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pergunta:

"Até quando vamos ter que aguentar a apropriação da ideia de 'liberdade de imprensa', de 'liberdade de expressão', pelos proprietários da grande mídia mercantil – os Frias, os Marinhos, os Mesquitas, os Civitas -, que as definem como sua liberdade de dizer o que acham e de designar quem ocupa os espaços escritos, falados e vistos, para reproduzir o mesmo discurso, o pensamento único dos monopólios privados?"

Emir Sader

24.3.11

O Caxiense » Arquivo » Clientes acusam Itaperu de realizar venda casada

Clientes acusam Itaperu de realizar venda casada

 

por Valquíria Vita

 

Moradores do Residencial Alto Paraíso, empreendimento no Jardim Embaixador com apartamentos financiados pelo Minha Casa Minha Vida, afirmam que a Itaperu Negócios Imobiliários, na hora da assinatura do contrato, disse a eles que seria necessário adquirir outros produtos da Caixa Econômica Federal para que o financiamento ocorresse. Tal prática configuraria venda casada, o que é proibido.

 

O síndico do residencial, Fernando Oliveira, afirma que os moradores, no dia em que assinaram o contrato na imobiliária há cerca de um ano, foram chamados em uma sala.

 

“E uma mulher nos disse: ‘agora, assim como a Caixa está ajudando vocês, vocês têm que nos ajudar também.’ E nos deram três opções: adquirir um cartão de crédito, um seguro de vida ou um Caixacap. E aí eu falei que não queria, porque estava já tendo custo com casa própria, e ela disse que se não queria então a Caixa não seria obrigada a vender imóvel para nós”, conta Oliveira.

 

Segundo ele, todos os 60 moradores do prédio, que adquiriram os apartamentos do Minha Casa Minha Vida pela Itaperu, ouviram a mesma história e escolheram um dos produtos. Ele optou pelo Caixacap, um título de capitalização onde o cliente escolhe o quanto quer guardar.

 

“Na hora eu senti que era golpe. Lá é imobiliária, eles não podiam chegar oferecendo produto que não queríamos. Eu estou pagando esse Caixacap até hoje”, afirma o síndico.

 

Outro morador, que não quis se identificar, confirmou a história contada por Oliveira:

 

“Ofereceram as três opções com a desculpa de que estávamos recebendo benefício do governo, e teríamos que retribuir pra que outras pessoas fossem ajudadas. Essa propaganda eles fizeram para todos. ‘E se eu não quiser?’, eu perguntei. ‘Isso vai influenciar na aprovação do financiamento’, me responderam. Quem fez a proposta de ‘isso vai favorecer vocês’ foi a Itaperu. Depois, na Caixa, foi utilizada a mesma politica”, afirma.

 

Ele conta que fez queixa na ouvidoria da Caixa e que a Itaperu entrou em contato com ele, dias depois, dizendo que precisavam resolver a situação “senão perderiam pontos com a Caixa”.

 

“Consegui cancelar o Caixacap em fevereiro. A dona da Itaperu vive lá dentro da Habitação da Caixa. O escritório da imobiliária fica do lado da agência do banco”, conta o morador, dizendo que também precisou abrir uma conta corrente na Caixa.

 

A Itaperu é a imobiliária cujo sócio-proprietário é Francisco Rech, ex-diretor da Secretaria de Obras, que pediu exoneração do cargo, após ser acusado pela vereadora Ana Corso (PT) de ter facilitado a liberação do Residencial Puerto Vallarta – obra embargada pelo Departamento Aeroportuário do Estado (DAP), por estar muito próxima ao aeroporto. Rech não quis se manifestar sobre as denúncias de venda casada.

 

O gerente geral da agência Lourdes da Caixa Econômica Federal, Carlos Limberger Hahn, diz que a venda casada é prática proibida, e que a Caixa, inclusive, já enviou uma correspondência a todas as suas correspondentes bancárias imobiliárias informando a proibição.

 

“Para imóveis do Minha Casa Minha Vida não existe a modalidade do pacote de produtos, o cliente pode não querer, mas nós sempre oferecemos. Nós não casamos, não há a obrigatoriedade de fazê-los. É ofertado, mas se um dos clientes disser que não tem interesse nos produtos ele não precisa fazer, não é obrigatório. Porque nós sabemos que ele pode ir no Procon fazer uma denúncia, ele pode ir no Ministério Público. A oferta não é proibida, mas você não pode condicionar, porque isso caracteriza venda casada.”

 

Hahn diz que é oferecido, principalmente, uma conta corrente, o que facilitaria o débito em conta das prestações, mas que a abertura de uma conta na Caixa não é necessária para o financiamento do Minha Casa Minha Vida. No setor de habitação da Caixa, entretanto, a resposta foi positiva, quando a reportagem do jornal O CAXIENSE questionou se era obrigatória a abertura de uma conta.

 

“Você tem que ser cliente da Caixa. Essa conta, se tiver antes é melhor, na hora de te avaliar ele (o sistema) vai contar o relacionamento com a Caixa. Não é obrigado a abrir antes, mas depois tem que ser cliente, porque as prestações vêm em débito em conta”, afirmou a mulher que atendeu o telefone no setor de Habitação da agência da Caixa, do Centro.

 

 

http://ocaxiense.com.br/2011/03/clientes-acusam-itaperu-de-realizar-venda-casada/

 

Práticas agroecológicas reduzem perdas na Serra Fluminense - Rede de Tecnologia Social

Práticas agroecológicas reduzem perdas na Serra Fluminense

Prejuízos registrados foram menores do que os da agricultura tradicional

Foto: Fernando Stankuns/Eco Desenvolvimento

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Ausência de agrotóxicos caracteriza produção de orgânicos

 

23/03/2011 - Embora os produtores orgânicos tenham sofrido perdas em decorrência das fortes chuvas que assolaram a região serrana fluminense em janeiro, os prejuízos registrados pelo setor foram menores que os da agricultura tradicional. Essa é a principal conclusão do relatório apresentado dia 18 pela Sociedade Nacional de Agricultura (SNA). A exemplo do que ocorreu com os agricultores convencionais, os produtores orgânicos foram afetados também por dificuldades no escoamento e pela falta de energia, entre outros problemas. Mas, devido às práticas agroecológicas, que incluem não desmatar e cuidar dos rios e das matas ciliares, as propriedades foram menos afetadas pelas fortes enxurradas de janeiro e, consequentemente, perderam menos.

“Por mexer menos na natureza, por cuidar mais do meio ambiente, ter áreas de produção, além de uma produção variada. Eu acho que essa lição deve ser pensada nos municípios”, disse à Agência Brasil a diretota da SNA Sylvia Wachsner. O relatório foi divulgado pelo Fórum de Desenvolvimento Estratégico da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), em Teresópolis.

A Comissão da Produção Orgânica do Rio de Janeiro (CPOrg-RJ), ligada ao Ministério da Agricultura, levantou informações referentes ao período de janeiro até o dia 17 de fevereiro, que mostram que a situação mais crítica foi enfrentada pelos produtores orgânicos no assentamento agrário Fazenda Alpina, em Teresópolis. Naquele assentamento, 45 das 93 famílias perderam tudo, incluindo casas, benfeitorias e terras agricultáveis. No Sítio Solstício, o produtor rural Renato Agostini, que já fazia a comercialização de seus produtos no varejo, sofreu perdas de lavoura não só pelas chuvas, mas pela falta de energia que se seguiu à enxurrada. No distrito de Itaipava, em Petrópolis, a família do produtor rural Shigeharu Katsumoto perdeu toda a produção em 500 metros de estufas, mais 1.000 metros quadrados de mudas de árvores frutíferas e hortaliças.

Em Nova Friburgo, foi registrada perda parcial do galpão de flores e frutas de produtores da localidade de Vargem Grande. Em São José do Rio Preto, uma fábrica de ração teve perda de maquinário e matéria prima, além de produto final. No município de Bom Jardim, produtores do Sítio das Quaresmeiras perderam toda a produção de goiabada e bananada orgânicas armazenada em geladeiras e câmaras frias.

A SNA apresentou propostas para que os municípios se recuperem economicamente e possam estar preparados para os eventos ambientais e esportivos de nível mundial, que ocorrerão no Rio de Janeiro já a partir deste ano. Para a diretora, é preciso “aprender com o problema e ver como os municípios ficam mais fortes, ajudando-os a pensar no futuro nos próximos seis a sete anos”.

Entre as propostas, Sylvia destacou a continuidade das práticas agroecológicas, com menor interferência na natureza, utilizando menos agrotóxicos. “É muito importante para a saúde dos produtores e do município. Menos pessoas doentes custam menos à saúde pública”. Outra iniciativa é ajudar os bancos de sementes e adubos verdes, por meio dos programas de apoio do Ministério da Agricultura e das empresas nacional e estadual de pesquisa agrícola (Embrapa e Emater, respectivamente).

Ela disse, ainda, que é preciso facilitar o acesso a câmaras frias para a conservação de produtos, sobretudo no verão, mediante o pagamento de um aluguel às prefeituras. “A perda é menor e os produtos chegam vivos às feiras e ao varejo”. A criação de pequenas indústrias de beneficiamento e a melhoria de embalagens foram outras sugestões apresentadas pela SNA em benefício dos produtores orgânicos da região serrana do Rio de Janeiro.


Por Alana Gandra

Fonte: Agência Brasil (Publicado em 18/03/2011)

 

http://www.rts.org.br/noticias/destaque-2/praticas-agroecologicas-reduzem-perdas-na-serra-fluminense

 

Plantas medicinais e fitoterápicos em foco - Rede de Tecnologia Social

Plantas medicinais e fitoterápicos em foco

 

Fórum e Oficina irão reunir especialistas em Belém para formar rede de TS no bioma amazônico

Foto: Divulgação

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Rede visa apoiar Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos

 

21/03/2011 - Entre os dias 23 e 25 de março serão realizados, na cidade de Belém, o “Fórum de tecnologias sociais em plantas medicinais e fitoterápicos no bioma amazônico” e a “Oficina de Planejamento da Rede de Tecnologias Sociais em Plantas Medicinais e Fitoterápicos no Bioma Amazônico”. Os dois encontros são promovidos pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Universidade Federal do Pará (UFPA) e Departamento de Assistência Farmacêutica do Ministério da Saúde (DAF/MS), e contam com apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e da Rede de Tecnologias Sociais (RTS).

O principal objetivo dos eventos é reunir especialistas de diversas regiões do país para discutir e estabelecer as diretrizes para a estruturação de uma Rede de Tecnologias Sociais em Plantas Medicinais e Fitoterápicos no bioma amazônico.

A Oficina e o Fórum ocorrem num contexto nacional em que se busca a convergência dos esforços de diversos segmentos sociais para o desenvolvimento da Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos (PNPMF). Esta política, aprovada em 2006, tem como diretriz garantir à população brasileira o acesso seguro e o uso racional de plantas medicinais e fitoterápicos, promovendo o uso sustentável da biodiversidade, o desenvolvimento da cadeia produtiva e da indústria nacional.

“A estruturação de uma rede apoiadora da PNPMF no âmbito dos municípios, tendo em vista as tecnologias sociais como ferramenta, constitui uma estratégia para amparar os objetivos da política, apoiando diversas ações voltadas para o complexo produtivo da saúde por meio do uso sustentável da biodiversidade”, explica Joseane Carvalho Costa, pesquisadora da Universidade Federal do Pará e da VPAAPS/Fiocruz e coordenadora técnica do Projeto de Apoio a Estruturação da Gestão Estratégica e ao Desenvolvimento do PNPMF.

Segundo a pesquisadora, a Rede de Tecnologias Sociais em Plantas Medicinais e Fitoterápicos no bioma amazônico deverá induzir ações em ciência, tecnologia e inovação como processos sociais e participativos sendo, portanto, estratégica para buscar soluções para os problemas sócio-econômicos e de acesso a saúde no país.

O Fórum foi organizado em quatro painéis que subsidiarão o planejamento estratégico da rede, cujo objetivo é estruturar a gestão compartilhada dentro de uma perspectiva intersetorial, possibilitando o apoio de todos os elos dessa cadeia produtiva.

Os dois eventos são fechados para convidados e acontecem entre 23 e 25 de março, no Hotel Regente, em Belém (PA). Para mais informações, entre em contato pelo email redeamazoniasaude@gmail.com ou pelo telefone (19) 8115-7776 begin_of_the_skype_highlighting            (19) 8115-7776      end_of_the_skype_highlighting.


Por Márcia Tait, assessora de comunicação do Fórum de Tecnologias Sociais em Plantas Medicinais e Fitoterápicos no Bioma Amazônico

http://www.rts.org.br/noticias/destaque-3/plantas-medicinais-e-fitoterapicos-em-foco

 

Eduardo Galeano homenageia militantes da água

Movimentos Sociais| 23/03/2011 | Copyleft

 

Ao receber o título de Doutor Honoris Causa da Universidade Nacional de Cuyo, na Argentina, o escritor uruguaio dedicou o mesmo aos militantes da água “que em Mendoza e muitas outras comunidades do mundo lutam contra as mineradoras que a contaminam, as empresas florestais que a secam e contra todos os que traem a natureza, convertendo a água em um negócio e não um direito de todos”.

Redação

O escritor Eduardo Galeano recebeu terça-feira (22) o título de Doutor Honoris Causa da Universidade Nacional de Cuyo, na Argentina, e dedicou o mesmo aos militantes da água “que em Mendoza e muitas outras comunidades do mundo lutam contra as mineradoras que a contaminam, as empresas florestais que a secam e contra todos os que traem a natureza, convertendo a água em um negócio e não um direito de todos”. “A água é e quer seguir sendo um direito de todos”, disse Galeano.

O ato ocorreu no Salão de Grau da Universidade, cuja transmissão teve que ser exibida em outras duas salas pela grande quantidade de assistentes, a grande maioria deles estudantes, que não economizaram aplausos para celebrar a presença e as palavras do novo doutor.

Em sua exposição, Galeano fez uma referência aos bicentenários que diferentes países da América Latina celebram nestes anos. “A independência segue sendo uma tarefa inconclusa e é necessário memória para completá-la”. Falando sobre a memória, Galeano exaltou o “primeiro país independente e livre da América, o Haiti”. Ainda que os Estados Unidos tenham proclamado sua independência em 1776, “os 645 mil escravos seguiram sendo escravos”. Em troca, em 1804, no Haiti foi proclamada a independência e se libertaram os escravos. Esse fato “resultou imperdoável” para os antigos dominadores que “exigiram ao Haiti o pagamento, durante um século e meio, da dívida francesa e o condenaram, até hoje, à solidão, o desprezo e a miséria”.

Citou o Paraguai como outro exemplo. “Esse país desobediente e sem dívida foi destruído em nome da liberdade de comércio”, em cujo “prontuário” figura “a imposição do ópio na China e a destruição de ateliers na Índia por parte da rainha Vitória, da Inglaterra”. No marco do rio da Prata, evocou as figuras de Mariano Moreno e Juan José Castelli, membros da Primeira Junta, qualificados como “muito perversos” por aqueles que “sequestraram a Revolução” e defenestrados do processo.

Galeano também fez uma menção especial ao educador venezuelano Simón Rodríguez “El Loco”, a quem definiu como “o mais audaz e adorável dos pensadores latino-americanos”, apesar de ser “um perdedor” devido às perseguições que sofreu, mas não por isso menos importante, porque “na memória dos perdedores, ali está a verdade”. Ele lembrou algumas das iniciativas “proibidíssimas” do professor de Simón Bolívar – no contexto da década de 1820 – como seu princípio de que “sem educação popular não haverá verdadeira sociedade”, ou sua audácia de “mesclar rapazes e moças na escola e o ensino de artes manuais com as tarefas intelectuais”.

Recordou a famosa frase de Rodríguez: “Imitadores! Copiem dos Estados Unidos e da Europa sua originalidade” – e se perguntou: “Por acaso não está vivo esse “Loco” nas ânsias e ações de independência de nossos povos”.

O escritor finalizou sua exposição com a evocação do uruguaio José Artigas, “a voz mais profunda destas terras” e “primeiro a realizar uma reforma agrária na América”. Recordou com ironia que os chefes da última ditadura militar do Uruguai, ao erigir um mausoléu em honra a Artigas, buscaram em vão alguma citação dele para colocar no monumento. “Não conseguiram, porque todas as suas frases eram subversivas, Então só registraram datas de batalhas. “Artigas também é um perdedor profundamente ativo”, finalizou.

Fonte: http://www.uncu.edu.ar/novedad/item/eduardo-galeano-palabra-y-memoria-de-america-latina

Tradução: Marco Aurélio Weissheimer

 

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=17581

 


Cancion con todos

Salgo a caminar
Por la cintura cosmica del sur
Piso en la region
Mas vegetal del viento y de la luz
Siento al caminar
Toda la piel de america en mi piel
Y anda en mi sangre un rio
Que libera en mi voz su caudal.

Sol de alto peru
Rostro bolivia estaño y soledad
Un verde brasil
Besa mi chile cobre y mineral
Subo desde el sur
Hacia la entraña america y total
Pura raiz de un grito
Destinado a crecer y a estallar.

Todas las voces todas
Todas las manos todas
Toda la sangre puede
Ser cancion en el viento
Canta conmigo canta
Hermano americano
Libera tu esperanza
Con un grito en la voz