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pergunta:

"Até quando vamos ter que aguentar a apropriação da ideia de 'liberdade de imprensa', de 'liberdade de expressão', pelos proprietários da grande mídia mercantil – os Frias, os Marinhos, os Mesquitas, os Civitas -, que as definem como sua liberdade de dizer o que acham e de designar quem ocupa os espaços escritos, falados e vistos, para reproduzir o mesmo discurso, o pensamento único dos monopólios privados?"

Emir Sader

28.3.14

Grupo Beatrice: A AP 470 é ilegal e tem que ser anulada

A AP 470 é ilegal e tem que ser anulada

Fizeram com a ação do PSDB o que deveria ter sido feito com a ação do PT.
É o certo e ficou mais uma vez demonstrado que a ação contra o PT foi uma ação ilegal.
A AP 470 tem que ser anulada.
O resto é campanha da mídia contra o PT.
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A Corte Interamericana de Direitos Humanos confirmou o entendimento de que todos os condenados têm direito a um recurso para rediscutir os fatos que levaram a punições. A decisão, tomada em recente julgamento, reforça ainda mais o direito de os réus da AP 470 entrarem com recurso no órgão.

Mesmo sem foro privilegiado, a maior parte dos réus do processo foi julgada no Supremo Tribunal Federal, ficando impossibilitados de recorrerem a outra instância. Houve a quebra do princípio da dupla jurisdição.
De acordo com o jornal Valor Econômico, seis dos sete juízes da Corte, concluíram que os países que se submetem à sua jurisdição, como o Brasil, devem dar a oportunidade de recursos a réus julgados no sistema de foro privilegiado – que é o caso da AP 470. Esses recursos devem possibilitar a contestação de todos os pontos da sentença.

No caso do ex-ministro José Dirceu, ele apenas teve direito a recorrer contra a condenação de formação de quadrilha, já que conseguiu quatro votos favoráveis, como determina o regimento do STF. Na condenação por corrupção ativa, no entanto, ele não teve possibilidade de recurso,  porque na primeira fase do julgamento não obteve esse mínimo de votos exigido pelo regimento. O mesmo ocorreu com José Genoino e Delúbio Soares, por exemplo. João Paulo Cunha não pôde recorrer contra as condenações por corrupção e peculato. Segundo o Valor, a sentença da Corte Interamericana foi divulgada na segunda-feira, por meio de um comunicado da instituição, em San José. Ela foi tomada no julgamento de um caso envolvendo o Suriname.

A maioria da Corte consolidou o entendimento de que deve ser dada a garantia a toda pessoa condenada para recorrer de uma sentença penal. A sentença diz ainda que esse recurso deve ser garantido de maneira a ser efetivo, adequado, rápido e de fácil utilização pelos condenados.

“Deve se entender que, independentemente do regime ou do sistema recursivo que adotem os Estados membros e da denominação que deem ao meio de impugnação da sentença condenatória, para que essa seja eficaz deve se constituir um meio adequado para buscar a correção de uma condenação”, diz a sentença. “Consequentemente, as causas de procedência do recurso devem possibilitar um controle amplo dos aspectos impugnados da sentença condenatória.”

O Valor Econômico avalia que o julgamento abre uma nova janela aos condenados da AP 470 em dois aspectos. O primeiro é que os embargos admitidos pelo STF não permitem a revisão ampla preconizada pela Corte de San José. O segundo é que o Brasil é signatário da Convenção Americana e, portanto, deve seguir as orientações da Corte.

O jornal acrescenta que os juízes de San José podem determinar ao Supremo que analise novamente as condenações em que não foram admitidos os infringentes.

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STF MANDA AZEREDO PARA 1ª INSTÂNCIA E ALIVIA PSDB

Maioria dos ministros do Supremo votou nesta quinta-feira 27 em favor de que a Ação Penal 536, o chamado mensalão tucano, seja julgada em 1º instância, pela Justiça Federal de Minas Gerais; réu Eduardo Azeredo (PSDB), que renunciou ao mandato de deputado para escapar da corte suprema, alcançou seu objetivo; relator, ministro Luís Roberto Barroso sugeriu critérios para que, em casos futuros, agentes públicos com prerrogativa de foro especial sejam julgados pelo STF mesmo se renunciarem, mas regras não valeriam para o caso de Azeredo; Joaquim Barbosa foi o único que votou para que regras possam valer já.


http://grupobeatrice.blogspot.com.br/2014/03/a-ap-470-e-ilegal-e-tem-que-ser-anulada.html?spref=fb

Contrato com o Inter permite à Fifa instalar estruturas temporárias e cobrar do clube após a Copa do Mundo - Copa 2014 - ZH Esportes

Reembolso27/03/2014 | 19h22Atualizada em 27/03/2014 | 20h20

Contrato com o Inter permite à Fifa instalar estruturas temporárias e cobrar do clube após a Copa do Mundo

Segundo documento obtido por Zero Hora por meio da Lei de Acesso à Informação, discussão posterior seria na Câmara de Comércio de Zurique, na Suíça


Vitorio Píffero e Jérôme Valcke assinaram aditivo ao contrato Foto: Reprodução

Assinado pelo então presidente do Inter, Vitorio Píffero, e pelo secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, o aditivo ao contrato para sediar a Copa do Mundo no Beira-Rio prevê que o clube se responsabilize por toda a operação dos jogos e pela instalação das estruturas temporárias.

Porém, prevê uma saída para que o evento seja realizado mesmo que a busca por empresas interessadas em bancar os custos, estimados em R$ 25 milhões, não dê em nada: a Fifa poderia instalar os equipamentos e depois cobrar do Inter.

A cláusula 31 do aditivo inclui, no Contrato Para Sediar original, a determinação de que, se a "Stadium Authority" — o Inter — deixar de cumprir obrigações do contrato, a Fifa ou o COL podem realizar essas tarefas e, depois, o clube reembolsar a entidade.

O assunto chegou a ser discutido durante as negociações para a resolução do problema das estruturas temporárias, mas foi descartado pela Fifa.

— A Fifa nunca manifestou interesse de pagar e depois cobrar do Inter. Questionamos todas as possibilidades, desde quando começamos a questionar valores e condições do Inter de arcar com as estruturas. Um dos equívocos desse processo foi a Fifa usar um contrato padrão para as 12 sedes, enquanto havia nove estádios públicos e três privados — diz o coordenador-executivo do Comitê Gestor da Copa no Estado, Maurício Nunes Santos, presente em quase todas as reuniões que discutem o assunto.

Obtido com o Ministério Público Estadual na tarde desta quinta-feira por meio da Lei de Acesso à Informação, o aditivo ao contrato também afirma que disputas serão resolvidas na Câmara de Comércio Suíça, em Zurique.

O documento detalha as responsabilidades de Inter e Fifa na Copa. Entre vários itens, estão o fornecimento de áreas operacionais, de imprensa e de hospitalidade, estrutura de internet e telecomunicações, energia elétrica, água, esgoto, banheiros e recolhimento de lixo.

A negativa da Fifa em bancar as estruturas e, depois, ser ressarcida, pressionou prefeitura da Capital e governo estadual, principais organizadores da Copa no Rio Grande do Sul, a encontrar uma forma de financiar os equipamentos complementares.

Apesar de o poder público não constar do documento, um acordo de cavalheiros o teria incluído como corresponsável, de acordo com o Comitê Organizador Local (COL).Em ofício de agosto de 2013, o COL cobra do Inter, prefeitura e Estado, providências sobre o assunto, que se arrasta até hoje.

Entre outras responsabilidades do Inter para a Copa definidas no contrato, estão a operação do estádio mesmo durante o Mundial, fornecendo equipamentos e pessoal. No documento, há a previsão até de que o clube negocie, em conjunto com autoridades locais, a desocupação de áreas que vão formar a zona de exclusão da Fifa — tarefa que vem sendo realizada, na maioria das vezes, pela prefeitura.

 

Clube não deve ser alvo de ação do MP

O Ministério Público do Rio Grande do Sul vai informar os valores investidos em estruturas temporárias ao Ministério Público Federal, que move ação contra a Fifa pedindo ressarcimento de recursos públicos. Segundo o promotor Nilson de Oliveira Rodrigues Filho, o Inter não é alvo da ação judicial.

— Esse é o contrato da Fifa com o Inter. Quem promove o evento e se utilizará das temporárias fornecidas pelo poder público é a Fifa. Se a Fifa quiser, que depois processe o Inter — diz Rodrigues Filho.

Caso a ação do Ministério Público Federal movida em Brasília seja deferida, poderia haver devolução de valores ao Estado, considera o promotor.


http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/esportes/copa-2014/noticia/2014/03/contrato-com-o-inter-permite-a-fifa-instalar-estruturas-temporarias-e-cobrar-do-clube-apos-a-copa-do-mundo-4458149.html

EBC | | 50 anos do golpe

50 anos do Golpe: TV Brasil estreia duas séries inéditas

       

Há 50 anos, entre o dia 31 de março e 1º de abril de 1964, deflagrou-se o golpe militar para destituir o presidente João Goulart do poder. Censura, cerceamento à liberdade de expressão e perseguições políticas fizeram parte da história recente do país.

Para lembrar este período, a TV Brasil montou uma programação especial com filmes, documentários, programas de entrevistas, jornalísticos e documentários. No dia 24 de março, próxima segunda-feira, a TV Brasil exibe duas séries inéditas, produzidas especialmente para a emissora: Resistir É Preciso e Advogados contra Ditadura.

Resistir É Preciso

Com apoio do Instituto Vladimir Herzog, a série Resistir É Preciso possui dez episódios com 26 minutos de duração (de segunda a sexta, às 19h30) e resgata a trajetória da imprensa brasileira que resistiu e combateu ao golpe militar.  Os programas irão ao ar de segunda a sexta-feira, às 19h. A série traz depoimentos e material historiográfico de jornalistas que atuaram em três frentes de combate: a imprensa alternativa, a clandestina e a que atuava no exílio. A série, narrada e apresentada pelo ator Othon Bastos, recupera a história de jornais alternativos, como o PifPaf, o Pasquim, Bondinho, Opinião e outros mais, permitindo conhecer as dificuldades de produção, as perseguições e manobras para mantê-los em circulação.

Para relembrar e construir essas histórias, Resistir É Preciso conta com depoimentos de jornalistas como Audálio Dantas, Juca Kfouri, Laerte, Raimundo Pereira, Paulo Moreira Leite, Bernardo Kucinsky, José Hamilton Ribeiro, entre tantos outros.

Advogados Contra Ditadura

A série Advogados Contra Ditadura também é composta por cinco episódios, cada um com 52 minutos. Entra na grade da TV Brasil de segunda a sexta, às 23h30, e faz um apanhado do papel estratégico da Justiça Militar durante o regime e presta uma homenagem aos advogados que estiveram na defesa de presos políticos.

Advogados Contra Ditadura se tornou uma série graças ao olhar precioso de um dos maiores documentaristas brasileiros, Silvio Tendler, conhecido como o “cineasta dos vencidos” ou “o cineasta dos sonhos interrompidos” por abordar em seus filmes personalidades como Jango, JK, Carlos Marighella, entre outros. Silvio Tendler já produziu cerca de 40 filmes e agora vai contar, na TV Brasil, memórias de homens e mulheres fundamentais na luta contra as atrocidades cometidas pelo Estado: os advogados que atuaram na defesa de presos políticos.

A série foi realizada em parceria com o Projeto Marcas da Memória, da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça. O Projeto Marcas da Memória da Comissão de Anistia é um fundo de apoio às iniciativas de memorialização produzidas pela sociedade civil e que tem como objetivo agregar à política estatal de reparação um processo de reflexão e apredizado coletivo, fomentando ações locais, regionais e nacionais que permitam a emergência de olhares plurais sobre o passado, conectando-os às nossas responsabilidades com as mazelas do presente e com as tarefas democráticas e de democratização ainda em curso.

A ideia da série surgiu do livro Advogados e a Ditadura de 1964 – A defesa dos perseguidos políticos no Brasil, organizado pelos professores Fernando Sá, Oswaldo Munteal e Paulo Emílio Martins. Foi lançado em 2010 pela editora PUC-Rio e tomado como inspiração para a série que teve direção de Silvio Tendler.

Militares pela Democracia

A TV Brasil também vai exibir uma segunda série sobre o tema criada especialmente por Silvio Tendler. Militares pela Democracia entra no ar no dia 31 de março e fala sobre os homens do exército, da Marinha e da Aeronáutica que sofreram por reagir ao golpe dentro dos quartéis. "Sempre penso em como enfrentar injustiças e a censura, seja ela qual for. Foi assim que surgiu a ideia de realizar a série sobre os advogados, mas fiquei instigado em fazer seu irmão gêmeo, para mostrar também como nem todos os militares perseguiram, torturaram e foram algozes nessa história. Alguns se viram expulsos das Forças Armadas, cassados, tiveram suas vidas sacrificadas por conta da ditadura", conclui o cineasta.

Em Militares da Democracia, também realizada em parceria com o Projeto Marcas da Memória, da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, retoma-se o percurso de vários grupos de militares que muito antes do golpe de 1964 já vinham se organizando por novos direitos, melhores condições de trabalho, e na defesa de uma sociedade melhor. E como, a partir de 1964, esses distintos grupos passaram a ser tratados, sofrendo represálias, como a perda do direito de usar a farda, de seus direitos trabalhistas, assim como foram impedidos de exercer suas atividades profissionais.

TV Brasil
Resistir É Preciso – estreia no dia 24 de março, às 19h30 (de segunda a sexta, com dez episódios)
Advogados Contra Ditadura – estreia no dia 24 de março, às 23h30 (de segunda a sexta, com cinco episódios)
Militares pela Democracia – estreia no dia 31 de março, às 23h30 (de segunda a sexta, com cinco episódios)


na TV, ou na internet:
http://tvbrasil.ebc.com.br/
http://tvbrasil.ebc.com.br/internacional/
http://www.ebc.com.br/

Fontes: http://tvbrasil.ebc.com.br/ e http://www.ebc.com.br/cidadania/2014/03/50-anos-do-golpe-tv-brasil-estreia-duas-serie-ineditas

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|DITADURA|


Em 2014, o Brasil lembra os 50 anos do Golpe Militar. O Portal EBC está reunindo em uma página especial reportagens e conteúdos multimídia sobre esse capítulo da nossa história.

Para acessá-la, clique em: http://www.ebc.com.br/50anosdogolpe

#Ditadura #GolpeDe64 #50AnosDoGolpe















50 anos do Golpe na Câmara dos Deputados

#indignação

Para entender o que aconteceu na ditadura é importante assistir os programas desta semana que estão sendo transmitidos pela TV Brasil, especialmente#ResistiréPrecisoCaminhos da Reportagem e Advogados contra Ditadura, e na semana que vem Militares Da Democracia - Militares que resistiram ao Golpe de 64! Todos excelentes programas, que esclarecem o terror vivido no Brasil a partir do#GolpeMilitarde64.

As pessoas que não condenam a #ditadura, iniciada com o #Golpede64, apoiam um regime que agiu de forma terrorista, sem nenhuma humanidade. 

Por fim, o mais lamentável é que muitas pessoas não percebem as atuais movimentações golpistas dos mesmos setores militar, empresarial e da grande mídia (que apoiaram a ditadura), contra os governos democráticos e progressistas que existem hoje no mundo. 

Muita #indignação pelos que não entendem o que foi a ditadura e não respeitam as pessoas que lutaram, e muitas morreram ou foram desaparecidas, na luta pela#liberdade. Para esses lembro da poesia de Bertold Brecht: 

INTERTEXTO, Bertold Brecht

Primeiro levaram os negros 
Mas não me importei com isso 
Eu não era negro 

Em seguida levaram alguns operários 
Mas não me importei com isso 
Eu também não era operário 

Depois prenderam os miseráveis 
Mas não me importei com isso 
Porque eu não sou miserável 

Depois agarraram uns desempregados 
Mas como tenho meu emprego 
Também não me importei 

Agora estão me levando 
Mas já é tarde. 
Como eu não me importei com ninguém 
Ninguém se importa comigo.

#DiálogosCopa

Governo do Rio Grande do Sul e o Gabinete Digital propõe constantes #DiálogosCopa, mas algumas pessoas não querem debater de forma séria e comprometida, pois para isso é necessário ter argumentos fortes e propostas concretas.

Carta Capital :: edição especial dos 50 anos do Golpe

Acabamos de fechar a edição especial dos 50 anos do Golpe, que traz as análises de Mino Carta, Luiz Alberto Moniz Bandeira, Juremir Machado, Vladimir Safatle, Almino Afonso e Luiz Gonzaga Belluzzo. 

CartaCapital começa a chegar nesta sexta-feira às bancas, tablets e celulares de todo país. 

Ao curtir nossa página, você será sempre o primeiro a ver nossas capas, elas são divulgadas aqui no Facebook em primeira mão toda quinta-feira à noite.

Acompanha nosso site: www.cartacapital.com.br

E, para assinar CartaCapital, basta clicar aqui: http://bit.ly/1fUKk5x

Há 50 anos do terror

Há 50 anos do terror

Foi o golpe civil-militar de 1964 que deu inicio à implantação de ditaduras que constituiriam um círculo de terror como nunca a América Latina conhecera.

por Emir Sader em 27/03/2014 às 14:18



Emir Sader

O golpe civil-militar de 1964 no Brasil deu inicio à implantação de ditaduras que constituiriam um círculo de terror como nunca a América Latina conhecera. Desde o final da Segunda Guerra Mundial, com o inicio da Guerra Fria, os Estados Unidos promoveram no continente a Doutrina de Segurança Nacional, sua ideologia da luta "contra a subversão" que desembocaria na instauração dessas regimes.

 

A Doutrina, elaborada pelo Departamento de Estado dos EUA e propagada pela Escola das Américas e por cursos ministrados diretamente por oficiais norte-americanos, propugnava a militarização dos Estados, que se tornariam Estados-maiores, conduzidos pela oficialidade das forças armadas latino-americanas, no combate a todas as forças que a Doutrina considerasse que colocavam em risco a "democracia" no continente.
 
A concepção totalitária da Doutrina se materializou, na época da ditadura civil-militar brasileira, no slogan: "Ame-o ou deixe-o", isto é, ou te identificas com o regime ou deves ir embora do país. É coerente com a concepção ideológica segundo a qual toda forma de conflito era um vírus externo, inoculado de fora para dentro no corpo nacional, para sabotar, subverter seu bom funcionamento.

 

Bem ao estilo das concepções positivistas importadas da biologia, segundo as quais o bom funcionamento da sociedade se assemelharia ao funcionamento de um corpo saudável fisicamente, em que cada célula funciona em função da totalidade. Qualquer parte do corpo que deixa de funcionar assim, representa uma doença, a introdução de um vírus externo, que tem que ser extirpado.

 

Os regimes militares do Cone Sul agiram dessa forma em relação a qualquer forma de expressão que lhes parecesse sabotar o bom funcionamento do corpo social. Era uma concepção totalmente intolerante em relação às diversidades, às divergências, aos conflitos sociais. A eliminação física dos opositores ou dos considerados opositores tinha essa origem, de "depuração democrática" de elementos considerados subversivos.

 

Quando se instaurou a primeira ditadura civil-militar, a brasileira, há 50 anos, se desenvolvia uma luta por modelos para um continente que via esgotar o impulso econômico das décadas anteriores. A Revolução Cubana radicalizou o horizonte de alternativas, ao colocar a possibilidade de ruptura da dominação norte-americana e do próprio capitalismo.

 

Os EUA tentaram forjar uma alternativa a Cuba com a chamada Aliança para o Progresso, que teve no governo do chileno democrata cristão Eduardo Frei seu exemplo mais importante, com a proposta de uma "revolução em liberdade". Sua reforma agrária fortaleceu os pequenos proprietários no campo, com objetivo de evitar vitórias dos novos movimentos guerrilheiros que se expandiam para a Venezuela, o Peru, a Guatemala, a Colômbia.

 

O golpe brasileiro seria modelar no sentido de que conseguiria derrotar de forma mais ou menos rápida a resistência armada. Inclusive porque foi um golpe prematuro, que pegou a um movimento popular brasileiro ainda em processo de constituição. Essa precocidade ajuda também a entender o motivo de seu sucesso econômico: pôde desfrutar ainda do final do longo ciclo expansivo do capitalismo no segundo pós-guerra, para canalizar grande quantidade de investimentos que permitiram a diversificação da dependência brasileira.

 

Mas o santo do chamado "milagre econômico" brasileiro foi a intervenção militar em todos os sindicatos e o arrocho salarial, os quais promoveram uma lua de mel entre o governo e as grandes empresas nacionais e estrangeiras, baseada na superexploração dos trabalhadores.

 

O sucesso da ditadura civil-militar no Brasil, com sua capacidade de impôr – baseada numa feroz repressão – a ordem e retomar a expansão econômica, fez dela referência para os outros regimes de terror que se implantariam em seguida na região. Foi o período mais terrível da historia desses países e de toda a história latino-americana. Tudo começou há 50 anos, com o golpe de primeiro de abril de 1964.



http://www.cartamaior.com.br/?/Blog/Blog-do-Emir/Ha-50-anos-do-terror/2/30581

Cancion con todos

Salgo a caminar
Por la cintura cosmica del sur
Piso en la region
Mas vegetal del viento y de la luz
Siento al caminar
Toda la piel de america en mi piel
Y anda en mi sangre un rio
Que libera en mi voz su caudal.

Sol de alto peru
Rostro bolivia estaño y soledad
Un verde brasil
Besa mi chile cobre y mineral
Subo desde el sur
Hacia la entraña america y total
Pura raiz de un grito
Destinado a crecer y a estallar.

Todas las voces todas
Todas las manos todas
Toda la sangre puede
Ser cancion en el viento
Canta conmigo canta
Hermano americano
Libera tu esperanza
Con un grito en la voz