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pergunta:

"Até quando vamos ter que aguentar a apropriação da ideia de 'liberdade de imprensa', de 'liberdade de expressão', pelos proprietários da grande mídia mercantil – os Frias, os Marinhos, os Mesquitas, os Civitas -, que as definem como sua liberdade de dizer o que acham e de designar quem ocupa os espaços escritos, falados e vistos, para reproduzir o mesmo discurso, o pensamento único dos monopólios privados?"

Emir Sader

2.12.14

Sesampe apoia a 15ª Feira Estadual de Economia Solidária

Sesampe apoia a 15ª Feira Estadual de Economia Solidária

Empreendedores solidários expõem seus produtos nas 110 bancas da feira
Empreendedores solidários expõem seus produtos nas 110 bancas da feira - Foto: Divulgação/ Sesampe

Apoiar atividades voltadas ao empreendedorismo solidário é uma das ações da Secretaria da Economia Solidária e Apoio à Micro e Pequena Empresa. Com este objetivo a Sesampe está patrocinando a 15ª Feira Estadual de Economia Popular e Solidária do Rio Grande do Sul, que acontecerá de 02 a 07 de dezembro, no Largo Glênio Peres, no Centro Histórico de Porto Alegre. A abertura oficial do evento, que acontece nesta terça-feira (03/12) às 10 horas, contará com a presença do titular da pasta, Maurício Dziedricki.

A diretora do Departamento de Incentivo e Fomento à Economia Solidária da Sesampe, Nelsa Nespolo, lembra que 400 pessoas estão trabalhando durante o evento e cerca de 2.000 serão beneficiadas direta e indiretamente com esta atividade. "Os visitantes terão a oportunidade de conhecer e trocar experiências com esta proposta de outra sociedade, em que os cidadãos optam pelo trabalho associado e cooperado, nos princípios da autogestão, da democracia, do respeito e cuidado com o meio ambiente, do consumo consciente e do desenvolvimento local e sustentável", ressalta Nelsa.

A feira, que acontece das 8h30min às 20 horas, em uma área de 600 metros quadrados congrega 110 bancas de empreendimentos solidários das regiões: Norte, Sul, Litoral, Metropolitana, Central, Vale do Rio dos Sinos, Médio Alto Uruguai, Serra e Hortênsias. Os produtos expostos vão desde artesanato, confecção, brinquedos, alimentação até produtos da agricultura familiar.


http://www.sesampe.rs.gov.br/?model=conteudo&menu=2&id=4453


Economia solidária

Na Feira de Economia Solidária, você encontra diferentes presentes que respeitam a natureza e compra direto do produtor!!





JUSTIÇA SOCIAL

Economia solidária é alternativa à exclusão social do capitalismo

Secretário Nacional de Economia Solidária, Paul Singer, avalia que o modelo é caminho para tornar o país mais justo. Segmento emprega 100 milhões de pessoas no mundo, das quais 60% são mulheres
por Luciano Nascimento, da Agência Brasil publicado 28/11/2014 11:30, última modificação 28/11/2014 12:00
REDE DE SAÚDE MENTAL E ECONOMIA SOLIDÁRIA / REPRODUÇÃO
solidaria.jpg

Além de alternativa de empreendedorismo, economia solidária também contribui para a autonomia de mulheres

Brasília – Diante de uma plateia formada por catadores de materiais reciclados, artesãos, rendeiras e pequenos produtores rurais, o secretário Nacional de Economia Solidária, Paul Singer, disse que o maior desafio desse ramo da atividade é tornar o país mais "justo, igual e democrático". Singer discursou para os quase 1,5 mil participantes da 3ª Conferência Nacional de Economia Solidária (Conaes), aberta hoje (27).

"A economia solidária ainda tem muito o que dar, temos que estender a economia solidária ao ensino das crianças e dos jovens, temos que aprimorar todos os esforços coletivos para que os brasileiros tenham a vida que merecem, tornando o país mais justo, mais igual e democrático", defendeu.

Singer, que, desde 2003, comanda a secretaria ligada ao Ministério do Trabalho e Emprego, defende a economia solidária como alternativa à exclusão social promovida pelas chamadas políticas neoliberais. Segundo ele, a economia solidária surge como reação "à exclusão social, à penúria, à perda do autorrespeito e da esperança, o que leva alguns a encará-la como compensação às injustiças do capitalismo."

A conferência reúne, até o dia 30, representantes do poder público, de organizações da sociedade civil, empreendimentos econômicos solidários e suas organizações, e tem como um dos principais objetivos elaborar um Plano Nacional de Economia Solidária, que estabeleça políticas públicas de acesso ao crédito, pelo pequeno empreendedor, bem como as garantias de participação dos micro e pequenos empreendedores, em condições de igualdade, nos pregões públicos e nas compras governamentais.

De acordo com a integrante do Fórum Brasileiro de Economia Solidária Ana Lourdes de Freitas, essas políticas são importantes, pois, apesar de gerar renda, os empreendimentos solidários têm a capacidade de produção limitada, devido ao grande percentual de informalidade. Ela defendeu a criação de um marco regulatório que reconheça as especificidades do segmento e a criação de "fundos solidários, cooperativas de crédito e fomento, com recursos que possam chegar diretamente aos investimentos econômicos solidários, por meio dos bancos oficiais".

Durante a abertura do evento, a presidenta Dilma Rousseff destacou a importância da economia solidária para a autonomia de mulheres, no Brasil e no mundo. Dilma parabenizou e elogiou a intensa participação das mulheres na conferência – em torno de 65%.

Ela enumerou algumas ações promovidas pelo governo federal em prol do setor, como investimentos e a estratégia de integrar a economia solidária desde 2011 ao Programa Brasil sem Miséria. "É com muito orgulho que nós, no Brasil, temos um modelo de desenvolvimento que reconhece a importância da economia solidária", disse.

Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o segmento emprega mais de 100 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais mais de 60% são mulheres.

http://www.redebrasilatual.com.br/trabalho/2014/11/economia-solidaria-e-alternativa-a-exclusao-social-do-capitalismo-9068.html



1.12.14

Uruguai: uma utopia para o novo século?

30/11/2014 - Copyleft

Uruguai: uma utopia para o novo século?

O Uruguai avança em relação aos direitos civis ao mesmo tempo no qual ondas conservadoras bloqueiam agendas progressistas em países como o Brasil.


Vinicius Wu
Arquivo








A vitória de Tabaré Vazquez no Uruguai, após Mujica enfrentar temas como drogas e união civil de pessoas do mesmo sexo é um sopro de esperança para a esquerda latino-americana. A Frente Ampla mostra que é possível governar disputando hegemonia, debatendo valores e temas polêmicos, sem ceder ao senso comum. É um caso a ser analisado e valorizado.

O Uruguai avança em relação aos direitos civis ao mesmo tempo no qual ondas conservadoras bloqueiam agendas progressistas em países como o Brasil.

Recentemente, o Uruguai voltou a pautar o noticiário internacional em função da proposta do governo local de facilitar a entrada e a permanência, em seu território, de cidadãos dos demais países membros do Mercosul. E isso após, pelo menos, duas décadas de agendas xenófobas sendo pautadas por governos mundo afora.

Não seria nenhum exagero afirmar que a agenda das liberdades individuais está no centro dos debates sobre a democracia do século XXI. E a renovação do pensamento de esquerda passará - em grande medida - pela incorporação de uma série de temas que dizem respeito a modos de vida, comportamento, cultura e direitos individuais.

O país do extremo Sul do continente americano vai conformando uma experiência que deve ser observada com atenção pela esquerda latino-americana.

O Uruguai, certamente, não é um país perfeito e a Frente Ampla vive intensamente suas contradições. Não devemos ceder a nenhum tipo de mistificação. Idealizações já custaram muito caro à esquerda ao longo do século XX.

Mas o significado desta experiência da esquerda uruguaia - que vai promovendo transformações e disputas em torno de novos valores - sob um regime democrático pode, sim, consolidar-se enquanto uma utopia de novo tipo.

Num tempo marcado pela descrença nas Instituições e na representação política, o país pode se tornar uma referência para a juventude da Era da informação em rede, que acompanha em tempo real tudo o que ocorre no mundo.

Sem nenhuma pretensão em retornarmos ao tempo dos "modelos" e dos "faróis" da esquerda, talvez seja mesmo o caso de observarmos, com muita atenção, o que se passa na terra de Mujica e Galeano. Quem sabe assim, possamos, ao menos, caminhar em direção a novos horizontes.



Créditos da foto: Arquivo



Ligados ao agronegócio: Esquema de grilagem de terras públicas chega a R$ 1 bilhão no MT

Ligados ao agronegócio: Esquema de grilagem de terras públicas chega a R$ 1 bilhão no MT

Publicado em Sexta, 28 Novembro 2014 17:42 |

Esquema, orquestrado por 13 fazendeiros do agronegócio e políticos de MT, foi desbaratado pela PF na Operação Terra Prometida. A quadrilha vai responder por crimes de estelionato, fraude, formação de organização criminosa, associação para o crime e também crimes ambientais.

 

(Fonte: Keka Werneck – Portal Terra)*

Uma organização criminosa e armada, envolvendo dois irmãos do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Neri Geller, se apropriou de mil lotes da União, que, juntos, valem R$ 1 bilhão, em um assentamento no Norte de Mato Grosso. Os lotes ficam no Assentamento Itanhangá, em município de mesmo nome. O esquema, orquestrado por 13 fazendeiros do agronegócio e políticos da região campeã em plantio de soja no mundo, foi desbaratado pela Policia Federal, que desencadeou nesta quinta-feira (27) a primeira fase da Operação Terra Prometida.

O delegado federal Hércules Sodré, que conduziu os cumprimentos de mandados de busca e apreensão e prisão expedidos pela Justiça Federal, disse em entrevista coletiva no final da tarde que "isso tudo depõe contra a reforma agrária no Brasil". O delegado disse ainda que o esquema era público e notório e que os envolvidos acreditavam que nada os aconteceria.

Até o fechamento da reportagem, 20 pessoas haviam sido presas. Outros 32 investigados, contra os quais também foram expedidos mandados de prisão preventiva, não haviam sido encontrados ainda, entre eles os irmãos Geller – Odair e Milton, que, através de advogados, asseguraram à PF que vão se entregar espontaneamente. Se não fizerem isso até a meia noite de hoje, serão considerados foragidos. "Essas duas pessoas utilizaram nomes de vários parentes, sobrinhos, irmã, irmão, tio, para colocar lotes em nome deles", informou o delegado Hércules. O delegado destacou que o ministro Geller não está sendo investigado e que não tem conhecimento de que o esquema tenha tido qualquer favorecimento junto ao Governo Federal.

A força-tarefa da PF, que contou com 350 policiais de oito estados, cumpriu também 146 mandados de busca e apreensão e 29 de medidas proibitivas.

Os cabeças do esquema, segundo a PF, são 13 grandes fazendeiros do agronegócio e políticos locais.  O papel deles era garantir lotes do assentamento Itanhangá para pessoas que não têm o perfil da reforma agrária. "Pelo contrário, são fazendeiros, servidores públicos, empresários e donos de supermercado, por exemplo", cita a procuradora da República, Ludimila Monteiro.

O grupo dos 13 foi chamado de 'primeiro escalão'. Os irmãos Geller – Odair e Milton –  aparecem no 'segundo escalão' junto com 59 suspeitos, que se beneficiavam das terras, especialmente para plantar soja. Nesse grupo, há famílias de Lucas do Rio Verde, por exemplo, e outras que vivem até no Rio Grande do Sul, embora o beneficiado pela reforma agrária tenha que viver no assentamento e não explorar a terra de outro lugar. 

Três sindicalistas foram presos. Segundo a PF, eles indicavam nomes de pequenos produtores rurais sem-terra para serem laranjas de produtores que estão usando a área ou para tomarem posse nos lotes, sendo depois expulsos, mediante indenizações de valor bizarro ou ameaças de morte. A PF apurou que, nesse clima hostil, chegaram a acontecer assassinatos que nunca foram apurados. Isso quer dizer que o esquema criava um ambiental de violência real fundiária na região de Itanhangá. 

Do grupo dos servidores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) investigados, quatro foram presos. Eles chegaram, por exemplo, a fazer sumir do sistema do Incra 300 lotes. Desse grupo, o delegado Hércules destacou Genuíno Magalhães, que "esquentava" terras dentro do Instituto. 

As apurações do Ministério Público Federal (MPF) indicam que foram favorecidas 80 famílias, como os Geller, os Tobaldini, os Deliberalli, os Versari e outras. "São vários grandes grupos do agronegócio que estão ocupando e plantando ilegalmente terra da União e isso é concentração fundiária em área pública por pessoas que não têm aptidão para a reforma agrária", denuncia o delegado Hércules. "E isso acontece em todo o Brasil".

A primeira fase da Operação ainda não terminou porque os mandados judiciais ainda estão cumpridos, inclusive em localidades rurais distantes e algumas até de difícil acesso.

A quadrilha vai responder por crimes de estelionato, fraude, formação de organização criminosa, associação para o crime e também crimes ambientais. "Muitos deles, ao tomar posse das áreas, desmataram tudo, 100%, sem respeitar a lei que exige a preservação de parte da vegetação", explica a procuradora Ludimila. O desmate se dava para abrir pasto, lavoura e extrair madeira. Itanhangá fica em região amazônica. "Acho importante destacar que esses lotes são explorados como verdadeiros latifúndios, são homens do agronegócio e há investigados do caso explorando mais de 50 lotes", destaca a procuradora. É o caso dos fazendeiros Jesus Valdomiro e Elio Fiquiinelo.  

A procuradora destaca ainda ainda que, em outras etapas das investigações, o MPF e a PF devem se debruçar aos desdobramentos do caso, mediante a avaliação de documentos apreendidos. Isso quer dizer, segundo ela, que podem haver pedidos de bloqueio de bens, para a devolução de dinheiro público. Ela também cogita que os beneficiários da reforma agrária sejam procurados para que possam se apropriar da terra que lhe é de direito e da qual foram expulsos.
Todos os presos nessa primeira fase da Operação Terra Prometida serão ouvidos e encaminhados a presídios.

O assentamento Itanhangá é terceiro maior da América Latina instituído em 1997 e tem 1.149 lotes. Conforme o delegado Hércules, o esquema espolia a União nessa área desde então. A região tem uma topografia plana e o solo muito produtivo.

As investigações do MPF e da PF têm origem em uma denúncia feita pelo Jornal Nacional, da Rede Globo. O Terra tentou ouvir os irmãos Geller, através da Assessoria de Imprensa, mas eles ficaram de se pronunciar somente nessa sexta.

* A reportagem foi publicada e atualizada no Portal Terra ontem (27)


http://www.cptnacional.org.br/index.php/noticias/conflitos-no-campo/2352-mt-ilegais-do-agronegocio-grilam-terras-publicas-de-r-1-bi


PIKETTY: "TENHO SIMPATIA PELOS GOVERNOS DO PT"


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"Eu acho que o Partido dos Trabalhadores fez um ótimo governo do ponto de vista social, mas poderia fazer mais. E sinceramente não entendo o pessimismo econômico de algumas pessoas com mais um governo de Dilma", diz o economista Thomas Piketty, que se tornou um dos mais badalados dos tempos atuais; "Criticam os eleitores mais pobres por terem votado após receber benefícios estatais. Eu acho justo votar em Dilma Rousseff por receber o Bolsa Família e não vejo, sinceramente, nenhum problema nisso"

1 DE DEZEMBRO DE 2014 ÀS 06:28

Por Miguel do Rosário, especial para o Tijolaço

entrevista de Thomas Piketty, economista francês que lançou, há pouco, o livro O capitalismo no Século XXI, considerado um dos livros sobre economia política mais importantes das últimas décadas, para o blog Diário do Centro do Mundo, constitui um marco para a comunicação no Brasil.

Mais um dentre tantos. Falemos disso, porém, em outra ocasião. Agora falemos da entrevista em si, feita pelo jornalista Pedro Zambarda de Araújo.

Piketty é uma figura incômoda para a nossa mídia corporativa, dominada por uma direita hidrófoba, plutocrata e malandramente udenista.

É um sujeito assumidamente de esquerda, progressista, profundamente democrático.

Não é, porém, maniqueísta, do tipo que associa a esquerda ao bem puro e a direita ao mal supremo.

Uma esquerda, sobretudo, e acima de tudo, sensata.

Sabe que há vários tipos de esquerda e direita, e que o melhor lado de ambos se encontram em alguns lugares da doutrina democrática, sobretudo quando há afinidade em questões de liberdade individual e direitos humanos.

Em sua entrevista, respondeu diretamente às perguntas sobre o nosso governo e deixou bem claro:

"Tenho uma simpatia pelo PT, mas ele pode trabalhar de uma maneira melhor."

Reproduzo abaixo os trechos que interessam mais ao nosso debate político imediato. A íntegra pode ser lida aqui.

DCM: Você disse que a última reforma tributária no Brasil foi em 1960. Nós, brasileiros, estamos muito lentos para cuidar de nossos impostos contra a desigualdade social?

Piketty: Disse que a última grande alteração no Imposto de Renda brasileiro foi em 1960, mas ocorreram algumas mudanças tributárias desde então. Mas é verdade que vocês precisam de uma reforma ampla nos impostos pelo menos há 15 anos. Adaptações tributárias com taxas progressivas e proporcionais podem ser boas para a realidade de hoje, de um novo século.

Nos anos de Lula e Dilma, não foram realizadas mudanças neste sentido. Eu acho que isso prossegue como uma mudança importante e necessária ao Brasil. O sistema tributário brasileiro não é nada progressista, possui muita taxação indireta que poderia se converter em impostos diretos adequados às rendas. Vocês também têm uma taxação muito pequena na tributação sobre heranças e propriedades. Para fazer isso, uma reforma nos impostos é uma necessidade.

Qual é a sua opinião da economia sob os governos do PT?

Eu acho que o Partido dos Trabalhadores fez um ótimo governo do ponto de vista social, mas poderia fazer mais. E sinceramente não entendo o pessimismo econômico de algumas pessoas com mais um governo de Dilma. Criticam os eleitores mais pobres por terem votado após receber benefícios estatais. Eu acho justo votar em Dilma Rousseff por receber o Bolsa Família e não vejo, sinceramente, nenhum problema nisso, assim como outras pessoas preferem outros candidatos. Mas parece algo das pessoas aqui de São Paulo, enquanto outras regiões, como o norte e o nordeste, pensam de maneira diferente.

O que um segundo mandato de Dilma Rousseff pode fazer de diferente?

Pode fazer uma reforma tributária com impostos progressivos, taxando os mais ricos. O governo também pode buscar uma transparência maior do ponto de vista da renda e da distribuição de riqueza. É uma boa maneira de responder à onda de críticas sobre corrupção e falta de informações. Tenho uma simpatia pelo PT, mas ele pode trabalhar de uma maneira melhor.

Existe um preconceito sobre os impostos para os mais ricos? Os integrantes do chamado 1% do extrato social utilizam a grande mídia para impor sua opinião internacionalmente?

Sim, isso existe e é um problema. Quando você tem uma porção de desigualdades, eles [os ricos] utilizam sua influência através da mídia, principalmente através dos veículos financiados de forma privada, que são guiados pelo dinheiro, e isso se tornou grande sobretudo nos Estados Unidos. No entanto, mesmo com isso, acredito que as forças democráticas se tornaram mais fortes e é um fato que, dentro da história da desigualdade, a taxação descrita pelo meu livro provocará um embate de movimentos de massa pacíficos para o futuro.


http://www.brasil247.com/pt/247/economia/162238/Pikety-Tenho-simpatia-pelos-governos-do-PT.htm


Carta do Grupo Emaús para a Presidente Dilma Rousseff

Segunda, 01 de dezembro de 2014

Carta do Grupo Emaús para a Presidente Dilma Rousseff

"Precisamos, urgentemente, de uma nova política de segurança pública e de reforma de nosso sistema prisional, para que se torne regenerativo e não apenas punitivo. Estão encarcerados/as, hoje, no Brasil, cerca de 550 mil presos/as", escrevem os signatários e signatárias da carta entregue por Leonardo Boff e outros teólogos na mãos da Presidente da República.

Eis a carta.

Estimada Presidenta Dilma Rousseff,

Nós, participantes do Grupo Emaús abaixo relacionados, queremos parabenizá-la por seu esforço e desempenho durante a árdua campanha eleitoral, bem como pelas conquistas de seu primeiro mandato. Somos um grupo de teólogos/as de várias Igrejas cristãs, sociólogos/as, educadores/as e militantes que nos encontramos regularmente há quatro décadas. Estamos todos comprometidos na construção de um Brasil, social e economicamente mais justo, solidário e sustentável.

A maioria batalhou, desde o início, em favor do PT e de seu projeto de sociedade. Nessas eleições de 2014, muitos de nós expressamos publicamente nosso apoio à sua candidatura. Discutimos e polemizamos, pois, percebíamos o risco de que o projeto popular do PT, representado pela Senhora, não pudesse se reafirmar e consolidar. Para nós cristãos, especialmente nas milhares de comunidades de base, tínhamos e temos a convicção de que a participação política, de cunho democrático, popular e libertador, se apresenta como um instrumento para realizar os bens do Reino de Deus.

Esses valores são a centralidade dos pobres, a conquista da justiça social, a mútua ajuda, a busca incansável da dignidade e dos direitos dos oprimidos, a valorização do trabalhador e da trabalhadora, a justa partilha e o respeito pela Mãe Terra. Por isso, na linha do diálogo que a Senhora propôs à sociedade, queremos apresentar algumas sugestões para que seu governo continue implementando o projeto que tanto beneficia a sociedade brasileira, especialmente os mais vulneráveis.

O BRASIL QUE QUEREMOS

Estas são as grandes opções que, acreditamos, devem estar presentes na construção do Brasil que queremos:

PROMOVER UMA REFORMA DO SISTEMA POLÍTICO. Uma reforma que acabe com o financiamento de campanhas eleitorais e partidos políticos por empresas privadas, e estabeleça o financiamento público. Uma reforma que possibilite a participação dos cidadãos e cidadãs no processo de tomada de decisões:

- sobre a política econômica;
- sobre todo e qualquer projeto que tenha forte impacto social e ambiental;
- sobre a privatização de empresas estatais e de serviços públicos.

Uma reforma que contemple também a democratização do Poder Judiciário, pois ele é, hoje, o menos controlado dos três poderes. Só assim poderemos dizer que caminhamos para uma democracia política, econômica, social e cultural, num diálogo efetivo entre membros da sociedade política e da sociedade civil, que signifique governo do povo, pelo povo, para o povo.

REFORÇAR UM MODELO ECONÔMICO MAIS SOCIAL E POPULAR. Repensar criteriosamente a privatização de serviços públicos e de nossas riquezas naturais (entre as quais o petróleo). Orientar um modelo econômico centrado nas pessoas, na realização de seus direitos e numa relação harmoniosa com a natureza, no "bem viver" – como condição para enfrentar a grave crise ecológica na qual estamos imersos. Deve ficar claro para todos, assim o desejamos, que o governo Dilma governa todo o País, mas privilegiando os pobres e aqueles que não são capazes se manter por sua própria conta.

REALIZAR UMA AUDITORIA DA DÍVIDA PÚBLICA, externa e interna, conforme exigência de nossa Constituição(Constituição Federal, Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, art. 26, 1988). Precisamos saber a quem deve e quanto deve realmente o Brasil, e de que forma foi feita esta dívida. A única auditoria que o Brasil fez, em 1931, constatou que 60% da dívida eram irregular, legalmente inexistentes. Em 2000, tivemos um Plebiscito Popular sobre aDívida Externa, do qual participaram 6 milhões de pessoas, e 95% votaram pela realização da auditoria da dívida. OEquador realizou uma auditoria da dívida pública em 2009, e descobriu que 70% da dívida eram irregulares. A partir de então, passou a pagar apenas 30%, o restante foi investido em saúde e educação.

REAVALIAR OS MEGAPROJETOS À LUZ DE CRITÉRIOS ECOLÓGICO-AMBIENTAIS E SOCIAIS para que não ameacem o meio ambiente e o habitat de povos indígenas, quilombolas e populações ribeirinhas. Investir nas energias renováveis, especialmente na energia solar – visto que somos um dos países mais ensolarados do mundo. Estabelecer uma estratégia para o gradual fim da utilização de fontes de energia prejudiciais ao meio ambiente e perigosas à vida, como a energia nuclear e as termelétricas.

PROTEGER O MEIO AMBIENTE: Há anos, cientistas, movimentos sociais, entidades ambientalistas e muitas ONGs vêm advertindo para os sérios problemas climáticos que o Brasil teria se mantiver o tipo de desenvolvimento predatório implementado até agora. O que era uma previsão está ocorrendo diante de nós: a crise mais séria de falta de água de que já ouvimos falar, com riscos evidentes para a população, e a ocorrência de chuvas torrenciais, verdadeiras tempestades, em diferentes lugares do País, que causam destruição e mortes. A desconsideração para com a Amazônia e o Cerrado, com a continuidade do desmatamento - mesmo que o ritmo do desmatamento tenha diminuído -, é o principal fator para as chuvas desmedidas no Norte e a seca no Sudeste. O Brasil precisa assumir a meta do "desmatamento zero".

falta d'água é fruto de vários fatores, entre os quais a desatenção para com as condições de vitalidade dos nossos rios, a realização de megaprojetos, a destruição das matas ciliares, a poluição das águas e a ausência de infraestrutura sanitária e tratamento de esgotos. O Brasil tem uma situação privilegiada no mundo: 13,8% da água doce estão aqui. O maior aquífero, o Alter do Chão, se encontra em nosso País. E, no entanto, vários de nossos rios estão secando, e começa a faltar água em muitos lugares. A segunda maior reserva subterrânea de água doce do mundo, o aquíferoGuarani, vem sendo contaminado pela infiltração de agrotóxicos. Vemos como urgente uma política que privilegie uma mudança da nossa matriz energética em direção a energias mais limpas (solar e eólica), com menor impacto ambiental (grandes hidrelétricas) ou agravamento da contaminação ambiental e do aquecimento global (térmicas a carvão, petróleo e gás).

DEFENDER OS DIREITOS DE POVOS INDÍGENAS E QUILOMBOLAS: Os primeiros habitantes desta terra foram os povos indígenas. Quando os portugueses aqui chegaram, calcula-se que havia cerca de cinco milhões, repartidos em mais de 600 povos, com suas diferentes culturas e línguas. A colonização provocou um verdadeiro genocídio: povos inteiros desapareceram, restando, hoje, menos de um milhão de pessoas. Muitos deles não têm mais terra onde morar - eles que eram os donos milenares destas terras - e estão sendo dizimados, como é o caso dos Guarani-Kaiowá. Outros estão perdendo suas terras e, sobretudo, seus rios, para megaprojetos, para o agronegócio, para mineradoras. O mesmo acontece com comunidades quilombolas. É urgente garantir os direitos constitucionais desses povos, restabelecer suas condições de vida, fazendo florescer toda a riqueza de sermos um País pluriétnico, pluricultural e plurilinguístico, se é que queremos chamar a nossa sociedade de civilização: uma civilização que não faz respeitar os direitos humanos não tem direito a este nome.

REALIZAR A REFORMA AGRÁRIA. Esta é uma reivindicação dos trabalhadores rurais que data da primeira metade do século XX, e que foi um dos motivos para o golpe militar de 1964. A ditadura impediu a reforma agrária, mas os governos posteriores também não a realizaram. É uma reforma estrutural necessária para acabar com a concentração da propriedade da terra - onde 1% dos proprietários detém quase metade da terra -, para democratizar o seu acesso, fazendo com que a terra se destine a quem nela queira trabalhar e produzir alimentos para a população. E garantir condições favoráveis para as pessoas poderem se manter no campo.

PROMOVER A REFORMA URBANA, para democratizar o direito à cidade. Que as cidades sejam feitas para as pessoas e não para os automóveis; investir no transporte público de qualidade, priorizar o uso dos trilhos (metrô, trens), reduzir o tempo de deslocamento entre casa e trabalho. No que diz respeito à habitação, conter a especulação imobiliária e garantir que todos tenham condições de morar dignamente, com pleno acesso aos serviços públicos.

RESTRINGIR TRANSGÊNICOS E AGROTÓXICOS. Até há alguns anos, havia dúvidas sobre se os transgênicos faziam mal à saúde. Este ano, um manifesto de 815 cientistas de todo o mundo alertou os governos de que os transgênicos representam um perigo e que se deveriam estabelecer uma moratória de cinco anos sem transgênicos, até que pesquisas independentes comprovem que fazem bem ao ser humano. É urgente uma política para reduzir, controlar e acabar com este tipo de plantio que está prejudicando a geração atual, mas prejudicará, ainda mais, as gerações futuras. E pior que isso, permite o controle de nossa agricultura por grandes multinacionais desta área, cujo único interesse são os lucros cada vez maiores, pondo em risco nossa soberania alimentar. O mesmo se pode dizer sobre o uso de agrotóxicos: nós somos o maior consumidor de agrotóxicos em nível mundial. Nos países desenvolvidos, vários dos agrotóxicos que aqui ainda são usados foram proibidos há mais de 20 anos. Como chamou nossa atenção o cineasta Sílvio Tendler, "o veneno está na mesa". É absolutamente fundamental estabelecer uma política de estrito controle sobre as substâncias que entram nos nossos alimentos, e reduzir sistematicamente o seu uso.

REFORMA TRIBUTÁRIA. Reformar o nosso sistema tributário para que ele seja progressivo, isto é, para que pague mais quem ganha mais, e pague menos (ou nada) quem ganha menos, o que implica que o imposto sobre a renda tenha mais peso que o imposto sobre o consumo. Introduzir o imposto sobre as grandes fortunas, de modo a reduzir a enorme desigualdade social que caracteriza nosso País. Aumentar o imposto sobre a propriedade territorial rural, para acabar com o privilégio dos latifundiários. Introduzir a taxação sobre o capital financeiro (bancos e investimentos): "taxa sobre transações financeiras" (a famosa Taxa Tobin). Esta reforma é fundamental para reverter o atual sistema tributário, gerador de desigualdade.

POLÍTICA DE SEGURANÇA PÚBLICA. Precisamos, urgentemente, de uma nova política de segurança pública e de reforma de nosso sistema prisional, para que se torne regenerativo e não apenas punitivo. Estão encarcerados/as, hoje, no Brasil, cerca de 550 mil presos/as. A maior parte destes/as se encontram ali por crimes contra o patrimônio ou por tráfico de drogas, não por crimes letais. No Brasil, ocorrem cerca de 50 mil homicídios dolosos por ano. A maioria das vítimas é jovem, pobre, negra, e do sexo masculino. Este genocídio precisa acabar, e temos meios para isso. Que a segurança pública seja exercida para proteger a vida e os direitos dos cidadãos, e não apenas a propriedade.

DEMOCRATIZAR OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO. É necessária uma legislação que torne a liberdade de informaçãoe de expressão uma realidade para todos os brasileiros (e não apenas para a elite que controla a grande mídia), e que abra o espectro da comunicação, quebrando o atual oligopólio - que favorece unicamente a um pequeno grupo de grandes proprietários, em detrimento dos direitos da maioria.

UNIVERSALIZAR OS DIREITOS HUMANOS, políticos, civis, econômicos, sociais, culturais e ambientais, com respeito à diversidade. Garantir um sistema de saúde pública de qualidade, assim como de educação, transporte, saneamento básico. Que se combata, com todo o rigor, a violência policial, o emprego da tortura contra presos comuns e a situação degradante dos presídios superlotados.

VALORIZAR O TRABALHADOR E A TRABALHADORA: Garantir trabalho para todos/as. Trabalho digno e não precarizado. Redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução dos salários, como repartição dos abusivos ganhos de produtividade do capital. Reaparelhamento do aparato fiscalizador do Ministério do Trabalho. Combate à terceirização.

O CONTROLE SOCIAL DA GESTÃO PÚBLICA, para garantir um serviço público voltado para os interesses dos cidadãos. É fundamental que estes possam exercer o controle da atividade parlamentar, assim como o controle dos governos (municipais, estaduais, federal). Reapresentar o projeto de Participação Social. Criar Observatórios de Controle Social (OCS) em todos os municípios brasileiros, formados por representantes da sociedade civil.

A ÉTICA NA POLÍTICA E DA POLÍTICA. O comportamento ético é essencial para a vida do cidadão e, especialmente, para aquele/a que pretende se dedicar ao serviço da sociedade, do bem comum, ao serviço público. Nenhuma política baseada na corrupção levará a uma sociedade justa, democrática, solidária e equitativa. Uma outra política é possível, com punições exemplares e reforma de nossas instituições, de modo a coibir a impunidade. Aproveitamos para afirmar que nos empenharemos em colaborar, através dos meios de que dispomos, para que essas sugestões se tornem possíveis e façam avançar o projeto de sociedade que todos almejamos.

Desejamos sucesso em sua nova gestão, invocamos sobre a Senhora a lucidez e coragem do Espírito Criador e, sobre seu governo, todas as bênçãos divinas de luz, paz e amor solidário.

Seus irmãos e irmãs

AFONSO MURAD - Teólogo, ambientalista e assessor da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) (MG).

ALESSANDRO MOLON - Advogado e Deputado Federal (RJ).

ANDRÉA RODRIGUES MARQUES GUIMARÃES - Doutora em Ecologia, Conservação e Manejo da Vida Silvestre MG-4 348 699 (MG).

ANTONIO CECCHIN – Irmão Marista, advogado, fundador da Comissão Pastoral da Terra – RS. Militante dos movimentos Sociais, Pioneiro da luta e organização dos catadores no Brasil. Assessor do Movimento Nacional dos Catadores de Material Reciclável de Porto Alegre. 6000123148 (RS).

BENEDITO FERRARO – Teólogo, professor de Teologia PUC – Campinas RG 3568777-0 (SP).

CARLOS MESTERS – Biblista, membro fundador do Centro de Estudos Bíblicos/CEBI (MG).

CLÁUDIO DE OLIVEIRA RIBEIRO - Pastor Metodista, professor Universitário. RG 04794811-1 (SP).

EDSON FERNANDO DE ALMEIDA – Teólogo, pastor da Igreja Cristã de Ipanema. Coordenador do "Compassio: teologia arejada, pastoral comprometida". RG 112625819 (RJ).

EDWARD NEVES MONTEIRO DE BARROS GUIMARÃES – Teólogo, membro da Sociedade de Teologia e Estudos da Religião (SOTER). Professor de Cultura Religiosa e Filosofia na PUC Minas. Coordenador do Curso de Especialização em Teologia do Centro Loyola. RG M-4 997 414 (MG).

EKKE BINGEMER - Profissional Independente de Administração de Serviços (RJ).

FRANCISCO DE AQUINO PAULINO JUNIOR – Teólogo, presbítero da diocese de Limoeiro do Norte – CE. Professor da Faculdade Católica de Fortaleza e Universidade Católica de Pernambuco. Assessor de Pastorais Sociais. RG: 2008858604-3 (CE).

FREI BETTO – Jornalista, escritor assessor de Movimentos Sociais. RG 14214910 SSP-MG (SP)

FREI SINIVALDO SILVA TAVARES – Teólogo, professor de Teologia Sistemática na Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (FAJE) e no Instituto Santo Tomás de Aquino (ISTA). M 2327250 SSP/MG (MG)

JETHER RAMALHO – Sociólogo, membro da Igreja Cristã de Ipanema. Membro fundador do Centro de Estudos Bíblicos/CEBI e do Conselho Editorial do Boletim REDE. (RJ)

JOSE OSCAR BEOZZO – Historiador, teólogo, coordenador Geral do Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular – CESEEP (SP). Professor Universitário. RG 2.769.363-6 SSP-SP (SP)

LEONARDO BOFF – Teólogo, filósofo, escritor, membro da Comissão Internacional da Carta da Terra e autor de Ecologia: grito da Terra, grito dos pobres, Vozes 2014. RG (Genésio Darci Boff): 02 773 327-8 Detran (RJ)

LÚCIA RIBEIRO – Socióloga, membro do Iser – Assessoria. Membro do Centro Alceu Amoroso Lima. RG 055068274 IFP/RJ. (RJ)

LUCILIA RAMALHO – Vice-Presidente do Centro de Recreação Infantil (CRI) da Igreja Cristã de Ipanema. (RJ)

LUIZ ALBERTO GÓMEZ DE SOUZA – Sociólogo. diretor do Programa de Estudos Avançados em Ciência e Religião da Universidade Candido Mendes e membro do Centro Alceu Amoroso Lima. RG 04488154591 IFP/RJ. (RJ)

LUIZ CARLOS SUSIN – Teólogo, professor do Programa de Pós-Graduação e de Filosofia da PUC/RS na cadeira de Ética Ambiental, secretário Geral do Fórum Mundial de Teologia e Libertação e membro do Comitê de Redação da Revista Internacional de Teologia Concilium. RG 1003162623. (RS)

LUIZ EDUARDO W. WANDERLEY – Sociólogo, professor da PUC-SP e membro da Diretoria do CEESEP e da Ação Educativa. (SP)

MAGALI CUNHA – Jornalista, docente do Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da Universidade Metodista de São Paulo e editora do Blog Mídia, Religião e Política. RG 05477006-0 (IFP/RJ). (SP)

MANFREDO ARAÚJO DE OLIVEIRA – Filósofo e professor Titular da Universidade Federal do Ceará. RG 99010318053. (CE)

MARCELO BARROS – Teólogo escritor e coordenador latino-americano da Associação Ecumênica de Teólogos/as do Terceiro Mundo (ASETT). RG 4242073 - SSP - GO. (PE).

MARCIA MARIA MONTEIRO DE MIRANDA - Educadora popular e membro do Centro de Defesa dos Direitos Humanos de Petrópolis e do Centro Nacional dos Direitos Humanos de Brasília. 11.878.008-9 – Detran. (RJ)

MARIANGELA BELFIORE WANDERLEY - Assistente Social. Docente da PUC/SP professora do Programa de Estudos Pós-Graduados em Serviço Social da PUC-SP, pesquisadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Movimentos Sociais da PUC-SP e membro do Grupo Nutrição e Pobreza do Instituto de Estudos Avançados – IEA da USP. (SP)

MARIA CLARA LUCCHETTI BINGEMER – Teóloga, articulista do Jornal do Brasil, professora da PUC/RJ e membro do Comitê de Redação da Revista Internacional de Teologia Concilium. (RJ)

MARIA HELENA ARROCHELLAS – Teóloga e diretora do Centro Alceu Amoroso Lima para a Liberdade/CAALL. RG 121.534.700-5. (RJ)

MARIA TEREZA BUSTAMANTE TEIXEIRA – Médica sanitarista, professora Associada da UFJF, pesquisadora do Instituto Nacional de Câncer lotada na UFJF, coordenadora do Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva, coordenadora adjunta do NATES/UFJF e editora Geral da Revista de APS. (MG)

MARIA TEREZA SARTORIO – Pedagoga, educadora Popular e membro da Coordenação Nacional do Movimento Fé e Política. RG MG 18292550. (ES)

OLINTO PEGORARO – Filósofo, professor Titular de Ética da UERJ e trabalha com Movimentos Sociais na Comunidade do Borel. (RJ)

ROSEMARY FERNANDES DA COSTA – Educadora, teóloga, membro da SOTER, assessora da CNBB. Professora da PUC Rio, Teresiano CAP/PUC e Secretaria de Educação do RJ. RG 3 750 717-5 - DETRAN - RJ (RJ)

ROSILENY SCHWANTES - Cientista da Religião, psicóloga e professora da Universidade Nove de Julho. RG 38 910 786 4. (SP)

TEREZA MARIA POMPEIA CAVALCANTI – Teóloga, assessora de CEBs e professora na PUC-RJ. (RJ)


http://www.ihu.unisinos.br/noticias/537968-carta-enviada-para-presidenta-dilma-rousseff


sociedad


Vázquez y Sendic ante “los jinetes de la historia”

Vázquez y Sendic ante "los jinetes de la historia"

 
 

Lengua de señas

Fecha: 30/11/2014 | Categoría: Política


Discursos del presidente y vice electos en el acto público del Frente Amplio.




El presidente electo de la República, Tabaré Vázquez, junto a su vice, Raúl Sendic, llegaron caminando desde Ejido y San José hasta el estrado instalado en 18 de Julio y Santiago de Chile. Allí la militancia  frenteamplista los esperaba para escuchar sus discursos que comenzaron con la ya clásica apelación "festejen uruguayos, festejen".

Vázquez historió la trayectoria del Frente Amplio y se comprometió a cumplir su programa.

Sendic cerró el acto con una evocación de su padre, fundador y líder histórico del MLN, y calificó a los frenteamplistas de "jinetes de la historia".



Cancion con todos

Salgo a caminar
Por la cintura cosmica del sur
Piso en la region
Mas vegetal del viento y de la luz
Siento al caminar
Toda la piel de america en mi piel
Y anda en mi sangre un rio
Que libera en mi voz su caudal.

Sol de alto peru
Rostro bolivia estaño y soledad
Un verde brasil
Besa mi chile cobre y mineral
Subo desde el sur
Hacia la entraña america y total
Pura raiz de un grito
Destinado a crecer y a estallar.

Todas las voces todas
Todas las manos todas
Toda la sangre puede
Ser cancion en el viento
Canta conmigo canta
Hermano americano
Libera tu esperanza
Con un grito en la voz