Páginas

pergunta:

"Até quando vamos ter que aguentar a apropriação da ideia de 'liberdade de imprensa', de 'liberdade de expressão', pelos proprietários da grande mídia mercantil – os Frias, os Marinhos, os Mesquitas, os Civitas -, que as definem como sua liberdade de dizer o que acham e de designar quem ocupa os espaços escritos, falados e vistos, para reproduzir o mesmo discurso, o pensamento único dos monopólios privados?"

Emir Sader

27.10.11

6ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul

http://www.cinedireitoshumanos.org.br/

 

Cultura de direitos humanos: as transformações através do cinema

A Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul chega em sua sexta edição alcançando um sonho colocado desde a sua criação em 2006: estar presente nas 27 capitais brasileiras. As recém-chegadas Macapá, Vitória, Boa Vista, Campo Grande, Porto Velho, Florianópolis e Palmas vibraram por fazer parte da maior mostra de cinema do gênero no mundo.

Este grande evento nacional só é hoje possível em tais proporções pelo trabalho incansável de inúmeras pessoas, autoridades e anônimos, que acreditaram e acreditam que o fim das violações aos Direitos Humanos é uma meta a ser perseguida, principalmente com ações de promoção e divulgação das garantias e direitos fundamentais de nosso povo, numa verdadeira estratégia de formação de uma massa crítica dona de seu próprio destino.

Nosso país passou e passa por transformações sociais. Em todos os estados e no Distrito Federal, a sexta edição da Mostra Cinema e Direitos Humanos encontrará um pouco de cada mudança vivida nestes últimos anos. Mas também irá se deparar com grandes desafios; irá se encontrar com toda a multiplicidade cultural e histórica de nosso país. Vai falar de diferentes formas para diferentes públicos, mas sempre sob o signo universal e ao mesmo tempo contextual dos Direitos Humanos.

Francisco Cesar Filho, conhecido por todos como Chiquinho, é o curador também desta edição. Neste ano, ele foi desafiado a assistir e desempenhar a difícil tarefa de selecionar os filmes que integrarão a Mostra dentre os quase 240 enviados. Este é um número 40% maior que no ano passado, demonstrando a importância e o respeito que tem a Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul e seu inesgotável potencial de crescimento.

A pluralidade dos Direitos Humanos é uma das características da Mostra, reforçada com os filmes selecionados que, neste ano, tratarão dos Direitos de Crianças e Adolescentes, do Direito à Terra, da Cidadania LGBT, da Educação em Direitos Humanos, Democracia, das Populações Tradicionais, Quilombolas e Afrodescendentes, das Pessoas Idosas, da Saúde Mental e Combate à Tortura, das Pessoas com Deficiência, Migrantes e do Direito à Memória e à Verdade, dentre outros tantos.

Na seção Filmes Contemporâneos, destinada às produções recentes, Cuatro Litros por Tonel (2010), de Belimar Román Rojas, conta a história de Vicenta, Marilin, Luisa, Victoria e outras oito mulheres camponesas venezuelanas que decidem se tornar uma cooperativa de adubos orgânicos. As demandas apresentadas pelo projeto fazem com que sofram ameaças, comprometendo todo o projeto. A autonomia financeira das mulheres é sem dúvida um desafio para a sociedade. A garantia de renda e o protagonismo desse grupo feminino serão capazes de nos fazer refletir sobre as dificuldades e desafios vividos pelas mulheres no mercado de trabalho ou diante de projetos de economia solidária.

Ainda na seção Filmes Contemporâneos, Camponeses do Araguaia - A Guerrilha Vista por Dentro (2010), de Vandré Fernandes, surpreenderá com imagens da época dos conflitos (1972-74), que conseguiram ser preservadas apesar dos esforços para que todos os documentos que retratassem a Guerrilha fossem destruídos. A proposta desse longa é mostrar a Guerrilha a partir dos moradores das imediações onde ocorreram os conflitos. O apoio popular ao movimento e o sofrimento a cada desaparecimento são pontos marcantes do filme.

A Retrospectiva Histórica, outra seção da Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul, novamente trará filmes que tratam do Direito à Memória e à Verdade. É propício o momento para que mais uma vez a Mostra traga em sua seleção produções sobre o tema. Os países da América do Sul foram marcados por fortes períodos ditatoriais e, em resposta à necessidade de se conhecer o passado e torná-lo acessível aos olhos dos seus cidadãos, deram importantes passos na construção de marcos legais, institucionais e culturais de transição democrática. Esses avanços influenciaram também o cinema. Verdadeiras obras-primas foram enviadas com a temática do Direito à Memória e à Verdade como, por exemplo, Diário de uma Busca (2010), de Flávia Castro, que tenta desvendar o desaparecimento do militante político Celso Castro (1964-1984) durante os anos de 1960. Confissões (2011), de Gualberto Ferrari, conta a história de Gustavo Scagliusi, ex-agente secreto do Batalhão 601, unidade do Serviço de Informações do Exército argentino durante a última ditadura militar (1976-1983), que se encontra frente a frente com o passado e as próprias culpas.

A 6ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul é uma realização da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, com produção da Cinemateca Brasileira, patrocínio da Petrobras e apoio do SESC/SP, da TV Brasil e do Ministério das Relações Exteriores. Quem apresenta é o Ministério da Cultura.

Com filmes legendados para deficientes auditivos e com audiodescrição para deficientes visuais, com todas as sessões gratuitas e realizadas sempre em salas com acessibilidade garantida para as pessoas com deficiência, a 6ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul se consolida como um dos principais instrumentos de nosso país para a criação de uma cultura de paz, de direitos, de liberdade e autodeterminação.

A Mostra chega em sua cidade! Divulgue-a! Aproveite-a! Viva-a! Façamos com que seja apropriada por todos, e que consigamos conquistar, inclusive, os amantes do cinema.

Maria do Rosário Nunes
Ministra de Estado-Chefe da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República

http://www.cinedireitoshumanos.org.br/2011/html/apresentacao.html



 

PORTO ALEGRE

Cine Santander Cultural
85 lugares
(51) 3287-5718
Rua Sete de Setembro, 1028 - Praça da Alfândega
ENTRADA FRANCA


25/10 - TERÇA-FEIRA

10h00
TEMPO DE CRIANÇA - Wagner Novais (Brasil, 12 min, 2010, fic).
ARQUITETOS DA NATUREZA - Cléa Lúcia (Peru/ Brasil, 25min, 2011, doc).
TAVA - PARAGUAI TERRA ADENTRO - Lucas Keese/ Lucía Martin/ Mariela Vilchez (Argentina/ Brasil/ Paraguai, 70 min, 2011, doc).
Classificação indicativa: 10 anos

15h00
BALA PERDIDA - Maurício Durán Blacut (Bolívia, 52 min, 2010, doc).
NO FUTURO - Mauro Andrizzi (Argentina, 60min, 2010, fic).
Classificação indicativa: 10 anos

17h00
ORQUESTRA DO SOM CEGO - Lucas Gervilla (Brasil, 13 min, 2010, doc).
POLIAMOR - José Agripino (Brasil, 15 min, 2010, doc).
CAMPONESES DO ARAGUAIA - GUERRILHA VISTA POR DENTRO - Vandré Fernandes (Brasil, 73 min, 2010, doc).
Classificação indicativa: 10 anos

19h00 - Sessão de Abertura
DOCE DE COCO - Allan Deberton (Brasil, 20 min, 2010, fic).
TEMPO DE CRIANÇA - Wagner Novais (Brasil, 12 min, 2010, fic).
MÁSCARA NEGRA - Rene Brasil (Brasil, 15 min, 2010, fic).
Classificação indicativa: 14 anos

26/10 - QUARTA-FEIRA

10h00
BARRAS E BARREIRAS, RETRATO DE KELLY ALVES - Riccardo Migliore (Brasil, 38 min, 2011, doc).
QUATRO LITROS POR TONEL - Belimar Román Rojas (Argentina/ Venezuela, 70 min, 2010, doc).
Classificação indicativa: 12 anos

13h00 - Sessão de Audiodescrição
DOCE DE COCO - Allan Deberton (Brasil, 20 min, 2010, fic).
TEMPO DE CRIANÇA - Wagner Novais (Brasil, 12 min, 2010, fic).
MÁSCARA NEGRA - Rene Brasil (Brasil, 15 min, 2010, fic).
A GRANDE VIAGEM - Caroline Fioratti (Brasil, 15 min, 2011, fic).
GAROTO BARBA - Christopher Faust (Brasil, 14 min, 2010, fic).
O PLANTADOR DE QUIABOS - Coletivo Santa Madeira (Brasil, 15 min, 2010, fic).
Classificação indicativa: 14 anos

15h00
A GRANDE VIAGEM - Caroline Fioratti (Brasil, 15 min, 2011, fic).
AVÓS - Carla Valencia Dávila (Equador/ Chile, 93 min, 2010, doc).
Classificação indicativa: Livre

17h00
DO OUTRO LADO DO MURO - Eleonora Menutti (Argentina, 12 min, 2010, doc).
ENTRE VÃOS - Luísa Caetano (Brasil, 20 min, 2010, doc).
VOCACIONAL, UMA AVENTURA HUMANA - Toni Venturi (Brasil, 77 min, 2011, doc).
Classificação indicativa: Livre

19h00
ARAGUAYA - A CONSPIRAÇÃO DO SILÊNCIO - Ronaldo Duque (Brasil, 105 min, 2005, fic).
Classificação indicativa: 12 anos

27/10 - QUINTA-FEIRA

10h00
CAFÉ AURORA - Pablo Polo (Brasil, 19 min, 2010, fic).
CONFISSÕES - Gualberto Ferrari (Argentina/ Brasil/ França, 90 min, 2011, doc).
Classificação indicativa: Livre

15h00 - Sessão Audiodescrição
DIÁRIO DE UMA BUSCA - Flávia Castro (Brasil/ França, 105 min, 2010, doc).
Classificação indicativa: 10 anos

17h00
DAMA DO PEIXOTO - Allan Ribeiro/ Douglas Soares (Brasil, 11 min, 2011, doc).
QUEM SE IMPORTA - Mara Mourão (Brasil, 96 min, 2011, doc).
Classificação indicativa: 10 anos

19h00
GRAFFITI QUE MEXE - Coletivo Graffiti com Pipoca (Brasil, 13 min, 2011, animação).
LICURI SURF - Guilherme Martins (Brasil, 15 min, 2011, doc).
CÉU SEM ETERNIDADE - Eliane Caffé (Brasil, 70 min, 2011, doc).
Classificação indicativa: 10 anos

28/10 - SEXTA-FEIRA

10h00
ACERCADACANA - Felipe Peres Calheiros (Brasil, 20 min, 2010, doc).
A OCUPAÇÃO - Angus Gibson/ Miguel Salazar (Colômbia/ EUA/ França, 88 min, 2011, doc).
Classificação indicativa: 12 anos

15h00
GAROTO BARBA - Christopher Faust (Brasil, 14 min, 2010, fic).
ASSUNTO DE FAMÍLIA - Caru Alves de Souza (Brasil, 13 min, 2011, fic).
COPA VIDIGAL - Luciano Vidigal (Brasil, 75 min, 2010, doc).
Classificação indicativa: 12 anos

17h00
D.O.R - Leandro Goddinho (Brasil, 4 min, 2010, doc).
SILÊNCIO 63 - Fábio Nascimento (Brasil , 23 min, 2011, doc).
E A TERRA SE FEZ VERBO - Erika Bauer (Brasil, 77 min, 2011, doc).
Classificação indicativa: 12 anos

19h00
O PLANTADOR DE QUIABOS - Coletivo Santa Madeira (Brasil, 15 min, 2010, fic).
MÁSCARA NEGRA - Rene Brasil (Brasil, 15 min, 2010, fic).
UMA NOVA DANÇA - Nicolás Lasnibat (Chile/ França, 23 min, 2010, fic).
Classificação indicativa: 14 anos

29/10 - SÁBADO

10h00
DOCE DE COCO - Allan Deberton (Brasil, 20 min, 2010, fic).
CORTINA DE FUMAÇA - Rodrigo Mac Niven (Brasil, 88 min, 2010, doc).
Classificação indicativa: 12 anos

15h00
CABRA CEGA - Toni Venturi (Brasil, 107 min, 2005, fic).
Classificação indicativa: 14 anos

17h00
BICHO DE SETE CABEÇAS - Laís Bodanzky (Brasil, 74 min, 2000, fic).
Classificação indicativa: 14 anos

19h00
CENTRAL DO BRASIL - Walter Salles (Brasil, 112 min, 1998, fic).
Classificação indicativa: 16 anos

30/10 - DOMINGO

10h00
SOBRA UMA LEI - Daiana Di Candia/ Denisse Legrand (Uruguai, 36 min, 2011, doc).
PEQUENAS VOZES - Óscar Andrade e Jairo Eduardo Carrillo (Colômbia, 76 min, 2010, doc).
Classificação indicativa: 10 anos

15h00
CHUVAS DE VERÃO - Carlos Diegues (Brasil, 93 min, 1977, fic).
Classificação indicativa: 16 anos

17h00
MORANGO E CHOCOLATE - Tomás Gutiérrez Alea/ Juan Carlos Tabío (Cuba/ México, 110 min, 1993, fic).
Classificação indicativa: 14 anos

19h00
A TERRA A GASTAR - Cássia Mary Itamoto/ Celina Kurihara (Brasil, 6 min, 2009, animação).
OS INQUILINOS (OS INCOMODADOS QUE SE MUDEM) - Sérgio Bianchi (Brasil, 103 min, 2010, fic).
Classificação indicativa: 14 anos

Canción con todos :: Mercedes Sosa

Vídeo:

http://www.youtube.com/watch?v=icrCSlBGkl0

 

 

Cancion con todos

 

Salgo a caminar

Por la cintura cosmica del sur

Piso en la region

Mas vegetal del viento y de la luz

Siento al caminar

Toda la piel de america en mi piel

Y anda en mi sangre un rio

Que libera en mi voz su caudal.

 

Sol de alto peru

Rostro bolivia estaño y soledad

Un verde brasil

Besa mi chile cobre y mineral

Subo desde el sur

Hacia la entraña america y total

Pura raiz de un grito

Destinado a crecer y a estallar.

 

Todas las voces todas

Todas las manos todas

Toda la sangre puede

Ser cancion en el viento

Canta conmigo canta

Hermano americano (Latinoamericano)

Libera tu esperanza

Con un grito en la voz

24.10.11

Cristina 2011 > Avanti Morocha!!!

http://www.youtube.com/watch?v=-PAdgHT55bE&noredirect=1

O significado da vitória de Cristina



24/10/2011

O significado da vitória de Cristina

Todos os que seguem a situação argentina sabiam, desde pelo menos um ano e meio, que o governo de Cristina Kirchner havia recuperado grande apoio popular e teria continuidade, seja na presidência de Nestor, seja na dela. Só poderia ser "surpresa" para os que foram vítimas dos seus próprios clichês, denegrindo a imagem da Argentina e do seu governo. Agora não sabem como explicar uma vitória tão contundente, no primeiro turno, com uma diferença de mais de 8 milhoes de votos para o segundo colocado.

A vitória de Cristina tem o mesmo sentido da vitória de Dilma. Pela primeira vez, nos dois países, uma mesma corrente obtém, pelo voto popular, um terceiro mandato. Vitorias fundadas em políticas econômicasque permitiram a retomada do crescimento da economia – depois das recessões provocadas por governos neoliberais, Menem lá, FHC por aqui – articuladas estruturalmente com políticas sociais de distribuição de renda.

No caso argentino, a crise de 2005 aqui, foi a de 2008 lá, com a reação violenta dos produtores rurais ao projeto de lei de elevação do imposto de exportação. Em aliança com a conservadora classe media de Buenos Aires, fizeram com o que o governo perdesse parte substancial do seu apoio e terminasse derrotado na votação do Congresso. Essa derrota se desdobrou numa derrota eleitoral, quando ja se sentiam os efeitos da crise internacional.

Tal como aqui, a oposição acreditou que havia desferido um golpe mortal nos Kirchner e se preparava já para voltar ao governo, em meio a disputas enormes entre todas as suas tendências, unidas na oposição e na ambição de sucedê-los no governo.

Para surpresa da oposição, o governo reagiu positivamente – como aqui – diante dos efeitos da crise, com políticas anticíclicas e renovando suas políticas sociais. Os reflexos não tardaram a surgir e o governo passou a reconquistar apoio popular, até que, a partir do ano passado, tendo recuperado iniciativa, voltou a aparecer como o grande agente nacional contra a crise.

Dois fatores vieram consolidar essa reação. O primeiro, as comemorações do bicentenário da independência argentina, que despertou grande fervor popular, especialmente em amplos setores da juventude, capitalizados evidentemente pelo peronismo, com sua tradicional marca nacionalista.

O outro, foi a súbita morte de Nestor Kirchner, que alguns previram – lá e cá – que seria um golpe definitivo no kirchnerismo. Nesse momento Cristina se assumiu como estadista à altura daquele momento crucial da historia argentina, dado que Nestor era o candidato à sua sucessão e o maior dirigente político do processo que ele mesmo havia iniciado.

Cristina fez daquela perda um momento de afirmação do processo político protagonizado por Nestor e por ela, no bojo da recuperação do apoio popular, que tinha seu fundamento no sucesso das novas iniciativas de políticas sociais – bolsas para a infância, para a terceira idade, para os desempregados, entre outras iniciativas.

Enquanto isso a oposição se digladiava, conforme via a recuperação do prestígio do governo, na disputa pela sucessão presidencial, em um processo suicida, que veio complementar o cenário politico que foi tornando Cristina cada vez mais favorita para triunfar, até mesmo no primeiro turno.

As prévias eleitorais de agosto, finalmente, cristalizaram todas essas tendências, permitindo prever as melhores perspectivas para Cristina, que se confirmaram plenamente nas eleições de ontem. Cristina teve um triunfo esmagador, além de recuperar a maioria na Camara e aumentar no Senado, e eleger oito dos nove governos estaduais em jogo.

Ela triunfa e a oposição, dividida entre vários candidatos, sofre sua maior derrota, deixando o campo aberto para novos e grandes avanços do governo. Lá como aqui, a segunda década do século XXI estende a vigência de um governo que busca alternativas de superação do neoliberalismo, nas condições da herança pesada que ambos receberam, avançando na direção do posneoliberalismo.

Consolida-se o campo progressista latino-americano, confirmando que essa é a vida das forcas populares para a superação das desigualdades e injustiças, para o fortalecimento da integração regional e para a afirmação de uma América Latina soberana.

Postado por Emir Sader às 13:11

http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=1&post_id=791

Cristina : "Que se organicen"

*CRISTINA AMPLIA SUA MAIORIA NO SENADO E CONQUISTA MAIORIA PRÓPRIA NA CÂMARA DOS DEPUTADOS** com 53,96% dos votos, Cristina Kirchner alcança uma vitória esmagadora; elege oito dos 9 governadores; vence em todas as províncias, exceto São Luis ** 2º lugar do socialista Binner  mostra avanço à esquerda contra tese da anestesia populista *Leia o especial sobre as eleições nesta pág** Wikileaks sofre asfixia financeira: VISA e Mastercard bloqueiam doações e paralisam o site que incomoda o poder global

'QUE SE ORGANICEM'
 
"Les pido que se organicen en los frentes sociales, en los frentes estudiantiles, para defender a la patria y los intereses de los más vulnerables y para que nadie pueda arrebatarles lo que hemos conseguido" (Presidente Cristina ,no discurso da vitória, na Praça de Maio,ao som de 'La Ciudad Arde')
(Carta Maior; 2ª feira, 24/10/ 2011)

http://www.cartamaior.com.br/templates/index.cfm



CFK: "La juventud comprendió que trabajamos por el futuro"

23:11 › DESDE LA PLAZA

CFK: "La juventud comprendió que trabajamos por el futuro"

En una Plaza de Mayo colmada por miles de militantes, la reelecta presidenta Cristina Kirchner les habló a los "jóvenes argentinos que han vuelto a recuperar la Plaza de Mayo" y les pidió que "dejen las vanidades personales y diferencias de lado para organizarse en todo el territorio de la república Argentina en frentes sociales y estudiantiles porque es necesario reconstruir el entramado social para defender a la patria y los intereses de los más vulnerables".
 
 

20.10.11

Canción con todos :: Mercedes Sosa

Vídeo:

http://www.youtube.com/watch?v=icrCSlBGkl0

 

 

Cancion con todos

 

Salgo a caminar

Por la cintura cosmica del sur

Piso en la region

Mas vegetal del viento y de la luz

Siento al caminar

Toda la piel de america en mi piel

Y anda en mi sangre un rio

Que libera en mi voz su caudal.

 

Sol de alto peru

Rostro bolivia estaño y soledad

Un verde brasil

Besa mi chile cobre y mineral

Subo desde el sur

Hacia la entraña america y total

Pura raiz de un grito

Destinado a crecer y a estallar.

 

Todas las voces todas

Todas las manos todas

Toda la sangre puede

Ser cancion en el viento

Canta conmigo canta

Hermano americano

Libera tu esperanza

Con un grito en la voz

 

Carta Maior - Blog do Emir Sader - Um ano do Casa Grande

18/10/2011

 

Um ano do Casa Grande

 

A ideia surgiu no domingo à noite, na angústia da passagem do primeiro para o segundo turno das eleições presidenciais. Nos reunimos na sala do meu apartamento o Carvana e a Marta, o Eric Nepomuceno, a Regina Zappa – talvez alguém mais que eu possa esquecer e que me perdoará. Diante da questão sobre o que fazer, logo vieram duas ideias, quase que óbvias: um ato, como o do Canecão nas campanhas do Lula, com intelectuais e artistas, e um manifesto que congregasse não apenas os que tinham votado na Dilma no primeiro turno, mas também quem tivesse votado na Marina, no Plinio ou em outros candidatos da esquerda.

As duas presenças chaves eram claras para nós: Leonardo Boff e Chico Buarque, tanto para encabeçar o manifesto, quanto para serem presenças centrais no ato. Conseguir data na agenda da Dilma e definir o lugar. O Canecão com problemas, a outra sala com tamanho e trajetória era o Casa Grande. O primeiro, conseguido por contato com o Giles, em Brasilia, o segundo, com o Saturnino, no Rio.

Pessoas chaves na organização passaram a ser o Eric e a Regina na coleção de adesões – a que foram se somando tantos mais, numa avalanche de adesões -, o Glauber Piva,o Luis Fernando Lobo e a Tuca – que foi a apresentadora - na organização do ato. Eu, na coordenação dessa virtuosa equipe.

A partir daí se colocou em movimento uma onda de adesões gigantesca, pelo número e extraordinária pela importância. Nem vou citar aqui os nomes, seria injusto e impossível.

No dia do ato, todos os deuses estavam de plantão, tudo deu certo. Estivemos ali o dia todo nos preparativos, de repente começaram as chegar as pessoas, o medo de transbordar a capacidade foi confirmada logo. O pânico chegou rapidamente também, mas não havia nada a fazer.

A Dilma ia primeiro ao Jornal Nacional, chegaria direto. A dificuldade para definir quem falaria foi imensa, consultas todo o tempo para a coordenação da campanha, pela delicadeza do tema. Aí começaram a chegar os participantes, Niemeyer e Beth Carvalho cadeirantes.

Ficou definido que o Chico e o Boff falariam por último, antes da Dilma. Eu abriria, falariam, entre outros, a Marilena – com um pouco mais de tempo do que os outros-, o Fernando Morais, entre outros.

A Dilma chegou muito nervosa, depois daqueles 12 minutos de exposição na bancada do Jornal Nacional, foi para o camarim, preocupada com o povão do lado de fora, expliquei que não havia nada a fazer, havia um telão do lado de fora do Teatro, outro no saguão, não dava para permitir a entrada de todos, pelo risco da aglomeração excessiva.

Fomos para o cenário, faltava apenas o Chico, que só chegou com o ato começado, eu fazia as apresentações, parei para mencionar a chegada dele. A Dilma era ladeada por ele e pelo Boff. Conseguimos pautar a imprensa toda do dia seguinte, com a foto dos três.

Estava difícil convencer o Chico a falar. Aí o Boff tomou a palavra como último orador antes da Dilma e condicionou o Chico a falar, que pronunciou aquelas três frases sintéticas, formidáveis, que falavam tudo o que haveria que falar. O Boff fez a fala mais longa, com todo o seu carisma e simpatia.

Falou no final a Dilma, que tinha mudado totalmente seu estado de espirito, passava a estar em estado de graça, iluminada, revelando já o efeito do ato em toda a campanha. Terminado o ato a Dilma me ligou, para agradecer, para dizer que tinha sido o melhor ato da campanha.

Todos saímos dali com o sentimento de que algo de muito forte simbolicamente tinha ocorrido ali, pela participação de todos. Nos demos conta como havia um potencial de apoio, de solidariedade, de vontade de participar do movimento geral que o segundo turno representou, que estava como que escondido pelas manipulações midiáticas e pela falta de convocação dos artistas e intelectuais.

Há um ano do ato do Teatro Casa Grande, naquela segunda feira mágica entre o primeiro e o segundo turno, que ficou consignado como o momento da grande virada final, temos que resgatar aquele espírito, aquela comunidade formidável, aquele potencial extraordinário, para que a cultura brasileira volte a ser um eixo fundamental do governo e do Brasil que queremos construir.

Postado por Emir Sader às 14:32

 

http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=1&post_id=783

 


Cancion con todos

Salgo a caminar
Por la cintura cosmica del sur
Piso en la region
Mas vegetal del viento y de la luz
Siento al caminar
Toda la piel de america en mi piel
Y anda en mi sangre un rio
Que libera en mi voz su caudal.

Sol de alto peru
Rostro bolivia estaño y soledad
Un verde brasil
Besa mi chile cobre y mineral
Subo desde el sur
Hacia la entraña america y total
Pura raiz de un grito
Destinado a crecer y a estallar.

Todas las voces todas
Todas las manos todas
Toda la sangre puede
Ser cancion en el viento
Canta conmigo canta
Hermano americano
Libera tu esperanza
Con un grito en la voz