Páginas

pergunta:

"Até quando vamos ter que aguentar a apropriação da ideia de 'liberdade de imprensa', de 'liberdade de expressão', pelos proprietários da grande mídia mercantil – os Frias, os Marinhos, os Mesquitas, os Civitas -, que as definem como sua liberdade de dizer o que acham e de designar quem ocupa os espaços escritos, falados e vistos, para reproduzir o mesmo discurso, o pensamento único dos monopólios privados?"

Emir Sader

27.11.14

PT/RS emite nota contra o projeto de aposentadoria especial para os deputados estaduais



Bancada petista votou contra o projeto que foi aprovado por 29 votos a 14 na Assembleia Legislativa na tarde de hoje.

Confira a nota:

O Partido dos Trabalhadores do Rio Grande do Sul saúda a posição da bancada do PT na Assembleia Legislativa que votou em contrariedade ao Projeto de Lei Complementar que cria um plano especial de aposentadoria para os deputados estaduais gaúchos, reafirmando a posição aprovada pelo Diretório Estadual no dia 22 de novembro.

Para o PT/RS, é um absurdo que os membros do legislativo aprovem um projeto em benefício próprio, criando um privilégio para uma parcela que já usufruiu de uma série de regalias e gerando ainda mais despesas para o orçamento do Estado. Surpreende que deputados da base do governador eleito criem essa despesa imoral para os cofres públicos, enquanto questionam as condições financeiras do Rio Grande do Sul.

Para nós do PT/RS, é fundamental a defesa dos interesses dos trabalhadores e o fortalecimento do INSS. Entendemos com fundamental também uma ampla Reforma Política, que qualifique a política e eleja parlamentares que realmente representem os interesses da sociedade.

Partido dos Trabalhadores do Rio Grande do Sul


http://portal.ptrs.org.br/2014/11/ptrs-emite-nota-contra-o-projeto-de-aposentadoria-especial-para-os-deputados-estaduais/


Bolsa Dondoca, consome R$ 4 Bi por ano dos cofres públicos

Bolsa Dondoca, consome R$ 4 Bi por ano dos cofres públicos


por Ed

3 Jan

Alguns de vocês devem se lembrar da famosa entrevista da atriz Maitê Proença para o Estadão na época das eleições de 2010, na qual ela afirmou, com todas as letras, que gostaria que o machismo "salvasse" o país da então candidata petista Dilma Rousseff. 


Enquanto isso, Maitê foi no jantar promovido pelo PSDB e posou de "engajada" tirando a roupa na ridícula campanha contra a usina de Belo Monte. O tempo, claro, foi implacável com a global e a História provou, mais uma vez, que o elitismo e o machismo de pessoas como a atriz perderam espaço no Brasil, com a vitória de Dilma nas urnas.

Até aí, nada de novo. O que pouca gente sabe (ou lembra) é que Maitê recebe desde 1989 uma pensão mensal vitalícia de "míseros" 13 mil reais. Motivo? Ser filha solteira de procurador de justiça falecido. Só isso mesmo: sem derramar uma gota de suor, sem produzir NADA para a sociedade brasileira, essa cavalgadura anencéfala chupinha uns vinte salários mínimos na altura de seus 55 anos de idade! Dá gosto saber que estamos do lado oposto a gente assim na política, não é mesmo? Diga-me com quem NÃO andas e te direi quem és...


Mas o pior, meus caros, ainda está por vir: Maitê é só a ponta do iceberg. Um sem fim de dondocas elitistas parasitam dos cofres públicos mais de quatro bilhões de reais todos os anos pelo simples fato de, à exemplo da atriz, permanecerem na condição de solteiras (ao menos "de fachada") e serem filhas de funcionários públicos falecidos do alto escalão. Bilhões. Todos os anos. Dondocas na maioridade, com plena capacidade de labutar, que sempre tiveram do bom e do melhor na infância e adolescência. Quanta gente, no Brasil, deixaria de passar fome se essa quantia exorbitante fosse distribuída entre quem ganha menos?

O mais engraçado é que aquele seu amigo coxinha, que vive enchendo o saco com aquela falácia da "meritocracia", repetindo ad nauseam que o governo precisa "ensinar a pescar" ao invés de investir em programas de redistribuição de renda para pobres, mas não dá UM PIO sobre essas filhinhas de papai (morto) que, em muitos casos, já eram ricas e ficaram ainda mais com essa mamata que não produz absolutamente nada de útil para o país. Bem diferente do Bolsa Família, que tira dezenas de milhões da miséria, aquece a economia e ajuda a aumentar o consumo de bens de primeira necessidade, como geladeira, fogão, etc.


As filhas de servidores que ficam solteiras para ter direito a pensão do Estado:

http://epoca.globo.com/vida/noticia/2013/11/filhas-de-servidores-que-ficam-solteiras-para-ter-direito-bpensao-do-estadob.html

Maitê Proença pede que o machismo "salve o país de Dilma"http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=134797&id_secao=1

O elitismo de Maitê Proença contra Dilma Rousseff: http://nucleogenerosb.blogspot.com.br/2010/08/httpwww.html

Maitê quer se livrar de Dilma, mas não dos R$ 13 mil que embolsa da Previdência: http://www.pragmatismopolitico.com.br/2011/11/maite-quer-se-livrar-de-dilma-mas-nao.html

--

Créditos:

Texto : https://www.facebook.com/MemesMessianicos   em 20/11/2013

Memes : fhttps://www.facebook.com/BiscoitoGloboInforma   em  16/10/2013


http://www.mobilizacaobr.com.br/m/blogpost?id=3496405%3ABlogPost%3A249384


26.11.14

"O preço de votar no vazio é caro. Muito caro."

É só o começo do desconto do cheque em branco

novembro 26, 2014

chequeembranco600

Renato Dalto (*)

Passou a campanha eleitoral para o governo do estado e, como era previsto, José Ivo Sartori, que é do PMDB mas que na campanha escondia o partido, foi o eleito. Chegou a ser constrangedora a falta de propostas, as evasivas do candidato e o sentido acaciano de afirmações como esta: "Vou fazer o que precisa ser feito". Num exercício de dialética do absurdo, poderia se fazer a seguinte pergunta ao candidato: "E o que o senhor vai fazer com o que não precisa ser feito?". Mas, enfim, os eleitores preferiram atropelar a razão, esquecer a política e votar dizendo não ao PT. Assinaram o cheque ao homem que ia fazer o que precisa ser feito. É uma frase lapidar, tão sabia como aquela que ensina que pra viver é preciso respirar.

O Rio Grande respira agora o ar da incógnita. E nem foi preciso começar o governo para o cheque em branco que a população passou a Sartori começar a ser descontado. Começa com o primor dos deputados da base do novo governo votarem sem vergonha e sem rubor o auto-benefício da aposentadoria especial. Entre eles estava a primeira-dama do novo governo, deputada estadual Maria Helena Sartori (PMDB), que seguindo a máxima do marido fez o que precisava ser feito: votou pelo próprio privilégio.

Escrevi há algum tempo neste espaço sobre o cansaço de estar sendo tratado como idiota por esse partido pródigo em vazio programático e oportunismo marqueteiro, que já elegeu governador com música de creche falando em coraçãozinho e que repete o tom da política infantilizada servindo à população um lero lero de bom gringo que, sorrateiramente, pegou a esteira do ódio ao PT. Foi esse ódio que catapultou o gringo bonzinho ao governo. Ódio cego, surdo e mudo. E, obviamente, destruidor.

O ciclo do governo que está se inaugurando é o do não sabemos, vamos ver, pode ser ou não e um rosário de indefinições. Revelam-se, sub-repticiamente nas notícias, alguns traços da antiga liturgia política do governador que ouve nomes, fala na prerrogativa das escolhas e manda recados sutis, como o de que a melhor maneira de queimar um nome é começar a falar nele. O que se vê, no fundo, é muita claque e pouca música. É bom avisar que depois de primeiro de janeiro, quando o governo começar, vai ter que acabar esse sambinha de uma nota só: a nota que sola resmungos de não sei e vamos ver.

No chão de realidade, o primeiro aviso: este é um governo da velha política de apropriação do Estado, da manutenção dos privilégios, da cara de pau de quem sorri ao público mas tem uma faca no bolso. No outro bolso, um cheque em branco. Descontado em suaves parcelas de frustração à população ao longo de 48 meses. O prazo nem começou a contar e parte do cheque já sai do bolso para dar soldo a deputados oportunistas e irresponsáveis. O preço de votar no vazio é caro. Muito caro.

(*) Jornalista


http://rsurgente.wordpress.com/2014/11/26/e-so-o-comeco-do-desconto-do-cheque-em-branco/

aposentadoria especial para deputados?

Sartori e PMDB prometeram rigor nos gastos: isso inclui aposentadoria especial para deputados?

novembro 25, 2014

sartoripmdbnova

José Ivo Sartori (PMDB), futuro governador do Rio Grande do Sul, foi eleito prometendo implementar um novo jeito de governar no Estado, baseado, entre outras coisas, no rigor com os gastos públicos e numa relação transparente com a sociedade. Aparentemente, Sartori esqueceu de combinar isso com o seu partido, o PMDB, e a quase totalidade de seus aliados que aprovaram nesta terça-feira, na Assembleia Legislativa o projeto que prevê aposentadoria especial para os deputados estaduais. Um sinal que caminha na direção oposta daquela apresentada na campanha eleitoral.

O projeto, de autoria da mesa diretora da Casa, presidida atualmente por Gilmar Sossella (PDT), foi aprovado por 29 votos a 14. Apenas a bancada do PT votou contra, mais os deputados Jorge Pozzobom (PSDB) e Vinicius Ribeiro (PDT). Os deputados do PTB e o deputado Raul Carrion, do PCdoB, que compõem a base do governo atual, também votaram a favor do projeto. (Veja aqui como foi a votação).

Os deputados representantes do novo jeito de governar não tiveram a coragem de defender o projeto publicamente. Durante a votação, apenas o deputado Raul Pont (PT) utilizou a tribuna para debater e criticar o projeto. Pont qualificou o projeto como inoportuno, equivocado e privilegiador de uma parcela pequena, que vai na contramão daquilo que foi votado na reforma da previdência, nos anos de 1997 e 98, quando se fortaleceu a ideia de um único regime geral de previdência para os servidores públicos.

O projeto, argumentou ainda o deputado petista, "fere diretamente a Lei de Responsabilidade Fiscal que, em seu artigo 21, diz ser ato nulo qualquer mudança que venha a ocorrer até seis meses antes do fim de mandato da atual legislatura, incluindo despesa de pessoal". "Não há previsão de gastos, nem cálculo atuarial e nem prazo de carência", afirmou, lembrando que os deputados que formam a atual oposição ao governo do Estado sempre cobraram cálculo atuarial nas previsões de gastos mas, agora, para benefício próprio, esquecem disso quando os custos para seu benefício pessoal sairão do erário público. E acrescentou:

"Este projeto não passou por nenhuma comissão, veio na surdina, atropelou a todos em uma semana e marcará este parlamento, mais uma vez, como uma instituição que só pensa em benefício próprio. É constrangedor, um desserviço ao processo democrático".

O projeto seguirá agora para a sanção do governador Tarso Genro, que já se manifestou contrário ao mesmo. Até o final da tarde desta terça, o futuro governador José Ivo Sartori não se manifestou sobre o projeto aprovado com os votos do PMDB, que representa um aumento dos gastos públicos para pagar a aposentadoria dos deputados.

Nota do PT: "É um absurdo"

O PT/RS emitiu nota oficial nesta terça contra o projeto de aposentadoria especial para os deputados estaduais, aprovado na Assembleia. A nota afirma:

"O Partido dos Trabalhadores do Rio Grande do Sul saúda a posição da bancada do PT na Assembleia Legislativa que votou em contrariedade ao Projeto de Lei Complementar que cria um plano especial de aposentadoria para os deputados estaduais gaúchos, reafirmando a posição aprovada pelo Diretório Estadual no dia 22 de novembro.

Para o PT/RS, é um absurdo que os membros do legislativo aprovem um projeto em benefício próprio, criando um privilégio para uma parcela que já usufruiu de uma série de regalias e gerando ainda mais despesas para o orçamento do Estado. Surpreende que deputados da base do governador eleito criem essa despesa imoral para os cofres públicos, enquanto questionam as condições financeiras do Rio Grande do Sul.

Para nós do PT/RS, é fundamental a defesa dos interesses dos trabalhadores e o fortalecimento do INSS. Entendemos com fundamental também uma ampla Reforma Política, que qualifique a política e eleja parlamentares que realmente representem os interesses da sociedade.

FotoPMDB-RS


http://rsurgente.wordpress.com/2014/11/25/sartori-e-pmdb-prometeram-rigor-nos-gastos-isso-inclui-aposentadoria-especial-para-deputados/


25.11.14

Cadê a análise autocrítica da esquerda?

Cadê a análise autocrítica da esquerda?

Em meio a sofrida vitória da Dilma, a esquerda sofreu duros reveses, como a eleição de um Congresso mais conservador e a diminuição das bancadas do PT e PCdoB.


por Emir Sader em 23/11/2014 às 10:25


Emir Sader


Em meio a sofrida vitória da Dilma, a esquerda sofreu duros reveses. A própria vitória apertada é um chamado de atenção, que tem que recair sobretudo na falta de democratização dos meios de comunicação, erro fundamental do governo, que quase leva ao fim do ciclo de governos progressistas no Brasil.

Mas a seu lado há outros reveses significativos, como o de um Congresso mais conservador, de diminuição das bancadas da esquerda – do PT mas, pior ainda, a queda de 50% da bancada do PCdoB -, com a derrota de muitos importantes parlamentares de esquerda. Por mais que o financiamento privado das campanhas pese, ele teve o mesmo efeito da eleição anterior, mas o resultado é claramente pior, revelando uma perda de representatividade dos parlamentares da esquerda, como resultado do desgaste das campanhas da mídia, mas também de um  desempenho pioro do que o que existia anteriormente na defesa das grandes causas populares.

A derrota acachapante em São Paulo é a mais grave – pela sua dimensão e pela sua simbologia – entre todos os retrocessos da esquerda. Nao basta explicações menores, como erros pontuais da esquerda, desempenho capital do Alckmin nas prefeituras, etc. etc. Nada disso, junto, explica o tamanho do reves, que revela uma hegemonia tucana no maior estado do Brasil, daquele com movimentos sociais com mais trajetória, com presença de dirigentes com grande trajetória política, no estado de maior luta de classes do país.

 Deve-se apelar, pra começar a Gramsci, para saber como foi possível que a direita organiza-se uma hegemonia tão solida ao longo de duas décadas no estado que o maior nível de contradições de classe do Brasil. Análises concretas – sociais e culturais, além das políticas – são essenciais para dar conta de um fenômeno dessa proporção. E, claro, análise do PT, como partido.

O mesmo se pode dizer para o Rio Grande do Sul. Em Brasília, o mau governo do PT deve ter sido determinante, mas não basta pra explicar o forte antipetismo num lutar que, justamente pelo peso dos funcionários públicos, já foi um núcleo forte do PT.

É certo que as eleições municipais foram ruins pro PT e pra esquerda, mas ficaram escondidas pela vitória do Haddad em São Paulo e alguns outros resultados também em São Paulo. Mas em Manaus, Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Rio de Janeiro, Porto Alegre, entre outros lugares, os resultados já foram muito ruins.

Os próprios paradoxos do governo federal – precisa avançar, mas se choca com correlações de força negativas no Congresso, no Judiciário, na mídia, na própria sociedade – dependem de análises mais profundas e urgentes das novas condições que se enfrenta a nível nacional.  




Resultado da votação na AL RS sobre plano especial de previdência parlamentar

Planilha de Votação

PartidoParlamentarVoto
PTAdão VillaverdeNão
PTAldacir OliboniNão
PTAltemir TortelliNão
PTAna AffonsoNão
PTDaniel BordignonNão
PTEdegar PrettoNão
PTJeferson FernandesNão
PTMarisa FormoloNão
PTNelsinho MetalúrgicoNão
PTRaul PontNão
PTStela FariasNão
PTValdeci OliveiraNão
PMDBAlexandre PostalSim
PMDBÁlvaro BoessioSim
PMDBEdson BrumSim
PMDBGilberto CapoaniSim
PMDBGiovani FeltesSim
PMDBMárcio BiolchiSim
PMDBMaria Helena SartoriSim
PMDBNelson HarterSim
PPAdolfo BritoSim
PPErnani PoloSim
PPFrederico AntunesSim
PPJoão FischerSim
PPPedro WestphalenSim
PPSilvana CovattiSim
PDTCiro SimoniSim
PDTGerson BurmannSim
PDTMarlon SantosSim
PDTVinicius RibeiroNão
PTBAloísio ClassmannSim
PTBJosé SperottoSim
PTBLuis Augusto LaraSim
PTBMarcelo MoraesSim
PTBRonaldo SantiniSim
PSDBAdilson TrocaSim
PSDBElisabete FeliceSim
PSDBJorge PozzobomNão
PSDBZilá BreitenbachSim
PSBMiki BreierSim
PPSPaulo OdoneSim
DEMPaulo BorgesSim
PCdoBRaul CarrionSim
EmendaEmentaResultado
1Altera o "caput" e acrescenta um parágrafo ao art. 5º do PLC nº 249/2014.Aprovado

FONTE: 

A ligação entre a Lava Jato e o Banestado

A ligação entre a Lava Jato e o Banestado

TER, 25/11/2014 - 11:24
ATUALIZADO EM 25/11/2014 - 11:25

Enviado por Webster Franklin

O caso Banestado, a Petrobras e o feitiço do tempo

Por Iriny Lopes

Da Rede Brasil Atual

A deputada federal Iriny Lopes (PT-ES) mostra que a Operação Lava Jato tem ligação com o Caso Banestado mais do que se possa imaginar. Se no caso Banestado se tivesse ido até as últimas consequências, provavelmente estaríamos hoje em outro patamar

"Foi o maior roubo de dinheiro público que eu já vi". A declaração do deputado federal oposicionista Fernando Francischini, do PSDB, não é sobre a Petrobras, ou o que a mídia convencionou chamar de Mensalão, mas sobre o Escândalo do Banestado (Banco do Estado do Paraná). O Banestado, por meio de contas CC5, facilitou a evasão de divisas do Brasil para paraísos fiscais, entre 1996 e 2002, na ordem de R$ 150 bilhões. O caso se transformou na CPMI do Banestado, em 2003, da qual fui integrante em meu primeiro mandato.

Foi uma longa investigação que resultou no relatório final com pedidos de indiciamento de 91 pessoas pelo envio irregular de dinheiro a paraísos fiscais, dentre eles o ex-presidente do Banco Central do governo FHC, Gustavo Franco, o ex-prefeito de São Paulo, Celso Pitta, de Ricardo Sérgio de Oliveira, que foi arrecadador de fundos para campanhas de FHC e José Serra, de funcionários do Banestado, doleiros e empresários.

Na época, o presidente da comissão, o então senador tucano Antero Paes de Barros, encerrou os trabalhos da CPMI antes que o relatório fosse apresentado. O motivo principal era poupar seus pares, sobretudo Gustavo Franco e Ricardo Sérgio de Oliveira.

A ação do PSDB para soterrar o relatório tinha como objetivo impedir que a sociedade tomasse conhecimento de um amplo esquema de desvios de recursos públicos, sobretudo vindos das privatizações do período FHC, para contas em paraísos fiscais. A história que não saiu na mídia está contada no livro "A Privataria Tucana", de Amaury Ribeiro Jr., lançado em 2011.

O desfecho das investigações levadas adiante pela Polícia Federal e mesmo de parte do Ministério Público Federal morreu na praia. Algumas pessoas, é verdade, foram condenadas, mas só laranjas, gente muito pequena perto do enorme esquema de corrupção.

O enredo do Banestado parece semelhante ao caso Petrobras, mas tem uma diferença: neste momento há uma determinação da presidenta Dilma em não deixar "pedra sobre pedra" sobre o caso da petrolífera, algo que não aconteceu no governo FHC – o Procurador da República na gestão tucana, Geraldo Brindeiro, mesmo sabendo dos malfeitos desde 1998, só decidiu pela abertura de processo quando estava de saída, no apagar das luzes da gestão tucana e pressionado pela abertura de uma CPMI.

A importância de o governo federal demonstrar empenho para que tudo fique esclarecido é determinante para se erradicar um mecanismo perverso de desvios de dinheiro público, de relações entre a iniciativa privada e o universo político e que determina, inclusive o perfil dos eleitos, principalmente no Congresso Nacional.

A Operação Lava Jato tem ligação com o Caso Banestado mais do que se possa imaginar. Se no caso Banestado se tivesse ido até as últimas consequências, provavelmente estaríamos hoje em outro patamar.

As condenações necessárias a políticos, grandes empresários e doleiros, teria evitado a dilapidação de recursos públicos em todas as instâncias. A impunidade amplia os limites de corruptos e corruptores. Basta lembrar do esquema de licitação fraudulenta dos metrôs e trens de São Paulo, que atravessou mais de uma década de governos do PSDB, e a ausência de investigação e punição para entender do que estamos falando.

Os personagens do enredo da Lava Jato remetem, não por acaso, a muitos do Banestado, inclusive Alberto Youssef, que conseguiu não responder pelos crimes de corrupção ativa e de participação em gestão fraudulenta de instituição financeira (Banestado), por acordo, com MPF de delação premiada, em 2004.

Youssef entregou o que quis e continuou sua vida criminal sem ser incomodado até este ano, quando o juiz federal Sérgio Fernando Moro, responsável pelas prisões da Operação Lava Jato – este também outro personagem coincidente com Banestado, resolveu que o doleiro cumpriria quatro anos e quatro meses de cadeia, por uma sentença transitada em julgado. "Após a quebra do acordo de delação premiada, este Juízo decretou, a pedido do MPF, a prisão preventiva de Alberto Youssef em decisão de 23/05/2014 no processo 2009.7000019131-5 (decisão de 23/05/2014 naqueles autos, cópia no evento 1, auto2)", diz o despacho de Sergio Moro, datado de 17 de setembro deste ano. (leia mais sobre a sentença) .

Além de Youssef, do juiz Sérgio Moro, as operações de investigação do Banestado e da Lava Jato tem como lugar comum o Paraná. Apesar do Banestado ter sido privatizado, Youssef e outros encontraram caminhos que drenaram recursos públicos para paraísos fiscais a partir de lá.

Se no caso Banestado foram remetidos R$ 150 bilhões de recursos públicos adquiridos nas privatizações da era FHC para contas fantasmas em paraísos fiscais, na Petrobras a estimativa da Polícia Federal até o momento é que tenham sido desviados R$ 10 bilhões.

Importante ressaltar que pouco importa os valores. A verdade é que estamos pagando uma conta do passado, em que parte das instituições fez corpo mole e deixou crimes dessa natureza prescreverem. Essa omissão (deliberada ou não) nos trouxe até aqui. Não por acaso, Alberto Youssef está de novo em cena. Sua punição no caso Banestado foi extinta em 2004 e quando revogada, neste ano, foi apenas para que MPF e Judiciário não passassem recibo de seus erros anteriores. Deram um benefício a alguém que mentiu e continuou sua trajetória criminosa.

Por isso tudo é admirável a disposição da presidenta Dilma, em encarar um esquema que mistura grandes empresários multinacionais, políticos e criminosos de porte. Afinal, que ninguém se iluda: numa dessas pontas tem o narcotráfico, o tráfico internacional de armas e toda ordem de ilícitos que se alimenta e retroalimenta a lavagem de dinheiro.

Dito isso, acho importante destacar o que é fundamental ser feito a partir da Operação Lava Jato:

1- Apoiar todas as ações que visam investigar, julgar e condenar corruptos e corruptores;

2- Constatar que as investigações comprovam que o financiamento empresarial das campanhas eleitorais, supostamente baseado em doações de empresas privadas, na verdade está apoiada, ao menos parcialmente, em desvio de recursos públicos;

3- Que portanto, para além de atos criminosos, estamos diante de um mecanismo sistêmico que corrompe cotidianamente as liberdades democráticas, pois no lugar do voto cidadão o financiamento privado reintroduz de fato o voto censitário;

4- Que este é mais um motivo para apoiarmos a reforma política, especialmente a proibição de todo e qualquer financiamento empresarial;

5- Por fim, conclamar os funcionários das empresas corruptoras a virem a público contar o que sabem, para que se possa colaborar com a Justiça. E vigiar para que as instituições envolvidas não se deixem manipular, no processo de investigação e julgamento, pelos mesmos interesses políticos e empresariais que se faz necessário punir.

Todo o Brasil sabe, afinal, que a corrupção institucionalizada esteve presente na história do Brasil, nos períodos democráticos e especialmente nos períodos ditatoriais. O desafio proposto pela presidenta Dilma, de não deixar "pedra sobre pedra" é imenso e depende das instituições cumprirem o seu dever.

O que Dilma quer, o que eu quero e toda a sociedade brasileira deseja é não ver a repetição dessa história e seus velhos personagens livres para reprisar o mesmo roteiro policial. Concordo com a frase do deputado oposicionista Francischini, que o Banestado foi o maior escândalo de corrupção de que se teve notícia no país. Portanto, tenhamos memória e que ela não seja seletiva e nem refém do feitiço do tempo.


http://jornalggn.com.br/noticia/a-ligacao-entre-a-lava-jato-e-o-banestado


Aposentadoria especial para deputados

Discussão25/11/2014 | 15h01

Aposentadoria especial para deputados divide opiniões entre parlamentares da Serra

Projeto que cria Plano de Seguridade Social será votado nesta terça-feira

Aposentadoria especial para deputados divide opiniões entre parlamentares da Serra Ana Paula Aprato/Divulgação
Hoje, os deputados contribuem para o INSS e se aposentam pelas mesmas regras e limites de um trabalhador da iniciativa privadaFoto: Ana Paula Aprato / Divulgação
Juliana Bevilaqua / Rádio Gaúcha Serra

juliana.bevilaqua@rdgaucha.com.br

A Assembleia Legislativa vota nesta terça-feira o projeto que institui o Plano de Seguridade Social dos Parlamentares. A proposta altera a forma de aposentadoria e concede aos deputados um regime especial de previdência. Hoje, os deputados contribuem para o INSS e se aposentam pelas mesmas regras e limites de um trabalhador da iniciativa privada.

O projeto de lei complementar 249/2014 prevê aposentadoria integral, paga pela Assembleia, ao deputado com 35 anos de exercício de mandato e 60 de idade. Para isso, o parlamentar contribuirá todos os meses com 13,25% do seu subsídio. Além disso, para ter direito ao regime especial, os deputados poderão contabilizar o tempo de outros mandatos nos legislativos estadual, federal ou municipal, mas precisam fazer a contribuição equivalente.

O deputado que desejar aderir, mas não tiver o tempo para a aposentadoria integral, poderá solicitar benefício proporcional, à base de 1/35 do subsídio, que hoje é de R$ 20.042,34, por ano de contribuição, desde que tenha 60 anos. 

Para ser aprovado, o projeto precisará de 28 votos. Entre os deputados da Serra, Álvaro Boessio (PMDB) é um dos que defende a proposta, embora garanta que não vá se beneficiar da iniciativa. Ele adianta que não vai aderir ao regime especial de aposentadoria caso o projeto seja aprovado, porque teria de solicitar benefício proporcional, o que não vale a pena, segundo ele. 

Já a deputada Marisa Formolo acompanha a posição da bancada do PT. Ela é contrária ao projeto, porque não há estudo que mostre o impacto do Plano de Seguridade. Ela entende que a condução foi inadequada, porque não houve discussão sobre a sustentabilidade da proposta. 

O deputado Vinicius Ribeiro (PDT) ainda não definiu seu voto. Ele está conversando com algumas pessoas para definir sua posição. Por enquanto, Vinicius se diz desconfortável em relação ao projeto.

Os deputados Alexandre Postal e Maria Helena Sartori, ambos do PMDB, foram procurados pela reportagem nesta segunda e na manhã desta terça-feira, mas não foram localizados para comentar a proposta. 

Confira a posição dos deputados da Serra:

Álvaro Boessio (PMDB) - a favor 
"Já faz três, quatro anos que a Assembleia discute esse projeto. Sou a favor, mesmo não me beneficiando. Tenho 54 anos e vou terminar o próximo mandato com 58 anos. Para me aposentar integralmente, eu teria de gastar R$ 500 mil. Não vale a pena. Mas vai ser bom para outros deputados. Há caso de deputado que morreu e a família ficou desamparada. Cada caso é um caso. Dizer que é privilégio, não é bem assim. O PT está distorcendo o projeto. Ao meio-dia tem reunião da bancada e eu vou defender o projeto. Se aprovado, não vou aderir. Vou fazer os cálculos, mas acho que não vou aderir, porque, no meu caso, não vale a pena".

Marisa Formolo (PT) - contra
"Não se tem estudo atuarial para provar a possibilidade dessa lei, não se tem o número de quem vai aderir. Acho que seria possível se houvesse um estudo. A condução foi inadequada. Deveria ter uma discussão mais ampla para provar a sustentabilidade. Não se tem garantir de que há caixa para esse gasto".

Vinicius Ribeiro (PDT) - indefinido
"Estou desconfortável. Estou analisando, conversando com muitas pessoas. Alguns defendem que a Assembleia Legislativa já paga para o INSS, então, já teria esse ônus. Mas converso com outras pessoas que dizem que não é verdade. A bancada ainda não tem posição, mas, pelo que sinto, a maioria é a favor. Mas eu não me sinto confortável, parece que é privilégio. Vou definir até a primeira hora da tarde".

http://pioneiro.clicrbs.com.br/rs/politica/noticia/2014/11/aposentadoria-especial-para-deputados-divide-opinioes-entre-parlamentares-da-serra-4650290.html



Cancion con todos

Salgo a caminar
Por la cintura cosmica del sur
Piso en la region
Mas vegetal del viento y de la luz
Siento al caminar
Toda la piel de america en mi piel
Y anda en mi sangre un rio
Que libera en mi voz su caudal.

Sol de alto peru
Rostro bolivia estaño y soledad
Un verde brasil
Besa mi chile cobre y mineral
Subo desde el sur
Hacia la entraña america y total
Pura raiz de un grito
Destinado a crecer y a estallar.

Todas las voces todas
Todas las manos todas
Toda la sangre puede
Ser cancion en el viento
Canta conmigo canta
Hermano americano
Libera tu esperanza
Con un grito en la voz