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pergunta:

"Até quando vamos ter que aguentar a apropriação da ideia de 'liberdade de imprensa', de 'liberdade de expressão', pelos proprietários da grande mídia mercantil – os Frias, os Marinhos, os Mesquitas, os Civitas -, que as definem como sua liberdade de dizer o que acham e de designar quem ocupa os espaços escritos, falados e vistos, para reproduzir o mesmo discurso, o pensamento único dos monopólios privados?"

Emir Sader

1.10.10

Carta Maior - Blog do Emir Sader - O jogo da direita



28/09/2010

O jogo da direita

A direita desistiu de ganhar. Se rendeu à imensa maioria nova que se constituiu no Brasil a partir do governo Lula e de suas conseqüências sociais. Já despejou sua decepção e sua raiva no seu candidato, incapaz de manter uma dianteira que eles mesmos nunca souberam explicar, mas que os acalentava de ter o candidato mais viável. Se rendeu a direita a um candidato que não era o da sua preferência, mas o mais viável para voltar ao governo. Sofreu com a crise de identidade dessa Viúva Porcina, que foi sem nunca ter sido – foi um bom economista, sem nunca ter sido; foi grande governante, sem nunca ter sido; tinha uma trajetória exemplar como político, sem nunca ter tido.

Pelos editoriais, a linha da direita é tudo, menos o Lula, tudo contra a Dilma, candidata da continuidade do governo Lula. A preocupação das ultimas semanas é diminuir o poder do próximo governo. A FSP fala na necessidade de limitar o poder (dos outros, nunca o deles). O Globo se preocupa com a maioria no Congresso (como se o Lula não tivesse, até mesmo para buscar um terceiro mandato, não fosse democrático, ao contrario de FHC, que mudou a Constituição durante seu mandato, para ter dois).

Agora, é buscar o segundo turno, como forma de demonstrar limitações no apoio ao Lula, mais semanas de embate e tentar demonstrar que seu denuncismo ainda tem poder de influencia. Sabem que o Serra é um cadáver político. Com tudo o que fizeram com ele (como diz o meu primo Zé Simão: se parece ao Atlético Mineiro, cada vez que aparece na televisão, perde 3 pontos), não conseguem alavancá-lo.

Daí a operação Marina. Era a ministra mais criticada do governo, com suas picuinhas, que brecavam obras de infra estrutura, se tornou a queridinha da mídia, trogloditas de repente descobrem e se tornam ecologistas de ocasião. A soma dos dois, mais nanicos, mais dificuldades de gente do povão de votar para tantos candidatos (para presidente é a sexta votação) e a necessidade de levar documento com fotos, anima a oposição. Pelo menos para não levar uma goleada desmoralizante.

Já têm como seguro Senado e Câmara com grande maioria governista, maior parte de governadores a favor do governo e eleição da Dilma, no primeiro ou segundo turno, como estabelecidos. O plano agora, para salvar os dedos é:

- garantir São Paulo, Minas e o Paraná
- conseguir chegar ao segundo turno
- tentar diminuir a maioria governista no Parlamento.

Para esta ultima, a oposição busca evitar o mês de janela que se anuncia para logo depois da eleição, que sangraria mais ainda os já combalidos partidos da oposição. DEM e PPS com riscos de desaparição, PSDB tornando-se um partido médio na representação parlamentar.

Conta, para a operação final, com o monopólio privado da mídia, seu elemento forte, aquele em que são claramente majoritários. A operação Data Folha era previsível. Pode ser que mantenham uma diferença baixa ou que, para tentar segurar um pouco que seja de credibilidade, voltem a aumentá-la, depois que esse DF tenha os efeitos possíveis. O Globo, a FSP, o Estadão e a Veja, se jogam com tudo, sem pensar nas conseqüências pós-eleitorais, com uma derrota que demonstra como perderam totalmente a capacidade de influência. Tentam agora sobreviver a todo custo, contra ventos e tempestades, depois que seu candidato naufragou espetacularmente.

Postado por Emir Sader às 11:00

http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=1&post_id=554

votar em dois candidatos ao Senado...

boleto2votos.jpg
A direita 'usa' Marina Silva como glacê verde do udenismo lacerdista, emprestando-lhe um frescor de photoshop que a direita nunca teve neste país e Serra, naturalmente, foi incapaz de suprir.
 
(Editorial Carta Maior, 29/09/2010)

Sobre as eleições

Sobre a Marina...

 

Diante da saudável polêmica gerada pela exposição dos candidatos minoritários à eleição presidencial, peço licença para entrar privadamente no correio de vocês com algumas reflexões.

Uma grande preocupação que tenho com relação à Marina é a ausência de estrutura partidária e programática que sustente sua eleição.

 

A legenda da qual se serve para sua cruzada é uma legenda cujos  compromissos originais com o meio-ambiente se restringem a um núcleo ideológico residual e, ainda assim, sem a visão purista da Marina.

 

Hoje o PV é um amontoado desorganizado de pessoas as mais variadas, uma autêntica legenda de aluguel, sem uma linha programática que tenha verdadeiramente unido seus candidatos.

 

Sua candidatura não conseguiu formar uma coligação, o que é preocupante, pois significa que a composição política será feita após a eleição, fraudando o eleitor crédulo que votou numa terceira via pura.

 

Ou seja, eleita, Marina terá que "ir às compras".

Já imaginaram na improvável hipótese de Marina ganhar?

 

Como montaria seu governo?

 

Terá seu partido quadros suficientes para prover os milhares de cargos no governo federal?

 

O que vai ocorrer é uma afluência gigantesca de adesistas e oportunistas que a Marina jamais conseguirá segurar nem, muito menos, posteriormente, controlar.

 

E, pior, o apoio entusiasmado do PSDB/DEM, no segundo turno, evidentemente de olho no loteamento de cargos no governo federal.

 

Marina, caso ganhe, governará refém da direita.

 

Sintomático seu ato falho pedindo "votos para os candidatos do 45"!

 

Votar na Marina é votar no Serra, cujo grupo se espalhará pelo governo federal e fará de Marina autêntica marionete.

E seu programa?

 

Ela sabe o que fazer com as milhões de questões, não só ambientais, que envolvem governar um país?

 

Ela tem técnicos  gabaritados para assessorá-la?

 

Provavelmente será engolida.

 

Se uma hidrelétrica engoliu Marina no governo Lula, imagine então três, quatro hidrelétricas ao mesmo tempo..... mais termoelétricas, extensas plantações de biodiesel, energia nuclear, mais o agronegócio..... mais as monoculturas.... mais etc etc.......

 

Em sua passagem pelo Ministério do Meio-ambiente não demonstrou as características necessárias de diálogo e articulação, coisa que o Lula faz magistralmente, em qualquer setor.

 

Se não dialogou com setores desenvolvimentistas do governo, como dialogará com setores reacionários alojados na direita?

 

Vai renunciar à presidência da República?


Ela, pessoalmente, é simbólica e respeitável, mas está longe de reunir as condições de assumir a cadeira.

Sobre o Plínio...


Quanto ao Plínio, eu me vejo nele, eu era assim, radical.

 

Mas ele está com seus 80 anos (quem é seu vice mesmo?), e o que dizer da equipe para governar?

 

Completamente utópico, quase folclórico, o Plínio tem hora que nem consegue debater, apela pra desqualificação, pra se destacar perdendo, com piadas, tempo precioso que utilizaria para divulgar as propostas.

 

Mas, enfim, PSOL, um partido necessário, não é?

 

Pelo menos como referência, pra gente não se esquecer de certos conceitos que são verdadeiras instituições ideológicas.

 

Ainda merece o nosso respeito.

Assim, excluído o Serrágio, que para mim não é nem mesmo uma opção, ainda mais agora, com a Petrobrás valendo zilhões, volto pra candidatura que efetivamente reúne condições de tocar o projeto de administrar esse gigantesco país, com 80% de aprovação interna e reconhecimento internacional.

 

Adivinhem qual é?

 

Com todo o respeito pela Marina e pelo Plínio, nossos companheiros na esquerda há muitos anos.

Se considerarem oportuno, podem repassar essas reflexões e preocupações nesta reta final.

Segue o link para o abaixo assinado da comunidade cultural em defesa do governo Lula (vale a leitura e a assinatura):
http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/7080

Grande abraço, sigo confiante na vitória em primeiro turno!

 

Dilma Presidenta!

 

 

Para Presidenta - Dilma 13.

Para Governador   -    Tarso 13

Para Senadores    -    Paim 131     e     Abigail 651

Para deputado federal - PT - 13

Para deputado estadual - PT - 13

 

pedido

Em oito anos, o Brasil mudou: nosso embaixador não tira mais o sapato para entrar nos EUA; o FMI aqui não manda mais; privatizações, universidades e escolas técnicas caindo aos pedaços, não existem mais.
O Brasil realmente pode mais, mas não com a oposição.
 
Para o Brasil seguir mudando, precisamos eleger a Dilma, com o aprofundamento do projeto de nação iniciado no Governo Lula.

 

Nesta campanha eleitoral, a oposição e a grande mídia estão fazendo muita apelação, denuncismos, mensagens mentirodas, preconceiros (mensagens mentirosas desmentidas com qualquer análise e conhecimento dos fatos; alguns desmentidos em: http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/os-e-mails-falsos-sobre-dilma#more).

 

Mantenho-me no mesmo lado, junto àqueles que lutam por um Brasil solidário, justo e soberano, que outrora superaram os preconceitos contra o "analfabeto e despreparado" que, ao invés de "botar fogo no país", iniciou mudanças significativas neste país.

 

Por isso, para Presidenta voto  e peço voto em Dilma 13.

Voto também em outros candidatos que apoiarão esse processo de mudança ao qual estamos assistindo:

Para Governador   -    Tarso 13

Para Senadores    -    Paim 131     e     Abigail 651

Para deputado federal - peço o voto para todos/as candidatos do PT - 13

Para deputado estadual - peço o voto para todos/as candidatos do PT - 13

 

Abraços a tod@s e,

se Deus quiser,

até à vitória!

Tarso diz que campanha é espetáculo de política | Notícias | Tarso 13

A campanha Tarso Genro Governador é um reencantamento das pessoas pela política, um verdadeiro espetáculo da democracia. A definição é do próprio Tarso, ao dizer que as caminhadas para o interior, na grande Porto Alegre, na grande Região Metropolitana e nos municípios mais distantes do Estado mostram a enorme receptividade do eleitor com os candidatos da Unidade Popular pelo Rio Grande. "As pessoas que nos recebem nos mais diferentes locais compreenderam a nossa mensagem. Até os nossos adversários, quando nos encontram, nos recebem com respeito", avaliou.

Esta simpatia do eleitor, demonstrada em todas as atividades da campanha, segundo Tarso, é o resultado de um programa costurado com a sociedade a partir das caravanas e de contatos diretos com as pessoas. "Mas é claro que isto tem muito a ver com o presidente Lula, com o prestígio que ele tem no País e aqui no Estado e a grande mudança social e política que o Brasil atravessa em direção ao progresso, ao desenvolvimento e à distribuição de renda", revelou.

"A nossa campanha está maravilhosa e estamos fazendo esforço pra chegar a 50% e, depois quem sabe, mais um votinho para ganhar esta eleição ainda no 1ª turno", avaliou. Tarso disse que a campanha é um reflexo desta expectativa de um novo Estado e que a acolhida é o resultado da vontade de que o Rio Grande do Sul comece a acompanhar o mesmo processo de crescimento do Brasil, que ele não fique fechado, triste, briguento, deprimido. "Existe uma esperança de que o Estado se articule com o resto do país e que possa proporcionar ao seu povo padrões superiores de vida, de participação democrática, diálogo político", resumiu Tarso.

http://www.tarso13.com.br/2010/09/tarso-diz-que-campanha-e-espetaculo-de-politica/

teleSURtv.net

Ex abogado de Lucio Gutiérrez lideró ataque contra televisión pública de Ecuador

Violentan entrada de televisora pública en Quito (foto: teleSUR)

El ex abogado de Lucio Gutierrez, Pablo Guerrero, lideró asalto a instalaciones de TV Ecuador, lo que confirma la teoría del presidente de Ecuador, Rafael Correa, según la cual Gutierrez forma parte del grupo que ha conspirado para llevar a cabo este golpe de Estado.

TeleSUR 30/09/10

Las imágenes transmitidas por TV Ecuador sobre el ataque que sufrió su sede en Quito, muestran al ex abogado de Lucio Gutiérrez, Pablo Guerrero, liderando al grupo de personas que irrumpieron violentamente en el medio de comunicación.

El periodista de ecuatoriano, Marcos Párraga confirmó en conversación telefónica con teleSUR, que Guerrero junto con otras 40 personas rompieron las puertas principales de vidrio del edificio que contiene, además de la televisión, radio y prensa escrita de carácter público.

Párraga narró que Guerrero arengó en un discurso al grupo que lo acompañaba, inmediatamente después irrumpieron a la parte inferior del recinto con gritos de "fuera Correa" y trataron evitar que se siguiera transmitiendo.

Agresiones a la prensa internacional

Policías sublevados en contra del Gobierno de Ecuador, golpearon este jueves a dos fotógrafos de la AFP, además de despojarlos de cámaras y les obligaron a borrar material gráfico, denunciaron los reporteros.

Los fotógrafos fueron agredidos en los alrededores del hospital donde permanece secuestrado el presidente Rafael Correa, en el norte de Quito, recibiendo puñetazos y puntapiés por parte de los efectivos sublevados.

A uno de ellos le arrebataron una cámara fotográfica y otra de video, pero logró recuperar la primera en un forcejeo.

El otro fotógrafo fue retenido momentáneamente por cuatro agentes que también lo golpearon y le obligaron a borrar fotografías de la represión que los sublevados llevaron a cabo contra simpatizantes de Correa, que se dirigían hacia el centro médico para expresar su apoyo al mandatario.

"Me echaron gas en los ojos y me obligaron a borrar las tarjetas" electrónicas, relató el fotógrafo.

http://www.telesurtv.net/solotexto/nota/index.php?ckl=79216

teleSURtv.net

Correa agradeció al pueblo ecuatoriano por su apoyo. (Foto: teleSUR)
 
Correa afirma que policías sublevados eran infiltrados de Lucio Gutiérrez

El presidente de Ecuador, Rafael Correa, aseguró que los policías que se sublevaron este jueves contra su Gobierno y lo mantuvieron secuestrado por más de 10 horas, eran infiltrados al servicio del ex presidente, Lucio Gutiérrez.

http://www.telesurtv.net/solotexto/index.php

Cancion con todos

Salgo a caminar
Por la cintura cosmica del sur
Piso en la region
Mas vegetal del viento y de la luz
Siento al caminar
Toda la piel de america en mi piel
Y anda en mi sangre un rio
Que libera en mi voz su caudal.

Sol de alto peru
Rostro bolivia estaño y soledad
Un verde brasil
Besa mi chile cobre y mineral
Subo desde el sur
Hacia la entraña america y total
Pura raiz de un grito
Destinado a crecer y a estallar.

Todas las voces todas
Todas las manos todas
Toda la sangre puede
Ser cancion en el viento
Canta conmigo canta
Hermano americano
Libera tu esperanza
Con un grito en la voz