível com o Evangelho.

Se algo é claro –e repetido tantas vezes nos evangelhos- é que os homens da religião não aguentaram o Evangelho de Jesus. E não o suportaram porque os homens da religião viram, no Evangelho de Jesus, um perigo e uma ameaça de vida ou morte.

Foi o que se viu no Conselho Supremo (Sinédrio) quando os dirigentes religiosos viram que o projeto de Jesus centra-se na defesa da vida, como ficou evidente quando Jesus devolveu a vida a Lázaro (não que o tenha "ressuscitado" para a "outra vida", mas  o fez recuperar "esta vida").  O projeto dos homens da religião, por seu turno, é defender e manter seu templo, seus ritos e normas, suas dignidades e privilégios, seus poderes sobre o povo (Jo 11, 47-53).

Isto explica por que Jesus pôs sempre em primeiro lugar a cura dos doentes, a presença com os pobres, os pequenos, os pecadores e a todo tipo de gente depreciada e rechaçada pelos dirigentes religiosos. Esta foi a prioridade de Jesus, quebrando as normas da religião, enfrentando seus sacerdotes e atuando com violência contra aqueles que utilizavam o templo como negócio até convertê-lo num covil de bandidos.

Como é lógico, a sequência prolongada de enfrentamentos acabou como era previsível e inevitável naquela sociedade: a religião matou Jesus.

É possível dizer com mais clareza que a a religião é incompatível com o Evangelho?

Porém, se isso é assim, como se explica que, neste momento e durante tantos séculos, a religião tenha estado mais presente que o Evangelho na Igreja e na sociedade?

A resposta é: a religião confere poder, importância, fama, enquanto o Evangelho é vivido a partir da fragilidade, do que é marginalizado e excluído. Por isso, a religião faz você viver em segurança, enquanto o Evangelho (vivido de verdade) obriga-nos a viver na insegurança.

Tudo isto foi se transformando na vida da Igreja. E por isso, nela, debilitou-se o Evangelho e se foi potencializando a religião. Já no século II, o clero separou-se e se sobrepôs aos leigos. No século IV, com a suposta conversão de Constantino, a Igreja passou a receber privilégios. A partir de Teodósio, em 381, além de privilégios, também passou a receber dinheiro. Os ricos começaram a entrar em peso na Igreja, em geral para cumprir com funções de liderança como bispos e escritores cristãos (Padres da Igreja e teólogos). A Igreja organizou-se e geriu-se a partir dos ricos e poderosos (Peter Brown, "Por el ojo de una aguja", pg. 1034).

Assim é que a Europa ficou marcada pela religião cristã, mas muito longe do Evangelho de Jesus.

Por mais estranho que pareça, agora mesmo estamos uma situação inesperada, uma oportunidade. A religião está aos pedaços e afunda. É verdade que há casos em que a política, o nacionalismo, a riquezapretendem suprir o vazio da ausência da religião (cf. Juan A. Estrada).

Porém, mais forte e determinante é o anseio, o desejo de recuperar os valores evangélicos: que haja vida, humanidade, felicidade para todos. Nem a política, nem a tecnologia, nem a religião respondem a este anseio mundial, a este grito da terra, que a cada dia se faz mais forte e mais insistente. É a voz do Papa Francisco, o grande líder mundial que surgiu inesperadamente, tão mais presente quanto mais odiada por tantos clérigos (e seus acólitos), que, como os fariseus antigos, não suportam o Evangelhos. A estes, a religião é ótima.

–

Fonte: Traduzido por

Imagem em destaque: Ícone da Comunidade da Trindade, S. Salvador da Bahia, Brasil.

https://cebi.org.br/2017/10/26/religiao-matou-jesus-e-ameaca-francisco/



1º Encontro Gaúcho pelo Direito à Comunicação

1º Encontro Gaúcho pelo Direito à Comunicação começa nesta sexta com debate sobre papel da mídia na construção do golpe

26 outubro, quinta-feira, 2017

EGDC

O 1º Encontro Gaúcho pelo Direito à Comunicação (EGDC) começa nesta sexta-feira (27), às 18h, com o painel "O papel da mídia na construção do golpe", no auditório da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação (Fabico) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), na Avenida Ramiro Barcelos, 2705, no bairro Santana, em Porto Alegre.

Os painelistas serão quatro especialistas: Christa Berger, professora da UFRGS; Moisés Mendes, jornalista; Benedito Tadeu César, cientista político e professor aposentado da UFRGS; e Pedrinho Guareschi, pesquisador, sociólogo e professor.

Antes do painel, acontecerá a abertura oficial pelo Comitê Gaúcho do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), que é coordenado por CUT-RS, Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS (SINDJORS) e Sindicato dos Servidores Públicos do RS (Sindsepe-RS).

Haverá também depoimentos de violações à liberdade de expressão, com o lançamento estadual do relatório "Calar Jamais! – Um ano de denúncias contra violações à liberdade de expressão", marcando o primeiro ano da campanha "Calar Jamais!" do FNDC. Estará presente a ex-presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e secretária de Comunicação do FNDC, Beth Costa.

Com o apoio da Fabico da UFRGS, o 1º EGDC é destinado ao movimento sindical, movimentos sociais e universidades, especialmente aos estudantes e professores de comunicação. Será fornecido certificado de participação.

Os debates se estenderão até as 21h30.

Alternativas para a democratização da Comunicação


A programação continuará neste sábado (28), das 9h30 às 18h. Haverá um painel sobre "Alternativas para a democratização da Comunicação" e quatro painéis temáticos simultâneos, focados nos desafios da comunicação comunitária e alternativa; a mídia e a luta contra o racismo e a discriminação de gênero; o monopólio da mídia e o ataque aos direitos trabalhistas e previdenciários; e o desmonte da comunicação pública.

Ainda está prevista uma homenagem merecida a Daniel Herz, jornalista, professor, mestre em Comunicação, diretor da Fenaj e autor do livro "A história secreta da Rede Globo",  falecido em 30 de maio de 2006, em Porto Alegre. Ele foi fundador do FNDC e do Instituto de Estudos e Pesquisas em Comunicação (Epcom).

Ao final, ocorrerá uma plenária estadual do FNDC para a aprovação de encaminhamentos e da Carta de Porto Alegre.

O encontro conta também com o apoio de entidades sindicais, movimentos sociais e diretórios acadêmicos.
Como ainda se inscrever

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas através do preenchimento de formulário online (https://goo.gl/KC9aCs), no qual deve ser informado nome, e-mail, profissão e entidade/movimento, além de escolher um dos quatro painéis temáticos para participação.
Programação:


Sexta – 27 de outubro


17h – Início do credenciamento

18h – Abertura: Comitê Gaúcho do FNDC e Fabico-Ufrgs

18h30 – Depoimentos de violações à liberdade de expressão

19h – Lançamento estadual do relatório "Calar Jamais! – Um ano de denúncias contra violações à liberdade de expressão", do FNDC

19h15 às 21h30 – Painel: O papel da mídia na construção do golpe

Christa Berger – professora da UFRGS

Moisés Mendes – jornalista

Benedito Tadeu César – cientista político e professor aposentado da UFRGS

Pedrinho Guareschi – pesquisador, sociólogo e professor




Sábado – 28 de outubro


9h30 às 12h15 – Painel: Alternativas para a democratização da comunicação

Elisabeth Costa – ex-presidente da Fenaj e secretária de Comunicação do FNDC

Neusa Ribeiro – professora aposentada da Feevale

Marco Aurélio Weissheimer – repórter do Sul21

Pedro Osório – jornalista, ex-presidente da Fundação Piratini e professor da Unisinos

12h15 – Homenagem a Daniel Herz

12h30 – Intervalo para almoço


14h às 16h – Painéis temáticos

 

1. Desafios da comunicação comunitária e alternativa

Ilza Girardi – professora e vice-diretora da Fabico da UFRGS

Guilherme Fernandes de Oliveira – repórter da TVT

Luís Eduardo Gomes – jornalista do Sul21

 

2. A mídia e a luta contra o racismo e a discriminação de gênero

Vera Daisy Barcellos – presidenta da Comissão Nacional de Ética da Fenaj

Sandra de Deus – jornalista e professora da UFRGS

Télia Negrão – jornalista e ex-coordenadora do Coletivo Feminino Plural

 

3. O monopólio da mídia e o ataque aos direitos trabalhistas e previdenciários

Claudir Nespolo – presidente da CUT-RS

Igor Pereira – diretor da CTB-RS

Antonio Carlos Porto Jr – advogado trabalhista

 

4. O desmonte da comunicação pública

Maria Helena Weber – professora da UFRGS

Milton Simas Jr – presidente do Sindicato dos Jornalistas do RS

Cristina Charão – jornalista da TVE

 

16h – Plenária Estadual do FNDC

18h – Encerramento

 

 

Fonte: CUT-RS com Comitê Gaúcho do FNDC

http://cutrs.org.br/1o-encontro-gaucho-pelo-direito-a-comunicacao-comeca-nesta-sexta-com-debate-sobre-papel-da-midia-na-construcao-do-golpe/

26.10.17

Voto a voto: Saiba quem são os deputados que votaram para salvar Temer da segunda denúncia

Voto a voto: Saiba quem são os deputados que votaram para salvar Temer da segunda denúncia

25 de outubro de 2017

Com 251 votos favoráveis ao parecer da CCJ, que recomenda a rejeição da denúncia por obstrução da Justiça e organização criminosa, o Plenário acaba de salvar Michel Temer, que segue no cargo, mesmo tendo sido alvo de duas denúncias e sendo reprovado por mais de 90% da população. Confira aqui como votou cada parlamentar

Por Redação

Depois da tentativa da oposição de obstruir a votação da segunda denúncia contra Michel Temer na Câmara dos Deputados, o Plenário da Casa atingiu quórum suficiente e, na noite desta quarta-feira (25), aprovou por maioria a rejeição da denúncia por obstrução da Justiça e organização criminosa contra o peemedebista.

A denúncia havia sido oferecida pela procuradoria-geral da República com base nas delações da JBS. De acordo com órgão, Temer, ao lado dos ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral), formaram uma organização criminosa que teria recebido ao menos R$ 587 milhões em propina e atuado para atrapalhar as investigações.

Foram 251 votos favoráveis (SIM) ao parecer da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) que recomendava a não autorização da abertura de inquérito contra Temer no STF. 
233 deputados votaram contra o parecer (NÃO). 
Para que o inquérito fosse autorizado, eram necessários 342 votos (NÃO).

Com a decisão, Temer, que liberou milhões em emendas parlamentares, segue sendo o único presidente da história a ser denunciado em pleno exercício do mandato e, mais do que isso, ter as denúncias rejeitadas. Em agosto, o peemedebista foi salvo na Câmara de ter inquérito aberto no STF por corrupção passiva.

Confira, abaixo, como votou cada deputado.

Roraima

Abel Mesquita Jr. (DEM) – não
Carlos Andrade (PHS) – não
Édio Lopes (PR) – sim
Hiran Gonçalves (PP) – sim
Jhonatan de Jesus (PRB) – sim
Maria Helena (PSB) – sim
Remídio Monai (PR) – sim
Shéridan (PSDB) – não

Rio Grande do Sul

Afonso Hamm (PP) – não
Afonso Motta (PDT) – não
Alceu Moreira (PMDB) – sim
Bohn Gass (PT) – não
Cajar Nardes (Pode) – sim
Carlos Gomes (PRB) – sim
Covatti Filho (PP) – sim
Danrlei de Deus Hinterholz (PSD) – não
Darcísio Perondi (PMDB) – sim
Giovani Cherini (PDT) – sim
Heitor Schuch (PSB) – não
Henrique Fontana (PT) – não
Jerônimo Goergen (PP) – não
João Derly (Rede) – não
Jones Martins (PMDB) – sim
José Fogaça (PMDB) – sim
José Otávio Germano (PP) – sim
Jose Stédile (PSB) – não
Luis Carlos Heinze (PP) – não
Marco Maia (PT) – não
Marcon (PT) – não
Maria do Rosário (PT) – não
Mauro Pereira (PMDB) – sim
Onyx Lorenzoni (DEM) – não
Paulo Pimenta (PT) – não
Pepe Vargas (PT) – não
Pompeo de Mattos (PDT) – não
Renato Molling (PP) – sim
Ronaldo Nogueira (PTB) – sim
Sérgio Moraes (PTB) – sim
Yeda Crusius (PSDB) – ausente

Santa Catarina

Carmen Zanotto (PPS) – não
Celso Maldaner (PMDB) – sim
Cesar Souza (PSD) – sim
Décio Lima (PT) – não
Esperidião Amin (PP) – não
Geovania de Sá (PSDB) – não
João Paulo Kleinübing (PSD) – não
João Rodrigues (PSD) – sim
Jorge Boeira (PP) – não
Jorginho Mello (PR) – não
Marco Tebaldi (PSDB) – ausente
Mauro Mariani (PMDB) – não
Pedro Uczai (PT) – não
Rogério Peninha Mendonça (PMDB) – sim
Ronaldo Benedet (PMDB) – sim
Valdir Colatto (PMDB) – sim

Amapá

André Abdon (PP) – sim
Cabuçu Borges (PMDB) – sim
Janete Capiberibe (PSB) – não
Jozi Araújo (Pode) – sim
Marcos Reategui (PSD) – sim
Professora Marcivania (PCdoB) – não
Roberto Góes (PDT) – Ausente
Vinicius Gurgel (PR) – Ausente

Pará

Arnaldo Jordy (PPS) – não
Beto Faro (PT) – não
Beto Salame (PP) – sim
Delegado Éder Mauro (PSD) – não
Edmilson Rodrigues (Psol) – ausente
Elcione Barbalho (PMDB) – sim
Francisco Chapadinha (Pode) – sim
Hélio Leite (DEM) – sim
Joaquim Passarinho (PSD) – não
José Priante (PMDB) – sim
Josué Bengtson (PTB) – sim
Júlia Marinho (PSC) – sim
Lúcio Vale (PR)- sim
Nilson Pinto (PSDB) – sim
Simone Morgado (PMDB) – sim
Wladimir Costa (SD) – sim
Zé Geraldo (PT) – não

Paraná


Alex Canziani (PTB) – sim
Alfredo Kaefer (PSL) – sim
Aliel Machado (Rede) – não
Assis do Couto (PDT) – não
Christiane de Souza Yared (PR) – não
Delegado Francischini (SD) – não
Diego Garcia (PHS) – não
Dilceu Sperafico (PP) – sim
Edmar Arruda (PSD) – sim
Enio Verri (PT) – não
Evandro Roman (PSD) – sim
Giacobo (PR) – sim
Hermes Parcianello (PMDB) – sim
João Arruda (PMDB) – sim
Leandre (PV) – não
Leopoldo Meyer (PSB) – não
Luciano Ducci (PSB) – não
Luiz Carlos Hauly (PSDB) – sim
Luiz Nishimori (PR) – sim
Nelson Meurer (PP) – sim
Nelson Padovani (PSDB) – sim
Osmar Bertoldi (DEM) – sim
Osmar Serraglio (PMDB) – sim
Reinhold Stephanes (PSD)- sim
Rubens Bueno (PPS) – não
Sandro Alex (PSD) – sim
Sergio Souza (PMDB) – sim
Takayama (PSC) – sim
Toninho Wandscheer (Pros) – sim
Zeca Dirceu (PT) – não

Mato Grosso do Sul

Carlos Marun (PMDB) – sim
Dagoberto Nogueira (PDT) – não
Elizeu Dionizio (PSDB) – sim
Geraldo Resende (PSDB) – sim
Mandetta (DEM) – não
Tereza Cristina (PSB) – sim
Vander Loubet (PT) -não
Zeca do PT (PT) – não

Amazonas

Alfredo Nascimento (PR) – sim
Átila Lins (PSD) – sim
Carlos Souza (PSD) – ausente
Conceição Sampaio (PP) – não
Hissa Abrahão (PDT) – ausente
Pauderney Avelino (DEM) – sim
Sabino Castelo Branco (PTB) – ausente
Silas Câmara (PRB) – sim

Rondônia

Expedito Netto (PSD) – não
Lindomar Garçon (PRB) – sim
Lucio Mosquini (PMDB) – sim
Luiz Cláudio (PR) – sim
Marcos Rogério (DEM) – não
Mariana Carvalho (PSDB) – não
Marinha Raupp (PMDB) – sim
Nilton Capixaba (PTB) – sim

Goiás

Alexandre Baldy (Pode) – sim
Célio Silveira (PSDB) – sim
Daniel Vilela (PMDB) – sim
Delegado Waldir (PR) – não
Fábio Sousa (PSDB) – não
Flávia Morais (PDT) – não
Giuseppe Vecci (PSDB) – sim
Heuler Cruvinel (PSD) – não
João Campos (PRB) – não
Jovair Arantes (PTB) – sim
Lucas Vergilio (SD) – sim
Magda Mofatto (PR) – sim
Marcos Abrão (PPS) – não
Pedro Chaves (PMDB) – sim
Roberto Balestra (PP) – sim
Rubens Otoni (PT) – não
Thiago Peixoto (PSD) – sim

Distrito Federal

Alberto Fraga (DEM) – sim
Augusto Carvalho (SD) – não
Erika Kokay (PT) – não
Izalci Lucas (PSDB) – sim
Laerte Bessa (PR) – sim
Rogério Rosso (PSD) – sim
Ronaldo Fonseca (Pros) – sim
Rôney Nemer (PP) – sim

Acre

Alan Rick (DEM) – não
Angelim (PT) – não
César Messias (PSB) – não
Flaviano Melo (PMDB) – sim
Jéssica Sales (PMDB) – sim
Leo de Brito (PT) – não
Moisés Diniz (PCdoB) – não
Rocha (PSDB) – não

Tocantins

Carlos Henrique Gaguim (Pode) – sim
César Halum (PRB) – sim
Dulce Miranda (PMDB) – sim
Irajá Abreu (PSD) – não
Josi Nunes (PMDB) – ausente
Lázaro Botelho (PP) – sim
Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM) – sim
Vicentinho Júnior (PR) – sim

Mato Grosso


Adilton Sachetti (PSB) – sim
Carlos Bezerra (PMDB) – sim
Ezequiel Fonseca (PP) – sim
Fabio Garcia (PSB) – sim
Nilson Leitão (PSDB) – sim
Professor Victório Galli (PSC) – sim
Rogério Silva (PMDB) – sim
Ságuas Moraes (PT) – não

São Paulo

Alex Manente (PPS) – não
Alexandre Leite (DEM) – abstenção
Ana Perugini (PT) – não
Andres Sanchez (PT) – não
Antonio Bulhões (PRB) – sim
Antonio Carlos Mendes Thame (PV) – não
Arlindo Chinaglia (PT) – não
Arnaldo Faria de Sá (PTB) – não
Baleia Rossi (PMDB) – sim
Beto Mansur (PRB) – sim
Bruna Furlan (PSDB) – sim
Capitão Augusto (PR) – não
Carlos Sampaio (PSDB) – não
Carlos Zarattini (PT) – não
Celso Russomanno (PRB) – sim
Dr. Sinval Malheiros (Pode) – sim
Eduardo Bolsonaro (PSC) – não
Eduardo Cury (PSDB) – não
Eli Corrêa Filho (DEM) – sim
Evandro Gussi (PV) – sim
Fausto Pinato (PP) – sim
Flavinho (PSB) – não
Gilberto Nascimento (PSC) – sim
Goulart (PSD) – sim
Guilherme Mussi (PP) – sim
Herculano Passos (PSD) – sim
Ivan Valente (Psol) – não
Izaque Silva (PSDB) – não
Jefferson Campos (PSD) – não
João Paulo Papa (PSDB) – não
Jorge Tadeu Mudalen (DEM) – sim
José Mentor (PT) – não
Keiko Ota (PSB) – não
Lobbe Neto (PSDB) – não
Luiz Lauro Filho (PSB) – não
Luiza Erundina (Psol) – não
Major Olimpio (SD) – não
Mara Gabrilli (PSDB) – ausente
Marcelo Aguiar (DEM) – sim
Marcelo Squassoni (PRB) – sim
Marcio Alvino (PR) – sim
Miguel Haddad (PSDB) – não
Miguel Lombardi (PR) – sim
Milton Monti (PR) – sim
Missionário José Olimpio (DEM) – sim
Nelson Marquezelli (PTB) – sim
Nilto Tatto (PT) – não
Orlando Silva (PCdoB) – não
Paulo Freire (PR) – ausente
Paulo Maluf (PP) – sim
Paulo Pereira da Silva (SD) – sim
Paulo Teixeira (PT) – não
Pollyana Gama (PPS) – não
Pr. Marco Feliciano (PSC) – sim
Renata Abreu (Pode) – não
Ricardo Izar (PP) – sim
Ricardo Tripoli (PSDB) – não
Roberto Alves (PRB) – sim
Roberto de Lucena (PV) – sim
Roberto Freire (PPS) – não
Sérgio Reis (PRB) – não
Silvio Torres (PSDB) – não
Tiririca (PR) – não
Valmir Prascidelli (PT) – não
Vanderlei Macris (PSDB) – não
Vicente Candido (PT) – não
Vicentinho (PT) – não
Vinicius Carvalho (PRB) – sim
Vitor Lippi (PSDB) – não
Walter Ihoshi (PSD) – sim

Maranhão

Aluisio Mendes (Pode) – sim
André Fufuca (PP) – sim
Cleber Verde (PRB) – sim
Eliziane Gama (PPS) – não
Hildo Rocha (PMDB) – sim
João Marcelo Souza (PMDB) – sim
José Reinaldo (PSB) – sim
Julião Amin – (PDT) – não
Junior Marreca (PEN) – sim
Juscelino Filho (DEM) – sim
Luana Costa (PSB) – ausente
Pedro Fernandes (PTB) – sim
Rubens Pereira Júnior (PCdoB) – não
Sarney Filho (PV) – sim
Victor Mendes (PSD) – sim
Waldir Maranhão (PP) – não
Weverton Rocha (PDT) – não
Zé Carlos (PT) – não

Ceará


Adail Carneiro (PP) – ausente
André Figueiredo (PDT) – não
Aníbal Gomes (PMDB) – sim
Ariosto Holanda (PDT) – não
Cabo Sabino (PR) – não
Chico Lopes (PCdoB) – não
Danilo Forte (PSB) – sim
Domingos Neto (PSD) – sim
Genecias Noronha (SD) – sim
Gorete Pereira (PR) – sim
José Airton Cirilo (PT) – não
José Guimarães (PT) – não
Leônidas Cristino (PDT) – não
Luizianne Lins (PT) – não
Macedo (PP) – sim
Moses Rodrigues (PMDB) – sim
Odorico Monteiro (PSB) – não
Raimundo Gomes de Matos (PSDB) – sim
Ronaldo Martins (PRB) – sim
Vaidon Oliveira (DEM) – sim
Vicente Arruda (PDT) – não
Vitor Valim (PMDB) – não

Rio de Janeiro

Alessandro Molon (Rede) – não
Alexandre Serfiotis (PMDB) – sim
Alexandre Valle (PR) – sim
Altineu Côrtes (PMDB) – sim
Arolde de Oliveira (PSC) – não
Aureo (SD) – sim
Benedita da Silva (PT) – não
Cabo Daciolo (Avante) – não (pediu intervenção militar)
Celso Jacob (PMDB) – ausente
Celso Pansera (PMDB) – não
Chico Alencar (Psol) – não
Chico D'Angelo (PT) – não
Cristiane Brasil (PTB) – sim
Dejorge Patrício (PRB) – sim
Deley (PTB) – não
Ezequiel Teixeira (Pode) – ausente
Felipe Bornier (Pros) – não
Francisco Floriano (DEM) – sim
Glauber Braga (Psol) – não
Hugo Leal (PSB) – não
Jair Bolsonaro (PSC) – não
Jandira Feghali (PCdoB) – não
Jean Wyllys (Psol) – não
Julio Lopes (PP) – sim
Laura Carneiro (PMDB) – não
Leonardo Picciani (PMDB) – sim
Luiz Carlos Ramos (Pode) – não
Luiz Sérgio (PT) – não
Marcelo Delaroli (PR) – sim
Marcelo Matos (PHS) – não
Marco Antônio Cabral (PMDB) – sim
Marcos Soares (DEM) – ausente
Miro Teixeira (Rede) – não
Otavio Leite (PSDB) – não
Paulo Feijó (PR) – sim
Pedro Paulo (PMDB) –
Roberto Sales (PRB) -sim
Rodrigo Maia (DEM) – presidente da Casa, não vot
Rosangela Gomes (PRB) – sim
Sergio Zveiter (Pode) – não
Simão Sessim (PP) – sim
Soraya Santos (PMDB) – sim
Sóstenes Cavalcante (DEM) – não
Wadih Damous (PT) – não
Walney Rocha (PEN) – sim
Zé Augusto Nalin (PMDB) – sim

Espírito Santo

Carlos Manato (SD) – não
Dr. Jorge Silva (PHS) – não
Evair Vieira de Melo (PV) – não
Givaldo Vieira (PT) – não
Helder Salomão (PT) – não
Lelo Coimbra (PMDB) – sim
Marcus Vicente (PP) – sim
Norma Ayub (DEM) – não
Paulo Foletto (PSB) – não
Sergio Vidigal (PDT) – não

Piauí


Assis Carvalho (PT) – não
Átila Lira (PSB) – sim
Capitão Fábio Abreu (PTB) – não
Heráclito Fortes (PSB) – sim
Iracema Portella (PP) – sim
Júlio Cesar (PSD) – sim
Marcelo Castro (PMDB) – ausente
Paes Landim (PTB) – sim
Rodrigo Martins (PSB) – não
Silas Freire (Pode) – não

Rio Grande do Norte

Antônio Jácome (Pode) – não
Beto Rosado (PP) – sim
Fábio Faria (PSD) – sim
Felipe Maia (DEM) – sim
Rafael Motta (PSB) – não
Rogério Marinho (PSDB) – sim
Walter Alves (PMDB) – sim
Zenaide Maia (PR) – não

Minas Gerais

Adelmo Carneiro Leão (PT) – não
Ademir Camilo (Pode) – sim
Aelton Freitas (PR) – sim
Bilac Pinto (PR) – sim
Bonifácio de Andrada (PSDB) – sim
Brunny (PR) – sim
Caio Narcio (PSDB) – sim
Carlos Melles (DEM) – sim
Dâmina Pereira (PSL) – sim
Delegado Edson Moreira (PR) – sim
Diego Andrade (PSD) – sim
Dimas Fabiano (PP) – sim
Domingos Sávio (PSDB) – sim
Eduardo Barbosa (PSDB) – não
Eros Biondini (Pros) – não
Fábio Ramalho (PMDB) – sim
Franklin (PP) – sim
Gabriel Guimarães (PT) – não
George Hilton (Pros) – não
Jaime Martins (PSD) – não
Jô Moraes (PCdoB) – não
Júlio Delgado (PSB) – não
Laudivio Carvalho (SD) – não
Leonardo Monteiro (PT) – não
Leonardo Quintão (PMDB) – sim
Lincoln Portela (PRB) – não
Luis Tibé (PTdoB) – ausente
Luiz Fernando Faria (PP) – sim
Marcelo Álvaro Antônio (PR) – não
Marcelo Aro (PHS) – sim
Marcos Montes (PSD) – sim
Marcus Pestana (PSDB) – sim
Margarida Salomão (PT) – não
Mário Heringer (PDT) – ausente
Mauro Lopes (PMDB) – sim
Misael Varella (DEM) – sim
Newton Cardoso Jr (PMDB) – sim
Padre João (PT) – não
Patrus Ananias (PT) – não
Paulo Abi-Ackel (PSDB) – sim
Raquel Muniz (PSD) – sim
Reginaldo Lopes (PT) – não
Renato Andrade (PP) – sim
Renzo Braz (PP) – sim
Rodrigo de Castro (PSDB) – sim
Rodrigo Pacheco (PMDB) – abstenção
Saraiva Felipe (PMDB) – sim
Stefano Aguiar (PSD) – não
Subtenente Gonzaga (PDT) – não
Tenente Lúcio (PSB) – sim
Toninho Pinheiro (PP) – sim
Weliton Prado (Pros) – não
Zé Silva (SD) – sim

Bahia

Afonso Florence (PT) – não
Alice Portugal (PCdoB) – não
Antonio Brito (PSD) – não
Antonio Imbassahy (PSDB) – sim
Arthur Oliveira Maia (PPS) – sim
Bacelar (Pode) – não
Bebeto (PSB) – não
Benito Gama (PTB) – sim
Cacá Leão (PP) – sim
Caetano (PT) – não
Claudio Cajado (DEM) – sim
Daniel Almeida (PCdoB) – não
Davidson Magalhães (PCdoB) – não
Elmar Nascimento (DEM) – sim
Erivelton Santana (PEN) – ausente
Félix Mendonça Júnior (PDT) – não
Fernando Torres (PSD) – não
Irmão Lazaro (PSC) – não
João Carlos Bacelar (PR) – sim
João Gualberto (PSDB) – não
Jorge Solla (PT) – não
José Carlos Aleluia (DEM) – sim
José Carlos Araújo (PR) – ausente
José Nunes (PSD) – não
José Rocha (PR) – sim
Josias Gomes (PT) – não
Jutahy Junior (PSDB) – não
Lucio Vieira Lima (PMDB) – sim
Márcio Marinho (PRB) – ausente
Mário Negromonte Jr. (PP) – sim
Nelson Pellegrino (PT) – não
Paulo Azi (DEM) – sim
Paulo Magalhães (PSD) – não
Roberto Britto (PP) – sim
Ronaldo Carletto (PP) – sim
Sérgio Brito (PSD) – não
Uldurico Junior (PV) – não
Valmir Assunção (PT) – não
Waldenor Pereira (PT) – não

Paraíba

Aguinaldo Ribeiro (PP) –
André Amaral (PMDB) – sim
Benjamin Maranhão (SD) –
Damião Feliciano (PDT) –
Efraim Filho (DEM) –
Hugo Motta (PMDB) – sim
Luiz Couto (PT) – não
Pedro Cunha Lima (PSDB) – não
Rômulo Gouveia (PSD) – sim
Veneziano Vital do Rêgo (PMDB) – não
Wellington Roberto (PR) – não
Wilson Filho (PTB) – sim

Pernambuco

Adalberto Cavalcanti (Avante) – ausente
André de Paula (PSD) – não
Augusto Coutinho (SD) – sim
Betinho Gomes (PSDB) – não
Bruno Araújo (PSDB) – sim
Daniel Coelho (PSDB) – não
Danilo Cabral (PSB) – não
Eduardo da Fonte (PP) – sim
Fernando Coelho Filho (PSB) – sim
Fernando Monteiro (PP) – sim
Gonzaga Patriota (PSB) – não
Jarbas Vasconcelos (PMDB) – não
João Fernando Coutinho (PSB) – ausente
Jorge Côrte Real (PTB) – sim
Luciana Santos (PCdoB) – não
Luciano Bivar (PSL) – sim
Marinaldo Rosendo (PSB) – sim
Mendonça Filho (DEM) – sim
Pastor Eurico (PHS) – não
Ricardo Teobaldo (Pode) – ausente
Sebastião Oliveira (PR) – sim
Silvio Costa (PTdoB) – não
Tadeu Alencar (PSB) – não
Wolney Queiroz (PDT) – não
Zeca Cavalcanti (PTB) – sim

Sergipe

Adelson Barreto (PR) – não
Andre Moura (PSC) – sim
Fábio Mitidieri (PSD) – não
Fabio Reis (PMDB) – ausente
João Daniel (PT) – não
Jony Marcos (PRB) – não
Laercio Oliveira (SD) – ausente
Valadares Filho (PSB) – não

Alagoas

Arthur Lira (PP) – sim
Cícero Almeida (Pode) – não
Givaldo Carimbão (PHS) – não
JHC (PSB) – não
Marx Beltrão (PMDB) – sim
Maurício Quintella Lessa (PR) – sim
Paulão (PT) – não
Pedro Vilela (PSDB) – não
Ronaldo Lessa (PDT) – não


https://www.revistaforum.com.br/2017/10/25/voto-a-voto-saiba-quem-sao-os-deputados-que-votaram-para-salvar-temer-da-segunda-denuncia/

Câmara barra segunda denúncia e salva Temer mais uma vez

"Mercado de votos"

Câmara barra segunda denúncia e salva Temer mais uma vez

por Redação — publicado 25/10/2017 20h27, última modificação 26/10/2017 00h44
Ele obteve 251 votos e foi beneficiado com duas abstenções e 25 ausências. Votaram contra o peemedebista 233 deputados
Marcos Corrêa / PR
Temer

As negociatas de Temer garantiram sua sobrevivência pela segunda vez

Foi quase uma reprise. Após uma sessão marcada por um problema de saúde do acusado, o esforço da oposição em obstruí-la e novas negociatas à luz do dia e em tempo real, a Câmara barrou a segunda denúncia apresentada pelo ex-procurador-geral Rodrigo Janot contra Michel Temer, acusado de organização criminosa e obstrução de Justiça.

Temer obteve 251 votos e foi beneficiado com duas abstenções e 25 ausências. Votaram contra o peemedebista 233 deputados. Temer teve 12 votos a menos do que na primeira denúncia barrada, quando recebeu o apoio de 263 parlamentares.

Assim como na votação que barrou a acusação contra o peemedebista por corrupção passiva, a soma de votos favoráveis a Temer, ausências e abstenções salvaram o acusado bem antes do fim da sessão, o que evitava a possibilidade de se formar uma maioria de 342 deputados necessária para torná-lo réu no Supremo Tribunal Federal e afastá-lo. Ele só poderá ser alvo da Justiça por essa acusação após o fim de seu mandato. 

Temer teve como principal obstáculo do dia uma obstrução urológica. Ele foi internado no Centro Cirúrgico do Hospital do Exército, em Brasília, após passar mal pela manhã no Palácio do Planalto. Segundo uma nota oficial da Presidência, o peemedebista foi submetido a uma bem-sucedida "sondagem vesical de alívio por vídeo" e passa bem. 

Leia também:
A nova conta para salvar Temer
A incerta posição da Globo na nova "flechada" em Temer

Enquanto Temer cuidava da obstrução urológica, a oposição tentava obstruir a sessão para impedir a análise. Com 8 horas e meia de duração, a estratégia dificultou o início da análise, que só teve quórum suficiente após os deputados governistas apresentarem um requerimento para retirada de pauta, de forma a pressionar os oposicionistas a entrar no plenário. Pouco após às 17h, o quórum foi finalmente atingido.

Um ponto em comum entre a sessão de hoje e a que livrou Temer da primeira denúncia foi o apetite dos governistas para negociar votos abertamente em plenário. Durante a sessão, Darcísio Perondi, relator da PEC que congelou os gastos públicos por 20 anos, foi flagrado pelo fotógrafo Lula Marques enquanto conferia valores em uma planilha e comparava o conteúdo ao painel de presença na Câmara.

A planilha, aparentemente preparada pelo gabinete de Perondi, trazia o título "Propostas do Ministério da Agricultura". Em seguida, apareciam quatro colunas: município, órgão, objeto e valor. Não havia nomes de deputados, mas, segundo o relato do fotógrafo, o deputado comparava o que via nos papéis e no painel. Na análise da primeira denúncia, negociações de emendas também foram relatadas pela mídia e por deputados de oposição.

O "mercado de votos" de Temer foi bastante agitado nas últimas semanas. A mais famosa das concessões feita pelo peemedebista a deputados teve como artífice o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira.

Em 16 de outubro, o chefe da pasta publicou uma portaria que muda o conceito de escravidão contemporânea, na prática dificultando e, no limite, impossibilitando a fiscalização de trabalho escravo no País. Trata-se de uma medida que agrada à bancada ruralista, que tem cerca de 120 deputados, além de representantes do setor têxtil e da construção civil, também representados direta ou indiretamente no Congresso. O principal obstáculo para a portaria veio da Justiça: na terça-feira 24, a ministra Rosa Weber suspendeu seus efeitos. 

Estratégia amplamente usada por Temer na primeira denúncia, a negociação de emendas parlamentares também continuou a todo vapor. Segundo um levantamento feito pelo jornal O Globo, as emendas pagas desde o início de setembro somam 881 milhões de reais. Houve ainda uma frustração de receita de 2,4 bilhões de reais com o novo Refis, o programa de refinanciamento de dívidas com o fisco que deu um perdão bilionário a diversos devedores, incluindo vários deputados federais.

Somaram-se a essas concessões a desistência de privatizar o aeroporto de Congonhas, em São Paulo, cuja outorga era estimada em 6 bilhões de reais, e a possibilidade de abdicar de 2,8 bilhões de reais em multas ambientais, graças a um decreto presidencial que permitirá aos responsáveis por danos ao meio ambiente trocar até 60% das multas recebidas por prestação de serviços.

Denúncia

Os deputados analisaram um parecer da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) contrário à autorização, baseado no relatório do deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG). Na sessão de 2 de agosto, votou-se em um relatório que era contrário a Temer, produzido na mesma comissão pelo deputado Sergio Zveiter, então no PMDB e atualmente no Podemos. 

A denúncia de Janot aponta Temer como chefe de uma organização criminosa que abocanhou 587 milhões em propinas e desvios. A acusação teve como base a delação da JBS, atualmente suspensa pelo Supremo Tribunal Federal, e a colaboração de Lúcio Funaro, operador do PMDB ligado ao ex-deputado Eduardo Cunha, preso em Curitiba.

Segundo a acusação, integram a organização liderada por Temer os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral) além de Cunha, Geddel Vieira Lima (BA) e Henrique Alves (AL). Os três últimos estão presos.

Segundo a denúncia, o grupo de Temer praticou ações ilícitas em troca de propina por meio da utilização de diversos órgãos públicos, como Petrobras, Furnas, Caixa Econômica, Ministério da Integração Nacional e Câmara dos Deputados. A Procuradoria acusa Temer de ter atuado como líder da organização criminosa desde maio de 2016 e de ter sido beneficiado com 31,5 milhões de reais em recursos ilícitos. 

De acordo com o relatório dos agentes federais que embasa a denúncia de Janot, a soma dos desvios que beneficiaram diretamente Temer incluem 500 mil reais pagos a Rodrigo Rocha Loures, o "homem da mala", 10 milhões de reais em doações pelo Grupo Odebrecht, 20 milhões de reais referentes ao PAC SMS da empreiteira e 1 milhão de reais supostamente pago ao coronel João Baptista Lima, pelo Grupo J&F Investimentos.

Pouco após apresentar a segunda denúncia contra Temer, Janot deixou o cargo de procurador-geral, atualmente ocupado por Raquel Dodge. Desde que assumiu, ela não parece ter disposição em reforçar a narrativa de seu antecessor.

Ao defender a manutenção da prisão preventiva de Geddel por causa da descoberta de 51 milhões de reais em espécie em um apartamento em Salvador, Dodge apontou o ex-ministro como líder de organização criminosa. Em sua denúncia, Janot defendeu que Temer também era líder da quadrilha dos esquemas na Caixa, cujos rastros levaram à descoberta da montanha de dinheiro no "bunker" de Geddel.

https://www.cartacapital.com.br/politica/camara-barra-segunda-denuncia-e-salva-temer-pela-segunda-vez


O dia do Saci Pererê: 31 de outubro

O dia do Saci Pererê

Por Elaine Tavares*
31 de outubro de 2011 - 10h12 

Outra prática que vem invadindo as escolas e até os jardins de infância é a comemoração do Halloween, o dia das bruxas dos estadunidenses. Lá, no país de Obama, esta data, o 31 de outubro, é um lindo dia de festividades com as crianças, no qual elas saem fazendo estripulias, exigindo guloseimas. Tudo muito legal dentro da cultura daquele povo, que incorporou esta milenar festa irlandesa lá pelo início do 1800. Nesta festa misturam-se velhas lendas de almas penadas, de gente que enganou o diabo e outras tantas comemorações pagãs. Além disso, hoje, ela nada mais é do que mais uma boa desculpa para frenéticas compras, bem ao estilo do capitalismo selvagem, predador.

Aqui no Brasil esta festa não tem qualquer razão de ser, exceto por conta das mentes colonizadas, que também associam o Halloween ao consumo. Não temos raízes celtas, nem irlandesas ou inglesas. Nossas raízes são outras, Guarani, Caraíba, Tupinambá, Pataxó... Nossos mitos – e são tantos – guardam relação com a floresta, com a vida livre, com a beleza. O mais conhecido deles é ainda mais bonito, fala de alegria e liberdade. É o Saci Pererê. Uma figurinha buliçosa que tem sua origem nas lendas dos povos originários, como guardião das generosas florestas que garantiam a vida plena das gentes. Com a chegada dos povos das mais variadas regiões da África, o menino guardião foi agregando novos contornos. Ficou negro, perdeu uma perna e ganhou um barrete vermelho na cabeça, símbolo da liberdade. Leva na boca um cachimbo (o petyngua), muito usado pelos mais velhos nas comunidades indígenas. Sua missão no mundo é brincar, idéia muito próxima do mito fundador de quase todas as etnias de que o mundo é um grande jardim.

Pois é para reviver a cada ano as lendas e mitos do povo brasileiro que vários movimentos culturais e sociais usam o 31 de outubro para comemorar o Dia do Saci. Com atividades nas ruas, as gentes discutem a necessidade da libertação - coisa própria do Saci - das práticas culturais colonizadas. Ao trazer para o conhecimento público figuras como o Saci, o Caipora, o Boitatá, o Curupira, a Mula Sem Cabeça, todos personagens do imaginário popular, busca-se, na brincadeira que é próprias destes personagens mitológicos, incutir um sentimento nacional, de brasilidade, de reverência pela cultura autóctone. Não como sectária diferença, mas como afirmação das nossas raízes.

Em Florianópolis, quem iniciou esta idéia foi o Sindicato dos Trabalhadores da UFSC, que decidiu instituir o 31 de outubro como o Dia do Saci e seus amigos. Assim, neste dia, durante vários anos, os mitos da nossa gente invadiam as ruas, não para pedir guloseimas, mas para celebrar a vida. Tendo como personagem principal o Saci, o sindicato discutia a necessidade de valorizarmos aquilo que é nosso, que tem raiz encravada nas origens do nosso povo. Mas, agora, sob outra direção, que não conspira com estas idéias de nacionalismo cultural, o Saci não vai sair com a pompa usual.

Mas, não tem problema, porque ainda assim, prenunciando seu dia, por toda a cidade, se ouvirão os loucos estalos nos pés de bambu. É porque dali saem, às carreiras, todos os Sacis que estavam dormindo, esperando a hora de brincar com as gentes. Redemoinhos, ventanias, correrias e muito riso. Isso é o Saci, moleque danado, guardião da floresta, protetor da natureza. Ele vem, com seus amigos, encantar o povo, fazer com que percebam que é preciso cuidar da nossa grande casa. Não virá pela mão do Sintufsc, mas pelo coração dos homens, mulheres e crianças que estão sempre em luta contra as maldades do mundo. O Saci é protetor da natureza e vai se unir a todos nós, os que batalham contra os vilões do amor. Ah Saci, eu vou te esperar... Que venhas com o vento sul...

*Jornalista
Fonte: Adital





Dia do Saci: 31 de outubro

Saci-pererê

O saci, também conhecido como saci-pererê, saci-cererê, matimpererê[1], saci-saçurá e saci-trique, é uma personagem bastante conhecida do folclore brasileiro. Tem sua origem presumida entre os indígenas da Região das Missões, no Sul do país, de onde teria se espalhado por todo o território brasileiro.

Etimologia

"Saci" é oriundo do termo tupi sa'si[2]. "Matimpererê" é oriundo do termo tupi matintape're[3].
O saci

A figura do saci surge como um ser maléfico, como somente brincalhão ou como gracioso, conforme as versões comuns ao sul.[4]

Na Região Norte do Brasil, a mitologia africana o transformou em um negrinho que perdeu uma perna lutando capoeira, imagem que prevalece nos dias de hoje. Herdou também, da cultura africana, o pito, uma espécie de cachimbo e, da mitologia europeia, herdou o píleo, um gorrinho vermelho usado pelo lendário trasgo.[5] Trasgo é um ser encantado do folclore do norte de Portugal, especialmente da região de Trás-os-Montes. Rebeldes, de pequena estatura, os trasgos usam gorros vermelhos e possuem poderes sobrenaturais.
Representação

O saci é um negro jovem de uma só perna, portador de uma carapuça sobre a cabeça que lhe concede poderes mágicos. Sobre este último caractere, é de notar-se que, já na mitologia romana, registrava Petrônio, no Satiricon, que o píleo conferia poderes ao íncubo e recompensas a quem o capturasse.[4]

Considerado uma figura brincalhona, que se diverte com os animais e pessoas, fazendo pequenas travessuras que criam dificuldades domésticas, ou assustando viajantes noturnos com seus assovios – bastante agudos e impossíveis de serem localizados. Assim é que faz tranças nos cabelos dos animais, depois de deixá-los cansados com correrias; atrapalha o trabalho das cozinheiras, fazendo-as queimar as comidas, ou ainda, colocando sal nos recipientes de açúcar ou vice-versa; ou aos viajantes se perderem nas estradas.[4]

O mito existe pelo menos desde o fim do século XVIII ou começo do XIX.[4]
Papel do mito

A função desta "divindade" era o controle, sabedoria, e manuseios de tudo que estava relacionado às plantas medicinais, como guardião das sabedorias e técnicas de preparo e uso de chá, beberagens e outros medicamentos feitos a partir de plantas.

Como suas qualidades eram as da farmacopeia, também era atribuído, a ele, o domínio das matas onde guardava estas ervas sagradas, e costumava confundir as pessoas que não pediam a ele a autorização para a coleta destas ervas.
Na cultura popular
Literatura

O primeiro escritor a se voltar para a figura do saci-pererê foi Monteiro Lobato, que realizou uma pesquisa entre os leitores do jornal O Estado de S. Paulo. Com o título de "Mitologia Brasílica – Inquérito sobre o Saci-Pererê", Lobato colheu respostas dos leitores do jornal que narravam as versões do mito, no ano de 1917. O resultado foi a publicação, no ano seguinte, da obra O Saci-Pererê: resultado de um inquérito, primeiro livro do escritor.[6].

Mais tarde, em 1921, o autor voltaria a recorrer ao personagem, no livro O Saci, seu segundo trabalho dedicado à literatura infantil.
Histórias em quadrinhos

O quadrinhista Ziraldo criou em 1958 a série Turma do Pererê, em que o Saci contracena com o índio Tininim, a onça-pintada Galileu e outros personagens. As histórias foram originalmente publicadas na revista O Cruzeiro[7].

Em 2010, o ilustrador Giorgio Galli publicou a primeira edição de sua revista independente de quadrinhos de terror Salomão Ventura - Caçador de Lendas. Na primeira aventura do personagem, o saci é apresentado como uma figura demoníaca, que leva suas vítimas à loucura e à morte.[8]
Cinema e TV

O primeiro ator a representar o papel foi Paulo Matozinho, no filme O Saci, adaptado do livro infantil de Lobato. A produção de 1951 da Brasiliense Filmes foi dirigida por Rodolfo Nanni[9].

Na televisão, as séries que adaptaram a obra de Monteiro Lobato em 1977 e 2007 tiveram Romeu Evaristo e Fabrício Boliveira, respectivamente, interpretando o personagem. O cantor Jorge Benjor também encarnou o saci no especial Pirlimpimpim, de 1982. Em Pirlimpimpim 2, de 1984, foi a vez de Genivaldo dos Santos vestir a carapuça[10].

Na adaptação para a tevê das histórias de Ziraldo, o papel de Pererê coube a Sílvio Guindane.
Música

Em 1912, o compositor brasileiro Heitor Villa-Lobos escreveu a marcha "Saci", quinta parte da sua suíte para piano "Petizada" (W048). A composição, assim como as outras da mesma peça, é inspirada no folclore musical brasileiro[11].

Francisco Mignone também deu o nome de "Saci" à sexta parte dos seus "Estudos Transcendentais" para piano, de 1931. [12]

O maestro Edmundo Villani-Cortes voltou a lhe dar vida em obras como "Primeira folha do diário do saci" (para piano, 1994)[13], "Terceira folha do diário de um saci" (para flauta, 1992)[14] e "Sétima folha do diário de um saci" (para contrabaixo, 1992) [15]. Na música popular, a primeira referência ao personagem data de 1909, ano da composição de "Saci-Pererê", de Chiquinha Gonzaga, gravada pela dupla Os Geraldos. Em 1913, foi a vez de "Saci", uma polca de J.B. Nascimento gravada pelo Sexteto da Casa. Gastão Formenti também gravou duas músicas intituladas "Saci-Pererê": uma toada de Joubert de Carvalho, em 1918 e uma canção de J. Aimberê e Bide, em 1929.

Nas décadas seguintes, outros artistas recorreram ao tema, como Arnaldo Pescuma ("Teu olhar é um Saci", de Cipó Jurandi e Décio Abramo, 1930; Conjunto Tupy ("Saci-Pererê", de J.B. Carvalho, 1932; Mário Genari Filho (a polca "Saci-Pererê", 1948); Zé Pagão & Nhô Rosa ("Saci-Pererê", de Ivani, 1949); Inhana ("Saci", baião de Antônio Bruno e Ernesto Ianhaen, 1956); Edir Martins ("Saci-Pererê", marcha de Carlinhos e Galvão, 1957); a dupla Torrinha & Canhotinho (o cateretê "Saci-Pererê", 1959); Araci de Almeida ("Saci-Pererê", marcha de Henrique de Almeida e Rubi, 1960); Demetrius ("Rock do Saci", de J. Marascalco e Richard Penniman, 1961); e Clóvis Pereira ("Samba do Saci", de Osvaldo Nunes e Lino Roberto, 1963).

Em 1973, o grupo Secos & Molhados fez sucesso com "O Vira", de João Ricardo e Luli. A canção, que mencionava sacis e fadas, seria regravada mais tarde por artistas de estilos distantes, como Frank Aguiar, Roberto Leal e os grupos Falamansa e Cheiro de Amor.

Pouco depois, Kleiton e Kledir, então integrantes do grupo Almôndegas, compuseram "Canção da meia-noite", incluída na trilha sonora da telenovela "Saramandaia" (1976). A música, que acompanhava o personagem Professor Aristóbulo (Ary Fontoura) falava do "medo de ser um vampiro, um lobisomem, um saci-pererê".

O saci continuou aparecendo em trilhas sonoras. No ano seguinte, para acompanhar a série televisiva "Sítio do Picapau Amarelo", Guto Graça Mello compôs e gravou "Saci". No especial "Pirlimpimpim" (1982), a canção para o personagem ficou por conta de Jorge Benjor ("Saci Pererê". A terceira versão do Sítio para a tevê incluiu, na sua trilha, "Pererê Peralta (saci)", de Carlinhos Brown (2001) e "Eu vi o Saci", de Marcos Sacramento e Izak Dahora (2006).

Outras gravações:

Boca Livre, "Saci", (Paulo Jobim/Ronaldo Bastos, 1980);
Ruy Maurity, "Sacirerê" (Maurity/Zé Jorge, 1984);
Gilberto Gil, "Saci-Pererê" (Gil, 1980);
Bia Bedran, "Quintal" (Bedran, 1992);
Mônica Salmaso, "Saci" (Guinga/Paulo César Pinheiro, 1998);
Gal Costa, "Grande Final" (Moraes Moreira, 2004);
A Cor do Som, "Dança, Saci" (Mu Carvalho, 2006).
Flávio Paiva, "A festa do Saci" (Paiva/Orlângelo Leal, 2007).

Na música instrumental, as principais referências são o violonista Carlinhos Antunes ("Saci-Pererê", 1996), a banda Terreno Baldio (Saci-Pererê, 1977), Guilherme Lamounier ("Saci-Pererê", 1978) e o Quarteto Pererê ("Polka do Sacy" e "Liberdade Pererê", ambas no álbum "Balaio", 2010) [16]. O Quarteto Pererê já havia apresentado, em 2005, o espetáculo Saci Armorial, em que fundia a lenda com o universo literário do escritor pernambucano Ariano Suassuna [17].
Jogos

O RPG O Desafio dos Bandeirantes inclui o saci entre as figuras mitológicas que podem enfrentar os jogadores[18].

No jogo de interpretação de personagens online e em massa para múltiplos jogadores brasileiro Erinia, o saci é um dos monstros que habitam as Grutas de Hur[19]
Ciência
"Saci evita entrar na água", de Renato Bender

Em 2001, uma nova espécie de dinossauro ornitísquio foi descoberta em Agudo, no Rio Grande do Sul. Como o fóssil foi encontrado sem o fêmur esquerdo, recebeu o nome de Sacisaurus agudoensis[20]

Saci Last Common Ancestor Hypothesis ("hipótese do saci como último ancestral comum") foi um termo utilizado em uma discussão primatológica para explicar por que animais da família Hominidae não sabem nadar de forma instintiva. Esta hipótese faz uma referência à mitologia do saci pererê como uma criatura que evita entrar na água.[21][22]

Em 1997, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais desenvolveu um microssatélite para lançamento no foguete chinês Longa Marcha 4. Ele recebeu o nome de Satélite de Aplicações Científicas e o acrônimo SACI-1. A experiência, porém, fracassou, pois o satélite, mesmo entrando em órbita, não funcionou. Seu sucessor, o SACI-2, deveria ter sido lançado em 1998, mas o foguete VLS-2 explodiu no lançamento[23][24].
Dia do Saci

Em 2005, foi instituído o Dia do Saci no Brasil, comemorado no dia 31 de outubro, a fim de restaurar as figuras do folclore brasileiro, em contraposição a influências folcloróricas estrangeiras, como o Dia das Bruxas.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.






Lenda do Saci-Pererê

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Saci-pererê: um dos mais populares personagens do folclore brasileiro
 
Quem é o saci
O Saci-Pererê é um dos personagens mais conhecidos do folclore brasileiro. Possuí até um dia em sua homenagem: 31 de outubro. Provavelmente, surgiu entre povos indígenas da região Sul do Brasil, ainda durante o período colonial(possivelmente no final do século XVIII). Nesta época, era representado por um menino indígena de cor morena e com um rabo, que vivia aprontando travessuras na floresta.
Porém, ao migrar para o norte do país, o mito e o personagem sofreram modificações ao receberem influências da cultura africana. O Saci transformou-se num  jovem negro com apenas uma perna, pois, de acordo com o mito, havia perdido a outra numa luta de capoeira. Passou a ser representado usando um gorro vermelho e um cachimbo, típico da cultura africana. Até os dias atuais ele é representado desta forma.  

Características e comportamento do Saci-pererê
O comportamento é a marca registrada deste personagem folclórico. Muito divertido e brincalhão, o saci passa todo tempo aprontando travessuras na matas e nas casas. Assusta viajantes, esconde objetos domésticos, emite ruídos, assusta cavalos e bois no pasto etc. Apesar das brincadeiras, não pratica atitudes com o objetivo de prejudicar alguém ou fazer o mal.
Diz o mito que ele se desloca rapidamente dentro de redemoinhos de vento, e para captura-lo é necessário jogar uma peneira ou um rosário bento sobre ele. Após o feito, deve-se tirar o gorro (carapuça) e prender o saci dentro de uma garrafa. Somente desta forma ele irá obedecer seu "proprietário". Este terá o direito de fazer um pedido ao Saci, que deverá realizá-lo.
Mas, de acordo com o mito, o saci não é voltado apenas para brincadeiras. Ele é um importante conhecedor das ervas da floresta, da fabricação de chás e medicamentos feitos com plantas. Ele controla e guarda os segredos e todos estes conhecimentos. Aqueles que penetram nas florestas em busca destas ervas, devem, de acordo com a lenda, pedir sua autorização. Caso contrário, se transformará em mais uma vítima de suas travessuras.  
Entre as travessuras preferidas do Saci, podemos citar: esconder brinquedos de crianças, dar nó em crina de cavalos, bagunçar as roupas de cama, derramar sal e açúcar na cozinha, apagar o fogo de fogões à lenha e assustar as pessoas com um forte e estranho assobio.
A crença neste personagem ainda é muito forte na região interior do Brasil. Em volta das fogueiras, os mais velhos contam suas experiências com o saci aos mais novos. Através da cultura oral, o mito vai se perpetuando. Porém, o personagem chegou aos grandes centros urbanos através da literatura, da televisão e das histórias em quadrinhos.    

Saci-pererê na literatura brasileira
Quem primeiro retratou o personagem, de forma brilhante na literatura infantil, foi o escritor Monteiro Lobato. Nas histórias do Sítio do Pica-Pau Amarelo, o saci aparece constantemente. Ele vive aprontando com os personagens do sítio. A lenda se espalhou por todo o Brasil quando as histórias de Monteiro Lobato ganharam as telas da televisão, transformando-se em seriado, transmitido no começo da década de 1950. O saci também aparece em várias momentos das histórias em quadrinhos do personagem Chico Bento, de Maurício de Souza.

Dia do Saci
Com o objetivo de diminuir a importância da comemoração do Halloween no Brasil, foi criado em caráter nacional, em 2005, o Dia do Saci ( 31 de outubro). Uma forma de valorizar mais o folclore nacional, diminuíndo a influência do cultura norte-americana em nosso país.

Curiosidades:
- Em algumas versões da lenda, o Saci-Pererê aparece com as mãos furadas.
- De acordo com a lenda, a noite todos os sacis do mundo se encontram para planejarem as travessuras que irão fazer.
- O Saci-Pererê é o mascote do time de futebol Sport Club Internacional de Porto Alegre.

https://www.suapesquisa.com/musicacultura/saci-perere.htm

"Na verdade somei mais fracassos que vitórias em minhas lutas, mas isso não importa. Horrível seria ter ficado ao lado dos que nos venceram nessas batalhas." Darcy Ribeiro

"Na verdade somei mais fracassos que vitórias em minhas lutas, mas isso não importa. Horrível seria ter ficado ao lado dos que nos venceram nessas batalhas." Darcy Ribeiro



No trecho da série ERA DAS UTOPIAS, dirigida por Silvio Tendler, homenageamos o antropólogo Darcy Ribeiro, que hoje completaria 93 anos. 

"...Sou um homem de causas. Vivi sempre pregando, lutando, como um cruzado, pelas causas que comovem. Elas são muitas demais: a salvação dos índios, a escolarização das crianças, a reforma agrária, o socialismo em liberdade, a universidade necessária. Na verdade somei mais fracassos que vitórias em minhas lutas, mas isso não importa. Horrível seria ter ficado ao lado dos que nos venceram nessas batalhas".
(no vídeo Marcelo Yuca e Fernanda Abreu)





AL SUR DE LA FRONTERA - MI AMIGO HUGO

AL SUR DE LA FRONTERA

Documental producido y dirigido por OLIVER STONE, realizado en 5 países de Latinoamérica con entrevistas a ex y actuales presidentes, tales como Hugo Chavez, Lula da Silva, Cristina Fernandez de Kirchner, Rafael Correa, Evo Morales, Néstor Kirchner, etc.

AO SUL DA FRONTEIRA
https://www.youtube.com/watch?v=cWk4VVym0IM

AL SUR DE LA FRONTERA
https://www.youtube.com/watch?v=6xjXbH0FHUk



MI AMIGO HUGO

El documental "Mi Amigo Hugo" del cineasta OLIVER STONE es una recopilación de testimonios de familiares, amigos, intelectuales y políticos sobre el comandante Hugo Chávez, precursor del actual proceso de integración latinoamericano y caribeño. 

teleSUR




25.10.17

Custo de denúncias contra Temer alcança R$ 32,1 bi

Custo de denúncias contra Temer alcança R$ 32,1 bi

25 Outubro 2017

A negociação política para barrar duas denúncias criminais contra o presidente da República, Michel Temer, tem um custo que pode chegar a R$ 32,1 bilhões. Essa é a soma de diversas concessões e medidas do governo negociadas com parlamentares da Câmara entre junho e outubro, desde que Temer foi denunciado pela primeira vez, por corrupção passiva, até a votação da segunda acusação formal, pelos crimes de organização criminosa e obstrução da Justiça – o que está previsto para esta quarta-feira, 25.

    A reportagem é de Felipe Frazão, publicada por O Estado de S. Paulo, 25-10-2017.

    O preço para impedir o prosseguimento das denúncias supera em R$ 6 bilhões os recursos previstos por Temer para pagar parcelas de famílias beneficiárias do programa Bolsa Família ao longo do ano que vem. O programa de complementação de renda foi orçado em R$ 26 bilhões, em 2018. Também é maior do que o custo total para a construção da Usina Hidrelétrica Belo Monte, atualmente estimado em cerca de R$ 30 bilhões.

    Temer precisa de 172 votos a seu favor, ausências ou abstenções para barrar a segunda denúncia. Na primeira votação, ele obteve 263 votos. Segundo aliados, o presidente tem 240 votos garantidos, mas poderá chegar a 270 votos, resultado que confortaria o Palácio do Planalto e deverá servir como espelho para estratégias de tramitação das reformas tributária e da Previdência.

    Além das concessões, de junho a outubro, o Planalto ainda empenhou R$ 4,2 bilhões de emendas parlamentares individuais de deputados, que têm execução obrigatória desde 2015. O ritmo de liberações, no entanto, é definido pelo governo e foi um dos trunfos para barrar a primeira denúncia. Se fossem consideradas, a conta subiria para R$ 36,3 bilhões.

    Sem dinheiro para pagar o compromisso de fato e perto de liberar todas as emendas disponíveis, o Planalto passou a negociar em outras frentes.

    Impopular, o governo Temer recuou da liberação da exploração de minério na Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca), na Amazônia, depois de mobilização internacional contrária. Nesta semana, porém, decidiu dar descontos de 60% em multas ambientais e transformar os pagamentos em compromissos de gastos dos entes privados com reflorestamento e conservação do ambiente. A medida pode tirar dos cofres mais de R$ 2,7 bilhões.

    Segundo parlamentares ligados a centrais sindicais, o governo promete apoiar tentativas congressuais de retomar algum tipo de contribuição para o custeio dos sindicatos.

    O governo indicou também que vai desistir de privatizar o Aeroporto de Congonhas(SP), cujo leilão poderia arrecadar R$ 6 bilhões. Administrado pela Infraero, o controle político do terminal está nas mãos do PR, do ex-deputado Valdemar Costa Neto, condenado no mensalão.


    Bancada ruralista

    Temer fez concessões em programas de parcelamento de dívidas para empresários e produtores rurais, e em atos de interesse de bancadas temáticas como a dos ruralistas, que tem 214 deputados em exercício e poderia, sozinha, garantir a salvação do mandato do peemedebista.

    Pleitos antigos da bancada foram atendidos recentemente pelo governo. Os ruralistas já haviam sido agraciados com um pacote de descontos nas alíquotas de contribuição para o Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural), usado para custear aposentadorias, e condições mais benéficas para quitar dívidas com o fundo, cujo prazo de adesão foi postergado para novembro.

    Até agora, o governo não recorreu de um projeto de resolução do Senado que anistiou um passivo de R$ 17 bilhões não pagos ao Funrural.

    Temer também sancionou nesta terça-feira, 24, com vetos, a Medida Provisória do Refis, deixando de arrecadar R$ 4 bilhões, conforme estimativa do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. A pasta era contrária à renúncia. O ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) negou que essas decisões do governo tenham sido influenciadas por acordos em troca de apoio nas votações.





    Cancion con todos

    Salgo a caminar
    Por la cintura cosmica del sur
    Piso en la region
    Mas vegetal del viento y de la luz
    Siento al caminar
    Toda la piel de america en mi piel
    Y anda en mi sangre un rio
    Que libera en mi voz su caudal.

    Sol de alto peru
    Rostro bolivia estaño y soledad
    Un verde brasil
    Besa mi chile cobre y mineral
    Subo desde el sur
    Hacia la entraña america y total
    Pura raiz de un grito
    Destinado a crecer y a estallar.

    Todas las voces todas
    Todas las manos todas
    Toda la sangre puede
    Ser cancion en el viento
    Canta conmigo canta
    Hermano americano
    Libera tu esperanza
    Con un grito en la voz