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pergunta:

"Até quando vamos ter que aguentar a apropriação da ideia de 'liberdade de imprensa', de 'liberdade de expressão', pelos proprietários da grande mídia mercantil – os Frias, os Marinhos, os Mesquitas, os Civitas -, que as definem como sua liberdade de dizer o que acham e de designar quem ocupa os espaços escritos, falados e vistos, para reproduzir o mesmo discurso, o pensamento único dos monopólios privados?"

Emir Sader

28.11.16

C5N - Economia Politica: Programa 27/11/2016



C5N - Economia Politica: Programa 27/11/2016 (Parte 1)

C5N - Economia Politica: Programa 27/11/2016 (Parte 2)

C5N - Economia Politica: Programa 27/11/2016 (Parte 3)








A história marcará o Ministério Público como quem trouxe o terror institucional

Os intocáveis

Os intocáveis

Publicado no Justificando.

POR ROBERTO TARDELLI

Tempos de horrores e de morte do Estado Democrático de Direito. Tempos sombrios, eu era criança quando surgiu o AI-5 e já era um promotor de justiça quando ele se foi, sem deixar – imaginávamos – saudades.

Deixou saudades e deixou marcas. Uma delas é o pacote anticorrupção do Ministério Público Federal, que, dentre outras vergonhas contemporâneas, cria a Comissão para recebimento de denúncias de corrupção, uma espécie de Gestapo, para acossar em nome da moralidade.

Está inaugurada a República dos Delatores – ou então a República dos Reportantes – e estão mais do que lançadas as bases para o país mais perigoso do mundo para se viver. Está feito o serviço sujo a que nem os militares se sujeitaram.

Brasil, o País do Medo. O País da Comissão que vai desmoralizar, constranger, achacar, pressionar, anular, humilhar, expor os inconvenientes. (...)

A Ditadura chegou nos braços do Ministério Público. Chegou nas mãos de quem tem o compromisso constitucionalmente posto de lutar pela democracia. Veio nas mãos do Ministério Público, que fique claro isso, que fique claro que as pessoas que saíram ingenuamente às ruas pedindo adesão a um abaixo-assinado que não compreendiam foram enganadas, foram traídas.

Elas queriam apenas que alguém combatesse a corrupção que nos inferniza – ou que nos foi posto goela abaixo que nos inferniza mais que o fosso da desigualdade econômica – e obtiveram uma tirania, uma ditadura em que não mais existe um ditador, personalista e egocêntrico, mas incontáveis pequenos tiranos, egóicos e narcísicos, que vão destilar arbítrio por onde passarem.

Não serão todos os promotores nem todos os procuradores, apenas os mais proeminentes, apenas o que se acham cheios de brilho, apenas os que vão comandar os destinos do Ministério Público, explicita ou nas sombras da floresta obscura do Poder.

Os que não suportarem serão perseguidos; antes, serão desmoralizados. Depois, perseguidos, serão punidos; a ira santa irá queimá-los nos corredores. A fúria purificadora dos samurais irá estimular a deduragem, o denuncismo, irá estimular que se poderá ganhar uma grana a mais, que para ganhar uma grana a mais, bastará denunciar, bastará denunciar como se estivesse em uma pescaria, uma hora o peixe da recompensa pelo dedurismo vai chegar e o carro será trocado. É uma canalhice jurídica sem tamanho.

O dedo-duro recebe nome de ficção científica: reportante. Vale repetir, esse será o mau caráter do Séc. XXI, protegido por lei, o primeiro canalha a ser protegido por lei, o reportante, o canalha intocável, intangível, superior aos que não foram canalhas. A canalhice será virtuosa, se for em nome do Bem; se os canalhas se proliferarem, todos reportarão todos e quem quiser um esparadrapo em um posto de saúde haverá de suplicar de joelhos por isso.

Digo aliviado: não mais pertenço aos quadros da Instituição que traiu o país, o povo, a democracia, que conspirou contra a democracia, que trouxe o terror de estado, o medo institucional, que transformou esse país em um lugar em que canalhas serão celebrados como heróis.

Os indesejáveis e os inconvenientes vão sentir a perseguição

Não haverá privacidade, intimidade a ser respeitada, eis que o interesse público será superior a tudo isso e o telefone será a corda que envolverá o pescoço e a tecnologia, maravilhosa para libertar, será usada para oprimir. O Grande Irmão está na aristocracia do serviço público.

O amigo, a amiga está se divertindo com a delação premiada, que todos os dias anima o Jornal Nacional e alimenta a VEJA? Pois bem, a maioria de vocês nem faz ideia do que seja, nunca viu essa banda tocar, mas gosta e se deleita vendo gente ser presa, político é tudo ladrão.

O que você não sabe é que a delação é um acordo, um negócio, que pode ser extremamente lucrativo se for feito com uma dose mínima de pragmatismo bilateral.

Esse acordo, my friends, é feito sem que se conheçam as tratativas, muito embora versem sobre dinheiro público, ninguém, salvo os diretamente envolvidos, sabem o que rola nas conversas, o que é prometido, o que é incluído e o que é tirado. A prisão é um horror e a delação é a chave da cadeia. Não há nenhum registro de como se operam essas delações, essas conversas. O nome disso é Justiça Negocial, isso, a Justiça vira uma mercadoria a ser transacionada, vendida, trocada, vira um carrinho usado, posto num feirão de domingo.

O Ministério Público é o dono do armazém, onde se barganham informações, penas, em outro nome legal prá coisa, plea bargain, que nos habituamos a ver nos filmes americanos e que se tornou a pior experiência jurisdicional do mundo ocidental. Por quê? Porque nossos Bravos Rapazes Americanos são líderes em prisões e nem por isso diminuiu-se a criminalidade por lá.

Parece um pesadelo. Não é. Aos amigos e amigas, digo honestamente que a democracia sofreu o mais duro golpe dos últimos trinta anos, ou mais até. Democracia que amanhecerá bem menor, amanhecerá quase morta, olhando pra gente, com o olho que sobrou, pedindo socorro. Socorro.

O estado, desgraçadamente, é muito grave.

 

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Fidel Castro en Argentina, 2003

Fidel Castro en Argentina, 2003


Documental sobre Fidel Castro en Argentina, en mayo de 2003


27.11.16

Assista a "OUTRO OLHAR - Maria da Penha" no YouTube

https://www.youtube.com/shared?ci=chbQM3zdpqc

EBC na Rede via Outro Olhar > Conheça a história da mulher de coragem que deu nome à lei brasileira que pune os agressores de mulheres. Seu nome? Maria da Penha.

Papa Francisco lamenta triste notícia da morte de Fidel - Portal Fórum

http://www.revistaforum.com.br/2016/11/26/papa-francisco-lamenta-triste-noticia-da-morte-de-fidel/

"Lugares comunes"

https://www.youtube.com/shared?ci=xeisgoknSAg

película > LUGARES COMUNES, Argentina, 2002:

"El año que viene casi todos ustedes serán profesores. De literatura no saben demasiado, pero lo suficiente para empezar a enseñar. No es eso lo que me preocupa.

Me preocupa que tengan siempre presente que enseñar quiere decir mostrar. Mostrar no es adoctrinar, es dar información. Pero dando también, enseñando también, el método para entender, analizar, razonar y cuestionar esa información.

Si alguno de ustedes es un deficiente mental y cree en verdades reveladas, en dogmas religiosos o doctrinas políticas, seria saludable que se dedicara a predicar en un templo o desde una tribuna.

Si por desgracia siguen en eso, traten de dejar las supersticiones en el pasillo antes de entrar al aula.
No obliguen a sus alumnos a estudiar de memoria. Eso no sirve. Lo que se impone por la fuerza es rechazado y en poco tiempo se olvida. Ningún chico será mejor persona por saber de memoria el año en que nació Cervantes.
Pónganse como meta como meta enseñarles a pensar. Que duden, que se hagan preguntas. No los valoren por sus respuestas, las respuestas no son la verdad. Buscan una verdad que siempre será relativa. Las mejores preguntas son las que se vienen repitiendo desde los filósofos griegos, muchas son ya lugares comunes, pero no pierden vigencia: Qué? Cómo? Dónde? Cuándo? Por qué?

Si en esto admitimos también eso de que la meta es el camino como respuesta, no nos sirve. Describe la tragedia de la vida, pero no la explica.
Hay una misión, o un mandato, que quiero que cumplan. Es una misión que nadie se les ha encomendado, pero que yo espero que ustedes, como maestros, se la impongan a si mismos:  despierten en sus alumnos el dolor de la lucidez, sin limites, sin piedad."

Discurso del profesor Fernando Robles para sus alumnos, en la película LUGARES COMUNES, Argentina, 2002.

26.11.16

Inspiración

 
false (Fuente: AFP)

(Fuente: AFP)

Sobrevivió a más de 600 intentos de asesinato y logró gobernar con el vendaval en contra del bloqueo durante décadas. Murió a los 90 años, lúcido, dueño de sí mismo, dueño, como dijo alguna vez y hablando en plural, de las utopías. "No odian porque somos los dueños de las utopías", dijo alguna vez. Murió y ojalá su ausencia sea paradojal en un mundo que está descontrolado y en el que Cuba, hoy mucho más que ayer, no es solamente un país sino una metáfora del amor colectivo, con sus pioneros alegres y su pueblo generoso, con sus contradicciones sí, con sus reformas, pero también el escenario en el que se cocina la paz que desde distintas y falaces democracias se bombardea.

Hace mucho que Fidel era y es, además de un hombre, un símbolo de dirigente. Una manera de ser dirigente. Era contemporáneo y sobreviviente de otras lógicas políticas y geopolíticas que jamás dejó de analizar, y fue no sólo contemporáneo sino artífice y anfitrión, en los últimos años, del resurgimiento de la alta política como herramienta para la acción transformadora. Desde su pubertad y hasta su muerte, Fidel hizo política, la que era la más favorable a las mayorías en cada momento histórico. Por eso apoyó a Chávez, a Evo, a Néstor, a Correa, a Lula, a Mugica, a Maduro, a Dilma y a Cristina. 

De la estrategia y la acción revolucionarias que en los 50 lo llevaron a la toma del cuartel Moncada y a la Sierra Maestra, sus 90 años lo hallaron a Fidel propiciando democracias reales, populares, conducidas por dirigentes dispuestos, como él, a resignar sus proyectos personales o mejor dicho a colectivizarlos. El proyecto de su propia vida fue mantener encendida la llama de la Revolución frente a miles, decenas de miles de ataques que comenzaron ya en el 59, cuando desde Miami se llevó a cabo la Operación Peter Pan, que convenció a la oposición cubana de que Fidel iba a mandar a los niños cubanos a la URSS para que trabajaran en los campos o para darlos en adopción. Miles de cubanos aterrados mandaron a sus niños a Miami, presuntamente para salvarlos del monstruo comunista, pero era todo un engaño, típico de la CIA: esos niños crecieron en Estados Unidos desparramados en hogares que en muchos casos los violentaron.

Fidel representa hoy al dirigente incapaz de mentirle a su pueblo, al dirigente que se deja tocar, al que se lanza a compartir cuerpo a cuerpo con los suyos la fricción sudorosa del amor colectivo,  al que explica durante horas, como pude hace muchos años presenciarlo en una tarde agobiante de Santiago de Cuba, por qué razones económicas el pueblo debería privarse de comer langosta por un tiempo, porque la isla necesitaba los ingresos de la exportación. Al dirigente que no subestima a quienes lo defienden. Al que es capaz de enfrentar las consecuencias de sus propias decisiones.

Ha muerto Fidel y hoy Fidel es todavía más que el símbolo que ya era en vida. Su destino es la inspiración para ese mundo que seguimos soñando con persistencia. Nos compromete a soñar que esto puede ser distinto, y a actuar en consecuencia.      

https://www.pagina12.com.ar/5402-inspiracion



Padre nuestro

 
Cientos de jóvenes cubanos participan de una concentración en la Universidad de La Habana hoy, sábado 26 de noviembre de 2016, para recordar al líder de la revolución Fidel Castro. (Fuente: EFE)
Cientos de jóvenes cubanos participan de una concentración en la Universidad de La Habana hoy, sábado 26 de noviembre de 2016, para recordar al líder de la revolución Fidel Castro. 
(Fuente: EFE)

 

   Los gobiernos populares que gobernaron o gobiernan en Sudamérica desde comienzos del siglo XXI le deben mucho a Fidel Castro. Los gobiernos y los líderes: Fidel no dejó de dar consejos realistas y constructivos a ninguno. Ayudó a la integración regional y a que los distintos procesos nacionales fueran acompañándose y, en lo posible, acompasándose en un mismo ritmo. Su último viaje al exterior, todavía como presidente de Cuba, fue justamente a Córdoba, en 2006, para una cumbre del Mercosur. 

   Luiz Inácio Lula da Silva tiene una historia. Cuando ya era presidente del sindicato metalúrgico y había fundado el Partido de los Trabajadores, en 1980, en el momento de decidir si emprendía o no la carrera electoral se vio con Fidel en Cuba. ¿Estaba bien ser candidato a diputado estadual de San Pablo o la transformación de Brasil requería mucho más? Fidel le dijo que fuera candidato porque la diputación sería una base más de la construcción política alrededor de los gremios y del PT. Lula terminaría siendo presidente el 1° de enero de 2003. Bajo su gobierno y el de Dilma Rousseff Brasil, además, se convirtió en el principal inversor privado en Cuba y la clave de la expansión portuaria en el complejo de Mariel.

   Evo Morales cuenta que antes de Hugo Chávez, Lula y Néstor Kirchner solo estaba Fidel. Dice que con él conversaba sobre la organización de los cocaleros y la política boliviana. Sobre los Estados Unidos. Y también sobre la política. "Néstor, Hugo y Lula eran hermanos mayores", dice. "Fidel era todavía más, pero por suerte vinieron ellos."

   En 2005, cuando estaba por realizarse la cumbre de Mar del Plata que debía discutir si se formaba o no un Area de Libre Comercio de las Américas, Fidel organizó reuniones logísticas en La Habana. Hebe Bonafini viajó con Luis D'Elía. Hebe suele relatar que fue Castro quien le dijo que confiara en Néstor Kirchner.

   Antes, en la transición democrática, Raúl Alfonsín sacó la conclusión de que el despliegue guerrillero del Frente Patriótico Manuel Rodríguez en Chile terminaría fortaleciendo a los militares chilenos y, de modo indirecto, a los militares argentinos porque les daba una excusa de presupuesto y poder. Tras una reunión con Fidel en La Habana, la actividad del FP Manuel Rodríguez se atenuó hasta hacerse inexistente en términos operativos. Fue en 1986. Dos años después el gobierno de Alfonsín dispuso el uso de fondos reservados para financiar al comando del No en el plebiscito que convocó Augusto Pinochet. El dictador fue derrotado y muy pronto terminó la tiranía.

   En los últimos años, incluso ya retirado de la primera línea y con Raúl Castro como presidente de Cuba y primer secretario del Partido Comunista, Fidel utilizó cada encuentro con dirigentes extranjeros, incluida Cristina Fernández de Kirchner, que lo vio durante la visita del Papa Francisco en 2015, para subrayar la importancia de la integración a nivel de la Comunidad de Estados de Latinoamérica y el Caribe, la Unasur y el Mercosur.

    Con Chávez actuó directamente como un maestro cara a cara. Hasta fue el encargado de comunicarle a Chávez lo que habían descubierto los médicos cubanos. Tenía cáncer. El presidente venezolano llamó a Fidel de todas las maneras imaginables. Una es la más llamativa: "padre nuestro".

martin.granovsky@gmail.com

https://www.pagina12.com.ar/5444-padre-nuestro




Cancion con todos

Salgo a caminar
Por la cintura cosmica del sur
Piso en la region
Mas vegetal del viento y de la luz
Siento al caminar
Toda la piel de america en mi piel
Y anda en mi sangre un rio
Que libera en mi voz su caudal.

Sol de alto peru
Rostro bolivia estaño y soledad
Un verde brasil
Besa mi chile cobre y mineral
Subo desde el sur
Hacia la entraña america y total
Pura raiz de un grito
Destinado a crecer y a estallar.

Todas las voces todas
Todas las manos todas
Toda la sangre puede
Ser cancion en el viento
Canta conmigo canta
Hermano americano
Libera tu esperanza
Con un grito en la voz